minervapop

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O DIA DAS LISTAS...

Amigos, com este post iremos inaugurar um espaço dedicado a listas aqui no Minerva Pop. Todo final de semana deixaremos um post com uma lista minha e outra do Anselmo sobre determinado assunto. Se vierem opiniões dos nossos amigos e parceiros serão muito bem aceitas, claro.

Para começar em grande estilo, o primeiro post será sobre a minha banda de rock favorita, os Ramones. Amanhã cedo listaremos nossas 10 músicas prediletas deste grande grupo.

Até lá.


Sandro 

THE BIRD AND THE BEE - Diamond Dave


Continuando a comentar sobre artistas dos anos 80, pra hoje pensei no grande “frontman” "Dave Lee Roth", e mais precisamente no show que esse cara fez no Brasil em 14 de Outubro de 2006, no Live´n´Louder festival em São Paulo. Além de uma presença de palco “matadora”, Dave conversava com a platéia em português. Sim pessoal, em português! Mas não era só “boa noite!” ou “ e aí galera!”, o cara falava, contava histórias. A mãe foi professora de espanhol, e como ele prestava serviços voluntários de resgate, aprendeu  ajudando o “povo carente” de seu país. A carreira desse artista você pode pesquisar desde a época do Van Halen, e os trabalhos solo.

Ele também tem fãs inusitados, como o grupo musical “The Bird and the Bee”.

“The Bird and The Bee” é um grupo do sul da Califórnia, formado em 2006 pela cantora Inara George e pelo multi-instrumentista Greg Kurstin (produtor e tecladista, trabalhou com asrtistas como Lily Allen, Beck, The Flaming Lips, Red Hot Chili Peppers, e também membro da banda Geggy Tah). Com um gosto comum pelo jazz e pop music, iniciaram seus trabalhos em 2006, quando lançam seu EP “ Again and Again and Again and Again”, que abriu caminho à ao disco de estreia “The Bird and The Bee”. Na sequencia mandaram dois EP’s, “Please Clap Your Hands (2007) e One Too Many Hearts (2008). Em 2009 sai “Ray Guns Are Not Just The Future” , e para 2010 temos o tributo “Interpreting the Masters Volume 1: A Tribute to Daryl Hall and John Oates”.

E para "linkar" com o assunto do início do "post", este talentoso grupo tem um canção chamada “Diamond Dave” (faixa do “Ray Guns Are Not Just The Future”), que é um hilário tributo a Dave Lee Roth.

Confira abaixo, vídeos desses dois grandes artistas.


Anselmo


"Infelizmente, este vídeo está desabilitado no YouTube. Confira o original, é muito bom"!



Dave Lee (e Van Halen), Pretty Woman (de Roy Orbison)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BILLY IDOL - In Super Overdrive Live

Ontem de manhã, a caminho do trabalho, estava pensando em escrever sobre alguma coisa dos anos 80, que eu havia “curtido” bastante naquela época. Lembrei do “Billy Idol” e o “Generation X”.

Não vou ser hipócrita, nem mentir, digo sem culpa nenhuma que conheci “Dancing with Myself” antes de tudo.

William Albert Michael Broad, conhecido como Billy Idol, nasceu na Inglaterra (Middlesex), em 30 de novembro de 1955. Começou a carreira musical com o “Bromley Contingent”, um grupo de fãs dos Sex Pistols (tinha até a Siouxsie Sioux). Mas foi com Tony James que formaram o “Chelsea” e na seqüência o “Generation X” com Tony e o baterista John Towe (Daí surgiu o hit “Dancing With Myself”, re-editada em seu primeiro álbum solo). Após 3 discos, o grupo termina em 1980, e Billy Idol parte pra carreira solo nos EUA.

Nos Estados Unidos, faz parceria com o excelente guitarrista Steve Stevens, lançou 3 bons álbuns, “Billy Idol”(1982), “Rebel Yell” (1983) e “Whiplash Smile” (1986), contendo hits como "To be a Lover”, "Mony Mony", "White Wedding", "Rebel Yell", "Eyes Without a Face", "Flesh For Fantasy", "Sweet Sixteen", "Don't Need a Gun" e "(Do not) Stand in The Shadows".

Ano passado lançou o DVD ‘In Super Overdrive Live’, que traz um show realizado em julho de 2009, em Chicago (EUA). O mais importante é que a banda conta com Steve Stevens na guitarra, e o cara é um show á parte. O legal desse guitarrista é que ele consegue ser “virtuoso” sem sem “chato”, basta conferir seus trabalhos solo, “Atomic Playboys” (1989), “Flamenco a Go Go” (1999) e “Memory Crash” (2008).

Bom, continuando com o DVD, deixo abaixo uma musica que não saiu no “In Super Overdrive”, mas é da mesma turne, e foi disponibilizado no YouTube por um fã, “Jump” do Van Halen.....poxa , hoje estou tão feliz, que vai "White Wedding" também.....!

Anselmo




quarta-feira, 28 de abril de 2010

QUEM AINDA NÃO CONHECE ZOOEY DESCHANEL?

Na semana passada via um link da amiga Ana Praconi lá no twitter, li uma matéria sobre a atriz e cantora Zooey Deschanel que me chamou a atenção. O texto comentava que numa pesquisa feita pela revista norte-americana Esquire que perguntou para 10.000 mulheres com quem elas transariam se fossem lésbicas, a nova musa indie foi a mais citada com 31% dos votos.

Fiquei meio chocado, pensando na minha alienação. Para mim, a garota ainda era para poucos. Pelo menos no campo musical, que é o seu lado mais interessante na minha opinião.

Se por acaso, você que lê estas linhas não a conhece. Prepare-se. Acho que Zooey ganhará um destaque maior em breve.

Sua carreira no cinema ainda não é sólida, contando com uma série de papéis secundários. Na linha de frente mesmo, só em três filmes. A bobagem "Sim, Senhor", "Fim dos Tempos" do ótimo diretor Shyamalan e o belíssimo "500 Dias com Ela", lançado no ano passado, com uma repercussão muito boa.

Vejo qualidades em seus trabalhos com atriz, mas sou fã é do seu lado musical, exposto na dupla formada com M. Ward e chamada singelamente de She & Him. Neste projeto Zooey é responsável pelos principais vocais, tocando teclados e compondo as músicas. Seu parceiro fica com a base de violão e guitarra.
Eles se conheceram através do cinema, quando fizeram um dueto especialmente para a trilha sonora do filme "The Go-Getter". Ficou bom, rolou uma química e eles decidiram trabalhar algumas composições que a Zooey já tinha. Um ano depois, em 2008, saiu o primeiro album que levou o nome de "Volume One". Disco este que foi muito bem recebido pela crítica em geral (a Paste Magazine o elegeu o melhor do ano), com méritos, diga-se de passagem, porque o disco é realmente muito bom.

