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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

MELHORES DISCOS DE 2010 - LISTAS DA CRÍTICA MUNDIAL

Este post eu escrevo com um gosto especial. É que foi justamente para compartilhar certas manias que eu decidi montar um blog e chamar um camarada para tocá-lo comigo.

E uma das manias que eu tinha era a de ficar pesquisando todas as listas de melhores do ano que a crítica especializada liberava. Depois ficava comparando uma com a outra e tal. Coisa de maluco.

Desde o ano passado eu já posso compartilhar o resultado desta pesquisa com vocês (leia aqui as listas de 2009). Dá um trabalho grande, mas faço por lazer.

Desta vez eu ampliei a base de consulta e ao invés de 16 listas, temos abaixo 21. São publicações respeitadas e importantes fontes de informação não só para mim como para a imensa maioria dos "especialistas" brasucas. Tem muito pedante inclusive que adora fazer sua própria relação só com cópias destas aí embaixo.

É importante dizer que estas listas em sua grande maioria são compostas por 50, 40 albuns. Como fica inviável transcrever tudo isso para cá, mostrei somente o top 10 de cada uma. São destaques os discos do Arcade Fire, do Kanye West e do LCD Soundsystem, todos entre os melhores em mais da metade do que foi pesquisado.

Ainda esta semana eu e o Anselmo vamos mandar um post com os nossos discos favoritos (não melhores) do ano.

Por ora, as listas:

New Musical Express
1) These New Puritans - "Hidden"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Beach House - "Teen Dream"
4) LCD Soundsystem - "This is Happening"
5) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
6) Foals - "Total Life Forever"
7) Zola Jesus - "Stridulum II"
8) Salem - "King Night"
9) Liars - "Sisterworld"
10) The Drums - "The Drums"

Spin
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Deerhunter - "Halcyon Digest"
3) Arcade Fire - "The Suburbs"
4) LCD Soundsystem - "This is Happening"
5) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
6) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
7) Grinderman - "Grinderman 2"
8) M.I.A. - "Maya"
9) Kid Cudi - "Man on the Moon II"
10) Robyn - "Body Talk"

Q Magazine
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Robert Plant - "Band of Joy"
3) Plan B - "The Deformation of Strickland Banks"
4) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
5) Vampire Weekend - "Contra"
6) John Grant - "Queen of Denmark"
7) Gorillaz - "Plastic Beach"
8) The National - "High Violet"
9) Paul Weller - "Wake up the Nation"
10) MGMT - "Congratulations"

Uncut
1) Joanna Newsom - "Have One on Me"
2) Neil Young - "Le Noise"
3) Paul Weller - "Wake up the Nation"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) Robert Plant - "Band of Joy"
6) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
7) John Grant - "Queen of Denmark"
8) Ali Farka Toure and Toumani Diabata - "Ali ans Toumani"
9) LCD Soundsystem - "This is Happening"
10) Grinderman - "Grinderman 2"

Rolling Stone
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) The Black Keys - "Brothers"
3) Elton John and Leon Russel - "The Union"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Drake - "Thank me Later"
8) Robert Plant - "Band of Joy"
9) Eminen - "Recovery"
10) LCD Soundsystem - "This is Happening"

Mojo
1) John Grant - "Queen of Denmark"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) MGMT - "Congratulations"
4) Edwyn Colllins - "Losing Sleep"
5) The Black Keys - "Brothers"
6) Paul Weller - "Wake up the Nation"
7) Midlake - "The Courage of Others"
8) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
9) The Coral - "Butterfly House"
10) Doug Paisley - "Constant Companion"

Pitchfork
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) LCD Soundsystem - "This is Happening"
3) Deerhunter - "Halcyon Digest"
4) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Joanna Newsom - "Have One on Me"
8) James Blake - "The Bells Sketch / CMYK / Klavierwerke"
9) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
10) Titus Andronicus - "The Monitor"

Gigwise
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) The National - "High Violet"
4) Drake - "Thank me Later"
5) Everything Everything - "Man Alive"
6) Foals - "Total Life Forever"
7) Caribou - "Swim"
8) These New Puritans - "Hidden"
9) Warpaint - "The Fool"
10) My Chemical Romance - "Danger Days..."

Paste Magazine
1) LCD Soundsystem - "This is Happening"
2) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
3) Mumford and Sons - "Sign no More"
4) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
5) Titus Andronicus - "The Monitor"
6) Sleigh Bells - "Treats"
7) Arcade Fire - "The Suburbs"
8) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
9) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
10) Frightened Robbit - "The Winter of Mixed Drinks"

Guardian
1) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) Hot Chip - "One Life Stand"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) These New Puritans - "Hidden"
6) Caribou - "Swim"
7) Robyn - "Body Talk"
8) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
9) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
10) John Grant - "Queen of Denmark"

Time
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) LCD Soundsystem - "This is Happening"
4) The National - "High Violet"
5) Drake - "Thank me Later"
6) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
7) The Black Keys - "Brothers"
8) Yeasayer - "Odd Blood"
9) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
10) Beach House - "Teen Dream"

Billboard
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Robyn - "Body Talk"
4) Mumford and Sons - "Sign no More"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) LCD Soundsystem - "This is Happening"
7) Drake - "Thank me Later"
8) MGMT - "Congratulations"
9) Ricky Ross - "Teflon Don"
10) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"

Amazon
1) Mumford and Sons - "Sign no More"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The Black Keys - "Brothers"
4) The National - "High Violet"
5) LCD Soundsystem - "This is Happening"
6) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
7) Broken Bells - "Broken Bells"
8) Vampire Weekend - "Contra"
9) Deerhunter - "Halcyon Digest"
10) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"

American Songwriter
1) The Black Keys - "Brothers"
2) Mumford and Sons - "Sign no More"
3) Dylan Le Blanc - "Pauper's Field"
4) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
5) Yeasayer - "Odd Blood"
6) Robert Plant - "Band of Joy"
7) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
8) Neil Young - "Le Noise"
9) Arcade Fire - "The Suburbs"
10) Laura Veirs - "July Flame"

Relevant
1) Mumford and Sons - "Sign no More"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The Black Keys - "Brothers"
4) The Roots - "How I Got Over"
5) John Mark Mc Millan - "The Medicine"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
8) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
9) The National - "High Violet"
10) Local Natives - "Gorilla Manor"

Filter
1) LCD Soundsystem - "This is Happening"
2) Beach House - "Teen Dream"
3) Mumford and Sons - "Sign no More"
4) The National - "High Violet"
5) The Walkmen - "Lisbon"
6) Gorillaz - "Plastic Beach"
7) Surfer Blood - "Astro Coast"
8) The Black Keys - "Brothers"
9) The Tallest Man on Earth - "The Wild Hunt"
10) Band of Horses - "Infinite Arms"

Magnet
1) Beach House - "Teen Dream"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The National - "High Violet"
4) Broken Bells - "Broken Bells"
5) Superchunk - "Majesty Shredding"
6) Jenny and Johnny - "I'm Having Fun Now"
7) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
8) Teenage FanClub - "Shadows"
9) The Black Keys - "Brothers"
10) The New Pornographers - "Together"

Stereogum
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Beach House - "Teen Dream"
4) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
5) Robyn - "Body Talk"
6) Sleigh Bells - "Treats"
7) Vampire Weekend - "Contra"
8) Antony And The Johnsons - "Swanlights"
9) Wild Nothing - "Gemini"
10) Deerhunter - "Halcyon Digest"

Clash
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Ganjasufi - "A Sufi and Killer"
3) Caribou - "Swim"
4) Pantha Du Prince - "Black Noise"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) Band of Horses - "Infinite Arms"
7) Foals - "Total Life Forever"
8) Matthew Dear - "Black City"
9) LCD Soundsystem - "This is Happening"
10) These New Puritans - "Hidden"

Metacritic (discos com maior pontuação durante o ano)
1) Bruce Springsteen - "The Promisse"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
4) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
5) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
6) Underoath - "0"
7) Crime in Stereo - "I Was Trying to Describe You to Someone"
8) Ali Farka Toure and Toumani Diabata - "Ali ans Toumani"
9) Shakira - "Sale el Sol"
10) Marc Ribot - "Silent Movies"

BBC - Music Blog
1) Drake - "Thank me Later"
2) Deftones - "Diamond Eyes"
3) The Roots - "How I Got Over"
4) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
5) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"


Sandro

MELHORES DISCOS DE 2010 - LISTAS DA CRÍTICA MUNDIAL

Este post eu escrevo com um gosto especial. É que foi justamente para compartilhar certas manias que eu decidi montar um blog e chamar um camarada para tocá-lo comigo.

