Nessa última quinta-feira, dia 25 de novembro, tive a oportunidade de conferir o show dos Buzzcoks no Clash Club, e devo salientar que isso se deve ao meu parceiro de blog (Sandro), pois ele esteve em todas as apresentações no Brasil dos Buzzcocks (1996, 2001 e 2007) e lembrou de comprar meu ingresso para essa balada.
Chegamos ao Clash Club , localizado na Rua Barra Funda nr. 969, por volta das 9horas. O público presente surpreendeu, a percepção (a qual viria a ser constatada minutos mais tarde) era de casa cheia.
Com lotada e público eclético, composto de “rockers” de várias gerações, não demorou muito pra banda Californiana “The Adolescents” fazerem o primeiro show da noite. Esse grupo de punkrock tem cerca de 30 anos de estrada e já contou com músicos que participaram de grupos como o Social Distortion e o Agent Orange. O álbum de destaque de sua carreira continua sendo o homonimo de estréia de 1981, que contém as canções que mais agitaram o público, como “I Hate Children” , “Rip It Up” e “No Way”, incansavelmente interpretadas pelo vocalista (e integrante fundador) Tony Cadena.
Os Buzzcocks dispensam apresentações. Originais de Manchester (Inglaterra), começaram sua carreira em 1975 e foram, e sempre serão, fonte de inspiração para muitas bandas novas. O show em questão faz parte da turnê mundial “Another Bites”, com a proposta de um set list somente com músicas de seus primeiros discos de estúdio, como “Another Music in a Different Kitchen” , “Love Bites”, “Spiral Scratch” e da coletânea “Singles Going Steady”.
Pette Shelley e Steve Diggle mandaram petardos como "Boredom" , "Fast Cars","Sick City", "Noise Annoys", "I Don't Mind" , “Do I Get” e "I Believe", que incendiaram a audiência no Clash Club na primeira parte do show. (Não que tenha alguma relevância, mas não posso deixar de comentar a “tradução fiel” da canção “I Believe” feita pelo Sr. Marcelo Nova e o seu Camisa de Vênus nos anos 80. A versão ficou conhecida como “O Adventista”, que na contracapa do disco era mencionada uma “inspiração” dos Buzzcocks, na verdade muito mais que isso).
Na volta pro bis, mandaram, "Oh Shit", "Ever Fallen in Love", e uma das preferidas do Sandro, "Orgasm Addict".
Apresentação histórica, que para muitos foi ideal para fechar o ciclo de shows em 2011. Será?
Nessa última quinta-feira, dia 25 de novembro, tive a oportunidade de conferir o show dos Buzzcoks no Clash Club, e devo salientar que isso se deve ao meu parceiro de blog (Sandro), pois ele esteve em todas as apresentações no Brasil dos Buzzcocks (1996, 2001 e 2007) e lembrou de comprar meu ingresso para essa balada.
Chegamos ao Clash Club , localizado na Rua Barra Funda nr. 969, por volta das 9horas. O público presente surpreendeu, a percepção (a qual viria a ser constatada minutos mais tarde) era de casa cheia.
Com lotada e público eclético, composto de “rockers” de várias gerações, não demorou muito pra banda Californiana “The Adolescents” fazerem o primeiro show da noite. Esse grupo de punkrock tem cerca de 30 anos de estrada e já contou com músicos que participaram de grupos como o Social Distortion e o Agent Orange. O álbum de destaque de sua carreira continua sendo o homonimo de estréia de 1981, que contém as canções que mais agitaram o público, como “I Hate Children” , “Rip It Up” e “No Way”, incansavelmente interpretadas pelo vocalista (e integrante fundador) Tony Cadena.
Os Buzzcocks dispensam apresentações. Originais de Manchester (Inglaterra), começaram sua carreira em 1975 e foram, e sempre serão, fonte de inspiração para muitas bandas novas. O show em questão faz parte da turnê mundial “Another Bites”, com a proposta de um set list somente com músicas de seus primeiros discos de estúdio, como “Another Music in a Different Kitchen” , “Love Bites”, “Spiral Scratch” e da coletânea “Singles Going Steady”.
Pette Shelley e Steve Diggle mandaram petardos como "Boredom" , "Fast Cars","Sick City", "Noise Annoys", "I Don't Mind" , “Do I Get” e "I Believe", que incendiaram a audiência no Clash Club na primeira parte do show. (Não que tenha alguma relevância, mas não posso deixar de comentar a “tradução fiel” da canção “I Believe” feita pelo Sr. Marcelo Nova e o seu Camisa de Vênus nos anos 80. A versão ficou conhecida como “O Adventista”, que na contracapa do disco era mencionada uma “inspiração” dos Buzzcocks, na verdade muito mais que isso).
Na volta pro bis, mandaram, "Oh Shit", "Ever Fallen in Love", e uma das preferidas do Sandro, "Orgasm Addict".
Apresentação histórica, que para muitos foi ideal para fechar o ciclo de shows em 2011. Será?
Hoje temos um fato bem diferente aqui no blog. Um post com dois textos sobre o mesmo assunto. Isso mesmo. Inicialmente a tarefa estava a cargo do meu ilustre parceiro Anselmo, que iria publicá-lo ontem. Como até o final do domingo não havia nada por aqui, resolvi mandar eu mesmo um post. O engraçado é que ele resolveu escrever outro ao mesmo tempo e acabamos terminando praticamente juntos. Para não dar uma de editor e acabar prejudicando a idéia, decidi colocar as duas opiniões neste mesmo espaço. Notem que a palavra felicidade aparece nos dois textos. Devemos fazer isso mais vezes, Anselmo!
Texto 1 - por Sandro:
Jello Biafra é um nome que dispensa apresentações para qualquer fã de punk rock.
Certamente ele merece um post específico, onde a gente possa contar mais sobre a trajetória desta referência mundial e explorar outras facetas que vão além do fato dele ter sido líder dos Dead Kennedys, uma das mais importantes e influentes bandas punk / hardcore de todos os tempos.
Devemos escrever sobre suas qualidades como compositor de letras muito inteligentes e com alto teor político. Sobre a Alternative Tentacles, a importante gravadora que ele montou para não dependender das majors, que foi responsável por lançar muita coisa boa. Sobre seus discos só com discursos políticos (o cara chegou a ser candidato a prefeito de São Francisco). Sobre sua participação em vários projetos musicais excelentes, etc.
Mas fica para outro dia. Hoje vamos registrar que este "tiozinho" tocou em São Paulo neste final de semana. Ele veio com seu mais novo projeto chamado Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine e as apresentações rolaram no Hangar 110.
