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quarta-feira, 3 de março de 2010

MAGNUS LINDBERG - O Maestro Que Ouviu CLASH



Estava lendo artigos sobre música hoje, tentando encontrar alguma coisa interessante pra comentar, mas que tivesse alguma curiosidade mesmo. Achei Magnus Lindberg.

Magnus Lindberg nasceu na Finlândia, Helsinki, em 1958. Estudou piano na academia Sibelius, onde despertou o interesse para obras de vanguarda européia. Formou um grupo informal conhecido como a sociedade “Korvat Auki” (Ouvidos Abertos), em 1980.

No início dos anos 80 apresentou suas primeiras composições musicais "Action-Situation-Signification" (1982) e "Kraft"(1983-85), na época do Toimii Ensemble, grupo de músicos ligados a academia Sibelius, parceria com o regente EsaPekka Salonen.

Mas o que me incentivou a pesquisar sobre esse compositor finlandês, é que nos anos 70, Lindberg se impressionou com a energia do “punk rock” do The Clash, e com o “rock industrial” destruidor do Einstüzende Neubaten (Alemanha), e trouxe essa pulsação sonora pra sua música.

Coincidência ou não, uma de suas obras mais importantes não se chama “Related Rocks” por acaso. Essa composição desenvolve uma de suas idéias antigas, que seria o uso de gravações sampleadas eletronicamente durante a destruição de um piano de cauda.

Preciso pesquisar mais sobre a obra desse compositor, mesmo porque não poderia deixar "passar em branco" a história de um maestro que se inspirou no “The Clash” e no “Einstüzende Neubaten”, mesmo que somente na “força sonora”.

Caso alguém tenha informações complementares sobre sua obra, favor mandar pra gente.

Anselmo







MAGNUS LINDBERG - O Maestro Que Ouviu CLASH



Estava lendo artigos sobre música hoje, tentando encontrar alguma coisa interessante pra comentar, mas que tivesse alguma curiosidade mesmo. Achei Magnus Lindberg.

Magnus Lindberg nasceu na Finlândia, Helsinki, em 1958. Estudou piano na academia Sibelius, onde despertou o interesse para obras de vanguarda européia. Formou um grupo informal conhecido como a sociedade “Korvat Auki” (Ouvidos Abertos), em 1980.

No início dos anos 80 apresentou suas primeiras composições musicais "Action-Situation-Signification" (1982) e "Kraft"(1983-85), na época do Toimii Ensemble, grupo de músicos ligados a academia Sibelius, parceria com o regente EsaPekka Salonen.

Mas o que me incentivou a pesquisar sobre esse compositor finlandês, é que nos anos 70, Lindberg se impressionou com a energia do “punk rock” do The Clash, e com o “rock industrial” destruidor do Einstüzende Neubaten (Alemanha), e trouxe essa pulsação sonora pra sua música.

Coincidência ou não, uma de suas obras mais importantes não se chama “Related Rocks” por acaso. Essa composição desenvolve uma de suas idéias antigas, que seria o uso de gravações sampleadas eletronicamente durante a destruição de um piano de cauda.

Preciso pesquisar mais sobre a obra desse compositor, mesmo porque não poderia deixar "passar em branco" a história de um maestro que se inspirou no “The Clash” e no “Einstüzende Neubaten”, mesmo que somente na “força sonora”.

Caso alguém tenha informações complementares sobre sua obra, favor mandar pra gente.

Anselmo







segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CAMILLE SAINT-SAËNS - Danse Macabre

É interessante como o “terror” é um tema que atrai tanta gente. As pessoas pagam para sentir medo, seja com literatura, cinema ou música. O guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler perceberam isso quando deram o nome Black Sabbath para sua banda de rock, inspirado num filme de Mario Bava de 1963. (Qualquer outro nome de bandas, dito góticas, que me venham a memória nesse momento, somente repetem essa idéia).

No entanto, enquanto divagava sobre esse assunto, recordei de uma das figuras culturais francesas mais importantes do sec.19, o compositor, organista e pianista Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835).

