Dias depois da estréia da série "The Walking Dead" no canal Fox escrevi um post aqui no blog (leia aqui) recomendando a todos que a assistissem.
Eu também disse que certamente vocês ainda iriam ouvir falar desta história e mais do que isso, cheguei a colocar no título do post a pergunta: O Novo Lost?
Com esta provocação, o que eu queria na verdade era especular se este seriado teria a capacidade de mobilizar seguidores num boca a boca parecido com o que aconteceu com a saga da ilha famosa. Eu entendia que esta história sobre zumbis nas mãos do ótimo Frank Darabont, tinha um grande potencial para estourar.
E eu não estava de todo errado. Se "The Walking Dead" não se transformou num fenômeno mundial, a coisa repercutiu. Claro que não ajudou muito o fato da série ser exibida por uma canal de TV a cabo nos EUA (no resto do mundo os direitos são da Fox). Mesmo assim, a AMC bateu o recorde de audiência de um seriado fora da TV aberta tanto na estréia (5,3 milhoes de pessoas), quanto no final (6 milhões de pessoas).
Acredito que se eles tivessem preparado mais dos que os insuficientes 6 episódios para esta primeira temporada o negócio poderia tomar uma proporção bem maior.
Por que? Porque a série é mesmo ótima e vicia. Não vou retomar a sinopse pelo fato do post citado acima conter bastante informação (por favor, leiam), mas quero reforçar minha opinião inicial de que a história transcende o gênero terror e explora de forma muito interessante o relacionamento entre os pesonagens. É a complexidade psicológica que a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ser o que sempre foi, traz para a trama. Darabont fez isso de forma magistral com as obras do Stephen King e trabalhou muito bem com esta HQ do Robert Kirkman.
É uma pena que "The Walking Dad" retorne somente em outubro de 2011, desta vez com 13 episódios. A coisa foi tão bem que inicialmente o Frank Darabont iria participar ativamente apenas da primeira temporada, mas já está decidido que ele fica e comanda também a segunda. Isso inclusive motivou a saída de Charles "Chic" Eglee do projeto, já que ele que havia sido o número dois neste começo pretendia ser o cabeça á partir do ano que vem. Para quem não conhece este cara, basta dizer que ele foi linha de frente de "The Shield" e "Dexter". Esta ruptura até gerou o boato de que toda a equipe de roteiristas seria trocada, o que parece ser exagero.
Enfim volto a indicar estes 6 episódios para todos. Vale muito a pena.
Uma forma é assistir via Fox, que já começou a reprisar nesta última terça-feira (sempre as 22 horas) e certamente irá passar ainda outras vezes esta primeira temporada.
Um outro jeito, vem como um presente de Natal antecipado do blog, com a ajuda muito especial da amiga Ana Praconi que gentilmente deixou para a gente os links para todos os episódios (já legendados). Aproveitem!
1.01 - Days Gone Bye
http://www.filesonic.com/file/37906189/twd101.rmvb
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1.02 - Guts
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1.03 - Tell It to the Frogs
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1.04 - Vatos
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1.05 - Wildfire
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1.06 - TS 19
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Sandro
minervapop
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
THE WALKING DEAD - Primeira temporada valeu a pena
Dias depois da estréia da série "The Walking Dead" no canal Fox escrevi um post aqui no blog (leia aqui) recomendando a todos que a assistissem.
Eu também disse que certamente vocês ainda iriam ouvir falar desta história e mais do que isso, cheguei a colocar no título do post a pergunta: O Novo Lost?
Com esta provocação, o que eu queria na verdade era especular se este seriado teria a capacidade de mobilizar seguidores num boca a boca parecido com o que aconteceu com a saga da ilha famosa. Eu entendia que esta história sobre zumbis nas mãos do ótimo Frank Darabont, tinha um grande potencial para estourar.
E eu não estava de todo errado. Se "The Walking Dead" não se transformou num fenômeno mundial, a coisa repercutiu. Claro que não ajudou muito o fato da série ser exibida por uma canal de TV a cabo nos EUA (no resto do mundo os direitos são da Fox). Mesmo assim, a AMC bateu o recorde de audiência de um seriado fora da TV aberta tanto na estréia (5,3 milhoes de pessoas), quanto no final (6 milhões de pessoas).
Acredito que se eles tivessem preparado mais dos que os insuficientes 6 episódios para esta primeira temporada o negócio poderia tomar uma proporção bem maior.
Por que? Porque a série é mesmo ótima e vicia. Não vou retomar a sinopse pelo fato do post citado acima conter bastante informação (por favor, leiam), mas quero reforçar minha opinião inicial de que a história transcende o gênero terror e explora de forma muito interessante o relacionamento entre os pesonagens. É a complexidade psicológica que a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ser o que sempre foi, traz para a trama. Darabont fez isso de forma magistral com as obras do Stephen King e trabalhou muito bem com esta HQ do Robert Kirkman.
É uma pena que "The Walking Dad" retorne somente em outubro de 2011, desta vez com 13 episódios. A coisa foi tão bem que inicialmente o Frank Darabont iria participar ativamente apenas da primeira temporada, mas já está decidido que ele fica e comanda também a segunda. Isso inclusive motivou a saída de Charles "Chic" Eglee do projeto, já que ele que havia sido o número dois neste começo pretendia ser o cabeça á partir do ano que vem. Para quem não conhece este cara, basta dizer que ele foi linha de frente de "The Shield" e "Dexter". Esta ruptura até gerou o boato de que toda a equipe de roteiristas seria trocada, o que parece ser exagero.
Enfim volto a indicar estes 6 episódios para todos. Vale muito a pena.
Uma forma é assistir via Fox, que já começou a reprisar nesta última terça-feira (sempre as 22 horas) e certamente irá passar ainda outras vezes esta primeira temporada.
Um outro jeito, vem como um presente de Natal antecipado do blog, com a ajuda muito especial da amiga Ana Praconi que gentilmente deixou para a gente os links para todos os episódios (já legendados). Aproveitem!
1.01 - Days Gone Bye
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Eu também disse que certamente vocês ainda iriam ouvir falar desta história e mais do que isso, cheguei a colocar no título do post a pergunta: O Novo Lost?
Com esta provocação, o que eu queria na verdade era especular se este seriado teria a capacidade de mobilizar seguidores num boca a boca parecido com o que aconteceu com a saga da ilha famosa. Eu entendia que esta história sobre zumbis nas mãos do ótimo Frank Darabont, tinha um grande potencial para estourar.
E eu não estava de todo errado. Se "The Walking Dead" não se transformou num fenômeno mundial, a coisa repercutiu. Claro que não ajudou muito o fato da série ser exibida por uma canal de TV a cabo nos EUA (no resto do mundo os direitos são da Fox). Mesmo assim, a AMC bateu o recorde de audiência de um seriado fora da TV aberta tanto na estréia (5,3 milhoes de pessoas), quanto no final (6 milhões de pessoas).
Acredito que se eles tivessem preparado mais dos que os insuficientes 6 episódios para esta primeira temporada o negócio poderia tomar uma proporção bem maior.
Por que? Porque a série é mesmo ótima e vicia. Não vou retomar a sinopse pelo fato do post citado acima conter bastante informação (por favor, leiam), mas quero reforçar minha opinião inicial de que a história transcende o gênero terror e explora de forma muito interessante o relacionamento entre os pesonagens. É a complexidade psicológica que a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ser o que sempre foi, traz para a trama. Darabont fez isso de forma magistral com as obras do Stephen King e trabalhou muito bem com esta HQ do Robert Kirkman.
