minervapop

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BLACK ICE TOUR - COMEÇA HOJE !


Em 01-outubro, a partir da 00:01am., iniciarão as vendas para o show do ACDC no Brasil, pela internet (http://www.ticketmaster.com.br/).

Os telefones da Ticketmaster, 2846-6000 (São Paulo) e 0300 789 6846 (outras cidades), abrirão vendas a partir das 9h.

Para os demais pontos de venda espalhados pelo país apartir das 10h (http://www.ticketmaster.com.br/shwPDV.cfm.

A bilheteria oficial do show, Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro), abrirá às 12h. Os clientes portadores dos cartões Citibank, Credicard e Diners pagam em três vezes sem juros no cartão.

Maiores informações acesse o site http://mediahouse.com.br/acdc/

Caso você conheça o AC/DC apenas “superficialmente”, e quer se divertir no show a dica é escutar três álbuns obrigatórios: “Highway to Hell”, “Back in Black”, For Those About to Rock”.

Claro que o álbum da turnê, “Black Ice” é fundamental para o show, mas os citados anteriormente são diversão garantida.

Veja abaixo o mapa dos setores á venda no Estádio do Morumbi (basta "clicar" na imagem para ampliar):


Como de costume, segue um vídeo . É isso!


Anselmo


terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Z" - OBRA PRIMA DE COSTA GAVRAS


Depois do “post” do meu parceiro Sandro sobre o filme “El Lobo”, não poderia deixar de comentar sobre um dos filmes políticos mais controverso, dramático, contundente, explícito, e esclarecedor de todos os tempos: “Z” do diretor Costa-Gavras.

O Filme é baseado no romance político de Vassilis Vassilikos intitulado “Z” (1966) , sobre a vida e morte de Gregoris Lambrakis (03 de abril de 1912 – 27 de maio de 1963) , um político socialista grego que foi assassinado por seus opositores com uma pancada na cabeça camuflada por um acidente automobilístico, devido ao seu envolvimento com o Movimento Pacifista Internacional.

O título representa a primeira letra da palavra grega “Zei” (Ele vive!), muito popular em pichações de muros das cidades na Grécia nos anos 60.

“Z” é uma produção franco-argelina de 1969, que recebeu vários prêmios, dentre eles o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1970. No filme, logo após o incidente, membros da direita, militares e policiais tentam abafar a tragédia. O promotor encarregado do caso precisa agir como detetive para descobrir os verdadeiros culpados, o desfecho é surpreendente e de extrema inteligencia.

O filme tem alguns momentos que foram marcantes pra mim, como a trajetória do assassino e psicopata Yago. Personagem forte, pedófilo, desprezível, que deixa de cara o espectador com um forte sentimento de revolta incontrolável, mesmo sabendo que se trata de um filme.

Outro momento interessante é nos créditos finais, que devido a retomada do poder por parte dos militares, mostra temas e autores banidos: movimentos pacíficos, greves, sindicatos, cabelos compridos em homens, Beatles, Tolstoi, Socrates, imprensa livre, etc.

Como não gosto de fazer muito “resumo” ou “sinopses” desses assuntos, somente recomendo aos leitores do Blog que procurem, assistam, e tirem sua próprias conclusões. Porém afirmo, é um título obrigatório a ser conferido a todos que gostam e adimiram a arte do cinema.

O diretor é Costa-Gavras (Konstantinos Gavras) nascido em 12 de fevereiro de 1933 na Grécia e naturalizado francês, é reconhecido mundialmente por seus filmes de dramatização política e ficção social - A Confissão (1970), Estado de Sítio (1973) e Amém (2002) são um exemplo de suas obras.

Anselmo


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

HERÓI OU TRAIDOR? - O LOBO, A HISTÓRIA DE UM INFILTRADO NO E.T.A.


Quando decidimos criar este blog, a proposta original era: "Não falar de religião, politica e futebol".

Tarefa difícil, visto que todos aqui são fanáticos por este esporte, além de cultivarem um especial interesse por política. Mas não dava para misturar as coisas, queríamos falar de assuntos mais leves que não envolvessem o tipo de paixão irracional que os temas citados suscitam.

Justamente por eu gostar e me interessar tanto por política, sempre tive uma atenção especial com filmes que a tem como pano de fundo ou mesmo na trama principal. E o post de hoje é sobre este tipo de filme.

Eu vou indicar a todos vocês o filme espanhol chamado "O Lobo". Lançado em 2004 (passou nos cinemas daqui em 2005), o filme dirigido por Miguel Courtois é inspirado na história real de Mikel Lejarza (Eduardo Noriega), um cidadão comum do País Basco que sem querer acaba se envolvendo com o movimento revolucionário ETA e é preso acusado de participação num atentado sem ter culpa alguma. Ele então é cooptado pela polícia espanhola e torna-se um agente secreto infiltrado. Batizado de El Lobo, passa a frequentar importantes esferas do grupo, conhecendo e desenvolvendo relações com a liderança do movimento.

Ao mesmo tempo em que ele ascende dentro da organização e suas informações ficam cada vez mais valiosas, cresce a desconfiança entre seus companheiros de que existe um traidor infiltrado. Já como líder, Lobo passa por dúvidas morais e testemunha o racha dentro do grupo entre a parte que quer transformar o ETA em um partido politico preparado para o fim da ditadura de Franco que parecia próxima e a parte que pretende utilizar a luta armada para a todo custo, conquistar a independência do País Basco.

Quando esta segunda parte leva vantagem nesta disputa interna, Lobo decide cumprir seu papel de espião e detona a organização. Esta atitude traz um abalo significativo na estrutura do ETA, interrompendo o crescimento do grupo e quase o dizimando por completo, com a queda de 25% dos integrantes, dentre eles importantes lideranças. Neste meio tempo, Lobo é abandonado pela autoridades e com a sentença de morte decretada pela organização, passa a ser procurado por todos os simpatizantes da causa, que não o encontraram até hoje, mas ainda o procuram.

O bacana é que o filme mostra um pouco dos dois lados e apesar de tratar o grupo ETA como vilão, não glorifica a polícia espanhola, atrelada ao regime ditatorial e fascista de Franco. É uma ótima fotografia do que se passou por lá nos meados da década de 70.

Eu particularmente reconheço a luta do povo basco pela sua indenpendência e acho louvável a atitude de não submissão a Madrid. Estive alguns anos atrás visitando a região a trabalho e fiquei muito impressionado com a consciência política das pessoas. Todos os jornais que li eram extremamente críticos em relação a capital espanhola. Também observei em muitas cidades, bandeiras do ETA exibidas como um sinal de resistência. Não vou entrar no mérito dos meios utilizados pelo grupo (hoje muito mais um partido do que uma organização terrorista), mas é claro que entre os bascos existe um respeito pelo movimento separatista.

Fora toda esta questão, é um baita filme. O assisti no cinema e posteriormentes comprei o DVD. Para quem já ouviu falar do ETA mas não conhece nada sobre o que se passa na região ou para quem simplesmente quer assistir um ótimo filme, eu recomendo. No final, você decide, Lobo foi um traidor ou um herói?


Sandro


domingo, 27 de setembro de 2009

BOB DYLAN - INTRODUÇÃO AO FOLK

A algum tempo tenho ouvido falar de Mallu Magalhães e Vanguart como os maiores expoentes da volta do “Folk Music” na mídia, pelo menos a brasileira.

Como nunca me interessei por esse tipo de música, não tinha uma opinião formada sobre o assunto. Na verdade “Folk”, pelo menos pra mim, era como um bom livro que a gente deixa pra ler depois.

Mas eis que cai no meu colo, literalmente “de pára-quedas”, o filme “No Direction Home – Bob Dylan” de Martin Scorsese.

Como já declarei aqui no Blog, Scorsese é um de meus diretores preferidos, e por se tratar de um trabalho de sua autoria, finalmente iria tirar o velho livro da estante.

O filme não somente dá uma introdução ao início da carreira de Bob Dylan e de sua consagração como "Pop Star" mundial, mas também uma aula introdutória da música Folk americana e o que ela representou para aquele país nos anos 60.

A película mostra um resumo dos importantes nomes da música folk que viriam a moldar o estilo musical do jovem de origem Judeu-Russa, Robert Allen Zimmerman.

