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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NOEL ROSA - 100 ANOS DE GENIALIDADE


Essa matéria era pra ter saído no sábado (dia do centenário de Noel), mas por motivos superiores a minha vontade não foi possível, mas isso não será um impecílio para comentarmos hoje sobre o centenário de um dos maiores artistas brasileiros, Noel Rosa.

Criado no bairro Carioca de Vila Isabel, por Manuel Garcia de Medeiros Rosa e  Martha de Medeiros Rosa, a trajetória de Noel de Medeiros Rosa (11 de Dezembro de 1937) foi acompanhada de situações inusitadas e específicas relacionadas por sua saúde. A começar pelo parto difícil, o que exigiu que o médico usasse um fórceps para salvar a vida do bebê e de sua mãe. Também nasceu com problema de desenvolvimento da mandíbula (sindrome de Pierre-Robin), o que lhe proporcionou uma fisionomia peculiar.

Da classe média, o estudante do Colégio São Bento, desde cedo tomou gosto pela música onde aprendeu bandolim, violão e iniciou sua saga pela boemia carioca, o que ocasionou sua desistência da Faculdade de Medicina e a criação de alguns grupos musicais, dentre eles o Bando de Tangarás (com João de Barro, o Braguinha).

A partir de 1929 começou a apresentar seus primeiros sambas, onde  foi responsável pelas próprias gravações. No ano seguinte conseguiu emplacar seu primeiro sucesso “Com que Roupa?”. A partir daí iniciou uma competição poética com seu rival Wilson Batista, com os compositores se atacando mutuamente em sambas com muito bom humor.

A sua vida efetiva foi marcada por várias namoradas e relações amorosas perigosas, e foi em 1934 que casou-se com Lindaura Medeiros Rosa. No entanto, Noel era apaixonado pela prostituta do bairro da Lapa, Juraci Correia de Araújo (Ceci), sua amante e musa inspiradora pelo samba “Dama do Cabaré”.

A vida boemia de Noel não lhe trouxe só alegrias, foi responsável também pela tuberculose, doença com a qual lutou até o fim da vida. Mudou-se para Belo Horizonte onde trabalhou na Radio Mineira com compositores como Rômulo Pais. Em Minas Gerais, Lindaura sofreu aborto, e a partir daí, não pode mais ter filhos.

Noel então decidiu voltar ao Rio de Janeiro, onde faleceu em 1937, aos 26 anos, em decorrência da tuberculose. Lindaura e sua mãe, dona Martha, cuidaram de Noel até o último instante.

Apesar de nos deixar com tão pouca idade, sua obra é fonte de inspiração para vários artistas, de vários segmentos. No cinema: “Noel - Poeta da Vila” de 2006, dirigido por Ricardo van Steen. No Teatro: “O Poeta da Vila e Seus Amores”, de Plínio Marcos.

Duas obras fonográficas que gostaria de destacar pelos arranjos refinados e qualidade musical impecável a produção de 1997 (pela gravadora Velas): “Viva Noel – Tributo a Noel Rosa”, Caixa com 3 cd´s, com Ivan Lins revisitando 40 canções do sambista. E “Poeta da Cidade” – Martinho Canta Noel (2010): Onde um dos ícones de Vila Isabel homenageia seu ídolo.

Literatura: livro “Noel Rosa: O Poeta do Samba e da Cidade” (ed. Casa da Palavra), de André Diniz, vem com CD de músicas de Noel gravadas por Alfredo DelPenho, Carlos Didier e Soraya Ravenle. Temos também a biografia definitiva de Noel Rosa, escrita por João Máximo e Carlos Didier, que está esgotada nas livrarias, e devido uma disputa judicial entre os herdeiros impede novas edições.

Claro que devido a nossa “linhagem rocker” ,que sempre seguimos em nossa vida musical, deve haver algum ponto no “post” que merece uma revisão ou um complemento. Porém, apesar de tudo, e como brasileiros, não poderiamos deixar de citar o centenário de Noel Rosa.