Nós tivemos a felicidade de assistir ao show da sexta-feira e o que vimos foi impressionante. Além de passar muita energia e entusiasmo, Biafra faz uma espécie de performance teatral em cima do palco que é um barato. Ele meio que interpreta com gestos partes das letras que está cantando e seu apelo visual aparece até na sua roupa. De entrada ele estava vestido com um avental de médico todo manchado de "sangue", depois tirou esta capa e mostrou uma camisa com a bandeira norte-americana, que depois quando foi jogada para cima mostrou enfim a camiseta com que ele se apresentou e que fazia uma alusão a democracia com uma foto de um avião de guerra. Adepto a fazer introduções sobre a temática das letras antes de tocá-las, Biafra tentou fazer isso mesclando espanhol (quase um portunhol) e inglês, numa demonstração clara que ele deseja que as pessoas saibam sobre o que ele está falando. Ver o cara se jogar de forma inesperada no meio da galera durante a execução de "California Uber Alles" e ainda continuar com o vocal não tem preço.
Quanto ao show em si foi praticamente a reprodução das músicas do (único) disco deste projeto, "The Audacity of Hype", quase na ordem do CD. Tivemos também como presente a inserção de três clássicos dos Dead Kennedys, a citada "California Uber Alles", "Let's Lynch The Lanlord" e "Holiday in Cambodia".
Esta última merece um parágrafo especial. Era o primeiro som do bis, a galera estava alucinada, quando antes da metade da música acontece o inusitado. Um apagão toma conta do Hangar 110. Então o que era para ser o anti-climax completo torna-se um momento histórico. Ouvindo só a bateria, o público continuou a música e junto com o Jello Biafra, mesmo sem o microfone, levou o som até o final. Depois disso não houve mais show e ficamos sem ao menos mais uma ou duas músicas (nossa aposta é que ainda rolaria "Police Truck"). Soubemos depois que o apagão foi em todo o bairro, o que melou de vez qualquer chance de retorno.
De qualquer forma, foi uma honra ter presenciado a apresentação desta lenda viva em cima do palco. Vibrante, impactante e emocionante. Um show que certamente ficará marcado para todos que estavam presentes.
Nessa última sexta-feira, dia 05 de novembro, o Minerva Pop teve o privilégio de testemunhar o show do último trabalho do eterno “frontman” do Dead Kennedys, Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine. Nascido Eric Reed Boucher (17 de junho de 1958), a importância de Biafra para o estilo punk e hardcore é histórico, são 30 anos de carreira com os DK, projetos musicais como o Lard, e o mais recente JBGSM, além da criação e administração do selo Alternative Tentacles.
A origem dessa banda é curiosa, pois em 2008 Jello chamou um grupo de músicos conhecidos para se apresentarem na festa de seu aniversário de 50 anos, daí surgiu a Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine, a banda gravou o primeiro álbum em 2009 chamado “Audacity of Hype”, segue em turnê desde seu lançamento. (na gravação o baixo é por conta de Billy Gould do Faith No More).
O show foi no Hangar 110, uma das melhores casas de shows de bandas underground no Brasil, e contou com a abertura do Ratos de Porão. Infelizmente, devido a problemas de logística, perdemos boa parte do show do Ratos, mas conseguimos “curtir” Aids, Pop, Repressão e Beber até Morrer, Asas da Vingança, Crucificados pelo Sistema.
Pouco antes do show de Jello Biafra, compramos algumas cervejas, e aguardamos o início do show principal da noite, o qual começou com a abertura de cortinas revelando um Jello Biafra com uniforme de médico e mãos sujas de sangue, e acompanhado dos primeiros acordes de "The Terror of Tinytown".
A seqüência das músicas foi praticamente a mesma que o disco de estréia, com destaque para as inserções de "California Über Alles" e "Let's Lynch the Landlord", com certeza pontos altos do show. Destaque também para "Clean As A Thistle" e “New Feudalism”, minhas preferidas do novo disco.
Porém o momento mais inusitado o destino reservou para o final. Durante o “bis” a banda toca “Holiday in Cambodia” e, logo nos minutos iniciais falta energia elétrica no Hangar, o que seria um desastre, mas que graças ao público que , acompanhados pelo som da batera, cantou a música até o final. O que foi emocionante.
Pra quem perdeu, lamento.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Abaixo vídeos que ilustram o que escrevemos acima. As duas primeiras músicas, "The Terror of Tinytown" e "Clean as a Thristle", a clássica "California Uber Alles" e "Holiday in Cambodia".
Hoje temos um fato bem diferente aqui no blog. Um post com dois textos sobre o mesmo assunto. Isso mesmo. Inicialmente a tarefa estava a cargo do meu ilustre parceiro Anselmo, que iria publicá-lo ontem. Como até o final do domingo não havia nada por aqui, resolvi mandar eu mesmo um post. O engraçado é que ele resolveu escrever outro ao mesmo tempo e acabamos terminando praticamente juntos. Para não dar uma de editor e acabar prejudicando a idéia, decidi colocar as duas opiniões neste mesmo espaço. Notem que a palavra felicidade aparece nos dois textos. Devemos fazer isso mais vezes, Anselmo!
Texto 1 - por Sandro:
Jello Biafra é um nome que dispensa apresentações para qualquer fã de punk rock.
Certamente ele merece um post específico, onde a gente possa contar mais sobre a trajetória desta referência mundial e explorar outras facetas que vão além do fato dele ter sido líder dos Dead Kennedys, uma das mais importantes e influentes bandas punk / hardcore de todos os tempos.
Devemos escrever sobre suas qualidades como compositor de letras muito inteligentes e com alto teor político. Sobre a Alternative Tentacles, a importante gravadora que ele montou para não dependender das majors, que foi responsável por lançar muita coisa boa. Sobre seus discos só com discursos políticos (o cara chegou a ser candidato a prefeito de São Francisco). Sobre sua participação em vários projetos musicais excelentes, etc.
Mas fica para outro dia. Hoje vamos registrar que este "tiozinho" tocou em São Paulo neste final de semana. Ele veio com seu mais novo projeto chamado Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine e as apresentações rolaram no Hangar 110.
Nós tivemos a felicidade de assistir ao show da sexta-feira e o que vimos foi impressionante. Além de passar muita energia e entusiasmo, Biafra faz uma espécie de performance teatral em cima do palco que é um barato. Ele meio que interpreta com gestos partes das letras que está cantando e seu apelo visual aparece até na sua roupa. De entrada ele estava vestido com um avental de médico todo manchado de "sangue", depois tirou esta capa e mostrou uma camisa com a bandeira norte-americana, que depois quando foi jogada para cima mostrou enfim a camiseta com que ele se apresentou e que fazia uma alusão a democracia com uma foto de um avião de guerra. Adepto a fazer introduções sobre a temática das letras antes de tocá-las, Biafra tentou fazer isso mesclando espanhol (quase um portunhol) e inglês, numa demonstração clara que ele deseja que as pessoas saibam sobre o que ele está falando. Ver o cara se jogar de forma inesperada no meio da galera durante a execução de "California Uber Alles" e ainda continuar com o vocal não tem preço.
