minervapop

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ELEIÇÕES 2010 - VIVA A DEMOCRACIA!


Nós do Minerva Pop não podíamos deixar de celebrar mais um momento único e histórico em nosso país, novamente temos eleições diretas.

O ponto aqui não é para falar desse ou daquele candidato, mas sim da sublime liberdade de podermos escolher nossos representantes e governantes. Ato esse que para muitos era um sonho impossível, e para alguns uma realidade sangrenta.

Aproveitando esse momento de glória e celebração da democracia em todo território nacional, gostaria de convidá-los a refletir em todo caminho “árduo” que foi trilhado por nós para podermos passar alguns segundos dentro de um espaço “reservado” e decidirmos o nosso voto.

Para tanto, temos muitas fontes e recursos para pesquisar nossa história política, porém, como somos um Blog de entretenimento, gostaria de sugerir alguns filmes que contam um pouco essa saga brasileira de luta e perseverança. Aqui vão eles:

Rio, 40 graus – filme de 1955,com roteiro e direção de Nelson Pereira dos Santos. É considerada a pedra fundamental do cinema novo (movimento cultural que pretendia mostrar a realidade brasileira). Censurado pelos militares, pois segundo o censor e chefe de polícia da época, "a média da temperatura do Rio nunca passou dos 39,6°C".


Terra em Transe – filme de 1967, com direção e roteiro do cineasta Glauber Rocha, mostra situações e semelhanças intensionais com as do Brasil no início dos anos 1960 que levou à ditadura militar.

Pra frente, Brasil - filme de 1982, dirigido e escrito por Roberto Farias, e estrelado por Reginaldo Faria, Antônio Fagundes, Natália do Valle e Elizabeth Savalla, foi um dos primeiros filmes a retratar a repressão da ditadura militar brasileira (1964 - 1985) de forma explícita.


Ação entre Amigos - filme de 1998, dirigido por Beto Brant. A história se passa 25 anos após o fim do regime militar no Brasil, onde quatro ex-guerrilheiros se reúnem para se vingarem do homem que os torturou na década de 1970.


Cabra-cega - filme de 2005, dirigido por Toni Venturi, que narra a história de dois jovens militantes da luta armada, que sonham com uma revolução social no Brasil. Porém, após ser ferido por um tiro, em uma emboscada feita pela polícia, Tiago precisa se esconder na casa de Pedro, um simpatizante da guerrilha.

O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias - filme de 2006, dirigido por Cao Hamburger. Em 1970, Mauro é um garoto de doze anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem militantes da esquerda, os quais eram perseguidos pela ditadura militar, e por essa razão decidiram deixá-lo com o avô paterno.

Zuzu Angel - filme brasileiro de 2006, dirigido por Sérgio Rezende e produção de Joaquim Vaz de Carvalhoe Heloísa Rezende. Conta a história da estilista Zuzu Angel que teve seu filho torturado e assassinado pela ditadura militar. Ela também foi morta em um acidente de carro forjado pelos militantes do exército ditatorial em 1976.


Batismo de Sangue - filme brasileiro de 2007, dirigido porta Helvécio Ratton, é baseado no livro homônimo de Frei Betto lançado originalmente no ano de 1983. Na cidade de São Paulo, no final da década de 1960, o convento dos frades dominicanos torna-se uma das resistências à ditadura militar . Movidos por ideais cristãos, os freis "Tito", "Betto", "Oswaldo", "Fernando" e "Ivo", passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado à época por Carlos Marighella. A prisão, tortura e submissão sofridas por eles são impressionantes. O Filme é uma mensagem e repúdio a toda e qualquer tipo de repressão ao pensamento livre.


Os filmes citados acima são uma pequena amostra da rica obra cinematográfica sobre a história política nacional.


Nas pesquisas sobre o tema na Internet, encontrei uma lista com 141 Filmes Nacionais Que Abordam Temas Políticos Brasileiros elaborada pelo Sr. Carlos Luiz Strapazzon, Professor de Ciência e Política, de Curitiba. Conforme segue:



Regime autoritário de 1964



1. Zuzu Angel (2006)

2. O ano em que meus pais saíram de férias (2006)

3. Hércules 56 (2006)

4. O Sol – caminhando contra o vento (2006)

5. Quase dois irmãos (2005)

6. Vlado - 30 anos depois (2005)

7. Cabra cega (2004)

8. Tempo de resistência (2004)

9. Cartas da mãe (2003)

10. Araguaya - a conspiração do silêncio (2003)

11. No olho do furacão (2002)

12. Barra 68 (2000)

13. Marighella - retrato falado do guerrilheiro (1999)

14. Palestina do norte: o Araguaia passa por aqui (1998)

15. Ação entre amigos (1998)

16. O que é isso, companheiro? (1997)

17. Vala comum (1994)

18. A dívida da vida (1992)

19. Que bom te ver viva (1989)

20. Primeiro de abril (1989)

21. PSW - Uma crônica subversiva (1988)

22. Nunca fomos tão felizes (1984)

23. O evangelho segundo Teotônio (1984)

24. Prá frente Brasil (1982)

25. República dos assassinos (1979)

26. Paula - a história de uma subversiva (1979)

27. O bom burguês (1978)

28. Manhã cinzenta (1969)

29. Do Brasil para o mundo (1967)

30. Oito universitários (1967)

31. O desafio (1965)



Biográficos


1. Dom Helder Câmara - o santo rebelde (2006)

2. O Profeta das águas (2005)

3. Raízes do Brasil (2004)

4. Gregório de Mattos (2002)

5. JK: O menino que sonhou um país (2002)

6. O homem que queria ser Presidente (2001)

7. Mauá, o imperador e o rei (1999)

8. Tiradentes (1998)

9. O velho (1997)

10. Castro Alves – retrato falado do poeta (1997)

11. Lamarca (1994)

12. Carlota Joaquina, princesa do Brasil (1994)

13. O país dos tenentes (1987)

14. Eternamente Pagu (1987)

15. Chico Rei (1986)

16. Céu aberto (1985)

17. De Pernambuco falando para o mundo (1982)

18. Jânio a 24 Quadros (1981)

19. Jango (1981)

20. Os anos JK (1980)

21. Dr. Heráclito Fontoura Sobral Pinto - profissão advogado (1978)

22. Ganga Zumba (1964)


Guerras, rebeliões ou conflitos violentos locais

1. O preço da paz (2003)

2. A paixão de Jacobina (2001)

3. Brava gente brasileira (2001)

4. Netto perde sua alma (2001)

5. Senta a pua! (2000)

6. Guerra de Canudos (1997)

7. For all - O trampolim da vitória (1997)

8. A matadeira (1994)

9. A República dos anjos (1992)

10. Desterro (1992)

11. Guerra do Brasil (1987)

12. Fronteiras de sangue (1987)

13. Caldeirão de Santa Cruz do Deserto (1986)

14. Quilombo (1984)

15. A herança das idéias (1982)

16. Batalha dos Guararapes (1978)

17. Os Mucker: o massacre da seita do ferrabrás (1978)

18. Ajuricaba, o rebelde da Amazônia (1977)

19. Os inconfidentes (1972)

20. Independência ou morte (1972)

21. Os fuzis (1964)

22. O descobrimento do Brasil (1937)


Violência urbana, injustiça social, ausência de Estado



1. Quanto vale ou é por quilo (2005)

2. Cidade de Deus (2002)

3. Cronicamente inviável (2000)

4. Terra estrangeira (1995)

5. Brincando nos campos do senhor (1991)

6. Uma avenida chamada Brasil (1989)

7. Os donos da terra (1988)

8. Uma questão de terra (1988)

9. Rei do Rio (1986)

10. Anjos do arrabalde - as professoras (1986)

11. Avaeté, semente da vingança (1985)

12. Pixote - a lei do mais fraco (1981)

13. O homem que virou suco (1980)

14. Brasília: contradições de uma cidade nova (1967)

15. Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz (1967)


Ideologias, engajamento, alienação


1. O cão louco Mário Pedrosa (1993)

2. Quarup (1989)

3. Encontro com Prestes (1987)

4. Avante camaradas (1986)

5. Patriamada (1985)

6. Nada será como antes, nada? (1984)

7. Eh, Pagu, eh! (1982)

8. Teu tua (1980)

9. Tudo bem (1978)

10. Libertários (1976)

11. O bravo guerreiro (1968)

12. Brasil ano 2000 (1968)

13. Lance maior (1968)



Trabalhadores na política



1. Peões (2004)

2. O sonho de Rose, dez anos depois (2000)

3. Jenipapo (1996)

4. Terra para Rose (1987)

5. Cabra marcado para morrer (1984)

6. Linha de montagem (1982)

7. Eles não usam black-tie (1981)

8. A primeira Conclat (1981)

9. ABC da greve (1980)

10. Braços cruzados, máquinas paradas (1979)



Regime de Getúlio Vargas



1. Olga (2004)

2. Salvar o Brasil (1987)

3. Memórias do cárcere (1984)

4. Parahyba, mulher macho (1983)

5. Revolução de 30 (1980)

6. Homem de areia (sem rir sem chorar) (1976)

7. Getúlio Vargas (1974)

8. O caso dos irmãos Naves - Baseado na novela homônima de João Alamy Filho (1967)

9. Getúlio: glória e drama de um povo (1956)




Costumes e cultura política



1. Histórias do poder: cem anos de política no Brasil (2005)

2. Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1988)

3. O homem da capa preta (1986)

4. A idade da Terra (1980)

5. Terra em Transe (1967)

6. Blá...Blá... Blá... (1967)



Mandonismo local



1. A terceira morte de Joaquim Bolívar (1999)

2. O tronco (1999)

3. Pindorama (1971)

4. Maranhão 66 (1966)


Campanhas eleitorais



1. Vocação do poder (2005)

2. Entreatos (2004)

3. Doces poderes (1996)

4. Muda Brasil (1985)



Instituições públicas



1. Justiça – o filme (2004)

2. Carandiru (2003)

3. O prisioneiro da máscarade ferro (2003)



Igreja e política



1. Batismo de sangue (2006)

2. Igreja dos oprimidos (1986)

Abaixo deixo alguns trailers dessas obras do cinema nacional.



Anselmo





terça-feira, 28 de setembro de 2010

BIENAL DE SÃO PAULO - VALE A PENA

Hoje vou deixar uma dica de passeio por aqui. Considerado sofisticado demais para alguns, frescura demais para outros, conheço muita gente que nunca se interessou em conhecer. Mas é muito bacana e de graça.

Estou falando da Bienal de Artes de São Paulo, que no último dia 25 teve aberta sua 29ª edição.

Reconhecidamente um dos mais importantes eventos no cenário artístico mundial, a Bienal de São Paulo sempre teve por tradição expor tanto nomes mais consagrados quanto novas tendências internacionais e brasileiras.

Este ano serão cerca de 160 artistas de diversas partes do mundo, exibindo um total de 850 obras. A diferença, uma grande diferença de conceito, é que a organização não mais será feita nos moldes do que se chamava representações nacionais. Os artistas brasileiros estarão inseridos por todo o ambiente do pavilhão.