Artistas como Woody Guthrie, Peter Seeger. A influência da literatura “beatnik” de Jack Kerouac, especialmente o livro “On The Road” (1957). O turbilhão causado pela transição do folk pro rock´n´roll em 1965 na época dos discos "Bringing It All Back Home" e “Highway 61 Revisited”, onde a turma da “ala de esquerda” e do “protesto” contestavam e criticavam Bob Dylan por sua inevitável “evolução” musical para os instrumentos elétricos.

Pra mim que nunca me aprofundei muito no assunto, o filme foi um bom resumo de toda essa “coisa” da música folk e sua importância social e cultural na indústria do entretenimento.

A partir daí, a minha busca sobre um conceito pessoal dos dois garotinhos citados no início do “post” se tornou insignificante e irrelevante.

Abaixo deixo o "trailer" de "No Direction Home" , e um trecho do concerto no Royal Albert Hall em 1966, onde as vaias ,por parte da platéia, mostram o momento "controverso" em sua carreira.

Anselmo



sábado, 26 de setembro de 2009

IGGY POP NO BRASIL - PLANETA TERRA FESTIVAL FECHA A ESCALAÇÃO


Amigos, agora já dá para definir o que fazer no próximo dia 07 de novembro. Escrevi sobre o assunto diversas vezes (aqui, aqui e aqui), mas é que realmente fica difícil de acreditar que num país tão carente de shows gringos, São Paulo tenha num mesmo dia dois festivais de música acontecendo e ambos com escalações de primeiro nível.

Então, eu estava numa dúvida danada qual deles escolher e na verdade estava esperando o anúncio da última atração do Planeta Terra. Esta confirmação aconteceu na quinta-feira e trata-se "apenas" de Iggy Pop and The Stooges.

Se ele viesse sozinho, já seria muito legal. Porém Iggy virá ao Brasil com os Stooges, o que é sensacional. Ele já tocou aqui com a banda em 2005 e foi fantástico. Um show incrível, com uma puta energia, culminando com o chamado (atendido) para que a galera subisse no palco no meio de "No Fun". A diferença é que o guitarrista não será mais Ron Asheton que morreu este ano. Para seu lugar entrou James Williamson (o Anselmo fez um post específico sobre esta troca aqui). O bacana é que eles vão tocar músicas do album Raw Power (leia sobre o disco aqui), o que não rolou na última apresentação. Li inclusive que com esta volta do Williamson, a idéia era tocar o disco todo nos shows onde Iggy estivesse com os Stooges. Vamos aguardar.

Bom, com tudo isso, minha dúvidas acabaram. Vou no Planeta Terra com certeza e deixo de rever o Faith No More e assistir ao nunca visto Jane's Addiction. Me acreditem, Primal Scream, Sonic Youth e Iggy Pop farão shows memoráveis.
Ainda não conversei com meu parcerio de blog sobre o assunto, mas mesmo sabendo que o apressado já comprou o ingresso para o Maquinaria, eu me lembro muito bem da reação dele quando o Iggy Pop apareceu com os Stooges no Claro que é Rock em 2005.

O festival vai ser no dia 07 de novembro no Playcenter (brinquedos liberados para quem estiver lá) e os ingressos estão à venda por R$ 170,00. A programação oficial divulgada ontem é essa aqui:
Palco principal:
16h00 - 17h00 - Macaco Bong
17h30 - 18h30 - Móveis Coloniais de Acaju
19h00 - 20h00 - Maximo Park
20h30 - 21h45 - Primal Scream
22h15 - 23h45 - Sonic Youth
00h15 - 01h30 - Iggy Pop and The Stooges
02h00 - 03h00 - Etienne de Crecy (live act)

Palco 2:
18h00 - 19h00 - Ex!
19h30 - 20h30 - Copacabana Club
21h00 - 22h00 - Patrick Wolf
22h30 - 23h40 - Metronomy
00h00 - 01h00 - The Ting Tings
01h30 - 02h30 - N.A.S.A.
03h00 - 04h00 - Anthony Rother (live act)

Abaixo vídeos da passagem do Iggy Pop no Brasil em 2005. O primeiro muito bem gravado pelo ótimo site showlivre.com, o outro mostra o momento em que a galera atende o chamado do cara e começa subir no palco para "No Fun".


Sandro



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NABOKOV, SELLERS , STING

Pra encurtar a história, este é mais um “post” sobre evolução de idéias, e como um tema genial e polêmico pode influenciar artistas e resultar em grandes trabalhos.

Pois então vejamos:

O escritor russo Vladimir Vladimirovich Nabokov publicou o controverso romance Lolita em 1955, escrito originalmente em inglês.

Narrado na primeira pessoa, o romance conta a história de Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada de doze anos Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Rejeitado por várias editoras antes de chegar ao grande público, o livro tem drama, perseguição, mistério, trama policial. Mas o grande ponto é a atração obsessiva que o protagonista sente pela menina, e as conseqüências que isso acarreta. O termo Lolita criou uma gíria para meninas menores de idade, que de forma precoce, são sexualmente atraentes.

O cineasta Stanley Kubrick foi responsável pela sublime versão cinematográfica do romance em 1962. Um dos pontos altos do filme é a interpretação de Peter Sellers no papel de Clare Quilty. O talento de Sellers combinado com a inteligência e direção de Kubrick resultaram em um desempenho magnífico do ator, que interpretou no filme outros papeis. Esse "estilo" inspirou futuras gerações de artistas e comediantes.

A banda The Police lança o álbum Zenyatta Mondatta (1980) que tem o sucesso “Don´t Stand So Close to Me”. Essa canção conta a história de um professor que é assediado por uma de suas alunas, o que lhe causa certo nervosismo e incerteza. Pelo menos é isso que entendo com o verso “Just like the old man in that book by Nabokov”, onde Sting faz menção ao livro Lolita. E devo confessar que eu, e mais toda uma geração, nos demos conta dessa obra a partir dessa música.

Abaixo deixo um vídeo sobre cada tema acima. Encontrei um do próprio Nabokov falando para um programa da TV francesa sobre o livro Lolita, as legendas são em espanhol, mas vale a pena.

É isso.






quarta-feira, 23 de setembro de 2009

RADIOHEAD - ATÉ ONDE VAI UM FÃ

Estou para escrever sobre este assunto já faz um tempo, mas foi passando e eu ainda não tinha comentado por aqui. Não sei se vocês ficaram sabendo do curioso caso de um carinha chamado Andrews F.G que finalizou um DVD com o show na íntegra da banda Radiohead em São Paulo no dia 22 de março deste ano.

Quem não ouviu falar pode pensar, e daí, o cara conseguiu entrar e gravar com uma câmera de vídeo e montou mais um DVD pirata para o mercado. Ou então trata-se de algum esperto que descolou a fita do canal de televisão Multishow com a apresentação completa (o canal mostrou só 70 minutos) e pirateou o troço.

Nada disso. Aí é que está a questão. O DVD na verdade é uma colagem de vários vídeos, gravados por diferentes pessoas usando aparelhos celulares e disponibilizados no youtube ou enviados por e-mail para o idealizador. Como o próprio disse: "DVD feito de fãs para fãs".

É isso mesmo, o cara editou uma série de vídeos na sua própria casa, utilizando para isso seu computador pessoal e alguns programas. Para dar mais qualidade ao som, ele utilizou em boa parte do DVD o audio da apresentação feita pelo Multishow, tudo em perfeita sincronia com os vídeos. Estão lá, todas as 26 músicas tocadas neste fantástico e histórico show.

Eu não sou do ramo, mas imagino que deva ter dado um trabalho monstruoso. A informação é que ele trabalhou pelo menos 5 horas por noite até finalizar o projeto.

Agora o mais bacana. Você acha que existe algum endereço eletrônico onde você possa comprar este DVD? Não, não existe!

Ele esta disponível para download gratuito para quem quiser tê-lo. Além disso, teve um cara do Canadá que tem uma conta no youtube autorizada a postar vídeos com mais de 10 minutos. Este cara disponibilizou o show todo lá. Duas horas e vinte minutos para quem quiser assistir online. O link é: http://www.youtube.com/watch?v=AytSCYQN4fM .

Agora para baixar o DVD (tem até capinha), o Andrews montou um site com o nome radioheadraindown.blogspot.com . Quem foi ao show deve saber o porque do nome. Para quem não foi, eu explico. No final da música "Paranoid Android", quando Thom Yorke já dava por encerrada a música, a galera começou puxar um incível coro de ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’, trecho deste som, que fez com que Thom interrompesse o prosseguimento do show para acompanhar o público num momento emocionante e inesquecível para quem estava lá (eu estava!!!! hehe).