Quanto ao show em si foi praticamente a reprodução das músicas do (único) disco deste projeto, "The Audacity of Hype", quase na ordem do CD. Tivemos também como presente a inserção de três clássicos dos Dead Kennedys, a citada "California Uber Alles", "Let's Lynch The Lanlord" e "Holiday in Cambodia".
Esta última merece um parágrafo especial. Era o primeiro som do bis, a galera estava alucinada, quando antes da metade da música acontece o inusitado. Um apagão toma conta do Hangar 110. Então o que era para ser o anti-climax completo torna-se um momento histórico. Ouvindo só a bateria, o público continuou a música e junto com o Jello Biafra, mesmo sem o microfone, levou o som até o final. Depois disso não houve mais show e ficamos sem ao menos mais uma ou duas músicas (nossa aposta é que ainda rolaria "Police Truck"). Soubemos depois que o apagão foi em todo o bairro, o que melou de vez qualquer chance de retorno.
De qualquer forma, foi uma honra ter presenciado a apresentação desta lenda viva em cima do palco. Vibrante, impactante e emocionante. Um show que certamente ficará marcado para todos que estavam presentes.
Nessa última sexta-feira, dia 05 de novembro, o Minerva Pop teve o privilégio de testemunhar o show do último trabalho do eterno “frontman” do Dead Kennedys, Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine. Nascido Eric Reed Boucher (17 de junho de 1958), a importância de Biafra para o estilo punk e hardcore é histórico, são 30 anos de carreira com os DK, projetos musicais como o Lard, e o mais recente JBGSM, além da criação e administração do selo Alternative Tentacles.
A origem dessa banda é curiosa, pois em 2008 Jello chamou um grupo de músicos conhecidos para se apresentarem na festa de seu aniversário de 50 anos, daí surgiu a Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine, a banda gravou o primeiro álbum em 2009 chamado “Audacity of Hype”, segue em turnê desde seu lançamento. (na gravação o baixo é por conta de Billy Gould do Faith No More).
O show foi no Hangar 110, uma das melhores casas de shows de bandas underground no Brasil, e contou com a abertura do Ratos de Porão. Infelizmente, devido a problemas de logística, perdemos boa parte do show do Ratos, mas conseguimos “curtir” Aids, Pop, Repressão e Beber até Morrer, Asas da Vingança, Crucificados pelo Sistema.
Pouco antes do show de Jello Biafra, compramos algumas cervejas, e aguardamos o início do show principal da noite, o qual começou com a abertura de cortinas revelando um Jello Biafra com uniforme de médico e mãos sujas de sangue, e acompanhado dos primeiros acordes de "The Terror of Tinytown".
A seqüência das músicas foi praticamente a mesma que o disco de estréia, com destaque para as inserções de "California Über Alles" e "Let's Lynch the Landlord", com certeza pontos altos do show. Destaque também para "Clean As A Thistle" e “New Feudalism”, minhas preferidas do novo disco.
Porém o momento mais inusitado o destino reservou para o final. Durante o “bis” a banda toca “Holiday in Cambodia” e, logo nos minutos iniciais falta energia elétrica no Hangar, o que seria um desastre, mas que graças ao público que , acompanhados pelo som da batera, cantou a música até o final. O que foi emocionante.
Pra quem perdeu, lamento.
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Abaixo vídeos que ilustram o que escrevemos acima. As duas primeiras músicas, "The Terror of Tinytown" e "Clean as a Thristle", a clássica "California Uber Alles" e "Holiday in Cambodia".
Faz tempo que desejo colocar no Minerva Pop a música "Aos Fuzilados da CSN" da banda de punk rock aqui do ABC, Garotos Podres.
Acho que hoje é um bom dia.
Trata-se de uma letra de rara inspiração e muito superior a média escrita por outros grupos do gênero e mesmo pela própria banda em questão, que aliás eu considero ótima. A melodia foge completamente do padrão punk rock e mergulha fundo no estilo ska, resultando numa combinação perfeita.
Esta música que é uma referência direta aos três operários da siderurgica CSN mortos por membros do exército após um confronto com grevistas no ano de 1988, faz parte do terceiro disco da banda chamado "Canções para Ninar" lançado em 1993, apesar da banda ter sido formada no início dos anos 80.
Não sei a quantas anda as atividades da banda, sei que encontro frequentemente com o vocalista Mao fazendo compras num supermercado aqui perto de casa... Foi ele que escreveu isso aqui:
Aos Fuzilados Da Csn Aos que habitam Cortiços e favelas e mesmo que acordados pelas sirenes das fábricas não deixam de sonhar de ter esperança pois o futuro vos pertence Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence! Aos que carregam rosas Sem temer machucar as mãos pois seu sangue não é azul nem verde do Dólar mas vermelho da fúria amordaçada de um grito de liberdade preso na garganta Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence! Fuzilados da CSN assassinados no campo torturados no DOPS espancados na greve A cada passo desta marcha Camponeses e operários tombam homens fuzilados Mas por mais rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a Primavera! Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence!
É isso. Finalmente consegui encaixar aqui uma de minhas músicas preferidas dentro do rock nacional. Ouçam que vale a pena.
Faz tempo que desejo colocar no Minerva Pop a música "Aos Fuzilados da CSN" da banda de punk rock aqui do ABC, Garotos Podres.
Acho que hoje é um bom dia.
Trata-se de uma letra de rara inspiração e muito superior a média escrita por outros grupos do gênero e mesmo pela própria banda em questão, que aliás eu considero ótima. A melodia foge completamente do padrão punk rock e mergulha fundo no estilo ska, resultando numa combinação perfeita.
Esta música que é uma referência direta aos três operários da siderurgica CSN mortos por membros do exército após um confronto com grevistas no ano de 1988, faz parte do terceiro disco da banda chamado "Canções para Ninar" lançado em 1993, apesar da banda ter sido formada no início dos anos 80.
Não sei a quantas anda as atividades da banda, sei que encontro frequentemente com o vocalista Mao fazendo compras num supermercado aqui perto de casa... Foi ele que escreveu isso aqui:
Aos Fuzilados Da Csn Aos que habitam Cortiços e favelas e mesmo que acordados pelas sirenes das fábricas não deixam de sonhar de ter esperança pois o futuro vos pertence Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence! Aos que carregam rosas Sem temer machucar as mãos pois seu sangue não é azul nem verde do Dólar mas vermelho da fúria amordaçada de um grito de liberdade preso na garganta Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence! Fuzilados da CSN assassinados no campo torturados no DOPS espancados na greve A cada passo desta marcha Camponeses e operários tombam homens fuzilados Mas por mais rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a Primavera! Pois o futuro vos pertence! Pois o futuro vos pertence!
