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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

BELLE AND SEBASTIAN NO BRASIL - Como foi o show

Viva o ecletismo! (leia aqui) Saímos de um post sobre a lenda punk Jello Biafra (post aqui) e caimos direto para a banda mais "fofa" do mundo, o Belle and Sebastian.

Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.

Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.

Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....

Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).

Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.

Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"

Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?

Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.

Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.

Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")

Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")

E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.


Sandro







BELLE AND SEBASTIAN NO BRASIL - Como foi o show

Viva o ecletismo! (leia aqui) Saímos de um post sobre a lenda punk Jello Biafra (post aqui) e caimos direto para a banda mais "fofa" do mundo, o Belle and Sebastian.

Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.

Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.

Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....

Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).

Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.

Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"

Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?

Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.

Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.

Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")

Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")

E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.


Sandro







terça-feira, 17 de agosto de 2010

CALEDONIA - MÚSICA E WHISKE


Nesse final de semana ganhei um CD contendo “as mais belas canções escocesas”. Material muito bom, com cantores e artistas interessantes, sendo que uma canção se destacou de “primeira”, chamada Caledônia, interpretada por Frankie Miller.

A música é legal, mas o interessante é que Caledonia (a palavra romana para a Escócia) é um tipo “hino popular” para os escoseses, sendo utilizada em vários eventos, datas festivas e tendo interpretes dos mais diferentes estilos daquele país. Originalmente é uma “balada folk escocês moderno” escrita por Dougie MacLean entre 1974 e 1977, sendo gravado em 1979 em um álbum de mesmo nome.

A canção foi apresentada em um anúncio na televisão escocesa para o 250 º aniversário de nascimento de Robert Burns. O aniversário de Burns também marca o Home coming Scotland 2009, uma campanha pela Visit Scotland que convida as pessoas a voltar para casa, para a Escócia em 2009. O anúncio apresenta uma variedade de atores escoceses e celebridades, incluindo Sean Connery e Sir Chris Hoy, de quem canta trecho da música (veja no video abaixo).

"Caledônia" é a denominação atribuída Império Romano à região setentrional da ilha da Grã-Bretanha, grosso modo correspondente ao território atual da Escócia.Em inglês e em scots Caledonia é agora um nome romântico ou poético para Escócia. Entretanto, o nome moderno do dia para a Escócia originou da palavra latina para o 'Scotti' na Irlanda, 'Scotia', que foi aplicado mais tarde à Escócia após a invasão gaélica. O nome representa aquele de uma tribo dos pictos, o 'Caledonii', um entre vários na região, mas talvez na tribo dominante. Seu nome se refere como aquele de Dunkeld ('Dùn Chailleann' no gaélico escocês).

Na verdade, decidi “postar” porque achei a história interessante, além de descobrir alguns artistas famosos gravaram “Caledonia”, e também, porque quando tive a oportunidade de viajar para o Reino Unido, os escoceses foram o povo mais hospitaleiro e simpático daquela região.


Anselmo







CALEDONIA - MÚSICA E WHISKE


Nesse final de semana ganhei um CD contendo “as mais belas canções escocesas”. Material muito bom, com cantores e artistas interessantes, sendo que uma canção se destacou de “primeira”, chamada Caledônia, interpretada por Frankie Miller.

A música é legal, mas o interessante é que Caledonia (a palavra romana para a Escócia) é um tipo “hino popular” para os escoseses, sendo utilizada em vários eventos, datas festivas e tendo interpretes dos mais diferentes estilos daquele país. Originalmente é uma “balada folk escocês moderno” escrita por Dougie MacLean entre 1974 e 1977, sendo gravado em 1979 em um álbum de mesmo nome.

A canção foi apresentada em um anúncio na televisão escocesa para o 250 º aniversário de nascimento de Robert Burns. O aniversário de Burns também marca o Home coming Scotland 2009, uma campanha pela Visit Scotland que convida as pessoas a voltar para casa, para a Escócia em 2009. O anúncio apresenta uma variedade de atores escoceses e celebridades, incluindo Sean Connery e Sir Chris Hoy, de quem canta trecho da música (veja no video abaixo).