Para quem nunca foi posso garantir que é uma experiência muito interessante e uma grande oportunidade para os leigos que como eu não estão antenados com o que rola neste meio e tem num único lugar a chance de se aproximar deste tipo de cultura. São variadas formas de expressão e certamente muitas vão fazer a sua cabeça.

Como tema central deste ano, a Bienal quer abordar as relações entre arte e política e leva o título de "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", trecho de um poema de Jorge de Lima.

De novo, recomendo muito.

Abaixo mais informações:
Local:
Parque do Ibirapuera · Portã​o 3
Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Pavilhão da Bienal)
São Paulo

Horários de funcionamento
De 2ª a 4ª feira das 9 às 19h
5ª e 6ª feira das 9 às 22h
Sábado e domingo das 9 às 19h
(entrada admitida até uma hora antes do fechamento)

Período:
De 25 de setembro a 12 de dezembro

A meta é audaciosa e eles querem colocar 1 milhão de pessoas. Considerando que a entrada é gratuita, o desafio é despertar o interesse popular. Vai lá!


Sandro

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW - POP CULT MOVIE


Pegando um “gancho” dos “posts” sobre música pop, muito bem elaborados pelo meu parceiro de blog Sandro, gostaria de comentar sobre outro tipo de entretenimento pop, nesse caso os musicais.

Claro que, para o agrado de muitos que acompanham o cenário alternativo, inclusive o meu, esse tipo de espetáculo tem que apresentar algo peculiar, impactante. Talvez o fato desse musical, que estreou em Londres em 1973, ainda estivesse ainda em cartaz na Cidade de Berlin? Ou que mantivesse um público fanático e interativo ainda em suas apresentações? Estou falando de “The Rocky Horror Picture Show”.

RHPS é uma comédia musical de horror , com canções de Richard O’Brien e direção de Jim Sharmam, que apesar de estrear no Royal Court Theatre em 1973 na cidade de Londres, foi a versão do cinema de 14 de agosto de 1975 com Tim Curry e Susan Sarandon que “explodiu” mundialmente (claro que lançado com 5 anos de atraso no Brasil, passou desapercebido pelo grande público).

O Filme é a uma adaptação cinematográfica de 1975 do “stageplay musical britânico” The Rocky Horror Picture Show. Podemos classificar como uma paródia de ficção científica e filmes de terror B. O diretor Jim Sharman junto com o roteiro original de Richard O'Brien trouxeram um impacto colorido para a telona. É um primeiros filmes terem suas sessões a partir da meia-noite, e ainda o primeiro a contar com a interação da platéia, isso nos anos 70.


A sinópse é “simples , ingenua e inusitada” como todo filme de terror que se preze: Após o casamento , os noivos saem em “lua-de-mel”, mas infelizmente no meio do caminho tem um problema com o carro. Nesse momento o casal de noivos se vêem obrigados a pedir ajuda aos moradores de um estranho castelo, sem saber que lá moram seres do planeta Transexual da Galáxia Transilvânia, onde o anfitrião é um cientista louco, travesti e bissexual conhecido como Dr. Frank-N-Furter, que pretende criar um homem especial em seu laboratório para uso “pessoal”.

Na verdade, apesar do entusiasmo com o qual escrevo esse “post”, o filme nunca foi um sucesso de público, mas é sim um marco “Cult” do cinema mundial, o qual rendeu algumas sequelas.

Dentre elas o álbum-tributo “The Rocky Horror Punk Rock Show”, onde várias bandas punk interpretam as músicas que fizeram parte da trilha sonora do filme, como "Science Fiction/Double Feature" (Me First and the Gimme Gimmes), "Sweet Transvestite" (Apocalypse Hoboken), "Planet, Schmanet, Janet" (Tsunami Bomb), dentre outros.

Também vale comentar que foi filmado em 1981 o filme “Shock-Treatment”,  com direção de Jim Sharman, que de certa forma tentou ser uma continuação de RHPS, mas claro nem sequer teve a mesma repercusão e importancia.

Bom pessoal, abaixo deixo o “trailer” do filme, e a versão punk the "Sweet Transvistite" Pra quem nunca viu, divirta-se. Pra quem conhece, vale a pena relembrar.

 

Anselmo


sábado, 25 de setembro de 2010

VAMOS LEVANTAR O ASTRAL? - WEEZER E "HURLEY"


Eu estava na pegada de seguir a linha do post anterior (abaixo ou aqui) em que eu exaltava as músicas tristes. Já havia até pensado numa parte 2 e 3. Continuava com vontade de ficar na fase de sons melancólicos.Mas resolvi mudar completamente o tom.

E para sair deste estado, que tal ouvir o bom e velho Weezer? O som desta fantástica banda norte-americana (mais aqui) pode ser receitado para este fim sem contra-indicações. Quem não conhece o trabalhos dos caras, eu recomendo "só" todos os discos, com destaque para o "Weezer (Blue Album)", "Pinkerton" e "Weezer (Green Album)", que são quase que unanimidade para os fãs de rock alternativo.

E para mudar de rumo mesmo e acrescentar uma novidade nesta receita a dica é o novíssimo disco deles. O super nerd Rivers Cuomo e cia lançaram agora no último dia 14 de setembro o album que chama-se simplesmente "Hurley". Caso você não tenha ligado o nome a pessoa, é uma referência explícita a um dos personagens mais fascinantes do melhor seriado de todos os tempos, que foi Lost (posts aqui).

Só ouvi o disco com mais atenção hoje. E gostei. Não está no mesmo nível dos clássicos citados acima, mas é um disco muito bom. Esqueça a crítica exagerada de alguns entendidos e divirta-se.