Deixei dois vídeos extraídos do DVD com as músicas "Karma Police" e "Paranoid Android".Vale a pena conferir.

Parabenizo o Andrews pela iniciativa e dedicação que resultou num trabalho diferente e excelente e reproduzo aqui sua explicação do porque de ter feito isso:
"Por amor a música e por consideração a um show que marcou a minha vida antes e depois".

Sandro



terça-feira, 22 de setembro de 2009

NIRVANA - NEVERMIND



O ano era 1991, o Rock estava um tédio. O the Cult não conseguia repetir o sucesso dos álbuns anteriores, Pete de Freitas já havia morrido, o Guns’n’Roses virou Mega-Banda, Metal Farofa imperando, os “Pseudo Rock Star Malas” aos montes, e o hit “More Than Words” do Extreme não parava de tocar nas rádios.

De repente, como um “tsunami”, chega o chamado movimento Grunge (Seattle), e com isso o álbum Nevermind do Nirvana. Na minha humilde opinião, um dos álbuns mais importantes do ROCK.

Esse foi o segundo álbum da banda , gravado no Sound City Studios, em Van Nuys, California, com produção de Butch Vig e mixagem a cargo de Andy Wallace.

Para quem quiser saber mais sobre a história do processo de gravação e criação do disco, a dica é comprar o DVD “Nirvana – Nevermind” da série “Classic Albuns” , tem nas “Lojas Americanas” a um bom preço. O episódio do Butch Vig explicando a gravação da música “Something In the Way” é impagável.

Pra fechar o assunto, gostaria de contar um episódio que aconteceu comigo para ilustrar a importância desse disco.

No final dos anos 90 eu morei alguns meses na China. Não era em Xangai ou Pequim não, trabalhei em uma cidadezinha no “meio do nada” chamada Yangzhou.

Nessa cidade os moradores ficavam te olhando com se você fosse um “E.T”, um “corpo estranho”, se cobrasse ingresso toda vez que saísse na rua estaria rico hoje.

Depois de algum tempo fiz amizade com uma moçada de lá, e como eu sabia tocar umas canções na guitarra fui apresentado para uma banda de garagem local.

O primeiro encontro com os “rockers” chineses foi num bar, onde havia alguns instrumentos num canto. Bom, peguei a guitarra e comecei a tocar alguns acordes.

Pra ilustrar a história, sendo um país comunista, até os discos e músicas são controlados na China, tem CD pra “caramba”, mas as músicas se repetem, é estranho.

Continuando o caso, toquei algumas canções que não empolgaram muito (Metallica, Guns, Cult, Echo, Stooges). Num determinado momento “puxei” “Smell Like Teen Spirit”, os chineses endoidaram: “This one I know, this one I know”, gritavam empolgados.

De repente, um dos garotos sacou de sua mala o CD “original” de Nevermind, como se fosse um tesouro.


É isso!


PS.: Sim, o show no Hollywood Rock de 1993 foi horrível, e daí?!


Anselmo




segunda-feira, 21 de setembro de 2009

MANIC STREET PREACHERS - A MELHOR BANDA DO MUNDO


Alguns dias atrás eu escrevi um post (aqui) com o título: "Qual é a melhor banda do mundo em atividade?". Citei bandas com potencial para levar este título, outras foram citadas nos comentários, tudo é claro, numa visão subjetiva, baseado no gosto pessoal mesmo, que é como deve ser. Nada de criar critérios específicos para avaliar os grupos. O que vale mesmo é a nossa opinião.

É a minha é essa. Das bandas em atividade, a minha preferida vem do País de Gales e chama-se Manic Street Preachers.

Conheci- os no início dos anos 90, via o finado Lado B da MTV. Eu ficava intrigado com o fato de uma banda que parecia tão boa (pelo menos tudo que eu ouvia, eu gostava) ser tão pouco falada. Ninguém conhecia. Passei um bom tempo me contentando com clips picados que passavam de vez em quando no citado programa. Temos que lembrar que eram tempos sem a poderosa internet de hoje.

Até que uma grande amiga (foi em 1995 ou 1996, Bel?) viajou para a Inglatera e me perguntou se eu queria alguma coisa de lá. Não tive dúvidas e pedi todos os discos lançados pelos Manics até então. E lá foi ela com esta missão, que pareceu meio difícil no começo, pois no dia em que ela foi na Virgin de Londres, o vendedor além de não achar nada sobre a banda, não mostrou muito conhecimento sobre os caras. Mas disse que ia procurar e pediu que ela voltasse no outro dia. O que felizmente ela fez e lá estavam separados as três maravilhas: "Generation Terrorists" (de 1992), "Gold Against The Soul" (de 1993) e "The Holy Bible" (de 1994).

Quando ela chegou com minha encomenda foi uma alegria. Pude enfim conhecer de vez a banda e a paixão virou amor. Todos eram excentes albuns e não dava para saber qual era melhor, mas eu tinha e ainda tenho uma queda pelo "Gold Against Soul". Hoje parte dos fãs e quase toda crítica considera o "The Holy Bible" como o clássico supremos deles.

Pesquisando mais sobre os caras (pagando uma nota na NME em bancas de revistas importadas) descobri que eles estavam saindo de um período bastante conturbado. No início de 1995, o
guitarista e principal compositor Richey James havia desaparecido misteriosamente. Ele tinha deixado todos seus pertences no hotel em que estava hospedado e sumido, o que de cara não assustou os que conviviam com o músico. Não era a primeira vez que ele sumia e todos pensaram que logo Richey voltaria. Porém uma semana depois do sumiço, seu carro foi encontrado perto de uma ponte de Londres muito usada por suicidas. Foram feitas muitas buscas mas o corpo não foi encontrado.

O restante da banda ficou meses na dúvida sobre a morte, desaparecimento ou fuga de Richey. Sabiam que ele seria louco o suficiente tanto para sair pelo mundo como para suicidar-se. Após conversar com a familia do cara, James Dean Bradfield (vocal e guitarra), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria) decidiram continuar como um trio.

Daí saiu "Everything Must Go" (1996). Disco lançado alguns meses depois de eu ter recebido minha grande encomenda. Aproveitando os contatos obtidos pela minha amiga lá no velho mundo, pedi para ela descolar alguém para comprar e me mandar este novo lançamento da banda. Um inglês que trabalhava na mesma empresa que ela enviou o CD via malote. O cara comentou na época que nunca tinha ouvido falar da banda. Depois de um tempo, ligou para ela e contou que havia uma música (" A Design For Life") daquele disco estourada nas rádios de lá. O cara ficou admirado dela estar ligada na banda antes dele.
E que disco bom! Como foi gostoso tê-lo ainda sob a tinta fresca de lançamento!

De lá para cá passei a me virar sozinho para a cada novo lançamento, ter em mãos o mais rápido possível o desejado CD. Vieram o maravilhoso "This Is My Truth Tell Me Yours" (de 1998), o ótimo e subestimado "Know Your Enemy" (de 2001), o menos bacana "Lifeblood" (de 2004) e o belo "Send Away The Tigers" (de 2007). Pintaram ainda a coletânea "Forever Delayed" (de 2002) e o duplo "Lipstick Traces" lançado em 2003 e que é uma coletânea de lados B de vários singles, com muitas covers interessantes.

O incrível é que a banda nunca estourou mundialmente (Japão é uma exceção). Provavelmente por não terem conquistado o público do mercado norte-americano, talvez pelas letras contundentes e com alto teor politico, além da visão crítica com relação aos EUA. Só como exemplo, o disco "Know Your Enemy" teve seu lançamento oficial em Cuba, com direito a show e um encontro com o velho Fidel Castro.

No final de 2008, encerrou-se um ciclo. Após 13 anos foi declarado morto oficialmete o guitarirsta Richard Edwards, mesmo sem terem encontrado o corpo e apesar das várias estórias de pessoas que diziam ter encontrado o cara em diversos lugares do mundo durante todos estes anos.

Os Manics decidiram então mexer com o fantasma. Lançaram agora em 2009 um disco novo chamado "Journal For Plague Lovers", só com letras deixadas pelo Richey. Com produção de Steve Albini, o album traz um Manic Street Preachers em plena forma e cheio de gás. Fizeram o melhor disco de 2009 até agora.

