minervapop

quarta-feira, 31 de março de 2010

HALLELUJAH - PODE CHORAR...

Para pessoas sensíveis.

Dia 16 deste mês, ao perder um texto que tinha escrito sobre o Johnny Cash decidi simplesmente deixar um vídeo dele cantando "Hurt" do Nine Inch Nails. Na ocasião deixei também a versão original (post aqui). Gostei do resultado e pude perceber que as entradas para este post seguraram as pessoas num tempo acima da média do blog, ou seja, o assunto foi uma bela porta de entrada.

Nesta pegada, optei por descer mais um degrau na melancolia. O post de hoje é sobre a música "Hallelujah" composta e gravada pela primeira vez em 1984 pelo mestre Leonard Cohen (post específico mais para frente).

O Anselmo inclusive já tocou neste assunto num texto sobre a influência de Cohen em Jeff Buckley e deste sobre o Radiohead, em setembro de 2009 num post intitulado "Evolução de idéias" (leia aqui). Lá alguns de nossos antenados leitores já citavam versões bacanas da música.

"Hallelujah" é uma palavra em hebraico que significa "Louvai ao Senhor", sendo uma expressão liturgica muito utilizada. Cohen já declarou que a letra é uma espécie de oração abafada. Inclusive há algumas passagens bíblicas claramente representadas na letra. A melodia arrasadora, completa a música que não passa desapercebida por ninguém.

Foi regravada cerca de 190 vezes (não é exagero), por diferentes cantores mundo afora. Muita gente a conhece através do filme/desenho Shrek, interpretada por Rufus Wainwright. Versão fraca por sinal. A música retornou ao topo das paradas quando há uns dois anos atrás um carinha (não sei se o vencedor) do American Idol a utilizou no programa. Parece que recentemente também foi escolhida pelo programa similar inglês para ser interpretada pelos finalistas.

Dentro destas inúmeras versões, existem várias realmente legais e eu escolhi algumas para ilustrar o post. Deixei na minha ordem de preferência.
Primeiro com Jeff Buckley (só com audio), que a interpretou de uma forma tão bela que tem gente que pensa que a música é dele.
Depois vem o "dono" da música, Leonard Cohen, mas numa versão mais recente (adoro ouvi-lo e ver como sua voz ficou ainda mais densa depois de velho).
No terceiro vídeo aparece John Cale, nada mais nada menos do que um dos fundadores do Velvet Underground.
Como última opção, ia deixar a Regina Spektor, mas não resisti e escolhi um cara pelo qual sou fanatico (post em breve), o Nick Cave. Não é a mesma do Cohen, mas a música leva o mesmo nome e é tão triste (ou mais) quanto.
No final tem a letra da original para vocês conferirem.

É isso. Emocionem-se.


Sandro











Hallelujah - Aleluia

Now I've heard there was a secret chord - Eu soube que havia um acorde secreto
That David played, and it pleased the Lord - Que David tocava, e agradava o Senhor
But you don't really care for music, do you? - Mas você não liga para música, não é?
It goes like this - É assim que é
The fourth, the fifth - A quarta, a quinta
The minor fall, the major lift - O menor cai, e o maior sobe
The baffled king composing Hallelujah - O rei frustrado compõem Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

Your faith was strong but you needed proof - Sua fé era forte mas precisava de provas
You saw her bathing on the roof - Você a viu tomando banho do telhado
Her beauty and the moonlight overthrew you - A beleza dela e a luz do luar arruinaram você
She tied you - Ela amarrou você
To a kitchen chair - A cadeira da cozinha
She broke your throne and she cut your hair - Ela destruiu seu trono, cortou seu cabelo
And from your lips she drew the Hallelujah - E de seus lábios ela tirou a Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

Baby I've been here before - Baby, eu já estive aqui antes
I know this room and I've walked this floor - Eu vi este quarto, andei neste chão
I used to live alone before I knew you - Eu vivia sozinho antes de conhecer você
I've seen your flag on the marble arch - E eu vi sua bandeira no arco de mármore
But love is not a victory march - Mas o amor não é a Marcha da Vitória
It's a cold and it's a broken Hallelujah - É um aleluia frio e partido

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

Well maybe there's a god above - Bem, talvez exista um Deus lá em cima
But all I've ever learned from love - Mas tudo o que aprendi sobre o amor
Was how to shoot somebody who outdrew you - Foi como atirar em alguém que te fez mal
And it's not a cry that you hear at night - E não é um choro que você ouve à noite
It's not somebody who's seen the light - Não é um alguém que viu a luz
It's a cold and it's a broken Hallelujah - É um frio e partido Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

Baby I've been here before - Baby eu já estive aqui antes
I know this room and I've walked this floor - Eu conheço este quarto e já caminhei por este chão
I used to live alone before I knew you - Eu costumava viver só antes de conhecer você
I've seen your flag on the marble arch - Eu vi sua bandeira sobre a coluna de mármore
But love is not a victory march - Mas o amor não é uma marcha pela vitória
It's a cold and it's a broken Hallelujah - É um frio e partido Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

Well there was a time when you let me know - Bem, houve um tempo em que você me deixava saber
What's really going on below - O que realmente se passava aí dentro
But now you never show that to me do you - Mas agora você já não me mostra mais, não é?
But remember when I moved in you - Mas se lembre de quem eu me mudei para dentro de você
And the holy dove was moving too - E o Espírito Santo também se mudou
And every breath we drew was hallelujah - E cada respiração que desenhávamos era uma Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

I've done my best, it wasn't much - Eu dei o meu melhor, não foi muito
I couldn't feel, so I learned to touch - Eu não senti, então tentei tocar
I've told the truth, I didn't come to fool you - Eu disse a verdade, não vim te enganar
And even though - E mesmo assim
It all went wrong - Deu tudo errado
I'll stand before the Lord of Song - Eu estou na frente do Senhor da Música
With nothing on my tongue but Hallelujah - Sem nada na ponta da língua só Aleluia

Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia
Hallelujah, Hallelujah - Aleluia, Aleluia

terça-feira, 30 de março de 2010

PORKY´S - COMÉDIA ADOLESCENTE CLÁSSICA

Estava comentando com meu parceiro de Blog Sandro, que gostaria de deixar “posts” específicos com cenas de filmes que marcaram época (pelo menos pra mim). A idéia ocorreu depois da matéria sobre “Boleiros”, com o trecho do penalty.