Anselmo






NOEL ROSA - 100 ANOS DE GENIALIDADE


Essa matéria era pra ter saído no sábado (dia do centenário de Noel), mas por motivos superiores a minha vontade não foi possível, mas isso não será um impecílio para comentarmos hoje sobre o centenário de um dos maiores artistas brasileiros, Noel Rosa.

Criado no bairro Carioca de Vila Isabel, por Manuel Garcia de Medeiros Rosa e  Martha de Medeiros Rosa, a trajetória de Noel de Medeiros Rosa (11 de Dezembro de 1937) foi acompanhada de situações inusitadas e específicas relacionadas por sua saúde. A começar pelo parto difícil, o que exigiu que o médico usasse um fórceps para salvar a vida do bebê e de sua mãe. Também nasceu com problema de desenvolvimento da mandíbula (sindrome de Pierre-Robin), o que lhe proporcionou uma fisionomia peculiar.

Da classe média, o estudante do Colégio São Bento, desde cedo tomou gosto pela música onde aprendeu bandolim, violão e iniciou sua saga pela boemia carioca, o que ocasionou sua desistência da Faculdade de Medicina e a criação de alguns grupos musicais, dentre eles o Bando de Tangarás (com João de Barro, o Braguinha).

A partir de 1929 começou a apresentar seus primeiros sambas, onde  foi responsável pelas próprias gravações. No ano seguinte conseguiu emplacar seu primeiro sucesso “Com que Roupa?”. A partir daí iniciou uma competição poética com seu rival Wilson Batista, com os compositores se atacando mutuamente em sambas com muito bom humor.

A sua vida efetiva foi marcada por várias namoradas e relações amorosas perigosas, e foi em 1934 que casou-se com Lindaura Medeiros Rosa. No entanto, Noel era apaixonado pela prostituta do bairro da Lapa, Juraci Correia de Araújo (Ceci), sua amante e musa inspiradora pelo samba “Dama do Cabaré”.

A vida boemia de Noel não lhe trouxe só alegrias, foi responsável também pela tuberculose, doença com a qual lutou até o fim da vida. Mudou-se para Belo Horizonte onde trabalhou na Radio Mineira com compositores como Rômulo Pais. Em Minas Gerais, Lindaura sofreu aborto, e a partir daí, não pode mais ter filhos.

Noel então decidiu voltar ao Rio de Janeiro, onde faleceu em 1937, aos 26 anos, em decorrência da tuberculose. Lindaura e sua mãe, dona Martha, cuidaram de Noel até o último instante.

Apesar de nos deixar com tão pouca idade, sua obra é fonte de inspiração para vários artistas, de vários segmentos. No cinema: “Noel - Poeta da Vila” de 2006, dirigido por Ricardo van Steen. No Teatro: “O Poeta da Vila e Seus Amores”, de Plínio Marcos.

Duas obras fonográficas que gostaria de destacar pelos arranjos refinados e qualidade musical impecável a produção de 1997 (pela gravadora Velas): “Viva Noel – Tributo a Noel Rosa”, Caixa com 3 cd´s, com Ivan Lins revisitando 40 canções do sambista. E “Poeta da Cidade” – Martinho Canta Noel (2010): Onde um dos ícones de Vila Isabel homenageia seu ídolo.

Literatura: livro “Noel Rosa: O Poeta do Samba e da Cidade” (ed. Casa da Palavra), de André Diniz, vem com CD de músicas de Noel gravadas por Alfredo DelPenho, Carlos Didier e Soraya Ravenle. Temos também a biografia definitiva de Noel Rosa, escrita por João Máximo e Carlos Didier, que está esgotada nas livrarias, e devido uma disputa judicial entre os herdeiros impede novas edições.

Claro que devido a nossa “linhagem rocker” ,que sempre seguimos em nossa vida musical, deve haver algum ponto no “post” que merece uma revisão ou um complemento. Porém, apesar de tudo, e como brasileiros, não poderiamos deixar de citar o centenário de Noel Rosa.

Anselmo






quarta-feira, 2 de junho de 2010

HELENA MEIRELLES - ARTISTA BRASILEIRA


Quem acompanha o Blog sabe que nós admiramos músicos consagrados, principalmente os que compõem música alternativa e o simples e bom rock´n´roll.

