minervapop

domingo, 7 de outubro de 2012

DEUS ESTÁ MORTO? PROMETHEUS



Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!

O texto acima é do filosofo alemão Friedrich Nietzsche, onde lança a famosa frase “Deus está morto”. O impacto nas lideranças religiosas na época, e até hoje, foram impactantes, mas no contexto da mensagem, nunca esteve tão certo.

 

Não sou ateu, pelo contrário, tenho até um conceito de fé pessoal, mas a partir do momento que o homem criou o antibiótico, essa frase de Nietzche está escancarada em nosso “dia-a-dia”. I-Pads, Internet, Remédios, ciência, alimentos tratados artificialmente, falta de humanidade, racismo regional.

 

Cada vez mais lideranças religiosas aparecem na TV vendendo a salvação divina com pagamentos mediante carnês de financiamento. Voce pode até ter uma conta em cartão de crédito santo.

 

Não, não tem essa de “cada um com sua mania”, tudo está relacionado ao grau de educação do indivíduo. Ás portas do século XXI, tecnologia, ciência e informação ao alcance de um click, e o cara cai nessa, nesse caso o sofrimento é inevitável, ou melhor, é necessário, pois fica sendo a matéria-prima desse assistencialismo sobrenatural.

 

Felizmente pessoas ilustres contestam essa ideia de “ser-supremo” bondoso de forma contundente. Como exemplo o escritor H.P. Lovecraft que em suas obras chamadas de “Mitologia Chutulhu”, principalmente o livro “Nas Montanhas da Loucura” (1936).

 

História é escrita em primeira pessoa, na voz de um sobrevivente de uma expedição científica à Antártida, sendo testemunha de episódios terríveis. Somos levados à uma cidade perdida, atrás de cordilheiras intransponíveis no gelo antártico, maiores que o Himalaia e o Monte Everest, cidade esta de dezenas de milhões de anos, criada por seres alienígenas tanto em origem quanto em composição, assim como a saber de sua História e seu terrível destino. Pode ser que esses alienígenas estariam aqui antes da raça humana.
Mas porque citei Lovecraft? Para os mais antenados, é óbvio, o filme Prometheus dirigido por Ridley Scott tem como base as obras de Lovecraft, principalmente essa última citada. Nesse último trabalho cinematográfico a grande questão é “e se o criador da raça humana não estivesse interessado em sua criação, e até a ignorasse, desprezasse o homem”?


É nesse contexto que  o filme tem sua linha de evolução. Sinopse: 2089. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) são exploradores que encontram a mesma pintura em várias cavernas na Terra. Com base nisto, eles desenvolvem uma teoria em que a pintura aponta para um lugar específico do universo, que teria alguma relação com o início da vida no planeta. A dupla convence um milionário, Peter Weyland (Guy Pearce), a bancar uma cara expedição interestelar para investigar o assunto. Desta forma, Elizabeth e Charlie entram para a tripulação da nave Prometheus, composta pelo robô David (Michael Fassbender), a diretora Meredith Vickers (Charlize Theron), o capitão Janek (Idris Elba), entre outros. Todos, com exceção de David, hibernam em sono criogênico até que a nave chegue ao objetivo, o que acontece em 2093. Encantados com a descoberta de um novo mundo e a possibilidade de revelarem o segredo da origem da vida na Terra, Elizabeth e Charlie não percebem que o local é também bastante perigoso.
O que é fantástico no filme é a possibilidade de discussão sobre outras possibilidades de criação de vida na terra, no universo, e da existência de Deus. A cena inicial é foda!
Mas o que temos no final de todas essa discussão é um filme muito bom. E agora em Outubro 2012 sai o Blue-Ray com cenas extras e respostas a questões iniciais.

Anselmo

sexta-feira, 23 de março de 2012

2012 - BRASIL COM BONS SHOWS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE

Pois é. Entramos definitivamente na rota de shows gringos. Desde 2010, a oferta de atrações internacionais que desembarcam em nossas terras é absurda. Tem para todos os gostos. Novidades, velharias, gente no auge, gente em decadência. Aparece de tudo.

A situação econômica do país ajuda. A paridade cambial facilita. Porém um grande fator que motiva esta avalanche de tours passando pelo Brasil é a necessidade de trabalhar. Sim, porque até alguns anos atrás muitos de nossos ídolos não se preocupavam tanto com turnês. Lançavam o disco (quando lançavam) e
depois era só esperar cair a grana fechada com as gravadoras. Só que com esta era de música livre, com os novos tempos da internet não dá mais para fazer isso. O negócio é tocar. O negócio é fazer show. Sorte nossa...