É uma pena que "The Walking Dad" retorne somente em outubro de 2011, desta vez com 13 episódios. A coisa foi tão bem que inicialmente o Frank Darabont iria participar ativamente apenas da primeira temporada, mas já está decidido que ele fica e comanda também a segunda. Isso inclusive motivou a saída de Charles "Chic" Eglee do projeto, já que ele que havia sido o número dois neste começo pretendia ser o cabeça á partir do ano que vem. Para quem não conhece este cara, basta dizer que ele foi linha de frente de "The Shield" e "Dexter". Esta ruptura até gerou o boato de que toda a equipe de roteiristas seria trocada, o que parece ser exagero.
Enfim volto a indicar estes 6 episódios para todos. Vale muito a pena.
Uma forma é assistir via Fox, que já começou a reprisar nesta última terça-feira (sempre as 22 horas) e certamente irá passar ainda outras vezes esta primeira temporada.
Um outro jeito, vem como um presente de Natal antecipado do blog, com a ajuda muito especial da amiga Ana Praconi que gentilmente deixou para a gente os links para todos os episódios (já legendados). Aproveitem!
1.01 - Days Gone Bye
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1.04 - Vatos
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
THE WALKING DEAD - Novo Lost na TV?
Quem acompanha este blog sabe que o viciado e especialista em quadrinhos daqui é meu parceiro Anselmo. Eu particularmente já gostei muito, li quase todos os clássicos, mas estou desatualizado faz bastante tempo. Nem me aventuro em escrever post sobre o assunto, que realmente não domino. Por esta razão eu nunca tinha ouvido falar da série de quadrinhos intitulada "The Walking Dead", criada por Robert Kirkman em 2003, cuja história certamente você ainda vai ouvir falar.
O motivo desta minha descoberta foi a TV. Especificamente através de chamadas do canal Fox para uma nova série que estrearia em novembro. O fato que despertou minha atenção de cara foi a informação de que a produção, o roteiro e a direção estariam a cargo de Frank Darabont. Já escrevi aqui no blog (leia o post) que sou grande admirador deste diretor, que adaptou para o cinema três obras de Stephen King (post aqui) de forma brilhante. "Um Sonho de Liberdade" (de 1994), "Á Espera de um milagre" (de 1999) e "O Nevoeiro" (de 2007) são filmes excelentes e estão na minha lista de preferidos.
Fiquei esperando. Até que terça-feira, as 22 horas a série estreou aqui no Brasil. E confesso que todas minhas expectativas foram superadas, de longe. Achei o primeiro episódio fantástico. O que inevitavelmente me fez lembrar de quando assisti a estréia de "Lost" (posts aqui) na AXN muitos anos atrás. Me bateu aquela sensação de que ficarei viciado e que estou prestes a acompanhar o nascimento de uma nova febre na TV mundial. Posso até estar exagerando (devo estar), mas creio que este seriado tem tudo para pegar.
Mas afinal, sobre o que fala a série? Bem, a príncipio trata-se de uma história de terror, onde zumbis são o tema principal da trama. Digo que a principio porque nas palavras do próprio Darabont, parece que a coisa é bem mais que isso: "Os zumbis são a cereja do bolo. O prato principal são os personagens, nos quais apostamos muito. É o que mais gosto na criação do Kirkman e o que estamos fazendo na televisão". Já Robert Kirkman, que também participa como produtor disse: "Meu principal objetivo é mostrar como pessoas más podem se tornar boas e como pessoas boas podem se tornar más". E Laure Holden, uma das atrizes, completa: "É uma verdadeira exploração psicológia e uma luta humana". Ao que parece a idéia é desenvolver ao máximo as relações entre os personagens, que terão como missão principal a manutenção de suas próprias vidas num mundo novo, perigoso e hostil a vida.
Mas o que eu vi ontem que me impressionou tanto? Vou mandar um resumo deste episódio para ver se vocês se interessam. Rolou o seguinte. O policial Rick Grimes é baleado e internado em estado de coma num hospital. Algum tempo depois ele acorda e percebe que o local está completamente abandonado. Mais do que isso ele vê corpos pelo corredor do hospital e se depara com uma porta trancada e com o aviso "Não abra, mortos dentro", porém ele percebe que há uma "coisa" querendo sair desta sala. Do lado de fora, Rick encontra filas de cadáveres e sinais do que aparenta ser um acampamento do exército, também vazio. Mesmo debilitado ele segue rumo a sua casa para procurar por sua mulher e filho, mas o lugar também está vazio. Ainda sem saber o que está acontecendo, o policial encontra dois humanos "normais" (um pai e seu filho) que o acolhem numa casa invadida por eles. Lá ele recebe a explicação de que uma espécie de epidemia com dimensões apocalípticas tomou conta da cidade e que o resultado disso era a transformação das pessoas em zumbis, que ficam vagando pelas ruas a procura de carne e sangue humano para se alimentar. Uma vez mordida ou arranhada a pessoa é acometida de uma febre muito alta que a leva a morte (desde que não tenha sido devorada antes). Algum tempo depois esta mesma pessoa torna-se um zumbi e passa a vagar junto com os demais. Um fato interessante é que estes seres não são dotados de força extra e nem de poderes de monstros. Andam vagarosamente e desde que a pessoa esteja atenta não é muito difícil acabar com um deles (o único jeito é um golpe ou tiro na cabeça). O problema é que o barulho atrai outros zumbis e o perigo está justamente na dificuldade em se safar de uma multidão destes mortos-vivos. Acreditando que sua famíla está viva e em Atlanta (era a orientação inicial das autoridades) ele decide seguir em busca deles. Em paralelo descobrimos que sua mulher e filho estão vivos sim, mas fora de Atlanta, vivendo numa espécie de acampamento. Quando Rick chega na cidade, ficamos sabendo a razão. Atlanta também está devastada e aparentemente abandonada, mas há zumbis por toda a parte. O episódio termina com ele sendo perseguido por uma porção deles (lembra, que este é o perigo?) e se refugiando num tanque de guerra abandonado no meio de uma avenida qualquer. Dentro deste tanque, cercado de mortos-vivos e sem perspectiva, ele ouve uma voz no rádio: "Ei panaca! Está confortável aí dentro do tanque?" Fim.
Mais alguns dados importantes sobre "The Walking Dead".
1) Nos EUA a série esta sendo transmitida pelo canal a cabo AMC. A estréia que ocoreu no dia 31 de outubro foi assistida por mais de 5,3 milhões de pessoas, recorde de audiência na história do canal e recorde de audiência nas tvs por assinatura nos EUA em 2010. A Fox é a responsável por transmitir a série para o resto do mundo e o fez apenas dois dias depois num evento mundial.
2) A versão transmitida pela Fox Brasil estava dublada, porém a versão com o áudio original e legendada também esta disponível. Basta adaptar seu controle remoto para esta opção.
3) A Fox cometeu o grave erro de editar este primeiro episódio. A exibição nos EUA levou ao todo 1 hora e 30 minutos, sendo 60 minutos de série para valer. Para caber em sua grade de 1 hora, a Fox cortou pedaços e reduziu o tempo da série para 50 minutos. Foram 10 minutos retirados de cenas diversas, que podem não ter feito falta para o entendimento da história, mas que maculam o resultado final sem dúvida nenhuma. Espero que este deslize tenha ocorrido apenas desta vez.
4) Os horários de "The Walking Dead" no Brasil são: Terças e sábados ás 22 horas.
5) A primeira temporada já está completamente filmada e terá somente 6 episódios. Antes mesmo da estréia e repercussão, o canal de TV já havia autorizado a produção da segunda temporada que inicialmente prevê 12 episódios. Este inclusive deverá ser o número para as próximas que virão (tenho convicção que serão muitas).
6) Vou pensar na possbilidade de disponibilizar estes espisódios para serem assistidos aqui no blog. Só preciso pensar em um jeito fácil para mim e para vocês. Vamos ver se consigo.
