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sexta-feira, 23 de março de 2012

2012 - BRASIL COM BONS SHOWS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE

Pois é. Entramos definitivamente na rota de shows gringos. Desde 2010, a oferta de atrações internacionais que desembarcam em nossas terras é absurda. Tem para todos os gostos. Novidades, velharias, gente no auge, gente em decadência. Aparece de tudo.

A situação econômica do país ajuda. A paridade cambial facilita. Porém um grande fator que motiva esta avalanche de tours passando pelo Brasil é a necessidade de trabalhar. Sim, porque até alguns anos atrás muitos de nossos ídolos não se preocupavam tanto com turnês. Lançavam o disco (quando lançavam) e
depois era só esperar cair a grana fechada com as gravadoras. Só que com esta era de música livre, com os novos tempos da internet não dá mais para fazer isso. O negócio é tocar. O negócio é fazer show. Sorte nossa...

Em mais uma tentativa de tirar este amado blog de seu estado vegetativo, o post de hoje é um serviço. Não só para quem estiver lendo esta toscas linhas, mas para mim mesmo. No resumo abaixo, eu e você podemos encontrar a relação dos shows mais bacanas que irão acontecer no Brasil nos próximos meses.

Para o meu gosto, os obrigatórios são: os dois dias de Lollapalooza (o sábado está esgotado, mas sempre dá para dar um jeito), Mark Lanegan (leia aqui sobre o show de 2010) e o Nada Surf. Mas no mínimo eu também devo ir também no Jello Biafra (leia aqui o post sobre o show de 2010), no Vaccines, Meteors, James e Cursive.

Dos vários shows que já rolaram até agora, eu destaco dois. O Morrissey devidamente comentado num post específico (leia aqui) e Florence and The Machine, que eu infelizmente não pude ir.

Bom, veja se tem alguma balada esperando você:
  • Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Dia 24 de março (sábado) no Beco 203 em SP e 28 de março no Teatro Odisséia no Rio. Quanto: R$ 80,00.
  • Foo Fighters, TV on the Radio, Band of Horses, Joan Jett and The Blackhearts, Peaches, Cage The Elephant e outros. Dia 7 de abril (sábado) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00 (sold out).
  • Arctic Monkeys, Jane's Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Skrillex, Gogol Bordello e outros. Dia 8 de abril (domingo) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00.
  • The Damned. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Clash em SP. Quanto R$ 120,00.
  • Thurston Moore e Kurt Ville. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto R$ 140,00.
  • Mark Lanegan. Dia 14 de abril (sábado) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • Voodoo Glow Skull. Dia 15 de abril (domingo) no Hangar 110 em SP. Quanto: R$ 70,00.
  • Bob Dylan. Dia 15 de abril no Citibank Hall, Rio de Janeiro; 17 de abril em Brasilia; 19 de abril no Chevrolet Hall, BH; Dias 21 e 22 de abril (sábado e domingo) no Credicard Hall em SP e 24 de abril no Pepsi on Stage em Porto Alegre Quanto: de R$ 450,00 a R$ 900,00.
  • The Vaccines. Dia 18 de abril (terça-feira)  no Cine Jóia em SP e dia 19 de abril no Circo Voador, RJ. Quanto: R$ 160,00.
  • Anthrax e Misfits. Dia 22 de abril na Fundição Progreso no Rio, dia 25 de abril no Gigantinho em Porto Alegre e dia 27 de abril (sexta-feira) no HSBC Brasil em SP. Quanto: R$ 130,00.
  • Nada Surf. Dia 25 de abril (quarta-feira) no Cine Jóia em SP e dia 28 de abril no Music Hall em Curitiba. Onde:  em SP e no Rio. Quanto: R$ 120,00.
  • The Meteors. Dia 28 de abril (sábado) no Inferno em SP. Quanto: R$ 80,00.
  • Duran Duran. Dia 30 de abril no Citibank Hall, RJ e dia 2 de maio (quarta-feira) no Credicard Hall em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • James. Dia 30 de abril (segunda-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 120,00.
  • Ting Tings. Dia 30 de abril no Circo Voador no Rio e dia 1 de maio (terça-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 110,00.
  • Noel Gallagher. Dia 2 de maio (quarta-feira) no Espaço das Américas em SP e dia 3 de maio no Vivo Rio. Quanto: R$ 180,00.
  • The Kooks. Dia 10 de maio no Circo Voador, Rj e dia 11 de maio (sexta-feira) no Via Funchal em SP. Quanto: R$ 100,00.
  • Bjork, Chromeo e outros. Dia 11 de maio (sexta-feira) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • Mogwai, Cee Lo Green, Justice, James Blake e outros. Dia 12 de maio (sábado) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • The Mission. Dia 27 de maio (domingo) no Cine Jóia em SP e dia 31 de maio no Rio de Janeiro. Quanto: R$ 90,00.
  • The Horrors. Dia 27 de maio (domingo) no Parque da Indepêndencia (á confirmar) em SP. Quanto: De graça.
  • Atari Teenage Riot. Dia 15 de junho (sexta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 75,00.
  • Cursive. Dia 21 de junho (quinta-feira) no Studio SP e dia 22 de junho no Studio RJ. 
PS: os preços são referentes aos ingressos para SP com base em pista.

