minervapop

sábado, 30 de outubro de 2010

'O FUTURO VOS PERTENCE!" - Garotos Podres e "Aos Fuzilados da C.S.N."

Faz tempo que desejo colocar no Minerva Pop a música "Aos Fuzilados da CSN" da banda de punk rock aqui do ABC, Garotos Podres.

Acho que hoje é um bom dia.




Trata-se de uma letra de rara inspiração e muito superior a média escrita por outros grupos do gênero e mesmo pela própria banda em questão, que aliás eu considero ótima. A melodia foge completamente do padrão punk rock e mergulha fundo no estilo ska, resultando numa combinação perfeita.

Esta música que é uma referência direta aos três operários da siderurgica CSN mortos por membros do exército após um confronto com grevistas no ano de 1988, faz parte do terceiro disco da banda chamado "Canções para Ninar" lançado em 1993, apesar da banda ter sido formada no início dos anos 80.

Não sei a quantas anda as atividades da banda, sei que encontro frequentemente com o vocalista Mao fazendo compras num supermercado aqui perto de casa... Foi ele que escreveu isso aqui:

Aos Fuzilados Da Csn
Aos que habitam
Cortiços e favelas
e mesmo que acordados
pelas sirenes das fábricas
não deixam de sonhar
de ter esperança
pois o futuro
vos pertence
Pois o futuro vos pertence!
Pois o futuro vos pertence!
Aos que carregam rosas
Sem temer machucar as mãos
pois seu sangue não é azul
nem verde do Dólar
mas vermelho
da fúria amordaçada
de um grito de liberdade
preso na garganta
Pois o futuro vos pertence!
Pois o futuro vos pertence!
Fuzilados da CSN
assassinados no campo
torturados no DOPS
espancados na greve
A cada passo desta marcha
Camponeses e operários
tombam homens fuzilados
Mas por mais rosas que os poderosos matem
nunca conseguirão deter
a Primavera!
Pois o futuro vos pertence!
Pois o futuro vos pertence!

É isso. Finalmente consegui encaixar aqui uma de minhas músicas preferidas dentro do rock nacional. Ouçam que vale a pena.


Sandro

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NEONOMICON - A Nova Loucura de Alan Moore


O novo trabalho de Alan Moore está dando o que falar na mídia, e toda a repercussão é por causa da péssima recepção nos EUA que, devido a temática pesada com estupros, orgias e demônios , muitas livrarias estão se recusando a vender a obra.

Primeiro trabalho de Alan Moore com a editora Avatar, a arte fica por conta de Jacen Burrows, o qual já tem trabalhos executados em parceria com Garth Ennis e Warren Ellis (Preacher, Crossed, 303).

Apesar da polemica, todos sabem da irreverência e estilo literário de Alan Moore e da estética “gore” da Avatar, portanto não tem tanta surpresa assim no resultado dessa combinação explosiva. De acordo com os blogs especializados, e de quem teve acesso a obra, a influência de H.P. Lovecraft é nítida, com direito a personagem que fala a língua das criaturas Cthulhu, Yoggoth, além de uma equipe de investigação do FBI em busca de resolver uma série de assassinatos.

Neonomicon terá quatro edições, nos EUA já saiu a segunda edição esse mês. Nós do Minerva Pop adquirimos a primeira edição desse novo trabalho do mestre Alan Moore e manteremos vocês informados.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O CORAÇÃO DAS TREVAS

Hoje retorno aos livros. E como já faz um tempo que não escrevo nada sobre literatura clássica, vamos de um "classudo" de primeira qualidade.

A dica que eu vou deixar aqui é "O Coração das Trevas" de Joseph Conrad, publicado em 1902.

O escritor polonês naturalizado britânico é tido por muitos como um dos maiores autores da lingua inglesa em todos os tempos. Mas não chega a ser uma unanimidade e nem é tão badalado como outros escritores que também influenciaram gerações.

Conrad trabalhou por quase 20 anos como marinheiro e usou muito de suas experiências na construção das histórias. Muitas delas inclusive tiveram o mar como pano de fundo, mas o que eu mais admiro nele é a profundidade de seus personagens.

Em "O Coração das Trevas" viajamos na companhia do marinheiro Marley que numa jornada rio adentro do coração da África vai em busca do atormentado e misterioso Kurtz enquanto se depara tanto com a barbárie praticada pelo colonizadores europeus (que deveriam representar a civilização) quanto pelos nativos africanos (que seriam os primitivos indefesos).

Quanto mais longe chega o barco, mais ficamos perto de descobrir os mistérios da "lenda" Kurz. Tudo narrado de forma densa e profunda cujo aspecto principal reside nas cosntantes reflexões dos personagens a respeito dos nossos valores e dos desvios inerentes a natureza humana. Uma viagem interna mais intensa do que a física que se passa no meio do nada. Não há ninguém totalmente bondoso e não há ninguém totalmente maldoso.

Esta obra-prima merece ser lida. E não pensem que trata-se de uma narrativa pesada e cansativa. Nada disso. O livro traz prazer e cativa facilmente o leitor.

Se você gostar, recomendo outras obras de Conrad que também são referência: "Lord Jim" de 1900, "Nostromo" de 1904 (considerada por especialistas como seu melhor texto) e "Os Duelistas" de 1908 (que muitos anos depois viraria filme nas mãos de Ridley Scott).

Para fechar, uma informação adicional e de fundamental importância. Em 1979 "O Coração das Trevas" foi adaptado para o cinema pelo excelente Francis Ford Coppola. Esta adaptação gerou outra obra-prima, desta vez cinematográfica, chamada "Apocalipse Now". Copolla teve a manha de mudar o cenário da história para a Guerra do Vietnã. O filme, um de meus preferidos, merece post específico que eu prometo para um futuro próximo.

"O Horror! O Horror!"


Sandro

sábado, 23 de outubro de 2010

PELÉ - Um Presente ao Rei.

O pessoal que acompanha o nosso blog sabe que temos como uma de nossas regras não comentar sobre futebol e política. Porém nesse 23 de Outubro de 2010 não poderíamos deixar de comentar o aniversário do maior jogador de futebol de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, que  completa 70 anos de idade. Esse que foi, e sempre será, o maior atleta do mundo.

A história de Pelé pode ser encontrada em farto material disponivel em livros, revistas, na internet, etc. Por isso, nada do que viermos a falar será muita novidade, dos fatos verídicos como o premio de “Atleta do Século” de 1981, até os “causos” mais impressionantes, como o do dia em que Pelé não precisou de passaporte pra entrar nos EUA. O que o Rei representa para o futebol, e o que ele foi capaz de fazer, não podem ser imitados por nós simples mortais, porém uma coisa que pode e deve ser copiada é a forma exemplar com a qual Pelé trata as pessoas a sua volta, com humildade e cordialidade. Só a simplicidade como Pelé conduz suas entrevistas não permitem quaisquer outro atleta se igualar ao seus feitos. E isso vem de berço, da família, da criação vinda de Dona Celeste e “Seu” João.

