minervapop

sábado, 31 de outubro de 2009

A FITA BRANCA - Crueldade como forma de arte

Após assistir ao filme “Funny Games” no final do anos 90, acho que fiquei uns 10 minutos “congelado” na frente da TV refletindo sobre “que porra o diretor queria dizer com aquilo”. O pior é que comprei o filme pelo “pay per view” num quarto de Hotel na Alemanha e nem dava pra voltar para algum ponto específico do filme para tentar entende-lo melhor. (Tem a versão americana, mas não tem o mesmo impacto).

A primeira coisa que fiz foi descobrir quem era o diretor, me deparei com Michael Haneke. Criado na Austria, nasceu em Munique em 1942. Aqui no Brasil seu sucesso mais comercial é “A Pianista” (2001).

Em 2005 lança “Caché”, com Juliette Binoche no elenco, filme sobre suspense psicológico onde o espectador se torna cumplíce direto do tormento de uma família que está sendo ameaçada por um invasor misterioso.

Para minha grata surpresa, está em cartaz no HSBC Belas Artes 2 o novo filme de Haneke chamado “A Fita Branca (Das Weisse Band)” , ganhador da Palma de Ouro de Melhor Filme na 62a. edição do Festival de Cannes (24 de maio de 2009).

O filme se passa num vilarejo ao norte da Alemanha, ás vesperas da primeira guerra mundial, lugar onde todos se conhecem e tem uma vida aparentement tranquila e regrada, que começa a ser ameaçada por uma série de maldades de autoria anônima que vai crescendo durante o filme.

Concebido em Preto&Branco e tendo o “Professor” narrando os acontecimentos , alguns críticos entendem que esse filme é uma interpretação do diretor sobre a origem do nazismo.

Como todo filme de Michael Haneke, não espere uma história fácil. Eu particularmente acredito que o foco não será “quem” faz as maldades, mas sim “quais” são os fatores que simplesmente as inibem dentro de uma ambiente social comum.

Outros filmes de Haneke : O Sétimo Continente (Der Siebente Kontinent 1988), O Vídeo de Benny (Benny’s Video, 1992), 71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls (1994), Código Desconhecido (Code Inconnu: Récit Incomplete de Divers Voyages, 2000), Le Temps du Loup (2003).

Deixo abaixo os trailers de "Violencia Gratuíta"(1997) e "A Fita Branca" (2009).


Anselmo






A FITA BRANCA - Crueldade como forma de arte

Após assistir ao filme “Funny Games” no final do anos 90, acho que fiquei uns 10 minutos “congelado” na frente da TV refletindo sobre “que porra o diretor queria dizer com aquilo”. O pior é que comprei o filme pelo “pay per view” num quarto de Hotel na Alemanha e nem dava pra voltar para algum ponto específico do filme para tentar entende-lo melhor. (Tem a versão americana, mas não tem o mesmo impacto).

A primeira coisa que fiz foi descobrir quem era o diretor, me deparei com Michael Haneke. Criado na Austria, nasceu em Munique em 1942. Aqui no Brasil seu sucesso mais comercial é “A Pianista” (2001).

Em 2005 lança “Caché”, com Juliette Binoche no elenco, filme sobre suspense psicológico onde o espectador se torna cumplíce direto do tormento de uma família que está sendo ameaçada por um invasor misterioso.

Para minha grata surpresa, está em cartaz no HSBC Belas Artes 2 o novo filme de Haneke chamado “A Fita Branca (Das Weisse Band)” , ganhador da Palma de Ouro de Melhor Filme na 62a. edição do Festival de Cannes (24 de maio de 2009).

O filme se passa num vilarejo ao norte da Alemanha, ás vesperas da primeira guerra mundial, lugar onde todos se conhecem e tem uma vida aparentement tranquila e regrada, que começa a ser ameaçada por uma série de maldades de autoria anônima que vai crescendo durante o filme.

Concebido em Preto&Branco e tendo o “Professor” narrando os acontecimentos , alguns críticos entendem que esse filme é uma interpretação do diretor sobre a origem do nazismo.

Como todo filme de Michael Haneke, não espere uma história fácil. Eu particularmente acredito que o foco não será “quem” faz as maldades, mas sim “quais” são os fatores que simplesmente as inibem dentro de uma ambiente social comum.

Outros filmes de Haneke : O Sétimo Continente (Der Siebente Kontinent 1988), O Vídeo de Benny (Benny’s Video, 1992), 71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls (1994), Código Desconhecido (Code Inconnu: Récit Incomplete de Divers Voyages, 2000), Le Temps du Loup (2003).

Deixo abaixo os trailers de "Violencia Gratuíta"(1997) e "A Fita Branca" (2009).


Anselmo






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

COLIN - ZUMBI AUTODIDATA


A essa altura do ano muitos de nossos queridos amigos e bravos leitores devem ter ouvido falar do filme COLIN.

Escrito e dirigido pelo britânico Marc “Vincent” Price, o longa-metragem de 2008 conta a história do protagonista que se transforma em zumbi ao ser atacado por um amigo infectado pelo vírus dos “mortos-vivos”. No decorrer da trama, sua irmã Linda tenta ajudar o irmão, mas acaba sendo “tragada” pelo “apocalipse dos zumbis”.

Bom, até aí não tem nada de novo, somente o fato de Marc ter gasto cerca de US$70 (R$123) em uma produção independente, filmar com uma câmera amadora portátil e levar 18 meses para finalizar a obra.

Os atores foram voluntários recrutados em sites de relacionamento Facebook, MySpace e YouTube, e os efeitos especiais estudados e elaborados pelo próprio diretor.

Resultado final do “autodidata” foi um contrato de distribuição com a Kaleidoscope Entertainment e comentários no último Festival de Cannes sobre seu trabalho.

Esso tipo de iniciativa prova que uma boa idéia com garra, paixão e determinação para realizá-la são mais importantes do que muito dinheiro e prestígio.

São exemplos como esse que mantém o Blog Minerva Pop cada vez mais firme em sua empreitada de divulgar a Cultura Pop nacional e internacional.

Anselmo


COLIN - ZUMBI AUTODIDATA


A essa altura do ano muitos de nossos queridos amigos e bravos leitores devem ter ouvido falar do filme COLIN.

Escrito e dirigido pelo britânico Marc “Vincent” Price, o longa-metragem de 2008 conta a história do protagonista que se transforma em zumbi ao ser atacado por um amigo infectado pelo vírus dos “mortos-vivos”. No decorrer da trama, sua irmã Linda tenta ajudar o irmão, mas acaba sendo “tragada” pelo “apocalipse dos zumbis”.

Bom, até aí não tem nada de novo, somente o fato de Marc ter gasto cerca de US$70 (R$123) em uma produção independente, filmar com uma câmera amadora portátil e levar 18 meses para finalizar a obra.

Os atores foram voluntários recrutados em sites de relacionamento Facebook, MySpace e YouTube, e os efeitos especiais estudados e elaborados pelo próprio diretor.

Resultado final do “autodidata” foi um contrato de distribuição com a Kaleidoscope Entertainment e comentários no último Festival de Cannes sobre seu trabalho.

Esso tipo de iniciativa prova que uma boa idéia com garra, paixão e determinação para realizá-la são mais importantes do que muito dinheiro e prestígio.

São exemplos como esse que mantém o Blog Minerva Pop cada vez mais firme em sua empreitada de divulgar a Cultura Pop nacional e internacional.

Anselmo


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MÚSICAS COM VOCAIS FEMININOS MARCANTES

Hoje o post será curto, porém com material de primeira qualidade. Retorno a um tema que gosto muito. Vocais femininos (leia mais aqui).