Alguns exemplos do que nos espera...

Sandro

2012 - BRASIL COM BONS SHOWS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE

Pois é. Entramos definitivamente na rota de shows gringos. Desde 2010, a oferta de atrações internacionais que desembarcam em nossas terras é absurda. Tem para todos os gostos. Novidades, velharias, gente no auge, gente em decadência. Aparece de tudo.

A situação econômica do país ajuda. A paridade cambial facilita. Porém um grande fator que motiva esta avalanche de tours passando pelo Brasil é a necessidade de trabalhar. Sim, porque até alguns anos atrás muitos de nossos ídolos não se preocupavam tanto com turnês. Lançavam o disco (quando lançavam) e
depois era só esperar cair a grana fechada com as gravadoras. Só que com esta era de música livre, com os novos tempos da internet não dá mais para fazer isso. O negócio é tocar. O negócio é fazer show. Sorte nossa...

Em mais uma tentativa de tirar este amado blog de seu estado vegetativo, o post de hoje é um serviço. Não só para quem estiver lendo esta toscas linhas, mas para mim mesmo. No resumo abaixo, eu e você podemos encontrar a relação dos shows mais bacanas que irão acontecer no Brasil nos próximos meses.

Para o meu gosto, os obrigatórios são: os dois dias de Lollapalooza (o sábado está esgotado, mas sempre dá para dar um jeito), Mark Lanegan (leia aqui sobre o show de 2010) e o Nada Surf. Mas no mínimo eu também devo ir também no Jello Biafra (leia aqui o post sobre o show de 2010), no Vaccines, Meteors, James e Cursive.

Dos vários shows que já rolaram até agora, eu destaco dois. O Morrissey devidamente comentado num post específico (leia aqui) e Florence and The Machine, que eu infelizmente não pude ir.