Porém, devido aos recentes acontecimentos internacionais, principalmente o episódio envolvendo os navios do “Movimento Gaza Livre”, não estou com inspiração pra escrever sobre músicos ingleses, americanos, europeus, etc. Estou com vontade de “postar” algo sobre alguém do Brasil. Lembrei de Dona Helena.

Por que Dona Helena? Pelo simples fato de ter sido eleita em 1993, pela revista americana Guitar Player, como uma das 100 melhores instrumentistas do mundo, por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas, e com voto de um de meus guitarristas preferidos, Mr. Eric Clapton.

Helena Meirelles (Campo Grande, 13 de agosto de 1924 — Campo Grande, 28 de setembro de 2005), além de lavadeira e benzedeira, foi uma violeira que passou boa parte da vida acompanhando boiadeiros e tocando em bordéis no Mato Grosso, e posteriormente reconhecida mundialmente por seu talento com a viola caipira.

O mais incrível é que sua primeira apresentação em um teatro foi quando tinha 67 anos, gravando dois discos em seguida. Faleceu vítima de parada cardiorespiratória aos 81 anos, e deixou onze filhos.

O que chamou minha atenção a essa senhora não foi somente seu talento, mas sua atitude e sua comunicação simples e direta, sem medo, não devendo nada a nenhum "bluesman" ou "machão que se veste de preto".

Para quem tem interesse de conhecer mais sobre sua vida e obra, existem filmes e documentários sobre dona Helena Meirelles, os quais deixo alguns trechos abaixo.


 

Anselmo



HELENA MEIRELLES - ARTISTA BRASILEIRA


Quem acompanha o Blog sabe que nós admiramos músicos consagrados, principalmente os que compõem música alternativa e o simples e bom rock´n´roll.

Porém, devido aos recentes acontecimentos internacionais, principalmente o episódio envolvendo os navios do “Movimento Gaza Livre”, não estou com inspiração pra escrever sobre músicos ingleses, americanos, europeus, etc. Estou com vontade de “postar” algo sobre alguém do Brasil. Lembrei de Dona Helena.

Por que Dona Helena? Pelo simples fato de ter sido eleita em 1993, pela revista americana Guitar Player, como uma das 100 melhores instrumentistas do mundo, por sua atuação nas violas de seis, oito, dez e doze cordas, e com voto de um de meus guitarristas preferidos, Mr. Eric Clapton.

Helena Meirelles (Campo Grande, 13 de agosto de 1924 — Campo Grande, 28 de setembro de 2005), além de lavadeira e benzedeira, foi uma violeira que passou boa parte da vida acompanhando boiadeiros e tocando em bordéis no Mato Grosso, e posteriormente reconhecida mundialmente por seu talento com a viola caipira.

O mais incrível é que sua primeira apresentação em um teatro foi quando tinha 67 anos, gravando dois discos em seguida. Faleceu vítima de parada cardiorespiratória aos 81 anos, e deixou onze filhos.

O que chamou minha atenção a essa senhora não foi somente seu talento, mas sua atitude e sua comunicação simples e direta, sem medo, não devendo nada a nenhum "bluesman" ou "machão que se veste de preto".

Para quem tem interesse de conhecer mais sobre sua vida e obra, existem filmes e documentários sobre dona Helena Meirelles, os quais deixo alguns trechos abaixo.


 

Anselmo



domingo, 22 de novembro de 2009

ÉRIKA MARTINS - DISCO SOLO



Depois de muito tempo a frente do grupo “Penélope”, a cantora Érika Martins lança seu primeiro trabalho solo pela Toca Discos/Warner Music. Gravado no lendário estúdio "Toca Do Bandido", a produção ficou por conta de Carlos Eduardo Miranda, de sua ex-companheira de Penélope, Constança Scofield e Tomás Magno.