É isso. Finalmente consegui encaixar aqui uma de minhas músicas preferidas dentro do rock nacional. Ouçam que vale a pena.
Devo confessar que esse “post” saiu porque nesta próxima sexta e sábado (17 e 18 de setembro) vou assistir ao show de uma de minhas bandas de Rock favoritas, o New Model Army, no Citibank Hall de São Paulo. Essas duas apresentações são em comemoração aos 30 anos de carreira, onde a banda vai apresentar seus trabalhos e composições em duas noites com repertórios diferentes. Serão exibidas músicas de todos os seus 13 álbuns de estúdio, dividindo o set list de mais de 50 músicas em dois dias. Os shows serão separados em dois atos : a primeira parte será acústica, com aproximadamente 50 minutos e, após o intervalo, entram as guitarras em mais 1h40 de show.
Claro que teremos um “post” específico do show, mas para celebrar esse momento, vai um pouco de história:
New Model Army é uma banda de rock Inglês formada no subúrbio industrial de Bradford, West Yorkshire , em 1980 por Justin Sullivan ( conhecido como Slade, the Leveller), vocal e guitarras, Rob Heaton, bateria e guitarras, e Stuart Morrow, baixo; a banda roubou seu nome homônimo do exército revolucionário inglês do século 17, cujos membros eram conhecidos como “levellers” (niveladores ou igualitários) pois pregavam um modelo de sociedade sem diferenças sócio-econômico-cultural.
O primeiro trabalho foi o álbum Vengeance (1984) considerado pela mídia especializada da época como "pós-punk", mas que continha uma inspiração e melodias apuradas.
As letras são muitas vezes poéticas, que expressam mensagens políticas e humanitárias. A mais famosa com certeza é a "51st State" (“canção escrita por Ashley Cartwright do ‘The Shakes”), a qual ajudou a banda a ganhar status de banda cult nos movimentos contra o imperialismo americano, o que dificultou as turnês nos EUA no início de carreira.
O New Model Army sempre teve uma relação direta com a artista britânica, romancista e poeta Joolz Denby, geralmente creditada colaboradora assídua nas composições e arte da banda. Sullivan e Denby são parceiros de longo prazo, pois Denby também foi o primeiro empresário da banda
Os primeiros trabalhos são “Vengeance” (1984) e “No rest for the wicked” (1985), onde após seus lançamentos o baixista Morrow deixa a banda. Imediatamente recrutaram Jason Harris. Com essa formação gravaram os três melhores álbuns da banda (em minha opinião): “The ghost of Cain” (1986), “Thunder of Consolidation” (1989) e o mini-lp “White Coats” (1987).
Em 1989, porém, é a vez de Jason deixar a banda e entrar o baixista Nelson em seu lugar, com quem vieram tocar no Brasil em 1991, em 3 shows antológicos. Com a nova formação gravaram “Impurity” (1990), “The Love of hopeless causes” (1993) e “Strange Brotherhood” (1998). No final de 1998, o baterista Robert Heaton, um dos fundadores e pilares do NMA, deixa a banda trabalhar em seu novo projeto musical “Gardeners of Eden”. Em seu lugar entra seu roadie Michael Dean, com quem acabara de gravar “Eight” (2000).
Em 2004 uma tragédia acontece, uma perda irreparável para quem acompanha a trajetória do NMA, o baterista e membro fundador, Robert Heaton, morre de câncer no pâncreas . Nesse mesmo ano, o grupo voltou ao estúdio para gravar seu nono álbum, Carnaval (2005). O próximo trabalho de estúdio, High, foi lançado no Reino Unido em 20 de agosto de 2007, e na América do Norte em 04 de setembro de 2007. Em 5 de setembro de 2007, sua turnê norte-americana do disco "High" foi cancelada pois tiveram o visto negado pelo “Citizenship and Immigration Services”.
O último álbum de estúdio, “Today Is A Good Day” (2009), é um dos melhores trabalhos desde os clássicos do final dos anos 80.
Importante: Pra quem tem interesse, recomendo procurar o projeto "Red Sky Coven" e o trabalho solo do Justin Sullivan.
Abaixo deixo um vídeo de 1987, de uma apresentação em Berlim, com a participação de Rick Warwick na guitarra (The Almighty, Thin Lizzy), e o vídeo clip do último trabalho "Today is a Good Day".
É isso aí, espero encontrar muitos amigos nos shows.
Devo confessar que esse “post” saiu porque nesta próxima sexta e sábado (17 e 18 de setembro) vou assistir ao show de uma de minhas bandas de Rock favoritas, o New Model Army, no Citibank Hall de São Paulo. Essas duas apresentações são em comemoração aos 30 anos de carreira, onde a banda vai apresentar seus trabalhos e composições em duas noites com repertórios diferentes. Serão exibidas músicas de todos os seus 13 álbuns de estúdio, dividindo o set list de mais de 50 músicas em dois dias. Os shows serão separados em dois atos : a primeira parte será acústica, com aproximadamente 50 minutos e, após o intervalo, entram as guitarras em mais 1h40 de show.
Claro que teremos um “post” específico do show, mas para celebrar esse momento, vai um pouco de história:
New Model Army é uma banda de rock Inglês formada no subúrbio industrial de Bradford, West Yorkshire , em 1980 por Justin Sullivan ( conhecido como Slade, the Leveller), vocal e guitarras, Rob Heaton, bateria e guitarras, e Stuart Morrow, baixo; a banda roubou seu nome homônimo do exército revolucionário inglês do século 17, cujos membros eram conhecidos como “levellers” (niveladores ou igualitários) pois pregavam um modelo de sociedade sem diferenças sócio-econômico-cultural.
O primeiro trabalho foi o álbum Vengeance (1984) considerado pela mídia especializada da época como "pós-punk", mas que continha uma inspiração e melodias apuradas.
As letras são muitas vezes poéticas, que expressam mensagens políticas e humanitárias. A mais famosa com certeza é a "51st State" (“canção escrita por Ashley Cartwright do ‘The Shakes”), a qual ajudou a banda a ganhar status de banda cult nos movimentos contra o imperialismo americano, o que dificultou as turnês nos EUA no início de carreira.
O New Model Army sempre teve uma relação direta com a artista britânica, romancista e poeta Joolz Denby, geralmente creditada colaboradora assídua nas composições e arte da banda. Sullivan e Denby são parceiros de longo prazo, pois Denby também foi o primeiro empresário da banda
Os primeiros trabalhos são “Vengeance” (1984) e “No rest for the wicked” (1985), onde após seus lançamentos o baixista Morrow deixa a banda. Imediatamente recrutaram Jason Harris. Com essa formação gravaram os três melhores álbuns da banda (em minha opinião): “The ghost of Cain” (1986), “Thunder of Consolidation” (1989) e o mini-lp “White Coats” (1987).