Em mais uma tentativa de tirar este amado blog de seu estado vegetativo, o post de hoje é um serviço. Não só para quem estiver lendo esta toscas linhas, mas para mim mesmo. No resumo abaixo, eu e você podemos encontrar a relação dos shows mais bacanas que irão acontecer no Brasil nos próximos meses.

Para o meu gosto, os obrigatórios são: os dois dias de Lollapalooza (o sábado está esgotado, mas sempre dá para dar um jeito), Mark Lanegan (leia aqui sobre o show de 2010) e o Nada Surf. Mas no mínimo eu também devo ir também no Jello Biafra (leia aqui o post sobre o show de 2010), no Vaccines, Meteors, James e Cursive.

Dos vários shows que já rolaram até agora, eu destaco dois. O Morrissey devidamente comentado num post específico (leia aqui) e Florence and The Machine, que eu infelizmente não pude ir.

Bom, veja se tem alguma balada esperando você:
  • Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Dia 24 de março (sábado) no Beco 203 em SP e 28 de março no Teatro Odisséia no Rio. Quanto: R$ 80,00.
  • Foo Fighters, TV on the Radio, Band of Horses, Joan Jett and The Blackhearts, Peaches, Cage The Elephant e outros. Dia 7 de abril (sábado) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00 (sold out).
  • Arctic Monkeys, Jane's Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Skrillex, Gogol Bordello e outros. Dia 8 de abril (domingo) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00.
  • The Damned. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Clash em SP. Quanto R$ 120,00.
  • Thurston Moore e Kurt Ville. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto R$ 140,00.
  • Mark Lanegan. Dia 14 de abril (sábado) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • Voodoo Glow Skull. Dia 15 de abril (domingo) no Hangar 110 em SP. Quanto: R$ 70,00.
  • Bob Dylan. Dia 15 de abril no Citibank Hall, Rio de Janeiro; 17 de abril em Brasilia; 19 de abril no Chevrolet Hall, BH; Dias 21 e 22 de abril (sábado e domingo) no Credicard Hall em SP e 24 de abril no Pepsi on Stage em Porto Alegre Quanto: de R$ 450,00 a R$ 900,00.
  • The Vaccines. Dia 18 de abril (terça-feira)  no Cine Jóia em SP e dia 19 de abril no Circo Voador, RJ. Quanto: R$ 160,00.
  • Anthrax e Misfits. Dia 22 de abril na Fundição Progreso no Rio, dia 25 de abril no Gigantinho em Porto Alegre e dia 27 de abril (sexta-feira) no HSBC Brasil em SP. Quanto: R$ 130,00.
  • Nada Surf. Dia 25 de abril (quarta-feira) no Cine Jóia em SP e dia 28 de abril no Music Hall em Curitiba. Onde:  em SP e no Rio. Quanto: R$ 120,00.
  • The Meteors. Dia 28 de abril (sábado) no Inferno em SP. Quanto: R$ 80,00.
  • Duran Duran. Dia 30 de abril no Citibank Hall, RJ e dia 2 de maio (quarta-feira) no Credicard Hall em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • James. Dia 30 de abril (segunda-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 120,00.
  • Ting Tings. Dia 30 de abril no Circo Voador no Rio e dia 1 de maio (terça-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 110,00.
  • Noel Gallagher. Dia 2 de maio (quarta-feira) no Espaço das Américas em SP e dia 3 de maio no Vivo Rio. Quanto: R$ 180,00.
  • The Kooks. Dia 10 de maio no Circo Voador, Rj e dia 11 de maio (sexta-feira) no Via Funchal em SP. Quanto: R$ 100,00.
  • Bjork, Chromeo e outros. Dia 11 de maio (sexta-feira) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • Mogwai, Cee Lo Green, Justice, James Blake e outros. Dia 12 de maio (sábado) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • The Mission. Dia 27 de maio (domingo) no Cine Jóia em SP e dia 31 de maio no Rio de Janeiro. Quanto: R$ 90,00.
  • The Horrors. Dia 27 de maio (domingo) no Parque da Indepêndencia (á confirmar) em SP. Quanto: De graça.
  • Atari Teenage Riot. Dia 15 de junho (sexta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 75,00.
  • Cursive. Dia 21 de junho (quinta-feira) no Studio SP e dia 22 de junho no Studio RJ. 
PS: os preços são referentes aos ingressos para SP com base em pista.

Alguns exemplos do que nos espera...

Sandro

quarta-feira, 14 de março de 2012

O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...

Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.

Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.

Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.

Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).

Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos  do show(video abaixo).

Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...

Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.

Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.

Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.

Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.

Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.

1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis)  One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")

Sandro

 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

QUADROPHENIA - THE WHO


Quando era garoto, bem na época da adolescência mesmo, se havia uma banda que eu acreditava serem “os deuses encarnados do Rock´n´Roll” era o Led Zeppelin.
Tinha uns 12 ou 13 anos e ganhei  o álbum “CODA”, e achava aquilo um som do “outro mundo”. Na seqüência caiu em minhas mãos o LED II, I e IV, sim nesta exata ordem.
 Estava começando a entender as letras em inglês, e acho que aqueles versos de duendes, seres mágicos, devem ter tido o mesmo efeito que as histórias do Harry Pother pra minha filha que hoje tem 12 anos.
Claro que as histórias fantásticas de Robert Plant não teriam nenhum efeito de a guitarra espetacular e moderna de Jimmy Page, ou a cozinha formada pelo talentoso John Paul Jones, e o técnico e pesado John Bonham.
Relato aqui que conheço todos os álbuns e guardo todos com carinho em meu IPod, que assim como as matérias de Matemática e Português da minha base escolar, foram importantes para minha formação musical, porém estão lá guardadas, não agüento nem passar perto mais.
Contei aos colegas leitores do Blog está rápida passagem para ilustrar o que vem a seguir, o The Who.
Nunca, mas eu disse nunca mesmo gostei dessa banda quando adolescente. Achava-os chatos. Não lembro de uma vez sequer de ter dado atenção a banda daquele guitarrista narigudo que havia escrito a história do filme do cabeludo loiro e cego que passava na sessão da tarde. Simplesmente por que não havia reinos mágicos, unicórnios, escadas para o céu, nem sonhos doidos em evidencia nas suas canções ( e olha que sempre fui um muleque careta).
Mesmo em 1999 quando fui pra Londres, conversando com o dono da casa onde estava hospedado, observando um quadro pendurando do The Who na parede, disse: “Essa banda nunca me disse muito”. Nem preciso descrever a fisionomia do inglês após essa frase.
Passados alguns anos desde minha longínqua adolescência , e agora equipado com tudo quê as redes sociais podem oferecer (Facebook, Youtube, Google), me deparei com um vídeo do Pete Townshend (agora sei o nome do narigudo) onde ele disse: “Odeio qualquer coisa que tenham feito. Não suporto o fato de nos compararem”.
Essa frase me incentivou a pesquisar mais sobre o The Who, e entender por que Pete disse isso. Cara, a cada canção que revisitava, e após ouvir suas canções com atenção, entendi.

O The Who fala mais de coisas reais em suas canções, apesar de alguns lapsos lisérgicos dos anos 60 em Tommy, esses garotos traduziram toda uma geração inglesa por meio do timbre de seus instrumentos. E, apesar de ser um dos seus trabalhos mais contestados, o disco QUADROPHENIA é soberbo.