Agora em março de 2010 lançaram o segundo trabalho, intitulado "Volume Two". Achei este ainda melhor que o primeiro. É o típico disco que bate bem já de primeira. Recomendo muito.

É isso. Além da dica sobre a qualidade musical da dupla She & Him, fica a sugestão para prestarem atenção na Zooey Deschanel. Atriz, compositora, música e cantora, ela vai longe.

Abaixo os vídeos de "Why Do You Let Me Stay Here/" do primeiro disco, depois "In The Sun" do segundo e uma linda versão para "You Really Got a Hold On Me", também gravada no disco de estréia.


Sandro






terça-feira, 27 de abril de 2010

ALISON BECHDEL - Fun Home


Alison Bechdel é uma cartunista americana, nascida em 1960, na cidade de Lock Haven, Pennsylvania.

Conhecida pelas “tiras” excelentes de “Dykes To Watch Out For” (uma versão HQ do L Word), escritas desde 1983, e que foram publicadas em diversos jornais alternativos, traduzidas para várias línguas e compiladas em forma de livros, conseguiu o reconhecimento internacional com “Fun Home - Uma Tragicomédia em Família”, uma Graphic Novel Autobiográfica, lançada no Brasil pela Conrad Editora (2006).


O título do livro “Fun Home” (casa da diversão), é uma abreviação usada pelas crianças para “ funeral home”- (casa funerária), a qual a família de Alison Bechdel era proprietária de um desses estabelecimentos.

Em "fun Home", a autora revisita sua infância e adolescência, e conta a descoberta de sua homossexualidade e a relação complicada com o pai, Bruce Bechdel, que era homossexual não-assumido, e passava mais tempo longe da família  como professor de literatura em Beech Creek. Contrário do relacionamento com a mãe, uma atriz amadora.

O “Time Magazine” considerou “Fun House” uma das “10 melhores livros do Ano” (2006).

A última informação que tenho, é de que “Dykes to Watch Out For” foi suspenso em 2008 para que Bechdel possa trabalhar em outra “graphic memoir”, que tem o título de trabalho “Love Life: A Case Study”, que foca os relacionamentos da autora. (Parece que já está pronto, quem tiver informação, mande pra gente).

"Dykes to Watch Out For":
 
"Fun Home":
 


Anselmo

domingo, 25 de abril de 2010

MOBY - SATISFAÇÃO GARANTIDA

Na noite da última sexta-feira tive o prazer de assistir a mais um show do Moby. Já escrevi sobre o cara antes (leia o post aqui), justamente na ocasião da divulgação de sua vinda para o Brasil.

Apesar de naquele texto eu ter citado que suas apresentações acontecem com banda completa e são cheias de energia (acho que foi mais ou menos isso), na verdade minha opinião estava baseada mais na experiência que tive em 2005 quando vi seu show pela primeira vez, do que em informações sobre a nova turnê.

Por esta razão, eu não sabia ao certo o que me aguardava no Credicard Hall. Não tinha ido atrás de vídeos da tour atual e nem imaginava como seria o set list. O certo é que se Moby fizesse a opção pela divulgação de seu último disco, "Wait For Me", priorizando músicas deste album, a "pegada" da balada seria bem mais devagar, já que este trabalho possui músicas bem mais "calmas", o que não quer dizer que seria ruim.

Na entrada vi que a composição do palco era a mesma do show anterior, ou seja, banda completa. O próprio Moby empunhando uma guitarra, um baterista "de verdade" (nada de bateria eletronica), uma baixista (muito segura), uma violonista (com participações essenciais), uma tecladista que também atua como excelente backing vocal e uma vocalista jamaicana com uma voz simplesmente maravilhosa.

Mas o início com a música "A Seated Night" (do último disco) foi meio sombrio, apesar de bom. A segunda foi "Extreme Ways" (do disco "18"), mantendo a calmaria (?) mas com um astral melhor. Na terceira, ele tocou "Mistake", outra do disco novo e eu ainda não sabia o que me esperava.

Aí, entra a quarta música, o hit "In My Heart" e o bicho começou mesmo a pegar. Moby jogou longe o pedestal de sua cantora e a junto com toda a banda soltou uma energia incrível, emendando este som com "Bodyrock" tocada de forma realmente intensa. As cartas estavam na mesa e para minha sorte e de todos que estavam na casa, Moby optou por fazer uma mescla de sua excelente carreira, transformando o set list numa sequencia invejável de hits (ao menos para seus fãs).

A extrema competênca da banda no palco e a forma com que Moby soube intercalar momentos mais calmos com picos de agitação máxima, ganharam o público que praticamente lotou o lugar.

Nem dá para destacar nada em especial, pois achei tudo bom. O show foi distribuido de forma regular, quase metódica. Como inusitado, tivemos a execução de duas covers. A primeira quando disse que tocaria uma música que fala sobre a cidade onde cresceu e vive até hoje, mandando "Walk on the Wild Side" do Lou Reed. A segunda, enfiando "Whole Lotta Love", do Led Zeppelin, cantada de forma veemente pela tecladista, entre o início e o fim da ótima música "Honey".

Enfim, foram quase duas horas de um espetáculo convincente e revigorante, como devem ser os bons shows. No final do post, dois vídeos com amostras para quem perdeu (ou para quem quer lembrar).

Abaixo o set list completo:
"A Seated Night"
"Extreme Ways"
"Mistake"
"In My Heart"
"Bodyrock"
"Go"
"Why Does My Heart Feel So Bad?"
"Pale Horses"
"Porcelain"
"We Are All Made Of Stars"
"Flower"
"Walk On The Wild Side"
"Natural Blues"
"Raining Again"
"Disco Lies"
"The Stars"
"In This World"
"Lift Me Up"
"Honey"
"Whole Lotta Love"
"Feeling So Real"


Sandro



sábado, 24 de abril de 2010

MÚSICA POP - No YouTube

Estava lendo no jornal, desse sábado de manhã, uma matéria sobre os vídeos musicais mais acessados no YouTube. Resolvi deixá-los disponíveis no Minerva Pop. Segue:

LCD Soundsystem - "Drunk Girls".