Em 1989, porém, é a vez de Jason deixar a banda e entrar o baixista Nelson em seu lugar, com quem vieram tocar no Brasil em 1991, em 3 shows antológicos. Com a nova formação gravaram “Impurity” (1990), “The Love of hopeless causes” (1993) e “Strange Brotherhood” (1998). No final de 1998, o baterista Robert Heaton, um dos fundadores e pilares do NMA, deixa a banda trabalhar em seu novo projeto musical “Gardeners of Eden”. Em seu lugar entra seu roadie Michael Dean, com quem acabara de gravar “Eight” (2000).
Em 2004 uma tragédia acontece, uma perda irreparável para quem acompanha a trajetória do NMA, o baterista e membro fundador, Robert Heaton, morre de câncer no pâncreas . Nesse mesmo ano, o grupo voltou ao estúdio para gravar seu nono álbum, Carnaval (2005). O próximo trabalho de estúdio, High, foi lançado no Reino Unido em 20 de agosto de 2007, e na América do Norte em 04 de setembro de 2007. Em 5 de setembro de 2007, sua turnê norte-americana do disco "High" foi cancelada pois tiveram o visto negado pelo “Citizenship and Immigration Services”.
O último álbum de estúdio, “Today Is A Good Day” (2009), é um dos melhores trabalhos desde os clássicos do final dos anos 80.
Importante: Pra quem tem interesse, recomendo procurar o projeto "Red Sky Coven" e o trabalho solo do Justin Sullivan.
Abaixo deixo um vídeo de 1987, de uma apresentação em Berlim, com a participação de Rick Warwick na guitarra (The Almighty, Thin Lizzy), e o vídeo clip do último trabalho "Today is a Good Day".
É isso aí, espero encontrar muitos amigos nos shows.
Não vai ser a primeira vez que cito neste espaço meu ecletismo musical (post específico aqui). Passeio por diversos estilos sem preconceito algum. A música só precisa ser boa. Dentro deste contexto tem uma vertente do rock que eu adoro e acho que deveria abordar até com mais frequência, que é o punk rock.
É isso mesmo. Pode parecer estranho que o cara que escreve louvores sobre coisa "fofas" como She and Him, Belle and Sebastian, Camera Obscura e outras, seja um fã de punk. Mas é a pura verdade, eu adoro punk rock, sou verdadeiro aficionado pelo gênero.
O post de hoje é sobre uma de minhas bandas preferidas, chamada Stiff Little Fingers. Formada em 1977 em Belfast na Irlanda do Norte, por Jake Burns (vocais e guitarra), Henry Cluney (guitarra), Gordon Blair (baixo) e Brian Faloon (bateria), seu primeiro disco foi o maravilhoso "Inflammable Material", lançado em 1979.
O som agressivo, mas com melodias deliciosas e refrões pegajosos junto com letras de temática política fazem deste trabalho um disco perfeito. Dentro das 13 músicas estão faixas absurdamente boas como "Suspect Device", "State of Emergency", "Wasted Life", Barbered Wire Love", "Johnny Was" e o hino "Alternative Ulster".
Este disco de estréia teve uma boa repercussão, inclusive porque tinha como fã o lendário DJ John Peel, que deu uma força para a banda neste início. Nos próximos 3 anos, saem mais 3 excelentes discos. "Nobody's Heroes" (1980), "Go For It" (1981) e "Now Then" (1982). Este último, trouxe a desgraça para a banda. Tido pelo próprio Jake Burns (cabeça e alma do Stiff) como um trabalho injustiçado, o que eu concordo plenamente, "Now Then" mostra a banda com uma pegada bem mais leve, não foi bem recebido por crítica e público e acabou rachando a banda, que decidiu se separar ao final desta turnê.
Quase 10 anos depois, a banda retorna as atividades com "Flags ans Emblems" (1991). Os lançamentos ficam mais espaçados e aparecem "Get a Life" (1994), "Tinderbox" (1997) e "Guitar and Drum" (2003). Também são bons discos, mas sem dúvida abaixo da perfeição da primeira fase do grupo.
No ano de 2000 tive o prazer e o privilégio de assistí-los no que eu considero o melhor show já realizado no Hangar 110 (famoso reduto underground de SP). Os tiozinhos mostraram uma energia incrível no palco e a casa totalmente lotada virou uma festa, visto que o Stiff Little Fingers é bem conhecido no cenário punk do Brasil e adorado pelo pessoal mais das "antigas".
É isso. Apesar de ser uma banda pouco citada quando a referência é o punk rock até mesmo na Inglaterra, o Stiff Little Fingers é uma demonstração honesta e clara da força que a simplicidade deste estilo musical poder gerar. Abrindo uma rara, mas merecida exceção, vou deixar um link para o download do disco na íntrega AQUI .
Abaixo o áudio "ardido" de "Suspect Device" e os vídeos de "Gotta Gettaway" (do segundo disco) e "Alternative Ulster" (hino do citado clássico album).
Não vai ser a primeira vez que cito neste espaço meu ecletismo musical (post específico aqui). Passeio por diversos estilos sem preconceito algum. A música só precisa ser boa. Dentro deste contexto tem uma vertente do rock que eu adoro e acho que deveria abordar até com mais frequência, que é o punk rock.
É isso mesmo. Pode parecer estranho que o cara que escreve louvores sobre coisa "fofas" como She and Him, Belle and Sebastian, Camera Obscura e outras, seja um fã de punk. Mas é a pura verdade, eu adoro punk rock, sou verdadeiro aficionado pelo gênero.
O post de hoje é sobre uma de minhas bandas preferidas, chamada Stiff Little Fingers. Formada em 1977 em Belfast na Irlanda do Norte, por Jake Burns (vocais e guitarra), Henry Cluney (guitarra), Gordon Blair (baixo) e Brian Faloon (bateria), seu primeiro disco foi o maravilhoso "Inflammable Material", lançado em 1979.
O som agressivo, mas com melodias deliciosas e refrões pegajosos junto com letras de temática política fazem deste trabalho um disco perfeito. Dentro das 13 músicas estão faixas absurdamente boas como "Suspect Device", "State of Emergency", "Wasted Life", Barbered Wire Love", "Johnny Was" e o hino "Alternative Ulster".
Este disco de estréia teve uma boa repercussão, inclusive porque tinha como fã o lendário DJ John Peel, que deu uma força para a banda neste início. Nos próximos 3 anos, saem mais 3 excelentes discos. "Nobody's Heroes" (1980), "Go For It" (1981) e "Now Then" (1982). Este último, trouxe a desgraça para a banda. Tido pelo próprio Jake Burns (cabeça e alma do Stiff) como um trabalho injustiçado, o que eu concordo plenamente, "Now Then" mostra a banda com uma pegada bem mais leve, não foi bem recebido por crítica e público e acabou rachando a banda, que decidiu se separar ao final desta turnê.