Fonte Wikipédia:
Quadrophenia é o sexto álbum do The Who. Lançado em 19/10/73, é uma das duas  óperas-rock em larga escala do grupo. O nome é uma modificação a partir de uma noção não-científica da esquizofrenia, aqui como uma doença de personalidade múltipla; o protagonista da ópera sofre de personalidade quádrupla, cada uma delas associadas a um integrante do The Who. O encarte do álbum traz as descrições:
§  Um cara durão, um dançarino incapaz. ("Helpless Dancer" - Roger Daltrey)
§  Um romântico, sou eu por um momento? ("Is It Me?" - John Entwistle)
§  Um maldito lunático, eu até mesmo carrego tuas malas. ("Bell Boy" - Keith Moon)
§  Um mendigo, um hipócrita, amor, reine sobre mim. ("Love Reign O'er Me" -Pete Townshend)
Além de descrever a personalidade de cada membro da banda, os quatro comentários referem-se às quatro músicas-tema que retratam o personagem Jimmy: “Helpless Dancer”, “Doctor Jimmy”, “Bell Boy”, e “Love Reign O’er Me”. Os quatro temas misturam-se na penúltima faixa do disco, uma elaborada peça instrumental chamada “The Rock”.
A história cobre aproximadamente dois dias da vida de um certo Jimmy, participante do movimento MOD da Inglaterra no começo dos anos 60. “A história começa numa rocha, no meio do oceano…”, disse o compositor Pete Townshend durante uma apresentação ao vivo. Sua observação parece indicar que a ópera representa as lembranças de Jimmy dos dois dias anteriores, que resultaram na triste situação em que ele se encontra no final da história. A narrativa é difícil de se aperceber só pelos versos das músicas, mas é complementada pelos “comentários” de Jimmy sobre vários assuntos em um encarte incluído no disco.
Já que pode-se dizer que Quadrophenia é a narrativa de uma história, esta história é contada então na primeira pessoa. A primeira metade da ópera trata das frustrações e inseguranças que guiam a vida de Jimmy, incluindo breves momentos de sua vida caseira, seu trabalho, seu psicanalista, e suas tentativas infrutíferas de ter uma vida social. Na metade da ópera ele canta “I’ve Had Enough” (“Eu já tive o bastante”), vendo-se chutado de casa depois que seus pais encontram anfetaminas em seu quarto, depois do qual ele se droga e pega um trem para Brighton, rouba um bote e o dirige para uma rocha no meio do oceano, esfacelando-se emocionalmente. Sem mais nenhum motivo para viver, ele encontra a redenção na chuva (uma manifestação da fixação espiritual por Townshend pela água).
Quadrophenia foi lançado originalmente como um vinil duplo, em embalagem formato livro, que trazia as letras das músicas e uma versão textual da história, além de um encarte que vinha à parte, com fotografias para ilustrar o conto. A MCA relançou-o em CD em 1985, com as letras e o texto mas sem o encarte. A versão remasterizada de 1996 traz o encarte original completo em miniatura.
No encarte da versão remasterizada de Odds and Sods, Townshend revela que Quadrophenia evoluíu de uma idéia para uma auto-indulgente autobiografia da banda. Duas das faixas da ópera datam de 1972, um ano que viu o Who produzir compactos referentes à banda, como “Join Together” e “Long Live Rock” (o último só lançado em 1974). Entretanto, na época em que Quadrophenia foi lançado, o papel da banda na história era apenas simbólico, através das quatro personalidades de Jimmy.
Os versos da canção “The Punk and the Godfather” deixam a impressão de que Townshend estava ciente da rebelião musical chamada PUNK já em 1973, com uma interpretação dúbia sobre Townshend ser o “punk” os executivos de sua gravadora o “godfather” e/ou músicos novatos inventando novos estilos como os “punks” e Townshend como o “godfather”.
Quadrophenia seria posteriormente transformado em filme, com várias canções adicionais acrescentadas pela banda na trilha sonora.
Aos garotos dessa geração, assistam ao filme Quadrophenia de 1979, que conta a história de Jimmy, um mod do começo dos anos 60 que vive na Londres de 1964. Um legado do pré-punk britânico. 
Não quero com isso mudar minha opinião sobre “Led Zeppelin” ou “The Who”, ambos tem sua importância na trilha sonora da minha vida. Mas depois de ouvir uma canção como Love Reign O'Er Me, compreendo que essa música só faria sentido pra mim, depois dos 30 anos.

Anselmo


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

STRUMMERCAMP 2012



Você já imaginou um festival organizado por amigos do falecido Joe Strummer (The Clash)? Pois então, isso existe parceiro, é o festival Strummercamp que acontece na Inglaterra,  e o desse ano mais precisamente, será  no  Manchester Rugby Club , de 01 a 03 de junho de 2012.

E daí? Bom camarada, a idéia aqui é principalmente divulgar as bandas do festival, que além de contar com o Line-up de Jim Jones Reveu e New Model Army, tem também as seguintes bandas confirmadas:

Arm Crazy, ICH,Electric River, The Murderburgers, Ukulele tornadic, Goldblade, Neck, The Lovely Eggs, V Thirteen, Stand Out  Riot, Beat The Red Light, Revenge of the Psychotronic Man, Hated Til Proven, Acid Drop, Faintest Idea, Only Strangers, Bootscraper, Rising Strike, Run Out The Guns, L, Smokey Bastard, The Melodicas New Reed, Louise Distras.

O Festival não tem fins lucrativos, é organizado por voluntários e não é ligado a nenhuma grande organização, ou seja, SENSACIONAL!

Bem que podíamos organizar uma “parada” dessas aqui no Brasil. Seria bem interessante. Quem topa?

(Abaixo algumas das bandas participantes).