Por isso, em nossa humilde blog, nosso presente pro Pelé é uma homenagem ao seu próprio Rei, o Sr. João Ramos do Nascimento, o Dondinho.

João Ramos do Nascimento , nasceu em 1917 em Campos Gerais (MG) e faleceu em16 de novembro de 1996 em Santos (SP). Dizem os amigos da época, que foi melhor que Pelé, será?

Pesquisei algumas histórias na internet, e encontrei essas:

“Seu Dondinho. Entregador de leite, alto e forte, ele era a estrela do time de Campos Gerais. Driblava todo time adversário e, depois, fazia gol de cabeça. Os torcedores da época garantem que Dondinho era melhor que Pelé. Até que um dia, em um jogo contra o time de Alfenas, Dondinho e a bola estavam incompatíveis. Dondinho deveria estar doente.

O time local perdeu e a torcida ficou furiosa com o jogador. O presidente do clube, o padeiro Alcides, demitiu Dondinho e ele teve que deixar Campos Gerais, por causa da fúria da torcida. Foi para Três Corações, onde entrou no time do Exército e abriu seu coração. Casou e, em outubro de 1940, nasceu Édson, o Pelé. Este é o único caso em que a fúria da torcida gerou um rei." (Alexandre Garcia – reporter)

“Em 1940, ano que Pelé nasceu, as boas atuações de Dondinho chamaram a atenção do Atlético-MG, essa era a oprtunidade de jogar num time da capital. Infelizmente, em sua estreia, num amistoso contra o São Cristóvão-RJ, sofreu lesão no joelho. Desde então, não conseguiu mais ter chances e acabou voltando para Três Corações”.

“Era 16 de julho de 1950, dia da final da Copa do Mundo entre Brasil e Uruguai, e Dondinho, o pai de Pelé, havia feito em Bauru o mesmo que tantos brasileiros: preparado uma festa para comemorar o inevitável título mundial. Pessoal reunido na sala, em volta do rádio, e a garotada, entre eles Pelé, corria de um lado para o outro - da sala para o quintal, do quintal para a rua. Numa dessas idas e vindas, Pelé encontrou a sala quieta e seu pai e os amigos todos às lágrimas. E perguntou: “Pai, por que o senhor está chorando?”. Dondinho explicou: porque o Brasil tinha acabado de perder a Copa. Pelé, então, com a praticidade para resolver problemas de quem tem nove anos, propôs: “Não chora, não. Eu vou ganhar uma Copa do Mundo para o senhor.” (Juan Polanco)



É isso pessoal, parabéns ao Edson, e longa vida ao Rei!



Anselmo


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MINERVA POP NO TOP BLOG 2010 - ESTAMOS NO TOP 100

Bem pessoal, este post aqui é de agradecimento e também para pedir votos. É isso aí, votos!

Desde o dia 25 de maio (post de apresentação aqui) estamos inscritos no tradicional prêmio Top Blog.

A maior premiação para blogs do Brasil teve uma primeira fase que durou até o dia 10 de outubro. Finalizada esta etapa "sobraram" os 100 blogs mais votados e este Minerva Pop é finalista na categoria Cultura.

Na segunda etapa todos os votos recebidos anteriormente são zerados e a votação é reiniciada. Esta nova fase vai até o dia 10 de novembro, quando são divulgados os "Top 3".

Portanto, primeiramente eu gostaria de agradecer muito a todos que votaram na gente e com isto ajudaram a nos colocar neste Top 100.

E aproveito para pedir novos votos. Mais do que isso, eu gostaria de pedir a ajuda de vocês na divulgação desta empreitada.

Lembrando como se faz para votar:
1) Clique no banner do prêmio que está ao lado direito deste post.
2) Entrando no site do prêmio, clique na opção votar.
3) Preencha seu nome e um endereço de e-mail válido.
4) Clique novamente em votar.
5) Depois disso você vai receber uma mensagem no endereço de e-mail informado com um link pedindo para você validar seu voto.
6) Clique neste link e você será direcionado ao site do concurso. O voto será validado automaticamente.

Esta sistemática visa limitar um voto por e-mail e evita que as pessoas passem o dia inteiro votando sem parar, deturpando o objetivo da premiação.

Contamos com a força de vocês e de suas redes de contatos. Uma dica importante. Guardem o e-mail de confirmação do Top Blog porque em caso de recebermos algum prêmio físico nesta brincadeira, a idéia é dividirmos com as pessoas que nos prestigiaram e pode acabar sobrando para você!

É isso. Boa sorte para a gente! Contamos com vocês!


Sandro


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SKRreemR com problemas...

"SkreemR is taking a long nap...please check out"

Pois é. Ao entrarmos no sensacional (ex?) site SKReemR.org é a triste frase acima que nos espera. Fiz um post específico sobre este serviço (leia aqui) no dia 18 de maio deste ano. O lugar era uma espécie de YouTube de áudio, inclusive com a opção de incorporar a música em qualquer site, blog, página do orkut, facebook, etc.

Desde então utilizei este tocador de MP3 para ilustrar um monte de posts aqui do Minerva Pop. O que ocorre agora é que todos estes links estão "quebrados" e as músicas obviamente desabilitadas. Ainda tenho esperança que o site volte a funcionar e por esta razão não vou retirar os arquivos incorporados na expectativa que a coisa retome no futuro.

Por ora, peço desculpas aos amigos que ao navegar pelo blog venham a se deparar com estes problemas. Prometo que vou pesquisar uma nova ferramenta de mídia para fazer companhia ao citado You Tube e ao Mixpod, ambos presentes em muitos outros posts e funcionando muito bem.


Sandro

terça-feira, 19 de outubro de 2010

LUCAS FIGUEIREDO - Leitura Obrigatória


Em uma época tão importante da política brasileira, acredito que alguns episódios da História de nosso país precisam ser discutidos e pesquisados, inclusive entre os mais jovens. Por isso, gostaria de recomendar as obras literárias do jornalista Lucas Figueiredo.

Lucas Figueiredo nasceu em Belo Horizonte em 1968. Trabalhou na Folha de S.Paulo, como repórter e chefe de reportagem, e no Estado de Minas, como repórter especial. Colaborou com O Estado de S.Paulo, o serviço brasileiro da rádio BBC de Londres e as revistas Rolling Stone, Playboy, Caros Amigos, Superinteressante, Revista MTV, Nossa História e Defue Sud (Bélgica), entre outras. Recebeu três vezes o Prêmio Esso, o mais importante do jornalismo nacional – em 2007, foi premiado, na categoria Reportagem, com a série de matérias que revelou o conteúdo do Orvil, publicada simultaneamente no Correio Braziliense e no Estado de Minas. O jornalista também foi agraciado com os prêmios Imprensa Embratel e Folha.