Por fim, volto a dizer que fiquei muito bem impressionado com o que assisti e que confio demais no talento do Frank Darabont. Por esta razão entendo que este trabalho tem tudo para dar certo. Sei que a comparação com Lost é prematura e até mesmo leviana, mas acredito mesmo que há chance desta história cair no gosto da galera e virar cult. Aguardemos.
PS: Esqueci de citar que este argumento e início lembram demais um filme do Danny Boyle chamado Extermínio (leia post aqui) que eu adoro e recomendo sempre. Talvez isso explique também a empatia tão grande.
Palavra final: INQUIETANTE.
Sandro
THE WALKING DEAD - Novo Lost na TV?
Quem acompanha este blog sabe que o viciado e especialista em quadrinhos daqui é meu parceiro Anselmo. Eu particularmente já gostei muito, li quase todos os clássicos, mas estou desatualizado faz bastante tempo. Nem me aventuro em escrever post sobre o assunto, que realmente não domino. Por esta razão eu nunca tinha ouvido falar da série de quadrinhos intitulada "The Walking Dead", criada por Robert Kirkman em 2003, cuja história certamente você ainda vai ouvir falar.
O motivo desta minha descoberta foi a TV. Especificamente através de chamadas do canal Fox para uma nova série que estrearia em novembro. O fato que despertou minha atenção de cara foi a informação de que a produção, o roteiro e a direção estariam a cargo de Frank Darabont. Já escrevi aqui no blog (leia o post) que sou grande admirador deste diretor, que adaptou para o cinema três obras de Stephen King (post aqui) de forma brilhante. "Um Sonho de Liberdade" (de 1994), "Á Espera de um milagre" (de 1999) e "O Nevoeiro" (de 2007) são filmes excelentes e estão na minha lista de preferidos.
Fiquei esperando. Até que terça-feira, as 22 horas a série estreou aqui no Brasil. E confesso que todas minhas expectativas foram superadas, de longe. Achei o primeiro episódio fantástico. O que inevitavelmente me fez lembrar de quando assisti a estréia de "Lost" (posts aqui) na AXN muitos anos atrás. Me bateu aquela sensação de que ficarei viciado e que estou prestes a acompanhar o nascimento de uma nova febre na TV mundial. Posso até estar exagerando (devo estar), mas creio que este seriado tem tudo para pegar.
Mas afinal, sobre o que fala a série? Bem, a príncipio trata-se de uma história de terror, onde zumbis são o tema principal da trama. Digo que a principio porque nas palavras do próprio Darabont, parece que a coisa é bem mais que isso: "Os zumbis são a cereja do bolo. O prato principal são os personagens, nos quais apostamos muito. É o que mais gosto na criação do Kirkman e o que estamos fazendo na televisão". Já Robert Kirkman, que também participa como produtor disse: "Meu principal objetivo é mostrar como pessoas más podem se tornar boas e como pessoas boas podem se tornar más". E Laure Holden, uma das atrizes, completa: "É uma verdadeira exploração psicológia e uma luta humana". Ao que parece a idéia é desenvolver ao máximo as relações entre os personagens, que terão como missão principal a manutenção de suas próprias vidas num mundo novo, perigoso e hostil a vida.
Mas o que eu vi ontem que me impressionou tanto? Vou mandar um resumo deste episódio para ver se vocês se interessam. Rolou o seguinte. O policial Rick Grimes é baleado e internado em estado de coma num hospital. Algum tempo depois ele acorda e percebe que o local está completamente abandonado. Mais do que isso ele vê corpos pelo corredor do hospital e se depara com uma porta trancada e com o aviso "Não abra, mortos dentro", porém ele percebe que há uma "coisa" querendo sair desta sala. Do lado de fora, Rick encontra filas de cadáveres e sinais do que aparenta ser um acampamento do exército, também vazio. Mesmo debilitado ele segue rumo a sua casa para procurar por sua mulher e filho, mas o lugar também está vazio. Ainda sem saber o que está acontecendo, o policial encontra dois humanos "normais" (um pai e seu filho) que o acolhem numa casa invadida por eles. Lá ele recebe a explicação de que uma espécie de epidemia com dimensões apocalípticas tomou conta da cidade e que o resultado disso era a transformação das pessoas em zumbis, que ficam vagando pelas ruas a procura de carne e sangue humano para se alimentar. Uma vez mordida ou arranhada a pessoa é acometida de uma febre muito alta que a leva a morte (desde que não tenha sido devorada antes). Algum tempo depois esta mesma pessoa torna-se um zumbi e passa a vagar junto com os demais. Um fato interessante é que estes seres não são dotados de força extra e nem de poderes de monstros. Andam vagarosamente e desde que a pessoa esteja atenta não é muito difícil acabar com um deles (o único jeito é um golpe ou tiro na cabeça). O problema é que o barulho atrai outros zumbis e o perigo está justamente na dificuldade em se safar de uma multidão destes mortos-vivos. Acreditando que sua famíla está viva e em Atlanta (era a orientação inicial das autoridades) ele decide seguir em busca deles. Em paralelo descobrimos que sua mulher e filho estão vivos sim, mas fora de Atlanta, vivendo numa espécie de acampamento. Quando Rick chega na cidade, ficamos sabendo a razão. Atlanta também está devastada e aparentemente abandonada, mas há zumbis por toda a parte. O episódio termina com ele sendo perseguido por uma porção deles (lembra, que este é o perigo?) e se refugiando num tanque de guerra abandonado no meio de uma avenida qualquer. Dentro deste tanque, cercado de mortos-vivos e sem perspectiva, ele ouve uma voz no rádio: "Ei panaca! Está confortável aí dentro do tanque?" Fim.
Mais alguns dados importantes sobre "The Walking Dead".
1) Nos EUA a série esta sendo transmitida pelo canal a cabo AMC. A estréia que ocoreu no dia 31 de outubro foi assistida por mais de 5,3 milhões de pessoas, recorde de audiência na história do canal e recorde de audiência nas tvs por assinatura nos EUA em 2010. A Fox é a responsável por transmitir a série para o resto do mundo e o fez apenas dois dias depois num evento mundial.
2) A versão transmitida pela Fox Brasil estava dublada, porém a versão com o áudio original e legendada também esta disponível. Basta adaptar seu controle remoto para esta opção.
3) A Fox cometeu o grave erro de editar este primeiro episódio. A exibição nos EUA levou ao todo 1 hora e 30 minutos, sendo 60 minutos de série para valer. Para caber em sua grade de 1 hora, a Fox cortou pedaços e reduziu o tempo da série para 50 minutos. Foram 10 minutos retirados de cenas diversas, que podem não ter feito falta para o entendimento da história, mas que maculam o resultado final sem dúvida nenhuma. Espero que este deslize tenha ocorrido apenas desta vez.
4) Os horários de "The Walking Dead" no Brasil são: Terças e sábados ás 22 horas.
5) A primeira temporada já está completamente filmada e terá somente 6 episódios. Antes mesmo da estréia e repercussão, o canal de TV já havia autorizado a produção da segunda temporada que inicialmente prevê 12 episódios. Este inclusive deverá ser o número para as próximas que virão (tenho convicção que serão muitas).
6) Vou pensar na possbilidade de disponibilizar estes espisódios para serem assistidos aqui no blog. Só preciso pensar em um jeito fácil para mim e para vocês. Vamos ver se consigo.
Por fim, volto a dizer que fiquei muito bem impressionado com o que assisti e que confio demais no talento do Frank Darabont. Por esta razão entendo que este trabalho tem tudo para dar certo. Sei que a comparação com Lost é prematura e até mesmo leviana, mas acredito mesmo que há chance desta história cair no gosto da galera e virar cult. Aguardemos.