"Caledônia" é a denominação atribuída Império Romano à região setentrional da ilha da Grã-Bretanha, grosso modo correspondente ao território atual da Escócia.Em inglês e em scots Caledonia é agora um nome romântico ou poético para Escócia. Entretanto, o nome moderno do dia para a Escócia originou da palavra latina para o 'Scotti' na Irlanda, 'Scotia', que foi aplicado mais tarde à Escócia após a invasão gaélica. O nome representa aquele de uma tribo dos pictos, o 'Caledonii', um entre vários na região, mas talvez na tribo dominante. Seu nome se refere como aquele de Dunkeld ('Dùn Chailleann' no gaélico escocês).

Na verdade, decidi “postar” porque achei a história interessante, além de descobrir alguns artistas famosos gravaram “Caledonia”, e também, porque quando tive a oportunidade de viajar para o Reino Unido, os escoceses foram o povo mais hospitaleiro e simpático daquela região.


Anselmo







terça-feira, 20 de outubro de 2009

TEENAGE FANCLUB - FELICIDADE EXISTE


No domingo li um post no blog myheadphone sobre uma lista feita pelo editor do site MSN Music com os albuns britânicos mais importantes lançados nos últimos 20 anos.
Sabemos que listas são mesmo controversas, mas o cara forçou. Não tinha nenhum disco do Teenage Fanclub na lista!

Aquilo me instigou a escrever sobre um dos discos mais lindos já lançados. "Grand Prix", de 1995.

E essa era a idéia. Criei uma lista com as músicas do disco lá no mixpod, ia copiar no player e providenciar um post falando sobre a maravilha que é este trabalho, que todos deveriam ter em casa, etc.
Mas quando comecei a escrever, pensei muito nos outros albuns. Veio a dúvida.

Como não falar do clássico "Bandwagonesque", eleito pela Spin o disco do ano em 1991 (e vocês sabem que outro disco também foi lançado em 1991...), como não citar o ótimo "Thirteen"? Será que o "Grand Prix" é mesmo melhor que o "Songs From Northern Britain"? E os mais recentes, "Howdy" e "Man Made"? Ignorá-los?
Enfim, mudei de idéia. O post é sobre o Teenage Fanclub.

A banda escocesa é formada por três gênios. Norman Blake (vocal e guitarra), Gerard Love (vocal e baixo) e Raymond McGinley (vocal e guitarra) mais diferentes bateristas ao longo dos anos, todos de primeira qualidade.
Os três "cabeças" são compositores e nos brindam com canções que beiram a perfeição melódica.
O fato é que a música do Teenage Fanclub cai bem a qualquer hora. Ouvindo-os tudo parece mais fácil. É revigorante!
Para quem não conhece pode parecer exagero de fã (será?), mas se vocês ouvirem os discos poderão comprovar que não há uma só música na discografia dos caras que seja ruim. É tudo muito bom, para dizer o mínimo. "Grand Prix" e "Songs From Northern Britain" são simplesmente perfeitos do início ao fim.

Invariavelmente o termo power pop é usado por muitos críticos de música para definir o som dos caras. Outros frequentemente citam a lendária banda Big Star como a principal referência.
Não sei se é o suficiente, mas independente de rótulos ou influências, o Teenage Fanclub merece uma dedicação especial, uma aprofundada, porém com o aviso de que existe o risco de viciar.

A boa notícia é que eles ainda estão na ativa e começaram a tocar sons novos agora em 2009. Deve vir disco novo em breve. Vale até a pena sonhar com uma nova passada da banda por estas terras. Tive o prazer de assistí-los em São Paulo no ano de 2004. Show absurdamente bom, maravilhoso. Foi emocionante ver a galera que lotou o Sesc Pompéia cantar todas as músicas. Seria realmente um sonho vê-los novamente.