Anselmo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

THE CULT - CHOICE OF WEAPON


Após 5 anos sem gravar um álbum de inéditas, a banda The Cult anuncia o lançamento de  “Choice of Weapon em 22 de maio. O trabalho tem produção da dupla Bob Rock (Metallica) e Chris Goss (Queens of the Stone Age). Além do vocalista Ian Astbury, a formação atual conta com os guitarristas Billy Duffy e Mike Dimkich, o baixista Chris Wyse e o baterista John Tempesta.
Pelo que ouvi, e percebi na amostra do novo trabalho, “Lucifer”, esse novo petardo fica longe de um “LOVE” ou “ELECTRIC”, mas pode ser melhor que “Born in to This”. O que preocupa é que a banda está com uma “pegada” mais lenta, poderosa, mas lenta. O Ian se utiliza desse “estilo” em shows, pra segurar um pouco a “pegada” e agüentar o show inteiro. Espero que em estúdio não precise desse artifício para manter a qualidade da voz, senão, vai ser um disco previsível, e burocrático. Espero sinceramente que não.
Seguem as canções:
1- "Honey From a Knife"
2- "Elemental Light"
3- "For The Animals"
4- "Life>Death"
5- "The Wolf"
6- "Amnesia"
7- "Lucifer"
8- "Wilderness Now"
9- "A Pale Horse"
10- "This Night in the City Forever"

Abaixo confira a letra o single “Lucifer”:

working hard for the deal
you’re sucking on the crack
you’re high for the devil
but you got no name

you are my lucifer
you’re animal does cry nature
you are my lucifer
a time to cheat,
a dire seek of power
sugar power
you’re blowing haste
yeah you, yeah you
i swear
got the power, got the power
you blew the lights
yeah you

you are my lucifer
blow your mind
you’re a slayer
you are my lucifer
yeah you a slayer’

you’re working hard for the devil
you’re picking up the sweat
hard for the devil
you got no shame
you are my lucifer
getting high from a paper back
you are my lucifer
a shocking clam creeping on your backs

you got the power
you got the power
relax
you, yeah you
you a slayer
you got the power
yeah the power
you blow my mind, you blow my mind

you are my lucifer
you blow my mind
you a slayer
you are my lucifer
you blow my mind
you a slayer

you’re working hard for the devil
you are my lucifer
you are my lucifer
you are my lucifer
time to cheat
tie on the seat belt
you are my lucifer
getting high from a paper back

you are my lucifer
in my heart
like a poison
he is
got the power
you blow my mind
you my slayer
got the power
you blow my mind
you my slayer

you are my lucifer
blow your minds
crush it hard
you are my lucifer






Anselmo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MELHORES DISCOS DE 2011 - LISTAS DA CRÍTICA MUNDIAL


Meio atrasado, não? Pois é, este post era para ter saido no final do ano, mas mesmo após a decisão pela retomada do blog, o tempo de vencer a inércia e voltar a publicar algo foi maior do que eu previa...

Já escrevi muitas vezes por aqui que uso este espaço também como uma espécies de arquivo pessoal, onde coloco tudo o que gosto, tenho interesse e acho que vale apena ser lembrado. Por esta razão, este post é indispensável, pois já que continuo como minha mania de vasculhar listas, o blog é o lugar certo para guardá-las.

Este trabalho de compilar as listas de melhores do ano publicadas pelos principais veículos de comunicação mundo afora é algo que faço todo ano. É sempre interessante saber de onde vem a "inspiração" para uma parcela dos chamados formadores de opinião brazucas. Também é legal ver o quanto certos críticos podem ser pedantes.

São 23 listas. Se você não conhece parte destas publicações, eu recomendo. Todas são muito interessantes e podem te fazer ficar informado mais rapidamente sobre o que acontece por aí.

 Destaques para os discos da musa PJ Harvey e da banda folk Bon Iver, que são os que mais aparecem. Aliás, bem que eu previ num post de fevereiro do ano passado (leia aqui) que o album da PJ Harvey estaria entre os melhores... 

  
New Musical Express
1) PJ Harvey - "Lets England Shake"
2) Metronomy - "The English Riviera
"
3) The Horrors - "Skying"
4) Wild Beasts - "Smother"
5) Kurt Vile - "Smoke Ring For My Halo"

6) Arctic Monkeys - "Suck it and See"
7) 
St Vicent - "Strange Mercy"
8) Katy B - "On a Mission"
9) 
Tune Yards - "W H O K I L L"
10) Wu Lyf - "Go Tell Fire to the Mountain"

Spin
1) 
Fucked Up - "David Comes To Life"
2) PJ Harvey - "Lets England Shake"
3) 
EMA - "Past Life Martyred Saints"
4)  Kurt Vile - "Smoke Ring For My Halo"
5) Girls - "Father, Son, Holy Ghost"
6) Danny Brown - "xxx"
7) The Rapture - "In the Grace of Your Love"
8) G-Side - "The One... Cohesire"
9) 
Wild Flag - "Wild Flag"
10) Lykke Li - "Wounded Rhymes"