E uma das manias que eu tinha era a de ficar pesquisando todas as listas de melhores do ano que a crítica especializada liberava. Depois ficava comparando uma com a outra e tal. Coisa de maluco.

Desde o ano passado eu já posso compartilhar o resultado desta pesquisa com vocês (leia aqui as listas de 2009). Dá um trabalho grande, mas faço por lazer.

Desta vez eu ampliei a base de consulta e ao invés de 16 listas, temos abaixo 21. São publicações respeitadas e importantes fontes de informação não só para mim como para a imensa maioria dos "especialistas" brasucas. Tem muito pedante inclusive que adora fazer sua própria relação só com cópias destas aí embaixo.

É importante dizer que estas listas em sua grande maioria são compostas por 50, 40 albuns. Como fica inviável transcrever tudo isso para cá, mostrei somente o top 10 de cada uma. São destaques os discos do Arcade Fire, do Kanye West e do LCD Soundsystem, todos entre os melhores em mais da metade do que foi pesquisado.

Ainda esta semana eu e o Anselmo vamos mandar um post com os nossos discos favoritos (não melhores) do ano.

Por ora, as listas:

New Musical Express
1) These New Puritans - "Hidden"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Beach House - "Teen Dream"
4) LCD Soundsystem - "This is Happening"
5) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
6) Foals - "Total Life Forever"
7) Zola Jesus - "Stridulum II"
8) Salem - "King Night"
9) Liars - "Sisterworld"
10) The Drums - "The Drums"

Spin
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Deerhunter - "Halcyon Digest"
3) Arcade Fire - "The Suburbs"
4) LCD Soundsystem - "This is Happening"
5) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
6) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
7) Grinderman - "Grinderman 2"
8) M.I.A. - "Maya"
9) Kid Cudi - "Man on the Moon II"
10) Robyn - "Body Talk"

Q Magazine
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Robert Plant - "Band of Joy"
3) Plan B - "The Deformation of Strickland Banks"
4) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
5) Vampire Weekend - "Contra"
6) John Grant - "Queen of Denmark"
7) Gorillaz - "Plastic Beach"
8) The National - "High Violet"
9) Paul Weller - "Wake up the Nation"
10) MGMT - "Congratulations"

Uncut
1) Joanna Newsom - "Have One on Me"
2) Neil Young - "Le Noise"
3) Paul Weller - "Wake up the Nation"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) Robert Plant - "Band of Joy"
6) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
7) John Grant - "Queen of Denmark"
8) Ali Farka Toure and Toumani Diabata - "Ali ans Toumani"
9) LCD Soundsystem - "This is Happening"
10) Grinderman - "Grinderman 2"

Rolling Stone
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) The Black Keys - "Brothers"
3) Elton John and Leon Russel - "The Union"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Drake - "Thank me Later"
8) Robert Plant - "Band of Joy"
9) Eminen - "Recovery"
10) LCD Soundsystem - "This is Happening"

Mojo
1) John Grant - "Queen of Denmark"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) MGMT - "Congratulations"
4) Edwyn Colllins - "Losing Sleep"
5) The Black Keys - "Brothers"
6) Paul Weller - "Wake up the Nation"
7) Midlake - "The Courage of Others"
8) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
9) The Coral - "Butterfly House"
10) Doug Paisley - "Constant Companion"

Pitchfork
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) LCD Soundsystem - "This is Happening"
3) Deerhunter - "Halcyon Digest"
4) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Joanna Newsom - "Have One on Me"
8) James Blake - "The Bells Sketch / CMYK / Klavierwerke"
9) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
10) Titus Andronicus - "The Monitor"

Gigwise
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) The National - "High Violet"
4) Drake - "Thank me Later"
5) Everything Everything - "Man Alive"
6) Foals - "Total Life Forever"
7) Caribou - "Swim"
8) These New Puritans - "Hidden"
9) Warpaint - "The Fool"
10) My Chemical Romance - "Danger Days..."

Paste Magazine
1) LCD Soundsystem - "This is Happening"
2) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
3) Mumford and Sons - "Sign no More"
4) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
5) Titus Andronicus - "The Monitor"
6) Sleigh Bells - "Treats"
7) Arcade Fire - "The Suburbs"
8) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
9) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
10) Frightened Robbit - "The Winter of Mixed Drinks"

Guardian
1) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) Hot Chip - "One Life Stand"
4) Arcade Fire - "The Suburbs"
5) These New Puritans - "Hidden"
6) Caribou - "Swim"
7) Robyn - "Body Talk"
8) Laura Marling - "I Speak Because I Can"
9) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
10) John Grant - "Queen of Denmark"

Time
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) LCD Soundsystem - "This is Happening"
4) The National - "High Violet"
5) Drake - "Thank me Later"
6) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
7) The Black Keys - "Brothers"
8) Yeasayer - "Odd Blood"
9) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
10) Beach House - "Teen Dream"

Billboard
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Robyn - "Body Talk"
4) Mumford and Sons - "Sign no More"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) LCD Soundsystem - "This is Happening"
7) Drake - "Thank me Later"
8) MGMT - "Congratulations"
9) Ricky Ross - "Teflon Don"
10) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"

Amazon
1) Mumford and Sons - "Sign no More"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The Black Keys - "Brothers"
4) The National - "High Violet"
5) LCD Soundsystem - "This is Happening"
6) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
7) Broken Bells - "Broken Bells"
8) Vampire Weekend - "Contra"
9) Deerhunter - "Halcyon Digest"
10) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"

American Songwriter
1) The Black Keys - "Brothers"
2) Mumford and Sons - "Sign no More"
3) Dylan Le Blanc - "Pauper's Field"
4) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
5) Yeasayer - "Odd Blood"
6) Robert Plant - "Band of Joy"
7) Phosphorescent - "Here's to Taking it Easy"
8) Neil Young - "Le Noise"
9) Arcade Fire - "The Suburbs"
10) Laura Veirs - "July Flame"

Relevant
1) Mumford and Sons - "Sign no More"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The Black Keys - "Brothers"
4) The Roots - "How I Got Over"
5) John Mark Mc Millan - "The Medicine"
6) Vampire Weekend - "Contra"
7) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
8) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
9) The National - "High Violet"
10) Local Natives - "Gorilla Manor"

Filter
1) LCD Soundsystem - "This is Happening"
2) Beach House - "Teen Dream"
3) Mumford and Sons - "Sign no More"
4) The National - "High Violet"
5) The Walkmen - "Lisbon"
6) Gorillaz - "Plastic Beach"
7) Surfer Blood - "Astro Coast"
8) The Black Keys - "Brothers"
9) The Tallest Man on Earth - "The Wild Hunt"
10) Band of Horses - "Infinite Arms"

Magnet
1) Beach House - "Teen Dream"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) The National - "High Violet"
4) Broken Bells - "Broken Bells"
5) Superchunk - "Majesty Shredding"
6) Jenny and Johnny - "I'm Having Fun Now"
7) Ariel Pink's Haunted Graffiti - "Before Today"
8) Teenage FanClub - "Shadows"
9) The Black Keys - "Brothers"
10) The New Pornographers - "Together"

Stereogum
1) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
2) Arcade Fire - "The Suburbs"
3) Beach House - "Teen Dream"
4) Sufjan Stevens - "The Age of Adz"
5) Robyn - "Body Talk"
6) Sleigh Bells - "Treats"
7) Vampire Weekend - "Contra"
8) Antony And The Johnsons - "Swanlights"
9) Wild Nothing - "Gemini"
10) Deerhunter - "Halcyon Digest"

Clash
1) Arcade Fire - "The Suburbs"
2) Ganjasufi - "A Sufi and Killer"
3) Caribou - "Swim"
4) Pantha Du Prince - "Black Noise"
5) Beach House - "Teen Dream"
6) Band of Horses - "Infinite Arms"
7) Foals - "Total Life Forever"
8) Matthew Dear - "Black City"
9) LCD Soundsystem - "This is Happening"
10) These New Puritans - "Hidden"