Abaixo a seleta e maravilhosa discografia da banda. Deixei uns vídeos (nomes abaixo) para que todos apreciemos. Só não sei por quanto tempo fica aqui, porque a incorporação não está permitida pela gravadora e logo eles fecham o link lá no You Tube.
"A Catholic Education" - 1990
"Bandwagonesque" - 1991 (vídeo da música "The Concept" abaixo)
"Thirteen" - 1993
"Grand Prix" - 1995 (vídeo da música "Sparky's Dream" abaixo)
"Songs From Northern Britain" - 1997 (vídeo da música "Ain't That Enough" abaixo)
"Howdy" - 2000 (vídeo da música "I Need Direction" abaixo)
"Man Made" - 2005

Sandro















TEENAGE FANCLUB - FELICIDADE EXISTE


No domingo li um post no blog myheadphone sobre uma lista feita pelo editor do site MSN Music com os albuns britânicos mais importantes lançados nos últimos 20 anos.
Sabemos que listas são mesmo controversas, mas o cara forçou. Não tinha nenhum disco do Teenage Fanclub na lista!

Aquilo me instigou a escrever sobre um dos discos mais lindos já lançados. "Grand Prix", de 1995.

E essa era a idéia. Criei uma lista com as músicas do disco lá no mixpod, ia copiar no player e providenciar um post falando sobre a maravilha que é este trabalho, que todos deveriam ter em casa, etc.
Mas quando comecei a escrever, pensei muito nos outros albuns. Veio a dúvida.

Como não falar do clássico "Bandwagonesque", eleito pela Spin o disco do ano em 1991 (e vocês sabem que outro disco também foi lançado em 1991...), como não citar o ótimo "Thirteen"? Será que o "Grand Prix" é mesmo melhor que o "Songs From Northern Britain"? E os mais recentes, "Howdy" e "Man Made"? Ignorá-los?
Enfim, mudei de idéia. O post é sobre o Teenage Fanclub.

A banda escocesa é formada por três gênios. Norman Blake (vocal e guitarra), Gerard Love (vocal e baixo) e Raymond McGinley (vocal e guitarra) mais diferentes bateristas ao longo dos anos, todos de primeira qualidade.
Os três "cabeças" são compositores e nos brindam com canções que beiram a perfeição melódica.
O fato é que a música do Teenage Fanclub cai bem a qualquer hora. Ouvindo-os tudo parece mais fácil. É revigorante!
Para quem não conhece pode parecer exagero de fã (será?), mas se vocês ouvirem os discos poderão comprovar que não há uma só música na discografia dos caras que seja ruim. É tudo muito bom, para dizer o mínimo. "Grand Prix" e "Songs From Northern Britain" são simplesmente perfeitos do início ao fim.

Invariavelmente o termo power pop é usado por muitos críticos de música para definir o som dos caras. Outros frequentemente citam a lendária banda Big Star como a principal referência.
Não sei se é o suficiente, mas independente de rótulos ou influências, o Teenage Fanclub merece uma dedicação especial, uma aprofundada, porém com o aviso de que existe o risco de viciar.

A boa notícia é que eles ainda estão na ativa e começaram a tocar sons novos agora em 2009. Deve vir disco novo em breve. Vale até a pena sonhar com uma nova passada da banda por estas terras. Tive o prazer de assistí-los em São Paulo no ano de 2004. Show absurdamente bom, maravilhoso. Foi emocionante ver a galera que lotou o Sesc Pompéia cantar todas as músicas. Seria realmente um sonho vê-los novamente.

Abaixo a seleta e maravilhosa discografia da banda. Deixei uns vídeos (nomes abaixo) para que todos apreciemos. Só não sei por quanto tempo fica aqui, porque a incorporação não está permitida pela gravadora e logo eles fecham o link lá no You Tube.
"A Catholic Education" - 1990
"Bandwagonesque" - 1991 (vídeo da música "The Concept" abaixo)
"Thirteen" - 1993
"Grand Prix" - 1995 (vídeo da música "Sparky's Dream" abaixo)
"Songs From Northern Britain" - 1997 (vídeo da música "Ain't That Enough" abaixo)
"Howdy" - 2000 (vídeo da música "I Need Direction" abaixo)
"Man Made" - 2005

Sandro















quinta-feira, 23 de julho de 2009

CANSADO? NERVOSO? MÚSICA PARA RELAXAR

Relaxar ouvindo música nem sempre é fácil. Cada um tem seu estilo preferido para as horas de paz e tranquilidade. Baladas de rock, soul music, jazz, música erudita, ópera, Enya (argh!),etc.