É isso. Trata-se de uma banda cult. Daquelas de quem gosta, geralmente gosta muito. Não sei quantas pessoas também a tem como banda preferida, mas eu sou apaixonado e recomendo aos amigos do blog.

Os clips também são um caso a parte. Todos lindos. Pena que a maioria não está disponível para incorporação no Youtube. Vale a pena dar uma passada lá para assistir a todos.
Abaixo, deixei "Jackie Collins Existential Question Time" do disco "Journal For Plague Lovers", "Everlating" do disco "This Is My Truth Tell Me Yours", "A Design For Life" do disco "Everthing Must Go" (ao vivo em Londres em julho de 2009 com a galera cantando) e "Slash 'n' Burn" do disco "Generation Terrorists". Tem ainda um outro que eu já havia postado no início do blog e está neste link.

Desculpem o longo texto, mas não deu para segurar. Coisa de fã.


Sandro







domingo, 20 de setembro de 2009

VIVALDI - O PADRE VERMELHO

Existe aquela máxima que diz: “Para ser imortal basta fazer uma única coisa notável”. Nesses casos temos celebridades que fizeram mais de uma obra incrível, e por isso são chamados de gênios.

Esses gênios, apesar de eternos e de suas obras estarem sempre disponíveis (algumas até intrínsecas em nossas vidas), vem e vão na mídia de forma cíclica, podem ser redescobertos a cada 10 ou 50 anos.

Seguindo essa linha de raciocínio bem particular, gostaria de citar um artista que a exemplo de Mozart e Beethoven, parece que está voltando à mídia: Antonio Vivaldi.

Vivaldi nasceu em Veneza, Itália, em 1678. Foi um importante compositor e músico da “Era Barroca”, por ser um sacerdote ruivo ficou conhecido como o “Padre Vermelho”.

Tornou-se padre em 1703, mas devido a problemas de saúde foi liberado das obrigações religiosas, voltou-se para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza.

Temos contrapontos interessantes em sua obra. J.S.Bach era admirador confesso de Vivaldi , transcrevendo suas obras para piano. Já o maestro e compositor Igor Stravinsky dizia que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Mesmo como sacerdote, existem teorias de Vivaldi ter tido vários casos amorosos, um deles com a cantora Anna Giraud.

Voltando ao início de nosso “post”, tenho o palpite que vamos ouvir falar mais de Vivaldi no futuro. Temos o filme estrelado por Joseph Fiennes, o livro “As Virgens de Vivaldi” de Barbara Quick (Bertrand Brasil), “O Enigma Vivaldi” de Peter Harris (Relume Dumara).

A idéia central desse “post” não é o de explicar Vivaldi, para isso sugiro uma pesquisa maior. Mas para quem quiser ouvir suas principais obras, podemos citar “As Quatro Estações”, “Gloria”, "Nulla In Mundo Pax Sincera”, “Concerto para Flauta ( O Pintassilgo)”.

Abaixo segue um vídeo o violinista britânico Nigel Kennedy tocando “Primavera” (Quatro Estações).

Anselmo


TESTE DE ELENCO - NOVO APERITIVO

Num post escrito dia 02 de setembro (aqui) a Thaisy deixou um comentário e nos deu um toque sobre um filme nacional ainda não lançado, mas que já começava a fazer barulho e aparecer via internet, no twitter, youtube, orkut e num blog próprio. É o "Teste de Elenco".

Fomos dar uma conferida e o gostamos muito do que encontramos. O Anselmo inclusive escreveu um post específico sobre o filme (aqui) e pelo que pudemos apurar depois, a divulgação continua a todo vapor aguardando o lançamento comercial nos cinemas.

Nesta semana, dando uma passada lá no blog deles, vi um novo vídeo do filme. Achei hilário e resolvi compartilhar com vocês. Recomendo também o trailer original que está no post do Anselmo (aqui).

Tomara que eles consigam logo fechar a distribuição, já que como podemos ver no vídeo abaixo, o mais difícil foi descolar a grana para fazer o filme!
Pelo que vi até agora, promete boas risadas.


Sandro


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Scorsese & De Niro - Por Caminhos Perigosos


Martin Scorsese não é conhecido como o “maior diretor americano vivo” por acaso. Seus filmes são referencias obrigatórias pra qualquer cinéfilo que se preze. O cara tem filmes memoráveis que abrangem os mais variados temas: “Quem Bate à Minha Porta?”, “Alice Não Mora Mais Aqui”,” Depois de Horas”, “A Última Tentação de Cristo”,” Gangues de Nova Iorque”, “O Aviador”.

Mas de toda sua obra, tem um ponto peculiar e incisivo, que são os filmes feitos em parceira com Robert de Niro. Foi Brian de Palma que apresentou De Niro para Martin Scorsese, a partir daí se tornaram grandes amigos e companheiros de trabalho.

Mas quando essa parceria teve início? Com certeza essa resposta é muito fácil para os mais aficionados pelo cinema, mas não custa nada lembrar, estamos falando de “Caminhos Perigosos” (Mean Streets) de 1973.

Quase que semi-biográfico, o filme mostra a primeira geração da Little Italy em Nova York. O protagonista é Harvey Keitel no papel do candidato a mafioso Charlie. Mas foi De Niro que ganhou o prêmio de melhor Ator Coadjuvante do Círculo de Críticos de Nova York e da National Society of Film Critics, com sua interpretação do jovem apostador Johnny Boy.

Tem início a parceria e conceito de filmagem que viriam a consagrar filmes como “Taxi Driver”, “Touro Indomável”, “O Rei da Comédia”, “Os Bons Companheiros”, “Cabo do Medo” e “Cassino”.

Mais recentemente podemos conferir a evolução desse estilo de filme de Scorsese em “Os Infiltrados” (atualmente parece que a “bola da vez” é Leonardo Di Caprio, que é mais uma protagonista do novo filme de Scorsese, “Shutter Island”).

A última informação, a qual está “rolando” já há algum tempo, é de que os dois estão envolvidos no projeto de filmagem de "I Heard You Paint Houses" (pintar a casa é uma expressão que significa assassinato por encomenda, pintar as paredes da casa com sangue), de Charles Brandt. A obra é baseada na vida de Frank "The Irishman" (o irlandês) Sheeran, a quem se atribuem mais de 25 assassinatos a serviço da máfia. Sua vítima mais “ilustre” é o líder sindical Jimmy Hoffa, que nos anos 50 e 60 foi presidente da International Brotherhood of Teamsters, sindicato que possuía ligações com o crime organizado.

Mas, fica aí a dica. Pra quem não assistiu, procurem “Caminhos Perigosos”, e vejam como tudo começou.

Abaixo tem o "Trailer" , e mais uma sequencia memorável com De Niro ao som de "Jumpin Jack Flash"!

Anselmo




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

QUAL É A MELHOR BANDA DO MUNDO EM ATIVIDADE?

Este post vai servir como base para um que eu já escrevi mas ainda não publiquei porque fiquei com pena dos amigos. Está meio gigante.
Mas fica a pergunta. Quem os amigos do Minerva Pop preferem? Para não tratarmos de lendas, só vale banda que ainda estiver na ativa.

E aí? Vai ser REM? Weezer? Chili Peppers? Cure? White Stripes? Strokes? Faith No More? Placebo? Sonic Youth? Depeche Mode? U2? Green Day? Pearl Jam? Metallica? Radiohead? Jane's Addiction? Foo Fighters? Spiritualized? Alice in Chains? AC/DC? Bad Religion? Pixies? Primal Scream? MGMT? Jet? Queens of the Stone Age? New Model Army? Killers?
Alguma outra importante que eu esqueci (deve ter um monte)?

Quer citar mais de uma? Vá em frente. Deixe sua opinião aí nos comentários. Incentive seus amigos a fazerem o mesmo. Vamos ver o que vai dar.
Daqui alguns dias eu conto qual é a minha (assim que eu reduzir um pouco o tamanho do post).
Sandro

QUEM FOI NO SHOW DA LILY ALLEN ?

Então, rolou ontem aqui em São Paulo o show da Lily Allen lá no Via Funchal. Não conheço até agora ninguém que tenha ido, mas pelo que li na internet parece que foi bem legal.

Pessoalmente, eu gostaria de ter ido e inclusive disse isso no post que escrevi quando anunciaram o show (infelizmemte o post tinha mp3 e a gravadora mandou o blogger arrancar).