Camille foi o menino-prodígio que, admirador de Liszt e Wagner, é chamado de o Mozart francês. Foi uma pessoa feliz, que gostava de viajar, sendo que numa dessas viagens veio a América do Sul onde deu concertos no Rio de Janeiro e São Paulo em 1899. Faleceu em Argel, na Argélia, no dia 16 de dezembro de 1921.

Com certeza vocês devem estar se perguntando, por que estou citando Camille depois de comentar sobre arte e terror? A resposta é simples meus caros amigos, foi dele a obra “Danse Macabre” (1875).

Inspirado no poema de Jean Lahor, (Henri Cazalis), onde numa noite de halloween, à meia-noite, esqueletos comandados pela morte, saem de seus túmulos para um baile em um pátio de igreja (pela primeira vez o xilofone é usado em música clássica), esta é sua sinfonia mais famosa.

Alguns também citam como uma tradição medieval, iconográfica, a Dança Macabra, que foi muito forte no imaginário popular durante os tempos da Peste Negra. A principal mensagem é retratar que no final somos todos iguais. O filme “O Sétimo Selo” (1957) de Ingmar Bergman, termina com a “Dança da Morte”, onde todos os diferentes personagens , guiados pela morte, seguem o mesmo e derradeiro destino (mas este terá um post específico).

Como nosso objetivo final é o entretenimento, deixo abaixo uma versão POP-Cartoon dessa maravilhosa sinfonia, para sua apreciação.

Anselmo


CAMILLE SAINT-SAËNS - Danse Macabre

É interessante como o “terror” é um tema que atrai tanta gente. As pessoas pagam para sentir medo, seja com literatura, cinema ou música. O guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler perceberam isso quando deram o nome Black Sabbath para sua banda de rock, inspirado num filme de Mario Bava de 1963. (Qualquer outro nome de bandas, dito góticas, que me venham a memória nesse momento, somente repetem essa idéia).

No entanto, enquanto divagava sobre esse assunto, recordei de uma das figuras culturais francesas mais importantes do sec.19, o compositor, organista e pianista Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835).

Camille foi o menino-prodígio que, admirador de Liszt e Wagner, é chamado de o Mozart francês. Foi uma pessoa feliz, que gostava de viajar, sendo que numa dessas viagens veio a América do Sul onde deu concertos no Rio de Janeiro e São Paulo em 1899. Faleceu em Argel, na Argélia, no dia 16 de dezembro de 1921.

Com certeza vocês devem estar se perguntando, por que estou citando Camille depois de comentar sobre arte e terror? A resposta é simples meus caros amigos, foi dele a obra “Danse Macabre” (1875).

Inspirado no poema de Jean Lahor, (Henri Cazalis), onde numa noite de halloween, à meia-noite, esqueletos comandados pela morte, saem de seus túmulos para um baile em um pátio de igreja (pela primeira vez o xilofone é usado em música clássica), esta é sua sinfonia mais famosa.

Alguns também citam como uma tradição medieval, iconográfica, a Dança Macabra, que foi muito forte no imaginário popular durante os tempos da Peste Negra. A principal mensagem é retratar que no final somos todos iguais. O filme “O Sétimo Selo” (1957) de Ingmar Bergman, termina com a “Dança da Morte”, onde todos os diferentes personagens , guiados pela morte, seguem o mesmo e derradeiro destino (mas este terá um post específico).

Como nosso objetivo final é o entretenimento, deixo abaixo uma versão POP-Cartoon dessa maravilhosa sinfonia, para sua apreciação.

Anselmo


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ROSTROPOVICH - Suítes de Bach

Existem músicas que ouvimos uma vez na vida e não nos esquecemos nunca. Não sabemos ao certo quando ou onde, podemos até ficar muitos anos sem ouvi-la, mas quando nos deparamos com ela, é como se encontrássemos uma pessoa querida, que de uma forma ou de outra está sempre por perto.

Para mim, uma obra em especial são as “Seis Suítes Para Violoncelo Solo” de Johann Sebastian Bach. Alemão (1685 – 1750), grande compositor e organista, figura referencia da “Era Barroca” da música clássica.

Dessas suítes, a minha preferida é a Nr.1(Prelude), muito popular e sempre utilizada em publicidade, eventos, e recentemente em comerciais de TV (talvez por isso, esteja sempre presente em minha vida).