Metacritic (discos com maior pontuação durante o ano)
1) Bruce Springsteen - "The Promisse"
2) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"
3) Janelle Monae - "The ArchAndroid"
4) Jamey Johnson - "The Guitar Song"
5) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
6) Underoath - "0"
7) Crime in Stereo - "I Was Trying to Describe You to Someone"
8) Ali Farka Toure and Toumani Diabata - "Ali ans Toumani"
9) Shakira - "Sale el Sol"
10) Marc Ribot - "Silent Movies"

BBC - Music Blog
1) Drake - "Thank me Later"
2) Deftones - "Diamond Eyes"
3) The Roots - "How I Got Over"
4) Big Boi - "Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty"
5) Kanye West - "My Beautiful Dark Twisted"


Sandro

domingo, 1 de agosto de 2010

ONDE FICAR LIGADO NA TEMPORADA DE SHOWS DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

Recentemente escrevi um resumo (leia aqui) sobre as certezas e possibilidades de shows para o segundo semestre deste ano. Muita coisa do que eu especulei já foi confirmada, outras ainda não e outras estão mais difíceis. Fatalmente vou escrever posts específicos sobre vários destes shows (uns antes, outros depois de rolar), além é claro de dedicar pelo menos um texto para comentar os dois mega festivais que teremos por aqui (este ano em datas diferentes), que são o SWU (3 dias em Itú) e o já consagrado Planeta Terra. Farei isso assim que os eventos fecharem de vez seu line up.



Hoje não vou deixar a relação inteira. Vou apenas filtrar pelo meu gosto pessoal o que eu não devo perder de jeito nenhum no meio deste monte de artista que vai desembarcar por aqui e no que eu devo ficar ligado. Eu estava fazendo esta lista para controle pessoal e nada mais fácil do que deixá-la aqui no blog para poder consultar a qualquer hora. Fora isso a relação pode ajudar com alguma informação que vocês ainda não tenham. Atenção, as datas são para os shows em São Paulo (minha localidade), porém para colaborar coms os amigos de outros Estados, eu cito as outras cidades que vão receber shows dentro destas mesmas turnês, porém sem especificar locais, dias e preços.


Na primeira lista, quem já está confirmado e é obrigatório. Tenho que dar um jeito de assistir.
  • Vive La Fête - Dia 5 de agosto no Comitê Club. R$100,00 á venda no site / postos da ingressorapido. Haverá shows também em Porto Alegre e Belo Horizonte.
  • Lauryn Hill - Dia 7 de setembro no Credicard Hall. R$150,00 á venda nas bilheterias da casa ou nos sites / postos da ticketmaster e ticketforfun. Haverá shows também em Porto Alegre, Brasília e Florianópolis.
  • Rage Against The Machine - Dia 9 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site / postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado.
  • Pixies - Dia 11 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site ou postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado. Não gostei da escalação para este dia. O que ajudou um pouco foi o anúncio do projeto Cavalera Conspiracy...
  • Green Day - Dia 20 de outubro na Arena Anhembi. R$180,00 á venda em postos nos shoppings Anália Franco e Morumbi, além do site livepass. Tocam também em Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.
  • Smashing Pumpkins + Pavement + Phoenix + Hot Chip. Dia 20 de novembro no Playcenter dentro do Planeta Terra Festival. R$160,00 á venda nas lojas FNAC e Saraiva e no site / postos da ticketsforfun. Não sei se as bandas vão se apresentar de forma separadas em outros Estados.
Na segunda lista, quem ainda não está confirmado, mas se vier é obrigatório. Tenho que ficar esperto nas confirmações e também dar um jeito de assistir.
  • Dinosaur Jr - Tocarão dia 24 de setembro num festival em Recife. A chance de pintarem também em São Paulo é grande.
  • Queens Of The Stone Age - De início era para ser no Planeta Terra, depois o boato é que será no SWU.
  • Julian Casablancas - Pouco especulado, pode ser uma surpresa já para o mês de setembro. Só li críticas boas sobre os shows do vocal dos Strokes, então num lugar fechado, estarei lá.
  • Paul McCartney - Especulado para o dia 9 de outubro no SWU, com a confirmação do Rage Against de Machine´para este dia, parece que não vai rolar não...
  • Chemical Brothers - Estão praticamente fechados para o SWU. Resta saber para qual dia.
  • Passion Pit - Estes estão praticamente confirmados para o Planeta Terra.
  • Belle and Sebastian - Um amigo jura que eles tocam no Planeta Terra. Já li que eles chegam em novembro, mas não no festival (o que seria mais legal). Vamos ver.
  • Joan Jett - Esse é bem boato mesmo. Seria para Novembro, apenas na capital paulista.
Na terceira lista, deixei atrações confirmadas, mas que não tenho certeza se irei.
  • Fuck Buttons - Dia 12 de agosto no MIS. R$80,00 á venda no local. Dia 14 de agosto nos SESC Pompéia. R$20,00 á venda no local. Muitas revistas colocaram o disco deles como um dos melhores de 2009. Não faz muito a minha cabeça. Vou decidir só na outra semana. Este só em SP.
  • Erykah Badu - Dia 29 de agosto no Credicard Hall. R$280,00 á venda na bilheteria da casa e nos sites da ticketmaster e ticketforfun. Gosto dela, mas o show só com cadeiras e o alto preço do ingresso estão me afastando da balada... Única apresentação no Brasil.
  • Air - Da 16 de outubro na Chácara do jóquei dentro do festival Natura About Us. Ainda não vi nada sobre os ingressos. Gosto do som dos franceses, mas dentro desta maratona eu só vou se pintar alguma outra grande atração dentro deste mesmo evento (ou se completarem com James e Interpol pelo menos). Eles tocam ainda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
  • She Wants Revenge - Dia 9 de setembro no Clash Club. R$90,00 á venda no site ticketbrasil. Este eu quero muito ir, mas vai depender da correria. Decido na semana. Eles tocam ainda em Brasília.
  • Regina Spektor + Kings of Leon + Sublime - Dia 10 de outubro dentro do festival SWU. R$190,00. Apesar de serem ótimas atrações, esta escalação não está me seduzindo muito. Os caras deveriam ter incluido os Pixies neste mesmo dia e não no dia 11. Se eu não for, vou sentir mais a falta da Regina Spektor.
  • The Cranberries - Dia 14 de outubro no Credicard Hall. R$180,00 á venda na bilheteria da casa ou no site e postos da ticketmaster. A nova turnê passa ainda por Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis
Na quarta lista, quem ainda não está confirmado e mesmo que seja, irei pensar bastante a respeito. São casos que devo decidir na semana do show.
  • James - Seria para o festival Natura About Us, junto com o Air. Ainda não seria o suficiente para fazer com que eu decida antecipadamente.
  • Katy Perry - Depende do lugar. Se for num local fechado, irei com certeza. Num show aberto, precisaria ver aonde.
  • Yo La Tengo + Arcade Fire - Duas bandas muito comentadas para aparecer por aqui. Não se sabe ainda em qual festival. SWU, Planeta Terra ou Natura. São bandas que gosto, mas não sou fanático. Já assisti shows de ambas e minha ida dependeria de onde vai rolar. Minha torcida é para que seja no Natura, porque aí juntando com James e Air, fica bem interessante.
Na quinta lista, shows confirmados que eu gostaria muito de ir, mas vou faltar.
  • Echo and The Bunnymen - Dia 11 de outubro no Credicard Hall. R$120,00 á venda na bilheteria da casa e no site da ticketmaster. Só não vou ver esta banda que adoro porque já os assisti umas três vezes e neste mesmo dia terá o show dos Pixies que eu nunca vi.
  • Calvin Harris - O DJ tocará dia 14 de novembro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival XXXperience. Se fose na capital eu iria, mas voltar para o interior depois da maratona que vai ser o SWU, não rola.





Sandro











ONDE FICAR LIGADO NA TEMPORADA DE SHOWS DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

Recentemente escrevi um resumo (leia aqui) sobre as certezas e possibilidades de shows para o segundo semestre deste ano. Muita coisa do que eu especulei já foi confirmada, outras ainda não e outras estão mais difíceis. Fatalmente vou escrever posts específicos sobre vários destes shows (uns antes, outros depois de rolar), além é claro de dedicar pelo menos um texto para comentar os dois mega festivais que teremos por aqui (este ano em datas diferentes), que são o SWU (3 dias em Itú) e o já consagrado Planeta Terra. Farei isso assim que os eventos fecharem de vez seu line up.