Para dar sequência a esses "trechos", deixo uma parte do filme Porky´s (1982).

Esse filme (gostem ou não) é dos precursores das comédias adolescentes americanas, influenciando muitos escritores e roteiristas do gênero.

A história é “inocente”, mas pra molecada da época foi uma “febre”. Veja sinopse do Wikipédia:

No sul da Flórida, em 1954, Pee Wee (Dan Monahan), Billy (Mark Herrier), Tommy (Wyatt Knight) e Mickey (Roger Wilson) têm de enfrentar quatro dolorosos anos na Angel Beach High School. Mas as atividades escolares e esportivas estão em segundo plano, pois o principal interesse deles é sexo. Assim, a vida deles consiste principalmente em observar as garotas no chuveiro e transformar em um inferno a vida dos seus professores, mas são sempre perseguidos por Beulah Balbricker (Nancy Parsons), a professora de ginástica. Acabam indo ao Porky's, um misto de cabaré e bordel onde o dono (Chuck Mitchell) arrumará uma prostituta por um preço razoável. Mas Porky pega o dinheiro deles e os joga em um pântano, com os jovens prometendo se vingar. Mas isto não é fácil, pois o xerife Wallace (Alex Karras) é irmão de Porky e só esquecendo suas diferenças pessoais (um deles é judeu, mas não é totalmente aceito) eles poderão derrotar Porky e sua gangue.

Segue um “trecho clássico” com a professora de ginástica Beulah Balbricker (Nancy Parsons), reclamando do suposto “invasor do vestiário feminino” do colégio Angel Beach.

Divirtam-se.


Anselmo

domingo, 28 de março de 2010

ILHA DO MEDO - Inquietante

Somente hoje, depois de duas semanas após a estréia, pude assistir ao último lançamento do genial Martin Scorsese, diretor de alguns dos melhores filmes de todos os tempos.

O Anselmo já tinha abordado o tema aqui (leia o post) quando escreveu sobre o livro "Paciente 67” de Dennis Lehane. Na ocasião, ele fez um breve resumo da história (os agentes federais Teddy Daniels e Chuck Aule têm que investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, especializado em pacientes criminosos, que desaparece sem deixar vestígios de um quarto vigiado e trancado à chave. A partir daí a trama começa, com uma série de suspeitas pairando sobre o sanatório).Como normalmente faço em filmes que envolvem meus diretores prediletos procurei não ler nada sobre a obra antes de ir ver o filme, exceção a breve sinopse acima.

Hoje, depois de ter assistido e antes de escrever este post dei uma olhada nas críticas. Definitivamente as análises foram divergentes, mas senti uma tendência a opiniões mais negativas do que positivas (aqui mesmo no Minerva Pop, a Ju do blog A Ship Made of Books, havia feito ressalvas ao filme nos comentários do post do Anselmo). Li que os questionamentos foram feitos principalmente em cima do roteiro, que na visão de alguns deveria evitar que as pessoas suspeitassem da virada no desfecho da trama.

Não concordo. Não li o livro, mas sabendo que o roteiro foi adaptado, imagino que as pistas também foram sendo deixadas no desenrolar da história (o Anselmo pode me confirmar isso depois). Mesmo quem suspeita da reviravolta, acho que sente certo desconforto durante a sessão, pois há uma série de momentos realmente inquietantes. Portanto, eu gostei do roteiro. A última frase inclusive permite certos exercícios. "É melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?"
Fora isso, movimentos de camêra muito bem feitos (característica de Scorsese) e boas atuações de Leonardo DiCaprio (num personagem atormentado) e Mark Ruffalo, fazem com que "Ilha do Medo" seja sim, um filme digno do nome e da moral de Martin Scorsese e não uma obra menor como li em alguns lugares (inclusive de críticos norte-americanos).

Pode não ser uma obra-prima, mas achei um ótimo filme. Saí do cinema pensando sobre o que vi e isso para mim representa muito. Questão de opinião, é claro. Meu único arrependimento é não ter ido ver antes.

Para finalizar, quero ressaltar que não se trata de um filme de terror e não há nada de paranormalidade na história, toda a trama é um thriller psicológico. Abaixo, repito o trailer já deixado no post sobre o filme.


Sandro


sexta-feira, 26 de março de 2010

LCD SOUNDSYSTEM - SOM QUE NÃO PODE FALTAR EM FESTA

No post abaixo, onde escrevi sobre o belo show do Franz Ferdinand aqui em São Paulo, citei que eles voltaram para o bis tocando um cover da música "All My Friends" do LCD Soundsystem.

Depois fiquei me perguntando porque diabos ainda não escrevi algo específico sobre James Murphy no Minerva Pop. Já está mais do que na hora e o legal é que dá para ser um post com algo de novo, relacionado ao novo album.