O disco tem canções interessantes com “pegada Rock´n´Roll”, mas conduzidas pela voz suave e precisa de Érika. Músicas como “Sacarina”, “Ainda Queima a Esperança”, “Quando Sim Quer Dizer Não”, “Você Tem Muito Que Aprender Sobre As Mulheres”, e a versão da balada “Lento” da cantora mexicana Julieta Venegas, que faz uma participação especial dividindo os vocais com a Érika no CD.

Destaque da parceria com Gabriel Thomaz na composição de várias canções do álbum.

Seguem abaixo alguns vídeos desse novo trabalho.


Anselmo





ÉRIKA MARTINS - DISCO SOLO



Depois de muito tempo a frente do grupo “Penélope”, a cantora Érika Martins lança seu primeiro trabalho solo pela Toca Discos/Warner Music. Gravado no lendário estúdio "Toca Do Bandido", a produção ficou por conta de Carlos Eduardo Miranda, de sua ex-companheira de Penélope, Constança Scofield e Tomás Magno.

O disco tem canções interessantes com “pegada Rock´n´Roll”, mas conduzidas pela voz suave e precisa de Érika. Músicas como “Sacarina”, “Ainda Queima a Esperança”, “Quando Sim Quer Dizer Não”, “Você Tem Muito Que Aprender Sobre As Mulheres”, e a versão da balada “Lento” da cantora mexicana Julieta Venegas, que faz uma participação especial dividindo os vocais com a Érika no CD.

Destaque da parceria com Gabriel Thomaz na composição de várias canções do álbum.

Seguem abaixo alguns vídeos desse novo trabalho.


Anselmo





quarta-feira, 16 de setembro de 2009

TIÊ - SWEET JARDIM


Atualmente temos cantoras que realmente merecem destaque na mídia, Lily Allen, Kate Perry, Nina Persson, PJ Harvey, Karen O, Shirley Manson, Amy Winehouse, Duff, dentre outras.

Mas no cenário nacional, tem bastante tempo que não aparece ninguém diferente (para o meu gosto pessoal, quero deixar bem claro!).

Porém, nesse último final de semana, tive a felicidade de ouvir o primeiro CD da cantora paulistana TIÊ, e gostei bastante.

Tiê venceu o prêmio FICO do Colégio Objetivo , e desde 2007 canta na noite paulistana. Estudou canto no exterior onde aprimorou suas qualidades musicais, até ser convidada a ingressar na banda do cantor Toquinho.

O CD de estréia, Sweet Jardim, tem a produção do carioca Plinio Profeta, onde a cantora aposta no estilo low-fi, resgatado pelos novos cantores Folk. As participações dos músicos Jr. Tostói (guitarra) e Humberto Barros (orgão) merecem destaque.

Um dos pontos interessantes dessa cantora é que demonstra uma personalidade forte em suas letras, mas as conduz com suavidade em suas canções. Destaque para “Assinado Eu”, “Passarinho”, “Aula De Francês”, “ Stranger But Mine”.

Em seus agradecimentos no encarte do CD menciona Tom Waits, Syd Barrett, Leonard Cohen, Radiohead, e a própria família. Não “paga pau” pra ninguém da “Máfia do Dendê” (como já dizia Paulo Francis) ou para os “Mestres da MPB” de sempre. Apesar de Caetano Veloso já manifestar sua “aprovação” no trabalho da moça (Quem?).

Anselmo


TIÊ - SWEET JARDIM


Atualmente temos cantoras que realmente merecem destaque na mídia, Lily Allen, Kate Perry, Nina Persson, PJ Harvey, Karen O, Shirley Manson, Amy Winehouse, Duff, dentre outras.

Mas no cenário nacional, tem bastante tempo que não aparece ninguém diferente (para o meu gosto pessoal, quero deixar bem claro!).

Porém, nesse último final de semana, tive a felicidade de ouvir o primeiro CD da cantora paulistana TIÊ, e gostei bastante.

Tiê venceu o prêmio FICO do Colégio Objetivo , e desde 2007 canta na noite paulistana. Estudou canto no exterior onde aprimorou suas qualidades musicais, até ser convidada a ingressar na banda do cantor Toquinho.