Não sei se vocês concordam mas tem certos tipos de música que ao invés de acalmar dão nos nervos. Hoje, aproveitando a deixa do último post, onde escrevi sobre um livro ambientado na Escócia e escrito por um escocês, quero dar uma dica de relaxamento através da música.

E música da melhor qualidade. Falo da banda escocesa Belle and Sebastian. A formação do grupo varia de 7 a 10 pessoas, com instrumentos que fogem da tradição guitarra, baixo e bateria. Tem violino, teclado, piano, cello, trompete. E o resultado é fantástico.

Esta excelente banda cai como uma luva para mim quando quero descansar a cabeça. É terapia pura. Músicas simples e belas, daquela de acompanhar lentamente com a cabeça ou pés e de forma tranquila esquecer do resto do mundo. Para mim, funcionam como canções de ninar.

Vou deixar aqui as músicas "Expectations" e "We Rule the School" ambas do primeiro disco da banda lançado em 1996 chamado Tigermilk. Não sei se este ainda está em catálogo, mas a gravadora Trama tem uma série de discos deles lançados aqui no Brasil.

Quem conhece, curte aí, quem não conhece tenta que vale a pena.


Sandro

We Rule The School

Expectations

CANSADO? NERVOSO? MÚSICA PARA RELAXAR

Relaxar ouvindo música nem sempre é fácil. Cada um tem seu estilo preferido para as horas de paz e tranquilidade. Baladas de rock, soul music, jazz, música erudita, ópera, Enya (argh!),etc.

Não sei se vocês concordam mas tem certos tipos de música que ao invés de acalmar dão nos nervos. Hoje, aproveitando a deixa do último post, onde escrevi sobre um livro ambientado na Escócia e escrito por um escocês, quero dar uma dica de relaxamento através da música.

E música da melhor qualidade. Falo da banda escocesa Belle and Sebastian. A formação do grupo varia de 7 a 10 pessoas, com instrumentos que fogem da tradição guitarra, baixo e bateria. Tem violino, teclado, piano, cello, trompete. E o resultado é fantástico.

Esta excelente banda cai como uma luva para mim quando quero descansar a cabeça. É terapia pura. Músicas simples e belas, daquela de acompanhar lentamente com a cabeça ou pés e de forma tranquila esquecer do resto do mundo. Para mim, funcionam como canções de ninar.

Vou deixar aqui as músicas "Expectations" e "We Rule the School" ambas do primeiro disco da banda lançado em 1996 chamado Tigermilk. Não sei se este ainda está em catálogo, mas a gravadora Trama tem uma série de discos deles lançados aqui no Brasil.

Quem conhece, curte aí, quem não conhece tenta que vale a pena.


Sandro

We Rule The School

Expectations

terça-feira, 21 de julho de 2009

IRVINE WELSH - AS REVELAÇÕES PICANTES DOS GRANDES CHEFS


Sempre tive vontade de ler Irvine Welsh. Na verdade, para mim era quase como se eu tivesse a obrigação de ler ao menos um livro deste cultuado escritor, que iniciou a carreira logo de cara com um clássico dos anos 90, Trainspotting (só vi o filme).

Assim como Nick Hornby (vou falar muito dele ainda neste blog) o cara é praticamente uma referência quando se pensa na chamada literatura pop. São livros que trazem como característica narrativa dramas essencialmente urbanos, com uma linguagem muito atual e antenada aos dias de hoje.

Pois bem. Ontem eu terminei de ler "As Revelações Picantes dos Grandes Chefs". Tenho que admitir que o título não atrai muito e que eu comprei o livro mais pela "dívida" citada acima. Mas o negócio é bom! Muito bom!

