minervapop

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A ÁRVORE DO DINHEIRO - Curta-metragem Premiado



Agora á pouco assisti ao curta-metragem “Árvore do Dinheiro” no programa “ZOOM” da TV Cultura, que foi produzido pela Quattor e dirigido por Marcos Buccini e Diego Credidio.

Trata-se de uma animação que tem como base a literatura de Cordel , e foi vencedora do Anima Mundo de 2002.

O tema central é sobre o humilde José que ganha de um “desconhecido” uma semente mágica, que depois de plantada em noite de lua cheia, dá uma árvore de dinheiro.

Por achar bem interessante disponibilizei o vídeo em nosso Blog.


Anselmo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

V - Remake com Morena Baccarin

Gostaria de compartilhar com vocês a grata surpresa de saber que finalmente uma atriz brasileira vai trabalhar (de forma contundente) em uma minisérie americana, e não é participação especial não! Estou falando da carioca Morena Baccarin (31), filha da atriz Vera Setta e do jornalista Fernando Baccarin, que já fez participações em outras séries, como “Stargate SG-1”.

Morena Baccarin será Anna, líder de uma raça alienígena que invade a terra. A série está prevista para estrear em 7 de abril pela Warner. Tem até uma vinda de Morena para ao Brasil para divulgação do trabalho.

Esse é um “remake” da série original que passou na Globo no início dos anos 80 e foi um tremendo sucesso na época. A história começa quando naves espaciais alienígenas chegam ao planeta Terra. Mas é em Nova York, no topo do prédio das Nações Unidas, que o líder extraterrestre se apresenta e explica que sua vinda a Terra é para uma missão pacífica, com intuito de colaborar com o desenvolvimento intelectual dos terráqueos. Mas é tudo uma grande mentira, a real intenção é dominar a Terra, pois seu planeta-natal está no fim. Um conflito tem início e os terráqueos que resistem a invasão se identificam com uma letra V (Visitors). Os alienígenas se “disfarçam” como humanos, mas na verdade são um tipo humanóide-réptil. (O segredo está nos olhos!)

Muitos fatos no seriado contribuíram para a “teoria da conspiração”, demonstrando similaridades entre aliens e os nazistas. Os pontos principais que "levaram" algumas pessoas chegarem a essa conclusão, são as roupas e uniformes militares, símbolo que lembra a “suastica”, o jeito como exploram e fazem experimentos com os humanos, a forma de conquista de poder.

O seriado na época foi bem legal e divertido, me lembro muito bem como o pessoal “adorava” o time da “resistência terráquea”. Vamos torcer para que essa nova versão seja tão boa quanto a de 20 anos atrás.

Seguem abaixo um "video" da série original de 1983 e um "trailer" da nova produzida pela Warner.


Anselmo





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

FLASHFORWARD - O SUCESSOR DE LOST?


Todos sabemos que em 2010 assistiremos a última temporada de Lost (post aqui e aqui). Eu e acredito que outras pessoas ao ficarem orfãs desta grande série poderão adotar alguma outra que tenha ao menos algo de parecido com o fantástico apelo misterioso de Lost.

Não tenho a menor expectativa de descobrir algo que chegue perto do fascínio que Lost traz, mas estou aberto a conhecer os candidatos.

Acho que ainda esta semana o Anselmo vai escrever sobre um deles, o seriado V. Hoje eu vou escrever sobre um que estreou aqui no Brasil ontem, no canal AXN, as 22:00. O nome da série é "Flashforward".

O história é a seguinte: Num dia aparentemente normal, um misterioso evento global faz todos os habitantes da terra simultaneamente desmaiarem e ficarem desacordados por exatos dois minutos e dezessete segundos. Este acontecimento faz com que muitas pessoas morram em acidentes com carros, aviões e em outros meios controlados por humanos. Aos poucos, descobre-se que não foi um simples desmaio, mas que durante este período, todas as pessoas tiveram uma visão de suas vidas seis meses no futuro. O FBI monta uma equipe para investigar a ocorrência e o agente Mark Benford está na linha de frente desta investigação.

Assisti a este primeiro episódio ontem e minha impressão foi boa. Achei bem interessante e me parece um tema que pode ser bem explorado.

Porém há um sério problema no desenrolar da trama lá nos EUA. Na estréia até que foi muito bem de audiência e a rede ABC ( a mesma que exibe Lost) apostava que esta seria a saga sucessora do seriado da ilha. Só que a audiência foi caindo, as críticas aumentando e após 10 episódios, eles interromperam a série, estipulando uma pausa de um mês. Também neste meio tempo , já houve três alterações no comando da produção e a duração da primeira temporada que estava prevista para 25 episódios mudou para 22. As exibições já retornaram, mas existe até um boato de que não haveria segunda temporada.