PS: Esqueci de citar que este argumento e início lembram demais um filme do Danny Boyle chamado Extermínio (leia post aqui) que eu adoro e recomendo sempre. Talvez isso explique também a empatia tão grande.
Palavra final: INQUIETANTE.
Sandro
quinta-feira, 1 de julho de 2010
SPLICE - Será o início de uma saga de Sucesso?
Ao assistir ao trailer de “Splice” reconheci a mesma sensação de quando tive acesso às primeiras imagens de Alien - O Oitavo Passageiro, o marco da ficção cientítifca de Ridley Scott.
Dirigido por Vincenzo Natali e estrelado por Adrien Brody (Clive) e Sarah Polley (Elsa), e produção de Guilhermo Del Toro, Splice é um filme de terror de ficção científica que tem como tema principal a história de dois jovens cientistas que iniciam um experimento misturando o DNA humano com de genes de animais, o que resulta em uma criatura exótica, assustadora e bela.
O objetivo é usar o DNA humano em um híbrido para revolucionar a ciência e a medicina. Porém, quando a companhia farmacêutica que patrocina os fundos de pesquisa, NERD, proíbe a pesquisa, Clive e Elsa secretamente trabalham em suas próprias experiências, onde misturam DNA humano com o de suas criações, ignorando os limites éticos e legais da sua sociedade, criando um ser denominado DREN.
A intenção não é comparar “Splice” com “Alien”, longe disso, mas como dizem, a primeira impressão é a que fica. Segue trailer.
Anselmo
SPLICE - Será o início de uma saga de Sucesso?
Ao assistir ao trailer de “Splice” reconheci a mesma sensação de quando tive acesso às primeiras imagens de Alien - O Oitavo Passageiro, o marco da ficção cientítifca de Ridley Scott.
Dirigido por Vincenzo Natali e estrelado por Adrien Brody (Clive) e Sarah Polley (Elsa), e produção de Guilhermo Del Toro, Splice é um filme de terror de ficção científica que tem como tema principal a história de dois jovens cientistas que iniciam um experimento misturando o DNA humano com de genes de animais, o que resulta em uma criatura exótica, assustadora e bela.
O objetivo é usar o DNA humano em um híbrido para revolucionar a ciência e a medicina. Porém, quando a companhia farmacêutica que patrocina os fundos de pesquisa, NERD, proíbe a pesquisa, Clive e Elsa secretamente trabalham em suas próprias experiências, onde misturam DNA humano com o de suas criações, ignorando os limites éticos e legais da sua sociedade, criando um ser denominado DREN.
A intenção não é comparar “Splice” com “Alien”, longe disso, mas como dizem, a primeira impressão é a que fica. Segue trailer.
Anselmo
domingo, 27 de junho de 2010
O LIMITE DO MEDO - BORDERLAND
Quando o assunto é cinema, geralmente os filmes mais descriminalizados são os que têm como tema principal o terror. Muitas são as vezes que esses filmes são identificados por sua violência gratuita e carnificina abundante, quase um espetáculo de matança romana.
Mas seguindo aquela máxima de “uma boa idéia na cabeça e uma câmera na mão”, gostaria de comentar e indicar um filme que recentemente vi passando no Canal FX, o qual já havia assistido na época de seu lançamento, “Borderland”. Mas antes, um pouco de história.
Em março de 1989, o estudante Mark J. Kilroy desapareceu nas ruas do município de Metamoros , no estado de Tamaulipas, o qual faz fronteira com o Texas (EUA), durante um período de férias da universidade.
Em 11 de abril de 1989, policiais americanos e mexicanos descobriram o corpo mutilado de Mark J. Kilroy, e outros 14, enterrados em covas rasas em um rancho. As vítimas tinham sido sacrificados por Adolfo de Jesus e Maria Sara Constanzo Aldrete, que foi o Sumo Sacerdote e Sacerdotisa de uma seita religiosa conhecida como Palo Mayombe, que era uma forma satânica de um culto afro-caribenha, conhecido como Santeria. Esta seita acredita que o sacrifício humano era necessário para proteger os membros do culto, e para ocultar as suas actividades de contrabando de drogas por parte das autoridades policiais.
E foi com esse “material” que em 2007 a Dark Films lançou o filme de terror, Borderland (O Limite do Medo).
O filme é uma produção Americana / Mexicana, que tem a direção de Zev Berman e conta somente com Sean Astin (O Senhor dos Aneis) como figura mais conhecida pelo público comum.
Porém, o resultado final é muito bom. A atmosfera criada pela produção, a fotografia, os diálogos curtos, as seqüências de ação, a compactação, tudo feito dentro daquilo que o material disponível pudesse ofertar, ou seja, cerca de 1hora e 45minutos que te prende a atenção dos espectadores.
No filme a história se passa numa cidade do México, onde o detetive Ulises (Damián Alcázar) está à procura do líder de um culto satânico, após ver seu parceiro ser torturado e morto, pelos integrantes do bando. Um ano depois, Ed (Brian Presley), Phil (Rider Strong) e Henry (Jake Muxworthy), alunos da Universidade do Texas, decidem atravessar a fronteira com o México para se divertir. Tudo corre bem, até Phil ser sequestrado por um bando de contrabandistas. Ele se torna o novo alvo do bando procurado pelo detetive Ulisses, sendo usado como oferta de um ritual sádico para que seus integrantes obtenham proteção divina.
Apesar de muito sangue e tortura, o filme é bom, podem ir atrás.
Anselmo
O LIMITE DO MEDO - BORDERLAND
Quando o assunto é cinema, geralmente os filmes mais descriminalizados são os que têm como tema principal o terror. Muitas são as vezes que esses filmes são identificados por sua violência gratuita e carnificina abundante, quase um espetáculo de matança romana.
Mas seguindo aquela máxima de “uma boa idéia na cabeça e uma câmera na mão”, gostaria de comentar e indicar um filme que recentemente vi passando no Canal FX, o qual já havia assistido na época de seu lançamento, “Borderland”. Mas antes, um pouco de história.
Em março de 1989, o estudante Mark J. Kilroy desapareceu nas ruas do município de Metamoros , no estado de Tamaulipas, o qual faz fronteira com o Texas (EUA), durante um período de férias da universidade.
Em 11 de abril de 1989, policiais americanos e mexicanos descobriram o corpo mutilado de Mark J. Kilroy, e outros 14, enterrados em covas rasas em um rancho. As vítimas tinham sido sacrificados por Adolfo de Jesus e Maria Sara Constanzo Aldrete, que foi o Sumo Sacerdote e Sacerdotisa de uma seita religiosa conhecida como Palo Mayombe, que era uma forma satânica de um culto afro-caribenha, conhecido como Santeria. Esta seita acredita que o sacrifício humano era necessário para proteger os membros do culto, e para ocultar as suas actividades de contrabando de drogas por parte das autoridades policiais.
E foi com esse “material” que em 2007 a Dark Films lançou o filme de terror, Borderland (O Limite do Medo).
O filme é uma produção Americana / Mexicana, que tem a direção de Zev Berman e conta somente com Sean Astin (O Senhor dos Aneis) como figura mais conhecida pelo público comum.
Porém, o resultado final é muito bom. A atmosfera criada pela produção, a fotografia, os diálogos curtos, as seqüências de ação, a compactação, tudo feito dentro daquilo que o material disponível pudesse ofertar, ou seja, cerca de 1hora e 45minutos que te prende a atenção dos espectadores.
No filme a história se passa numa cidade do México, onde o detetive Ulises (Damián Alcázar) está à procura do líder de um culto satânico, após ver seu parceiro ser torturado e morto, pelos integrantes do bando. Um ano depois, Ed (Brian Presley), Phil (Rider Strong) e Henry (Jake Muxworthy), alunos da Universidade do Texas, decidem atravessar a fronteira com o México para se divertir. Tudo corre bem, até Phil ser sequestrado por um bando de contrabandistas. Ele se torna o novo alvo do bando procurado pelo detetive Ulisses, sendo usado como oferta de um ritual sádico para que seus integrantes obtenham proteção divina.