O LCD Soundsystem para quem não sabe é um projeto do produtor musical James Murphy que deu mais do que certo. Um dos criadores do respeitado selo de música eletrônica DFA, Murphy começou a soltar uns singles em 2002 e á partir da boa repercussão, gravou o primeiro disco, com o título homônimo ao projeto.

O trabalho foi aclamado pela crítica (prêmo de revelação do ano em um monte de veículo de comunicação) e pegou muito bem nas pistas de dança. Trazia a mistura de uma música eletrônica de tendência bem dancante com rock. Sons modernos, para chacoalhar a cena mesmo. Eu pirei quando ouvi e fiquei meses sem tirar o CD do carro. O album é de uma qualidade impressionante.

Em 2007, saiu o segundo disco, chamado "Sound of Silver", que também ganhou louvores da crítica mundial (inclusive alguns prêmios de melhor do ano) e de novo rendeu boas faixas para as pistas mundo afora. Serviu também para consolidar a reputação e o talento de James Murphy.

É muito importante dizer que apesar dele ser o mentor dos trabalhos no estúdio, ao vivo o LCD Soundsystem se apresenta como banda, com bateria, baixo (bases fortes), guitarra e teclados, além dos indispensáveis sintetizadores.

O aguardado terceiro disco deve sair agora em abril de 2010, e a novidade é que uma faixa nova já está disponível no site oficial. O "cool" James Murphy inclusive declarou recentemente que este deve ser o último lançamento do LCD Soundsystem, porém será o melhor. Veremos.

Em razão da indisponibilidade de incorporação aqui no blog dos ótimos vídeos produzidos, decidi fazer uma pequena relação que não pode faltar na festa de ninguém. O Playlist tem: "Tribulations" (hino!) e "Daft Punk is Playing at My House" do primeiro disco; "Time to Get Away" e "All My Friends" do segundo e "Drunk Girls" que fará parte do terceiro disco.

Mesmo que você não seja muito fã de música eletrônica, experimente. É satisfação garantida. Curte aí.


Sandro



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quinta-feira, 25 de março de 2010

FRANZ FERDINAND EM SÃO PAULO - ANIMAÇÃO NA VEIA


Lindo.

Finalmente tive o prazer de assistir a um show da banda Franz Ferdinand. Apesar de ter menos de 10 anos de existencia (formada em 2002) e ser bombada desde o primeiro disco lançado em 2004, os escoceses já haviam se apresentado no Brasil em outras três ocasiões, porém sem nunca terem feito uma turnê decente pelo país.

E que maravilha. Alex Kapranos (vocal), Nick McCarthy (guitarra), Bob Hardy (baixo) e Paul Thomson fizeram um show de primeira. Facilitado ainda pelo fato de terem entrado com o "jogo ganho", já que o público que lotou o Via Funchal estava louco para se entregar ao quarteto, desde a espera aos gritos de "Franz, Franz," até aos pulos motivados por a entrada com uma sequencia matadora ("Bite Hard", The Dark of the Matinee", "Tell Her Tonight"). As músicas eram entoadas por quase toda a platéia e esta relação de empatia inflamou ainda mais a noite (fora o problema com o ar da casa que transformou o local numa sauna).

Gostei muito da distribuição das músicas entre os três discos da banda ("Franz Ferdinand", "You Could Have It So Much Better" e Tonight") e fiquei impressionado com a confiança dos caras, que não seguraram os grandes hits para o final e lá pela metade do show quase todas músicas mais conhecidas já haviam rolado. Fecharam a primeira parte do show com uma performance dos quatro tocando uma bateria montada na frente do palco especialmente para este momento.

Quando retornaram para o bis, mandaram um cover de "All My Friends" do grande LCD Soundsystem, porém numa pegada bem mais lenta do que a original. Alíás foi um bis que contou apenas com a música "Michael" como hit e foi fechado com uma base eletrônica bem dancante enquanto um a um os integrantes iam deixando o palco.

Grande show, com uma energia positiva tremenda, daqueles capazes de injetar ânimo na veia. Que bom poder ter visto pela primeira vez. Passando por aqui de novo, não perco mais.

Abaixo deixei dois registros desta balada, um com a música "Walk Away" e outro com o super hit "Take me Out". Para completar, o vídeo oficial de "Do You Want to", uma das minhas preferidas.


Sandro




quarta-feira, 24 de março de 2010

A GRANDE FINAL - Outro Sobre Futebol

Hoje vou mandar um "post" curto.

Como o post anterior sobre o tema "futebol" rendeu comentários muito inteligentes e interessantes, segue outro "Trailer" de um filme sobre esse esporte.



"A Grande Final", uma produção Alemanha/Espanha de 2006, com direção do espanhol Gerardo Olivares.





Anselmo

terça-feira, 23 de março de 2010

BOLEIROS - Era Uma Vez o Futebol

Quem acompanha o Minerva Pop pode perceber que eu e meu parceiro Sandro estamos sempre buscando deixar nossas opiniões sobre o que existe de melhor na cultura pop em geral (pelo menos do que a gente gosta).

Escrevemos sobre cinema, musica, literatura, teatro, e tudo mais que possa interessar. Porém, existem três temas que buscamos não comentar aqui no blog: Política, Religião e Futebol, pois assim ensinou nossos avós.

No entanto, desses assuntos extremamente polêmicos quando colocados em pauta, existe um em particular que somos extremamente aficionados, o futebol. E por sermos torcedores de times diferentes, e posso afirmar “fanáticos” por eles, decidimos NUNCA comentar sobre futebol, pois em muitos casos, e acredito que em 99% deles, a paixão sempre fala mais alto.