Enfim, é esperar para ver. De qualquer forma vou assistir aos próximos para formar uma opinião a respeito, mas sinto que não será "Flashforward" que me conquistará ao fim do meu vício atual...

Sandro



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ORANGE GOBLIN - Stoner Rock from UK

Quem acompanha o blog sabe que eu gosto muito das chamadas “Stoner Rock Bands”, sendo que tivemos até um “post” específico do Monster Magnet.

Hoje quero deixar uma dica “rápida” sobre outra banda bem legal do estilo, o Orange Goblin, do Reino Unido. Banda que iniciou as atividades em 1995 com o nome Our Haunted Kingdom.

Formado atualmente por Ben Ward (Vocal), Joe Hoare (Guitarra), Martyn Millard (Baixo) e Chris Turner (Bateria), esses caras tem discos bem legais, com destaque para “The Big Black” (2000) e “Healing Through Fire” (2007).

Stoner Rock é um estilo de Rock caracterizado por riffs de guitarra graves, lentos e com uma “pegada” psicodélica, tendo marcante influência de bandas dos anos 70.

Grandes referências desse gênero são The Atomic Bitchwax, Melvins, Cathedral, Corrossionof Conformity (C.O.C.), Eletric Wizard, Kyuss, Monster Magnet, Spiritual Beggars, dentre outros.


Seguem alguns vídeos abaixo para vocês conhecerem o som do Orange Goblin, o resto da pesquisa fica por conta de seu interesse.


Anselmo







terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PERDIDOS NA NOITE - OBRA-PRIMA NÃO BADALADA


Filmes com forte apelo dramático fazem minha cabeça. Não aqueles apelativos ou sentimentalóides (existe esta palavra?). Filmes que mesmo sem contar uma história fora do comum conseguem nos emocionar e mexer conosco.

E para mim um dos maiores exemplos deste tipo de filme é o clássico chamado "Perdidos na Noite" ("Midnight Cowboy"). Dirigido por John Schlesinger foi muito bem aceito na época do lançamento (1969), arrematando nada mais que os prêmios Oscar de melhor filme, diretor e roteiro, além de indicação para seus dois atores Jon Voight e Dustin Hoffman. Com o passar dos anos deixou de ser referência e nem sempre é lembrado com o devido mérito.

A história não é complexa. Fala do caipira boa pinta Joe Buck (Voight na melhor interpretação de sua carreira), que decide sair do Texas onde tem uma vida medíocre para tentar a sorte em Nova Iorque. Sua idéia é usar de seus atributos físicos para trabalhar como garoto de programa.

Só que obviamente, Joe não tinha noção do tamanho da cidade onde estava se metendo e chegando lá (a caráter, como cowboy) se depara com a frieza e desprezo da cidade grande, que o ignora solenemente. É quando ele conhece Ratzo Rizzo (Hoffman, excelente), um vagabundo de quinta categoria, manco (o ator usou pedras no sapato para esta caracterização) e que vive de pequenos furtos e golpes (Joe cai em um desses).

Sozinho na selva de pedra, Joe se aproxima de Ratzo e aceita sua oferta para que ele se torne seu agente, usando de seus conhecimentos na cidade para fazê-los ganhar dinheiro.

As coisas não saem conforme o planejado e a vida na cidade se mostra mais cruel do que o inocente Joe, que se achava esperto, podia imaginar. A medida que a decepção vai aparecendo e o sonho de sucesso de Joe ficando cada vez mais distante, a amizade entre os dois se fortalece e mostra que talvez o doente e solitário Ratzo precise mais do caipira do que se pudesse imaginar.

Filme simples e belo, que trata basicamente sobre a desilusão. Eles não dão a volta por cima, não superam os obstáculos, enfim, não há final feliz. O final é triste mesmo, porém marcante. Um dos meus filmes preferidos.

Abaixo o trailer oficial e um outro montado por um fã. Infelizmente ambos estão sem legendas, mas acho que dá para captar o espírito. Deixei também um outro vídeo com a sensacional música composta por John Barry para este filme. Alíás toda a trilha sonora é muito bacana e colocada de forma perfeita na montagem.


Sandro






domingo, 21 de fevereiro de 2010

BLACK SABBATH (40 anos do primeiro álbum) - TONY IOMMI (62 anos de vida)


Esse “post” está atrasado, porém não poderia deixar “passar em branco” dois fatos importantes (pelo menos pra mim) que ocorreram no mês de fevereiro.