Hoje não vou deixar a relação inteira. Vou apenas filtrar pelo meu gosto pessoal o que eu não devo perder de jeito nenhum no meio deste monte de artista que vai desembarcar por aqui e no que eu devo ficar ligado. Eu estava fazendo esta lista para controle pessoal e nada mais fácil do que deixá-la aqui no blog para poder consultar a qualquer hora. Fora isso a relação pode ajudar com alguma informação que vocês ainda não tenham. Atenção, as datas são para os shows em São Paulo (minha localidade), porém para colaborar coms os amigos de outros Estados, eu cito as outras cidades que vão receber shows dentro destas mesmas turnês, porém sem especificar locais, dias e preços.


Na primeira lista, quem já está confirmado e é obrigatório. Tenho que dar um jeito de assistir.
  • Vive La Fête - Dia 5 de agosto no Comitê Club. R$100,00 á venda no site / postos da ingressorapido. Haverá shows também em Porto Alegre e Belo Horizonte.
  • Lauryn Hill - Dia 7 de setembro no Credicard Hall. R$150,00 á venda nas bilheterias da casa ou nos sites / postos da ticketmaster e ticketforfun. Haverá shows também em Porto Alegre, Brasília e Florianópolis.
  • Rage Against The Machine - Dia 9 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site / postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado.
  • Pixies - Dia 11 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site ou postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado. Não gostei da escalação para este dia. O que ajudou um pouco foi o anúncio do projeto Cavalera Conspiracy...
  • Green Day - Dia 20 de outubro na Arena Anhembi. R$180,00 á venda em postos nos shoppings Anália Franco e Morumbi, além do site livepass. Tocam também em Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.
  • Smashing Pumpkins + Pavement + Phoenix + Hot Chip. Dia 20 de novembro no Playcenter dentro do Planeta Terra Festival. R$160,00 á venda nas lojas FNAC e Saraiva e no site / postos da ticketsforfun. Não sei se as bandas vão se apresentar de forma separadas em outros Estados.
Na segunda lista, quem ainda não está confirmado, mas se vier é obrigatório. Tenho que ficar esperto nas confirmações e também dar um jeito de assistir.
  • Dinosaur Jr - Tocarão dia 24 de setembro num festival em Recife. A chance de pintarem também em São Paulo é grande.
  • Queens Of The Stone Age - De início era para ser no Planeta Terra, depois o boato é que será no SWU.
  • Julian Casablancas - Pouco especulado, pode ser uma surpresa já para o mês de setembro. Só li críticas boas sobre os shows do vocal dos Strokes, então num lugar fechado, estarei lá.
  • Paul McCartney - Especulado para o dia 9 de outubro no SWU, com a confirmação do Rage Against de Machine´para este dia, parece que não vai rolar não...
  • Chemical Brothers - Estão praticamente fechados para o SWU. Resta saber para qual dia.
  • Passion Pit - Estes estão praticamente confirmados para o Planeta Terra.
  • Belle and Sebastian - Um amigo jura que eles tocam no Planeta Terra. Já li que eles chegam em novembro, mas não no festival (o que seria mais legal). Vamos ver.
  • Joan Jett - Esse é bem boato mesmo. Seria para Novembro, apenas na capital paulista.
Na terceira lista, deixei atrações confirmadas, mas que não tenho certeza se irei.
  • Fuck Buttons - Dia 12 de agosto no MIS. R$80,00 á venda no local. Dia 14 de agosto nos SESC Pompéia. R$20,00 á venda no local. Muitas revistas colocaram o disco deles como um dos melhores de 2009. Não faz muito a minha cabeça. Vou decidir só na outra semana. Este só em SP.
  • Erykah Badu - Dia 29 de agosto no Credicard Hall. R$280,00 á venda na bilheteria da casa e nos sites da ticketmaster e ticketforfun. Gosto dela, mas o show só com cadeiras e o alto preço do ingresso estão me afastando da balada... Única apresentação no Brasil.
  • Air - Da 16 de outubro na Chácara do jóquei dentro do festival Natura About Us. Ainda não vi nada sobre os ingressos. Gosto do som dos franceses, mas dentro desta maratona eu só vou se pintar alguma outra grande atração dentro deste mesmo evento (ou se completarem com James e Interpol pelo menos). Eles tocam ainda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
  • She Wants Revenge - Dia 9 de setembro no Clash Club. R$90,00 á venda no site ticketbrasil. Este eu quero muito ir, mas vai depender da correria. Decido na semana. Eles tocam ainda em Brasília.
  • Regina Spektor + Kings of Leon + Sublime - Dia 10 de outubro dentro do festival SWU. R$190,00. Apesar de serem ótimas atrações, esta escalação não está me seduzindo muito. Os caras deveriam ter incluido os Pixies neste mesmo dia e não no dia 11. Se eu não for, vou sentir mais a falta da Regina Spektor.
  • The Cranberries - Dia 14 de outubro no Credicard Hall. R$180,00 á venda na bilheteria da casa ou no site e postos da ticketmaster. A nova turnê passa ainda por Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis
Na quarta lista, quem ainda não está confirmado e mesmo que seja, irei pensar bastante a respeito. São casos que devo decidir na semana do show.
  • James - Seria para o festival Natura About Us, junto com o Air. Ainda não seria o suficiente para fazer com que eu decida antecipadamente.
  • Katy Perry - Depende do lugar. Se for num local fechado, irei com certeza. Num show aberto, precisaria ver aonde.
  • Yo La Tengo + Arcade Fire - Duas bandas muito comentadas para aparecer por aqui. Não se sabe ainda em qual festival. SWU, Planeta Terra ou Natura. São bandas que gosto, mas não sou fanático. Já assisti shows de ambas e minha ida dependeria de onde vai rolar. Minha torcida é para que seja no Natura, porque aí juntando com James e Air, fica bem interessante.
Na quinta lista, shows confirmados que eu gostaria muito de ir, mas vou faltar.
  • Echo and The Bunnymen - Dia 11 de outubro no Credicard Hall. R$120,00 á venda na bilheteria da casa e no site da ticketmaster. Só não vou ver esta banda que adoro porque já os assisti umas três vezes e neste mesmo dia terá o show dos Pixies que eu nunca vi.
  • Calvin Harris - O DJ tocará dia 14 de novembro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival XXXperience. Se fose na capital eu iria, mas voltar para o interior depois da maratona que vai ser o SWU, não rola.





Sandro











sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MARVIN GAYE - MÚSICA PARA AMAR


Bom a esta altura, quem acompanha este blog já sabe que gosto muito de soul music (posts aqui). E como já citei anteriormente, dentro das minhas preferências, a santíssima trindade é composta por Otis Redding (post aqui), Solomon Burke (post aqui) e Marvin Gaye.

Faltava escrever algo específico do Gaye, que é na minha opinião o mais impactante quando o assunto é amor. Ao contrário de Otis Redding, por exemplo, Marvin não cai tão bem em casos de fossa ou "dor de cotovelo". O som é suave, porém quase nunca triste. Não há nada mais recomendado para quem está apaixonado, do que ouvir Marvin Gaye. Para mim, sua música está diretamente associada a palavra mágica que é o amor. Claro, o som é bom de qualquer forma, mas pessoas mais sensíveis o recebem como um tesouro.

Um pouco sobre o cara. Marvin Gaye, nasceu em 1939 e começou a cantar desde cedo, além de tocar piano e bateria. Teve o início nesta carreira interrompido por imposição do pai que exigiu que ele se alistasse na Marinha aos 17 anos. Quando voltou as ruas, participou de alguns grupos musicais, até que em 1961, foi contratado por uma gravadora que estava iniciando, mas depois se tornaria uma lenda da black music mundial, a Motown Records.

Apesar de sua estréia não ter sido de grande impacto, já em 1962, ele começou a alcançar sucesso com alguns singles lançados naquele ano. A boa fase continou nos dois anos seguintes e em 1964, sua liberdade dentro da gravadora já era maior, possibilitando que ele opinasse mais sobre os albuns.

Também passou uma fase atendendo pedidos da gravadora para desenvolver duetos com cantoras da Motown, com detaque para a parceira com Tammi Terrell, de longe a melhor e mais intensa (Marvin tinha um amor platônico pela mulher), tragicamente interrompida com uma doença de Tammy que deu os primeiros sinais durante um show dos dois (ela desmaiou em seus braços) em 1967 e terminou com sua morte em 1970 com apenas 24 anos. Este acontecimento abalou demais o cantor, que se afastou da mídia por muitos anos.