E o mais bacana ficou para o final. Primeiro um sensacional vídeo em que o ator Jorge Garcia (o Hurley!) participa de um show com os caras durante a exibição de "Perfect Situation" do disco "Make Believe".
Depois um vídeo com eles tirando um cover da música "Viva La Vida" do Coldplay, faixa que acabou entrando de bônus neste disco novo.
E para fechar com chave de ouro, um link para você ouvir e ter em casa este trabalho aqui(cortesia da Danielle Nakamura).

Atualização! Este post foi retirado do ar pelo Blogger no dia 29 de setembro devido a uma solicitação do DMCA (saiba o que é aqui). Para voltar, tive que tirar o link para o download. Portanto, quem baixou o disco antes, baixou, quem vacilou não baixa mais...


Sandro







sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...

"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"

Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.

Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.

Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.

Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.

E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.

As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:

  • "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
  • "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
  • "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..


The Smiths - I Know It's Over
Found at skreemr.org


  • "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...


Radiohead - No Surprises
Found at skreemr.org


  • "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

VERTIGO Nr.10 - Vampiro Americano


Quem acompanha o Blog sabe o quanto gosto das edições mensais da Revista Vertigo, da editora Panini. Por isso minha dica de hoje é sobre a edição de Nr.10 que chega esse mês as bancas. Esse número além de trazer as histórias geniais de Hellblazer e Casa dos Mistérios, estréia a saga do "Vampiro Americano", com roteiro de Scott Snyder, desenhos de Rafael Albuquerque, e participação de Stephen King (olha aí Sandro!).

Como está escrito na resenha da contra-capa da revista: "Esqueça vampiros que brilham sob a luz do sol, sofrem com amores impossíveis e vivem deprimidos pelos cantos. Se conseguir isso por um momento, já vai ter a idéia do que é um Vampiro Americano. Um conto sobre uma nova geração de sanguessugas iniciando sua caminhada sangrenta pelo mundo."

Pelo que lí desse primeiro capítulo, a história tem tudo pra se tornar um sucesso, e quem sabe virar até "filme" ou "seriado" no futuro. Recomendo.


Anselmo

terça-feira, 21 de setembro de 2010

REV HAMMER - ENGLISH FOLK


Esta semana começou com uma “overdose” de New Model Army, portanto vamos comentar do parceiro de trabalho de Justin Sullivan no projeto Red Sky Coven. O cantor folk britânico, Rev Hammer.

Rev Hammer nasceu como Stephen Ryan- Kent, Inglaterra, Londres, em 1965 numa família irlandesa. A música entrou em sua vida aos 5 anos através de Johnny Cash - "Live At San Quentin Prison".

Rev Hammer aprendeu a tocar guitarra e cantar praticando “busking” (música na rua) durante 18 meses, pois entedia ser esse o melhor caminho para ganhar experiência musical.

Apareceu pela primeira vez no palco quando ele ainda estava na escola, sua banda era a Featus, ondedesenvolveu o gosto pela poesia.

Depois de um breve período com a banda, formou a dupla Hammer & Sickle com Grant Davidson. "Hammer & Sickle" fizeram uma série de shows e gravaram duas faixas do disco " Buntingford Center of the Universe” com Justin Sullivan e Rob Heaton Robb do New Model, o qual saiu em março de 86. Apenas 500 cópias foram prensadas. Rev conheceu Justin Sullivan, quando ele se juntou a alguns amigos que seguiam o New Model Army. Desde então os dois se tornaram amigos íntimos.

Em 1986, Rev, Justin, a poeta Joolz e o baixista Brett Selby formaram o Red Sky Coven. Em uma de suas apresentações, Joolz contou que os quatro estavam numa noite chuvosa em Bradford, e decidiram ir a um pub. Lá viram um par de performances e ficaram convencidos de que poderiam executar algo melhor. Conversaram com o proprietário do pub, montaram um show, e uma semana depois estavam se apresentando.
Nesse período, Rev Hammer também trabalhou em sua carreira solo. Depois de um par de fitas demo, em 1991 ele lançou seu álbum de estreia “Sound Industrial and Magic”. O disco foi gravado em um estábulo em Essex com os Levellers como banda de apoio. É um de seus mais populares trabalhos até hoje.

O segundo álbum, "Bishop of Buffalo”, saiu em 1994. Foi produzido por Justin Sullivan e contou com algumas participações de outros artistas, como o próprio Justin e Dave Blomberg do New Model Army, Pasicznyk Stepan dos Ukrainians.

Dois anos mais tarde Rev lançado "The Green Fool Recordings , sendo o álbum mais calmo do Rev.

Em 1997, após quinze meses de estúdio, foi lançado o álbum conceitual 'Rev Hammer's Freeborn John: The Story of John Lilburne - The Leader of the Levellers'. O álbum tem participações de Justin Sullivan e Rob Heaton, The Levellers, Rory McLeod, Eddy Reader e a lenda folk Maddy Prior.

Em 27 de janeiro de 2004 lança “Spitting Feathers” pela Attack Attack.

O último trabalho que tenho conhecimento de Rev Hammer é “Down the Alley”. Caso alguém tenha alguma novidade, passe pra gente do Minerva Pop.

Abaixo um  vídeo com Rev Hammer  de Drunkard's Waltz



Anselmo


NEW MODEL ARMY - MAIS SOBRE O SHOW EM SÃO PAULO

Bom, já havia o cheiro de uma certa overdose de New Model Army neste blog por estes dias. Eu comentei sábado que seriam três posts seguidos. O Anselmo achou pouco. Portanto segue o quarto texto sobre a banda.

Isso porque meu parceiro focou seu post de ontem no show da sexta-feira, me obrigando a terminar o "serviço" e comentar um pouco sobre o show de sábado. Até dava para resumir numa palavra e encerrar. Maravilhoso. Acho que seria algo próximo... Mas vamos escrever um pouquinho mais.