Escolhi algumas de minhas performances preferidas dos últimos tempos dando preferência aos vocais com uma pegada mais sexy. Nada a ver com apelações do estilo Rihana, Nely Furtado, Britney Spears, etc. Acontece naturalmente. Tudo na voz.

Nestas músicas, independente de serem mais leves ou mais pesadas, as entonações das vocalistas remetem a um tipo de apelo que só as mulheres conseguem ter. Não faço aqui a afrmação de que todas são cantoras maravilhosas, apenas que elas possuem um algo mais.

No player temos:
Yeah Yeah Yeahs com a música "Zero" no vocal da Karen O
Vive La Fete com a música "Hot Shot" no vocal da Els Pynoo
Dragonette com a música "I Get Around" no vocal da Martina Sorbara
The Kills com a música "Hook and Line" no vocal da Alison Mosshart
Elastica com a música "Connection" no vocal da Justine Frischmann

Como ilustração visual, temos o vídeo da música "I Think I'm Paranoid" da banda Garbage no vocal da Shirley Manson.


Sandro




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MÚSICAS COM VOCAIS FEMININOS MARCANTES

Hoje o post será curto, porém com material de primeira qualidade. Retorno a um tema que gosto muito. Vocais femininos (leia mais aqui).

Escolhi algumas de minhas performances preferidas dos últimos tempos dando preferência aos vocais com uma pegada mais sexy. Nada a ver com apelações do estilo Rihana, Nely Furtado, Britney Spears, etc. Acontece naturalmente. Tudo na voz.

Nestas músicas, independente de serem mais leves ou mais pesadas, as entonações das vocalistas remetem a um tipo de apelo que só as mulheres conseguem ter. Não faço aqui a afrmação de que todas são cantoras maravilhosas, apenas que elas possuem um algo mais.

No player temos:
Yeah Yeah Yeahs com a música "Zero" no vocal da Karen O
Vive La Fete com a música "Hot Shot" no vocal da Els Pynoo
Dragonette com a música "I Get Around" no vocal da Martina Sorbara
The Kills com a música "Hook and Line" no vocal da Alison Mosshart
Elastica com a música "Connection" no vocal da Justine Frischmann

Como ilustração visual, temos o vídeo da música "I Think I'm Paranoid" da banda Garbage no vocal da Shirley Manson.


Sandro




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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A ESTRATÉGIA DE LILITH - O BOM E VELHO SUBMUNDO


Como todos já devem ter percebido, os titulares aqui do Minerva Pop adoram ler. Tanto eu como o Anselmo somos apaixonados pela literatura. No meu caso, desenvolvi um tipo de ecletismo que me permite intercalar sem constrangimentos livros sobre música, política, terror, biografias, clássicos universais, cinema, literatura contemporânea, policial, artes, administração, história, clássicos da literatura portuguesa, jornalismo e claro literatura pop.

O caso é que para mim, escrever um bom livro parece tarefa para um ser superior. Não estou falando de gênios como Dostoiévski, Cervantes, Jane Austen, Kafka, George Orwell, Albert Camus, Joseph Conrad, Edgar Alan Poe, Saramago, Machado de Assis, Eça de Queiros e outros.

Estou falando de ótimos autores da chamada literatura pop (leia mais aqui e aqui), que mesmo não sendo muito bem vistos por críticos mais eruditos, possuem uma narrativa tão fascinante que nos fazem invejá-los.

Porém o post é de um livro que foge um pouco desta minha regra. É um livro muito bom, de literatura pop, mas escrito com uma simplicidade que desmistifica a questão do escritor como um ser superior (de novo, não valem os gênios!).

Falo de "A Estratégia de Lilith", escrito por Alex Antunes e lançado em 2001 pela editora Conrad.

Antunes não é propriamente um escritor (este é seu primeiro e único livro publicado), mas sim um jornalista cultural de tradição. Foi editor das revistas Bizz e Set, trabalhou nas redações do Estado de SP, Folha de SP, Veja e atualmente colabora com a revista Rolling Stone Brasil.

Em "A Estratégia de Lilith", assim como o autor, o personagem principal chama-se Alex Antunes e mora na Rua Augusta, famoso e clássico reduto boêmio de São Paulo. O cara é ousado, escrevendo um livro com clara inspiração autobiográfica e dando um tempero especial de ficção que apimenta ainda mais a trama.

Começa com o jornalista sendo demitido de seu emprego pela chefe que também é sua amante. O resultado disso é que além do trabalho, vai-se embora também o relacionamento baseado no sexo que os dois levavam.

Desempregado, Alex nos mostra o cotidiano de seu mundo vivido na atmosfera marginal da Augusta e povoado por diferentes tipos de personagens femininas, tais como a diarista gostosa que vira amante, a prostituta vizinha e fornecedora que vira amiga, a esposa de um promotor de shows do Recife que vira um caso rápido, a jornalista namorada de um crítico que é assediada e a cubana tão maravilhosa quanto misteriosa que praticamente o enlouquece. Tudo recheado de altas doses de sexo, sem muito pudor na escrita.

Mas Alex é um homem angustiado e pronto para viver experiências que possam lhe trazer a resposta para o dilema: "O que, afinal, as mulheres querem?". Isso o leva a se iniciar em rituais neo-xamânicos de transe, onde o chá com "plantas de poder" vai ficando cada vez mais forte e as sensações cada vez mais estranhas.

Nesta cenário aparece Sish. Uma voz feminina que é despertada durante um destes transes e passa a aconselhá-lo, além de co-escrever o livro. Esta personagem é um espírito que leva Alex a mudar sua visão machista e oportunista de ver o mundo, empurando-o cada vez mais para um lado místico.

A apresentação oficial do livro diz: "A Estratégia de Lilith dá uma vista lunar e impiedosa dos universos paralelos do sexo e dos misticismo. Misturando gente falsa com nomes verdadeiros, gente verdadeira com nomes falsos, situações reais deslocadas no tempo e no espaço, situações inventadas e rigorosamente verídicas (as mais absurdas da trama), Alex e Sish nos dão um estranho retrato dos ritmos secretos de uma megalópole como São Paulo. Estranho e estranhamente parecido com a vida".

Enfim, trata-se de uma experiência que recomendo.

Não vai marcar a vida de ninguém mas é diferente e muito gostoso de ler. Além de agradável, a leitura é muito fácil, o que faz que você termine a obra em menos de uma semana. Só não é muito indicado para pessoas muito pudicas que podem se escandalizar com alguns relatos.

Como informação final, vale dizer que o livro está sendo adaptado para os cinemas pelas mãos do diretor Francisco César Filho. O filme vai se chamar "Augustas". Em breve veremos Sish na telas.


Sandro

A ESTRATÉGIA DE LILITH - O BOM E VELHO SUBMUNDO



Como todos já devem ter percebido, os titulares aqui do Minerva Pop adoram ler. Tanto eu como o Anselmo somos apaixonados pela literatura. No meu caso, desenvolvi um tipo de ecletismo que me permite intercalar sem constrangimentos livros sobre música, política, terror, biografias, clássicos universais, cinema, literatura contemporânea, policial, artes, administração, história, clássicos da literatura portuguesa, jornalismo e claro literatura pop.

O caso é que para mim, escrever um bom livro parece tarefa para um ser superior. Não estou falando de gênios como Dostoiévski, Cervantes, Jane Austen, Kafka, George Orwell, Albert Camus, Joseph Conrad, Edgar Alan Poe, Saramago, Machado de Assis, Eça de Queiros e outros.

Estou falando de ótimos autores da chamada literatura pop (leia mais aqui e aqui), que mesmo não sendo muito bem vistos por críticos mais eruditos, possuem uma narrativa tão fascinante que nos fazem invejá-los.