Quase 10 anos depois, a banda retorna as atividades com "Flags ans Emblems" (1991). Os lançamentos ficam mais espaçados e aparecem "Get a Life" (1994), "Tinderbox" (1997) e "Guitar and Drum" (2003). Também são bons discos, mas sem dúvida abaixo da perfeição da primeira fase do grupo.
No ano de 2000 tive o prazer e o privilégio de assistí-los no que eu considero o melhor show já realizado no Hangar 110 (famoso reduto underground de SP). Os tiozinhos mostraram uma energia incrível no palco e a casa totalmente lotada virou uma festa, visto que o Stiff Little Fingers é bem conhecido no cenário punk do Brasil e adorado pelo pessoal mais das "antigas".
É isso. Apesar de ser uma banda pouco citada quando a referência é o punk rock até mesmo na Inglaterra, o Stiff Little Fingers é uma demonstração honesta e clara da força que a simplicidade deste estilo musical poder gerar.
Abrindo uma rara, mas merecida exceção, vou deixar um link para o download do disco na íntrega AQUI .
Abaixo o áudio "ardido" de "Suspect Device" e os vídeos de "Gotta Gettaway" (do segundo disco) e "Alternative Ulster" (hino do citado clássico album).
Em todo esse período de Minerva Pop tem sempre uma pergunta que me faço todos os dias: “Para que um Blog”?
O Sandro quando veio com a proposta (sim pessoal, ele foi o idealizador intelectual no negócio), o objetivo era de criar um espaço para expor nossas idéias, e escrever sobre pessoas e assuntos os quais admiramos.
Apesar do “blog” estar disponível para os mais diversos temas, deu pra perceber que dentre os assuntos abordados temos literatura russa e portuguesa, música inglesa e americana (até clássica), cinema europeu, poesia alemã, seriados de TV, Quadrinhos, e tudo que achamos indispensáveis para “temperar” nosso cotidiano “nada fácil”.
Apesar de curtirmos e acompanharmos tudo de interessante que “rola lá na gringa”, nós sempre procuramos ficar “antenados” com os assuntos referentes ao nosso país, e falando em “temperar” nosso cotidiano, o “post” de hoje é sobre um “Punk Rock Gastronômico” genuinamente brasileiro: Alex Atala.
Milad Alexandre Mack Atala , 42 anos, nascido na cidade de São Paulo, em 3 de junho de 1968, conhecido como Alex Atala, é um chef de cozinha brasileiro, de origem palestina, que nasceu no bairro da Mooca, e foi criado em São Bernardo do Campo.
Atala é um verdadeiro “outsider”, fã de punk rock, que aos quatorze anos de idade saiu de casa e foi trabalhar como DJ no saudoso Rose Bom Bom em São Paulo. Aos dezoito anos, viajou para a Europa como mochileiro. Quando estava na Bélgica, precisava ganhar dinheiro, e por isso começou a pintar paredes. Mas também era necessário um visto, se estudasse ou fizesse um curso já seria suficiente. Um dos amigos que pintavam parede fazia escola de cozinha, e sugiriu que Atala estudasse a matéria. Ele achou interessante e topou a parada. Em pouco tempo, começaram os primeiros “trabalhos” como cozinheiro.
Em uma entrevista concedida no programa de TV “o Estranho Mundo de Zé do Caixão”, Alex comenta (algo assim): “Eu era fã de punk rock, tive que escolher um curso para continuar como estudante na Europa, na verdade não era pra evoluir tanto na gastronomia, mas não tive competência nem pra fazer errado, e o resultado está aí.” (comenta com humor).
De volta a São Paulo, o sucesso veio com o trabalho de renovação de cardápio do extinto restaurante Filomena, onde criou uma entrada de alho assado e outros pratos, como manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá. Nessa época foi eleito o Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Atala também trabalhou no restaurante 72, antes de inaugurar o Namesa, em 1999, restaurante que ainda serve comidas rápidas na região dos Jardins.
Ainda em 1999, Alex Atala e mais dois sócios abriram o restaurante D.O.M. (Deo Optimo Maximo), em pouco tempo tornou-se um sucesso de público e crítica, recebendo diversos prêmios.
Em 2007, o D.O.M. figurou em 40º lugar na lista dos melhores restaurantes do mundo (San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants),em 2009 passou à 24ª posição na lista e, em 2010, passou à 18ª posição.
Alex é um grande defensor de nossa culinária regional e trabalha no desenvolvimento de pratos como ingredientes de nosso país, sem dúvida muito rico nesse ponto. Seus pontos de vista, ideais e considerações podem ser conferidos em seus livros: “Por uma Gastronomia Brasileira” (2003), “Com Unhas, Dentes & Cuca” (2008), “Escoffianas Brasileiras” (2008).
Para termos uma idéia da importância de Alex Atala na “cozinha internacional”, ele foi convidado , nesse dia 26 de julho último, a integrar um grupo de chefs que formam o conselho da primeira "universidade gastronômica" da Espanha, que abrirá suas portas em 2011, na cidade de San Sebastián.
Esse "Conselho Internacional" é presidido pelo espanhol Ferrán Adria, do famoso restaurante El Bulli, da Cataluña. Junto com Atala, o grupo é formado com o francês Michel Bras, o inglês Heston Bluementhal (Fat Duck), o dinamarquês René Redzepi, cujo restaurante Noma, em Copenhague, acaba de ser classificado como "a melhor mesa do mundo" pela revista Restaurant, o japonês Yukio Hattori, o peruano Gastón Acurio, o italiano Massimo Botturaz e o americano Dan Barber.
Previsto para iniciar suas atividades em 2011 na Universidade de Mondragón, o "Basque Culinary Center" (Centro Culinário Basco) terá licenciatura em "Artes Culinárias" e mestrado de "inovação e gestão de alta cozinha". Esta será a segunda "universidade de culinária" da Europa, após a Universidade de Ciências Gastronômicas da Itália, criada no Piemonte.
Quando nos deparamos com uma história dessas, algumas considerações nos fazem refletir. Primeiro, que a ousadia e a determinação são fundamentais pra qualquer desafio e objetivos que temos na vida. Segundo, quando decidimos seguir uma profissão, uma carreira, devemos estudar, aperfeiçoar nossos conhecimentos e técnicas sobre o assunto.Terceiro, mas não o último, pra você começar uma “revolução”, na falta de uma guitarra elétrica, um boa refeição já é um bom começo.
Em todo esse período de Minerva Pop tem sempre uma pergunta que me faço todos os dias: “Para que um Blog”?
O Sandro quando veio com a proposta (sim pessoal, ele foi o idealizador intelectual no negócio), o objetivo era de criar um espaço para expor nossas idéias, e escrever sobre pessoas e assuntos os quais admiramos.