Bom, veja se tem alguma balada esperando você:
  • Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Dia 24 de março (sábado) no Beco 203 em SP e 28 de março no Teatro Odisséia no Rio. Quanto: R$ 80,00.
  • Foo Fighters, TV on the Radio, Band of Horses, Joan Jett and The Blackhearts, Peaches, Cage The Elephant e outros. Dia 7 de abril (sábado) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00 (sold out).
  • Arctic Monkeys, Jane's Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Skrillex, Gogol Bordello e outros. Dia 8 de abril (domingo) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00.
  • The Damned. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Clash em SP. Quanto R$ 120,00.
  • Thurston Moore e Kurt Ville. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto R$ 140,00.
  • Mark Lanegan. Dia 14 de abril (sábado) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • Voodoo Glow Skull. Dia 15 de abril (domingo) no Hangar 110 em SP. Quanto: R$ 70,00.
  • Bob Dylan. Dia 15 de abril no Citibank Hall, Rio de Janeiro; 17 de abril em Brasilia; 19 de abril no Chevrolet Hall, BH; Dias 21 e 22 de abril (sábado e domingo) no Credicard Hall em SP e 24 de abril no Pepsi on Stage em Porto Alegre Quanto: de R$ 450,00 a R$ 900,00.
  • The Vaccines. Dia 18 de abril (terça-feira)  no Cine Jóia em SP e dia 19 de abril no Circo Voador, RJ. Quanto: R$ 160,00.
  • Anthrax e Misfits. Dia 22 de abril na Fundição Progreso no Rio, dia 25 de abril no Gigantinho em Porto Alegre e dia 27 de abril (sexta-feira) no HSBC Brasil em SP. Quanto: R$ 130,00.
  • Nada Surf. Dia 25 de abril (quarta-feira) no Cine Jóia em SP e dia 28 de abril no Music Hall em Curitiba. Onde:  em SP e no Rio. Quanto: R$ 120,00.
  • The Meteors. Dia 28 de abril (sábado) no Inferno em SP. Quanto: R$ 80,00.
  • Duran Duran. Dia 30 de abril no Citibank Hall, RJ e dia 2 de maio (quarta-feira) no Credicard Hall em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • James. Dia 30 de abril (segunda-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 120,00.
  • Ting Tings. Dia 30 de abril no Circo Voador no Rio e dia 1 de maio (terça-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 110,00.
  • Noel Gallagher. Dia 2 de maio (quarta-feira) no Espaço das Américas em SP e dia 3 de maio no Vivo Rio. Quanto: R$ 180,00.
  • The Kooks. Dia 10 de maio no Circo Voador, Rj e dia 11 de maio (sexta-feira) no Via Funchal em SP. Quanto: R$ 100,00.
  • Bjork, Chromeo e outros. Dia 11 de maio (sexta-feira) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • Mogwai, Cee Lo Green, Justice, James Blake e outros. Dia 12 de maio (sábado) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • The Mission. Dia 27 de maio (domingo) no Cine Jóia em SP e dia 31 de maio no Rio de Janeiro. Quanto: R$ 90,00.
  • The Horrors. Dia 27 de maio (domingo) no Parque da Indepêndencia (á confirmar) em SP. Quanto: De graça.
  • Atari Teenage Riot. Dia 15 de junho (sexta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 75,00.
  • Cursive. Dia 21 de junho (quinta-feira) no Studio SP e dia 22 de junho no Studio RJ. 
PS: os preços são referentes aos ingressos para SP com base em pista.

Alguns exemplos do que nos espera...

Sandro

quarta-feira, 14 de março de 2012

O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...

Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.

Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.

Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.

Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).

Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos  do show(video abaixo).

Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...

Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.

Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.

Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.

Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.

Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.

1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis)  One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")

Sandro

 

O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...

Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.

Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.

Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.

Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).

Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos  do show(video abaixo).

Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...

Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.

Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.

Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.

Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.

Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.

1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis)  One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")

Sandro

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

JOAN JETT - Lollapalooza 2012


Nos anos 80 , mais precisamente em 1984, comprei o LP “I Love Rock´n´Roll” da cantora Joan Jett em uma loja no centro da cidade de São Bernardo do Campo, município da grande São Paulo.
Com certeza, os mais jovens devem estar se perguntando: “e daí?” Claro que hoje isso não tem nada de mais, basta um click na internet e voce baixa uma discografia completa. Mas não naquela época.
Para os “Rockers Tupiniquins” dos anos 80, conseguir acesso ao LP de uma banda de Rock era preciso duas coisas: dinheiro (pois os discos custavam caro)  e amigos (pra poder dividir os álbuns).
I Love Rock 'n Roll  é o segundo disco da Joan Jett e o primeiro com a banda The Blackhearts, é o álbum mais bem sucedido da banda com cerca de 10 milhões de cópias vendidas.
Mas não é uma canção original da Joan Jett, como pensam a maioria dos brasileiros, no entanto é a versão mais conhecida da canção.
História: Em 1976 enquanto estava em turnê pela Inglaterra com as The Runaways, Joan Jett viu os The Arrows cantando "I Love Rock 'n Roll" em um programa de televisão semanal. Inicialmente ela gravou a música no ano de 1979 com os Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook. Essa primeira versão não antigiu o sucesso, sendo que em 1982, Joan Jett regravou a música, dessa vez com a sua banda, The Blackhearts, e foi essa gravação que se tornou um single em segundo lugar nos Estados Unidos.
Também tem outros “covers” no disco como "Nag" (The Halos), "Crimson And Clover" (Tommy James), "Bits And Pieces" (The Dave Five Clark) "You're Too Possessive" (The Runaways). Esses pelo menos estavam no LP que comprei em 1984, nas versões mais recentes tem até mais versões.
Joan Jett, ou Joan Marie Larkin, nascida em 1958, tem outros trabalhos que merecem destaque, desde o iníco com as Runaways. Os discos “Bad Reputation”(1981) e Sinner (2006) são mandatórios.
Depois de tanto tempo desde que comprei o disco, Joan Jett vem ao Brasil em 2012 no festival Lollapalooza, e de quebra pode rolar uma “Jam” com o Foo Fighters. Tá certo que com mais de 20 anos de atraso, pelo menos pra mim.
Abaixo deixo algumas curiosidades.