Apesar de muito sangue e tortura, o filme é bom, podem ir atrás.
Anselmo
quinta-feira, 6 de maio de 2010
ROB ZOMBIE - HellBilly DeLuxe 2
Acompanho o trabalho de Robert Bartleh Cummings desde seu antigo grupo White Zombie, banda que tinha fãs famosos como Thurston Moore e Kurt Cobain, principalmente pelos dois álbuns iniciais da banda.
Robert, ou mais conhecido como Rob Zombie, além de cantor, é diretor de filmes de terror, radialista em Los Angeles e desenhista. Todas essas atribuições artísticas fazem de seu trabalho gráfico um componente importantíssimo em seus shows e discos.
Após doze anos do lançamento do primeiro álbum solo “Hellbilly Deluxe: 13 Tales of Cadaverous Cavorting Inside the Spookshow International”, Rob Zombie lança a continuação do disco, com o título : “Hellbilly Deluxe 2 - Noble Jackals, Penny Dreadfuls and the Systematic Dehumanization of Cool”.
Esse trabalho conta com a parceira de “Zombie” com “John 5” (Marilyn Manson, Steve Vai, David Lee Roth) , canções com temáticas de "B-Movie" e "letras gore”, trazem um clima de suspense e diversão ao disco, mas de uma forma acessível, não somente para quem gosta de um som mais “pesado”, mas também de um bom “Rock´n´Roll”. Basta conferir Werewolf Women of the S.S”, “Jesus Frankenstein” , “Sick BubbleGum” e “Nerds Needs Women”.
“Hellbilly Deluxe 2” pode ser também o último trabalho de Rob Zombie no formato CD, pois o mesmo declarou que a intenção é de lançar músicas para download, daqui pra frente.
O CD foi lançado no começo do ano de 2010, porém só tive acesso a ele agora, por isso o comentário tardio. Mas, tá aí, pode procurar que é muito bom, Zombie Rocks!
Anselmo
ROB ZOMBIE - HellBilly DeLuxe 2
Acompanho o trabalho de Robert Bartleh Cummings desde seu antigo grupo White Zombie, banda que tinha fãs famosos como Thurston Moore e Kurt Cobain, principalmente pelos dois álbuns iniciais da banda.
Robert, ou mais conhecido como Rob Zombie, além de cantor, é diretor de filmes de terror, radialista em Los Angeles e desenhista. Todas essas atribuições artísticas fazem de seu trabalho gráfico um componente importantíssimo em seus shows e discos.
Após doze anos do lançamento do primeiro álbum solo “Hellbilly Deluxe: 13 Tales of Cadaverous Cavorting Inside the Spookshow International”, Rob Zombie lança a continuação do disco, com o título : “Hellbilly Deluxe 2 - Noble Jackals, Penny Dreadfuls and the Systematic Dehumanization of Cool”.
Esse trabalho conta com a parceira de “Zombie” com “John 5” (Marilyn Manson, Steve Vai, David Lee Roth) , canções com temáticas de "B-Movie" e "letras gore”, trazem um clima de suspense e diversão ao disco, mas de uma forma acessível, não somente para quem gosta de um som mais “pesado”, mas também de um bom “Rock´n´Roll”. Basta conferir Werewolf Women of the S.S”, “Jesus Frankenstein” , “Sick BubbleGum” e “Nerds Needs Women”.
“Hellbilly Deluxe 2” pode ser também o último trabalho de Rob Zombie no formato CD, pois o mesmo declarou que a intenção é de lançar músicas para download, daqui pra frente.
O CD foi lançado no começo do ano de 2010, porém só tive acesso a ele agora, por isso o comentário tardio. Mas, tá aí, pode procurar que é muito bom, Zombie Rocks!
Anselmo
quarta-feira, 5 de maio de 2010
QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO - Near Dark
É fato que os filmes de vampiro sempre foram sinônimo de sucesso entre os adolescentes. Os ingredientes de “não ficar velho nunca”, “fazer o que quiser”, “poderes ilimitados” e “sair somente á noite”, sempre resultaram em uma formula eficaz.
Hoje em dia temos a série “Crepúsculo”, “Vampire Diaries”, e vários outros produtos para os fãs do gênero, que fazem sucesso entre a garotada.
Por isso, vou deixar uma dica sobre um filme bem interessante, produzido na década de 80, que talvez por causa de clássicos da época como “Fome de Viver” (The Hunger – 1983) e “Garotos Perdidos” (Lost Boys – 1987), não seja muito lembrado nos dias de hoje. Estou me referindo a “Quando Chega a Escuridão” (Near Dark – 1987).
O filme foi dirigido por Kathryn Ann Bigelow (San Carlos-EUA, 27 de Novembro de 1951), que ganhou o prêmio de melhor direção na última edição do Oscar com o filme “Guerra ao Terror”, desbancando o ex-marido James Cameron e o favorito “Avatar”.
A história não tem nada de extraordinário, é sobre um rapaz do interior chamado Caleb Colton que se interessa por uma garota chamada Mae. Após algumas investidas na garota, acaba sendo “mordido” por ela, a partir daí começa a transformação.
No meio da trama, Caleb é resgatado por uma van que tem os vidros protegidos contra o sol. Dentro do veículo, conhece um bando de vampiros, que se denominam uma família. Jess (Lance Henriksen), é o o vampiro líder, Diamondback a garota de Jess, Severen (Bill Paxton) é o mais “divertido” e “sanguinário” do grupo, e o garoto Homer, que na verdade é o mais velho de todos, preso no corpo de uma criança.
A produtora “Platinum Dunes” (empresa de Michael Bay) cogitou a possibilidade de fazer um “remake” de “Quando Chega a Escuridão”, mas teve o projeto cancelado. A justificativa foi que “não era o momento de investir em mais uma história onde um vampiro e um mortal se apaixonam", ainda mais com o sucesso de “Crepúsculo” nos cinemas
Para quem “curtiu” na época, vale a pena relembrar, para os mais novos que ainda não tiveram essa oportunidade, segue o trailer.
Anselmo
QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO - Near Dark
É fato que os filmes de vampiro sempre foram sinônimo de sucesso entre os adolescentes. Os ingredientes de “não ficar velho nunca”, “fazer o que quiser”, “poderes ilimitados” e “sair somente á noite”, sempre resultaram em uma formula eficaz.
Hoje em dia temos a série “Crepúsculo”, “Vampire Diaries”, e vários outros produtos para os fãs do gênero, que fazem sucesso entre a garotada.
Por isso, vou deixar uma dica sobre um filme bem interessante, produzido na década de 80, que talvez por causa de clássicos da época como “Fome de Viver” (The Hunger – 1983) e “Garotos Perdidos” (Lost Boys – 1987), não seja muito lembrado nos dias de hoje. Estou me referindo a “Quando Chega a Escuridão” (Near Dark – 1987).
O filme foi dirigido por Kathryn Ann Bigelow (San Carlos-EUA, 27 de Novembro de 1951), que ganhou o prêmio de melhor direção na última edição do Oscar com o filme “Guerra ao Terror”, desbancando o ex-marido James Cameron e o favorito “Avatar”.
A história não tem nada de extraordinário, é sobre um rapaz do interior chamado Caleb Colton que se interessa por uma garota chamada Mae. Após algumas investidas na garota, acaba sendo “mordido” por ela, a partir daí começa a transformação.