Não há como tratar o show do dia 18 de forma específica. Fica impossível não associar as duas noites em que o New Model Army tocou aqui em São Paulo. Para mim foi um show claramente conceitual, onde a banda conseguiu a proeza de tocar 56 músicas de sua fabulosa carreira.

Isso mesmo. Conforme já esperávamos, os dois shows tiveram repertórios completamente diferentes. Foram 28 músicas por dia, divididas na primeira parte acústica (9 músicas), a "plugada" (mais 15) e o bis (últimas 4).
A sequência você pode conferir alguns posts abaixo (aqui) onde deixamos o set list completo dos dois dias. Eles optaram por tocar de 4 a 5 músicas de cada disco, além de uma do Justin em carreira solo e mais 8 lançadas apenas em lados B de singles.

Em resumo, foi um show para fãs. Cult até o osso, o grupo deu uma aula de respeito e atenção para com o público. Fiquei muito impressionado com a capacidade dos caras em apresentar esta variedade de músicas, até porque suas composições não são nada simples. Letras que beiram a poesia. Coisa de quem tem prazer pelo que faz.

Soma-se a isso a simplicidade de dar uma volta na rua horas antes do show (eu e o Anselmo trombamos com o cara quando estávamos chegando), trocar idéias com a galera antes e depois da balada, que pelo que eu fiquei sabendo terminou lá na Augusta.

Quanto ao som, não consigo destacar alguma coisa, pois foi tudo perfeito. Só repito a dica do Justin que em determinado momento disse: "Não acreditem no que vocês vêem na TV".

Para fechar, destaco um fato que o Anselmo também citou em seu post. Além de tudo, tivemos a oportunidade de rever amigos queridos e encontar novos, como o brother Alexandre Bolinho do blog Indie.Punk.Pop (link ao lado), junto com seu amigo Ramones.

Abaixo deixei três momentos do sábado. A paulada "Here Comes The War", o quase hit "Purity" e "Another Imperial Day" numa sensacional interpretação "a capela", onde o Justin praticamente declamou a impiedosa letra.


Sandro






segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NEW MODEL ARMY - 17 de Setembro, Sexta, Citibank Hall


Hoje é domingo, dia 19 de setembro, a pouco mais de uma semana completei 41 anos de idade, e desde os 15 anos acompanho o New Model Army. E por isso, acordei nesse domingo com uma ressaca de dois dias de show da banda de Justin Sullivan em São Paulo. Apesar de já ter visto Mr. Sullivan em ação em outras oportunidades, dessa vez ouvi versões “ao vivo” de algumas canções que estou a pelo menos uns 25 anos esperando.

Pra quem acompanha nosso Blog, sabe o quanto estamos aguardando e dando a devida importância para esse show de 30 anos de história do New Model Army. Por isso, hoje vamos comentar sobre a apresentação do dia 17 de setembro, sexta-feira.

17 de setembro: Na noite fria da sexta, tudo ocorreu como estava sendo previsto pelos fãs. Não podemos dizer que havia um grande público, porém podemos afirmar que, os que compareceram, sabiam exatamente do que se tratava o show e a banda em questão. Não haviam desavisados ou “marinheiros de primeira viagem”. A grande maioria na faixa dos 30 anos de idade, mas com a mesma expectativa de adolescentes as vésperas de seu primeiro show de rock. Outro ponto alto foi a possibilidade de encontrar amigos “das antigas” e parceiros de “balada” de longa data.

Entendo que a escolha do Citibank Hall para as duas noites de show foi acertada, pois havia área suficiente para comportar o público do NMA em São Paulo, além do fácil acesso e com estrutura suficiente (apesar do preço da cerveja, uma paulada!).

Show: Muitos estavam na expectativa sobre os primeiros 40 minutos “acústicos” do show. Funcionaria? Qual o impacto de uma apresentação só com “voz e violão” numa casa de shows como o Citibank Hall? A competência de Justin Sullivan para segurar uma apresentação dessas é notória, vide seus trabalhos solo, parceria com Dave Blomberg e Red Sky Coven, mas sempre paira a dúvida. A resposta meus é amigos, é que foi sensacional.

Justin Sullivan subiu ao palco as 10h10min pm. empunhando seu violão e acompanhado de Dean White (teclado) na guitarra. A produção de efeitos e sonoridade, a qualidade da escolha de repertório, tudo impecável. O set list dos dois dias já foi publicado no Minerva Pop, porém alguns comentários se fazem necessários.

Aos primeiros acordes de “Better Than Them” o público já sabia que os próximos 2 dias seriam inesquecíveis: “This is our town,this is Friday night dressed in our rags and our rage and our best piercing eyes looking for something, anything,just anyone..”

O público aplaudiu, as pessoas ovacionaram um dos nossos últimos heróis, ali em nossa frente, despojado, retribuindo da melhor forma possível a espera e o respeito de todos.

Com a Canção “Turn Away” Justin  explicou que o pior dos vícios, é quando somos dependentes de alguém, e também que não devemos nos prender somente aos antigos sucessos e imendou com “Dawn” do disco High, seguidas por Higher Wall, Drummy B, Space. “I'm screaming in the wind, screaming in the rain screaming in the face of the storm..... Crying out in fury to the gods of fate come on and get me if you can” cantava Justin Sullivan, e mesmo em versão acústica,  “Fate” já anunciava que a intensidade estava aumentando. “Courage” e “Blue Beat” fecham a porção acústica, e Mr. Sullivan educadamente anuncia que o NMA voltaria daqui breves 20 minutos.