Mas infelizmente sou teimoso, e vou comentar sobre futebol sim, e recomendar o melhor filme brasileiro sobre essa preferência nacional, “Boleiros – Era uma vez o futebol” de 1998, dirigido por Ugo Giorgetti.

O filme se passa num bar, onde “ex-profissionais da bola” se reunem para contar “casos” que vivenciaram, que ocorreram em suas vidas, e conforme a história de cada um vai se desenrolando, um filme “flashback” mostra como o fato ocorreu.

O juiz “comprado” que altera as marcações de “impedimento” e “penalty” pra ajudar o tima da casa, O ex-grande craque que passa por uma situação difícil após o fim da carreira, a macumba como último recurso para ajudar um jogador contundido, a preocupação do técnico pra segurar seus jogadores na concentração.

Com atuações de Otávio Augusto, Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Cassio Gabus Mendes, Marisa Orth, Denise Fraga, Rogério Cardoso, Lima Duarte, André Abujamra, dentres outros, essa é uma obra primorosa, que mostra o lado do humor, da graça, da riqueza, e as vezes triste desse esporte de massa.

Um filme recomendado para quem gosta de futebol, e também para quem admira uma história apaixonante.

Como não achei "trailer" do filme, segue o trecho do "penalty"...sensacional!

Anselmo


segunda-feira, 22 de março de 2010

ALICE BRAGA - Novidades da Estrela Brasileira

A paulista Alice Braga (15 de abril de 1983), deixou faz tempo de ser conhecida como a “sobrinha” da Sonia Braga, para se firmar como uma das atrizes mais promissoras da atualidade.

Depois de trabalhos como “Cidade de Deus” e “Cidade Baixa”, e os internacionais “Ensaio sobre a Cegueira” e “Eu Sou a Lenda”, a atriz chega com mais duas produções, e dessa vez “hollywoodianas”.

Estreou no último dia 19 de março nos EUA e Canada o longa "Os Coletores", do britânico Miguel Sapochnik, onde Alice contracena com Jude Law e Forest Whitaker.

O filme, dirigido por Miguel Sapochnik e baseado no livro “The Repossession Mambo” do americano Eric Garcia, é sobre a produção e venda de orgãos artificiais por uma empresa chamada Union, que salvam e prolongam a vida de milhares de pessoas no mundo. Porém, quando alguém deixa de pagar por eles, entram em cena os pistoleiros Remy e Jake para cobrar os devedores, mesmo que isso signifique a morte de alguns deles.

Alice Braga interpreta a cantora Beth, que tem seu corpo melhorado por conta desses orgãos artificiais, mas não tem como pagar por eles.

O outro que também tem sua participação é “Predators”, do cultuado Robert Rodriguez. Conforme alguns artigos, essa versão poderá ser considerado uma continuação do primeiro filme, não havendo ligações com a série “Predator x Alien”. Nesse filme, Alice trabalha com Adrien Brody, Laurence Fishburne.

Anselmo





domingo, 21 de março de 2010

REFORMA EM ANDAMENTO...

Pois é, amigos. Conforme comentei recentemente (aqui), eu e o Anselmo tínhamos em mente novidades para o Minerva Pop, além de voltar a toda com as postagens.

Conseguimos nos reunir finalmente na última sexta e algumas coisas já estão começando a sair do papel durante este final de semanam. A primeira, vocês já devem ter percebido, foi uma reforma completa no visual do blog, que agora inclusive conta com três colunas.

Ainda hoje, retorno neste mesmo post contando mais sobre as idéias e planos para breve.

Até mais.


Sandro

quinta-feira, 18 de março de 2010

ANDY WARHOL - Mr. América


A partir deste sábado (20-março), começa a exposição Andy Warhol “Mr. America”, com 170 obras do artista mais influente da pop art, e ficará em cartaz até 23 de maio.

Andrew Warhola ou Andy Warhol, nasceu em Pittsburgh em 06 de agosto de 1928, e faleceu em 22 de fevereiro de 1987 em New Jersey, foi pintor e cineasta americano. Também conhecido como produtor e mentor da banda Velvet Underground.

Dono da célebre frase “In the future everyone will be famous for fifteen minutes “ (No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos), foi um cara “a frente do seu tempo”.

Vou conferir a exposição com certeza.

Encontrei uma matéria bem legal no You Tube da Mona Dorf.....segue.

Anselmo


quarta-feira, 17 de março de 2010

PACIENTE 67 - Dennis Lehane


Estou lendo o Livro “Ilha do Medo” de Dennis Lehane, da Companhia Das Letras, o qual foi originalmente lançado como “Paciente 67”. Não terminei, mas os capítulos que pude ler são sensacionais.

Dennis Lehane (1966) é um escritor americano de romances policiais, sendo que um de seus maiores sucessos foi o livro "Sobre Meninos e Lobos" ("Mystic River"), que virou filme com a direção de Clint Eastwood , e atuação magistral de Sean Penn.

Voltando pra "Ilha do Medo" (Paciente 67), a história se passa em 1954, onde os federais Teddy Daniels e Chuck Aule têm que investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, especializado em pacientes criminosos, que desaparece sem deixar vestígios de um quarto vigiado e trancado à chave. A partir daí a trama começa, com uma série de suspeitas pairando sobre o sanatório.

Uma adaptação foi feita para o cinema pelo diretor Martin Scorsese, com os atores Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo, com o título original de “Shutter Island”.

Com certeza vou terminar de ler o livro para depois conferir o filme.

Anselmo

terça-feira, 16 de março de 2010

HURT - Para doer na alma...