Q Magazine
1) 
Florence and The Machine - "Ceremonials"
2) PJ Harvey - "Lets England Shake"
3) Adele - "21"
4) Bon Iver - "Bon Iver"
5) Coldplay - "Mylo Xyloto"
6) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"
7) 
Arctic Monkeys - "Suck it and See"
8) St Vicent - "Strange Mercy"
9) Wu Lyf - "Go Tell Fire to the Mountain"
10) Elbow - "Build a Rocket Boys"

Uncut
1) PJ Harvey - "Lets England Shake"
2) 
Gillian Welch - "The Harrow and the Harvest"
3) Metronomy - "The English Riviera"
4) White Denim - "D"
5) Josh T Pearson - "Last of the Country Gentlemen"
6) The Horrors - "Skying"
7) Radiohead - "The King of Limbs"
8) Wild Beasts - "Smother"
9) Bon Iver - "Bon Iver"
10) The War On Drugs - "Slave Ambient"


Rolling Stone
1) Adele - "21"
2) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"
3) Paul Simon - "Jov I"
4) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
5) Radiohead - "The King of Limbs"
6) Lady Gaga - "Born This Way"
7) The Decemberists - "The King is Dead"
8) Wilco - "The Whole Love"
9) Wild Flag - "Wild Flag"
10) Robbie Robertson - "How to Become Clairvoyant"


Mojo
1) PJ Harvey - "Lets England Shake"
2) The Horrors - "Skying"
3) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
4) Jonathan Wilson - "Gentle Spirit"
5) Kate Bush - "So Words For Snow"
6) White Denim - "D"
7) Josh T Pearson - "Last of the Country Gentlemen"
8) Anna Calvi - "Anna Calvi"
9) Tom Waits - "Bad as Me"
10) Wild Beasts - "Smother"


Pitchfork
1) Bon Iver - "Bon Iver"
2) Destroyer - "Kaputt"
3) M83 - "Hurry up, We're Dreaming"
4) PJ Harvey - "Lets England Shake"
5) Girls - "Father, Son, Holy Ghost"
6) Oneottrix Point Never - "Replica"
7) Tune Yards - "W H O K I L L"
8) Drake - "Take Care"
9) Real State - "Days"
10) The Weeknd - "House of Ballons"


Gigwise
1) Metronomy - "The English Riviera"
2) The Horrors - "Skying"
3) PJ Harvey - "Lets England Shake"
4) Beastie Boys - "Hot City Committee Part 2"
5) Strokes - "Angles"
6) Kasabian - " Velociraptor"
7) Arctic Monkeys - "Suck it and See"
8) Florence and The Machine - "Ceremonials"
9) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
10) Friendly Fire - "Pala"


Paste Magazine
1) Bon Iver - "Bon Iver"
2) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
3) My Morning Jacket - "Circuital"
4) Tune Yards - "W H O K I L L"
5) Middle Brother - "Middle Brother"
6) Dale Earnhardt Jr. - "It's a Corporate World"
7) Wilco - "The Whole Love"
8) Dawes - "Nothing is Wrong"
9) M83 - "Hurry up, We're Dreaming"
10) The Decemberists - "The King is Dead"


Guardian
1) PJ Harvey - "Lets England Shake"
2) Katy B - "On a Mission"
3) Frank Ocean - "Nostalgia, Ultra"
4) Beyonce - "4"
5) Bon Iver - "Bon Iver"
6) James Blake - "James Blake"
7) Metronomy - "The English Riviera"
8) The Weeknd - "House of Ballons"
9) Rustie - "Glass Swords"
10) Tune Yards - "W H O K I L L"


Time
1) Adele - "21"
2) Florence and The Machine - "Ceremonials"
3) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"
4) PJ Harvey - "Lets England Shake"
5) Frank Ocean - "Nostalgia, Ultra"
6) Tune Yards - "W H O K I L L"
7) Caitlin Rose - "Own Side New"
8) Beastie Boys - "Hot City Committee Part 2"
9) The Civil Wars - "Barton Hollow"
10) The Black Keys - "Brothers"


Billboard
1) Adele - "21"
2) Bon Iver - "Bon Iver"
3) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"
4) Frank Ocean - "Nostalgia Ultra"
5) Drake - "Thank me Later"
6) Fucked Up - "David Comes To Life"
7) The Weeknd - "House of Ballons"
8) Florence and The Machine - "Ceremonials"
9) James Blake - "James Blake"
10) The Joy Formidable - "The Big Roar"