Porém para executar essas obras com “maestria” temos que contar com o talento de grandes artistas, e nesse caso gostaria de citar o maior violoncelista do século 20: Mstislav Leopoldovitch Rostropovich (27 de março de 1927 - 27 de abril de 2007).

De origem russa, quando jovem mudou-se com a família para Moscou com intuito de estudar no conservatório da capital onde estreou várias obras, e por seu talento e trabalho chegou a docente da instituição.

Sempre foi um defensor da liberdade artística , da liberdade de expressão e da democracia, o que resultou em censura pelo partido comunista soviético. Por isso, fugiu da então URSS em 1974 e em 1978 teria sua cidadania soviética revogada, chegando até a se naturalizar americano posteriormente. Somente no período do governo de Mikhail Gorbachov conseguiu retornar a seu país.

Um fato que demonstra bem o seu estilo, foi quando em 1989, dias após a queda do Muro de Berlim, Rostropovich pegou seu violoncelo , viajou até Berlim, e fez um concerto de improviso, não anunciado, ao lado dos escombros do muro.

Segue abaixo um momento único, com Rostropovich executando a Suíte Nr.1 (Prelude) para violoncelo, de Bach.

Anselmo



ROSTROPOVICH - Suítes de Bach

Existem músicas que ouvimos uma vez na vida e não nos esquecemos nunca. Não sabemos ao certo quando ou onde, podemos até ficar muitos anos sem ouvi-la, mas quando nos deparamos com ela, é como se encontrássemos uma pessoa querida, que de uma forma ou de outra está sempre por perto.

Para mim, uma obra em especial são as “Seis Suítes Para Violoncelo Solo” de Johann Sebastian Bach. Alemão (1685 – 1750), grande compositor e organista, figura referencia da “Era Barroca” da música clássica.

Dessas suítes, a minha preferida é a Nr.1(Prelude), muito popular e sempre utilizada em publicidade, eventos, e recentemente em comerciais de TV (talvez por isso, esteja sempre presente em minha vida).

Porém para executar essas obras com “maestria” temos que contar com o talento de grandes artistas, e nesse caso gostaria de citar o maior violoncelista do século 20: Mstislav Leopoldovitch Rostropovich (27 de março de 1927 - 27 de abril de 2007).

De origem russa, quando jovem mudou-se com a família para Moscou com intuito de estudar no conservatório da capital onde estreou várias obras, e por seu talento e trabalho chegou a docente da instituição.

Sempre foi um defensor da liberdade artística , da liberdade de expressão e da democracia, o que resultou em censura pelo partido comunista soviético. Por isso, fugiu da então URSS em 1974 e em 1978 teria sua cidadania soviética revogada, chegando até a se naturalizar americano posteriormente. Somente no período do governo de Mikhail Gorbachov conseguiu retornar a seu país.

Um fato que demonstra bem o seu estilo, foi quando em 1989, dias após a queda do Muro de Berlim, Rostropovich pegou seu violoncelo , viajou até Berlim, e fez um concerto de improviso, não anunciado, ao lado dos escombros do muro.

Segue abaixo um momento único, com Rostropovich executando a Suíte Nr.1 (Prelude) para violoncelo, de Bach.

Anselmo



domingo, 20 de setembro de 2009

VIVALDI - O PADRE VERMELHO

Existe aquela máxima que diz: “Para ser imortal basta fazer uma única coisa notável”. Nesses casos temos celebridades que fizeram mais de uma obra incrível, e por isso são chamados de gênios.

Esses gênios, apesar de eternos e de suas obras estarem sempre disponíveis (algumas até intrínsecas em nossas vidas), vem e vão na mídia de forma cíclica, podem ser redescobertos a cada 10 ou 50 anos.

Seguindo essa linha de raciocínio bem particular, gostaria de citar um artista que a exemplo de Mozart e Beethoven, parece que está voltando à mídia: Antonio Vivaldi.

Vivaldi nasceu em Veneza, Itália, em 1678. Foi um importante compositor e músico da “Era Barroca”, por ser um sacerdote ruivo ficou conhecido como o “Padre Vermelho”.

Tornou-se padre em 1703, mas devido a problemas de saúde foi liberado das obrigações religiosas, voltou-se para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza.