Ainda não entramos na nova fase (leia aqui), mas hoje eu ia caprichar no post. Seria sobre o fabuloso Johnny Cash.

Seria, porque inexplicavelmente perdi o texto. Devido ao adiantado da hora, não dá para escrever de novo, mas prometo que retorno ao tema (ou talvez o Anselmo, que manja até mais).

Por ora, decidi deixar a versão que o tiozinho fez para a música "Hurt" da não menos maravilhosa banda Nine Inch Nails (ainda terão post específico, certamente), cuja versão (ao vivo, num telão lindo), também coloquei abaixo. Depois dos vídeos você pode ler a amarga letra de Trent Reznor.

Triste até o osso. Melancolia na veia. Porque a gente precisa chorar de vez em quando...


Sandro









Hurt

I hurt myself today - (Eu machuquei a mim mesmo hoje)
To see if I still feel - (Pra ver se eu ainda sinto)
I focus on the pain - (Eu me concentro na dor)
The only thing that's real - (É a única coisa real...)
The needle tears a hole - (A agulha abre um buraco)
The old familiar sting - (A velha picada familiar)
Try to kill it all away - (Tento matá-la de todos os jeitos)
But I remember everything - (Mas eu me lembro de tudo).

What have I become? - (O que eu me tornei?)
My sweetest friend - (Meu doce amigo...)
Everyone I know - (Todos que eu conheço)
Goes away in the end - (Vão embora no final.)

You could have it all - (E você poderia ter tudo isso)
My empire of dirt - (Meu império de sujeira)
I will let you down - (Eu vou deixar você pra baixo)
I will make you hurt - (Eu vou fazer você sofrer.)

I wear this crown of shit - (Eu uso essa coroa de merda)
Upon my liar's chair - (Sentado no meu trono de mentiras)
Full of broken thoughts - (Cheio de pensamentos quebrados)
I cannot repair - (Que não posso consertar.)
Beneath the stains of time - (Debaixo das manchas do tempo)
The feelings disappear - (Os sentimentos desaparecem)
You are someone else - (Você é outro alguém)
I am still right here - (Eu ainda estou bem aqui.)

What have I become? - (O que eu me tornei?)
My sweetest friend - (Meu doce amigo...)
Everyone I know - (Todos que eu conheço)
Goes away in the end - (Vão embora no final)
You could call have it all - (E você poderia ter tudo isso)
My empire of dirt - (Meu império de sujeira)
I will let you down - (Eu vou deixar você pra baixo)
I will make you hurt - (Eu vou fazer você sofrer).
If i could start again - (Se eu pudesse começar de novo)
A million miles away - (A milhões de milhas daqui)
I would keep myself - (Eu me guardarei)
I would find a way - (Eu acharia um caminho...)

sábado, 13 de março de 2010

GLAUCO VILLAS BOAS - Descanse em Paz


Os adolescentes dos anos 80 não tinham uma série de coisas que hoje são indispensáveis aos jovens desse início de século XXI.

Telefone celular, iPode, mp3, notebook, internet, etc. Aquela garotada tinha como janela pro mundo o disco de vinil e revistas em quadrinhos, e os estudos (mas esse eram os mais chatos).

Quando chegávamos em casa, após uma jornada dupla de trabalho e escola (noturna), nós não acessávamos a internet, mesmo porque não tínhamos, nós colocávamos nossos discos preferidos na "vitrola" e líamos nossos "gibis".

E foi nessa época que eu descobri que haviam quadrinistas bons aqui no Brasil, o Angeli, o Laerte, Spacca, Mutarelli, Fernando Gonsales, e Glauco.

Infelizmente Glauco e seu filho Raoni foram assassinados neste último dia 12 de março.

O universo dos quadrinhos perdeu, de forma brutal e violenta, um grande artista.

Nós do Minerva Pop estamos profundamente tristes, e gostaríamos de registrar nossos sentimentos a família de Glauco.

Obrigado Glauco, por nos presentear com seus personagens Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.

Descanse em Paz.



Anselmo

quinta-feira, 11 de março de 2010

MINERVA POP EM RITMO DE REFORMA... - FIRME E FORTE

Alguns amigos mais próximos e leitores assíduos do blog comentaram comigo sobre uma diminuição na "pegada" da empreitada nas últimas semanas. E eles tem uma certa razão.

Desde que começamos com os posts experimentais em junho de 2009 (leia aqui), até o início efetivo em meados de julho (leia aqui), eu e o Anselmo conseguimos manter o pique de deixar por aqui ao menos um post por dia, muitos deles longos e mais elaborados.

Tudo feito com muito prazer e resultando numa terapia gratuita para ambos. O negócio foi crescendo, a audiência aumentando e ficamos definitivamente viciados pela coisa.

Então, a ideia para o início de 2010 era intensificar nossa participação na rede e dar uma reformulada no blog, visando algumas melhorias.

Só que o tempo tem jogado contra, pois como vivemos uma agitada vida corporativa durante o dia (não há tempo de mexer no Minerva), toda nossa dedicação tem que acontecer a noite (vocês devem ver a hora das postagens).

O Anselmo esticou sua jornada de trabalho oficial durante muitos dais e eu confesso que estou a semanas envolto numa reformulação completa do meu iTunes, visando deixar as 11.000 músicas e os 300 vídeos constantes lá num estado de perfeição (nomes corretos, capas de discos, letras de músicas) para lançar num iPod novo que eu peguei. Isso tem me consumido horas e mais horas na frente do computador, que antes eram dedicadas a navegação pela net.