No meio da trama, Caleb é resgatado por uma van que tem os vidros protegidos contra o sol. Dentro do veículo, conhece um bando de vampiros, que se denominam uma família. Jess (Lance Henriksen), é o o vampiro líder, Diamondback a garota de Jess, Severen (Bill Paxton) é o mais “divertido” e “sanguinário” do grupo, e o garoto Homer, que na verdade é o mais velho de todos, preso no corpo de uma criança.
A produtora “Platinum Dunes” (empresa de Michael Bay) cogitou a possibilidade de fazer um “remake” de “Quando Chega a Escuridão”, mas teve o projeto cancelado. A justificativa foi que “não era o momento de investir em mais uma história onde um vampiro e um mortal se apaixonam", ainda mais com o sucesso de “Crepúsculo” nos cinemas
Para quem “curtiu” na época, vale a pena relembrar, para os mais novos que ainda não tiveram essa oportunidade, segue o trailer.
Anselmo
sábado, 17 de abril de 2010
REVISTA VERTIGO Nr.5 - "Casa dos Mistérios"
Para quem acompanha o Minerva Pop sabe que sou admirador das publicações da série Vertigo-DC Comics, e desde que foram relançados as edições pela Panini não perco uma, isso vale para as revistas periodicas e as edições especiais.
Para minha surpresa, a revista vai contar com a consagrada “Casa dos Mistérios” para compor o “mix” de sua publicação mensal, já iniciando na edição de nr. 5 desse mês.
A revista “Casa dos Mistérios” teve início nos Estados Unidos em 1951, seguindo o sucesso da legendária e mundialmente conhecida “Tales From the Crypt” (1950). Os temas abordados por essas revistas, ficção científica, terror e suspense, foram um sucesso para um publico que já estava saturado de heróis com superpoderes e uniformes coloridos que faziam justiça com as próprias mãos.
Durante sua publicação, a “Casa dos Mistérios” teve que se adaptar as regulações de mercado para sobreviver. Como por exemplo, após a criação da “Comics Code Authority”, que afirmava que esse tipo de leitura poderia causar distúrbios comportamentais nos jovens.
No fim da década de 1960, as histórias da casa foram produzidas por nomes como Sergio Aragonés, Neal Adams, Jack Kirby, Jim Aparo, só como exemplos. A partir da edição 292 (em 1981) Karen Berger se tornou editora do título que futuramente seria responsável por edições similares, como o selo Vertigo, oficialmente criado em 1993.
Infelizmente, e pelo mesmo motivo que foi criada, o interesse popular , a revista foi cancelada na edição 321.´
Talvez como prova de gratidão, ou garantia de sucesso, a revista Vertigo decidiu abrir a casa e invocar seu cínico e irônico guardião Caim para contar suas histórias.
Caim é vizinho de seu irmão Abel que guarda a “Casa dos Segredos”, bem do outro lado da rua, na região do Sonhar. Ambos foram servos de Sandman, mas isso deixamos para outro “post”, pois como disse Caim: “Mesmo que todo mistério contenha segredos, nem todo segredo contém mistérios.”
Boa Leitura.
Nota: A capa acima é a original americana que foi utilizada para a edição da panini desse mês, a diferênça é o nome VERTIGO no topo.
REVISTA VERTIGO Nr.5 - "Casa dos Mistérios"
Para quem acompanha o Minerva Pop sabe que sou admirador das publicações da série Vertigo-DC Comics, e desde que foram relançados as edições pela Panini não perco uma, isso vale para as revistas periodicas e as edições especiais.
Para minha surpresa, a revista vai contar com a consagrada “Casa dos Mistérios” para compor o “mix” de sua publicação mensal, já iniciando na edição de nr. 5 desse mês.
A revista “Casa dos Mistérios” teve início nos Estados Unidos em 1951, seguindo o sucesso da legendária e mundialmente conhecida “Tales From the Crypt” (1950). Os temas abordados por essas revistas, ficção científica, terror e suspense, foram um sucesso para um publico que já estava saturado de heróis com superpoderes e uniformes coloridos que faziam justiça com as próprias mãos.
Durante sua publicação, a “Casa dos Mistérios” teve que se adaptar as regulações de mercado para sobreviver. Como por exemplo, após a criação da “Comics Code Authority”, que afirmava que esse tipo de leitura poderia causar distúrbios comportamentais nos jovens.
No fim da década de 1960, as histórias da casa foram produzidas por nomes como Sergio Aragonés, Neal Adams, Jack Kirby, Jim Aparo, só como exemplos. A partir da edição 292 (em 1981) Karen Berger se tornou editora do título que futuramente seria responsável por edições similares, como o selo Vertigo, oficialmente criado em 1993.
Infelizmente, e pelo mesmo motivo que foi criada, o interesse popular , a revista foi cancelada na edição 321.´
Talvez como prova de gratidão, ou garantia de sucesso, a revista Vertigo decidiu abrir a casa e invocar seu cínico e irônico guardião Caim para contar suas histórias.
Caim é vizinho de seu irmão Abel que guarda a “Casa dos Segredos”, bem do outro lado da rua, na região do Sonhar. Ambos foram servos de Sandman, mas isso deixamos para outro “post”, pois como disse Caim: “Mesmo que todo mistério contenha segredos, nem todo segredo contém mistérios.”
Boa Leitura.
Nota: A capa acima é a original americana que foi utilizada para a edição da panini desse mês, a diferênça é o nome VERTIGO no topo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O EXORCISTA - Minissérie?
Prezados amigos e leitores, gostaria da opinião de vocês sobre a seguinte questão: Uma obra de arte pode ser “aprimorada” ou “reproduzida numa versão melhor”?Algum designer gráfico com toda a tecnologia disponível hoje, poderia reproduzir a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci?
Vocês podem imaginar algum produtor musical com o mais moderno equipamento de gravação, reunindo os melhores músicos, conseguir reproduzir o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles?
Como seria Francis Ford Coppola fazendo um “remake” de Apocalipse Now e substituindo todo aquele cenário que lhe custou a saúde por efeitos especiais digitais?
William Shakespeare escrevendo seus poemas em um notebook e distribuindo-os em versões digitais na internet com figuras 3D animadas, fariam suas obras mais notáveis?
Para todas essas perguntas em aposto que a resposta é não.
Então por que diabos o escritor William Peter Blatty e o diretor William Fredkin vão fazer uma adaptação de um dos maiores clássicos do terror, “O Exorcista”, para a televisão? E o pior de tudo, será uma minissérie, que além de contar com passagens excluídas do filme pode ter ainda um final diferente do original.
Não, não, mil vezes não!
Todas as seqüências foram um “furo n’água”, nenhuma sequer chegou perto da versão original com Max Von Sydow (Padre Merrin).
Não sei quanto a vocês caros colegas, mas eu vou passar bem longe dessa “heresia”.
Talvez o trailer abaixo ajude a expressar meus sentimentos.
Anselmo
O EXORCISTA - Minissérie?
Prezados amigos e leitores, gostaria da opinião de vocês sobre a seguinte questão: Uma obra de arte pode ser “aprimorada” ou “reproduzida numa versão melhor”?Algum designer gráfico com toda a tecnologia disponível hoje, poderia reproduzir a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci?
Vocês podem imaginar algum produtor musical com o mais moderno equipamento de gravação, reunindo os melhores músicos, conseguir reproduzir o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles?
Como seria Francis Ford Coppola fazendo um “remake” de Apocalipse Now e substituindo todo aquele cenário que lhe custou a saúde por efeitos especiais digitais?
William Shakespeare escrevendo seus poemas em um notebook e distribuindo-os em versões digitais na internet com figuras 3D animadas, fariam suas obras mais notáveis?
Para todas essas perguntas em aposto que a resposta é não.