No meio de tudo isso, em 1968, acontece o estouro comercial com a música "I Heard It Through the Grapevine". Com mais moral, em 1971 Marvin conseguiu ser o primeiro artista desta gravadora a produzir seu próprio album, saindo daí um clássico absoluto da história da música. Um disco perfeito chamado "What's Going On". Na época até gente da gravadora achou o disco muito diferente dos padrões e o criticou por isso, mas passado os anos, o trabalho se consolidou como uma referência para a soul music.

Em 1973 lançou um dos discos mais sensuais já feitos. Era "Let's Get It On", cuja faixa título é uma de minhas músicas favoritas desde sempre. Música que faz homens e mulheres apaixonados flutuarem ao ouví-la. Sensibilidade extrema e romantismo exalado a cada segundo. Ouçam ela aí embaixo depois.

Foi na primeira metade da década de 70 que Gaye saiu de seu período de reclusão e assumiu de vez o papel de símbolo sexual. Atingiu o ápice e virou praticamente uma unanimidade. Todos eram apaixonados por sua música.

Mas á partir de 1975, problemas familiares como uma sofrida separação da primeira esposa, seguido de outro casamento e outra confusa separação, fizeram com que o ídolo não mantivesse o mesmo nível, apesar de continuar a lançar discos. Foi também a época em que Gaye se afundou de vez na cocaína, complicando ainda mais sua carreira. Marvin Gaye praticamente quebrou financeiramente. Sua má fase culminou com um auto-exilio do cantor na Bélgica, país em que viveu durante um tempo no início dos anos 80.

Em 1982, brigado com a Motown, vai para a CBS e ressurge das cinzas. Lança o ótimo disco "Midnight Love", com o super hit "Sexual Healing". Este trabalho rendeu até o inédito Grammy e fez com que ele retornasse aos EUA em alta, podendo sentir novamente o gosto da fama.

Em sua volta, foi morar com a mãe, com quem mantinha uma forte ligação. Porém apesar da oportunidade de retomar o sucesso na carreira, Marvin não havia conseguido se livrar das drogas e seus estado psicológico não era dos melhores. Para piorar, seu pai com quem manteve uma relação conturbada desde criança, veio morar com eles.

O final desta fase aconteceu no dia 1 de abril de 1984, quando seu pai começou a gritar com sua mãe e Marvin não gostou. Começaram uma discussão e do nada, seu pai, de 70 anos, pegou uma arma e a queima roupa disparou dois tiros contra o filho.

Com sua morte aos 44 anos, era o fim de um gênio chamado Marvin Gaye, cuja música continua encantando e emociando pessoas através dos tempos.

Abaixo três vídeos. "Let's Get It On" na versão de estúdio e somente com a maravilhosa letra. Depois "I Heard It Through the Grapevine" numa apresentação ao vivo m 1968. A seguir "What's Going On", num clip bem bacana e por último "Sexual Healing" no clip lançado na época..


Sandro













MARVIN GAYE - MÚSICA PARA AMAR


Bom a esta altura, quem acompanha este blog já sabe que gosto muito de soul music (posts aqui). E como já citei anteriormente, dentro das minhas preferências, a santíssima trindade é composta por Otis Redding (post aqui), Solomon Burke (post aqui) e Marvin Gaye.

Faltava escrever algo específico do Gaye, que é na minha opinião o mais impactante quando o assunto é amor. Ao contrário de Otis Redding, por exemplo, Marvin não cai tão bem em casos de fossa ou "dor de cotovelo". O som é suave, porém quase nunca triste. Não há nada mais recomendado para quem está apaixonado, do que ouvir Marvin Gaye. Para mim, sua música está diretamente associada a palavra mágica que é o amor. Claro, o som é bom de qualquer forma, mas pessoas mais sensíveis o recebem como um tesouro.

Um pouco sobre o cara. Marvin Gaye, nasceu em 1939 e começou a cantar desde cedo, além de tocar piano e bateria. Teve o início nesta carreira interrompido por imposição do pai que exigiu que ele se alistasse na Marinha aos 17 anos. Quando voltou as ruas, participou de alguns grupos musicais, até que em 1961, foi contratado por uma gravadora que estava iniciando, mas depois se tornaria uma lenda da black music mundial, a Motown Records.

Apesar de sua estréia não ter sido de grande impacto, já em 1962, ele começou a alcançar sucesso com alguns singles lançados naquele ano. A boa fase continou nos dois anos seguintes e em 1964, sua liberdade dentro da gravadora já era maior, possibilitando que ele opinasse mais sobre os albuns.

Também passou uma fase atendendo pedidos da gravadora para desenvolver duetos com cantoras da Motown, com detaque para a parceira com Tammi Terrell, de longe a melhor e mais intensa (Marvin tinha um amor platônico pela mulher), tragicamente interrompida com uma doença de Tammy que deu os primeiros sinais durante um show dos dois (ela desmaiou em seus braços) em 1967 e terminou com sua morte em 1970 com apenas 24 anos. Este acontecimento abalou demais o cantor, que se afastou da mídia por muitos anos.

No meio de tudo isso, em 1968, acontece o estouro comercial com a música "I Heard It Through the Grapevine". Com mais moral, em 1971 Marvin conseguiu ser o primeiro artista desta gravadora a produzir seu próprio album, saindo daí um clássico absoluto da história da música. Um disco perfeito chamado "What's Going On". Na época até gente da gravadora achou o disco muito diferente dos padrões e o criticou por isso, mas passado os anos, o trabalho se consolidou como uma referência para a soul music.

Em 1973 lançou um dos discos mais sensuais já feitos. Era "Let's Get It On", cuja faixa título é uma de minhas músicas favoritas desde sempre. Música que faz homens e mulheres apaixonados flutuarem ao ouví-la. Sensibilidade extrema e romantismo exalado a cada segundo. Ouçam ela aí embaixo depois.

Foi na primeira metade da década de 70 que Gaye saiu de seu período de reclusão e assumiu de vez o papel de símbolo sexual. Atingiu o ápice e virou praticamente uma unanimidade. Todos eram apaixonados por sua música.

Mas á partir de 1975, problemas familiares como uma sofrida separação da primeira esposa, seguido de outro casamento e outra confusa separação, fizeram com que o ídolo não mantivesse o mesmo nível, apesar de continuar a lançar discos. Foi também a época em que Gaye se afundou de vez na cocaína, complicando ainda mais sua carreira. Marvin Gaye praticamente quebrou financeiramente. Sua má fase culminou com um auto-exilio do cantor na Bélgica, país em que viveu durante um tempo no início dos anos 80.

Em 1982, brigado com a Motown, vai para a CBS e ressurge das cinzas. Lança o ótimo disco "Midnight Love", com o super hit "Sexual Healing". Este trabalho rendeu até o inédito Grammy e fez com que ele retornasse aos EUA em alta, podendo sentir novamente o gosto da fama.

Em sua volta, foi morar com a mãe, com quem mantinha uma forte ligação. Porém apesar da oportunidade de retomar o sucesso na carreira, Marvin não havia conseguido se livrar das drogas e seus estado psicológico não era dos melhores. Para piorar, seu pai com quem manteve uma relação conturbada desde criança, veio morar com eles.

O final desta fase aconteceu no dia 1 de abril de 1984, quando seu pai começou a gritar com sua mãe e Marvin não gostou. Começaram uma discussão e do nada, seu pai, de 70 anos, pegou uma arma e a queima roupa disparou dois tiros contra o filho.

Com sua morte aos 44 anos, era o fim de um gênio chamado Marvin Gaye, cuja música continua encantando e emociando pessoas através dos tempos.

Abaixo três vídeos. "Let's Get It On" na versão de estúdio e somente com a maravilhosa letra. Depois "I Heard It Through the Grapevine" numa apresentação ao vivo m 1968. A seguir "What's Going On", num clip bem bacana e por último "Sexual Healing" no clip lançado na época..


Sandro













segunda-feira, 30 de novembro de 2009

BILL GRAHAM APRESENTA - PARA ENTENDER O INÍCIO DO SHOW BUSINESS


Como vocês já devem ter percebido, o assunto shows (leia mais aqui) é recorrente em nosso blog. Afinal, para amantes da música, o show é o momento em que o artista se expõe ao seu público totalmente despido da proteção que um bom estúdio e um bom produtor musical podem trazer. É a chamada hora da verdade.