O resultado é que não conseguimos dedicar o tempo extra que gostaríamos, já que na nossa visão, não adianta apenas largar os posts por aqui. Acreditamos na blogosfera e temos convicção que o nosso crescimento passa efetivamente por uma interação cada vez maior com outros tantos blogs de qualidade espalhados pela rede.

Um exemplo prático disso é que fomos convidados e aceitamos com muita honra para participar do blog coletivo chamado Mínimo Ajuste (conheça aqui). Apesar de estar acompanhando a evolução, aparecemos lá para contribuir, só uma vez (aqui).

Mas o post é para dizer aos amigos, que esta fase está passando e dentro de muito em breve, aplicaremos as melhorias desejadas, talvez até num pacote único. Só não decidimos ainda se a frequencia de postagens continuará a ser diária ou não.

É isso. Texto sobre a gente mesmo e sobre nossas expectativas a curto prazo. Continuaremos contando com o prestígio dos amigos nesta brincadeira que ficou séria e não dá mais para parar.

Abraços a todos.

Sandro

segunda-feira, 8 de março de 2010

POESIA EXPRESSIONISTA ALEMÃ

Hoje gostaria de comentar sobre um movimento de vanguarda que é uma fonte riquíssima de cultura até os dias de hoje, o expressionismo.

Surgido na Alemanha nos primórdios do século XX, era formado por artistas e intelectuais que estavam mais focados na interiozação da criação artística do que na exteriorização, e dessa forma projetavam em suas obras uma reflexão mais subjetiva.

O expressionismo teve várias vertentes, e apesar de minha preferência ser o “expressionismo alemão”, que era organizado em dois grupos “Die Brücke” e “Der Blaue Reiter”, alcançou artistas de outros países da Europa (Itália, França) e também Estados Unidos.

O expressionismo foi usado na arte, cinema, música, dança, teatro, fotografia e poesia. E é nesse último que gostaria de deixar uma dica bem legal, o livro de Claudia Cavalcanti chamado “Poesia Expressionista Alemã” (uma antologia), da editora Estação Liberdade.

O livro tem uma introdução ao movimento naquele país, que sintetiza a “oposição á burguesia” pela juventude da época, além de sua disseminação nas artes naquele país.

Cada autor tem um capítulo específico com a compilação de suas poesias precedidas por um resumo biográfico. Os textos são em alemão e português, sendo muito interessante também para os estudantes do idioma.

A obra é uma compilação de textos de Ernst Stadler, Franz Werfel, Iwan Goll, Johannes R. Becher, Georg Trakl (o qual chamou a atenção de Wittgenstein), dentre outros.

Abaixo deixo uma pequena amostra, com a poesia de Else Schüler:

Fim Do Mundo

"Há um choro no mundo,
Como se o bom Deus Chegasse ao final,
E a nuvem plúmbea cai ao fundo,
Em peso sepulcral.

Vem, escondamo-nos juntos em plenitude...
A vida está no coração de todos
Como em ataúdes.


Tu! Profundamente nos beijemos –
No mundo palpita uma saudade,
Da qual morreremos".

É Claro que esse é somente uma "pequena" referência nesse assunto vasto e rico. Quem puder mandar comentários, agradecemos desde já.

Com certeza vamos "postar" sobre outras vertentes, principalmente música e cinema.


Anselmo

sábado, 6 de março de 2010

THE GOSSIP - MAIS UM FURO??

Na lista de shows (mais aqui) para este agitado começo de ano aqui no Brasil, a banda The Gossip estava confirmada para tocar agora em março, nos dias 13 em Porto Alegre, 17 em Belo Horizonte, 19 em São Paulo (era na Pachá mesmo, Ivan!) e 20 no Rio De Janeiro.

Só que hoje a marca de óculos Chilli Beans, que está bancando a turnê, suspendeu a venda dos ingressos e soltou o seguinte comunicado:
"Os promotores e organizadores do Festival Virus Chilli Beans foram surpreendidos com a atitude recente da banda Gossip, em relação a uma eventual não vinda ao Brasil para participar do festival. Nossos representantes e advogados nos EUA estão em contato com a agência que representa a banda Gossip para entender e buscar superar a situação. Estamos paralisando imediatamente a venda dos ingressos até total esclarecimento dos fatos".

Ao que parece será mais uma pisada da banda que em 2008 já tinha cancelado um vinda ao Brasil dias antes do show marcado. Na época eu já tinha ficado meio puto, pois detesto este tipo de desrepeito (post aqui sobre o mesmo caso com o Supersuckers). Agora de novo...

De qualquer forma, já risquei da lista. Semana que vem compro meus ingressos para o Franz Ferdinand, Social Distortion e Moby. Não vou poder ir ao Placebo (que já assisti), porque os espertos produtores de shows, marcaram para o mesmo dia do Social Distortion.


Sandro

quinta-feira, 4 de março de 2010

REDES SOCIAIS - "BRINCADEIRA DE CRIANÇA OU ESTRATÉGIA DE GENTE GRANDE?"

Amigos, hoje eu e o Anselmo vamos deixar de escrever algumas das nossas viagens para divulgar na íntegra um artigo escrito por um terceiro (terceiros, no caso).

Falo do grande amigo Claudio Barbosa, um expert em TI, que junto com um parceiro escreveu um texto muito bacana sobre a febre das redes sociais na internet.

O artigo foi publicado na edição de hoje do jornal Diário do Grande ABC (comente aqui) e também no site da revista on line Making Of (comente aqui). Estamos divulgando pelo fato de ter sido escrito por um amigo, pelo fato de ser bom (mais importante) e que para vocês possam repercutir nos locais onde o texto foi publicado e colaborar para que outros artigos possam ser publicados. Segue:


Brincadeira de criança ou estratégia de gente grande?