A primeira parte do show somente reforçou o que Justin Sullivan disse em uma entrevista concedida ao programa “Show Livre”: “Acho que a idéia de ter um grupo de poucas pessoas, menos de dez pessoas, em uma sala. Tocando uma música baseada em ritmos simples e muito alta, nunca vai morrer. Porque tem algo primitivo nisso. Ritmos bem simples e paixão são coisas da essência das pessoas. Isso nunca vai morrer.” E era exatamente isso que estava acontecendo naquela noite de sexta-feira.

Na segunda parte “elétrica”, os auto-falantes ecoam: “Behind all the rusting cranes, in the lengthening shadows of the Empire days Over the wire and into the darkness . . .”Over the Wire”. Logo na seqüência detonaram com uma canção que estou esperando a pelo menos 25 anos pra ver “ao vivo”: “I believe in justice I believe in vengeance I believe in getting the bastard”, “Vengeance”, matadora. “White Light” , “Drag It Down”, “Wonderful Day To Go”, “Today Is A Good” ,”A Liberal Education”, “Flying Through The Smoke” , “No Sense”, continuam agitando e satisfazendo os "rockers" de plantão.

Quando os primeiros acordes de “51st State” começaram, os próximos minutos seguintes foram um “show á parte”, que deveria ser extirpado e guardado em um cofre para que as próximas gerações pudessem ter o privilégio de compartilhar o momento: “Look out of your windows, watch the skies, read all the instructions with bright blue eyes”....todos cantaram, sabiam a canção, nessa hora Sullivan poderia tomar uma “cerveja” sossegado, essa música já é "domínio público". “Mambo Queen of The Sandstone City , “Orange Tree Roads” , “High” , “White Coats” ,”Green and Grey”, fecham a seqüência impecável e matadora.

Bis: “These Words” “ Brother”, “ Poison Street” e “Betcha” , fecham uma noite perfeita com 28 canções que , na minha humilde opinião, não foram escolhidas ao acaso, a conexão dos temas, períodos e relação com os 30 anos da banda, é um mistério o qual acredito que nem mesmo Mr. Sullivan saberia explicar.

Abaixo deixo um vídeo “registrado” por um dos felizardos que estavam no show do dia 17 de setembro. Nos próximos dias vamos fazer um “post” sobre a apresentação do sábado, 18 de setembro, que teve um set list totalmente diferente.



Anselmo


sábado, 18 de setembro de 2010

NEW MODEL ARMY NO BRASIL - SET LIST COMPLETO

Pessoal, quase todo mundo sabe que estes dois blogueiros são fanáticos pela banda inglesa New Model Army. Portanto é natural que com a vinda deles para o Brasil nesta semana, nossos olhos e ouvidos estejam voltados para esta oportunidade de reencontrar nossos "heróis na música".

Pode parecer exagero, mas nós achamos que eles merecem todo o espaço possível neste humilde blog e por isso nós vamos emendar três post seguidos sobre o mesmo assunto.

O Anselmo mandou um dois dias atrás com um breve histórico (lei abaixo ou aqui), teremos um deixando nossa impressão sobre os shows (vamos nos dois dias) e por enquanto sai este aqui com a relação do que rolou e do que provavelmente vai rolar nas apresentações.

Abaixo o set list completo do show de ontem e a previsão do que será tocado no show de hoje. A expectativa é de que nenhuma música seja repetida. Na frente do nome de cada música eu coloquei o respectivo disco em que ela aparece para facilitar a todos.
Depois ainda tem um vídeo de ontem com "Space"

Dia 17:
Parte acústica:
1 - Better Than Them ("No Rest For The Wicked")
2 - Turn Away ("Big Guitars in Little Europe - Justin solo")
3 - Dawn ("High")
4 - Higher Wall ("Lost Songs - B Sides")
5 - Drummy B ("B Sides")
6 - Space ("Impurity")
7 - Fate ("The Love Of Hopeless Causes")
8 - Courage ("B Sides")
9 - Blue Beat ("Carnival")
Pausa
Show "plugado":
10 - Over The Wire ("Strange Brotherhood")
11 - Vengeance ("Vengeance")
12 - White Light ("The Love Of Hopeless Causes")
13 - Drag It Down ("No Rest For The Wicked")
14 - Wonderful Day To Go ("Strange Brotherhood")
15 - Today Is A Good Day ("Today Is A Good Day")
16 - A Liberal Education ("Vengeance")
17 - Flying Through The Smoke ("Eight")
18 - No Sense ("B Sides")
19 - 51st State ("The Ghost Of Cain")
20 - Mambo Queen of The Sandstone City ("Today Is A Good Day")
21 - Orange Tree Roads ("Eight")
22 - High ("High")
23 - White Coats ("Thunder And Consolation")
24 - Green and Grey ("Thunder And Consolation")
Bis:
25 - These Words ("The Love Of Hopeless Causes")
26 - Brother ("Lost Songs - B Sides")
27 - Poison Street ("The Ghost Of Cain")
28 - Betcha ("EP")

Dia 18 (previsão)
1 - Heroes ("The Ghost Of Cain")
2 - Snelsmore Wood ("Eight")
3 - No Pain ("Strange Brotherhood")
4 - Another Imperial Day ("Carnival")
5 - You Weren't There ("Eight")
6 - Lovesongs ("The Ghost Of Cain")
7 - The Attack ("No Rest For The Wicked")
8 - Modern Times ("B Sides")
9 - Ocean Rising ("Today Is A Good Day")
10 - Island ("Carnival")
11 - Christian Militia ("Vengeance")
12 - Long Goodbye ("Strange Brotherhood")
13 - Falling ("Lost Songs - B Sides")
14 - One Of The Chosen ("High")
15 - Carlisle Road ("Carnival")
16 - The Hunt ("The Ghost Of Cain")
17 - Red Earth ("Carnival")
18 - Get Me Out ("Impurity")
19 - Vagabonds ("Thunder And Consolation")
20 - Knife ("Lost Songs - B Sides")
21 - Autumn ("Today Is A Good Day")
22 - Here Comes The War ("The Love Of Hopeless Causes")
23 - Purity ("Impurity")
24 - No Rest ("No Rest For The Wicked")
25 - Marrakesh ("Impurity")
26 - Wired ("High")
27 - 225 ("Thunder And Consolation")
28 - I Love The World ("Thunder And Consolation")