Primeiro, o aniversário do guitarrista Tony Iommi, nascido em 19 de fevereiro de 1948, fundador de uma das bandas de Rock mais influentes, o Black Sabbath. Segundo, aniversário do lançamento de um dos álbuns de Rock mais importantes de todos os tempos, Black Sabbath, em 13 de fevereiro de 1970.

O trabalho de Tony Iommi é unanimidade entre todos que curtem boa música, independente do estilo musical preferido. Com certeza deve ter um disco desse artista em sua coleção de Vinil, CD, ou no iPod.

Vários artistas gravaram "covers" ou deixam claro a influência de Iommi em seus trabalhos. Flamming Lips, Faith No More, C.O.C., NOFX, Busta Rhymes, Cake, Metallica, Red Hot Chili Peppers, são somente alguns dos exemplos.

O álbum Black Sabbath tem canções que são hits históricos, “Black Sabbath”, “N.I.B”., “The Wizard”, e covers gravados com a sonoridade da banda, “Warning”(Ansley Dunbar's Retaliation) e “Evil Woman” (Crow).

Tony foi um garoto que trabalhava em uma metalúrgica, e que teve a ponta dos dedos médio e anular de sua mão esquerda amputados em uma máquina industrial. Por esse motivo, desenvolveu um estilo “mais pesado” de tocar guitarra, criando uma sonoridade única e “copiada” até hoje. (Essa história deveria ser usado em palestras e cursos de motivação).

Não vou me estender nesse assunto, a história de Tony Iommi e Black Sabbath está toda aí pra ser pesquisada, somente não poderia deixar de comentar datas tão importantes.

Anselmo


sábado, 20 de fevereiro de 2010

NIRVANA - LIVE AT READING

Outro post curtinho. Este apenas para recomendar o DVD "Live at Reading" da maravilhosa banda chamada Nirvana (outro post sobre a banda aqui) lançado recentemente. Acabei de assistí-lo e vale muito a pena.

Abaixo o trailer.

Sandro


PLACEBO - DATAS NO BRASIL

Post rápido apenas para escrever que os boatos sobre a vinda da banda Placebo ao Brasil (abordado num post aqui) foram confirmados.

As datas são: Dias 13 de abril em Porto Alegre, 14 em Curitiba, dia 16 de abril em Belo Horizonte e dia 17 em São Paulo (Credicard Hall).

Agora, um detalhe importante. O dia do show em São Paulo é o mesmo do Social Distortion... É demais, não vou nem comentar.

Aproveitei esta notícia, mas a da vinda do Moby (post aqui) e atualizei o post com o calendário de shows no Brasil neste primeiro semestre. Veja neste link aqui.


Sandro

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

RORY, um GALLAGHER "gente fina"!

Humildemente, me sinto bem á vontade pra comentar sobre os irmãos Gallagher (Liam e Noel) e sua multiplatinada banda OASIS, pois acompanho esses temperamentais músicos desde seus primeiros álbuns Definitely Maybe (1994) e (What´s the Story) Morning Glory? (1995). Ambos excelentes trabalhos, recomendados para a discoteca básica de qualquer “roqueiro”.

Mas infelizmente (ou felizmente), pelo menos para mim, é muito importante a empatia do artista para com o público, mesmo que falsa, quero dizer, caso o cara seja um “boçal”, cheio de “manias” e excentricidades, que as guarde para ele. Esta postura fez com que eu não fosse aos shows do OASIS no Brasil, desculpem, mas não queria correr o risco de ouvir um desaforo.

Mas nem tudo está perdido. E sabem por quê? Simplesmente porque um dia existiu uma guitarrista irlandês, que tocava e cantava blues e rock’n’roll como poucos, e por acaso também se chamava Gallagher. Porém era um cara “gente boa”, simpático, e divertido. Senhoras e Senhores, esse foi Rory Gallagher.

Rory Gallagher nasceu em 02 de março de 1948 em Ballyshannon, Condado de Donegal na Irlanda – Faleceu em 14 de junho de 1995, em Londres, após uma cirurgia de transplante de fígado, aos 47 anos.

Não vou ficar aqui comentando sobre a vida de Rory Gallagher, basta vocês acessarem a Wikipédia, All Music, ou Google e procurem sobre sua obra, todos os discos são bons, impressionante. Mas pra começar recomendo “Irish Tour 94” e "Calling Card" (1976), este último produzido por Roger Glover do Deep Purple.

Uma dica, procure o DVD “Rory Gallagher – Shadow Play” – 5 Concerts 1976-1990”, que saiu pela ST2. São registros de apresentações “ao vivo” no programa da TV alemã Rockpalast. 595 minutos de excelente música, boa qualidade de vídeo e entrevistas. Só tem um ponto negativo, não tem legendas.