Atoms for Peace - Nova turnê da banda de Thom Yorke com participação do baixista Flea.


Blur - Fool´s Day. Novo single após 7 anos.


Passion Pit -sensação no Coachella Festival.



Ouçam, e tirem suas próprias conclusões.

Anselmo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

DESMOND DEKKER - O rei do Reggae ( e do Ska também!)

Bom, antes de mais nada, preciso deixar claro que não sou um profundo conhecedor de reggae. Dentro do meu ecletismo musical (leia sobre isso aqui), aprecio o estilo, mas confesso que não está entre os meus preferidos e não são muitos os artistas desta vertente que me tocam. Quanto ao ska (já esbarrei no tema no post do Operation Ivy, aqui), este já me atrai mais.

Até por esta razão, o título do post busca na verdade, um tom provocativo. A grande maioria certamente considera o grande Bob Marley, do qual gosto muito diga-se, como o verdadeiro rei do Reggae, assim como os mais puristas podem citar outras referências. Questão de gosto, claro. 

De qualquer forma, sem me ater a gêneros musicais, eu quero hoje escrever sobre um jamaicano que ajudou a revolucionar um pouco a música. Ele também pode ser considerado uma lenda dos dois estilos citados acima e certamente abriu as portas do mundo para a música feita na Jamaica. Falo de Desmond Dekker

O cantor e compositor começou a desbravar outros mundos em 1967, quando a música "007 (Shanty Town)" tornou-se um hit em seu país e um verdadeiro hino para os chamados "rude boys" (denominação que os delinquentes juvenis daquele país recebiam). Dekker era um ícone para estes jovens rebeldes. Esta mesma música atravessou o oceano para chegar aos top 15 da parada inglesa e Desmond Dekker foi junto.

Já em 1968, atingiu o topo das paradas britanicas com o hit absoluto "Israelites". Este som também foi responsável pela quebra de uma antiga barreira que os músicos jamaicanos tinham dentro do mercado dos EUA e "Israelites" chegou no top ten de lá. Porém, o mercado que realmente o adotou foi o britânico, fazendo com que mantivesse residência fixa em Londres.

Desmond Dekker manteve-se na ativa, sempre fazendo boa música e nunca aposentou-se. Até seus 64 anos, quando morreu de ataque cardíaco em maio de 2006, ainda fazia shows normalmente.

O fato é que o cara colaborou muito para que outros artistas jamaicanos fossem reconhecidos e com o passar do tempo, foi se tornando uma referência e influência para uma série de músicos em todo o mundo. Se você não conhece, sem preconceito preste atenção.

Abaixo, para ilustrar o post, deixo a citada "Israelites" numa versão mais antiga e "007 (Shanty Town)" numa versão sensacional ao vivo no programa Later da BBC, com ele já mais veterano. De quebra ainda tem "Rude Boy Train", também numa fase mais "madura".


Sandro






quarta-feira, 21 de abril de 2010

POR TRÁS DO VÉU DE ÍSIS - Marcel Souto Maior

O filme sobre a vida de Chico Xavier é o grande sucesso do cinema nacional nesse ano de 2010, pelo menos até agora. Dirigido e produzido por Daniel Filho, e com as excelentes interpretações de Ângelo Ântonio (Chico Xavier -1931/1959) e Nelson Xavier (Chico Xavier 1969/1975), o longa-metragem está agradando crítica e público.

Porém, eu ainda não assisti ao filme, acho que vou esperar sair em DVD, ou em algum especial de fim-de-ano na TV. Mas é claro, que um assunto tão sério e profundo como esse, merece ser comentado e não pode passar despercebido, afinal o espiritismo é referencia e seguido por milhares de pessoas no mundo.

Aproveitando esse assunto que está em evidência e sendo bem comentado atualmente (acredito que o filme ajudou a trazer essa discussão entre as pessoas), deixo uma dica de leitura para quem quer saber mais sobre o assunto, não sobre os trabalhos sociais e beneficentes em que os grupos espíritas estão sempre tão empenhados, mas sobre a “comunicação entre vivos e mortos” através da psicografia, este sim é um assunto intrigante que todos nós ficamos fascinados e curiosos quando posto em debate.

Em 2004 a editora planeta publicou o livro “Por Trás Do Véu De Ísis”(2004) do jornalista e escritor Marcel Souto Maior (1966). Essa obra é o resultado de uma série de pesquisas feitas pelo autor sobre o assunto, de uma forma imparcial e investigativa, muito interessante.

Marcel escreve sobre experiências pessoais, relatos de amigos próximos a Chico Xavier, testemunho de outros médiuns, o que diz a ciência, os riscos de fraude ou de auto-sugestão. Aborda questões sobre a possibilidade de comprovação científica a vida após a morte. Um verdadeiro diário de busca.

Marcel também escreveu os livros “As Vidas de Chico Xavier (2003)” e “As lições de Chico Xavier (2005)”.

“Um dia o homem vai entender que o espírito é igual a energia, nesse dia a física quântica e o espiritismo vão se encontrar.” – Chico Xavier.

Abaixo deixo um “trecho” de uma participação do autor no programa “Sempre Um Papo” em 11/08/2004. A quem interessar, basta conferir no “You Tube” a palestra na integra.


 Anselmo




segunda-feira, 19 de abril de 2010

PLACEBO - Credicard Hall - SP - 17 Abril 2010


Pois é pessoal, como vocês devem ter notado pelo “post” anterior, o Minerva Pop foi ao show do Social Distortion na via Funchal, neste último sábado (17abril). Mas durante uma cerveja e outra, lamentamos que o Placebo havia marcado seu show em São Paulo no mesmo dia, no Credicard Hall, pois era um espetáculo que também gostaríamos de assistir.

Felizmente os leitores do Minerva Pop não vão ficar sem informação, graças a nossa amiga e seguidora do Blog, a querida Ana Praconi, que estava no Credicard Hall e mandou um “post” comentando sobre a apresentação do Placebo, que você confere logo na seqüência (Anselmo / Sandro).


Show:

Sábado, 17/04 e a banda inglesa, Placebo, fechou a sua terceira passagem pelo Brasil com a turnê do seu quinto álbum de estúdio, Battle For The Sun, no Credicard Hall em São Paulo. Com quase duas horas de duração, a banda não decepcionou a platéia de aproximadamente 4 mil pessoas.