Sandro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NEW MODEL ARMY - Um Breve Resumo


Devo confessar que esse “post” saiu porque nesta próxima sexta e sábado (17 e 18 de setembro) vou assistir ao show de uma de minhas bandas de Rock favoritas, o New Model Army, no Citibank Hall de São Paulo. Essas duas apresentações são em comemoração aos 30 anos de carreira, onde a banda vai apresentar seus trabalhos e composições em duas noites com repertórios diferentes. Serão exibidas músicas de todos os seus 13 álbuns de estúdio, dividindo o set list de mais de 50 músicas em dois dias. Os shows serão separados em dois atos : a primeira parte será acústica, com aproximadamente 50 minutos e, após o intervalo, entram as guitarras em mais 1h40 de show.

Claro que teremos um “post” específico do show, mas para celebrar esse momento, vai um pouco de história:

New Model Army é uma banda de rock Inglês formada no subúrbio industrial de Bradford, West Yorkshire ,  em 1980 por Justin Sullivan ( conhecido como Slade, the Leveller), vocal e guitarras, Rob Heaton, bateria e guitarras, e Stuart Morrow, baixo; a banda roubou seu nome homônimo do exército revolucionário inglês do século 17, cujos membros eram conhecidos como “levellers” (niveladores ou igualitários) pois pregavam um modelo de sociedade sem diferenças sócio-econômico-cultural.

O primeiro trabalho foi o álbum Vengeance (1984) considerado pela mídia especializada da época como "pós-punk", mas que continha uma inspiração e melodias apuradas.

As letras são muitas vezes poéticas, que expressam mensagens políticas e humanitárias. A mais famosa com certeza é a "51st State" (“canção escrita por Ashley Cartwright do ‘The Shakes”), a qual ajudou a banda a ganhar status de banda cult nos movimentos contra o imperialismo americano, o que dificultou as turnês nos EUA no início de carreira.

O New Model Army sempre teve uma relação direta com a artista britânica, romancista e poeta Joolz Denby, geralmente creditada colaboradora assídua nas composições e arte da banda. Sullivan e Denby são parceiros de longo prazo, pois Denby também foi o primeiro empresário da banda

Os primeiros trabalhos são “Vengeance” (1984) e “No rest for the wicked” (1985), onde após seus lançamentos o baixista Morrow deixa a banda. Imediatamente recrutaram Jason Harris. Com essa formação gravaram os três melhores álbuns da banda (em minha opinião): “The ghost of Cain” (1986), “Thunder of Consolidation” (1989) e o mini-lp “White Coats” (1987).

Em 1989, porém, é a vez de Jason deixar a banda e entrar o baixista Nelson em seu lugar, com quem vieram tocar no Brasil em 1991, em 3 shows antológicos. Com a nova formação gravaram “Impurity” (1990), “The Love of hopeless causes” (1993) e “Strange Brotherhood” (1998). No final de 1998, o baterista Robert Heaton, um dos fundadores e pilares do NMA, deixa a banda trabalhar em seu novo projeto musical “Gardeners of Eden”. Em seu lugar entra seu roadie Michael Dean, com quem acabara de gravar “Eight” (2000).

Em 2004 uma tragédia acontece, uma perda irreparável para quem acompanha a trajetória do NMA, o baterista e membro fundador, Robert Heaton, morre de câncer no pâncreas . Nesse mesmo ano, o grupo voltou ao estúdio para gravar seu nono álbum, Carnaval (2005). O próximo trabalho de estúdio, High, foi lançado no Reino Unido em 20 de agosto de 2007, e na América do Norte em 04 de setembro de 2007. Em 5 de setembro de 2007, sua turnê norte-americana do disco "High" foi cancelada pois tiveram o visto negado pelo “Citizenship and Immigration Services”.

O último álbum de estúdio, “Today Is A Good Day” (2009), é um dos melhores trabalhos desde os clássicos do final dos anos 80.

Importante: Pra quem tem interesse, recomendo procurar o projeto "Red Sky Coven" e o trabalho solo do Justin Sullivan.

Abaixo deixo um vídeo de 1987, de uma apresentação em Berlim, com a participação de Rick Warwick na guitarra (The Almighty, Thin Lizzy), e o vídeo clip do último trabalho "Today is a Good Day". 

É isso aí, espero encontrar muitos amigos nos shows.



Anselmo







terça-feira, 14 de setembro de 2010

SWU - Line up oficial e mais informações

Não sei se vocês se lembram, mas no início do ano começou um boato de que em 2010 ocorreria uma nova edição do célebre festival de Woodstock e desta vez em solo brasileiro. De especulação maluca o negócio foi tomando corpo até que o consagrado publicitário e empresário Eduardo Fischer incendiou a coisa via Twitter e o que era "viagem" foi sendo cada vez mais levada a sério.

No dia 12 de abril eu escrevi sobre isso (leia aqui), já que naquele momento a coisa já estava mais encorpada, apesar de não haver nenhuma confirmação oficial. Dos nomes originalmente cogitados apenas dois se confirmaram (Linkin Park e Rage Against The Machine). Da listinha de sugestões que deixei no post também tive a felicidade ver dois nomes confirmados no decorrer do processo (Pixies e Queens of The Stone Age).