Porém o post é de um livro que foge um pouco desta minha regra. É um livro muito bom, de literatura pop, mas escrito com uma simplicidade que desmistifica a questão do escritor como um ser superior (de novo, não valem os gênios!).

Falo de "A Estratégia de Lilith", escrito por Alex Antunes e lançado em 2001 pela editora Conrad.

Antunes não é propriamente um escritor (este é seu primeiro e único livro publicado), mas sim um jornalista cultural de tradição. Foi editor das revistas Bizz e Set, trabalhou nas redações do Estado de SP, Folha de SP, Veja e atualmente colabora com a revista Rolling Stone Brasil.

Em "A Estratégia de Lilith", assim como o autor, o personagem principal chama-se Alex Antunes e mora na Rua Augusta, famoso e clássico reduto boêmio de São Paulo. O cara é ousado, escrevendo um livro com clara inspiração autobiográfica e dando um tempero especial de ficção que apimenta ainda mais a trama.

Começa com o jornalista sendo demitido de seu emprego pela chefe que também é sua amante. O resultado disso é que além do trabalho, vai-se embora também o relacionamento baseado no sexo que os dois levavam.

Desempregado, Alex nos mostra o cotidiano de seu mundo vivido na atmosfera marginal da Augusta e povoado por diferentes tipos de personagens femininas, tais como a diarista gostosa que vira amante, a prostituta vizinha e fornecedora que vira amiga, a esposa de um promotor de shows do Recife que vira um caso rápido, a jornalista namorada de um crítico que é assediada e a cubana tão maravilhosa quanto misteriosa que praticamente o enlouquece. Tudo recheado de altas doses de sexo, sem muito pudor na escrita.

Mas Alex é um homem angustiado e pronto para viver experiências que possam lhe trazer a resposta para o dilema: "O que, afinal, as mulheres querem?". Isso o leva a se iniciar em rituais neo-xamânicos de transe, onde o chá com "plantas de poder" vai ficando cada vez mais forte e as sensações cada vez mais estranhas.

Nesta cenário aparece Sish. Uma voz feminina que é despertada durante um destes transes e passa a aconselhá-lo, além de co-escrever o livro. Esta personagem é um espírito que leva Alex a mudar sua visão machista e oportunista de ver o mundo, empurando-o cada vez mais para um lado místico.

A apresentação oficial do livro diz: "A Estratégia de Lilith dá uma vista lunar e impiedosa dos universos paralelos do sexo e dos misticismo. Misturando gente falsa com nomes verdadeiros, gente verdadeira com nomes falsos, situações reais deslocadas no tempo e no espaço, situações inventadas e rigorosamente verídicas (as mais absurdas da trama), Alex e Sish nos dão um estranho retrato dos ritmos secretos de uma megalópole como São Paulo. Estranho e estranhamente parecido com a vida".

Enfim, trata-se de uma experiência que recomendo.

Não vai marcar a vida de ninguém mas é diferente e muito gostoso de ler. Além de agradável, a leitura é muito fácil, o que faz que você termine a obra em menos de uma semana. Só não é muito indicado para pessoas muito pudicas que podem se escandalizar com alguns relatos.

Como informação final, vale dizer que o livro está sendo adaptado para os cinemas pelas mãos do diretor Francisco César Filho. O filme vai se chamar "Augustas". Em breve veremos Sish na telas.


Sandro

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CORPO ESTRANHO - Segunda Temporada

Pessoal, o "post" de hoje será curto e grosso. Como o assunto em questão.

Passamos por aqui somente pra informar que está disponível, no site do Teatro Para Alguém, a segunda temporada completa da miniemsérie "Corpo Estranho", escrito pelo Mutarelli. Série com 20 episódios que terminou na terça passada.

A "trama" tem participação de figuras ilustres como Jose Mojica Marins, Paulo Cesar Peréio, Mutarelli. Voces têm nocão do que é isso? É o mesmo que assistir Ed Wood, Bukowski e Dostoiévski na tela do seu computador. "Se é que voce me entende?!"

Acesse, assista , divirta-se.

Segue o primeiro episódio para voce conferir.


Anselmo


CORPO ESTRANHO - Segunda Temporada

Pessoal, o "post" de hoje será curto e grosso. Como o assunto em questão.

Passamos por aqui somente pra informar que está disponível, no site do Teatro Para Alguém, a segunda temporada completa da miniemsérie "Corpo Estranho", escrito pelo Mutarelli. Série com 20 episódios que terminou na terça passada.

A "trama" tem participação de figuras ilustres como Jose Mojica Marins, Paulo Cesar Peréio, Mutarelli. Voces têm nocão do que é isso? É o mesmo que assistir Ed Wood, Bukowski e Dostoiévski na tela do seu computador. "Se é que voce me entende?!"

Acesse, assista , divirta-se.

Segue o primeiro episódio para voce conferir.


Anselmo


domingo, 25 de outubro de 2009

TEATRO PARA ALGUÉM - Entre, que a casa é sua!


Nós do Minerva Pop sempre tivemos uma grande admiração pelo cinema e teatro brasileiros.

Entendemos que, apesar de uma produção nacional de cinema não ter o mesmo investimento que uma estrangeira (leia-se Hollywoodiana), seus atores, diretores e escritores, tem talento que superam as limitações de sua realização. No teatro, as vezes o problema é o inverso, falta "grana" para o grande público.

Devido a nossas atividades profissionais diárias, não temos o tempo livre que gostaríamos para ir ao cinema, ainda bem que podemos recorrer aos DVD´s.

Mas e quanto ao Teatro, como suprir essa necessidade cultural? Felizmente encontramos uma alternativa, o site “Teatro para Alguém”.

Pra você que , assim como nós, as vezes não tem tempo e prefere ficar no “aconchego do seu lar” ao invés de fazer reservas, enfrentar trânsito, colocar uma roupa legal, aguardar numa sala de espera, para assistir a uma peça de teatro, pode ter tudo isso na tela do seu computador.

O site foi idealizado pela diretora e atriz Renata Jesion e o fotógrafo e cenógrafo Nelson Kao.

As peças acontecem na casa de Renata Jesion, em uma sala que ganhou iluminação, cortinas pretas e foi transformada em palco de teatro.

Ao entrarmos no site, deparamos com uma “casa”, onde cada “ambiente” é uma área virtual de acesso ao entretenimento.

Os personagens são apresentados no “Hall de Entrada”. Na “Grande Sala” é exibida a “miniemsérie” (escrita por Lourenço Mutarelli), composta por episódios de três minutos, que já está na segunda temporada.

Segue uma explicação da “miniemsérie” tirada do próprio site:
“Corpo Estranho” de Lourenço Mutarelli é a miniemsérie que a Cia. Auto-Mecânica e atores convidados apresentam na “Grande Sala”. A primeira temporada tem 14 episódios filmados em plano seqüência e sem edição. Devido ao sucesso, a segunda temporada começou dia 26-junho.

Na “Sala de E-star” temos acesso a peças de teatro ao vivo escritas por autores convidados. Tem ainda o “Sotão”, o “Porão”, e "de quebra" você pode deixar uma mensagem no “Banheiro”.

Eu, particularmente, achei a idéia sensacional e a partir de hoje serei um espectador assíduo.

Para acessar o site http://www.teatroparaalguem.com.br/

Segue abaixo o “trailer” de Corpo Estranho.

Anselmo


TEATRO PARA ALGUÉM - Entre, que a casa é sua!


Nós do Minerva Pop sempre tivemos uma grande admiração pelo cinema e teatro brasileiros.

Entendemos que, apesar de uma produção nacional de cinema não ter o mesmo investimento que uma estrangeira (leia-se Hollywoodiana), seus atores, diretores e escritores, tem talento que superam as limitações de sua realização. No teatro, as vezes o problema é o inverso, falta "grana" para o grande público.