Porém com a maratona que se aproxima (Prodigy, Exploited, Planeta Tera ou Maquinaria, AC/DC e Killers) acabei passando esta balada.

A qualidade dos vídeos que eu achei não está muito boa, mas deixei um aí embaixo para a gente ter uma idéia. É da música "Everyone' at It" que abriu a noite.

Se algum amigo do blog estava lá, conta aí para a gente como foi!


Sandro

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

TIÊ - SWEET JARDIM


Atualmente temos cantoras que realmente merecem destaque na mídia, Lily Allen, Kate Perry, Nina Persson, PJ Harvey, Karen O, Shirley Manson, Amy Winehouse, Duff, dentre outras.

Mas no cenário nacional, tem bastante tempo que não aparece ninguém diferente (para o meu gosto pessoal, quero deixar bem claro!).

Porém, nesse último final de semana, tive a felicidade de ouvir o primeiro CD da cantora paulistana TIÊ, e gostei bastante.

Tiê venceu o prêmio FICO do Colégio Objetivo , e desde 2007 canta na noite paulistana. Estudou canto no exterior onde aprimorou suas qualidades musicais, até ser convidada a ingressar na banda do cantor Toquinho.

O CD de estréia, Sweet Jardim, tem a produção do carioca Plinio Profeta, onde a cantora aposta no estilo low-fi, resgatado pelos novos cantores Folk. As participações dos músicos Jr. Tostói (guitarra) e Humberto Barros (orgão) merecem destaque.

Um dos pontos interessantes dessa cantora é que demonstra uma personalidade forte em suas letras, mas as conduz com suavidade em suas canções. Destaque para “Assinado Eu”, “Passarinho”, “Aula De Francês”, “ Stranger But Mine”.

Em seus agradecimentos no encarte do CD menciona Tom Waits, Syd Barrett, Leonard Cohen, Radiohead, e a própria família. Não “paga pau” pra ninguém da “Máfia do Dendê” (como já dizia Paulo Francis) ou para os “Mestres da MPB” de sempre. Apesar de Caetano Veloso já manifestar sua “aprovação” no trabalho da moça (Quem?).

Anselmo


terça-feira, 15 de setembro de 2009

EXTERMÍNIO - TERROR MODERNO DE DANNY BOYLE

No mundo globalizado em que vivemos, onde a informação está cada dia mais acessível e fica a um toque do mouse, percebo que a premiação do Oscar perde cada vez mais relevância para o resto do mundo (fora os EUA). Porém apesar de decadente, não podemos negar que ganhar um Oscar têm sim, o seu glamour e importância, merecendo o meu respeito aos ganhadores.

Quem acompanhou a festa este ano, viu o filme "Quem Quer Ser um Milionário" levar 8 estatuetas, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para o inglês Danny Boyle.

Danny Boyle começou sua carreira em 1994 na Inglaterra com um filme muito bom chamado "Cova Rasa" para depois em 1996 estourar com o cult absoluto Trainspotting, baseado na obra de Irvine Welsh. Futuro promissor, o cara foi para os EUA e fez o fraco "Por Uma Vida Menos Ordinária" (1997) e o controverso (fracasso de crítica) "A Praia" (2000). Ficou meio queimado e acabou voltando para a Inglaterra, onde em 2002 dirigiu um filme que apesar do baixo orçamento, é fantástico.

Falo de "Extermínio".

Assisti este filme no cinema na época do lançamento, já levado pela admiração com o trabalho de Boyle e desde então tornei-me um fã. Recomendo-o frequentemente a amigos e de vez em quando pego o DVD que tenho em casa para vê-lo de novo.

Numa primeira olhada, principalmente se você pegar a capa na locadora ou ler a sinopse oficial pode até parecer mais um destes filmes de terror com zumbis matando um monte de gente, onde sempre aparece algum herói dotado de habilidades diferenciadas para confrontar os monstros e fazer com que tudo acabe bem.

Mas não. Aqui não tem herói fortão não. O personagem principal é Jim (vivido pelo raquítico Cillian Murphy), que desperta de um coma 28 dias após (nome original é "28 Days Later") um terrível acontecimento em Londres. Quando ele acorda, percebe que está sozinho no hospital e saindo para a rua vê também que está sozinho na cidade. Londres está deserta! Aliás deve ter sido um puta trampo fazer a filmagem das ruas todas paradas e sem ninguém (estilo a São Paulo detonada de "Ensaio Sobre a Cegueira").

Logo ele se depara com uns zumbis que tentam matá-lo. Sem saber o que está acontecendo, ele é salvo por Selena que após livrar sua pele, explica que a cidade foi evacuada, pois 28 dias atrás um grupo de ativistas libertou macacos infectados com um vírus letal que é transmitido pelo sangue e que foi se espalhando por Londres até a situação ficar fora de controle. Só restaram os infectados e eles (será?).

Jim então precisa aprender a se adaptar a nova situação e torna-se parceiro de Selena (que tem uma visão muito mais individualista). Eles encontram mais dois sobreviventes num abrigo todo especial (não conto quem para não estragar) e em determinado momento recebem um sinal de rádio vindo de Manchester, com a informação de que lá havia uma patrulha do exército que estava controlando a situação e tornado esta cidade um local seguro. A mensagem dizia "Venham para Manchester". Esta transmissão era repetida várias vezes e nunca atualizada.

Então, como saber quando ela havia sido gravada? Com saber se era verdadeira? Será que eram pessoas realmente do exército? E aí, ficar e viver se escondendo dos infectados ou tentar a sorte numa arriscada viagem até Manchester? Eles tomam uma decisão cujos desdobramentos são imprevisíveis, cruéis e chocantes, o que torna o filme ainda mais bacana.

Já contei demais. Fica a dica. Se não viu vai assistir que vale a pena. Se viu, compartilhe conosco sua opinião. Sei que o filme não é uma unanimidade, mas é na minha opinião trata-se de um trabalho brilhante do Danny Boyle pré Oscar.

Depois disso, Boyle filmou "Caiu do Céu" (2004) e "Sunshine" (2007), que eu não opino pois não assisti, até chegar na consagração mundial com o bom "Quem Quer Ser um Milionário". Li recentemente que planeja filmar a parte 3 de "Extermínio" (a parte 2 foi dirigida por Juan Carlos Fresnadilo e é mais fraca). Vamos ver.


Sandro

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

AC/DC - NO BRASIL

Caros leitores, uma das coisas que evitamos nesse Blog é a “tietagem”, porém quando a banda de Rock´n´Roll que você acompanha desde moleque confirma apresentação no seu país, na sua cidade e no seu estádio de futebol preferido, aí me desculpem, mas não tem como não comemorar.

O site oficial do AC/DC confirmou no dia de hoje (14-set) a apresentação da banda em São Paulo no estádio do Morumbi no dia 27 de novembro. Informações sobre preços e horários serão divulgadas a partir de 21 de setembro pelo site do evento, no caso a Time For Fun, e os ingressos estarão á venda a partir do dia 01 de outubro.

Essa é a terceira passagem do AC/DC no Brasil, a primeira foi no Rock In Rio de 1985 e a segunda na turnê do “Ballbreaker” de 1996 no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Acredito sinceramente que essa será a melhor das três, e explico o porquê da minha opinião:

- Primeiro, a banda não lança um álbum (Black Ice) tão bom desde o Back in Black (1980).

-Segundo, o estádio oferece condições ao público de escolher um setor /localização que mais lhe agrade, considerando também a questão econômica de cada um. Além de , dessa vez, terem espaço pra trazer toda a estrutura da turnê.

-Terceiro, porque os integrantes atingiram uma certa “experiência” de vida que essa pode ser a última oportunidade de vermos a banda ao vivo (pelo menos pra nós aqui da América do Sul). Vale lembrar que o Brian Johnson está com 62 anos de idade!

As novas canções como “Black Ice”, “Anything Goes”, “Big Jack”, "War Machine", "Rock and Roll Train" farão parte do set list com certeza.

Mesmo sendo um grande fã da banda, me pergunto como os caras continuam a encher estádios e a fazer sucesso até hoje. Será o legado deixado por Bon Scott? A performance de Angus Young? A herança do Back In Black? A estrutura de divulgação do grupo mantido pela empresa que a marca AC/DC é hoje?