Temos contrapontos interessantes em sua obra. J.S.Bach era admirador confesso de Vivaldi , transcrevendo suas obras para piano. Já o maestro e compositor Igor Stravinsky dizia que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Mesmo como sacerdote, existem teorias de Vivaldi ter tido vários casos amorosos, um deles com a cantora Anna Giraud.

Voltando ao início de nosso “post”, tenho o palpite que vamos ouvir falar mais de Vivaldi no futuro. Temos o filme estrelado por Joseph Fiennes, o livro “As Virgens de Vivaldi” de Barbara Quick (Bertrand Brasil), “O Enigma Vivaldi” de Peter Harris (Relume Dumara).

A idéia central desse “post” não é o de explicar Vivaldi, para isso sugiro uma pesquisa maior. Mas para quem quiser ouvir suas principais obras, podemos citar “As Quatro Estações”, “Gloria”, "Nulla In Mundo Pax Sincera”, “Concerto para Flauta ( O Pintassilgo)”.

Abaixo segue um vídeo o violinista britânico Nigel Kennedy tocando “Primavera” (Quatro Estações).

Anselmo


VIVALDI - O PADRE VERMELHO

Existe aquela máxima que diz: “Para ser imortal basta fazer uma única coisa notável”. Nesses casos temos celebridades que fizeram mais de uma obra incrível, e por isso são chamados de gênios.

Esses gênios, apesar de eternos e de suas obras estarem sempre disponíveis (algumas até intrínsecas em nossas vidas), vem e vão na mídia de forma cíclica, podem ser redescobertos a cada 10 ou 50 anos.

Seguindo essa linha de raciocínio bem particular, gostaria de citar um artista que a exemplo de Mozart e Beethoven, parece que está voltando à mídia: Antonio Vivaldi.

Vivaldi nasceu em Veneza, Itália, em 1678. Foi um importante compositor e músico da “Era Barroca”, por ser um sacerdote ruivo ficou conhecido como o “Padre Vermelho”.

Tornou-se padre em 1703, mas devido a problemas de saúde foi liberado das obrigações religiosas, voltou-se para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza.

Temos contrapontos interessantes em sua obra. J.S.Bach era admirador confesso de Vivaldi , transcrevendo suas obras para piano. Já o maestro e compositor Igor Stravinsky dizia que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes.

Mesmo como sacerdote, existem teorias de Vivaldi ter tido vários casos amorosos, um deles com a cantora Anna Giraud.

Voltando ao início de nosso “post”, tenho o palpite que vamos ouvir falar mais de Vivaldi no futuro. Temos o filme estrelado por Joseph Fiennes, o livro “As Virgens de Vivaldi” de Barbara Quick (Bertrand Brasil), “O Enigma Vivaldi” de Peter Harris (Relume Dumara).

A idéia central desse “post” não é o de explicar Vivaldi, para isso sugiro uma pesquisa maior. Mas para quem quiser ouvir suas principais obras, podemos citar “As Quatro Estações”, “Gloria”, "Nulla In Mundo Pax Sincera”, “Concerto para Flauta ( O Pintassilgo)”.

Abaixo segue um vídeo o violinista britânico Nigel Kennedy tocando “Primavera” (Quatro Estações).

Anselmo


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Zaratustra, Deus Não Pode Estar Morto!

Conforme já comentamos aqui no Blog, existe a evolução ou sintonia de idéias, onde um artista se utiliza da obra de outro, desenvolvendo nela seu toque pessoal, sua assinatura, seu estilo.

No entanto existem casos em que temos simplesmente a combinação de idéias brilhantes, como se fosse uma conspiração da própria natureza no intuito de nos fazer ficar embasbacados por tanta grandiosidade, mas ao mesmo tempo trazendo-as para uma linguagem POP que pode atingir o mais simples dos homens.

Pois então vejamos o que digo.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900), influente filósofo alemão do século XIX, que teve uma vida frágil, e morreu jovem aos 36 anos. Uma de suas obras mais controversas é “Assim Falou Zaratustra”, onde o Zaratustra é um líder da humanidade e pensador ideal de Nietzsche, e tem como centro a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem"(Übermensch). O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Richard Georg Strauss (1864 – 1949) compositor e maestro alemão , considerado um dos maiores nomes da música entre o final da “Era Romântica” e o início da “Idade Moderna”. Foi baseado no poema filosófico de Nietzche que escreveu seu “poema sinfônico” para “Assim Falou Zaratustra” (tenho um palpite que foi daí que John Williams se inspirou pro tema de Superman).