Devido a nossas atividades profissionais diárias, não temos o tempo livre que gostaríamos para ir ao cinema, ainda bem que podemos recorrer aos DVD´s.

Mas e quanto ao Teatro, como suprir essa necessidade cultural? Felizmente encontramos uma alternativa, o site “Teatro para Alguém”.

Pra você que , assim como nós, as vezes não tem tempo e prefere ficar no “aconchego do seu lar” ao invés de fazer reservas, enfrentar trânsito, colocar uma roupa legal, aguardar numa sala de espera, para assistir a uma peça de teatro, pode ter tudo isso na tela do seu computador.

O site foi idealizado pela diretora e atriz Renata Jesion e o fotógrafo e cenógrafo Nelson Kao.

As peças acontecem na casa de Renata Jesion, em uma sala que ganhou iluminação, cortinas pretas e foi transformada em palco de teatro.

Ao entrarmos no site, deparamos com uma “casa”, onde cada “ambiente” é uma área virtual de acesso ao entretenimento.

Os personagens são apresentados no “Hall de Entrada”. Na “Grande Sala” é exibida a “miniemsérie” (escrita por Lourenço Mutarelli), composta por episódios de três minutos, que já está na segunda temporada.

Segue uma explicação da “miniemsérie” tirada do próprio site:
“Corpo Estranho” de Lourenço Mutarelli é a miniemsérie que a Cia. Auto-Mecânica e atores convidados apresentam na “Grande Sala”. A primeira temporada tem 14 episódios filmados em plano seqüência e sem edição. Devido ao sucesso, a segunda temporada começou dia 26-junho.

Na “Sala de E-star” temos acesso a peças de teatro ao vivo escritas por autores convidados. Tem ainda o “Sotão”, o “Porão”, e "de quebra" você pode deixar uma mensagem no “Banheiro”.

Eu, particularmente, achei a idéia sensacional e a partir de hoje serei um espectador assíduo.

Para acessar o site http://www.teatroparaalguem.com.br/

Segue abaixo o “trailer” de Corpo Estranho.

Anselmo


WEEZER - VÍDEO DA MÚSICA NOVA


Esta chegando a hora do lançamento do novo disco da sensacional banda norte-americana Weezer. "Raditude" está previsto para o dia 3 de novembro.
Dada a usual qualidade dos trabalhos gravados pela banda, minha expectativa é de no mínino um ótimo disco, com condições para brigar pelos postos de melhores do ano.

A música "(If You're Wondering It I Want You To) I Want You To" já está circulando pela internet faz um tempinho e agora dia dia 22 saiu o vídeo. Li sobre e assisti o clip lá no site da Blender magazine, porém estranhei o fato de até hoje não achá-lo no You Tube. Não sei se não procurei direito, mas só tinha versão ao vivo ou fotos + letras.

Bom, de qualquer forma, descolei em outro lugar e ele está aqui embaixo para quem ainda não viu conhecer e para quem já viu, ver de novo, pois é sempre bom escutar Weezer.

Para não perder a viagem, deixei mais três vídeos dos caras. São "Buddy Holly" (na matéria da Blender, tido como o melhor já feito pela banda), música do clássico disco conhecido como blue album, "Hash Pipe" do melhor disco deles conhecido como green album e "Pork and Beans", do último disco conhecido como red album.
Não vou nem ficar falando de como eu acho bom o som de Rivers Cuomo e cia. Para quem não conhece nada sobre o Weezer, é um boa porta de entrada. Curte aí!


Sandro







WEEZER - VÍDEO DA MÚSICA NOVA


Esta chegando a hora do lançamento do novo disco da sensacional banda norte-americana Weezer. "Raditude" está previsto para o dia 3 de novembro.
Dada a usual qualidade dos trabalhos gravados pela banda, minha expectativa é de no mínino um ótimo disco, com condições para brigar pelos postos de melhores do ano.

A música "(If You're Wondering It I Want You To) I Want You To" já está circulando pela internet faz um tempinho e agora dia dia 22 saiu o vídeo. Li sobre e assisti o clip lá no site da Blender magazine, porém estranhei o fato de até hoje não achá-lo no You Tube. Não sei se não procurei direito, mas só tinha versão ao vivo ou fotos + letras.

Bom, de qualquer forma, descolei em outro lugar e ele está aqui embaixo para quem ainda não viu conhecer e para quem já viu, ver de novo, pois é sempre bom escutar Weezer.

Para não perder a viagem, deixei mais três vídeos dos caras. São "Buddy Holly" (na matéria da Blender, tido como o melhor já feito pela banda), música do clássico disco conhecido como blue album, "Hash Pipe" do melhor disco deles conhecido como green album e "Pork and Beans", do último disco conhecido como red album.
Não vou nem ficar falando de como eu acho bom o som de Rivers Cuomo e cia. Para quem não conhece nada sobre o Weezer, é um boa porta de entrada. Curte aí!


Sandro







sexta-feira, 23 de outubro de 2009

LOURENÇO MUTARELLI - Um Cara Inteligente

Gostaria de pedir permissão para escrever sobre um artista o qual tenho profunda admiração e respeito, Lourenço Mutarelli.

Meus contatos com sua arte sempre foram como o enredo de suas “Histórias em Quadrinhos” e “Romances”, inusitadas e inesperadas. Na verdade, nunca as procurei, simplesmente me deparei com elas, como se fossem uma placa de aviso dizendo: “Atenção essa é uma Obra do Mutarelli”.

No início de minha "maioridade" caiu em minhas mãos (não me lembro ao certo de que forma ) a obra “Transubstanciação” de 1991. Confesso que não sei onde foi parar, com certeza no fundo de algum baú de um de meus amigos da época.

A partir daí, sempre que identifico uma obra de Mutarelli certifico de que estou preparado para o que está por vir. Não durante a leitura, mas ao final dela. Quero ter certeza de que vou entender a idéia e a mensagem da forma correta, e saber conviver com isso.

Não sigo nenhuma ordem cronológica, nem me preocupo com os lançamentos, quando chega a hora simplesmente leio. Por isso só recentemente comprei a História em Quadrinhos de “O Dobro de Cinco”, lançada originalmente em 1999 pela Devir.

O “Dobro de Cinco” é primeiro volume da trilogia do detetive Diomedes, o qual é contratado por um homem chamado Hermes para encontrar um antigo mágico Enigmo. A narrativa foge de todos os clichês de histórias de detetive clássicas.

Como sempre, depois de alguns anos de seu lançamento, e de forma inesperada, encontrei a HQ numa banca de jornal, comprei, e acabei de ler hoje.

Na seqüência da trilogia temos “O Rei do Ponto” e a “Soma de Tudo” (dividido em duas partes). Que espero encontrar algum dia desses.

A história do detetive Diomedes teve até de início de produção para o cinema, com direção de Dennison Ramalho, produção de Paulo Schmidt, Tadeu Jungle, Rodrigo Teixeira e Cacá Carvalho ( o Jamanta, lembra?) que faz o papel do Detetive Diomedes.(Mas parece que segue engavetado o projeto, se alguém tem alguma informação por favor, comente).

A contribuição de Mutarelli para com cinema brasileiro começou com as “passagens animadas” do filme “Nina” de 2004, e posteriormente com “O Cheiro do Ralo” de 2006, baseado em seu romance do mesmo nome. Ambos dirigidos por Heitor Dhalia. É explicito a inspiração e influencia de “Crime e Castigo” de Fiodór Dostoiévski nesses dois trabalhos (a admiração por Dostoiévski sempre foi enfatizada por Mutarelli).