Podemos dizer que, assim como os riffs e arranjos das músicas, as letras das canções, apesar de simples, não são “datadas”.

Quem nos dias de hoje, acompanha um pouco da vida corporativa, a de concordar que não tem letra mais atual que “Dog Eat Dog”:

“Homem de negócios, quando você faz um acordo
Você sabe em quem você pode confiar?
Você assina e põe sua vida em perigo?
Você escreve seu nome no pó?”

Existem várias explicações, eu acho que uma delas é a simplicidade de fazer Rock´n´Roll que Malcon Young aprendeu ouvindo Chuck Berry. Por isso coloquei a foto “dele” no início do Post, uma singela homenagem.

É moçada, eu estou feliz. Pra mim o ano está ganho.

Segue provável "set list":
Rock n Roll Train
Hell Ain't a Bad Place To be
Back In Black
Big Jack
Dirty deeds done dirt cheap
Shot Down in Flames
Thunderstruck
Black Ice
The Jack
Hells Bells
Shoot to thrill
War Machine
Dog Eat Dog
Anything Goes
You Shook Me all night long
TNT
Whole lotta Rosie
Let There Be Rock
Encore:
Highway To Hell
For Those About To Rock

Anselmo

domingo, 13 de setembro de 2009

QUEM AINDA NÃO LEU ALTA FIDELIDADE?


Durante muito tempo fui um leitor de carteirinha da revista Trip (ainda a leio ocasionalmente). Em meados dos anos 90, na página dedicada aos lançamentos literários, li uma pequena resenha sobre um livro chamado Alta Fidelidade. Não me lembro exatamente o que estava escrito (tentei e não consegui encontrar esta edição na minha bagunça), mas me chamou a atenção na hora e fez com que eu comprasse o livro na mesma semana.

Li e pirei. O autor inglês Nick Hornby tinha escrito um livro maravilhoso. Tinha construido um personagem principal que em muitos aspectos parecia demais comigo mesmo. Foi impossível não me identificar.

Rob Fleming é dono de uma loja de discos (qual fã de música nunca sonhou em ter uma?), viciado em música e cinema. Tem a estranha mania (deliciosa) de fazer listas de melhores músicas, discos, artistas, filmes para tudo que é tipo de situação. Também faz referências a cultura pop a todo momento, de forma quase doentia. Classifica as pessoas pelos seus gostos musicais, usa frequentemente o superlativo para definir as coisas e tem o hábito de tentar empurrar a todo custo seus gostos musicais para os amigos e namoradas. Tem amigos esquisitos, com gostos esquisitos. Também adora organizar e reorganizar sua coleção de discos (ordem alfabética, lançamemto, estilo) e faz disso uma terapia.

Além disso, a vida do personagem é recheada de "segredos" masculinos cuja imensa maioria dos homens vivencia, mas não tem coragem de expor. São dificuldades em conduzir relacionamentos mais sérios com as mulheres, paixões não correspondidas, inseguranças sobre si mesmo, traições inconfessáveis, atitudes canalhas premeditadas, términos de relação por iniciativa da outra pessoa (os chamados foras), etc.

Muitas publicações escreveram que trata-se de um livro que entrega o que se passa na cabeça de grande parte dos homens (excetuando os trogloditas de plantão) e que deveria ser escondido das mulheres.

Dentro desta composição do personagem principal, a história conta um período de sua vida em que ele está tomando um "fora" de sua atual namorada (a advogada Laura). Rob havia insinuado a ela que a relação não estava tão boa, que ele estava meio infeliz e pensando em sair e conhecer outras pessoas. Só que ele se desespera quando algum tempo depois, ela chega e termina tudo, aceitando a idéia de que talvez o relacionamento realmente não estivesse tão legal, apesar dela não ter percebido. Rob então descobre que é mesmo apaixonado por Laura (claro, quando perdemos é assim!) e juntando a isto, o fato dela ter tomado a iniciativa, dando o chute nele, fica praticamente louco. E sofre muito.

Decide então fazer a lista dos cincos maiores foras que ele tomou na vida. Laura não entra neste top five, o que para Rob é uma prova de que ela não provocou nele a mesma humilhação e sofrimento que outras já o impuseram. Ele decide procurar as garotas da lista para tentar descobrir a razão delas terem partido seu coração em diferentes fases de sua vida. Rob vai a procura de uma espécie de exorcismo sentimental.

Para complicar ainda mais, nesse meio tempo, ele descobre que Laura o trocou por outro (ela não tinha deixado explícito e ele tinha esperança de que na verdade não existisse outro) e que este cara era seu ex-vizinho do andar de cima, cujo sexo era bem barulhento e demorado, pelo menos era o que ele costumava ouvir.

Mais, só lendo.
Apenas reitero que é um livro delicioso. Literatura agradável e extremamente leve, daquelas que você devora em alguns dias (tem só 260 páginas).

Com o passar dos anos fui descobrindo que outras pessoas pensavam como eu e que esta identificação absurda não acontecia só comigo. Isso mostra como talvez Hornby tenha conseguido colocar nesta obra muito de uma geração.

Umas das pessoas que foram tomadas por esta sensação foi o ator americano John Cusack, que também pirou com o livro e fez todo o esforço possível para conseguir adaptá-lo para o cinema. No filme homônimo dirigido por Stephen Frears, Cusack além de interpretar o personagem principal, foi co-produtor e roteirista do filme.

Recomendo também o filme, que é muito bom e fiel na medida do possível a obra original. Mas claro, como sempre o livro é muito superior.

Falando ainda em adaptação, vale a pena citar a peça de teatro chamada "A Vida é Cheia de Som e Fúria", montada pela Sutil Companhia de Teatro (de Curitiba) também na década de 90. A produção foi dirigida por Felipe Hirsch e estrelada por Guilherme Weber. A peça rodou o Brasil e eu particularmente a asssiti duas vezes aqui em São Paulo (e foi muito dificil descolar o ingresso). No começo deste ano eles iriam remontá-la para comerar o aniversário do grupo, mas parece que problemas com direitos autorais não deixaram o projeto andar. Parece que existe a possibilidade de em 2010 a peça voltar as palcos. Se rolar, não percam!

Bom, paro aqui. Post longo e difícil. Difícil pela dúvida em escrever sobre o assunto ou não. Ao mesmo tempo em que eu achava que talvez o primeiro post deste blog devesse ser dedicado a este livro (tem tudo a ver), eu sabia que o assunto poderia parecer óbvio demais, já que muito já se falou sobre a obra de Hornby tanto nos grandes portais quanto em bons blogs por aí. Optei por colocar minha impressão pessoal, de um livro que apesar de não ser nenhum clássico da literatura mundial, me influenciou inclusive a um dia querer escrever sobre o que eu gosto.

Afinal, dá para ter um blog sobre cultura pop que não tenha um post sobre Alta Fidelidade? Acho que dá, mas este aqui agora tem.


Sandro


ALIEN SEX FIEND - A ARTE DE NIK FIEND

Um dos maiores nomes da (sub) cultura gótica é o Alien Sex Fiend. Liderados pelo casal Nik e Mrs. Fiend, foram responsáveis pela combinação de música eletrônica, psychobilly e gothrock, mais divertida e criativa dos anos 80.

Pra você entender Alien Sex Fiend bastam dois álbuns, “Acid Bath” (1982) e “Curse” (1990). Músicas como “In God We Trust (In Cars You Rust?)”, “Dead And Re-Buried”, “E.S.T. (Trip To The Moon)”, “Now I'm Feeling Zombiefied”,” Ain't Got Time To Bleed “, são uma amostra forte do poder da banda. Voce vai dançar, bater a cabeça, alucinar.... Mas cuidado, porque vicia!
Informações sobre a banda você pode pesquisar na Net, Wikipédia, em lojas especializadas, no site da banda, etc.

Um fato interessante e peculiar que gostaria de enfatizar são os dotes de pintor de Nik Fiend (Nick Wade), que além de ser fã de Alice Cooper é admirador da obra de Salvador Dalí. Seu trabalho pode ser visto nas capas dos álbuns, cartazes de shows, arte de divulgação, camisetas, o que rendem diversas exposições.

Outra “curiosidade gráfica” é que Nik Fiend às vezes aparece usando uma camiseta com a estampa do “Judge Death” (líder dos Dark Judges - criado por John Wagner and Brian Bolland), arqui-rival do “Judge Dredd” (isso merece um post específico).