Então por que diabos o escritor William Peter Blatty e o diretor William Fredkin vão fazer uma adaptação de um dos maiores clássicos do terror, “O Exorcista”, para a televisão? E o pior de tudo, será uma minissérie, que além de contar com passagens excluídas do filme pode ter ainda um final diferente do original.
Não, não, mil vezes não!
Todas as seqüências foram um “furo n’água”, nenhuma sequer chegou perto da versão original com Max Von Sydow (Padre Merrin).
Não sei quanto a vocês caros colegas, mas eu vou passar bem longe dessa “heresia”.
Talvez o trailer abaixo ajude a expressar meus sentimentos.
Anselmo
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO - O FINAL DA TRILOGIA SOBRE ZÉ DO CAIXÃO
Em tempos da chegada do filme "Colin" (leia aqui) aos cinemas brasileiros e numa sexta feira 13, quero escrever sobre o Zé do Caixão. Muita coisa se comenta a respeito deste mítico personagem e alguns chegam até mesmo a confundir o criador José Mojica Marins com a criatura.Na minha opinião, Mojica é simplesmente genial. Figura de suma importância na história do cinema brasileiro, com seu jeito todo peculiar de fazer cinema. Um cara de origem humilde que mesmo sem conhecimento teórico, realizou filmes tidos como referência mundial para o chamado terror "B". Menosprezado por parte do grande público, é respeitadíssimo no meio cinematográfico nacional e internacional.
Mas irei tratar sobre a história deste grande cineasta (ou seria um louco?) em outra ocasião. Sua biografia intitulada "Maldito" escrita pelo André Barcisnki e pelo Ivan Finotti será filmada e em breve poderemos ver nas telas a saga deste grande homem. São mais de 30 filmes e muita coisa para contar.
Hoje eu quero falar sobre o último filme da trilogia com o personagem Zé do Caixão, que saiu este ano em DVD. Chama-se "Encarnação do Demônio".
Esta trilogia foi iniciada em 1964 com o filme "A meia-noite levarei sua alma", onde o coveiro de uma pequena cidade do interior, conhecido como Zé do Caixão é ao mesmo tempo temido e odiado pelos moradores do local. Ele é obsecado em gerar um filho perfeito, porém descobre que sua mulher não pode engravidar. Revoltado, entende que Teresinha, a mulher de seu amigo, deveria ser a geradora da criança e decide violentá-la para conseguir o que quer. Ele só não contava com o fato de que, desgostosa e desesperada com a possibilidade de ter engravidado, a mulher decide se suicidar, impossibilitando o plano de Zé. O personagem é extremamente cruel e sádico e passa o filme todo fazendo maldades com os demais personagens.
Em 1967 foi lançada a segunda parte da trilogia, chamada "Esta noite encarnarei teu cadáver". Desta vez Zé do Caixão está ainda mais enlouquecido e continua sua busca pela mulher ideal para gerar seu filho perfeito. Pare ele, a mulher não pode ter medo de nada, pois ao sentir medo, mostra que não é digna. Então os testes para encontrá-la são bem pesados (se é que você me entende).
Mojica sempre teve em mente que a saga do personagem deveria ser contada numa trilogia, porém os anos foram passando, o cineasta sofrendo cada vez mais com a censura do regime militar até que veio um período de ostracismo, onde Mojica era visto apenas como uma figura folclórica que não era levada muito a sério. Sem oportunidades para filmar, o sonho de finalizar a trilogia ia ficando cada vez mais distante.
A maré começou a mudar nos anos 90, quando seus filmes foram descobertos pelo público norte-americano aficcionado por filmes de terror de baixo orçamento. No meio destes novos fãs muita gente importante manisfestou sua admiração por seu trabalho, como Steven Spilberg, para citar um bem famoso. Nesta época, Mojica (conhecido lá como Coffin Joe) participou ativamente de festivais e convenções nos EUA, ganhando certa notoriedade. Isso fez com que as muitas pessoas aqui do Brasil se lembrassem da importância de sua obra e regatassem um pouco sua moral, lhe dando o devido respeito.
Mesmo assim, Mojica só conseguiu por em prática seu plano de terminar a citada trilogia em 2007. Mas o importante é que conseguiu.
Em 2008 foi lançado "A Encarnação do Demônio". No filme, depois de 40 anos preso (tempo real entre as filmagens), Zé do Caixão é solto. Com um histórico de muitas mortes na cadeia durante todos estes anos de prisão, ele continua com a mesma maldade de sempre e ainda planeja a geração do tão sonhado filho. Seu fiel escudeiro Bruno, já pré-selecionou uma equipe de quatro servos que irão ajudá-lo na tarefa do recrutamento das candidatas. O local para os "testes" também já está preparado e se parece bastante com um castelo de horrores.
Devido aos recursos disponíveis (os filmes anteriores eram amadorismo e improviso puros), esta terceira parte supera e muito as demais no aspecto visual. O diretor soube usar dos avanços da modernidade para rechear o filme de cenas realmente impactantes e fortes. Só para citar um exemplo, numa cena em que uma das atrizes tinha que ser costurada dentro de um porco, a garota surtou e causou um desconforto em toda a equipe de filmagem , fazendo com que parte abandonasse o set meio chocada com a situação. Depois acabou rolando normal.
O que eu particularmente acho que ficou um pouco a desejar foi a montagem. A cargo do Paulo Sacramento (também produtor do filme) ela é meio confusa e com um início muito lento (depois pega!). Minha opinião é que dava para ter conseguido um resultado melhor, até pela competência dos profissionais envolvidos.
Formei esta opinião quando assisti ao filme no cinema. Depois pude compreender melhor a razão quando comprei o DVD (devidamente autogafado pelo mestre!!!) e assisti aos extras. Lá ficamos sabendo que o que prejudicou demais as filmagens foi o fato do ator Jece Valadão, que interpreta o personagem antagonista no enredo, ter morrido durante as filmagens, tendo gravado somente 1/3 de suas cenas. Como não dava para começar tudo de novo e muito menos cancelar o projeto, a adaptação a esta nova realidade mexeu com os caminhos das filmagens e impossibilitou um resultado final perfeito. Esta situação ameniza bastante a crítica, mas independente disso, eles não poderiam ter cortado a cena do velório das velhas cegas!(rsrs).
Uma coisa muito bacana é o desfecho. Gostei muito foi do final, emblemático para a trama.
Enfim, considero um filme muito bom, porém não é o tipo de cinema recomendado a todos os gostos. Se a pessoa não curtir filmes de terror, provavelmente não vai entender e achar tudo muito gratuito. Mesmo assim, para quem não tiver muito problema com cenas de violência extrema, pode ser interessante conhecer um pouco da obra deste fabuloso realizador.
Para finalizar, antes dos trailers (o oficial do Brasil e um para a distribuição internacional, mais longo), deixo algumas opiniões a respeito de José Mojica Marins.
"O maior homem de cinema já surgido no hemisfétrio sul" - Carlos Reichenbach
"De boa fé, troco 20 anos de cinema paulista pelos 20 segundos em que Zé do Caixão, fugindo na floresta de papelão, abre os braços, a capa e grita 'a quem pertence a Terra? a Deus? ao Demônio? Ou aos espríritos desencarnados?' '' - Rogério Sganzerla.
"Um débil mental...Se não fugisse á minha alçada, seria o caso de sugerir sua prisão." - Censor da polícia federal na época da ditadura.
Sandro
ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO - O FINAL DA TRILOGIA SOBRE ZÉ DO CAIXÃO
Em tempos da chegada do filme "Colin" (leia aqui) aos cinemas brasileiros e numa sexta feira 13, quero escrever sobre o Zé do Caixão. Muita coisa se comenta a respeito deste mítico personagem e alguns chegam até mesmo a confundir o criador José Mojica Marins com a criatura.Na minha opinião, Mojica é simplesmente genial. Figura de suma importância na história do cinema brasileiro, com seu jeito todo peculiar de fazer cinema. Um cara de origem humilde que mesmo sem conhecimento teórico, realizou filmes tidos como referência mundial para o chamado terror "B". Menosprezado por parte do grande público, é respeitadíssimo no meio cinematográfico nacional e internacional.