Abriu o show logo com três canções do novo álbum, For What It’s Worth, seguida por Ashtray Heart e Battle for the Sun. Entretanto o grupo não se conteve e tocou tudo aquilo que o público queria ouvir, como a indispensável Every You Every Me, Special Needs, Speak In Tongues, Breathe Underwater, Devil In the Details, Meds, Special K, Song to Say Goodbye, a lindíssima Follow The Cops Back Home e fechou a primeira parte do show com Bitter End, voltando para o encore com Trigger Happy, Infra-Red e Taste In Men. (Para mim, particularmente, faltou Black-Eyed, mas… c’est la vie.)

A bateria pesada de recém integrante, Steve Forrest e a afinação impecável do baixo de Stefan Olsdal foram complementos mais que perfeitos para o vocal insano de Brian Molko, que não perde tempo e mostra a que veio. Colocar a galera pra pular! Sem enrolações, diálogos longos (e que venhamos e convenhamos, bastante desnecessários) e divagações em geral, a banda mantém o foco no espetáculo. E que espetáculo!


By Ana Praconi




domingo, 18 de abril de 2010

SOCIAL DISTORTION - Via Funchal - SP - 17 Abril 2010


Social Distortion, ou também chamado de Social D, acabou de se apresentar no palco do Via Funchal em São Paulo.

Social Distortion é uma banda de Rock formada em 1979 pelo guitarrista e líder Mike Ness, um dos responsáveis pelos “hits” com refrões poderosos e bases simples e diretas.

A banda chegou a se separar em 1985 por causa do vício em drogas de Mike Ness, mas se reagruparam em 1987 e estão na estrada até hoje. Em 2000 uma tragédia abalou os integrantes da banda, quando faleceu o guitarrista original Dennis Danell, devido a um aneurisma cerebral. Atualmente a banda conta com Jonny Wickersham na guitarra.

Show:
O show foi impecável, tudo o que se espera de uma banda de rock (apesar de sua origem no Hardcore Californiano, hoje não vejo rótulo pra esses caras).

A banda de abertura foi a argetina “All the Hats”, a qual nós do Minerva Pop não assistimos, porém nosso amigo e colaborador Fabiano “rocker” comentou que o show foi bom, sem comprometer.

Mesmo com o “peso da idade”, logo que as luzes se apagaram o Social Distortion entrou com a “Instrumental - Road Zombie" e já imendou no cover de "Under My Thumb" dos Rolling Stones.

Na sequencia vieram duas de minhas preferidas do álbum “Somewhere Between Heaven and Hell”, as incríveis "Bye Bye Baby" e "Bad Luck" e a poderosa "Don´t Drag Me Down" de “White Light, White Heat, White Trash”.

Quando o público estava começando “curtir” o show, a banda detona três clássicos de um mesmo álbum "Creeps", "Another State of Mind" e "Mommy's Little Monster" (nome que dá título ao disco).

A partir daí, mais clássicos, "Sick Boy" (que Mike Ness canta como se referindo a ele mesmo), "Reach For The Sky", "Ball & Chain", "Still Alive" (som do novo trabalho que será lançado em setembro), essa todo cara com mais de 40 anos sabe o que significa!

Mantém a qualidade com Gotta Know The Rules, Sometimes I Do e fecha o “set list” com Nickles And Dimes.

Mas claro que ninguém nem foi “louco” de sair do lugar, pois o melhor ainda estava por vir no “encore” da noite (que na verdade foram dois).

Primeiro: Make Believe e Cold Feeling.

Segundo: Prison Bound e Ring of Fire (Johnny Cash Cover)

Dá pra criticar? Claro que sim! Cadê "Story Of My Life?" Que falha!

Brincadeiras á parte, não dá pra reclamar de um show desse nível, Rock´n´Roll de primeira linha.

Uma lembrança que vou “guardar” desse show é de quando Mike Ness chamou no palco um garotinho de 11 anos, e disse: “Seja um bom menino, vá a escola, e obedeça seus pais. E quando na segunda-feira a professora perguntar, diga que foi ao show do Social D no sábado”

Como não “rolou” "Story of my Life" no show, deixo pra vocês a música abaixo.

Post atualizado com dois registros da balada. "Cold Feelings" e "Ring of Fire" (com audio não muito bom, mas dá para sentir a vibração).


Anselmo / Sandro









sábado, 17 de abril de 2010

REVISTA VERTIGO Nr.5 - "Casa dos Mistérios"

Para quem acompanha o Minerva Pop sabe que sou admirador das publicações da série Vertigo-DC Comics, e desde que foram relançados as edições pela Panini não perco uma, isso vale para as revistas periodicas e as edições especiais.

Para minha surpresa, a revista vai contar com a consagrada “Casa dos Mistérios” para compor o “mix” de sua publicação mensal, já iniciando na edição de nr. 5 desse mês.

A revista “Casa dos Mistérios” teve início nos Estados Unidos em 1951, seguindo o sucesso da legendária e mundialmente conhecida  “Tales From the Crypt” (1950). Os temas abordados por essas revistas, ficção científica, terror e suspense, foram um sucesso para um publico que já estava saturado de heróis com superpoderes e uniformes coloridos que faziam justiça com as próprias mãos.

Durante sua publicação, a  “Casa dos Mistérios” teve que se adaptar as regulações de mercado para sobreviver. Como por exemplo, após a criação da “Comics Code Authority”, que afirmava que esse tipo de leitura poderia causar distúrbios comportamentais nos jovens.

No fim da década de 1960, as histórias da casa foram produzidas por nomes como Sergio Aragonés, Neal Adams, Jack Kirby, Jim Aparo, só como exemplos. A partir da edição 292 (em 1981) Karen Berger se tornou editora do título que futuramente seria responsável por edições similares, como o selo Vertigo, oficialmente criado em 1993.

Infelizmente, e pelo mesmo motivo que foi criada, o interesse popular , a revista foi cancelada na edição 321.´

Talvez como prova de gratidão, ou garantia de sucesso, a revista Vertigo decidiu abrir a casa e invocar seu cínico e irônico guardião Caim para contar suas histórias.

Caim é vizinho de seu irmão Abel que guarda a “Casa dos Segredos”, bem do outro lado da rua, na região do Sonhar. Ambos foram servos de Sandman, mas isso deixamos para outro “post”, pois como disse Caim: “Mesmo que todo mistério contenha segredos, nem todo segredo contém mistérios.”

Boa Leitura.


Nota: A capa acima é a original americana que foi utilizada para a edição da panini desse mês, a diferênça é o nome VERTIGO no topo.