Claro que as performances ao vivo não tornam melhores ou piores os trabalhos criados e gravados em estúdio, pois mesmo quem opta por não fazer shows ou mesmo tem apenas apresentações medianas, pode criar obras musicais relevantes.

Este post também é sobre shows. Porém não escreverei sobre um artista. A figura citada no título, não cantava, não tocava e não compunha. Bill Graham foi simplesmente o maior produtor de shows de todos os tempos. É o que afirma o jornalista norte-americano Robert Greenfield (ex-editor da revista Rolling Stone), co-autor da biografia desta fera dos bastidores. E é sobre esta biografia que vou escrever hoje.

O livro "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock", foi lançado originalmente em 1992 lá na gringa e no final do ano passado aqui no Brasil pela editora Barracuda.

Na época do lançamento, lembro que fiquei bastante interessado em ler sobre um cara com tantas histórias sobre os bastidores da música. Adiei um pouco, até que neste ano, comprei e li a obra. Acabei me surpreendendo, pois o livro é bem melhor do que eu esperava.

Para começar, esta biografia é bem completa (são 555 páginas) é não se resume somente na fase de Bill na indústria do entretenimento. Praticamente 30% do livro é dedicado em contar como o pobre garoto alemão de origem russa, que era judeu, conseguiu escapar da caçada nazista com apenas quatro anos de idade, pagando o preço de ter sido separado de sua mãe e irmãs, vagando por diversos países da Europa até chegar de navio aos EUA, sozinho e sem falar uma palavra em inglês. É uma história de vida que só por esta parte já merecia ser lida. Os relatos trazem de forma muito explícita os horrores pelo qual passaram suas irmãs, que separadamente também conseguiram sobreviver e fugir da morte (sua mãe não teve a mesma sorte). Uma delas, inclusive foi prisioneira num campo de concentração.

Depois o livro nos conta, nas próprias palavras de Bill, seu drama para conseguir ser adotado, sua infancia e adolescência nas ruas do Bronx em Nova Iorque, suas peripécias no período que trabalhou como garçom, até a descoberta da profissão de promotor de shows, que ele reinventou e transformou em algo tão importante quanto o artista (pelo menos em termos de indústria).

Bill mostrou a todos que era possível ganhar um dinheiro considerável fazendo shows de qualidade e respeitando o público. Ele mostrou o caminho para que a coisa se tornasse uma indústria. Foi o primero cara a realmente se preocupar com o local dos shows, com a iluminação, com o equipamento de som, com os horários.

Oficializou todo este cuidado montando a lendária casa de shows Fillmore West em São Francisco e depois a Fillmore East em Nova Iorque. As passagens onde ele conta os esforços para conseguir abrir estes espaços são deliciosas. Tocaram nestes locais praticamente todas as bandas de alguma relevância no meio musical durante os anos 60 e 70. As razões e a forma com que Bill teve que fechar as casas anos depois também são contadas em detalhes e ilustram bem como funcionam as coisas no mundo dos negócios.

Provavelmente você já deve ter ouvido algum disco ou assistido algum vídeo gravado num dos Fillmore. Só de albuns ao vivo gravados lá foram quase cem.

Depois de fechar as casas (Bill ainda teve outra chamada Winterland, muito famosa também), Graham dedicou-se a organizar grandes turnês pelos EUA, passando a ser um gerenciador de shows grandiosos. Só como exemplo, ele organizou junto com o Bob Geldof o festival Live Aid (como, eles conta no livro).

E dá-lhe histórias e mais histórias sobre o show business. São passagens de artistas como Santana, Grateful Dead, Bob Dylan, Rolling Stones, Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors, The Who, Led Zeppelin, Eric Clapton, Bob Geldof, Neil Young, Graham Nash e muitos outros, contadas as vezes por eles mesmos, as vezes por Bill, as vezes por pessoas que estavam próximas e viveram aquela fase.

Cito três. A antalógica treta de sua equipe com a trupe que acompanhava o Led Zeppelin numa turnê norte-americana (coincidentemente a última vez que tocaram nos EUA). As difíceis negociações para ser o responsável pela turnê dos Rolling Stones nos EUA que são contadas em detalhes, com alto tom de dramaticidade. E o fascínio de Bill com a ascenção de Otis Reding (escrevi isso no posto sobre o Otis, aqui). E tem muito mais.

Há espaço ainda para a opinião as vezes não tão boa dos concorrentes e adversários. Há espaço para tratar da ausência de Graham como marido e pai. Há espaço para as frustrações.

Nem tudo é alegria no livro, que termina contando a forma trágica como Bill morreu em 1991, saindo de um show num helicóptero que devido a uma forte chuva caiu no meio do caminho e a repercussão e comoção que esta notícia causou no meio dos artistas que aprenderam a respeitar Bill Graham no decorrer de sua vida vencedora.

Uma coisa interessante, é que o livro todo foi editado em forma de depoimentos na primeira pessoa (estilo "Mate-me, por Favor", post aqui), organizados de um jeito a permitr que a história seja contada de forma ágil e linear. Foram centenas de entrevistas feitas por Robert Greenfield , sendo grande parte relatos do próprio Bill. Este formato facilita a leitura, impedindo que fique maçante.

Só mais dois detalhes. O nome do livro é baseado nos letreiros dos shows que Graham organizava, onde sempre antes do nome do artista, em letras não menores do que o grande nome da noite, aparecia "Bill Graham Presents:".
Outra coisa legal é que esta biografia tem um prefácio muito bacana escrito pelo Peter Townshend.

Enfim, um livro delicioso que merece se lido. Para quem gosta muito de música então, é fundamental. Serve para entendermos como foi o início desta imensa indústria que gera tantos milhões de dólares a cada ano. Recomendo.


Sandro

BILL GRAHAM APRESENTA - PARA ENTENDER O INÍCIO DO SHOW BUSINESS


Como vocês já devem ter percebido, o assunto shows (leia mais aqui) é recorrente em nosso blog. Afinal, para amantes da música, o show é o momento em que o artista se expõe ao seu público totalmente despido da proteção que um bom estúdio e um bom produtor musical podem trazer. É a chamada hora da verdade.

Claro que as performances ao vivo não tornam melhores ou piores os trabalhos criados e gravados em estúdio, pois mesmo quem opta por não fazer shows ou mesmo tem apenas apresentações medianas, pode criar obras musicais relevantes.

Este post também é sobre shows. Porém não escreverei sobre um artista. A figura citada no título, não cantava, não tocava e não compunha. Bill Graham foi simplesmente o maior produtor de shows de todos os tempos. É o que afirma o jornalista norte-americano Robert Greenfield (ex-editor da revista Rolling Stone), co-autor da biografia desta fera dos bastidores. E é sobre esta biografia que vou escrever hoje.

O livro "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock", foi lançado originalmente em 1992 lá na gringa e no final do ano passado aqui no Brasil pela editora Barracuda.

Na época do lançamento, lembro que fiquei bastante interessado em ler sobre um cara com tantas histórias sobre os bastidores da música. Adiei um pouco, até que neste ano, comprei e li a obra. Acabei me surpreendendo, pois o livro é bem melhor do que eu esperava.

Para começar, esta biografia é bem completa (são 555 páginas) é não se resume somente na fase de Bill na indústria do entretenimento. Praticamente 30% do livro é dedicado em contar como o pobre garoto alemão de origem russa, que era judeu, conseguiu escapar da caçada nazista com apenas quatro anos de idade, pagando o preço de ter sido separado de sua mãe e irmãs, vagando por diversos países da Europa até chegar de navio aos EUA, sozinho e sem falar uma palavra em inglês. É uma história de vida que só por esta parte já merecia ser lida. Os relatos trazem de forma muito explícita os horrores pelo qual passaram suas irmãs, que separadamente também conseguiram sobreviver e fugir da morte (sua mãe não teve a mesma sorte). Uma delas, inclusive foi prisioneira num campo de concentração.

Depois o livro nos conta, nas próprias palavras de Bill, seu drama para conseguir ser adotado, sua infancia e adolescência nas ruas do Bronx em Nova Iorque, suas peripécias no período que trabalhou como garçom, até a descoberta da profissão de promotor de shows, que ele reinventou e transformou em algo tão importante quanto o artista (pelo menos em termos de indústria).