Amazon
1) Adele - "21"
2) Bon Iver - "Bon Iver"
3) The Decemberists - "The King is Dead"
4) James Blake - "James Blake"
5) The Civil Wars - "Barton Hollow"
6) Cuty Copy - "Zonescope"
7) Cults - "Cults"
8) Little Dragon - "Ritual Union"
9) Tune Yards - "W H O K I L L"
10) Foo Fighters - "Wasting Light"


American Songwriter
1) Wilco - "The Whole Love"
2) Gillian Welch - "The Harrow and the Harvest"
3) Adele - "21"
4) Drive By Truckers - "Go-Go Beats"
5) Dawes - "Nothing is Wrong"
6) Hayes Carll - "Kmag Yoyo"
7) Paul Simon - "So Beautiful or So What"
8) Pistol Annies - "Hell on Heels"
9) The Black Keys - "El Camino"
10) Feist - "Metals"


Relevant
1) Bon Iver - "Bon Iver"
2) The Civil Wars - "Barton Hollow"
3) James Blake - "James Blake"
4) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
5) Washed Out - "Within an Without"
6) Gungor - "Ghosts Upon the Earth"
7) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"
8) Foster The People - "Torches"
9) Active Child - "You Are All I See"
10) Adele - "21"


Filter
1) M83 - "Hurry up, We're Dreaming"
2) Bon Iver - "Bon Iver"
3 Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
4) Mayer Hawthorne - "How Do You Do"
5) The Weeknd - "House of Ballons"
6) Adele - "21"
7) Elbow - "Build a Rocket Boys"
8) Black Lips - "Arabia Mountain"
9) Washed Out - "Within an Without"
10) A$AP Rocky - "Live Love A$AP"


Magnet
1) Yuch - "Yuch"
2) Tom Waits - "Bad as Me"
3) Wild Flag - "Wild Flag"
4) Stephen Malkmus and The Sicks - "Mirror Traffic"
5) PJ Harvey - "Lets England Shake"
6) R.E.M. - "Collapse Into Now"
7) Bright Eyes - "The People's Key"
8) Wye Oak - "Civilian"
9) Bird of Youth - "Defender"
10) Bill Callahan - "Apocalypse"


Stereogum
1) Girls - "Father, Son, Holy Ghost"
2) Drake - "Take Care"
3) Bon Iver - "Bon Iver"
4) Fucked Up - "David Comes To Life"
5) The Weeknd - "House of Ballons"
6) Gang Gang Dance - "Eye Contact"
7) EMA - "Past Life Martyred Saints"
8) PJ Harvey - "Lets England Shake"
9) A$AP Rocky - "Live Love A$AP"
10) Jay Z and Kanye West - "Watch the Throne"


Clash
1) Mode Selektor - "Monkey Town"
2) The Horrors - "Skying"
3) PJ Harvey - "Lets England Shake"
4) Battles - "Gloss Drop"
5) Radiohead - "The King of Limbs"
6) Metronomy - "The English Riviera"
7) The Kills - "Blood Pressure"
8) Adele - "21"
9) My Morning Jacket - "Circuital"
10) Zomby - "Dedication"


BBC 
1) PJ Harvey - "Lets England Shake"
2) Wild Beasts - "Smother"
3) The Horrors - "Skying"
4) The Antlers - "Burst Apart"
5) Tom Waits - "Bad as Me"
6) Metronomy - "The English Riviera"
7)  Beyonce - "4"
8) Josh T Pearson - "Last of the Country Gentlemen"
9) Bon Iver - "Bon Iver"
10) Iceage - "New Brigade"


Pop Matters
1) Fleet Foxes - "Helplessness Blues"
2) Bon Iver - "Bon Iver"
3) Fucked Up - "David Comes To Life"
4) Tune Yards - "W H O K I L L"
5) M83 - "Hurry up, We're Dreaming"
6) The Weeknd - "House of Ballons"
7) St Vicent - "Strange Mercy"
8) PJ Harvey - "Lets England Shake"
9) Gillian Welch - "The Harrow and the Harvest"
10) Radiohead - "The King of Limbs"


Consequence of Sounds
1) Astronautalis - "This is Our Silence"
2) Shabazz Palaces - "Black Up"
3) PJ Harvey - "Lets England Shake"
4) James Blake - "James Blake"
5) Kate Bush - "So Words For Snow"
6) Childish Gambino - "Camp"
7) Atlas Sound - "Parellex"
8) Tom Waits - "Bad as Me"
9) Bjork - "Biophilia"
10) Wild Flag - "Wild Flag"


Metacritic 
1) Tom Waits - "Bad as Me"
2) The Roots - "Undun"
3) The Weeknd - "House of Ballons" 
4) PJ Harvey - "Lets England Shake"
5) Tune Yards - "W H O K I L L"
6) Bon Iver - "Bon Iver"
7) Nicolas Jaar - "Space is Only Noise"
8) Raphael Saadiq - "Stone Rollin'"
9) Russian Circles - "Empros"
10) Tim Hecker - "Ravedeath,1972"

Sandro


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A VOLTA - PARTE XX


Salve!