Apesar do “blog” estar disponível para os mais diversos temas, deu pra perceber que dentre os assuntos abordados temos literatura russa e portuguesa, música inglesa e americana (até clássica), cinema europeu, poesia alemã, seriados de TV, Quadrinhos, e tudo que achamos indispensáveis para “temperar” nosso cotidiano “nada fácil”.
Apesar de curtirmos e acompanharmos tudo de interessante que “rola lá na gringa”, nós sempre procuramos ficar “antenados” com os assuntos referentes ao nosso país, e falando em “temperar” nosso cotidiano, o “post” de hoje é sobre um “Punk Rock Gastronômico” genuinamente brasileiro: Alex Atala.
Milad Alexandre Mack Atala , 42 anos, nascido na cidade de São Paulo, em 3 de junho de 1968, conhecido como Alex Atala, é um chef de cozinha brasileiro, de origem palestina, que nasceu no bairro da Mooca, e foi criado em São Bernardo do Campo.
Atala é um verdadeiro “outsider”, fã de punk rock, que aos quatorze anos de idade saiu de casa e foi trabalhar como DJ no saudoso Rose Bom Bom em São Paulo. Aos dezoito anos, viajou para a Europa como mochileiro. Quando estava na Bélgica, precisava ganhar dinheiro, e por isso começou a pintar paredes. Mas também era necessário um visto, se estudasse ou fizesse um curso já seria suficiente. Um dos amigos que pintavam parede fazia escola de cozinha, e sugiriu que Atala estudasse a matéria. Ele achou interessante e topou a parada. Em pouco tempo, começaram os primeiros “trabalhos” como cozinheiro.
Em uma entrevista concedida no programa de TV “o Estranho Mundo de Zé do Caixão”, Alex comenta (algo assim): “Eu era fã de punk rock, tive que escolher um curso para continuar como estudante na Europa, na verdade não era pra evoluir tanto na gastronomia, mas não tive competência nem pra fazer errado, e o resultado está aí.” (comenta com humor).
De volta a São Paulo, o sucesso veio com o trabalho de renovação de cardápio do extinto restaurante Filomena, onde criou uma entrada de alho assado e outros pratos, como manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá. Nessa época foi eleito o Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Atala também trabalhou no restaurante 72, antes de inaugurar o Namesa, em 1999, restaurante que ainda serve comidas rápidas na região dos Jardins.
Ainda em 1999, Alex Atala e mais dois sócios abriram o restaurante D.O.M. (Deo Optimo Maximo), em pouco tempo tornou-se um sucesso de público e crítica, recebendo diversos prêmios.
Em 2007, o D.O.M. figurou em 40º lugar na lista dos melhores restaurantes do mundo (San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants),em 2009 passou à 24ª posição na lista e, em 2010, passou à 18ª posição.
Alex é um grande defensor de nossa culinária regional e trabalha no desenvolvimento de pratos como ingredientes de nosso país, sem dúvida muito rico nesse ponto. Seus pontos de vista, ideais e considerações podem ser conferidos em seus livros: “Por uma Gastronomia Brasileira” (2003), “Com Unhas, Dentes & Cuca” (2008), “Escoffianas Brasileiras” (2008).
Para termos uma idéia da importância de Alex Atala na “cozinha internacional”, ele foi convidado , nesse dia 26 de julho último, a integrar um grupo de chefs que formam o conselho da primeira "universidade gastronômica" da Espanha, que abrirá suas portas em 2011, na cidade de San Sebastián.
Esse "Conselho Internacional" é presidido pelo espanhol Ferrán Adria, do famoso restaurante El Bulli, da Cataluña. Junto com Atala, o grupo é formado com o francês Michel Bras, o inglês Heston Bluementhal (Fat Duck), o dinamarquês René Redzepi, cujo restaurante Noma, em Copenhague, acaba de ser classificado como "a melhor mesa do mundo" pela revista Restaurant, o japonês Yukio Hattori, o peruano Gastón Acurio, o italiano Massimo Botturaz e o americano Dan Barber.
Previsto para iniciar suas atividades em 2011 na Universidade de Mondragón, o "Basque Culinary Center" (Centro Culinário Basco) terá licenciatura em "Artes Culinárias" e mestrado de "inovação e gestão de alta cozinha". Esta será a segunda "universidade de culinária" da Europa, após a Universidade de Ciências Gastronômicas da Itália, criada no Piemonte.
Quando nos deparamos com uma história dessas, algumas considerações nos fazem refletir. Primeiro, que a ousadia e a determinação são fundamentais pra qualquer desafio e objetivos que temos na vida. Segundo, quando decidimos seguir uma profissão, uma carreira, devemos estudar, aperfeiçoar nossos conhecimentos e técnicas sobre o assunto.Terceiro, mas não o último, pra você começar uma “revolução”, na falta de uma guitarra elétrica, um boa refeição já é um bom começo.
Desculpem, mas não teve jeito, estou mandando mais um “post” sobre uma banda de Punk Rock. Mas dessa vez é de uma banda canadense de Hamilton (Ontário) muito popular em seus país nos anos 80, e também no mundo, por sua “semelhança” com os Ramones. Estou falando do Teenage Head.
Grupo de rock formado por Frankie Venom, Gord Lewis, Steve Mahon e Stipanitz Nick. Stipanitz foi substituído por Jack Pedler, e infelizmente Venom faleceu em 15 de outubro de 2008.
O Teenage Head foi formado em 1975, por um grupo de estudantes em Hamilton, Ontário, porém somente em maio de 1978 lançaram seu primeiro single "Picture My Face", pela Epic Records, música que fez parte do álbum de estréia auto-intitulado, “Teenage Head” , que apareceu nas lojas no ano seguinte.
A banda veio mesmo a se firmar no Canadá com o álbum “Frantic City”(1980) que trazia os singles "Let's Shake" e "Somethin 'On My Mind". Os shows que se seguiram de divulgação da banda e do álbum quase sempre terminavam em tumulto, o que começou a dificultar as apresentações da banda em seu país.
Em setembro de 1980, a Attic Records, sua gravadora canadense, estabeleceu uma série de shows em Nova York, na esperança de atrair uma gravadora americana. Mas parece que a “má sorte” acompanhava a banda, pois á alguns dias antes do embarque, Lewis ficou gravemente ferido em um acidente de carro e a turnê foi cancelada.
Em 1985, após o lançamento de Trouble in the Jungle, Venom foi substituído por Dave Desroches, que liderou a banda por vários anos, mas saiu para formar sua própria banda, “The Dave Rave Conspiracy”, finalmente Venom voltou ao Teenage Head, mas Stipanitz seria logo substituído por Mark Lockerbie, o qual por sua vez foi substituído por Jack Pedler.
Com certeza o ápice da banda foi a regravação de alguns dos sucessos do Teenage Head com Marky Ramone em 2003, na Catherine Norte Studios em Hamilton e Metalworks Studios, em Toronto, com o conhecido produtor Daniel Rey. O álbum foi lançado no Canadá em 22 de abril de 2008, intitulado Teenage Head com Marky Ramone.