Quanto aos seus livros, altamente recomendados são Morcegos negros (2000), Ministério do silêncio (2005), O operador (2006), e mais recentemente Olho Por Olho: Os Livros Secretos da Ditadura, todos publicados pela Record.

Particularmente gostei muito do Ministério do Silencio, nele, o autor aborda um tema  interessante: Em todos os países democráticos, o serviço secreto está voltado para o exterior, porém no Brasil ocorre exatamente o contrário, de 1927 a 2005, o serviço secreto investigou e perseguiu os cidadãos brasileiros, sobretudo aqueles envolvidos na busca de uma sociedade livre. O livro é rico em informações baseadas em mais de 20 quilos de documentos onde o jornalista Lucas Figueiredo faz a primeira história do serviço secreto no Brasil, de sua criação aos dias atuais, passando pelos anos sombrios da ditadura. O livro traz surpreendentes revelações, e é todo ilustrado com fotos e documentos inéditos.

O último trabalho, “Olho Por Olho”, mostra a guerra entre os defensores e os opositores da ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). O confronto derradeiro mobilizou menos de 40 combatentes de cada lado, foi silencioso, durou 28 anos: de 1979 a 2007. Os dois lados dessa batalha pode ser comparada em dois livros. Brasil: nunca mais — a “bíblia” sobre a tortura praticada pelas Forças Armadas — e o menos conhecido Orvil, a resposta do Exército, sobre a guerrilha e o terrorismo de esquerda.

Informações sobre essa batalha, estão agora registradas nessa última obra de Lucas Figueiredo. Foi lançado em 2009, porém somente consegui um exemplar agora, o que prometo comentar em maiores detalhes futuramente.



Anselmo


domingo, 17 de outubro de 2010

Biffy Clyro - Novo Vídeo "BOOOOOM, BLAST & RUIN"

Pessoal, devido a um problema no joelho, estou de repouso, e não consigo escrever muita coisa sobre o Post que estava preparando pra hoje, sobre a participação e atitude da Juventude brasileira nos assuntos atuais.

Por isso, segue o novo vídeo do Biffy Clyro para "BOOOOOM, BLAST & RUIN" , uma releitura devido ao sucesso da turne da banda na Europa.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SWU PARTE 2 - OS SHOWS

Conforme prometido retorno hoje com a segunda parte das minhas impressões sobre o festival SWU. Hoje abordando os shows, razão principal de tudo. Ou você acha que algum fórum sobre sustentabilidade vai levar uma galera para Itú?

Segue então meu relato sobre o que vi (mesmo que não seja o show inteiro). No final deixei uns vídeos como momentos lindos para ilustrar o texto.


Dia 9 de outubro (sábado)
  • Infectious Grooves - Assisti somente a metade do show devido a fila para entrar que eu citei no post anterior. Fiquei com a sensação de não ter perdido grande coisa. Até comentei com o Pancho que fazia uns 10 anos que eu não escutava nada deles, apesar de ser grande entusiasta quando o grupo foi formado. A banda me pareceu datada e o show não foi nada demais. Mike Muir até chamou uma molecada para subir no palco enquanto eles tiravam um cover do Suicidal Tendencies (banda principal do Muir), mas definitivamente eles não conseguiram empolgar e para mim será aquele típico show apenas para engrossar a lista dos já vistos.
  • Mutantes - Confesso que não tive paciência para a chatice do Sergio Dias. Enquanto íamos dar uma volta de reconhecimento do local, as primeiras músicas ficaram para trás e eu nem senti remorso.
  • The Apples in Stereo - Este eu queria ver desde o começo. E não me decepcionei. Com um visual que me lembrou os shows que assisti do Man Or Astro Man num passado remoto devido a extravagância das roupas, que lembravam um pouco o visual do Devo também. O líder Robert Schneider é bem simpático e pareceu estar se divertindo o tempo todo. Não conheço o suficiente sobre a banda para saber se a frase: "Olá, nós somos o Apples in Stereo e nós viemos do futuro!" era séria (e o cara é meio pinel) ou apenas uma brincadeira repetida diversas vezes durante o show. O fato é que suas leves canções são tão agradáveis e funcionam tão bem ao vivo que o resultado foi excelente. Um show muito, mas muito bom mesmo. Uma pena que foi visto por pouca gente (umas 500 / 600 pessoas) em razão da concorrência de MSTRKRFT e Los Hermanos tocando no mesmo horário.
  • Los Hermanos - Como disse acima eu estava em outro show enquanto eles tocavam. Peguei as duas últimas músicas e tive a impressão de que os caras não estavam tão bem ensaiados. Me perguntei também se o Marcelo Camelo sempre foi assim tão desafinado e eu tinha esquecido ou era só naquela tarde mesmo.
  • The Mars Volta - Um caso a parte. Esta banda é uma das poucas que eu gosto mesmo gravando músicas longas com uma frequencia mais do que o recomendável. E eles tiveram a manha de tocar várias destas musicas compridas em versões até mais esticadas, sem comprometer o pique do show. Apesar de ser um som para iniciados (é difícil de entender na primeira audição) a performance frenética no palco, o alto gabarito dos músicos e um vocalista que é um show a parte garantiram um ótimo espetáculo para quem estava lá.
  • Rage Against the Machine - Os gritos de "Rage, Rage, Rage!" vindos da galera antes do começo do show foram retribuidos assim que os quatro revolucionácios (força de expressão) pisaram no palco com a matadora "Testify". A fúria tão característica em seu som e letras estavam ali, explodindo na cara de quem teve o privilégio de assisti-los de perto (e não estava sendo pisoteado...). Se a volta da banda foi por dinheiro, eles não deixam isso transparecer. A performance é raivosa e cheia de vontade e sepulta qualquer clima de "paz e amor" que este tipo de festival deseje suscitar. Show excelente, que não foi ainda melhor porque na minha opinião não cabe numa apesentação com este grau de intensidade as interrupções que acabaram rolando. Isso traz um certo anti-climax e aquela sensação de coito interrompido para o público, o que pode ser bom para esfriar os ânimos, mas atrapalha no resultado final.

Dia 10 de outubro (sábado)
  • Joss Stone - Vi pela TV. Só queria comentar que achei a artista que mais entrou "louca" no palco, se é que vocês me entendem.
  • Regina Spektor - Não vi e gostaria muito de ter visto. Alguém podia ter trazido ela sozinha para shows em lugares fechados que ia cair muito melhor.