Anselmo

JOAN JETT - Lollapalooza 2012


Nos anos 80 , mais precisamente em 1984, comprei o LP “I Love Rock´n´Roll” da cantora Joan Jett em uma loja no centro da cidade de São Bernardo do Campo, município da grande São Paulo.
Com certeza, os mais jovens devem estar se perguntando: “e daí?” Claro que hoje isso não tem nada de mais, basta um click na internet e voce baixa uma discografia completa. Mas não naquela época.
Para os “Rockers Tupiniquins” dos anos 80, conseguir acesso ao LP de uma banda de Rock era preciso duas coisas: dinheiro (pois os discos custavam caro)  e amigos (pra poder dividir os álbuns).
I Love Rock 'n Roll  é o segundo disco da Joan Jett e o primeiro com a banda The Blackhearts, é o álbum mais bem sucedido da banda com cerca de 10 milhões de cópias vendidas.
Mas não é uma canção original da Joan Jett, como pensam a maioria dos brasileiros, no entanto é a versão mais conhecida da canção.
História: Em 1976 enquanto estava em turnê pela Inglaterra com as The Runaways, Joan Jett viu os The Arrows cantando "I Love Rock 'n Roll" em um programa de televisão semanal. Inicialmente ela gravou a música no ano de 1979 com os Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook. Essa primeira versão não antigiu o sucesso, sendo que em 1982, Joan Jett regravou a música, dessa vez com a sua banda, The Blackhearts, e foi essa gravação que se tornou um single em segundo lugar nos Estados Unidos.
Também tem outros “covers” no disco como "Nag" (The Halos), "Crimson And Clover" (Tommy James), "Bits And Pieces" (The Dave Five Clark) "You're Too Possessive" (The Runaways). Esses pelo menos estavam no LP que comprei em 1984, nas versões mais recentes tem até mais versões.
Joan Jett, ou Joan Marie Larkin, nascida em 1958, tem outros trabalhos que merecem destaque, desde o iníco com as Runaways. Os discos “Bad Reputation”(1981) e Sinner (2006) são mandatórios.
Depois de tanto tempo desde que comprei o disco, Joan Jett vem ao Brasil em 2012 no festival Lollapalooza, e de quebra pode rolar uma “Jam” com o Foo Fighters. Tá certo que com mais de 20 anos de atraso, pelo menos pra mim.
Abaixo deixo algumas curiosidades.

Anselmo

sábado, 7 de janeiro de 2012

CROWDFUNDING - VAI BOMBAR EM 2012


Para quem não sabe, é possível ser um financiador de shows através de sites especializados, como o  www.queremos.com.br , por exemplo. Voce entra com um valor estipulado dependendo do artista ou banda, e outros fãs fazem o mesmo. O total arrecadado garante o cachê da banda e a realização do show.
A partir daí, ingressos são colocados à venda. Tudo o que for vendido nas bilheterias será repartido entre todos os financiadores, incluído você. No fim do mês, seu cartão de crédito poderá receber um estorno de até  mais da metade do dinheiro que  investido, ou seja, atingindo 100% das vendas ao público , os fãs investidores recebem de volta o valor da cota adquirida e curtem o show na faixa! Isto se chama crowdfunding, uma maneira de fazer negócio surgido graças à internet. Um conjunto  de esforços de pessoas com um mesmo objetivo.
No Circo Voador no Rio de Janeiro vão trazer The Rapture, no fim de Janeiro.
Vamos pesquisar o assunto aqui em São Paulo?

Anselmo

CROWDFUNDING - VAI BOMBAR EM 2012


Para quem não sabe, é possível ser um financiador de shows através de sites especializados, como o  www.queremos.com.br , por exemplo. Voce entra com um valor estipulado dependendo do artista ou banda, e outros fãs fazem o mesmo. O total arrecadado garante o cachê da banda e a realização do show.
A partir daí, ingressos são colocados à venda. Tudo o que for vendido nas bilheterias será repartido entre todos os financiadores, incluído você. No fim do mês, seu cartão de crédito poderá receber um estorno de até  mais da metade do dinheiro que  investido, ou seja, atingindo 100% das vendas ao público , os fãs investidores recebem de volta o valor da cota adquirida e curtem o show na faixa! Isto se chama crowdfunding, uma maneira de fazer negócio surgido graças à internet. Um conjunto  de esforços de pessoas com um mesmo objetivo.
No Circo Voador no Rio de Janeiro vão trazer The Rapture, no fim de Janeiro.
Vamos pesquisar o assunto aqui em São Paulo?