Na época de sua morte, Bono Vox (U2) falou: “Rory foi um dos grandes guitarristas de todos os tempos e um grande cavalheiro, uma pessoa muito simples.”


Seguem alguns vídeos, que não são do DVD indicado.



Anselmo
















quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

OASIS - ESNOBE MESMO DEPOIS DO FIM


Mesmo após o término do Oasis, os irmãos Gallagher costumam aparecer com frequencia nos sites especializados em música pelo mundo afora, especialmente os britanicos. As notícias em sua maioria trazem algum tipo de provocação ou confusão causada por um dos dois, o que não chega a ser uma novidade.

Particularmente, não dou muita atenção a estas chamadas. Mas hoje eu li uma legal, que achei engraçada. Vi na NME e na Gigwise, a história da treta que rolou ontem na festa do Brit Awards.
A premiação, que é a mais importante da música britânica, teve como grande vencedora da noite a Lady Gaga. Porém eles decidiram criar um prêmio especial para a edição de número 30, escolhendo o melhor disco britânico dos últimos 30 anos. Concorriam The Verve, Coldplay, Travis, Dido, Sade, Phil Collins, Dire Straits, Keane e o Oasis, que ganhou com o disco "(What's the Story) Morning Glory?".

Na balada só estava presente o Liam Gallagher, que subiu ao palco para receber o troféu das mãos do Noody Holder (Slade) e aí causou. Com uma cara nada boa, primeiro agradeceu os membros da finada banda nominalmente, ignorando somente o nome do irmão (e fundador!) Noel. Dedicou o prêmio aos fãs ("the best fucking fans in the world") e então arremessou o microfone com desdém e entregou o troféu que havia acabado de ganhar na mão de alguém do público que estava lá para assistir as apresentações e acabou levando um belo souvenir para casa. Depois disso saiu com a pose de "dane-se este prêmio".

Na sequencia, o apresentador Peter Kay, chama o Liam de "knobhead" (British offensive slang term used as a variant of "Dick head" to describe an obnoxious person or someone who has acted in a peculiar and/or ludicrous manner), o que fez o cantor escrever em seu twitter uma resposta bem mal-criada (começou com "fat fuck") para o cara. O assunto ainda deve render para a imprensa inglesa.

Independente de quão foi verdadeira esta atitude, eu curti. É sempre bacana ver estas situações constrangedoras com que a grande indústria se depara de vez em quando. Abaixo um vídeo com toda a cena (a fala do Liam está legendada), depois um só com a ação dele e a reação do apresentador.


Sandro







terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CARNAVAL - Mardi Gras


O Carnaval tem sua origem no fato do imediatismo do homem, ou seja, se algo vai faltar ou será proibido nos próximos dias, vamos “detonar” hoje.

O resumo da história é o seguinte: com a determinação da Semana Santa pela Igreja Católica no século XI, o povo decidiu festejar, se empanturrar com o que lhe seria privado nos dias que antecediam a "Quaresma".

Isso originou a palavra que significa o “desprendimento aos prazeres da carne”,” carna vale”, ou simplesmente Carnaval. Nos Estados Unidos e em alguns países de língua inglesa é conhecido pelo nome francês Mardi Gras (terça-feira gorda).

As máscaras, carros alegóricos, fantasias, bailes, surgiram no período do Renascimento. Estes elementos foram incorporados nessa festa popular em Veneza, Viena, New Orleans e principalmente nos desfiles de Carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Eu particularmente não participo nem acompanho as festas de Carnaval, porém pela forma de como é feita pelo povo, deve ser respeitado como uma parte importante de nossa cultura brasileira.

Mas eu confesso que já cantei e pulei “Carnaval”, mais precisamente no final dos anos 80, com o show da “turnê” do disco “Carnaval” (1988) do Barão Vermelho, na antiga casa de shows em São Paulo chamado “Dama Xoc”. Segue a música abaixo.

Anselmo


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

MINERVA POP NO SAMBA - COM MARCELO D2

Havíamos combinado um recesso de alguns dias. Isso após o parceiro deixar aqui um post sobre o carnaval ou algo a respeito do ano novo chinês.

Como não deu tempo e o camarada está viajando, só para não passar batido, decidi colocar abaixo vídeos que representam o máximo que consigo chegar em matéria de samba. É o flerte do ótimo Marcelo D2 com o gênero, do qual é fã confesso.

Creio também que será uma das poucas vezes que este estilo irá aparecer no blog (já temos um ótimo post sobre o João Rubinato, aqui).