Frankie Venom faleceu em 15 de outubro de 2008, vitimado por câncer de garganta. Uma perda irreparável para os fãs do rock, e para a história da música pop do Canadá.
Teenage Head, pra quem gosta de um bom “rock´n´roll” pra curtir em festas, e tomar uns aperitivos com os amigos, não tem coisa melhor. (Bom, o melhor é saber que não tem só o Rush de rock no Canadá).
Desculpem, mas não teve jeito, estou mandando mais um “post” sobre uma banda de Punk Rock. Mas dessa vez é de uma banda canadense de Hamilton (Ontário) muito popular em seus país nos anos 80, e também no mundo, por sua “semelhança” com os Ramones. Estou falando do Teenage Head.
Grupo de rock formado por Frankie Venom, Gord Lewis, Steve Mahon e Stipanitz Nick. Stipanitz foi substituído por Jack Pedler, e infelizmente Venom faleceu em 15 de outubro de 2008.
O Teenage Head foi formado em 1975, por um grupo de estudantes em Hamilton, Ontário, porém somente em maio de 1978 lançaram seu primeiro single "Picture My Face", pela Epic Records, música que fez parte do álbum de estréia auto-intitulado, “Teenage Head” , que apareceu nas lojas no ano seguinte.
A banda veio mesmo a se firmar no Canadá com o álbum “Frantic City”(1980) que trazia os singles "Let's Shake" e "Somethin 'On My Mind". Os shows que se seguiram de divulgação da banda e do álbum quase sempre terminavam em tumulto, o que começou a dificultar as apresentações da banda em seu país.
Em setembro de 1980, a Attic Records, sua gravadora canadense, estabeleceu uma série de shows em Nova York, na esperança de atrair uma gravadora americana. Mas parece que a “má sorte” acompanhava a banda, pois á alguns dias antes do embarque, Lewis ficou gravemente ferido em um acidente de carro e a turnê foi cancelada.
Em 1985, após o lançamento de Trouble in the Jungle, Venom foi substituído por Dave Desroches, que liderou a banda por vários anos, mas saiu para formar sua própria banda, “The Dave Rave Conspiracy”, finalmente Venom voltou ao Teenage Head, mas Stipanitz seria logo substituído por Mark Lockerbie, o qual por sua vez foi substituído por Jack Pedler.
Com certeza o ápice da banda foi a regravação de alguns dos sucessos do Teenage Head com Marky Ramone em 2003, na Catherine Norte Studios em Hamilton e Metalworks Studios, em Toronto, com o conhecido produtor Daniel Rey. O álbum foi lançado no Canadá em 22 de abril de 2008, intitulado Teenage Head com Marky Ramone.
Frankie Venom faleceu em 15 de outubro de 2008, vitimado por câncer de garganta. Uma perda irreparável para os fãs do rock, e para a história da música pop do Canadá.
Teenage Head, pra quem gosta de um bom “rock´n´roll” pra curtir em festas, e tomar uns aperitivos com os amigos, não tem coisa melhor. (Bom, o melhor é saber que não tem só o Rush de rock no Canadá).
Na verdade não me lembro exatamente a data, mas acho que foi alguma coisa entre 1984 e 1985, quando cheguei em uma daquelas “festinhas rock de garagem" e escutei um “som” bem legal e perguntei: “- isso aí é The Clash”? A resposta veio logo em seguida: “- Não, é The Ruts, Jah War!”.
Faz tempo que não procuro nada do “The Ruts”, com certeza essa banda ficou adormecida em algum lugar de minha memória adolescente, o que foi despertado após ler e uma matéria sobre sua influencia para bandas como o New Model Army, por exemplo.
The Ruts foi formado em 18 de agosto de 1977, por Malcolm Owen (vocal), Paul Fox (guitarra), John "Segs" (às vezes "Seggs") Jennings (baixo) e Dave Ruffy (bateria), sempre ativos nas causas anti-racistas.
Não fugindo a origem de todas as “bandas punk” de Londres, o interesse dos garotos de formarem uma banda veio de discussões sobre camisetas dos Ramones, ou quando assistiram aos Sex Pistols tocando ao vivo.
Em 16 de setembro de 1977, The Ruts fez sua estréia ao vivo, tocando três músicas em uma pausa durante um show de uma banda local, em Hayes, Middlesex.
As primeiras músicas gravadas no “Free Range Studio” (também em Hayes) em 1 de outubro de 1977, foram "Stepping Bondage" (anteriormente "Go Go Go"), "Rich Bitch", "Out of Order", "I Ain't sofisticado " e " Lobotomy ". A partir daí, o grupo começou a evoluir e tornar-se musicalmente mais aventureiro, incorporando elementos de reggae em seu repertório.
Em 1979, após um encontro com o baterista Rat Scabies (The Damned), excursionaram pela Inglaterra como banda de apoio, em locais como a lendária “Factory” de Manchester.
Em junho de 1979, o seu single de estréia "Babylon's Burning" se tornou hit Top 10 no Reino Unido, atingindo número 7 no UK Singles Chart , e levando-os a uma apresentação no programa de televisão da BBC "Top of the Pops", o que resultou no debut álbum “The Crack”, produzido por Mick Glossop e lançado em setembro de 1979.
Desse mesmo álbum (The Crack), sai o terceiro single da banda no final de Outubro de 1979, a canção “punk-reggae” chamada "Jah War", sobre a violência da Polícia Inglesa na região de Southall, em Abril de 1979.
Em 14 de julho de 1980, Malcolm Owen foi encontrado morto no banheiro da casa de seus pais, em Hayes, vítima de uma overdose de heroína , aos 25 anos. Apesar de várias canções “antidrogas” como "H-eyes" ,Dope for Guns" , "Love in Vein", Owen não resistiu e sucumbiu as drogas. Um ano depois, o The Damned, escreveu uma canção, "The Limit Club", em homenagem ao amigo.
Em 22 de agosto de 1980, lançam o sexto e último single "West One (Shine On Me)". Co-produzido pela própria banda.
A banda continuou como Ruts DC , com uma linha musical diferente, onde tiveram dois álbuns lançados “ Animal Now” (maio de 1981) e “Rhythm Collision” em Julho de 1982.
Em 16 de Julho de 2007, a banda voltou a se apresentar pela primeira vez em 27 anos, em um show especial beneficente para Paul Fox , após seu diagnóstico de câncer de pulmão. Henry Rollins representou Owen nos vocais. Também participaram do show, Tom Robinson (The Damned, Misty In Roots, UK Subs, Splodge), Tony Barber (Buzzcocks) , entre outros.
Fox morreu em 21 de Outubro do mesmo ano, com 56 anos.