Há uma ideia generalizada de que as redes sociais são puro passatempo, coisa de desocupado e, pra ir mais fundo, que não passam de diversão de criança. Afinal, qual adulto do mundo real teria tempo para joguinhos divertidos? Para comprar moedinhas e melhorar a infraestrutura de uma fazenda virtual? Pois é, como trata-se de um fenômeno ainda muito recente, talvez haja um preconceito natural com essas redes, assim como aconteceu com a internet quando ela passou a estar à disposição das empresas e do público. A rede mundial de computadores era coisa pra fazer torcer o nariz, pois tudo que é novo assusta e dá espaço para achismos que podem falsear conceitos e objetivos. Então, é possível que as redes sociais recebam o mesmo tratamento dado à internet. É só o acúmulo de conhecimento sobre o assunto, somado à disponibilidade de tempo para explorar seus recursos, o que vai provar, passo a passo, o valor dessa ferramenta. Acreditamos que seja possível chegar, então, à conclusão de que ela pode ser muito útil para a sociedade, desde que sua utilização seja bem dosada, é claro.
Para começar, vale desmistificar um conceito sobre o público que acessa essas redes. Já se sabe, por exemplo, que a média de idade do usuário de rede social é de 37 anos. O usuário do Twitter tem, em média, 39, enquanto o do LinkedIn tem 44, o do Facebook, 38 e do MySpace, 31. O cenário foi traçado por um estudo feito pelo site de tecnologia Royal Pingdom.

Também vale ressaltar alguns dados que ajudam traçar um panorama do mundo virtual hoje. Só no Brasil, do total de pessoas que acessam a internet, 79% fazem parte de alguma rede social. E o número não é pequeno. Segundo relatório da Akamai Techologies, o Brasil é o 9º país que mais acessa a internet no mundo. São quase 70 milhões de brasileiros conectados à rede, segundo Ibope Mídia. Números que podem aumentar com a chegada da banda larga popular, que prevê mais de 90 milhões de acessos até 2014.

E os brasileiros adoram as redes. Em outubro de 2009, o Twitter tinha 8,7 milhões de brasileiros. Só em 2008, o microblog cresceu 1.382%. Aliás, a Língua Portuguesa é a terceira língua mais usada no Twitter, segundo a consultoria francesa Semiocast.
Desenvolvimento de habilidades

Muito além de divertimento, as fazendas virtuais, lanchonetes e aquários apresentam a possibilidade de desenvolver habilidades de gente grande. Só a Farm Ville, jogo acessado dentro da rede social Facebook, tem mais de 80 milhões de usuários e exige boa administração e relacionamento, fatores que são fundamentais para fazer girar qualquer negócio na atualidade, principalmente os não virtuais.

Este cenário nos oferece a possibilidade de um novo olhar sobre as redes sociais, pois elas, as redes, representam mudanças de comportamento na sociedade, proporcionam mais interação entre os públicos e estreitamento das relações. No universo corporativo, as empresas precisam estar preparadas para agregar esses novos canais à estratégia de comunicação tradicional. A utilização das redes e dos jogos sociais será cada vez mais constante, assim como acontece com o correio eletrônico hoje: quase todo mundo tem pelo menos um e-mail. E não é para brincar.

Por Valdirlei Soares – Publicitário e diretor de planejamento da Ascentbrand e Claudio Barbosa Santos – Professor e gestor de projetos online da Ascentbrand

SLADE ALIVE! - Um dos Maiores Álbuns "Ao Vivo"


O primeiro disco de Rock que chamou minha atenção foi o SLADE ALIVE! , conhecido popularmente pela sua “capa vermelha”.

Lançado em 24 de março de 1972, e produzido por Chas Chandler (The Animals), o disco é um excelente registro da potencia da banda ao vivo, com destaque para a “força vocal” de Noddy Holder e a harmonia rítmica de Jimmy Lea, de longe os responsáveis pela criatividade da banda. (O original saiu com um encarte com “cartoon”).

O Slade é formado por Noddy Holder (voz e guitarra), Dave Hill (guitarra), Jimmy Lea (baixo) e Don Powell (bateria). Este famoso quarteto começou suas atividades em 1966.

Porém a partir da década de 70, principalmente com o SLADE ALIVE! e aproveitando a “onda glam rock”, a banda começa a ganhar notoriedade internacional, além de se tornar uma fábrica de “hits”, com canções como "Mama Weer All Crazee Now", "Cum On Feel The Noize" ,"Skweeze Me Pleeze Me”, “Everyday”, ”Cuz I Love You”, “My oh My”, dentre outras.

SLADE ALIVE! é uma aula de sinergia entre platéia e banda. Composto por parte de material próprio e parte canções de outros artistas, o que prevalece é o estilo, a marca registrada do “Pub Rock” (se é que podemos chamar assim). Basta ouvir as versões de Born to be Wild (Steppenwolf) e Hear Me Calling (Alvin Lee) pra entender o que digo.

Esse álbum marcou uma geração, sendo até hoje considerado nos “top 10” dos maiores álbuns “ao Vivo” já lançados, por isso vale a pena conferir.

"Hear Me Calling" - 5:46 (Alvin Lee)
"In Like a Shot from My Gun" - 3:33 (Holder/Lea/Powell)
"Darling Be Home Soon" - 5:43 (John Sebastian)
"Know Who You Are" - 3:37 (Holder/Lea/Hill/Powell)
"Keep on Rocking" - 6:29 (Holder/Lea/Hill/Powell)
"Get Down and Get with It" - 5:33 (Bobby Marchan)
“Born to Be Wild” – 8:12 (Mars Bonfire)

O SLADE merece um “post” específico sobre sua história, mas isso fica pra outra oportunidade.