Anselmo

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

LEMMY o Filme - MINERVA POP ESTÁ DE VOLTA - FELIZ 2012.


Senhores,

A tradição de usar um bebê como símbolo do Ano Novo foi adotada pelos gregos por volta do ano 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísius, o deus do vinho.

É ano novo, 2012, o Minerva Pop está de volta.

Um bebê numa cesta, bom, isso não temos. Mas o “Dionísius”, segue abaixo (não, não é o Jim....é o LEMMY):




Anselmo

LEMMY o Filme - MINERVA POP ESTÁ DE VOLTA - FELIZ 2012.


Senhores,

A tradição de usar um bebê como símbolo do Ano Novo foi adotada pelos gregos por volta do ano 600 a.C. Eles desfilavam com um bebê dentro de um cesto para homenagear Dionísius, o deus do vinho.

É ano novo, 2012, o Minerva Pop está de volta.

Um bebê numa cesta, bom, isso não temos. Mas o “Dionísius”, segue abaixo (não, não é o Jim....é o LEMMY):




Anselmo

domingo, 22 de maio de 2011

LENNY KRAVITZ - O "cara" tá chegando!


O novo álbum de Lenny Kravitz "Black and White America" tá chegando, e pela RoadRunner Records. Ainda não temos muitas informações, mas vão curtindo o single "Come On Get It".....YEAH!!!!!

Anselmo

LENNY KRAVITZ - O "cara" tá chegando!


O novo álbum de Lenny Kravitz "Black and White America" tá chegando, e pela RoadRunner Records. Ainda não temos muitas informações, mas vão curtindo o single "Come On Get It".....YEAH!!!!!

Anselmo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

THE CULT - 14 de Maio de 2011 - HSBC SP


Som alto, sem frescuras, nenhum “Mané” metido a “guitar-hero”, somente Rock & Roll, na concepção “literal” da palavra. Esse é o resumo do show do “the Cult” de sábado, dia 14 maio, no HSBC em São Paulo.

Eu fui um dos felizardos que assistiu ao show da “pista VIP”, com certeza outra qualidade, claro que paguei por isso e não foi pouco.

O show tava marcado pra começar as 22:00, e com 30 minutos de atraso a banda entra com “Every Man and Woman is a Star” pra esquentar o público, mas a seqüência que estava por vir, virou o local de “cabeça para baixo”. Rain, Electric Ocean e Sweet Soul Sister já valeram o ingresso.

A apresentação começou a ser “cadenciada” com “White”, Saints Are Down”, e antes do intervalo teve a performance de Li´l Devil, hit dos bons tempos do álbum “Electric”.

Após um intervalo de três minutos a banda voltou com a nova canção “Embers”, seguida de petardos como Phoenix, Spiritwalker, Rise, Dirty Litlle Rock Star, She Sells Sanctuary, sendo o ponto alto antes do “bis” a execução de Love Removal Machine.

Alguns momentos “interessantes” ficaram por conta do vocalista Ian Astbury. Primeiro o visual, calos comprido e barba, junto com bandana, óculos escuros, mais uma jaqueta de exército camuflada, junto com uma roupa preta de ginástica e tênis branco.

Ian completou 49 anos no sábado, talvez essa maturidade foi a responsável pelo “incomodo” que um cara assoviando na platéia causou ao vocalista, e também alguns comentários como: “Vocês estão ouvindo muito U2”.

Para o “bis” tivemos “Fire Woman” e um cover do The Doors, “Break on Through”, sensacional.

Bom, depois dessa aula de Rock&Roll, ficamos na expectativa das palavras de Ian Astbury: “Estamos preparando um novo álbum, Very Dark and Beautfull”. Vamos aguardar.


Anselmo






THE CULT - 14 de Maio de 2011 - HSBC SP


Som alto, sem frescuras, nenhum “Mané” metido a “guitar-hero”, somente Rock & Roll, na concepção “literal” da palavra. Esse é o resumo do show do “the Cult” de sábado, dia 14 maio, no HSBC em São Paulo.