Dia 11 de outubro (segunda-feira)
  • Yo La Tengo - Devido a demora para entrar (50 minutos de fila) eu perdi praticamente o show inteiro. Peguei as duas últimas músicas onde eles abusaram da microfonia. Não deu para formar uma opinião sobre a apresentação. Só acho que não é o tipo de banda para um palco principal de festival. Eu os vi no Sesc Pompéia em 2001 e o show funcionou muito bem, parecendo ficar perfeito em lugares fechados e menores.
  • Cavalera Conspiracy - Só de ver os irmãos Max e Igor Cavalera tocando juntos novamente aqui no Brasil já seria bacana. Mas eles fizeram um show muito competente calcado nas músicas de seu único disco (o Max anunciou um novo para o próximo ano) e com um recheio especial da fase Sepultura, devidamemnte representada por "Refuse/Resist", "Atittude", "Troops of Doom" (esta foi desencavada...) e "Roots Bloody Roots". Clássicos bons de se ouvir de novo.
  • BNegão e Seletores de Frequencia - Vi só os 10 minutos finais e fiquei com uma sensação de quero mais absurda. Numa tenda OI FM (a mesma onde tocou o Apples in Stereo) totalmente lotada, fiquei de boca aberta com a força dos caras no palco. Preciso ir num show deles com urgência.
  • Avenged Sevenfold - Depois do BNegão, peguei partes deste show enquanto andava a procura de comida e bebida. Metal cheio de clichês, eu detestei. Achei horroroso e tive a certeza de que eu era feliz e não sabia quando nunca tinha ouvido falar disso aí.
  • Incubus - Banda que eu nunca tinha parado para ouvir com atenção mas que sempre foi muito bem recomendada por amigos. Tive a boa vontade de assistir o show inteiro e posso dizer. Não gostei. Achei chato demais. Pode até ser o efeito da minha ansiedade pelo QOTSA e Pixies, mas sinceramente, não bateu.
  • Queens of the Stone Age - Eu já tinha escrito por aqui que este provavelmente seria o show do ano no Brasil. Josh Homme é quase que uma entidade no rock atual, muito também pela sua atuação em diversos projetos de qualidade e pela influência que sua "mão" traz em qualquer coisa que ele toca. Eles abriram o show com o baixo "falando" na sensacional e poderosa "Feel Good Hit of the Summer" e já deram o cartão de visita do que seria um show barulhento e pesado na medida exata. Os caras juntam uma simplicidade a uma gana de tocar que é admirável. Na segunda música quando eles mandaram "The Lost Art of Keeping a Secret", uma de minhas preferidas, percebi que o jogo já estava ganho. Durante o show houve alguns problemas com o som, é verdade, mas nada que impedisse a banda de fazer o melhor show do festival tecnicamente falando. Foi maravilhoso e entra desde já para o time dos mais relevantes já vistos.
  • Pixies - O amor é cego? Dizem que sim. Os Pixies fizeram um show onde a empolgação e a vontade não foram o ponto alto. Dava para ficar na dúvida se a voz cansada de Frank Black era o peso da idade ou apenas má vontade mesmo. Então por que eu acho que vi um dos melhores shows da minha vida? E por que se eu acho que se o QOTSA fez o melhor show do festival tecnicamente falando, eu preferi o dos Pixies? Simples. É uma questão afetiva. Coisa de amor mesmo. E tenho certeza de que falo pela multidão que se deliciou com os clássicos do rock alternativo que eram enfileirados um atrás do outro por uma das maiores bandas de rock alternativo de todos os tempos. Foi emocionante poder vê-los pela primeira vez e poder cantar, dançar, gritar ao som de "Debaser", "Velouria", Monkey Gone To Heaven", "Waves of Mutilation", "Here Comes Your Man", "Hey", "Gouge Away" "Where Is My Mind" e "Gigantic". Eu anotei o set list no meu celular que eu viria a perder depois e nem vou querer lembrar de tudo na ordem para não escrever besteira. Enfim, eles não são mais os mesmos? Eles não tem mais o vigor de outrora? Foda-se! Para mim o show foi espetacular e fez valer todo o perrengue "chorado" no post sobre a organização. Inesquecível. Mais uma daquelas que eu não poderia morrer sem ssistir.
  • Linkin Park e Tiesto - Desculpem. Eu sei que estava lá na balada e era só esperar um pouco para acrescentar mais estas duas atrações gringas na minha lista. Só que depois de ver o Queens Of The Stone Age e os Pixies na sequencia eu não precisava ouvir mais nada. Para mim estava bom.

Sandro













quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SWU PARTE 1 - A ORGANIZAÇÃO (#SWUfail) -