No último Festival de Cinema do Rio foi lançado mais um filme adaptado de uma obra de Mutarelli, o romance “O Natimorto” , com direção de Paulo Machline. O filme conta a história de um agente artístico que traz uma cantora a São Paulo para apresentá-la a um maestro. Nesse período ficam num quarto de hotel onde, ele lê o futuro da cantora nas advertências dos maços de cigarro como se fossem lâminas de tarô. (Essa obra já havia sido produzida para o teatro).

Certa vez um filósofo amigo meu disse que “as pessoas inteligentes sofrem mais que as medíocres”. Por isso acho que Mutarelli não é nada mais do que um cara muito inteligente.

Segue abaixo relação das obras de Lourenço Mutarelli, as quais espero ler e apreciar no momento certo ( e também o trailer de alguns filmes):

Livros/Romances:
A Arte de Produzir Efeito Sem Causa
O Cheiro do Ralo
O Natimorto
Jesus Kid
Miguel e os Demônios
Quadrinhos:
A Caixa de Areia
Transubstanciação
Sequelas
A Confluência da Forquilha
Mundo Pet
O Dobro de Cinco
O Rei do Ponto
A Soma de Tudo 1
A Soma de Tudo 2






LOURENÇO MUTARELLI - Um Cara Inteligente

Gostaria de pedir permissão para escrever sobre um artista o qual tenho profunda admiração e respeito, Lourenço Mutarelli.

Meus contatos com sua arte sempre foram como o enredo de suas “Histórias em Quadrinhos” e “Romances”, inusitadas e inesperadas. Na verdade, nunca as procurei, simplesmente me deparei com elas, como se fossem uma placa de aviso dizendo: “Atenção essa é uma Obra do Mutarelli”.

No início de minha "maioridade" caiu em minhas mãos (não me lembro ao certo de que forma ) a obra “Transubstanciação” de 1991. Confesso que não sei onde foi parar, com certeza no fundo de algum baú de um de meus amigos da época.

A partir daí, sempre que identifico uma obra de Mutarelli certifico de que estou preparado para o que está por vir. Não durante a leitura, mas ao final dela. Quero ter certeza de que vou entender a idéia e a mensagem da forma correta, e saber conviver com isso.

Não sigo nenhuma ordem cronológica, nem me preocupo com os lançamentos, quando chega a hora simplesmente leio. Por isso só recentemente comprei a História em Quadrinhos de “O Dobro de Cinco”, lançada originalmente em 1999 pela Devir.

O “Dobro de Cinco” é primeiro volume da trilogia do detetive Diomedes, o qual é contratado por um homem chamado Hermes para encontrar um antigo mágico Enigmo. A narrativa foge de todos os clichês de histórias de detetive clássicas.

Como sempre, depois de alguns anos de seu lançamento, e de forma inesperada, encontrei a HQ numa banca de jornal, comprei, e acabei de ler hoje.

Na seqüência da trilogia temos “O Rei do Ponto” e a “Soma de Tudo” (dividido em duas partes). Que espero encontrar algum dia desses.

A história do detetive Diomedes teve até de início de produção para o cinema, com direção de Dennison Ramalho, produção de Paulo Schmidt, Tadeu Jungle, Rodrigo Teixeira e Cacá Carvalho ( o Jamanta, lembra?) que faz o papel do Detetive Diomedes.(Mas parece que segue engavetado o projeto, se alguém tem alguma informação por favor, comente).

A contribuição de Mutarelli para com cinema brasileiro começou com as “passagens animadas” do filme “Nina” de 2004, e posteriormente com “O Cheiro do Ralo” de 2006, baseado em seu romance do mesmo nome. Ambos dirigidos por Heitor Dhalia. É explicito a inspiração e influencia de “Crime e Castigo” de Fiodór Dostoiévski nesses dois trabalhos (a admiração por Dostoiévski sempre foi enfatizada por Mutarelli).

No último Festival de Cinema do Rio foi lançado mais um filme adaptado de uma obra de Mutarelli, o romance “O Natimorto” , com direção de Paulo Machline. O filme conta a história de um agente artístico que traz uma cantora a São Paulo para apresentá-la a um maestro. Nesse período ficam num quarto de hotel onde, ele lê o futuro da cantora nas advertências dos maços de cigarro como se fossem lâminas de tarô. (Essa obra já havia sido produzida para o teatro).

Certa vez um filósofo amigo meu disse que “as pessoas inteligentes sofrem mais que as medíocres”. Por isso acho que Mutarelli não é nada mais do que um cara muito inteligente.

Segue abaixo relação das obras de Lourenço Mutarelli, as quais espero ler e apreciar no momento certo ( e também o trailer de alguns filmes):

Livros/Romances:
A Arte de Produzir Efeito Sem Causa
O Cheiro do Ralo
O Natimorto
Jesus Kid
Miguel e os Demônios
Quadrinhos:
A Caixa de Areia
Transubstanciação
Sequelas
A Confluência da Forquilha
Mundo Pet
O Dobro de Cinco
O Rei do Ponto
A Soma de Tudo 1
A Soma de Tudo 2






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

BAD LIEUTENANT - BERNARD SUMNER DEPOIS DO NEW ORDER

Todos sabemos que muitas das bandas que amamos são formadas por membros que não se suportam. Nossos ídolos que as vezes passam uma imagem carismática para os fãs não conseguem manter um bom relacionamento com os parceiros de banda e aquilo que começou como uma relação de camaradagem (é assim que a maioria das bandas nascem) vira apenas um trabalho, quando não chega ao ponto de inimizade. Os exemplos são muitos. Ramones, Smiths, Oasis, Blur e outros.

É o que aconteceu com o New Order. Peter Hook e Bernard Sumner há tempos mantinham uma relação conturbada e distante, até que após a saída de Hook em 2007, este lendário grupo acabou oficialmente em 2008. Foi uma tristeza para mim, que como fã achava que apesar de veteranos, eles ainda tinham condições de desenvolver bons trabalhos.

Meses atrás li de passagem algo sobre um projeto solo que o Bernard Sumner tinha criado. Posteriormente descobri que este projeto, contatava também com a participação do Stephen Morrris e Phil Cunningham (ambos ex-integrantes do New Order).
Isso meio que prova que os problemas de relacionamento estavam concentrados no Peter Hook (que já montou uma banda chamada Freebass). Quem faz as vezes de baixista neste time é Alex James (do Blur), que conta ainda com Jake Evans em alguns vocais.

O nome do grupo é Bad Lieutenant e e eu não tinha ido atrás do som até este mês, quando eles lançaram o primeiro disco, chamado "Never Cry Another Tear".
Ainda não o ouvi com calma, mas de cara fiquei com uma impressão muito boa. A levada pop está lá, mas a pegada rock falou mais alto, no estilo dos últimos trabalhos do New Order. Não chega a ser uma obra-prima, mas certamente vale a pena conferir.

Abaixo deixei o vídeo da música "Sink or Swim", além de "Regret" do New Order, só para não perder a oportunidade de colocar um vídeo desta fantástica banda aqui no Minerva Pop (antes tarde do que nunca).


Sandro








BAD LIEUTENANT - BERNARD SUMNER DEPOIS DO NEW ORDER

Todos sabemos que muitas das bandas que amamos são formadas por membros que não se suportam. Nossos ídolos que as vezes passam uma imagem carismática para os fãs não conseguem manter um bom relacionamento com os parceiros de banda e aquilo que começou como uma relação de camaradagem (é assim que a maioria das bandas nascem) vira apenas um trabalho, quando não chega ao ponto de inimizade. Os exemplos são muitos. Ramones, Smiths, Oasis, Blur e outros.

É o que aconteceu com o New Order. Peter Hook e Bernard Sumner há tempos mantinham uma relação conturbada e distante, até que após a saída de Hook em 2007, este lendário grupo acabou oficialmente em 2008. Foi uma tristeza para mim, que como fã achava que apesar de veteranos, eles ainda tinham condições de desenvolver bons trabalhos.