Eu fui um dos felizardos que assistiu ao show da “pista VIP”, com certeza outra qualidade, claro que paguei por isso e não foi pouco.

O show tava marcado pra começar as 22:00, e com 30 minutos de atraso a banda entra com “Every Man and Woman is a Star” pra esquentar o público, mas a seqüência que estava por vir, virou o local de “cabeça para baixo”. Rain, Electric Ocean e Sweet Soul Sister já valeram o ingresso.

A apresentação começou a ser “cadenciada” com “White”, Saints Are Down”, e antes do intervalo teve a performance de Li´l Devil, hit dos bons tempos do álbum “Electric”.

Após um intervalo de três minutos a banda voltou com a nova canção “Embers”, seguida de petardos como Phoenix, Spiritwalker, Rise, Dirty Litlle Rock Star, She Sells Sanctuary, sendo o ponto alto antes do “bis” a execução de Love Removal Machine.

Alguns momentos “interessantes” ficaram por conta do vocalista Ian Astbury. Primeiro o visual, calos comprido e barba, junto com bandana, óculos escuros, mais uma jaqueta de exército camuflada, junto com uma roupa preta de ginástica e tênis branco.

Ian completou 49 anos no sábado, talvez essa maturidade foi a responsável pelo “incomodo” que um cara assoviando na platéia causou ao vocalista, e também alguns comentários como: “Vocês estão ouvindo muito U2”.

Para o “bis” tivemos “Fire Woman” e um cover do The Doors, “Break on Through”, sensacional.

Bom, depois dessa aula de Rock&Roll, ficamos na expectativa das palavras de Ian Astbury: “Estamos preparando um novo álbum, Very Dark and Beautfull”. Vamos aguardar.


Anselmo






quinta-feira, 21 de abril de 2011

SOUTHERN DEATH CULT - O Culto Sulista Da Morte


Conforme havia prometido, segue mais um “post” pré-show do The Cult no Brasil.

Era uma vez uma banda punk inglesa chamada Violation, formada por Aki Nawaz (bateria), Barry Jepson (baixo), Mick (guitarra) e Mick Brady (vocais), que chegaram até a abrir shows para o The Clash nos anos 80. Para por aí um instante.

Continua...em 1981, sem dinheiro ou destino certo, um jovem chamado Ian Astbury mudou-se para Bradford onde recebeu a acolhida ajuda de Joolz (poeta e artista plástica), a qual teria sugerido para Ian tentar assumir uma vaga de vocalista em uma banda que estava ensaiando no porão da casa que ela morava, esses caras eram do antigo Violation. A partir daí Astbury (sob o nome "Ian Lindsay") começou a se apresentar ao lado de David Burrows (guitarra), o baixista Barry Jepson e o baterista Aki Nawaz, formando a banda de “positive punk” (termo cunhado pelo repórter Richard North da revista inglesa NME) Southern Death Cult (culto sulista da morte).

The Southern Death Cult que era o nome pelo qual alguns estudiosos descreviam uma tribo que existiu (entre os séculos XIV e XV) no oeste dos EUA perto do rio Mississippi e foi extinta devido às doenças transmitidas pelos brancos. Mas apesar desse fato, sua religião era baseada na morte, e os relatos de seus rituais necrófilos fizeram-na ser reconhecida como tal. Hoje em dia a região é tecnicamente conhecida também como Southeastern Ceremonial Complex. (O guitarrista Justin Sullivan chegou a participar de algumas apresentações da banda depois da saída de Mike Isles).

Southern Death Cult teve relativo sucesso no Reino Unido , a banda excursionou com Theatre of Hate, sendo que em seguida conseguiu fazer shows de abertura para o Bauhaus no final de 1982. Porém Astbury deixou o grupo depois de um show em 26 de fevereiro de 1983.

Os singles do Southern Death Cult, demos e algumas gravações ao vivo foram mais tarde reunidas em uma coletânea de dez músicas e lançadas pela Beggars Banquet em 1983. Este LP chegou ser lançado no Brasil com quatro anos de atraso, licenciado pela RCA em 1987, ano em que sua primeira versão digital saiu no Japão e em seguida na Inglaterra.