Anselmo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

REVISTA SUBVERSOS - Edição nr.6


Tenho a convicção de que a comunicação e informação são a base para nossas vidas. Podemos pensar em estrutura familiar, carreira profissional, relação pessoal, convivência social, estratégia militar, estratégia empresarial, seja o que for, mas para tudo isso girar, a forma como utilizamos a informação é fundamental.

Para essa afirmação, tomo como base um dos temas atuais de maior discussão: a Internet. A discussão sobre o controle de “informações” pelo "DMCA" gerada pelo “post” anterior do parceiro Sandro foi sensacional.

Porém, acredito que a Internet é somente “mais” uma ferramenta para compartilhar informações, assim como é a mídia impressa, rádio, televisão, etc.

O que vale mesmo nessa história, são as pessoas que “geram” essa informação, a individualidade que proporciona pensamentos, opiniões, sentimentos dos mais diversos. E na minha humilde opinião, a forma mais nobre de compartilhar informação está na ARTE, e a minha preferida são as histórias em quadrinhos.

Apesar de toda a tecnologia disponível (computação gráfica, por exemplo) nada supera a folha de papel, o lápis, e uma mente criativa. Por isso meu “post” de hoje é sobre a revista SUBVERSOS.

Subversos é uma revista de histórias em quadrinhos que tem a participação e colaboração dos mais diversos jovens e promissores artistas.

A revista é distribuída gratuitamente nas bibliotecas municipais de São Paulo, na HQMix Livraria e Sebo Multiverso, e em eventos especializados. A revista está também disponível em bancas que vendem material da Devir editora, para ser possível a divulgação aos leitores de outras localidades (preço R$4,90, está de graça!).

Acabei de ler a “edição nr.6” da revista, e afirmo que o material é excelente e recomendável aos admiradores de quadrinhos. Por ter a participação de vários autores (roteiro e arte) a revista não fica restrita em um só formato, possibilitando o leitor se entreter com os mais variados estilos.

Essa última edição tem participação feminina em todas as histórias publicadas, o que aprimora ainda mais a sensibilidade dos textos e desenhos. Todas são muito boas, mas gostei muito do trabalho biográfico “Pra sempre vou te amar...”, argumento de Elaine Bozza e desenhos de Vini, que descreve as conseqüências da dedicação e gosto pelos quadrinhos ao longo da vida.

Outro ponto positivo é que a grande maioria dos colaboradores disponibiliza seus endereços de “blog” e “pagina da internet” possibilitando uma divulgação maior de seus trabalhos. A revista também tem o próprio http:/revistasubversos.blogspot.com.

Gostaria de finalizar o “post” dando os parabéns a Equipe Editorial da Subversos, Akira Sanoki, Alexandre Manoel e Igor Shin Moromisato, que continuem com o trabalho durante muito tempo, e também dizer que o blog Minerva Pop está a disposição para divulgação da revista e seus artistas.

É isso aí pessoal, todo mundo procurando e adquirindo sua Subversos, pois vale a pena!



Anselmo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

AMPLEXOS DECIDE LANÇAR MÚSICA NOVA VIA BLOGS

Na semana passada, tive uma grata surpresa. Recebi o contato do Eduardo da banda carioca Amplexos.

Os caras que estão em fase de produção do segundo disco ( primeiro é de 2008) decidiram lançar um single neste meio tempo e trabalhar na divulgação. Escolheram uma música chamada "A Atriz", que já constava do primeiro trabalho porém numa outra versão, gravada no estúdio Caos e Vitrola, em Volta Redonda-RJ, e masterizada por Gustavo Lenza (Céu, Curumin...) no Ambulante, em São Paulo. Ficou muito melhor que a original.

Até aí, nada de novo. Porém, a surpresa foi a forma escolhida pela banda para este lançamento. A proposta foi de centralizar somente em blogs, usando este 15 de abril como dia para todas as postagens. Será portanto uma divulgação que contará única e exclusivamente com a colaboração efetiva da blogosfera.

Um trabalho de parceria que demonstra o respeito deles para com este meio de comunicação, além do reconhecimento de que esta estratégia pode trazer seu som para públicos antes não explorados. Posteriormente eles vão disponibilizar "A Atriz" no site oficial, no My Space, na Trama, etc. Por ora, somente nos blogs de música pela internet afora.

Esta inovadora iniciativa foi apoiada de pronto por nós do Minerva Pop. Portanto, abaixo o link para o download (rendeu assunto o post de ontem) ou para a execução. Vale a pena conhecer.

A Atriz


Sandro

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DMCA - ENTENDA PORQUE ALGUNS BLOGS ESTÃO SUMINDO



Quando começamos com o Minerva Pop, a idéia original era a de usar menos vídeos e mais músicas para ilustrar os posts. Instalei um tocador da Yahoo, onde através de um link na internet, o visitante ouve o som no mesmo ambiente do blog, sem precisar sair. Além disso, este tocador permite que com um simples toque no botão direito do mouse, o ouvinte possa dar um "salvar como" e baixar a música para seu computador.

Pelo que conheci depois dentro da blogosfera, nosso número de visitas seria ainda maior se tivéssemos optado por este caminho, uma forma discreta de disponibilizar boas músicas avulsas aos nossos amigos. O download do disco inteiro, puro e simples, nunca foi nosso objetivo. Primeiro por fugir um pouco da proposta do blog, que é mais focado na opinião e informação, segundo porque sempre achamos que havia muitas outras pessoas com maior competência que a gente neste ramo.

Com pouco mais de um mês no ar, uma novidade. Recebemos um e-mail do Blogger (de propriedade do Google) que dizia que após eles terem sido notificados pela DMCA, sobre a existência de conteúdo que feria a lei norte-americana de direitos autorias, o Blogger havia decidido pela exclusão do referido post, visando evitar problemas futuros. Este mesmo e-mail também nos alertava sobre o risco que o blog corria, caso ocorressem seguidas notificações com este teor.

Fui verificar e vi que sim, o post sobre a banda Yeah Yeah Yeahs havia sido excluido por inteiro do blog. Simplesmente havia sumido. Procurei saber então sobre que diabos significava DMCA. A Digital Millennim Copyrigth Act, regulariza a lei de direito autoral e considera como infratores todos que publiquem conteúdo sem a respectiva autorização do artista. Consultei uma grande amiga, especialista em royalties de uma gravadora multinacional e ela me confirmou que o cerco ia apertar ainda mais.