Meses atrás li de passagem algo sobre um projeto solo que o Bernard Sumner tinha criado. Posteriormente descobri que este projeto, contatava também com a participação do Stephen Morrris e Phil Cunningham (ambos ex-integrantes do New Order).
Isso meio que prova que os problemas de relacionamento estavam concentrados no Peter Hook (que já montou uma banda chamada Freebass). Quem faz as vezes de baixista neste time é Alex James (do Blur), que conta ainda com Jake Evans em alguns vocais.

O nome do grupo é Bad Lieutenant e e eu não tinha ido atrás do som até este mês, quando eles lançaram o primeiro disco, chamado "Never Cry Another Tear".
Ainda não o ouvi com calma, mas de cara fiquei com uma impressão muito boa. A levada pop está lá, mas a pegada rock falou mais alto, no estilo dos últimos trabalhos do New Order. Não chega a ser uma obra-prima, mas certamente vale a pena conferir.

Abaixo deixei o vídeo da música "Sink or Swim", além de "Regret" do New Order, só para não perder a oportunidade de colocar um vídeo desta fantástica banda aqui no Minerva Pop (antes tarde do que nunca).


Sandro








terça-feira, 20 de outubro de 2009

TEENAGE FANCLUB - FELICIDADE EXISTE


No domingo li um post no blog myheadphone sobre uma lista feita pelo editor do site MSN Music com os albuns britânicos mais importantes lançados nos últimos 20 anos.
Sabemos que listas são mesmo controversas, mas o cara forçou. Não tinha nenhum disco do Teenage Fanclub na lista!

Aquilo me instigou a escrever sobre um dos discos mais lindos já lançados. "Grand Prix", de 1995.

E essa era a idéia. Criei uma lista com as músicas do disco lá no mixpod, ia copiar no player e providenciar um post falando sobre a maravilha que é este trabalho, que todos deveriam ter em casa, etc.
Mas quando comecei a escrever, pensei muito nos outros albuns. Veio a dúvida.

Como não falar do clássico "Bandwagonesque", eleito pela Spin o disco do ano em 1991 (e vocês sabem que outro disco também foi lançado em 1991...), como não citar o ótimo "Thirteen"? Será que o "Grand Prix" é mesmo melhor que o "Songs From Northern Britain"? E os mais recentes, "Howdy" e "Man Made"? Ignorá-los?
Enfim, mudei de idéia. O post é sobre o Teenage Fanclub.

A banda escocesa é formada por três gênios. Norman Blake (vocal e guitarra), Gerard Love (vocal e baixo) e Raymond McGinley (vocal e guitarra) mais diferentes bateristas ao longo dos anos, todos de primeira qualidade.
Os três "cabeças" são compositores e nos brindam com canções que beiram a perfeição melódica.
O fato é que a música do Teenage Fanclub cai bem a qualquer hora. Ouvindo-os tudo parece mais fácil. É revigorante!
Para quem não conhece pode parecer exagero de fã (será?), mas se vocês ouvirem os discos poderão comprovar que não há uma só música na discografia dos caras que seja ruim. É tudo muito bom, para dizer o mínimo. "Grand Prix" e "Songs From Northern Britain" são simplesmente perfeitos do início ao fim.

Invariavelmente o termo power pop é usado por muitos críticos de música para definir o som dos caras. Outros frequentemente citam a lendária banda Big Star como a principal referência.
Não sei se é o suficiente, mas independente de rótulos ou influências, o Teenage Fanclub merece uma dedicação especial, uma aprofundada, porém com o aviso de que existe o risco de viciar.

A boa notícia é que eles ainda estão na ativa e começaram a tocar sons novos agora em 2009. Deve vir disco novo em breve. Vale até a pena sonhar com uma nova passada da banda por estas terras. Tive o prazer de assistí-los em São Paulo no ano de 2004. Show absurdamente bom, maravilhoso. Foi emocionante ver a galera que lotou o Sesc Pompéia cantar todas as músicas. Seria realmente um sonho vê-los novamente.

Abaixo a seleta e maravilhosa discografia da banda. Deixei uns vídeos (nomes abaixo) para que todos apreciemos. Só não sei por quanto tempo fica aqui, porque a incorporação não está permitida pela gravadora e logo eles fecham o link lá no You Tube.
"A Catholic Education" - 1990
"Bandwagonesque" - 1991 (vídeo da música "The Concept" abaixo)
"Thirteen" - 1993
"Grand Prix" - 1995 (vídeo da música "Sparky's Dream" abaixo)
"Songs From Northern Britain" - 1997 (vídeo da música "Ain't That Enough" abaixo)
"Howdy" - 2000 (vídeo da música "I Need Direction" abaixo)
"Man Made" - 2005

Sandro















TEENAGE FANCLUB - FELICIDADE EXISTE


No domingo li um post no blog myheadphone sobre uma lista feita pelo editor do site MSN Music com os albuns britânicos mais importantes lançados nos últimos 20 anos.
Sabemos que listas são mesmo controversas, mas o cara forçou. Não tinha nenhum disco do Teenage Fanclub na lista!

Aquilo me instigou a escrever sobre um dos discos mais lindos já lançados. "Grand Prix", de 1995.

E essa era a idéia. Criei uma lista com as músicas do disco lá no mixpod, ia copiar no player e providenciar um post falando sobre a maravilha que é este trabalho, que todos deveriam ter em casa, etc.
Mas quando comecei a escrever, pensei muito nos outros albuns. Veio a dúvida.

Como não falar do clássico "Bandwagonesque", eleito pela Spin o disco do ano em 1991 (e vocês sabem que outro disco também foi lançado em 1991...), como não citar o ótimo "Thirteen"? Será que o "Grand Prix" é mesmo melhor que o "Songs From Northern Britain"? E os mais recentes, "Howdy" e "Man Made"? Ignorá-los?
Enfim, mudei de idéia. O post é sobre o Teenage Fanclub.

A banda escocesa é formada por três gênios. Norman Blake (vocal e guitarra), Gerard Love (vocal e baixo) e Raymond McGinley (vocal e guitarra) mais diferentes bateristas ao longo dos anos, todos de primeira qualidade.
Os três "cabeças" são compositores e nos brindam com canções que beiram a perfeição melódica.
O fato é que a música do Teenage Fanclub cai bem a qualquer hora. Ouvindo-os tudo parece mais fácil. É revigorante!
Para quem não conhece pode parecer exagero de fã (será?), mas se vocês ouvirem os discos poderão comprovar que não há uma só música na discografia dos caras que seja ruim. É tudo muito bom, para dizer o mínimo. "Grand Prix" e "Songs From Northern Britain" são simplesmente perfeitos do início ao fim.

Invariavelmente o termo power pop é usado por muitos críticos de música para definir o som dos caras. Outros frequentemente citam a lendária banda Big Star como a principal referência.
Não sei se é o suficiente, mas independente de rótulos ou influências, o Teenage Fanclub merece uma dedicação especial, uma aprofundada, porém com o aviso de que existe o risco de viciar.

A boa notícia é que eles ainda estão na ativa e começaram a tocar sons novos agora em 2009. Deve vir disco novo em breve. Vale até a pena sonhar com uma nova passada da banda por estas terras. Tive o prazer de assistí-los em São Paulo no ano de 2004. Show absurdamente bom, maravilhoso. Foi emocionante ver a galera que lotou o Sesc Pompéia cantar todas as músicas. Seria realmente um sonho vê-los novamente.