Estou de volta. Como bem disse o Anselmo no post anterior eu estava em fase de recuperação. Mas não da maratona (dura, sem dúvida) SWU. Ainda estou me recuperando do trauma psicológico de ter perdido (ou ter sido roubado, sei lá) meu estimado iPhone lá em Itú. É uma tortura. O consolo é ter que antecipar a compra do modelo 4G e saber que a pessoa que está com o aparelho na mão está com um objeto á ser descartado, visto que tanto a linha quanto todas as funções do mesmo estão devidamente bloqueadas.
Feito este desabafo, vamos ao que interessa. Contar para vocês como foi este tão falado SWU na visão deste blog, que esteve lá no sábado e segunda-feira. E tem tanta coisa para falar, que optei em dividir minhas opiniões em dois posts. Neste primeiro eu vou escrever sobre a organização. Amanhã eu volto ao assunto e escrevo sobre os shows e vejo se até lá esta impressão de que vi um dos melhores shows da minha vida (Pixies) resiste ao tempo.
Antes de entrar nos detalhes, vou dimensionar a coisa citando a hashtag #SWUfail criada no twitter. Para quem não sabe (alguém não sabe?), as hashtags são usadas para destacar determinados assuntos no twitter e vem sempre acompanhadas do símbolo # antes do termo, facilitando assim a identificação e busca pelos demais usuários da rede. Quando eu cheguei de Itú no domingo de manhã, após poucas horas de sono, ja entrei na rede e identificando meus posts com a hashtag #SWUfail fui relatando minha péssima impressão sobre a organização do festival. Eu nem sabia que esta hashtag já tinha sido criada horas antes e que seria alimentada por vários tweets durante todos estes dias. Dentre os vários, vou deixar um um postado pela @itsous. Não sei se a frase é dela ou não. O que sei é que representa a opinião de uma grande quantidade de pessoas que foram nesta balada. Segue: "SWU devia mudar o nome pra FWU. Fail with you. Fuck with you. Fila with you. Firula with you. Frio with you. #SWUfail".
Agora vou relatar por partes minha aventura.
  • Viagem: No sábado, tinha decidido usar um opção dada pela organização que me pareceu interessante. Deixar o carro em São Paulo e seguir para Itú de ônibus. Havia duas possibilidades e como eu havia deixado para a última hora, tive que ir para a Barra Funda (a outra era o Anhembi). Chegando lá a primeira surpresa. Não vi a simplicidade demonstrada no site do evento. Não havia o tal bolsão de estacionamento e nos guichês da Viação contratada a zona e a fila eram enormes. Os próprios funcionários recomendavam para que as pessoas fossem até o Anhembi. Ignorei a dica e preferi seguir direto para Itú de carro mesmo. Na segunda, nem pensei duas vezes e já sai de casa direto para o interior.
  • Acesso: Quando cheguei em Itú no sábado, optei por utilizar outro serviço bastante divulgado pelo site, que era o de deixar o carro num estacionameto na cidade e seguir de ônibus para a Fazenda Maeda. Estacionei meu carro no Kartódromo de Itú (R$ 50,00) e enfrentei minha primeira fila. Apesar da grana no estacionamento, era preciso comprar o bilhete para o transporte e para isso, lá se foi uma fila de quase meia hora. Bilhetes comprados (ida e volta) mais um fila básica para esperar o bus. Dentro do veículo, a viagem foi tranquila. Cerca de 25 minutos até chegarmos ao destino. O fato é que andando na estrada de terra que nos levou até lá, já dava para prever que na volta quando todo mundo fosse sair ao mesmo tempo, a chance de dar alguma coisa errada era grande. Na segunda-feira ainda com o trauma (leia mais abaixo) decidi estacionar o carro direto lá na Maeda, mesmo pagando R$100,00.
  • Entrada: Eram umas cinco da tarde do sábado e eu me assustei com o tamanho das filas que se formavam para quem quisesse comprar um ingresso ou apenas trocá-lo em função de uma aquisição feira pela internet. Dava até medo. Na segunda, estes locais estavam sossegados. Mas como eu já estava com o ingresso na mão, minha aventura era na entrada oficial para o evento. Uma zona. Apenas quatro "filas" e muita gente amontoada. No sábado demorei 30 minutos, já na segunda a espera chegou a 50 minutos. Legal, né?
  • Local para os shows: Grande e como já era de conhecimento de todos,com um piso de terra (claro, era uma fazenda). O espaço foi bem aproveitado e a distribuição dos palcos e tendas ficou bem bacana. Os dois palcos principais colocados um ao lado do outro, numa espécie de descida propiciavam uma vista mesmo que pequena até para quem ficasse mais a distância. A Tenda Heineken (música eletrônica) e a da Oi FM (música alternativa) também eram bem legais.
  • Telão: Fiquei muito bem impressioando com a qualidade da imagem que eram mostradas nos dois telões instalados no fundo de cada palco. Uma nitidez absurda. Para completar, mais quatro telões instalados ao lado dos palcos traziam uma fartura de imagens. Esta fartura só não existiu durante o show do Rage Against The Machne, quando os dois telões maiores ficaram apenas mostrando a estrela vermelha, provavelmente á pedido da banda. Já no caso da apresentação do Queens Of The Stone Age, certamente foi caso de falha mesmo, pois além dos dois telões ficarem totalmente apagados, mesmos os quatro menores ficaram fora do ar a maior parte do show. Felizmente para mim, eu estava perto o suficiente para assistir sem a necessidade deste auxílio. Nos outros shows a coisa funcionou bem.
  • Som: Dentro do que se pode esperar de shows ao ar livre, na grande maioria das apresentações o som esteve bom. O fato triste, para não dizer revoltante, foi o que ocorreu durante o show do Rage Against The Machine. Durante duas vezes o som simplesmente sumiu. O pior é que o retorno para banda no palco permaneceu e eles continuaram tocando normalmente. Não sei se foi falha ou se o pânico da produção era tão grande (o bicho estava pegando mesmo no meio do público e nem sei como não morreu ninguèm) que eles desligaram de propósito. Uma terceira interrupção no som deu-se numa hora em que foi feito um pedido especial (pela produção e pela banda) para a galera maneirar, inclusive com uma "ameaça" da produção de que o Rage não voltaria. Ridículo.
  • Horários dos shows: Na maioria dos casos os horários foram cumpridos. Vi apenas três atrasos. Uns 20 minutos para o início do Apples in Stereo que não pegou nada. Uns 10 minutos para o começo do Rage Against The Machine que pegou tudo, pois foi o suficiente para que as pessoas que estavam na frente do palco onde o Mars Volta havia tocado tentassem ocupar o mesmo espaço das pessoas que já aguardavam em frente o palco do Rage, o que foi um ingrediente a mais para o caos. E teve também o atrado de "só" 1 hora para o show do Queens Of The Stone Age, que se estivesse previsto para a hora que efetivamente começou, permitira que eu assistisse pelo menos uma meia hora da apresentação do Cansei de Ser Sexy.
  • Estrutura para alimentação e bebidas: Lamentável. No sábado a situação era de calamidade. As filas para a compra das fichas eram enormes. A alardeada possibilidade de utilizar cartões de débito / crédito não funcionava. As próprias fichas acabaram em vários caixas. As filas para pegar a comida também eram gigantes. Ainda antes da meia-noite do sábado, grande parte das "lanchonetes" estavam sem comida. A coisa melhorou sensivelmente na segunda-feira e até onde eu vi faltaram somente as fichas, repostas uns 15 minutos depois. Pelo relato de amigos, a situação na área VIP foi bem melhor, mas isso não alivia em nada para a organização, já que a maioria dos presentes não estava na pista premium (R$640,00).
  • Saída: No sábado, a saída do evento parecia cena de filme de terror. Milhares de pessoas sairam ao mesmo tempo e grande parte em busca dos ônibus que os levaraim de volta para a cidade. Só que não havia ônibus nenhum. O local estava uma zona completa com os transportes fretados disputando espaço com táxis, vans e os citados ônibus que começavam a chegar somente naquela hora. As pessoas pareciam zumbis andando perdidas de um lado para o outro sem nenhuma informação e tentando desesperadamente entrar em algum veículo. Consegui entrar num ônibus que ficou super lotado, não cabia mais ninguém e as pessoas batiam e se penduravam pelo lado de fora querendo entrar a qualquer custo. Caos total. A coisa não fluia e os veículos praticamente não saiam do lugar. Como resultado, mais de três horas para retornar ao Kartódromo. Isso por que nosso motorista (grande Marcos) foi valente e pegou um atalho pelo meio do mato numa estrada paralela que deve ter economizado pelos menos uma hora de congestionamento. Quando peguei meu carro o estacionamento ainda estava cheio, o que me leva a concluir que os demais tiveram ainda pior sorte. Quem estacionou direto na Maeda se deu melhor e demorou apenas duas horas para sair. Foi isso que fez com que eu fosse de carro até lá na segunda-feira e disto não me arrependo porque pelo menos consegui sair numa boa, apesar de não saber se isso era devido a uma melhoria na organização (vi ônibus estacionados lá fora com bastante antecedência) ou apenas ao fato de eu ter saído antes do final do show do Linkin Park.

Se vocês acham que eu exagerei, saibam que teve muita gente que foi ao SWU no sábado e mesmo tendo ingressos para os outros dias procurou vendê-los ou simplesmente perderam o dinheiro e não foram. E eu confesso que se não fossem os Pixies e o Queens Of The Stone Age, eu teria feito o mesmo.