Esssa precursora banda do jovem Ian Astbury, que apesar de nascido na Inglaterra (em 14/05/1962, Heswall, Cheshire), tenha passado maior parte de sua infância no Canadá, onde teve contato o com a cultura indígena na reserva Six Nations, marca a fase mais contundente com inspirações indigenas do cantor. Tanto é verdade que resultou nas duas melhores canções do SDC, sendo MOYA e FATMAN. Confiram alguns vídeos.

Anselmo





SOUTHERN DEATH CULT - O Culto Sulista Da Morte


Conforme havia prometido, segue mais um “post” pré-show do The Cult no Brasil.

Era uma vez uma banda punk inglesa chamada Violation, formada por Aki Nawaz (bateria), Barry Jepson (baixo), Mick (guitarra) e Mick Brady (vocais), que chegaram até a abrir shows para o The Clash nos anos 80. Para por aí um instante.

Continua...em 1981, sem dinheiro ou destino certo, um jovem chamado Ian Astbury mudou-se para Bradford onde recebeu a acolhida ajuda de Joolz (poeta e artista plástica), a qual teria sugerido para Ian tentar assumir uma vaga de vocalista em uma banda que estava ensaiando no porão da casa que ela morava, esses caras eram do antigo Violation. A partir daí Astbury (sob o nome "Ian Lindsay") começou a se apresentar ao lado de David Burrows (guitarra), o baixista Barry Jepson e o baterista Aki Nawaz, formando a banda de “positive punk” (termo cunhado pelo repórter Richard North da revista inglesa NME) Southern Death Cult (culto sulista da morte).

The Southern Death Cult que era o nome pelo qual alguns estudiosos descreviam uma tribo que existiu (entre os séculos XIV e XV) no oeste dos EUA perto do rio Mississippi e foi extinta devido às doenças transmitidas pelos brancos. Mas apesar desse fato, sua religião era baseada na morte, e os relatos de seus rituais necrófilos fizeram-na ser reconhecida como tal. Hoje em dia a região é tecnicamente conhecida também como Southeastern Ceremonial Complex. (O guitarrista Justin Sullivan chegou a participar de algumas apresentações da banda depois da saída de Mike Isles).

Southern Death Cult teve relativo sucesso no Reino Unido , a banda excursionou com Theatre of Hate, sendo que em seguida conseguiu fazer shows de abertura para o Bauhaus no final de 1982. Porém Astbury deixou o grupo depois de um show em 26 de fevereiro de 1983.

Os singles do Southern Death Cult, demos e algumas gravações ao vivo foram mais tarde reunidas em uma coletânea de dez músicas e lançadas pela Beggars Banquet em 1983. Este LP chegou ser lançado no Brasil com quatro anos de atraso, licenciado pela RCA em 1987, ano em que sua primeira versão digital saiu no Japão e em seguida na Inglaterra.

Esssa precursora banda do jovem Ian Astbury, que apesar de nascido na Inglaterra (em 14/05/1962, Heswall, Cheshire), tenha passado maior parte de sua infância no Canadá, onde teve contato o com a cultura indígena na reserva Six Nations, marca a fase mais contundente com inspirações indigenas do cantor. Tanto é verdade que resultou nas duas melhores canções do SDC, sendo MOYA e FATMAN. Confiram alguns vídeos.

Anselmo





terça-feira, 19 de abril de 2011

THE CULT NO BRASIL - Vídeo 1


Em 14 de maio teremos “The Cult” em São Paulo, no HSBC Brasil. Depois de AC/DC e Ramones, pra mim são eles os caras. Por isso, até o dia do show, vou postar minhas músicas/vídeos preferidos e “raros” aqui no blog, como essa versão de “Love Removal Machine” que aposto que muitos nunca viram, com “arranjos” da época do LOVE (1985), e a nova “Embers”.

“Vou encher o saco”, tô nem aí!

Anselmo



THE CULT NO BRASIL - Vídeo 1


Em 14 de maio teremos “The Cult” em São Paulo, no HSBC Brasil. Depois de AC/DC e Ramones, pra mim são eles os caras. Por isso, até o dia do show, vou postar minhas músicas/vídeos preferidos e “raros” aqui no blog, como essa versão de “Love Removal Machine” que aposto que muitos nunca viram, com “arranjos” da época do LOVE (1985), e a nova “Embers”.

“Vou encher o saco”, tô nem aí!

Anselmo



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