Decidimos então prosseguir com a utilização de vídeos, sempre oriundos do You Tube, o que nos deixa tranquilos quanto a vigilância da DMCA. Creio que a maioria de vocês que são usuários do You Tube, não percebem, mas este tipo de censura existe lá também. Em todo vídeo postado, há uma opção para incorporação, que normalmente fornece um código em html para quem quiser publicar aquilo em outro lugar. De uns tempos para cá, é muito dificil encontrar clips oficiais de grandes gravadoras com esta opção ativada. Por solicitação das mesmas, o You Tube não fornece este código. Isso torna a vida da gente ainda mais complicada e eu até já deixei de escrever textos por não ter como mostrar alguma mídia de qualidade para completá-lo.

Pois bem, o que percebo é que realmente o cerco está se fechando e blogs e mais blogs especializados em fornecer downloads estão sendo sumariamente banidos do universo blogspot. Esta investida é mundial e já foi até matéria no The Guardian. Parceiros como o Musicasobmedida (com dois endereços, sendo que um já era) e o Fuxuca Marimbondo (escreveram que estão pela bola sete), estão entre os ameaçados de extinção.

Agora fica a pergunta. Este tipo de guerra é possivel de ser travada num ambiente tão vasto e fora do controle como a internet. Será esta, a estratégia correta?

Este post teve o intuito de contar para quem é apenas leitor, uma das razões de você as vezes digitar o endereço de um blog favorito e se deparar com a mensagem de que ele foi removido. Quis também trazer o tema sobre os downloads para discussão e pretendo publicar pelo menos mais uns três textos sobre este assunto que tanto interessa aos amantes da música. 

A idéia é ter dois posts escritos por convidados, um defendendo a politica dos direitos autorais, outro defendendo a livre expressão na rede e fechar com um com a nossa opinião, que tende a não ser radical nem para um lado nem para o outro.

É isso. Abaixo duas músicas de uma das maiores bandas de todos os tempos, o The Clash. A Primeira é "I Fought the Law", cujo refrão repete, " Eu lutei com a lei e a lei venceu". A segunda é "Know Your Rights", onde a terceira regra diz: "Você tem o direito de livre expressão / Enquanto você não for burro o suficiente / Para realmente tentar".





segunda-feira, 12 de abril de 2010

WOODSTOCK BRASIL 2010 - Podemos comemorar?


Quem acompanha este blog sabe que abordamos com bastante frequencia o assunto shows. Gostamos e vamos sempre que possível (sábado tem Social Distortion, por exemplo).

Pois bem, hoje volto a este tema e em grande estilo. Estava esperando a confirmação para repercutir, mas como crescem os comentários a cada dia, acho que o Minerva Pop não pode ficar de fora.

Então, estou falando do provável mega festival que vai rolar em outubro aqui no Brasil. E esta balada deve levar a grife do maior festival de todos os tempos, Woodstock. O Anselmo até já escreveu sobre o original que rolou em 1969 num post sobre o livro de Elliot Tiber (leia aqui).

Só para atualizar quem ainda não leu nada sobre o assunto, a parada é a seguinte. O que se comenta é que o empresário Eduardo Fischer dono do grupo Totalcom, responsável entre outras coisas pela organização do festival Maquinaria, já teria fechado com Michael Lang, um dos organizadores do original a liberação para realizar este super evento aqui no Brasil. Fisher vem através de seu twitter alimentando está onda de boatarias, com pequenos acenos sobre esta possibilidade, que foram aumentando até ele escrever que no começo de maio soltará uma grande notícia sobre um grande evento com a temática da sustentabilidade global (deve ser este o mote do festival). Porém, oficialmente ele insiste em afirmar que são apenas rumores e que não está nada certo.

O boato mais forte, diz que o Woodstock 2010 será realizado no estado de São Paulo, na cidade de Itú (100 km da capital), numa fazenda chamada Maeda, local que já abrigou eventos de música anteriormente. As datas mais faladas são 7,8 e 9 de outubro, mas há quem diga que será dias 9,10 e 11, que para mim faz mais sentido.

Sobre as atrações, especula-se:
Green Day, Pearl Jam, Foo Fighters, Smashing Pumpkins, Bob Dylan, Rage Against the Machine e Linkin Park.

Assino embaixo de todas estas e deixo aqui meu pitaco. Se eu estivesse envolvido negociaria também com os seguintes nomes:
Manic Street Preachers, David Bowie, Morrissey, Neil Young, Leonard Cohen, LCD Sounsystem, Depeche Mode, Weezer, The Cure, Travis, PJ Harvey, Glasvegas, Kaiser Chiefs, Yeah Yeah Yeahs, Queens of The Stone Age, Pixies, The Strokes, Alice in Chains, Kasabian, New Model Army, Bad Lieutenant, Ida Maria, Morrissey, Teenage Fanclub e Dead Weather.

Abaixo um vído do Rage Against the Machine no Woodstock de 1999.

Sandro

domingo, 11 de abril de 2010

400 CONTRA 1 – A história do Comando Vermelho


Filme do diretor Caco Sousa, “400 contra 1 – A história do Comando Vermelho” promete sucesso de crítica e público. Tendo como protagonista o ator Daniel de Oliveira, vai causar muita discussão e comentários, pois tem como “pano de fundo” a história de uma das maiores organizações criminosas do mundo.

Baseado no livro autobiográfico de William da Silva Lima, narra a “saga” de presos comuns com presos políticos que tem seus destinos cruzados no presídio de Ilha Grande, onde a cumplicidade e dívidas pessoais são inevitáveis.

Além dos atores principais, o filme tem a participação de 70 presos da Colônia Penal Agrícola do Paraná. Conta com a direção de fotografia de Rodolfo Sanchez (Pixote), roteiro de Victor Navas (Cabra Cega, Carandiru) e contribuição do escritor Julio Ludemir, autor do livro “Sorria, você está na Rocinha”.

As visitas do diretor Caco Sousa a William da Silva Lima, quando ele estava no presídio Ary Franco, renderam os “curtas”: “Sra. Liberdade” (2004) e “Resistir” (2007), os quais serviram de base para o longa-metragem (junto com o "trailer", voce confere os dois "curtas" abaixo).

Com previsão de estréia nos cinemas brasileiros em agosto de 2010, o filme promete. É esperar para conferir.


Anselmo.









sábado, 10 de abril de 2010

É TUDO VERDADE 2010 - Karl Max Way


Estava ouvindo pela Rádio CBN uma entrevista com a repórter do Estadão Flavia Guerra sobre seu filme (curta) Karl Max Way, que conta a história de um motoboy chamado Karl Max que trabalha e vive na ilegalidade em Londres.