Para os fãs mais antigos foi lançado o álbum “Information Overload” (2004), que tem elementos dos antigos discos do ASF.

Remarks:
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech
, (1904-1989), conhecido como Salvador Dalí, foi um importante pintor catalão, referencia na arte surrealista. Seu trabalho chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Trabalhou também em obras cinematograficas, fotografia e escultura.

Abaixo deixo alternadas algumas obras de Dalí e Nik Fiend. Claro que não podemos comparar a obra de Dalí com as de Nik Fiend, o ponto em discussão é somente a referencia e inspiração. De “quebra” segue um vídeo do ASF (Ignore The Machine).



Anselmo















sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RAW POWER - ESTÁ DE VOLTA!

Tem algum tempo que o mercado da música está cheio de “Reunion” por aí. Black Sabbath, Kiss, Sex Pistols, Led Zeppelin, The Doors. Shows com superprodução, DVD´s, re-lançamentos de CD´s, etc.

Perto do que temos hoje em dia, até que não é ruim, porém sabemos que é só pelo dinheiro. Vamos reconhecer, os caras nem devem mais aguentar ficar olhando um para a cara do outro. Deve ser o mesmo que ter que conviver com a ex-mulher , só serve pra “Revival”, não espere nada de novo.

Mas eis que surge no meio dessa onda de arrecadação em massa do show business uma novidade boa, os Stooges se reúnem com o guitarrista James Williamson depois de mais de 30 anos.

O guitarrista da célebre formação que gravou um dos maiores álbuns de Rock de todos os tempos, a trilha sonora do fim do mundo – “Raw Power” (1973), volta à banda depois do falecimento de Ron Asheton.

Williansom trabalhou com Iggy Pop no disco Kill City (1977) na produção do álbum New Values(1979) e pré-produziu o álbum seguinte Soldier (1980). Porém, estava à bastante tempo longe da cena roqueira, trabalhando na área de eletrônica desde que deixou a produção musical.
Por isso, fico imaginando a conversa de Iggy Pop convidando o cara pra reintegrar a banda:

- E aí cara, tá de bobeira? Estamos precisando de guitarrista, topa?

A nova formação tem Iggy Pop, James Williamson, Scott Asheton, Steve Mackaye e Mike Watt.

Muitos não aceitam essa formação do Raw Power como sendo o Stooges originais, nem mesmo os irmãos Asheton até pouco tempo. Pode não ser, mas pra mim o que vale é “Iggy Pop mais tres”.

Anselmo



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SCARLETT JOHANSSON - A MUSA TAMBÉM CANTA


Certa vez Woddy Allen disse: " Scarlett Johansson é a mulher mais inteligente que eu já conheci". Não sei se a frase foi sincera e nem em qual contexto ela foi dita, mas convenhamos que não é pouca coisa.

É uma de minhas atrizes preferidas da nova geração. Considero muito boas suas atuações nos filmes A Troca, Dália Negra, O Grande Truque, Match Point e Vicky Cristina Barcelona (estes dois últimos dirigidos pelo Woody Allen). Acho também que ela tem um carisma especial.

Pois bem, no começo deste ano, numa conversa com os parceiros de blog, descobri que ela tinha gravado um disco. Na minha ignorância, eu tinha ouvido algo a respeito, mas achava que era alguma participação especial ou uma faixa única, enfim, não estava ligado. Fiquei surpreso e ouvi a seguinte confirmação: "É isso mesmo, além de tudo, ela ainda canta!"

No outro dia eu fui atrás de mais informação e me deparei com "Anywhere I Lay My Head", um disco de covers do Tom Waits gravado no começo de 2008. Ouvi, gostei, mas confesso que não achei tão sensacional assim.

Meses depois, li sobre seu novo projeto musical, que seria uma parceira com o cantor Pete Yorn. Fiquei animado e curioso para ver o que saía daí. Tinha uma expectativa muito boa, pois acho o trabalho do cara de primeira qualidade (quem não conhece, vai atrás que vale a pena).

Logo vazaram algumas faixas na internet e a animação aumentou. Realmente gostei do que ouvi. Pete Yorn tem a manha de compor melodias bonitas e grudentas e este tipo de música caiu muito bem na voz da loira, que não sei se evoluiu como cantora ou se eram as difícieis músicas do Tom Waits que a deixavam meio fora do tom.

O disco chama-se "Break Up" e está sendo lançado mundialmente esta semana (acho que vai sair no Brasil também). Não o ouvi inteiro ainda, mas já dá para recomendar. Me parece bem superior ao primeiro da atirz (cantora).

Abaixo o vídeo da canção "Relator". Preparem-se. Vai grudar na cabeça de vocês por algumas horas.


Sandro

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PRODIGY NO BRASIL EM OUTUBRO


É amigos e amigas. Eu tinha comentado num post dia 13 de agosto (leia aqui) sobre a promessa de vários shows bacanas nestes últimos meses de 2009. E este cenário começa a se confirmar. Juntando-se aos confirmados Lily Allen, Killers, Maquinaria Festival, Planeta Terra Festival (amanhã deve ter mais novidades) aparece o Prodigy.

Foi anunciado hoje que eles tocarão aqui no Brasil em outubro. Dia 23 no Via Funchal (R$ 180,00 a pista) em São Paulo e dia 24 no Credicard Hall (R$ 150,00 a pista) no Rio.

Depois de 5 anos sem lançamentos, o Prodigy retornou em 2009 com um disco muito bom chamado "Invaders Must Die". Na época do lançamento eu vi uma definição no showlivre.com que eu achei bem pertinente. Hardcore eletrônico.

Vi o show dos caras no final dos anos 90 (1998 ou 1999 , eu acho) e foi poderoso. Um forte apelo visual e um som altíssimo deixou meio que em transe a galera que estava lá. E olha que o local não era dos melhores, já que o show foi na Arena Anhembi. Foi um puta show. Impressionante.

O jeito vai ser gastar mais essa grana, porque agora num lugar fechado, acho que o bicho pega mesmo.

Abaixo, dois vídeos. O primeiro com uma música do disco novo chamada "Omen" (f...) e o segundo só para matar saudades com a clássica "Breath" do disco Fat Of The Land.
Não mais. Voltei e atualizei o vídeo. Consegui encontrar "Smack My Bitch Up" que tem um dos melhores clips já feitos e resolvi fazer a troca. Só que é o negócio é forte, de gosto duvidoso (a última cena é reveladora). Foi banido da MTV e You Tube. Depois não digam que eu não avisei!


Sandro






terça-feira, 8 de setembro de 2009

WILCO, THE VIRGINS, KILLSWITCH ENGAGE - Antes tarde Que Nunca

Apesar de já terem sido lançados “na gringa”, e por causa disso não serem mais nenhuma novidade para o pessoal “antenado” que curte música alternativa, eu gostaria de comentar sobre três bons álbuns lançados no Brasil em 2009 pela Warner Music.

Wilco (The Álbum), sétimo álbum da banda de Jeff Tweedy, que da formação original restou o baixista John Stirratt. Esse trabalho não tem o mesmo impacto de A Ghost Is Born (2004), mas também é muito bom, pronto para se ouvir a qualquer hora do dia. Destaque para as faixas “Wilco (the song)”, “You Never Know”, “Sonny Feeling”.

The Virgins – formada em 2006 no apartamento do vocalista Donald Cumming, esse é o primero trabalho oficial da banda de Nova York. Indie dançante, com fortes influências de Talking Heads, Modern Lovers, Elvis Costelo, 70´s - 80’s na veia. Destaque para “One Week Danger”, “Rich Girls”, “Radio Christiane”.

Killswitch Engage – desde 2000 tem o som moldado pelo Metalcore, com guitarras afinadas em “Drop C” (quase em sua maioria), linha de dois bumbos, e vocais limpos, porém alternando para momentos de fúria. Uma das inspirações para as melodias da banda é o falecido Charles Michael "Chuck" Schuldiner (Death). No trabalho de 2009 lançado no Brasil , destaque para “Starting Over”, “A Light In A Darkned World”.

A maior dica que fica pra moçada é “Comprem o CD”, o grande “barato” é ter o produto original em sua coleção, ou você baixa livros da net também?

Anselmo








SONIC YOUTH NO BRASIL - PONTO PARA O PLANETA TERRA FESTIVAL


Neste final de semana mais uma atração para o festival Planeta Terra foi confirmada. Trata-se da banda norte-americana Sonic Youth. Para mim, uma surpresa, visto que eles já haviam tocado na América do Sul no começo deste ano.