Com esta organização muito fraca, neste local com acesso horrível, com esta falta de respeito e com este papo de sustentabilidade que não me convenceu, pois pareceu mais discurso para render patrocínio e ajudar a divulgar o festival, chego numa conclusão.
Junto ainda o fato de eu não curtir muito shows ao ar livre e não estar mais no pique juvenil para passar tanto perrengue e ficar gritando "valeu a pena!!!".
SWU 2011 (se é que vai ter) só verá meu dinheiro se estiverem presentes uma das duas bandas dentre as minhas favoritas cujos shows eu ainda não assisti. Manic Street Preachers ou Weezer.

Caso contrário, verei pela TV. Mesmo correndo o risco deles censurarem a imagem do Tom Morello (Rage Against The Machine) usando um boné do MST. Tom inclusive comentou em seu twitter "I understand the network cut away when I put on the PST hat. That means we're winning".

Amanhã tem mais.

Sandro

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ENCONTROS E DESENCONTROS - Filme & Música


Enquanto nosso bravo blogueiro Sandro está se recuperando da maratona SWU, eu vou comentar de mais um filme “legal” que tive o prazer de assistir nesse feriadão, “Encontros e Desencontros” (Lost In Translation).

Filme de 2003,com direção de Sofia Coppola, conta a história de um ator de meia-idade (Bob Harris, interpretado por Bill Murray) que está em Toquio para filmar uma série de comerciais para uma marca de Whisky. Casado, sua vida comjugal entrou numa fase entediante, e toda essa chatisse está atormentando seu dia-a-dia.No hotel em que está hospedado, conhece Charlotte (Scarlett Johansson), que devido ao fato de seu marido ter de trabalhar em outras cidades do Japão, também se sente sozinha. Após se conhecerem, começam a passar momentos juntos, e entre os dois começa a se estabelecer uma relação de forte amizade, que vai se fortalecendo a cada dia.

Pra variar, o grande lance do filme também é a trilha sonora, a qual conta com canções de My Bloody Valentine , Air, The Jesus and Mary Chain, Kevin Shields, Girls, dentre outros.

A fotografia do filme é belíssima, proporcionando imagens de rara beleza natural, não muito notada nos dias de hoje. A relação entre as culturas ocidental e oriental beira a diversão e o stress, muito bem retratado. Vide que ganhou o Oscar com melhor roteiro original de 2004 (apesar que esse prêmio é questionável).

Podem conferir que vale a pena, segue trailer.



Anselmo



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Filme APENAS UMA VEZ - Banda THE FRAMES

Desde o seu lançamento em 2007, o filme “ONCE” (Apenas Uma Vez) me chamou a atenção de cara, mas nunca tive a aportunidade de conferir o trabalho. Nesse final de semana comprei o DVD, alguns pontos para conhecimento:

É um filme irlandês escrito e dirigido por John Carney, que se passa em Dublin, protagonizado pelo músicos Glen Hansard (The Frames) e Markéta Irglová , os quais compuseram e executaram todas as canções originais do filme. Mesmo com um baixo orçamento de 160.000 dólares, o filme foi vencedor do Oscar de melhor canção em 2008.

Sinopse: (conforme a contra-capa do DVD): “Ele é um talentoso músico, que ganha a vida com seu violão nas ruas de Dublin e ajuda o pai em uma loja de aspiradores de pó. Ela é tcheca que anda pelas mesmas ruas, vendendo rosas para sustentar sua família e tem como hobby o piano. O acaso fez com eles se encontrassem e a paixão pela música fará com que eles vivam uma experiência inesquecível. Uma linda história de amor embalada por músicas que traduzem os caminhos do coração.”

Aproveitando o tema do filme, importante mesmo é falar do “The Frames”, uma banda irlandesa sediada em Dublin, fundada em 1990 por Glen Hansard. O grupo lançou seis álbuns. Além de Hansard, formação atual da banda inclui o membro original Colm Con Mac Iomaire, Joe Doyle, Rob Bochnik e Graham Hopkins.

Sugestão é que voce assista ao filme e pesquise o trabalho dos artistas que nele trabalham, vale a pena. Abaixo o vídeo de "Falling Slowly", com cenas do filme, e um do "The Frames".


Anselmo





sábado, 9 de outubro de 2010

ESQUENTA - SWU

É Hoje. Em menos de uma hora este blogueiro estará partindo com destino a para Itú para assistir o primeiro dia do badalado festival SWU.

Para quem não vai e gosta dos artistas que tocarão por lá, fica a dica de que o Multishow transmitirá parte da balada. A programação anunciada pelo canal de televisão da Globosat é a seguinte:
Sábado:
19h45 - Los Hermanos
21h - Mars Volta
22h - Rage Against The Machine

Domingo:
20h - Joss Stone
21h - Dave Matthews Band
23h - Kings Of Leon (45 minutos)

Segunda:
20h30 - Melhores momentos dos dois primeiros dias
21h - Queens Of The Stone Age
22h30 - Pixies
0h - Avenged Sevenfold (íntegra do show gravado)

Para quem vai, fica um "esquenta" básico com algumas das atrações de hoje:
Infectious Grooves, MSTRKRFT, Apples in Stereo, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

Quarta-feira, eu escrevo um post com minhas impresões sobre o festival.


Sandro


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MONSTER MAGNET - Mastermind


Hoje o post é bem curto, direto  e sem frescura. Assim como o novo disco do Monster Magnet, "Matermind". A troupe de Dave Wyndorf  volta com força total nesse mês de outubro com sons poderosos , pelo selo austriaco Napalm Records. Confira o set list:

01. Hallucination Bomb
02. Bored With Sorcery
03. Dig That Hole
04. Gods and Punks
05. The Titan Who Cried Like A Baby
06. Mastermind
07. 100 Million Miles
08. Perish In Fire
09. Time Machine
10. When The Planes Fall From The Sky
11. Ghost Story
12. All Outta Nothin'

Pra "esquentar", segue vídeo de "Gods and Punks":


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

SHOWS EM 2010 - TRÊS MESES DE ARREPIAR

Sem dúvida alguma este ano ficará marcado para gente que como estes blogueiros adora assistir shows de seus artistas preferidos. A quantidade, variedade e qualidade de atrações que apareceram ou irão aparecer no Brasil em 2010 é impressionante.

Lembrando os mais bacanas que tocaram por nossas terra até agora temos:
Coldplay (aqui), Franz Ferdinand (aqui),  Social Distortion (aqui), Placebo (aqui), Moby (aqui), Camera Obscura (aqui), Girls (aqui), Mark Lanegan (aqui), Vive La Fete (aqui), Erykah Badu, Lauryn Hill, She Wants Revenge (aqui), The Adicts, Diana Krall, Supersuckers, New Model Army (aqui) e Dinosaur Jr.