Pois bem, veio então o anúncio oficial e ficamos sabendo que o nome do evento seria SWU (abreviação de Starts With You - Começa Com Você). E a proposta era grandiosa. Fischer apresentou a idéia de organizar mais do que um mega festival de música. O SWU tem como tema predominante a sustentabilidade. Segundo a organização a meta é motivar esta discussão entre os jovens. E mais do que isso mudar certos hábitos. Mostrar que pequenas atitudes cotidianas podem ser incorporadas ao nosso meio como contribuição para que as próximas gerações continuem usufruindo dos recursos do nosso planeta no futuro.

A idéia é muito bacana e a mobilização dos organizadores está bem intensa nas redes sociais da internet. Durante os três dias de festival, vai rolar uma série de palestras com especialistas em sustentabilidade dentro de um Fórum especialmente montado para isso. O evento marcará presença também na grande mídia e pretende sempre frisar a ligação entre o festival musical e este tema tão importante.

Feita a apresentação oficial, vamos a música. No final da semana passada eles finalmente fecharam e divulgaram o line up oficial. A cada dia serão quatro palcos diferentes. Os dois principais chamarão Água e Ar, além do espaço para bandas mais novas chamado de Oi Novo Som e uma tenda dedicada a música eletrônoca chamada de Heineken Greenspace.

Este blogueiro que já garantiu lugar nos dias 9 e 11 ficou satisfeito com a distribuição final dos horários (estava morrendo de medo dos Pixies encavalarem com o Queens of The Stone Age).

Abaixo a relação do que vai rolar já separado por palco e horário, mais uns pitacos pessoais. Para quem ainda não garantiu seu ingresso, o preço é R$ 210,00. Se tiver interesse confira no site oficial a relação de pontos de venda (link aqui).

Dia 9 de outubro (sábado)
Palco Água
15h45 - 16h15: Brothers of Brazil (passo)
16h50 - 17h35: Macaco Bong (quero ver)
18h40 - 19h40: Mutantes (mais por curiosidade)
21h00 - 22h00: The Mars Volta (obrigatório, será demais)

Palco Ar
16h15 - 16h45: Black Drawing Chalks (quero muito ver)
17h40 - 18h40: Infectious Grooves (quero muito ver)
19h50 - 20h50: Los Hermanos (tomara que seja sem afetação)
22h05 - 23h50: Rage Against the Machine (atração maior do dia)

Tenda Heineken Greenspace
15h – Glocal
16h – Killer on the Dance Floor
17h – The Twelves
18h – Switch
19h15 – MSTRKRFT (quero conferir de perto)
20h45 – The Crystal Method
23h59 – DJ Marky
01h15 – Steve Angelo

Palco Oi Novo Som
14h40 – Banda Batalha das Bandas
15h20 – Letuce + qinhO
16h10 – Sobrado 112
17h – Superguidis (quero ver pelo menos um pedaço)
17h50 – Curumin & The Aipins
18h45 – Mallu Magalhães
19h45 – Cidadão Instigado (ou este ou os Los Hermanos)
20h50 – The Apples in stereo


Dia 10 de outubro (domingo)
Palco Água
14h00 - 14h45: Ilo Ferreira
15h40 – 16h40: Jota Quest
17h45 – 18h45: Sublime with Rome
19h55 – 20h55: Joss Stone
22h55 – 00h45: Kings of Leon

Palco Ar
14h50 – 15h35: Teatro Mágico
16h40 – 17h40: Capital Inicial
18h50 – 15h50: Regina Spektor (queria ver na capital...)
21h00 – 22h50: Dave Matthews Band

Tenda Heineken Greenspace
16h30 – Mario Fischetti
17h45 – Nike Warren
19h – Life is a Loop
20h15 – Sander Kleinenberg
21h30 – Roger Sanchez
22h45 – Sharam
00h15 – Markus Schulz

Palco Oi Novo Som
14h40 – Banda Batalha das Bandas
15h20 – Luisa Maita
16h20 – Volver
17h20 – Lucas Santtana
18h30 – Tulipa Ruiz
19h40 – Rubinho e a Força Bruta
20h50 – Bomba Estéreo
22h10 – Otto


Dia 11 de outubro (segunda-feira véspera de feriado)
Palco Água
15h05 – 15h35: Gloria (passo)
16h15 – 17h00: Rahzel (passo)
17h45 – 18h45: Cavalera Conspiracy (será foda)
19h55 – 20h55: Incubus (vou ver o B Negão)
22h20 – 23h20: Pixies (sem palavras, vou chorar)
01h35 – 03h35: Tiesto (quero ver qual é a deste dj)

Palco Ar
14h30 – 15h00: Alan Johanes (passo)
15h40 – 16h10: Crashdiet (passo)
17h00 – 17h45: Yo La Tengo (novo encontro depois de 2001)
18h50 – 19h50: Avenged Sevenfold (vou ver os Autoramas)
20h55 – 22h15: Queens of the Stone Age (o show do ano no Brasil)
23h25 – 01h25: Linkin Park (verei sem entusiasmo)

Tenda Heineken Greenspace
15h30 – Anderson Noise
16h45 – Anthony Rother
18h – Aeroplane
19h15 – Mix Hell
20h30 – Gui Boratto
21h45 – Erol Alkan

Palco Oi Novo Som
14h40 – Banda Batalha das Bandas
15h30 – Tono
16h30 – Fino Coletivo
17h30 – Mombojó
18h35 – Autoramas (gosto muito)
19h40 – BNegão & Seletores de Frequência (vou ver)
20h50 – Josh Rouse
22h10 – Cansei de Ser Sexy (gostaria, mas a hora não deixa)

Vejo vocês lá.


Sandro

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