Mas irei tratar sobre a história deste grande cineasta (ou seria um louco?) em outra ocasião. Sua biografia intitulada "Maldito" escrita pelo André Barcisnki e pelo Ivan Finotti será filmada e em breve poderemos ver nas telas a saga deste grande homem. São mais de 30 filmes e muita coisa para contar.
Hoje eu quero falar sobre o último filme da trilogia com o personagem Zé do Caixão, que saiu este ano em DVD. Chama-se "Encarnação do Demônio".
Esta trilogia foi iniciada em 1964 com o filme "A meia-noite levarei sua alma", onde o coveiro de uma pequena cidade do interior, conhecido como Zé do Caixão é ao mesmo tempo temido e odiado pelos moradores do local. Ele é obsecado em gerar um filho perfeito, porém descobre que sua mulher não pode engravidar. Revoltado, entende que Teresinha, a mulher de seu amigo, deveria ser a geradora da criança e decide violentá-la para conseguir o que quer. Ele só não contava com o fato de que, desgostosa e desesperada com a possibilidade de ter engravidado, a mulher decide se suicidar, impossibilitando o plano de Zé. O personagem é extremamente cruel e sádico e passa o filme todo fazendo maldades com os demais personagens.
Em 1967 foi lançada a segunda parte da trilogia, chamada "Esta noite encarnarei teu cadáver". Desta vez Zé do Caixão está ainda mais enlouquecido e continua sua busca pela mulher ideal para gerar seu filho perfeito. Pare ele, a mulher não pode ter medo de nada, pois ao sentir medo, mostra que não é digna. Então os testes para encontrá-la são bem pesados (se é que você me entende).
Mojica sempre teve em mente que a saga do personagem deveria ser contada numa trilogia, porém os anos foram passando, o cineasta sofrendo cada vez mais com a censura do regime militar até que veio um período de ostracismo, onde Mojica era visto apenas como uma figura folclórica que não era levada muito a sério. Sem oportunidades para filmar, o sonho de finalizar a trilogia ia ficando cada vez mais distante.
A maré começou a mudar nos anos 90, quando seus filmes foram descobertos pelo público norte-americano aficcionado por filmes de terror de baixo orçamento. No meio destes novos fãs muita gente importante manisfestou sua admiração por seu trabalho, como Steven Spilberg, para citar um bem famoso. Nesta época, Mojica (conhecido lá como Coffin Joe) participou ativamente de festivais e convenções nos EUA, ganhando certa notoriedade. Isso fez com que as muitas pessoas aqui do Brasil se lembrassem da importância de sua obra e regatassem um pouco sua moral, lhe dando o devido respeito.
Mesmo assim, Mojica só conseguiu por em prática seu plano de terminar a citada trilogia em 2007. Mas o importante é que conseguiu.
Em 2008 foi lançado "A Encarnação do Demônio". No filme, depois de 40 anos preso (tempo real entre as filmagens), Zé do Caixão é solto. Com um histórico de muitas mortes na cadeia durante todos estes anos de prisão, ele continua com a mesma maldade de sempre e ainda planeja a geração do tão sonhado filho. Seu fiel escudeiro Bruno, já pré-selecionou uma equipe de quatro servos que irão ajudá-lo na tarefa do recrutamento das candidatas. O local para os "testes" também já está preparado e se parece bastante com um castelo de horrores.
Devido aos recursos disponíveis (os filmes anteriores eram amadorismo e improviso puros), esta terceira parte supera e muito as demais no aspecto visual. O diretor soube usar dos avanços da modernidade para rechear o filme de cenas realmente impactantes e fortes. Só para citar um exemplo, numa cena em que uma das atrizes tinha que ser costurada dentro de um porco, a garota surtou e causou um desconforto em toda a equipe de filmagem , fazendo com que parte abandonasse o set meio chocada com a situação. Depois acabou rolando normal.
O que eu particularmente acho que ficou um pouco a desejar foi a montagem. A cargo do Paulo Sacramento (também produtor do filme) ela é meio confusa e com um início muito lento (depois pega!). Minha opinião é que dava para ter conseguido um resultado melhor, até pela competência dos profissionais envolvidos.
Formei esta opinião quando assisti ao filme no cinema. Depois pude compreender melhor a razão quando comprei o DVD (devidamente autogafado pelo mestre!!!) e assisti aos extras. Lá ficamos sabendo que o que prejudicou demais as filmagens foi o fato do ator Jece Valadão, que interpreta o personagem antagonista no enredo, ter morrido durante as filmagens, tendo gravado somente 1/3 de suas cenas. Como não dava para começar tudo de novo e muito menos cancelar o projeto, a adaptação a esta nova realidade mexeu com os caminhos das filmagens e impossibilitou um resultado final perfeito. Esta situação ameniza bastante a crítica, mas independente disso, eles não poderiam ter cortado a cena do velório das velhas cegas!(rsrs).
Uma coisa muito bacana é o desfecho. Gostei muito foi do final, emblemático para a trama.
Enfim, considero um filme muito bom, porém não é o tipo de cinema recomendado a todos os gostos. Se a pessoa não curtir filmes de terror, provavelmente não vai entender e achar tudo muito gratuito. Mesmo assim, para quem não tiver muito problema com cenas de violência extrema, pode ser interessante conhecer um pouco da obra deste fabuloso realizador.
Para finalizar, antes dos trailers (o oficial do Brasil e um para a distribuição internacional, mais longo), deixo algumas opiniões a respeito de José Mojica Marins.
"O maior homem de cinema já surgido no hemisfétrio sul" - Carlos Reichenbach
"De boa fé, troco 20 anos de cinema paulista pelos 20 segundos em que Zé do Caixão, fugindo na floresta de papelão, abre os braços, a capa e grita 'a quem pertence a Terra? a Deus? ao Demônio? Ou aos espríritos desencarnados?' '' - Rogério Sganzerla.
"Um débil mental...Se não fugisse á minha alçada, seria o caso de sugerir sua prisão." - Censor da polícia federal na época da ditadura.
Sandro
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
COLIN - ZUMBI AUTODIDATA

A essa altura do ano muitos de nossos queridos amigos e bravos leitores devem ter ouvido falar do filme COLIN.
Escrito e dirigido pelo britânico Marc “Vincent” Price, o longa-metragem de 2008 conta a história do protagonista que se transforma em zumbi ao ser atacado por um amigo infectado pelo vírus dos “mortos-vivos”. No decorrer da trama, sua irmã Linda tenta ajudar o irmão, mas acaba sendo “tragada” pelo “apocalipse dos zumbis”.
Bom, até aí não tem nada de novo, somente o fato de Marc ter gasto cerca de US$70 (R$123) em uma produção independente, filmar com uma câmera amadora portátil e levar 18 meses para finalizar a obra.
Os atores foram voluntários recrutados em sites de relacionamento Facebook, MySpace e YouTube, e os efeitos especiais estudados e elaborados pelo próprio diretor.
Resultado final do “autodidata” foi um contrato de distribuição com a Kaleidoscope Entertainment e comentários no último Festival de Cannes sobre seu trabalho.
Esso tipo de iniciativa prova que uma boa idéia com garra, paixão e determinação para realizá-la são mais importantes do que muito dinheiro e prestígio.
São exemplos como esse que mantém o Blog Minerva Pop cada vez mais firme em sua empreitada de divulgar a Cultura Pop nacional e internacional.
Anselmo
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