O CD de estréia, Sweet Jardim, tem a produção do carioca Plinio Profeta, onde a cantora aposta no estilo low-fi, resgatado pelos novos cantores Folk. As participações dos músicos Jr. Tostói (guitarra) e Humberto Barros (orgão) merecem destaque.

Um dos pontos interessantes dessa cantora é que demonstra uma personalidade forte em suas letras, mas as conduz com suavidade em suas canções. Destaque para “Assinado Eu”, “Passarinho”, “Aula De Francês”, “ Stranger But Mine”.

Em seus agradecimentos no encarte do CD menciona Tom Waits, Syd Barrett, Leonard Cohen, Radiohead, e a própria família. Não “paga pau” pra ninguém da “Máfia do Dendê” (como já dizia Paulo Francis) ou para os “Mestres da MPB” de sempre. Apesar de Caetano Veloso já manifestar sua “aprovação” no trabalho da moça (Quem?).

Anselmo


domingo, 19 de julho de 2009

JOÃO RUBINATO

Como muitos de vocês já devem ter percebido, a MPB não é o ponto forte do nosso BLOG. Porém, a opinião e os assuntos abordados pelos amigos que nos prestigiam, entrando no Blog e deixando suas mensagens, é sim nosso objetivo maior e nossa satisfação. A exemplo do meu querido amigo Leonardo, grande músico e violonista, que pediu para escrever sobre Samba. Quero deixar claro, Samba de Raiz, de qualidade, legítimo produto nacional.
Porém, confesso que não sou especialista no assunto, mas para atender o pedido do meu prezado amigo, vou comentar sobre um artista paulistano, que dentre outras coisas, foi um excelente sambista: Adoniran Barbosa.

Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, (Valinhos, 06 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor,humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador, dada a sua popularidade frente aos demais.

Adoniran é filho de imigrantes italianos, começou a trabalhar desde cedo para ajudar a família (seu primeiro trabalho foi de entregador de marmita), e por ter origem humilde batalhou demais buscando uma chance em programas de rádio, onde trabalhou como cantor e ator. No decorrer de sua carreira foi acompanhado pelo grupo Demônios da Garoa (em atividade até hoje).
Adoniran Barbosa morre em 1982, aos 72 anos de idade.

Adoniran foi, em minha opinião, o maior expoente do Samba Paulista de todos os tempos, abrindo caminho para toda uma geração. Principais Composições: Saudosa maloca,Samba do Arnesto, As mariposas, Iracema, Bom-dia tristeza, Tiro ao Álvaro,Trem das onze.
Anselmo

JOÃO RUBINATO

Como muitos de vocês já devem ter percebido, a MPB não é o ponto forte do nosso BLOG. Porém, a opinião e os assuntos abordados pelos amigos que nos prestigiam, entrando no Blog e deixando suas mensagens, é sim nosso objetivo maior e nossa satisfação. A exemplo do meu querido amigo Leonardo, grande músico e violonista, que pediu para escrever sobre Samba. Quero deixar claro, Samba de Raiz, de qualidade, legítimo produto nacional.
Porém, confesso que não sou especialista no assunto, mas para atender o pedido do meu prezado amigo, vou comentar sobre um artista paulistano, que dentre outras coisas, foi um excelente sambista: Adoniran Barbosa.

Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, (Valinhos, 06 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor,humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador, dada a sua popularidade frente aos demais.

Adoniran é filho de imigrantes italianos, começou a trabalhar desde cedo para ajudar a família (seu primeiro trabalho foi de entregador de marmita), e por ter origem humilde batalhou demais buscando uma chance em programas de rádio, onde trabalhou como cantor e ator. No decorrer de sua carreira foi acompanhado pelo grupo Demônios da Garoa (em atividade até hoje).
Adoniran Barbosa morre em 1982, aos 72 anos de idade.

Adoniran foi, em minha opinião, o maior expoente do Samba Paulista de todos os tempos, abrindo caminho para toda uma geração. Principais Composições: Saudosa maloca,Samba do Arnesto, As mariposas, Iracema, Bom-dia tristeza, Tiro ao Álvaro,Trem das onze.
Anselmo

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