E para continuarmos espertos segue mais uma listinha com o melhor do que ainda está por vir até o final do ano. O último post que eu havia soltado nestes moldes foi em 01 de agosto (leia aqui). 
Perceba que boas novas surgiram desde então. Por isso fique ligado, faça suas escolhas e garanta seu ingresso.

Por ordem de data dos shows em São Paulo (vários passam por outros Estados):
  • Dia 9 de outubro (sábado) na Fazenda Maeda em Itú. Festival SWU com The Mars Volta, Infectious Grooves, MSTRKRFT, The Apples in Stereo, Rage Against the Machine entre outros. R$ 210,00 á venda no site da ingresso rápido e no estacionamento do Ginásio do Ibirapuera .
  • Dia 10 de outubro (domingo). Festival SWU com Sublime with Rome, Joss Stone, Kings of Leon, Regina Spektor, Dave Matthews Band e outros. R$ 210,00 á venda no site da ingresso rápido e no estacionamento do Ginásio do Ibirapuera .
  • Dia 11 de outubro (segunda-feira). Festival SWU com Cavalera Conspiracy, Incubus, Tiesto, Yo La Tengo, Pixies, Queens of the Stone Age, Linkin Park e outros. R$ 210,00 á venda no site ingressorápido e no estacionamento do Ginásio do Ibirapuera .
  • Dia 11 de outubro (segunda-feira) no Credicard Hall. Echo and The Bunnymen. R$ 120,00 á venda na bilheteria da casa ou no site da ticketmaster.
  • Dia 16 de outubro (sábado) na Chácara do Jóckey. Festival Natura About Us com Jamiroquai, Snow Patrol e Air. R$ 190,00 á venda no posto do Shopping Morumbi ou no site livepass .
  • Dia 20 de outubro (quarta-feira) na Arena Anhembi. Green Day. R$ 180,00 á venda em postos nos shoppings Anália Franco e Morumbi, além do site livepass.
  • Dia 04 de novembro (quinta-feira) na Via Funchal. Corinne Bailey Rae. R$ 300,00 á venda na bilheteria da casa ou no site da Via Funchal.
  • Dia 05 e 06 de novembro (sexta e sábado) no Hangar 110. Jello Biafra and The Guantamo School of Medicine. R$ 70,00 á venda na Flame ou no site ticketbrasil.
  • Dia 10 de novembro (quarta-feira) na Via Funchal. Belle and Sebastian. R$ 180,00 á venda na bilheteria da casa ou no site deles.
  • Dia 16 de novembro (terça-feira) no HSBC Brasil. Massive Attack. R$ 120,00 á venda no site da ingressorápido.
  • Dia 18 de novembro (quinta-feira) no Citibank Hall. Stereophonics. R$ 140,00 á venda na bilheteria da casa ou no site da ticketmaster.
  • Dia 20 de novembro (sábado) no Playcenter. Planeta Terra Festival com Smashing Pumpkins, Pavement, Phoenix, Hot Chip, Passion Pit, Of Montreal, Mika e outros. Ingressos esgotados.
  • Dia 21 de novembro (domingo) no estádio do Morumbi. Paul McCartney. Informações sobre os ingressos durante sta semana.
  • Dia 22 de novembro (segunda-feira) na Via Funchal. Scissor Sisters. R$ 200,00 á venda na bilheteria da casa.
  • Dia 25 de novembro (quinta-feira) no Clash Club. Buzzcocks e Adolescentes. R$ 60,00 á venda na London Calling ou no site ticketbrasil.
  • Dia 03 de dezembro (sexta-feira) na Via Funchal. Pennywise. R$ 120,00 aá venda na bilheteria da casa.
  • Dia 14 de dezembro (terça-feira) na Via Funchal. Stone Temple Pilots. Ainda não tenho informações sobre os ingressos.
Abaixo selecionei vídeos com apresentações recentes dos shows que eu não perderei por nada. Pixies, Queens Of The Stone Age, Belle and Sebastian e The Buzzcocks.







segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PAUL McCARTNEY NO BRASIL


Vamos deixar uma coisa bem clara aqui, entre os Beatles e os Rolling Stones, sempre achei os Stones mais legais. Nem tanto na questão musical, porém, integrantes de banda rock tem que ter estilo, e Brian Jones e sua turma sempre foram mais vorazes (tá certo que há controvérsias se analisarmos Bill Wyman e Charlie Watts).

Do lado dos “Garotos de Liverpool”, eu gosto mesmo é de Stuart Sutcliffe, e depois o John Lennon. Acho legal o Ringo e o George, mas nem de longe tem a mesma importância.

Mas se é pra falar sobre o mais sério, determinado, estudioso, visão de negócios, criador de hits, e porque não dizer, o mais “Mala”, não podemos deixar de saudar “Sir” James Paul McCartney (Liverpool, 18 de junho de 1942).

Um dos maiores ídolos “POP” de todos os tempos vem ao Brasil para a realização de dois shows: 07 de novembro em Porto Alegre (estádio do Beira Rio) e 21 de novembro em São Paulo (estádio do Morumbi- onde mais seria?!).

Importante ressaltar como cantor POP, porque desde os Beatles , mas especificamente com “Rubber Soul” (1965) Mr. Paul não ficou “preso” aos compassos do puro Rock´n´Roll. A evolução musical, que se percebia nas canções e composições em parceria com Lennon já demonstravam sua genialidade (e também da dupla, é claro).

Não vou ficar “comentando” muito da biografia de McCartney, porque tem muito material na internet, e caso fale alguma “abobrinha” os beatlemaniacos me matam. Mas pra quem quiser se aprofundar em sua história, e carreira com os Beatles e o Wings, recomendo sua biografia autorizada intitulada “Many Years From Now, de autoria do britânico Barry Miles.

É isso pessoal, quanto ao show no Brasil, podemos esperar uma banda “poderosa”, bem diferente daquelas da época do Wings, ou dos anos 90. E torço pra haver muito som dos Beatles em SP.

Segue provável “set list” ( e vídeo):



1. Venus And Mars/Rock Show
2. Jet

3. All My Loving

4. Letting Go

5. Drive My Car

6. Highway (The Fireman cover)

7. Let Me Roll It / Foxy Lady (HendriX cover)

8. The Long and Winding Road

9. Nineteen Hundred and Eighty-Five

10. Let 'Em In

11. My Love

12. I've Just Seen a Face

13. And I Love Her

14. Blackbird

15. Here Today

16. Dance Tonight
17. Mrs Vanderbilt

18. Eleanor Rigby

19. Ram On

20. Something
21. Sing the Changes (The Fireman cover)

22. Band on the Run

23. Ob-La-Di, Ob-La-Da

24. Back in the U.S.S.R.

25. I've Got a Feeling

26. Paperback Writer

27. A Day in the Life / Give Peace A Chance

28. Let It Be

29. Live and Let Die

30. Hey Jude

 

31. Encore:

31. Day Tripper

32. Lady Madonna

33. Get Back



34. Encore 2:

34. Yesterday

35. Helter Skelter

36. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
37. The End




Anselmo

sábado, 2 de outubro de 2010

LIVROS SOBRE POLÍTICA - Experimente para ver se essa coisa é chata mesmo...