Bill mostrou a todos que era possível ganhar um dinheiro considerável fazendo shows de qualidade e respeitando o público. Ele mostrou o caminho para que a coisa se tornasse uma indústria. Foi o primero cara a realmente se preocupar com o local dos shows, com a iluminação, com o equipamento de som, com os horários.

Oficializou todo este cuidado montando a lendária casa de shows Fillmore West em São Francisco e depois a Fillmore East em Nova Iorque. As passagens onde ele conta os esforços para conseguir abrir estes espaços são deliciosas. Tocaram nestes locais praticamente todas as bandas de alguma relevância no meio musical durante os anos 60 e 70. As razões e a forma com que Bill teve que fechar as casas anos depois também são contadas em detalhes e ilustram bem como funcionam as coisas no mundo dos negócios.

Provavelmente você já deve ter ouvido algum disco ou assistido algum vídeo gravado num dos Fillmore. Só de albuns ao vivo gravados lá foram quase cem.

Depois de fechar as casas (Bill ainda teve outra chamada Winterland, muito famosa também), Graham dedicou-se a organizar grandes turnês pelos EUA, passando a ser um gerenciador de shows grandiosos. Só como exemplo, ele organizou junto com o Bob Geldof o festival Live Aid (como, eles conta no livro).

E dá-lhe histórias e mais histórias sobre o show business. São passagens de artistas como Santana, Grateful Dead, Bob Dylan, Rolling Stones, Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Doors, The Who, Led Zeppelin, Eric Clapton, Bob Geldof, Neil Young, Graham Nash e muitos outros, contadas as vezes por eles mesmos, as vezes por Bill, as vezes por pessoas que estavam próximas e viveram aquela fase.

Cito três. A antalógica treta de sua equipe com a trupe que acompanhava o Led Zeppelin numa turnê norte-americana (coincidentemente a última vez que tocaram nos EUA). As difíceis negociações para ser o responsável pela turnê dos Rolling Stones nos EUA que são contadas em detalhes, com alto tom de dramaticidade. E o fascínio de Bill com a ascenção de Otis Reding (escrevi isso no posto sobre o Otis, aqui). E tem muito mais.

Há espaço ainda para a opinião as vezes não tão boa dos concorrentes e adversários. Há espaço para tratar da ausência de Graham como marido e pai. Há espaço para as frustrações.

Nem tudo é alegria no livro, que termina contando a forma trágica como Bill morreu em 1991, saindo de um show num helicóptero que devido a uma forte chuva caiu no meio do caminho e a repercussão e comoção que esta notícia causou no meio dos artistas que aprenderam a respeitar Bill Graham no decorrer de sua vida vencedora.

Uma coisa interessante, é que o livro todo foi editado em forma de depoimentos na primeira pessoa (estilo "Mate-me, por Favor", post aqui), organizados de um jeito a permitr que a história seja contada de forma ágil e linear. Foram centenas de entrevistas feitas por Robert Greenfield , sendo grande parte relatos do próprio Bill. Este formato facilita a leitura, impedindo que fique maçante.

Só mais dois detalhes. O nome do livro é baseado nos letreiros dos shows que Graham organizava, onde sempre antes do nome do artista, em letras não menores do que o grande nome da noite, aparecia "Bill Graham Presents:".
Outra coisa legal é que esta biografia tem um prefácio muito bacana escrito pelo Peter Townshend.

Enfim, um livro delicioso que merece se lido. Para quem gosta muito de música então, é fundamental. Serve para entendermos como foi o início desta imensa indústria que gera tantos milhões de dólares a cada ano. Recomendo.


Sandro

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

THE ASTEROIDS GALAXY TOUR - EXPERIMENTE


Já faz mais de um ano que quando alguém me pede uma dica de alguma coisa nova em termos musicais eu repito sempre a mesma indicação: The Asteroids Galaxy Tour.

Descobri o som deles por acaso. Era setembro de 2008 e eu estava no site da Apple procurando informações sobre o iPod Touch, quando vi um vídeo que era o comercial de TV usado na divulgação mundial do fantástico aparelhinho. De cara, eu pirei com a trilha sonora do vídeo (30 segundos). Fui atrás e descobri que o som era dos Asteroids Galaxy Tour.

Descobri também que eles são da Dinamarca e que na verdade não trata-se de uma banda, mas sim de uma dupla, formada pela excelente cantora Mette Lindberg e por Lars Iversen, responsável por escrever as músicas, além de tocar baixo e teclado. Este duo, vira uma banda quando apresenta-se ao vivo, incluindo mais quatro componentes que tocam guitarra, bateria, sax e trompete. Inclusive eles abriram vários shows da Amy Winehouse em 2008. Só não sei se eles abriram por causa do vídeo da Apple ou se eles foram parar no vídeo por terem feito estes shows.

Outra coisa estranha, é que até aquele momento o grupo ainda não tinha nenhum disco lançado, apenas alguns singles. Com o passar dos meses foi ouvindo mais músicas, que foram sendo lançadas aos poucos e gostando cada vez mais do som.

Não dá para explicar muito com palavras o estilo musical deles. É uma mistura de referências, e tem um pouco de tudo. Dance, funk, soul, electro. O que sei é que vale a pena ouvir. Música pop da melhor qualidade e que gruda na cabeça com a primeira audição. Daquelas para se pegar mexendo os pés, cabeça, dedos, sem perceber.

E é por isso que eu indico sempre. Porque independente do gosto musical da pessoa, a chance de vir a gostar é grande (radicalismos a parte, claro).

Somente agora em 2009, o primeiro disco foi lançado. Não sei em que mês "Fruit" saiu, mas eu o peguei apenas na semana passada. Achei bom por inteiro e recomendo. Experimentem o som com as duas músicas mais conhecidas deles que são "Around he Bed" e "The Sun Ain't Shining No More". Como curiosidade, ambém deixei o vídeo do comercial da Apple que me mostrou o delicioso som dos Asteroids Galaxy Tour.

Sandro











THE ASTEROIDS GALAXY TOUR - EXPERIMENTE


Já faz mais de um ano que quando alguém me pede uma dica de alguma coisa nova em termos musicais eu repito sempre a mesma indicação: The Asteroids Galaxy Tour.

Descobri o som deles por acaso. Era setembro de 2008 e eu estava no site da Apple procurando informações sobre o iPod Touch, quando vi um vídeo que era o comercial de TV usado na divulgação mundial do fantástico aparelhinho. De cara, eu pirei com a trilha sonora do vídeo (30 segundos). Fui atrás e descobri que o som era dos Asteroids Galaxy Tour.

Descobri também que eles são da Dinamarca e que na verdade não trata-se de uma banda, mas sim de uma dupla, formada pela excelente cantora Mette Lindberg e por Lars Iversen, responsável por escrever as músicas, além de tocar baixo e teclado. Este duo, vira uma banda quando apresenta-se ao vivo, incluindo mais quatro componentes que tocam guitarra, bateria, sax e trompete. Inclusive eles abriram vários shows da Amy Winehouse em 2008. Só não sei se eles abriram por causa do vídeo da Apple ou se eles foram parar no vídeo por terem feito estes shows.

Outra coisa estranha, é que até aquele momento o grupo ainda não tinha nenhum disco lançado, apenas alguns singles. Com o passar dos meses foi ouvindo mais músicas, que foram sendo lançadas aos poucos e gostando cada vez mais do som.

Não dá para explicar muito com palavras o estilo musical deles. É uma mistura de referências, e tem um pouco de tudo. Dance, funk, soul, electro. O que sei é que vale a pena ouvir. Música pop da melhor qualidade e que gruda na cabeça com a primeira audição. Daquelas para se pegar mexendo os pés, cabeça, dedos, sem perceber.

E é por isso que eu indico sempre. Porque independente do gosto musical da pessoa, a chance de vir a gostar é grande (radicalismos a parte, claro).

Somente agora em 2009, o primeiro disco foi lançado. Não sei em que mês "Fruit" saiu, mas eu o peguei apenas na semana passada. Achei bom por inteiro e recomendo. Experimentem o som com as duas músicas mais conhecidas deles que são "Around he Bed" e "The Sun Ain't Shining No More". Como curiosidade, ambém deixei o vídeo do comercial da Apple que me mostrou o delicioso som dos Asteroids Galaxy Tour.

Sandro











terça-feira, 6 de outubro de 2009

OTIS REDDING - OBRIGATÓRIO

Como já disse em outras oportunidades, sou um amante de cantores clássicos de soul music. Adoro Al Green, Aretha Franklin, Dusty Springfield (post aqui), Sam Cooke, James Brown, Wilson Pickett, Nina Simone, Curtis Mayfield e Isaac Hayes.