Esse trabalho de Flavia Guerra será exibido no 15º. Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade-(It´s All True) 2010”, de 8 a 18 de Abril em São Paulo, 09 a 18 de Abril no Rio de Janeiro.

Criado pelo crítico Amir Labaki em 1996, o festival tem edição anual com intuíto de solidificar a cultura de documentários (obras não-ficcionais brasileiras e internacionais) na América do Sul.

Em São Paulo as salas de exibição são: Espaço Unibanco de Cinema, Centro Cultural do Banco do Brasil, Cinemateca, Reserva Cultural, Cinemark Eldorado, Cinusp Paulo Emílio. A entrada é franca, mas os ingressos devem ser retirados antecipadamente.

O festival tem longas, médias e curtas-metragens como atrações, mas eu confesso que ultimamente estou bem interessado em “curtas”, pois acho que com a rapidez e agilidade no acesso as informações no mundo todo, essa é uma forma de cinema que será extremamente abordada num futuro bem próximo.

Segue abaixo o “promo” de Karl Max Way.

Anselmo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

MALCOM McLAREN - Um cara de visão, e muita sorte!


Malcom McLaren (Londres, 22 de janeiro de 1946), que lutava havia anos contra o câncer (mesotelioma), morreu no dia 08 de Abril de 2010.

Tive acesso a duas informações sobre o local de sua morte. Seu agente Les Molloy, disse que Malcom morreu em Nova York, porém sua namorada, Young Kim, informou que o empresário faleceu em um hospital da Suíça onde estava sendo tratado.

Em parceria com sua esposa, a estilista Vivienne Westwood, abriu a loja londrina “Let It Rock” em 1971, que apesar de pouco tempo de atividade serviu de canal para contato com os novos músicos da época, que vinham em busca da roupas em couro e coloridas.

O casal teve um filho, Joseph Corré, co-fundador da famosa marca de roupas íntimas Agent Provocateur

De volta ao Reino Unido, após sua viagem em 1975 para Nova York, onde conheceu os membros do Television e The New York Dolls, Malcom inaugurou a loja SEX, o gênese do estilo e da música da maior banda de punk rock de todos os tempos, os Sex Pistols, uma farsa anunciada e maravilhosa que durou de 1976 a 1979.

O que fez depois, coisas como o hit “Bufallo Gals”, interesse pelo rap em 1983 com o disco Duck Rock, flerte com a house music em 1989, no álbum Waltz Darling, seu último trabalho, Shallow: Musical Paintings de 2009, ou sua suposta candidatura para a prefeitura de Londres, não tiveram o mesmo impacto dos Pistols.

Esse cara foi um dos responsáveis por juntar um grupo de garotos, “estilizar” os caras, convencê-los de que podiam compor e tocar em uma banda de rock, mandar os rapazes a um estúdio para gravar um disco, fazê-los acreditar que poderiam se tornar uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos, mesmo que esses delinqüentes não estivessem “nem aí” pra tudo isso, e o “filho-da-mãe” conseguiu!

Deus abençoe Malcom Mclaren onde estiver, pois se não fosse por esse cara, talvez hoje, eu não estivesse escrevendo essas linhas, ou mesmo mantendo um blog “no ar” com meu parceiro Sandro.

R.I.P. Malcom.



Anselmo





quinta-feira, 8 de abril de 2010

GOSTA DE SKA? GOSTA DE PUNK? : OPERATION IVY


Nestes nove meses aqui no ar, eu já abordei diversos estilos musicais dentro do meu eclético (post aqui) gosto. Porém ainda sinto falta do Ska e do Reggae.

Hoje quase saiu um texto sobre o Desmond Dekker, mas resolvi deixar para a próxima semana. Preferi escrever sobre um som mais energético, portanto o post de hoje é sobre uma banda bastante obscura, cujo nome é Operation Ivy.

Formada em 1987, esta banda só lançou um disco e mais alguns EPs, terminando logo em 1989, devido a um péssimo contrato assinado com a EMI. Só que este pequeno legado é formado somente por pérolas. Um som contagiante que mistura na medida certa a pegada forte e crua do punk rock com o ritmo mais descontraído e solto do Ska. Isso ainda recheado com letras bacanas, muitas politizadas.

Depois deste final precoce, Matt Freeman e Tim Armstrong fundaram outra banda, desta vez com muito mais sorte no cenário músical. Esta nova banda chama-se Rancid e está na ativa até hoje.

Independente do fim precoce, o Operation Ivy sempre teve o respeito da cena independente norte-americana e além do próprio Rancid, inspirou muitas outras bandas que vieram na sequencia.

Como escrevi no título do post, se você gosta de ska e/ou punk rock, é garantia de diversão. Se você não for muito fã ou não conhecer direito, experimente. Garanto que vale a pena.

Abaixo uma amostra desta qualidade toda.


Sandro



quarta-feira, 7 de abril de 2010

BLADE RUNNER - Questões de Vida e Morte!

Acho que não existem  perguntas mais freqüentes na história da humanidade do que “Para onde vamos quando morremos?” “Existe vida após a morte?”, “Deus existe?” Com certeza até você já se pegou com esses pensamentos.

O mais incrível é que a ciência, de uma forma ou de outra, não cansa de buscar respostas a essas perguntas. Prova disso são as experiências com o maior acelerador de partículas do mundo (Colisor de Hádrons), situado na fronteira da França com a Suíça, onde no último dia 30 de março colidiu dois feixes de prótons, tentando recriar a criação do universo.

As pesquisas com células-tronco, com o principal objetivo de usá-las para recuperar tecidos danificados por doenças e traumas, e conseqüentemente prolongar a vida humana.



Em uma questão mais popular, a Fé Espírita, que acredita em vida após a morte, reencarnação, temas que surpreendem e interessam até aos que não seguem a doutrina, vide o sucesso do filme Chico Xavier que estreou nos cinemas.


Mas diante de tudo isso “resumidamente” exposto, caso algum dia pudéssemos pedir algo, em benefício de nossas vidas, para um cientista, criador, Deus, o que seria?

Não sei quanto a vocês, mas deixo abaixo um “trecho” do filme Blade Runner (direção Ridley Scott – 1982), onde o Replicante Roy Batty (Rutger Hauer) encontra seu criador Dr. Tyrell (Joe Turkell), e após fazer o seguinte pedido: “Eu quero mais vida, F....!”, o qual lhe é negado, toma uma ação "drastica" com seu criador.