Arthur Charles Clarke (1917-2008) inventor e escritor britânico, autor de obras de divulgação e ficção científica como “The Sentinel” (1968). O livro conta a história de uma estrutura piramidal descoberta na Lua que se revela ser uma espécie de radiotransmissor deixado por uma raça alienígena em tempos remotos, a qual havia percebido a possibilidade de se desenvolver na Terra vida inteligente e civilização. Devido à resistência de seus materiais, os terráqueos são obrigados a destruí-la para poderem analisá-la, o que faz com que ela pare de enviar sinais para seus construtores, revelando para estes a presença de mais uma espécie inteligente no universo: os seres humanos.(fonte wikipedia)

Stanley Kubrick (1928-1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, que baseado na obra “The Sentinel” dirigiu e desenvolveu ( junto com Arthur C. Clarke) a história e o filme 2001 uma Odisséia no Espaço. Que descrevia a aurora do homem tendo a música de “Assim Falou Zaratustra” como fundo musical.

Incrível como o trabalho e obra de distintas celebridades mundiais , feitas em períodos diferentes, podem em um momento no tempo, convergirem em um resultado inesperado e assombroso, e por que não dizer definitivamente POP.
Caro Zaratustra, por isso afirmo : "Deus não pode estar morto".

Anselmo



Zaratustra, Deus Não Pode Estar Morto!

Conforme já comentamos aqui no Blog, existe a evolução ou sintonia de idéias, onde um artista se utiliza da obra de outro, desenvolvendo nela seu toque pessoal, sua assinatura, seu estilo.

No entanto existem casos em que temos simplesmente a combinação de idéias brilhantes, como se fosse uma conspiração da própria natureza no intuito de nos fazer ficar embasbacados por tanta grandiosidade, mas ao mesmo tempo trazendo-as para uma linguagem POP que pode atingir o mais simples dos homens.

Pois então vejamos o que digo.

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900), influente filósofo alemão do século XIX, que teve uma vida frágil, e morreu jovem aos 36 anos. Uma de suas obras mais controversas é “Assim Falou Zaratustra”, onde o Zaratustra é um líder da humanidade e pensador ideal de Nietzsche, e tem como centro a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem"(Übermensch). O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Richard Georg Strauss (1864 – 1949) compositor e maestro alemão , considerado um dos maiores nomes da música entre o final da “Era Romântica” e o início da “Idade Moderna”. Foi baseado no poema filosófico de Nietzche que escreveu seu “poema sinfônico” para “Assim Falou Zaratustra” (tenho um palpite que foi daí que John Williams se inspirou pro tema de Superman).

Arthur Charles Clarke (1917-2008) inventor e escritor britânico, autor de obras de divulgação e ficção científica como “The Sentinel” (1968). O livro conta a história de uma estrutura piramidal descoberta na Lua que se revela ser uma espécie de radiotransmissor deixado por uma raça alienígena em tempos remotos, a qual havia percebido a possibilidade de se desenvolver na Terra vida inteligente e civilização. Devido à resistência de seus materiais, os terráqueos são obrigados a destruí-la para poderem analisá-la, o que faz com que ela pare de enviar sinais para seus construtores, revelando para estes a presença de mais uma espécie inteligente no universo: os seres humanos.(fonte wikipedia)

Stanley Kubrick (1928-1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, que baseado na obra “The Sentinel” dirigiu e desenvolveu ( junto com Arthur C. Clarke) a história e o filme 2001 uma Odisséia no Espaço. Que descrevia a aurora do homem tendo a música de “Assim Falou Zaratustra” como fundo musical.

Incrível como o trabalho e obra de distintas celebridades mundiais , feitas em períodos diferentes, podem em um momento no tempo, convergirem em um resultado inesperado e assombroso, e por que não dizer definitivamente POP.
Caro Zaratustra, por isso afirmo : "Deus não pode estar morto".

Anselmo



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