A primeira vez que a palavra política foi escrita aqui no blog foi num post de um ano atrás sobre um filme chamado "O Lobo" (leia aqui). Na ocasião citei o acordo que fizemos ao criar o Minerva Pop. Evitar ao máximo escrever sobre futebol, política e religião. Posteriormente conseguimos inserir estes temas sem precisar expor nossas (quase sempre veementes) opiniões / paixões e desta forma ascender polêmicas que não são objeto deste espaço.

Depois do ótimo post do Anselmo (aqui) onde ele lista uma série de filmes sobre a história política brasileira e diante de um final de semana tão importante para o futuro de nosso país, vou continuar no assunto.

Minha idéia hoje é escrever a respeito de alguns livros que tratam sobre política (leia todos posts relacionados aqui). São óticas e abordagens bem distintas, mas que podem de alguma maneira contribuir para uma melhor compreensão deste assunto. Para isso não fiz nenhuma pesquisa e optei simplesmente por citar livros que estão em minha prateleira particular.

Quem sabe algum destes não traz um assunto que desperte seu interesse pelo tema...

Vamos lá.
  • "Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro" - de Raymundo Faoro. O livro é sobre a formação sócio-política do Brasil e pretende mostrar como o real poder do país sempre esteve concentrado nas mãos de poucos. O livro possui um tom mais didático e pode cansar aqueles que não curtem muito história, mas acho que é fundamental para entender um pouco do que se passa no Brasil por fora do governo sob uma ótica acadêmica.
  • "A Mosca Azul. Reflexão sobre o Poder" - de Frei Betto. O ex-prisioneiro político autor com muitas obras publicadas nos conta á partir de sua experiência pessoal a transformação que o poder traz na rotina e comportamento dos políticos. Leitura fácil e crítica. Pode até parecer um certo despeito de quem lutou para chegar ao poder e depois no governo acabou ficando alijado, mas é bem mais que isso. Frei Betto foi assessor do presidente Lula de 2003 a 2004.
  • "Morcegos Negros" - de Lucas Figueiredo. O esquema PC Farias e suas relações com o mundo do crime organizado dissecado neste brilhante trabalho.
  • "O Operador" - de Lucas Figueiredo. O livro conta a história de ninguém menos que Marcos Valério e nos mostra com uma riqueza de detalhes que só o jornalismo investigativo sério pode trazer como um homem que saiu do nada tornou-se milionário através de esquemas de caixa 2 nas campanhas de PSDB e PT.
  • "Ministério do Silêncio" - de Lucas Figueiredo. Livro sobre a história do serviço secreto brasileiro. Muita coisa suja e estarrecedora comprovada com vasta documentação.
  • " A Ditadura Envergonhada" - Elio Gaspari. Um minucioso relato do golpe militar de 1964 e seus primeiros anos, quando ainda ganhava corpo a forma truculenta e cruel de governar que seria imposta ao Brasil por um longo tempo. Mostra esta primeira fase e vai até 1969.
  • "A Ditadura Escancarada" - de Elio Gaspari. Continuidade no estudo do regime retrata o período de 1969 até 1974, época mais dura da ditadura militar no Brasil. São os "anos de chumbo" contra o "milagre econômico".
  • "A Ditadura Derrotada" - Elio Gaspari. Relata os bastidores do desmonte do sistema e a ruína da era ditatorial em nosso país. Talvez seja o volume onde Gaspari mais sai do estilo jornalistico e narra a história quase como se fosse um romance.
  • "Dossiê Brasília. Os Segredos dos Presidentes" - de Geneton Moraes Neto. São entrevistas exclusivas feitas com os quatro primeiros presidentes do Brasil no período pós ditadura. Caso você não saiba são eles José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. O fato destas entrevistas terem sido feitas para o Programa Fantástico da Rede Globo pode gerar um preconceito que na minha visão não cabe. No livro temos as transcrições completas das conversas e o foco não é julgar ou analisar este ou aquele governante, apesar de que todos obviamente procuram sempre enaltecer seus feitos. O bacana aqui fica justamente em detalhes da rotina do poder que só quem está lá vive. As pequenas histórias para mim são as mais interessantes.
  • "O Presidente que Sabia Javanês" - de Carlos Heitor Cony e Angeli. É uma compilação de crônicas e charges dos autores publicadas originalmente no jornal Folha de São Paulo (quando este ainda era sério) no período de 1994 a 2000 e cujo único tema era o então preseidente Fernando Henrique Cardoso. Um retrato bem humorado, extremamente lúcido e crítico de uma época em que segundo Cony "regredimos ao estágio de colônia". Importante dizer que não se trata de oposicionistas, pelo contrário, e que não há viés partidário algum na edição.
  • "Cartas a Che Guevara" - de Emir Sader. Por ocasião dos 30 anos de sua morte, o autor pretende dialogar com a lenda Che Guevara no intuito de entender a razão do fascínio e impacto que sua figura ainda traz a milhares de jovens pelo mundo mesmo que estes na grande maioria das vezes nunca tenham lido nada a seu respeito.
  • "Textos Anarquistas" - de Bakunin. Se você é daqueles que não acredita em política, que anula o voto e acha que está tudo errado este é para você. Pelo menos vai te trazer um embasamento para estas discussões utópicas sobre a liberdade plena. Bakunin era russo, viveu no século 19 e se opunha a todo e qualquer regime de governo que não fosse a liberdade total.
  • "10 Dias que Abalaram o Mundo" - de John Reed. O jornalista norte-americano estava lá e acompanhou de perto a revolução comunista de 1917. O livro é um relato detalhado da situação da Rússia naquela época e mostra como foi construido o alicerce para um regime que durou mais de meio século.
  • "O Príncipe" - de Maquiavel. Este é fundamental. Publicado em 1532 e mais comentado do que lido, aqui Maquiavel traçou o que foi durante muito tempo uma espécie de bíblia para diversos governantes. Um estilo que atravessa gerações e ainda continua vivo. Frio, Maquiavel define a politica como um jogo de forças onde vale tudo para que não se perca o controle. "Se os homens fossem melhores, não seria necessário o uso da força e da fraude" escreve ele. O Governo deve agir com crueldade se necessário. O fundamental é garantir os interesses do Estado, mesmo que para isso preceitos morais tenham que ser atropelados no meio do caminho.

É isso. Um pouco de tudo, jogado de forma aleatória de acordo com o que eu olhava aqui na estante. Não vou recomendar expressamente nada, até porque para quem não gosta, o que está aí em cima é muito chato. Mas para quem tiver interesse em buscar mais informações, tem um pouco de tudo.


Sandro

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...