Desta vez parece que é sério...

Depois de ensaiar algumas voltas, este blog caseiro e nada pretensioso parece que renasce mesmo.

O Anselmo fez as honras da casa e inaugurou a nova temporada de posts. Eu começo hoje.

Mas já trabalhei no blog este ano... Mudei o layout tentando deixar este espaço mais limpo e estou tentando aproveitar as novas ferramentas que o Blogger disponibilizou durante nosso período de inatividade. Uma delas é um contador de visitas oficial (ao lado direito).
Este contador aliás foi minha maior surpresa ao retomar as atividades aqui no Minerva Pop. Depois de aplicar muitas dicas de SEO e investir bastante tempo deixando o HTML do blog amigável para os motores de busca, parece que caímos nas graças do Google. O ano de 2012 foi uma beleza em termos de visitas, mesmo que as atualizações (principalmente no segundo semestre) tenham sido quase nulas. São pelos menos 1.000 visitas por dia, originadas por tudo quanto é tipo de pesquisa e que levam novos navegantes a encontrar rabiscos antigos por aqui.

Bem, eu e o Anselmo ainda não definimos o novo formato (tem algumas novidades no layout que vou aplicar nos próximos dias). Estamos voltando sem regras. Sem obrigações. Pode sair um post por dia, pode sair um por semana, mas o Minerva Pop não morre mais! Queremos também contar com a colaboração de amigos e em breve vamos publicar textos de outros "entendidos".

Por ora, mais do mesmo. Um post escrito na madrugada (provavelmente com erros) e uma música do Manic Street Preachers para ilustrar. Sem mensagem subliminar...


Sandro

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

JOAN JETT - Lollapalooza 2012


Nos anos 80 , mais precisamente em 1984, comprei o LP “I Love Rock´n´Roll” da cantora Joan Jett em uma loja no centro da cidade de São Bernardo do Campo, município da grande São Paulo.
Com certeza, os mais jovens devem estar se perguntando: “e daí?” Claro que hoje isso não tem nada de mais, basta um click na internet e voce baixa uma discografia completa. Mas não naquela época.
Para os “Rockers Tupiniquins” dos anos 80, conseguir acesso ao LP de uma banda de Rock era preciso duas coisas: dinheiro (pois os discos custavam caro)  e amigos (pra poder dividir os álbuns).
I Love Rock 'n Roll  é o segundo disco da Joan Jett e o primeiro com a banda The Blackhearts, é o álbum mais bem sucedido da banda com cerca de 10 milhões de cópias vendidas.
Mas não é uma canção original da Joan Jett, como pensam a maioria dos brasileiros, no entanto é a versão mais conhecida da canção.
História: Em 1976 enquanto estava em turnê pela Inglaterra com as The Runaways, Joan Jett viu os The Arrows cantando "I Love Rock 'n Roll" em um programa de televisão semanal. Inicialmente ela gravou a música no ano de 1979 com os Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook. Essa primeira versão não antigiu o sucesso, sendo que em 1982, Joan Jett regravou a música, dessa vez com a sua banda, The Blackhearts, e foi essa gravação que se tornou um single em segundo lugar nos Estados Unidos.
Também tem outros “covers” no disco como "Nag" (The Halos), "Crimson And Clover" (Tommy James), "Bits And Pieces" (The Dave Five Clark) "You're Too Possessive" (The Runaways). Esses pelo menos estavam no LP que comprei em 1984, nas versões mais recentes tem até mais versões.
Joan Jett, ou Joan Marie Larkin, nascida em 1958, tem outros trabalhos que merecem destaque, desde o iníco com as Runaways. Os discos “Bad Reputation”(1981) e Sinner (2006) são mandatórios.
Depois de tanto tempo desde que comprei o disco, Joan Jett vem ao Brasil em 2012 no festival Lollapalooza, e de quebra pode rolar uma “Jam” com o Foo Fighters. Tá certo que com mais de 20 anos de atraso, pelo menos pra mim.
Abaixo deixo algumas curiosidades.

Anselmo

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