Abaixo a seleta e maravilhosa discografia da banda. Deixei uns vídeos (nomes abaixo) para que todos apreciemos. Só não sei por quanto tempo fica aqui, porque a incorporação não está permitida pela gravadora e logo eles fecham o link lá no You Tube.
"A Catholic Education" - 1990
"Bandwagonesque" - 1991 (vídeo da música "The Concept" abaixo)
"Thirteen" - 1993
"Grand Prix" - 1995 (vídeo da música "Sparky's Dream" abaixo)
"Songs From Northern Britain" - 1997 (vídeo da música "Ain't That Enough" abaixo)
"Howdy" - 2000 (vídeo da música "I Need Direction" abaixo)
"Man Made" - 2005

Sandro















segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AONDE A GENTE VAI, PAPAI?


Quanto mais a gente vai amadurecendo, algumas coisas na vida vão ficando mais presentes. Pode ser uma cobrança pessoal como o sucesso na carreira, o cuidado com a saúde, a necessidade de se fazer “algo notável”, pelo menos pra nós mesmos. Sabe aquele velho jargão “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”?

De todos acho que os “filhos” são os mais incríveis, pois você passa sua juventude jurando coisas do tipo: “Eu serei diferente que meus pais, comigo meu filho terá todas as oportunidades e darei todo apoio em seus desejos e ambições”.

Pois bem meu camarada, você se enganou. Não terás nenhum controle sobre eles, nem de quando virão ao mundo, e em alguns casos, nem de “como” virão ao mundo.

Ser “pai” já é uma tarefa complicada, pois quando se é “pai” de uma criança deficiente a superação e a atenção têm que ser maiores. Agora imaginem ser pai de duas crianças deficientes?

Isso aconteceu com o escritor, humorista e diretor de televisão francês Jean-Louis Fourier, o que resultou em um excelente livro chamado “Aonde a gente vai, papai?”

Conforme descrito pelo próprio autor, Fournier teve “dois fins do mundo”. Os filhos, Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma travessura, um aprendizado, ficaram mais velhos, mas não nunca se tornaram adultos.

Fournier narra sua história de vida com os filhos de forma irônica, ácida, direta, ás vezes demonstra toda sua impotência diante da situação, mas não se abate, ao contrário, sempre busca o lado peculiar do estado em que se encontra.

Vencedor do prestigiado Femina em 2008, o livro lançado no Brasil pela Editora Intrínseca é de fácil leitura, e apesar do tema, o texto não é pesado, pois mesmo da forma incisiva de como é escrito, no fim é uma mensagem de amor, de um pai para seus filhos, que eram apenas diferentes dos outros.

Recomendo a leitura a todos os pais, ou para aqueles que ainda serão um dia.

Anselmo

AONDE A GENTE VAI, PAPAI?


Quanto mais a gente vai amadurecendo, algumas coisas na vida vão ficando mais presentes. Pode ser uma cobrança pessoal como o sucesso na carreira, o cuidado com a saúde, a necessidade de se fazer “algo notável”, pelo menos pra nós mesmos. Sabe aquele velho jargão “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”?

De todos acho que os “filhos” são os mais incríveis, pois você passa sua juventude jurando coisas do tipo: “Eu serei diferente que meus pais, comigo meu filho terá todas as oportunidades e darei todo apoio em seus desejos e ambições”.

Pois bem meu camarada, você se enganou. Não terás nenhum controle sobre eles, nem de quando virão ao mundo, e em alguns casos, nem de “como” virão ao mundo.

Ser “pai” já é uma tarefa complicada, pois quando se é “pai” de uma criança deficiente a superação e a atenção têm que ser maiores. Agora imaginem ser pai de duas crianças deficientes?

Isso aconteceu com o escritor, humorista e diretor de televisão francês Jean-Louis Fourier, o que resultou em um excelente livro chamado “Aonde a gente vai, papai?”

Conforme descrito pelo próprio autor, Fournier teve “dois fins do mundo”. Os filhos, Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma travessura, um aprendizado, ficaram mais velhos, mas não nunca se tornaram adultos.

Fournier narra sua história de vida com os filhos de forma irônica, ácida, direta, ás vezes demonstra toda sua impotência diante da situação, mas não se abate, ao contrário, sempre busca o lado peculiar do estado em que se encontra.

Vencedor do prestigiado Femina em 2008, o livro lançado no Brasil pela Editora Intrínseca é de fácil leitura, e apesar do tema, o texto não é pesado, pois mesmo da forma incisiva de como é escrito, no fim é uma mensagem de amor, de um pai para seus filhos, que eram apenas diferentes dos outros.

Recomendo a leitura a todos os pais, ou para aqueles que ainda serão um dia.

Anselmo

domingo, 18 de outubro de 2009

EAGLES OF DEATH METAL - Garage Rock

A essa hora da madrugada, pensando em algo para “postar”, lembrei dos os últimos singles que realmente despertaram meu interesse. Não aquelas músicas de nossos artistas consagrados, que sempre nos agradam e que o estilo já não é novidade para nossos ouvidos.

Voltando pra casa da balada, coloquei sem nenhuma pretensão, um CD de coletâneas pra tocar. E escutei duas canções do “Eagles of Death Metal”, a banda projeto formada por Josh Homme (Queens of Stone Age) e Jesse Hughes, que é amigo de longa data de Josh.

O Eagles of Death Metal tem 3 discos lançados sendo, “Peace Love Death Metal” (2004), “Death by Sexy” (2006), “Heart On” (2008).

O primeiro sucesso da banda foi “I Only Want You” , que apareceu na trilha do jogo “Gran Turismo 4” do Playstation 2.

Esse ano o EODM tocaram no Brasil como uma das atrações do Festival Porão do Rock, em Brasília.

Personalidades como Jack Black, Brody Dalle, Mark Lanegan e Joey Castillo (QOTSA) são admiradores da banda, participando inclusive na gravação de álbuns.

Bom, a idéia aqui não era me estender muito no texto, a mensagem que quero deixar é que os dois últimos “Rocks” que realmente me fizeram cantarolar dirigindo meu carro foram “Wanna Be in LA” e “I Want You So Hard (Boy´s Bad News)" do Eagles of Death Metal.

Pra quem não conhece, curte aí!


Anselmo



EAGLES OF DEATH METAL - Garage Rock

A essa hora da madrugada, pensando em algo para “postar”, lembrei dos os últimos singles que realmente despertaram meu interesse. Não aquelas músicas de nossos artistas consagrados, que sempre nos agradam e que o estilo já não é novidade para nossos ouvidos.

Voltando pra casa da balada, coloquei sem nenhuma pretensão, um CD de coletâneas pra tocar. E escutei duas canções do “Eagles of Death Metal”, a banda projeto formada por Josh Homme (Queens of Stone Age) e Jesse Hughes, que é amigo de longa data de Josh.

O Eagles of Death Metal tem 3 discos lançados sendo, “Peace Love Death Metal” (2004), “Death by Sexy” (2006), “Heart On” (2008).

O primeiro sucesso da banda foi “I Only Want You” , que apareceu na trilha do jogo “Gran Turismo 4” do Playstation 2.

Esse ano o EODM tocaram no Brasil como uma das atrações do Festival Porão do Rock, em Brasília.

Personalidades como Jack Black, Brody Dalle, Mark Lanegan e Joey Castillo (QOTSA) são admiradores da banda, participando inclusive na gravação de álbuns.

Bom, a idéia aqui não era me estender muito no texto, a mensagem que quero deixar é que os dois últimos “Rocks” que realmente me fizeram cantarolar dirigindo meu carro foram “Wanna Be in LA” e “I Want You So Hard (Boy´s Bad News)" do Eagles of Death Metal.

Pra quem não conhece, curte aí!


Anselmo



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PARANORMAL ACTIVITY - Mock Terror!