Anselmo



quarta-feira, 3 de março de 2010

MAGNUS LINDBERG - O Maestro Que Ouviu CLASH



Estava lendo artigos sobre música hoje, tentando encontrar alguma coisa interessante pra comentar, mas que tivesse alguma curiosidade mesmo. Achei Magnus Lindberg.

Magnus Lindberg nasceu na Finlândia, Helsinki, em 1958. Estudou piano na academia Sibelius, onde despertou o interesse para obras de vanguarda européia. Formou um grupo informal conhecido como a sociedade “Korvat Auki” (Ouvidos Abertos), em 1980.

No início dos anos 80 apresentou suas primeiras composições musicais "Action-Situation-Signification" (1982) e "Kraft"(1983-85), na época do Toimii Ensemble, grupo de músicos ligados a academia Sibelius, parceria com o regente EsaPekka Salonen.

Mas o que me incentivou a pesquisar sobre esse compositor finlandês, é que nos anos 70, Lindberg se impressionou com a energia do “punk rock” do The Clash, e com o “rock industrial” destruidor do Einstüzende Neubaten (Alemanha), e trouxe essa pulsação sonora pra sua música.

Coincidência ou não, uma de suas obras mais importantes não se chama “Related Rocks” por acaso. Essa composição desenvolve uma de suas idéias antigas, que seria o uso de gravações sampleadas eletronicamente durante a destruição de um piano de cauda.

Preciso pesquisar mais sobre a obra desse compositor, mesmo porque não poderia deixar "passar em branco" a história de um maestro que se inspirou no “The Clash” e no “Einstüzende Neubaten”, mesmo que somente na “força sonora”.

Caso alguém tenha informações complementares sobre sua obra, favor mandar pra gente.

Anselmo







terça-feira, 2 de março de 2010

COLDPLAY...


Então, eis uma banda que sofre bastante preconceito no mundo do rock. Conheço muita gente que abomina e assim como grande parte da crítica, desce o pau no som do Coldplay. Os motivos são variados. Uns alegam que é uma banda sem atitude rock’n roll, outros que é bandinha para público de rádio, outros que falta originalidade (??), outros não gostam porque os “entendidos” musicais não recomendam e outros dizem que é ruim mesmo e ponto. Questão de gosto, que deve ser respeitada, claro.

Eu penso diferente. E apesar de ser cornetado por alguns, afirmo que gosto bastante do Coldplay e isso desde o primeiro disco. Acho inclusive o segundo album, “A Rush of Blood to the Head” de 2002 um senhor disco, daqueles de ouvir sempre. Não acho piegas nem apelativas as baladas do Chris Martin e não acho ridículo o cara cantá-las com os olhos fechados (tem gente que pega no pé...).

Acompanho a carreira da banda, tenho todos os discos e confesso que os dois últimos não fizeram tanto a minha cabeça. Discos estes que marcam a fase onde a banda definitivamente se tornou “grande” e suas turnês passaram a rolar em estádios ou grandes arenas. Não os achei ruins, há bons momentos mas estão abaixo do citado segundo trabalho.

Ao vivo, tive a oportunidade de assisti-los na primeira passagem da banda pelo Brasil em 2003. O show foi em São Paulo na Via Funchal (6.000 lugares), sold out e excelente. Lembro que fiquei muito impressionado com o carisma que o Chris Martin transmite para a galera. Respeitaram o público tocando com uma puta vontade e tesão, mesmo nos momentos mais calmos, ao piano.

Pelo que vejo nos vídeos desta turnê, a banda evoluiu ainda mais em cima do palco. Li que o produtor Brian Eno, que trabalho no último album também colaborou na concepção desta tour. O fato é que pelo tamanho que a banda atingiu, existe a necessidade de proporcionar shows gigantes. Foram 34.000 pessoas no Rio, domingo e em São Paulo a expectativa é para 68.000 mil.

Com tudo isso, eu ainda não decidi se irei ao Morumbi hoje para ver o show. Inicialmente o computei na lista de presenças obrigatórias, mas a sensação de que já vi um show deles em condições muito melhores (lugar e repertório), a falta de companhia (amigos e esposa pularam fora), rodízio docarro, histeria e gritinhos de lindo e o fato de detestar shows em estádio (principalmente o Morumbi, de difícil acesso), foram me distanciando da balada. De qualquer forma, tenho até a noite para pensar, já que a venda de ingressos está bem tranquila e ainda há lugares em todos os setores (a pista está R$ 250,00).

De quebra, quem abre é o Bat For Lashes, que é bem legal.

Há quem interessar possa, o set list tocado no show do Rio.

"Life In Technicolor"
"Violet Hill"
"Clocks"
"In My Place"
"Yellow"
"Glass Of Water"
"Cemeteries Of London"
"42"
"Fix You"
"Strawberry Swing"
"God Put A Smile Upon Your Face/ Talk"
"The Hardest Part"
"Postcards From Far Away"
"Viva La Vida"
"Lost!"
"Shiver"
"Death Will Never Conquer"
"Don Quixote"
"Viva La Vida" (remix)

bis
"Politik"
"Lovers In Japan"
"Death And All His Friends"

bis
"The Scientist"
"Life in Technicolor 2"

Abaixo, momentos desta última turnê. Tem ainda mais um vídeo no post que escrevi sobre o calendário de shows no Brasil em 2010 que você pode ler aqui.


Sandro



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