E claro, caso voce seja de "outro planeta" e nunca tenha ouvido falar desse filme, corra até uma locadora mais próxima, compre pela net, baixe da rede, sei lá, mas assista!

Anselmo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

LOST !!! LOST !!! LOST !!!

Logo mais tem post do Anselmo.

Esta entrada rápida é só para dizer que estou assistindo o melhor episódio da história de LOST!!!
SENSACIONAL! MARAVILHOSO! ESPETACULAR!

Terminou. Sem palavras. Melhor série de todos os tempos. Melhor episódio!!!!!!!


Sandro

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SEDE DE SANGUE + V : Lembretes do Minerva Pop

Bom pessoal, o post de hoje é um retorno a dois assuntos abordados anteriormente aqui no blog pelo Anselmo. Vou procurar não ser repetitivo, já que o intuito é apenas atualizar e reforçar a informação inicial.

O primeiro assunto é cinema. Em 29 de julho do ano passado, o parceiro escreveu sobre o último filme de Park Chan-wook, diretor de Oldboy (post específico aqui). Na ocasião sob o título de “Vampiro Oriental – Thirst”, ele dava uma prévia sobre o novo trabalho deste talentoso diretor coreano (leia o post aqui). Pois bem, agora chegou a hora de conferir. O filme estreou no Brasil nesta última sexta feira com o nome de “Sede de Sangue”. Minha vontade era a ter ido assistí-lo sábado, mas não deu. Fica o lembrete e a dica que o filme deve ser demais, tanto pela qualidade do realizador quanto pelo aperitivo do trailer (abaixo). Para quem se interessar, é bom ter pressa porque a obra está disponível em poucas salas e não deve ficar em cartaz por muito tempo.


O outro assunto é TV. Em 26 de fevereiro deste ano, ele escreveu sobre o remake da série V, que estreou recentemente nos EUA e estava prevista para estrear por aqui em 07 de abril via Warner Channel. O lembrete é para informar que a data mudou para o dia 06 de abril (também conhecido como amanhã), no horário das 22:00 hs. A escolha pelo mesmo dia em que a AXN exibe o Lost e iniciando logo na sequencia (Lost termina as 22:00 horas), me parece uma forma de convidar os fãs da famosa ilha a continuar de frente a TV só trocando de canal, pois para viabilizar este encaixe os caras até trocaram Smallville de dia, jogando a tradicional série do canal para as quartas-feiras. O fato é que vai haver abrir uma concorrência direta com Flashforward (aqui), transmitido no mesmo horário pela AXN.
Eu particularmente estou bem interessado em V e devo começar a acompanhar á partir de amanhã. Uma amiga que está asssistindo este remake desde a estréia lá nos EUA (acho que já estão no quinto episódio) está gostando muito e recomenda. Para mim está claro que o padrão de qualidade dado a esta produção vai superar e muito a exibida nos anos 80. Quem sabe não é desta vez que arrumo um substituto para o meu vício em Lost, que está com as semanas contadas... Quem quiser saber sobre do que trata V, o post do Anselmo sobre a série ficou ótimo e dá uma visão muito boa (leia aqui).

É isso. Lembretes dados. Aproveitem

Sandro



sexta-feira, 2 de abril de 2010

A PAIXÃO DE CRISTO

O post de hoje é clichê. Num dia considerado santo pelos cristãos de todo o mundo (onde leio também que Israel intensifica os ataques a faixa de Gaza), escrevo sobre um filme de 2004, onde o diretor Mel Gibson nos mostra sua visão sobre as últimas 12 horas de vida de Jesus de Nazaré.

Como vocês já leram várias vezes por aqui, na criação do blog fizemos um acordo de não escrever sobre política, futebol e religião e seguindo esta orientação alguns de nossos posts apenas "esbarram" nos temas, falando sobre obras que contenham estes assuntos, mas sem gerar polemicas com opiniões pessoais.

Portanto vou me ater ao filme e recomendá-lo a quem ainda não o tenha visto. Não preciso falar sobre a história, pois creio que de uma forma ou outra, todos a conheçam.
Como eu disse no primeiro parágrafo, esta é a versão de Mel Gibson e obviamente houve muita gente que discordou, como teve os que concordaram. O diretor, um católico tradicionalista fervoroso, utilizou-se não só de passagens da bíblia, mas também de antigas tradições católicas para contar a saga do sofrimento de Jesus.

É um filme cru, no sentido de não haver disfarçe, de ser áspero, ofensivo. As cenas de violência são realmente pesadas e atingem em cheio pessoas mais sensíveis. A fotografia é muito sóbria, tornando o filme ainda mais soturno. As línguas utilizadas são o aramaico e o latin, o que nos obriga a prestar ainda mais atenção nas legendas (apesar de que a idéia original de Gibson era de não utilizá-las).

Ou seja não é um filme fácil, de aventura. Mas é bem filmado e na minha opinião deveria ser conferido ao menos uma vez, independente do grau de religiosidade de cada um, pois a experiência é válida.

Sandro


quinta-feira, 1 de abril de 2010

CURT WILD - Melhor Performance de Rock no Cinema


Imagine Ewan McGregor, Jonathan Rhys Meyers, Christian Bale e Toni Collette, dirigidos por Todd Haynes, em um filme que conta a história do nascimento e morte do “Glam Rock” na Inglaterra dos anos 70.

Isso você pode encontrar em “Velvet Goldmine” (1998), que apesar de não ter tido muito sucesso na mídia popular, é indispensável para quem acompanha música Rock em geral.

O reporter Arthur Stuart (Christian Bale) tem que investigar a história do ídolo pop Brian Slade (Jonathan Rhys Meyers), que forjou a própria morte no palco. Para isso, tem que resgatar todo o passado do artísta em um período que ele mesmo viveu, pois assim como alguns adolescentes de sua época, Arthur foi fã de Brian Slade.

A cena do filme que deixo registrado pra vocês, é quando Brian Slade descobre Curt Wild (Ewan McGregor) em uma apresentação no Hide Park (Londres), o que viria a influenciar diretamente seu estilo musical.

Referência clara a mudança de David Bowie da época "Hunky Dory" pra "Ziggy Stardust", onde Iggy Pop é apontado por muitos como sua inspiração.
Ao contrário de Bowie, Iggy Pop liberou suas músicas para o filme.

Nessa cena Ewan McGregor (Wild) é acompanhado pelos “Wylde Rattz: Thurston Moore e Steve Shelley (Sonic Youth), Mike Watt e Ron Asheton (The Stooges).

Confiram, pois é genial.


Anselmo

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