Os chamados “filmes de terror” com “enredo sanguinolento” nunca foram os meus preferidos, sempre gostei mais dos clássicos do Conde Drácula da antiga produtora Hammer, Boris Karloff e Vincent Price. Claro que os acompanhados de certa “sátira” (Dança dos Vampiros),“crítica social” (O Bebe de Rosemary), “terror psicológico” “Exorcista” e “O Iluminado”, também estão na minha lista de preferidos. Resumindo, basta ter originalidade. Acho que muitos pensam assim como eu, certo?!

Porém o último filme do gênero que despertou meu interesse, principalmente pelo baixo “Budget” gasto (US$35 mil) e o seu retorno incrível, foi a “Bruxa de Blair” de 1999, escrito e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. (Estilo esse seguido por “Cloverfield” e “[REC]/Quarentena”).

Mas quando se você pensa que não é possível fazer nada mais barato, está engando. Foi lançado no mês passado nos cinemas americanos o filme Paranormal Activity (2007), dirigido por Oren Peli. Concebido com apenas uma locação, uma câmera, dois atores e orçamento de cerca US$11 mil, foi premiado no Screamfest Film Festival (2007) e Slamdance Film Festival (2008).

Na verdade é um Mockumentário ( ou Pseudodocumentário) , Mock significa simulação, portanto é um gênero de filme e TV, onde um documentário é apresentado contendo fatos supostamente reais, mas que são fictícios. Essa é a grande “sacada”.

A história tem início quando um casal (Katie e Micah) decide registrar eventos paranormais em sua casa. Katie acredita que é perseguida por uma entidade desde criança, a partir daí, com base nesse argumento, seu namorado decide colocar uma câmera de vídeo no quarto para capturar provas, e o resultado é surpreendente.

A Paramount Pictures é a detentora dos direitos de distribuição do filme no mundo. Ainda não tenho informação de estréia no Brasil, se alguém souber nos avise, por favor.

Cuidado: na sinopse do filme no Wikipédia (inglês) tem toda a história da trama, para quem não quer saber nada adiantado, recomendo não ler.

Anselmo


PARANORMAL ACTIVITY - Mock Terror!

Os chamados “filmes de terror” com “enredo sanguinolento” nunca foram os meus preferidos, sempre gostei mais dos clássicos do Conde Drácula da antiga produtora Hammer, Boris Karloff e Vincent Price. Claro que os acompanhados de certa “sátira” (Dança dos Vampiros),“crítica social” (O Bebe de Rosemary), “terror psicológico” “Exorcista” e “O Iluminado”, também estão na minha lista de preferidos. Resumindo, basta ter originalidade. Acho que muitos pensam assim como eu, certo?!

Porém o último filme do gênero que despertou meu interesse, principalmente pelo baixo “Budget” gasto (US$35 mil) e o seu retorno incrível, foi a “Bruxa de Blair” de 1999, escrito e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. (Estilo esse seguido por “Cloverfield” e “[REC]/Quarentena”).

Mas quando se você pensa que não é possível fazer nada mais barato, está engando. Foi lançado no mês passado nos cinemas americanos o filme Paranormal Activity (2007), dirigido por Oren Peli. Concebido com apenas uma locação, uma câmera, dois atores e orçamento de cerca US$11 mil, foi premiado no Screamfest Film Festival (2007) e Slamdance Film Festival (2008).

Na verdade é um Mockumentário ( ou Pseudodocumentário) , Mock significa simulação, portanto é um gênero de filme e TV, onde um documentário é apresentado contendo fatos supostamente reais, mas que são fictícios. Essa é a grande “sacada”.

A história tem início quando um casal (Katie e Micah) decide registrar eventos paranormais em sua casa. Katie acredita que é perseguida por uma entidade desde criança, a partir daí, com base nesse argumento, seu namorado decide colocar uma câmera de vídeo no quarto para capturar provas, e o resultado é surpreendente.

A Paramount Pictures é a detentora dos direitos de distribuição do filme no mundo. Ainda não tenho informação de estréia no Brasil, se alguém souber nos avise, por favor.

Cuidado: na sinopse do filme no Wikipédia (inglês) tem toda a história da trama, para quem não quer saber nada adiantado, recomendo não ler.

Anselmo


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

HITCHCOCK / TRUFFAUT - UMA AULA SOBRE CINEMA


Minha paixão pelo cinema começou cedo. Mesmo sem uma grande influência familiar, passei toda a minha adolescência assistindo ao maior número de filmes possível. Pretendia conhecer tanto o trabalho dos grandes realizadores quanto o cinema mais comercial e ganhar na quantidade, a habilidade para discernir sobre as obras tendo uma base comparativa para tanto, deixando de depender somente da opinião de críticos especializados.

Passei uns 10 anos meio que numa paranóia de ter que assistir pelo menos uns 10 filmes novos por semana. Foi bom, me ajudou muito na minha formação como adulto. Naquela época meu desejo era estudar e trabalhar na área, sonho este que abandonei para ingressar num curso de administração de empresas que me levou a caminhos profissionais totalmente opostos.

Mas meu interesse e amor pelo cinema sempre esteve presente e em alta. Com o passar do tempo, procurei entender mais da parte técnica, descobrindo quais são as tarefas do roteirista, do produtor, do diretor de fotografia, etc. Mas, é claro, o trabalho mais fascinante é o do diretor. Aquele que muitas vezes nos faz sair de casa apenas com a força de sua assinatura num filme.

Dentro de tudo que li a respeito, talvez a obra que tenha sido mais importante para mim foi um livro chamado"Hitchcock / Truffaut".

Este livro é o resultado de uma série de entrevistas feitas pelo cineasta francês François Truffaut com o mestre do suspense Alfred Hitchcock. Truffaut que antes de ser diretor de cinema trabalhou como crítico na lendária revista francesa Cahiers du Cinema, era um admirador do trabalho de Hitchcock e julgava injusto o tratamento que a crítica norte-americana dava aos filmes do diretor inglês. Ele desejava explorar detalhes sobre o processo criativo do mestre.

Nas palavras do próprio Truffaut a proposta era tratar sobre:
a) As circunstâncias que cercaram o nascimento da cada filme.
b) A elaboração e a construção do rorteiro
c) Os problemas de direção específicos de cada filme
d) A avaliação de Hitchcock do resultado comercial e artístico de cada filme em relação as expectativas iniciais.

As longas conversas ocorreram em agosto de 1962, de maneira ininterrupta, todos os dias das 9 da manhã até as 6 da tarde (a entrevista continuava até na hora do almoço). Truffaut demorou quatro anos para transcrever as conversas gravadas e montar o livro, publicado pela primeira vez em 1967.

É indescrítivel a qualidade final da obra. São conversas deliciosas, de dois profundos conhecedores de cinema.
Truffaut também mostra-se um profundo conhecedor da filmografia de Hitchcock e consegue extrair absolutamente tudo do grande mestre. São contados detalhes sobre a realização de sequências antológicas, sobre a construção dos filmes, sobre o relacionamento (as vezes conturbado) com atores e atrizes,, sobre suas convicções, seus sucessos, seus fracassos, enfim, tudo. São quase 350 páginas de puro deleite para cinéfilos.

Para quem gosta apenas de assistir filmes, a leitura pode ser apenas curiosa, mas para quem gosta muito de cinema e quer ter a oportunidade de conhecer a visão de um gênio na área, este livro é fundamental. Vale por um curso sobre o assunto. O bacana é que a última edição brasileira (Companhia das Letras) não está esgotada e pode ser encontrada até que com certa facilidade. Para mim que sou fã tanto de Truffaut como de Hitchcock, a obra funcionou com uma referência e vale o investimento.
Abaixo o trailer de um dos melhores filmes de todos os tempo: Vertigo (Um Corpo que Cai).
Sandro







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