Referência quando se fala de guitarras distorcidas dentro do rock, a veterana banda parece que recuou um pouco na guinada "difícil" que seus últimos discos haviam tomado. Não que eles tenham muitos discos fáceis, pelo contrário, tirando "Goo" e "Dirty" que já ganham o ouvinte logo de cara, todos os outros albuns precisam de mais de uma audição para bater legal. Mas geralmente batem, pelo menos para mim que sou fã confesso e tenho todos os discos (o último foi comentado pelo Anselmo num post especifico aqui).

Tive a oportunidade de assistí-los nas duas vezes que tocaram no Brasil. E foram duas impressões bem distintas.
A primeira vez foi em 2000 no extinto Free Jazz Festival e o show foi simplesmente fantástico. Um set list primoroso proporcionou um senhor espetáculo para quem viu. A segunda vez foi em 2005, nos festival Claro que é Rock, onde eles tocaram depois do Iggy Pop e antes do Nine Inch Nails. Foi um show burocrático, cheio de versões alongadas das músicas, onde a distorção e barulheira imperaram. Se tivessem tocado sozinhos, talvez fãs como eu dessem um desconto e tentassem achar o show legal, mas na circunstância que foi, tocando entre dois super shows não deu para disfarçar a decepção.

Qual Sonic Youth virá agora em 2009? Pelo que tenho visto na internet, parece que a fase atual é de uma pegada forte. Para comprovar, deixei dois vídeos. O primeiro com uma música do último disco chamada "Sacred Trickstar", gravado no show que eles fizeram no Chile em março deste ano. O segundo com a clássica "Teen Age Riot" gravado em uma apresentação deles no programa Later da BBC também em 2009. Fala se não dá vontade de ir ao show!

Mas mesmo com esta notícia, ainda não me decidi por qual balada optar no dia 07 de novembro. O fato é que o Planeta Terra ganha terreno na minha preferência.

Você já leu (aqui, aqui e aqui) no blog, mas só para lembrar, temos até o momento:
Maquinaria Festival: Faith No More + Jane's Addiction + Deftones
Planeta Terra Festival: Sonic Youth + Primal Cream + Ting Tings


Vamos aguardar mais novidades.

Sandro










segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zaratustra, Deus Não Pode Estar Morto!

Conforme já comentamos aqui no Blog, existe a evolução ou sintonia de idéias, onde um artista se utiliza da obra de outro, desenvolvendo nela seu toque pessoal, sua assinatura, seu estilo.

No entanto existem casos em que temos simplesmente a combinação de idéias brilhantes, como se fosse uma conspiração da própria natureza no intuito de nos fazer ficar embasbacados por tanta grandiosidade, mas ao mesmo tempo trazendo-as para uma linguagem POP que pode atingir o mais simples dos homens.

Pois então vejamos o que digo.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900), influente filósofo alemão do século XIX, que teve uma vida frágil, e morreu jovem aos 36 anos. Uma de suas obras mais controversas é “Assim Falou Zaratustra”, onde o Zaratustra é um líder da humanidade e pensador ideal de Nietzsche, e tem como centro a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem"(Übermensch). O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Richard Georg Strauss (1864 – 1949) compositor e maestro alemão , considerado um dos maiores nomes da música entre o final da “Era Romântica” e o início da “Idade Moderna”. Foi baseado no poema filosófico de Nietzche que escreveu seu “poema sinfônico” para “Assim Falou Zaratustra” (tenho um palpite que foi daí que John Williams se inspirou pro tema de Superman).

Arthur Charles Clarke (1917-2008) inventor e escritor britânico, autor de obras de divulgação e ficção científica como “The Sentinel” (1968). O livro conta a história de uma estrutura piramidal descoberta na Lua que se revela ser uma espécie de radiotransmissor deixado por uma raça alienígena em tempos remotos, a qual havia percebido a possibilidade de se desenvolver na Terra vida inteligente e civilização. Devido à resistência de seus materiais, os terráqueos são obrigados a destruí-la para poderem analisá-la, o que faz com que ela pare de enviar sinais para seus construtores, revelando para estes a presença de mais uma espécie inteligente no universo: os seres humanos.(fonte wikipedia)

Stanley Kubrick (1928-1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, que baseado na obra “The Sentinel” dirigiu e desenvolveu ( junto com Arthur C. Clarke) a história e o filme 2001 uma Odisséia no Espaço. Que descrevia a aurora do homem tendo a música de “Assim Falou Zaratustra” como fundo musical.

Incrível como o trabalho e obra de distintas celebridades mundiais , feitas em períodos diferentes, podem em um momento no tempo, convergirem em um resultado inesperado e assombroso, e por que não dizer definitivamente POP.
Caro Zaratustra, por isso afirmo : "Deus não pode estar morto".

Anselmo



domingo, 6 de setembro de 2009

Edgard Varèse - O compositor moderno se recusa a morrer

Vou começar esse “post” deixando uma coisa bem clara aqui pros leitores do Blog. Sempre fui um fã do Rock’n’Roll visceral, primitivo, sem firulas. The Sonics, The Cramps, Ramones, Ação Direta, The Clash. O máximo que tolero dentro da “virtuose” no Rock é Angus Young, Brian Setzer, Pete Townsend, Brian May. Dos experimentos musicais, confesso que Alien Sex Fiend realmente “fez minha cabeça” nos anos 80.

Mas uma coisa que sempre me persegue, são os meus amigos (amigos de bar, tomamos muitas cervejas até hoje!) que ao iniciar uma conversa sobre o tema, olham pra mim e dizem: “Você tem que ouvir música de verdade, Yes, Rush, Genesis, Pink Floyd, King Crinsom, Emerson, Lake & Palmer, Jethro Tull”.

Quando você pensa que a “cobrança” acaba, tem as novas!!!! “Não acredito que você não ouviu o novo do Dream Theater!? E o show do G3 (com Steve Vai, Joe Satriani, Eric Johnson)? O Steve Vai é maravilhoso!"

Por isso, decidi também “postar” sobre música de “qualidade”. Estou falando de Música Clássica, de Vanguarda. Não vou comentar como especialista, mas como um admirador comum. Para início de conversa, o compositor moderno de minha preferência é Frank Zappa ( e seu inspirador Edgard Varèse).

Frank Zappa foi um gênio, não porque era um grande compositor, mas porque que fazia música pra se divertir e extrapolar qualquer coisa para o mais extremo absurdo!
Mas, mesmo Zappa teve suas influencias, suas inspirações, sendo a maior delas o compositor francês Edgard Varèse.

Edgard Varèse (1883 – 1965) tinha como maior ambição buscar novos caminhos, explorar novas fronteiras para a música. Estudou no Conservatório de Paris e passou um tempo em Berlim. Mas foi em Nova York que arriscou mais, quebrou a barreira do convencional.

Imagine vocês, em plenos anos 30, diante de uma platéia de admiradores de música clássica, um maestro apresentar uma peça composta de “percussão mais sirene” (Ionisation)?
Os mais audaciosos se arriscam em dizer que Varèse foi um dos precursores da música eletrônica, devido a suas pesquisas e experiências sonoras.

Existem vários artigos na internet onde Frank Zappa conta como comprou o primeiro disco de Varèse (EMS 401, The Complete Works of Edgard Varese Volume I) aos 13 anos de idade, e quando, em seu aniversário de 15 anos, pediu de presente pra mãe uma “ligação interurbana” para a casa de Varèse em Nova York.

A influência de Varèse na música de Zappa pode ser percebida em “''Return of the Son of the Monster Magnet”, do álbum “Freak Out” de 1966.

Em homenagem aos meus amigos “Prog”, vamos a partir de hoje também escrever e divulgar grandes nomes da música. Pois, como diria Varèse: "O compositor moderno se recusa a morrer."
Abaixo deixo exemplos de criador (Ionisation) e criatura ('Return of the Son of the Monster Magnet).

Ps.: No final tem um video onde o Steve Vai conta como o Zappa "tirou um sarro" em sua audição para entrar na banda. Depois de tocar várias peças Zappa diz: "Ouvi dizer que a Linda Ronstadt está procurando um guitarrista" (I Hear Linda Ronstadt Is Looking For A Guitar Player) - Impagável!


Anselmo








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