Apesar do nome do livro sugerir uma trama baseada na gastronomia, o que temos é a deliciosa história de um inspetor sanitário chamado Danny Skinner cuja vida é regada a visitas diárias de bar em bar na cidade de Edimburgo com muita bebida e drogas. O cara ainda é briguento e tem uma sorte imensa com as mulheres. Este estilo está nitidamente atrapalhando Danny em sua vida profissional e amorosa. Para completar ele entra na encanação de descobrir quem era seu pai, fato escondido a sete chaves por sua mãe (uma ex-punk), enquanto cai sua ficha de que ele realmente se tornou um alcólotra.

Como antagonista nesta trama, está o introvertido Kibby, rapaz que aos 21 anos ainda é virgem e tem como principais baladas congressos de Star Trek, passeios na montanha e brincar com sua ferrovia em miniatura. É o típico "criado com os avós" com se diria aqui no Brasil. Tem ainda o fato dele perder seu pai doente logo no início da história.

O bicho começa a pegar quando Kibby entra para trabalhar na mesma repartição de Skinner, que sem uma explicação lógica começa a detestar o garoto. Porém este sentimento de repulsa passa para o ódio completo quando os dois passam a disputar uma vaga de chefe do departamento. Numa noite de bebedeira, sem perceber, só com o poder de seus pensamentos negativos, Skinner lança um feitiço em Kibby.

O próprio Skinner demora para atentar que isso aconteceu, mas o que ocorre é que a partir de então, o pobre garoto que nunca havia bebido, passa a sentir todos os efeitos colaterais das pesadas baladas de Skinner.

Quando o cara percebe isso, se vê indestrutível e aí é que ele enfia o pé na jaca mesmo. Dá-se uma sequencia de experiências abusivas com alcool, drogas e sexo. A vida de Kibby começa a ser destruida.

Muito tempo depois, Kibby saca isso e aí o desfecho é sensacional.

E o nome do livro? Onde entra? É apenas um pano de fundo na procura de Skinner por seu pai, além do fato de que grande parte das situações do livro ocorrem em restaurantes ou bares (muitos bares).

Enfim, é um livro saboroso, fácil de ler, sem a necessidade de muita concentração e que pode ter suas 427 páginas degustadas num curto espaço de tempo. Recomendo.

Sandro

IRVINE WELSH - AS REVELAÇÕES PICANTES DOS GRANDES CHEFS


Sempre tive vontade de ler Irvine Welsh. Na verdade, para mim era quase como se eu tivesse a obrigação de ler ao menos um livro deste cultuado escritor, que iniciou a carreira logo de cara com um clássico dos anos 90, Trainspotting (só vi o filme).

Assim como Nick Hornby (vou falar muito dele ainda neste blog) o cara é praticamente uma referência quando se pensa na chamada literatura pop. São livros que trazem como característica narrativa dramas essencialmente urbanos, com uma linguagem muito atual e antenada aos dias de hoje.

Pois bem. Ontem eu terminei de ler "As Revelações Picantes dos Grandes Chefs". Tenho que admitir que o título não atrai muito e que eu comprei o livro mais pela "dívida" citada acima. Mas o negócio é bom! Muito bom!

Apesar do nome do livro sugerir uma trama baseada na gastronomia, o que temos é a deliciosa história de um inspetor sanitário chamado Danny Skinner cuja vida é regada a visitas diárias de bar em bar na cidade de Edimburgo com muita bebida e drogas. O cara ainda é briguento e tem uma sorte imensa com as mulheres. Este estilo está nitidamente atrapalhando Danny em sua vida profissional e amorosa. Para completar ele entra na encanação de descobrir quem era seu pai, fato escondido a sete chaves por sua mãe (uma ex-punk), enquanto cai sua ficha de que ele realmente se tornou um alcólotra.

Como antagonista nesta trama, está o introvertido Kibby, rapaz que aos 21 anos ainda é virgem e tem como principais baladas congressos de Star Trek, passeios na montanha e brincar com sua ferrovia em miniatura. É o típico "criado com os avós" com se diria aqui no Brasil. Tem ainda o fato dele perder seu pai doente logo no início da história.