Mas para o meu gosto a santíssima trindade é composta por Marvin Gaye, Solomon Burke (leia aqui) e Otis Redding, sobre quem eu vou escrever hoje.

Otis Redding foi um dos mais influentes cantores que os EUA já teve. Iniciou sua carreira no início dos anos 60 e aos poucos foi se consolidando como o cara que agradava a diferentes estilos de públicos, que agradava a negros e brancos e que dominava o palco como poucos. Tinha uma característica peculiar, que era a de além de ser cantor, ser também compositor, fato não muito comum entre os grandes artirtas da época.
Sua reputação crescia ano a ano também na Europa, onde era cultuado. Nos EUA, atingiu seu ápice de popularidade em meados de 1967, após apresentar-se no lendário Monterey Pop Festival.
Porém nunca saberemos até onde chegaria sua genialidade. Quando estava prestes a estourar de vez, foi vítima de uma tragédia. No dia 10 de dezembro de 1967, Otis Redding morreu num acidente de avião, junto com mais quatro membros da sua banda de apoio. Acabava alí a trajetória do cantor e começava a do mito.

Em 1968, foi lançado um disco póstumo chamado " The Dock of the Bay", que por ironia do destino foi seu maior sucesso comercial.

Para não ficarmos somente com a minha opinião, vou deixar alguns depoimentos extraídos do ótimo livro (post em breve) "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock". Bill foi o maior produtor musical da história da música e o homem que transformou os shows em verdadeiros negócios para as bandas. Simplesmente um cara que conheceu todo mundo que teve alguma relevância no meio musical.
Seguem alguns trechos sobre Otis Redding:
"Ele foi o talento mais extraordinário que eu vi na vida, disparado. Não havia comparação. Nem naquela época nem agora".
"Todo artista da cidade (São Francisco) pediu para abrir o show do Otis. Janis Joplin chegou as três da tarde no dia do primeiro show para garantir um lugar na frente. Até hoje, acho que nenhum músico conseguiu fazer com que todos os músicos da cidade viessem para ver um show como ele fez. Ele era o cara. O verdadeiro cara." (falando sobre a primeira vez que Otis tocou no Fillmore East).

Para ilustrar o post, deixei algumas músicas no player abaixo. São elas "(Sittin'on) The Dock Of The Bay", Pain In My Heart", "Try a Little Tenderness", e ""I've Been Loving You Too Long". Para o assistirmos em ação, um vídeo dele no citado festival.Começa com "Shake".
Sem mais palavras. Curtam aí.

Sandro


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OTIS REDDING - OBRIGATÓRIO

Como já disse em outras oportunidades, sou um amante de cantores clássicos de soul music. Adoro Al Green, Aretha Franklin, Dusty Springfield (post aqui), Sam Cooke, James Brown, Wilson Pickett, Nina Simone, Curtis Mayfield e Isaac Hayes.

Mas para o meu gosto a santíssima trindade é composta por Marvin Gaye, Solomon Burke (leia aqui) e Otis Redding, sobre quem eu vou escrever hoje.

Otis Redding foi um dos mais influentes cantores que os EUA já teve. Iniciou sua carreira no início dos anos 60 e aos poucos foi se consolidando como o cara que agradava a diferentes estilos de públicos, que agradava a negros e brancos e que dominava o palco como poucos. Tinha uma característica peculiar, que era a de além de ser cantor, ser também compositor, fato não muito comum entre os grandes artirtas da época.
Sua reputação crescia ano a ano também na Europa, onde era cultuado. Nos EUA, atingiu seu ápice de popularidade em meados de 1967, após apresentar-se no lendário Monterey Pop Festival.
Porém nunca saberemos até onde chegaria sua genialidade. Quando estava prestes a estourar de vez, foi vítima de uma tragédia. No dia 10 de dezembro de 1967, Otis Redding morreu num acidente de avião, junto com mais quatro membros da sua banda de apoio. Acabava alí a trajetória do cantor e começava a do mito.

Em 1968, foi lançado um disco póstumo chamado " The Dock of the Bay", que por ironia do destino foi seu maior sucesso comercial.

Para não ficarmos somente com a minha opinião, vou deixar alguns depoimentos extraídos do ótimo livro (post em breve) "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock". Bill foi o maior produtor musical da história da música e o homem que transformou os shows em verdadeiros negócios para as bandas. Simplesmente um cara que conheceu todo mundo que teve alguma relevância no meio musical.
Seguem alguns trechos sobre Otis Redding:
"Ele foi o talento mais extraordinário que eu vi na vida, disparado. Não havia comparação. Nem naquela época nem agora".
"Todo artista da cidade (São Francisco) pediu para abrir o show do Otis. Janis Joplin chegou as três da tarde no dia do primeiro show para garantir um lugar na frente. Até hoje, acho que nenhum músico conseguiu fazer com que todos os músicos da cidade viessem para ver um show como ele fez. Ele era o cara. O verdadeiro cara." (falando sobre a primeira vez que Otis tocou no Fillmore East).

Para ilustrar o post, deixei algumas músicas no player abaixo. São elas "(Sittin'on) The Dock Of The Bay", Pain In My Heart", "Try a Little Tenderness", e ""I've Been Loving You Too Long". Para o assistirmos em ação, um vídeo dele no citado festival.Começa com "Shake".
Sem mais palavras. Curtam aí.

Sandro


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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

GLORIA JONES - CONHEÇA TAINTED LOVE

Acho que todo mundo conhece a música "Tainted Love" na clássica interpretação do Soft Cell. Quem é mais novo, certamente já a ouviu em sessões de flashback dos anos 80 e quem é um pouco mais velho como eu, já a curtiu numa pista de dança várias vezes.
Até os adeptos de um som mais pesado já a ouviram, pois a música foi gravada por Marilyn Manson em 2001.

Pois agora lhes apresento a versão original da música, na voz de Gloria Jones, que gravou "Tainted Love" em 1964.

A cantora norte-americana não chegou a ser um ícone da soul music e na verdade nunca fez muito sucesso, mas deixou esta gravação deliciosa que Marc Almond anos depois, em 1982, transformaria num hit mundial.

Existe ainda uma curiosidade sobre a Gloria Jones. É que na década de 70 ela se tornou namorada do Marc Bolan, líder da banda T Rex, chegando a participar musicalmente da banda à partir de 1974 (tocou teclados e fez backing vocals). Em 1977, quando Bolan morreu num acidente de carro, era Gloria quem dirigia.

Pode ser que muita gente já conhecia o som de Gloria Jones, principalmente os que são mais ligados em soul music, mas acho que é válido para quem não sabia, conhecer a original de "Tainted Love".

Abaixo, três versões. A original que eu quero mostrar, a que todo mundo conhece e a do Marilymn Manson (visualmente o clip mais f...)




Sandro












GLORIA JONES - CONHEÇA TAINTED LOVE

Acho que todo mundo conhece a música "Tainted Love" na clássica interpretação do Soft Cell. Quem é mais novo, certamente já a ouviu em sessões de flashback dos anos 80 e quem é um pouco mais velho como eu, já a curtiu numa pista de dança várias vezes.
Até os adeptos de um som mais pesado já a ouviram, pois a música foi gravada por Marilyn Manson em 2001.

Pois agora lhes apresento a versão original da música, na voz de Gloria Jones, que gravou "Tainted Love" em 1964.

A cantora norte-americana não chegou a ser um ícone da soul music e na verdade nunca fez muito sucesso, mas deixou esta gravação deliciosa que Marc Almond anos depois, em 1982, transformaria num hit mundial.

Existe ainda uma curiosidade sobre a Gloria Jones. É que na década de 70 ela se tornou namorada do Marc Bolan, líder da banda T Rex, chegando a participar musicalmente da banda à partir de 1974 (tocou teclados e fez backing vocals). Em 1977, quando Bolan morreu num acidente de carro, era Gloria quem dirigia.

Pode ser que muita gente já conhecia o som de Gloria Jones, principalmente os que são mais ligados em soul music, mas acho que é válido para quem não sabia, conhecer a original de "Tainted Love".

Abaixo, três versões. A original que eu quero mostrar, a que todo mundo conhece e a do Marilymn Manson (visualmente o clip mais f...)




Sandro












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