O bicho começa a pegar quando Kibby entra para trabalhar na mesma repartição de Skinner, que sem uma explicação lógica começa a detestar o garoto. Porém este sentimento de repulsa passa para o ódio completo quando os dois passam a disputar uma vaga de chefe do departamento. Numa noite de bebedeira, sem perceber, só com o poder de seus pensamentos negativos, Skinner lança um feitiço em Kibby.

O próprio Skinner demora para atentar que isso aconteceu, mas o que ocorre é que a partir de então, o pobre garoto que nunca havia bebido, passa a sentir todos os efeitos colaterais das pesadas baladas de Skinner.

Quando o cara percebe isso, se vê indestrutível e aí é que ele enfia o pé na jaca mesmo. Dá-se uma sequencia de experiências abusivas com alcool, drogas e sexo. A vida de Kibby começa a ser destruida.

Muito tempo depois, Kibby saca isso e aí o desfecho é sensacional.

E o nome do livro? Onde entra? É apenas um pano de fundo na procura de Skinner por seu pai, além do fato de que grande parte das situações do livro ocorrem em restaurantes ou bares (muitos bares).

Enfim, é um livro saboroso, fácil de ler, sem a necessidade de muita concentração e que pode ter suas 427 páginas degustadas num curto espaço de tempo. Recomendo.

Sandro

terça-feira, 23 de junho de 2009

BANDA NOVA? GLASVEGAS


Amigos, outro dia, conversando com o Jay, um velho camarada, ele me disse que estava meio desatualizado e que a última novidade que tinha caído na mão dele era o primeiro disco do Artic Monkeys (eles estão lançando o terceiro e ele sabe disso).

Eu contei para ele sobre a idéia do blog e disse que uma das coisas que eu quero fazer aqui é justamente escrever e mostrar novidades.

Claro que será irresistível aos tiozinhos que fazem este blog (passou de trinta é tio né?) falar de velharias como bem disse o brother Anselmo no post abaixo.

Mas o fato é que temos sim, coisas muito boas sendo feitas nestes últimos anos e que vale a pena divulgar.

Neste post eu vou citar uma. E uma das minhas preferidas.

Glasvegas.

A banda foi formada em 2003 na Escócia e em 2008 lançou um disco ótimo que leva o mesmo nome da banda. Desde então eles estão fazendo barulho na cena inglesa e ganhando cada vez mais espaço.

Coisa fina!

Há, antes que alguém olhe a foto acima e pense que trata-se de uma banda com vocal feminino, a garota da foto é a baterista!
Abaixo eu deixei as músicas Geraldine e Gonna Get Stabbed.

Geraldine
Gonna Get Stabbed

Sandro

BANDA NOVA? GLASVEGAS


Amigos, outro dia, conversando com o Jay, um velho camarada, ele me disse que estava meio desatualizado e que a última novidade que tinha caído na mão dele era o primeiro disco do Artic Monkeys (eles estão lançando o terceiro e ele sabe disso).

Eu contei para ele sobre a idéia do blog e disse que uma das coisas que eu quero fazer aqui é justamente escrever e mostrar novidades.

Claro que será irresistível aos tiozinhos que fazem este blog (passou de trinta é tio né?) falar de velharias como bem disse o brother Anselmo no post abaixo.

Mas o fato é que temos sim, coisas muito boas sendo feitas nestes últimos anos e que vale a pena divulgar.

Neste post eu vou citar uma. E uma das minhas preferidas.

Glasvegas.

A banda foi formada em 2003 na Escócia e em 2008 lançou um disco ótimo que leva o mesmo nome da banda. Desde então eles estão fazendo barulho na cena inglesa e ganhando cada vez mais espaço.

Coisa fina!

Há, antes que alguém olhe a foto acima e pense que trata-se de uma banda com vocal feminino, a garota da foto é a baterista!
Abaixo eu deixei as músicas Geraldine e Gonna Get Stabbed.

Geraldine
Gonna Get Stabbed

Sandro

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