E não adianta chorar...

As músicas são: "Samba de Primeira", "1967" ( ambas do primeiro e melhor disco do cara, chamado "Eu Tiro é Onda") e "A Procura da Batida Perfeita" (do disco de mesmo nome).


Sandro







sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MOBY NO BRASIL - ÓTIMA NOTÍCIA

É com imenso prazer que escrevo o post de hoje. É sobre um artista completo chamado Moby. Nascido Richard Meville Hall, ganhou este apelido ainda criança devido seu parentesco com o escritor Herman Meville, autor do clássico "Moby Dick".

Depois de ter uma banda punk na adolescência, seu primeiro trabalho que chamou a atenção foi em 1991, no tema para a série de TV "Twin Peaks" dirigida por David Lynch e que foi um grande successo naquela época.

Depois disso vieram 5 discos de muita qualidade, elogiados pela crítica e muito respeitados dentro da cena eletrônica mundial. Até que em 1999, ele lança um disco intitulado "Play" e explode. O disco vendeu cerca de 10 milhôes de cópias, levando a música eletrônica direto para o mainstream. Devo dizer que o album é simplesmente perfeito e deixou de boca aberta a cena musical.

Mas seu som é mais do que música eletrônica. Moby têm músicas ótimas para as pistas de dança, mas também tem músicas excelentes para se ouvir com uma banda (é assim que ele se apresenta). Também funciona magnificamente como música ambiente de altíssimo nível e coloca generosas pitadas de melancolia em meio as batidas tradicionais. Trilha sonora para qualquer ocasião, ouve-se em casa fácil, não precisa estar numa pista.

Podemos dizer que o Moby trouxe uma cara para a música eletrônica, tradicionalmente um estilo sem rostos conhecidos. O fato é que na virada dos anos 90 para a década 00, o compositor, dj, cantor e multi-instrumentista (toca guitarra, baixo e bateria), tornou-se um pop star.

E a ótima notícia é que o Brasil o receberá mais uma vez para shows. Moby tocará dia 23 de abril no Credicard Hall em São Paulo e dia 24 de abril no Citibank Hall no Rio de Janeiro. Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem (provavelmente dia 18). O que posso adiantar é que estarei lá com certeza e recomendo a balada a todos. Em 2005 assisti ao show dele no Espaço das Américas em São Paulo e foi excelente. Ele toca com banda completa + aqueles backing vocals femininos de arrasar. Quem for não vai se arrepender.

De brinde, uma exceção aqui no Minerva Pop. Um link (por tempo limitado) para o download do maravilhoso disco "Play". Todos são bons, mas este é obrigatório. Também recomendo muito o "18".

PLAY - Download

Discografia:
Moby (1992)
The Story So Far (1993)
Ambient (1993)
Everything is Wrong (1995)
Animal Rights (1996)
Play (1999)
18 (2002)
Hotel (2005)
Last Night (2008)
Wait for Me (2009)

Além de tudo, os videoclips de suas músicas são geniais. Abaixo, "Why Does My Heart Fell So Bad" e "Porcelain" ambas do disco "Play", depois "In This World" (um dos meus vídeos preferidos desde sempre) do disco "18" e por último "Lift Me Up" (essa uma levada rock) do disco "Hotel".


Sandro







quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O FANTASMA DA OPERA - Livro & Música


Em 1994 fiz a minha primeira viagem internacional, e o destino escolhido foi Nova York, nos Estados Unidos da America. Os motivos que me levaram a escolher esta cidade? Rock´n´Roll, CBGB´s, Cultura, Literatura, etc. E foi nessa oportunidade que conheci a “Broadway”, no Theater District da ilha de Manhattan.

Lembro que quando estava lá, no verão de julho de 1994, o guia do hotel disse: “Rapaz, se pretende assistir a alguma peça da Broadway, deixe o Fantasma por último”.

Naquela época, conhecia o romance gótico do francês Gaston Leroux (Paris, 6 de maio de 1868 – 15 de abril de 1927) chamado “O Fantasma da Opera”. A história tem como pano de fundo a Paris do século XIX, em uma Ópera da cidade, a qual fora construída sobre um enorme rio subterrâneo, e que tinha a fama de ser assombrada por um misterioso fantasma.

Na trama a jovem bailarina Christine Daaé, ajudada pelo que acredita ser um “Anjo da Música” (o fantasma), desenvolve sua técnica de canto de tal maneira, que é requisitada para substituir a Diva arrogante do espetáculo, Carlotta.

Suas performances cativam e conquistam a audiência da Opera, principalmente uma antiga paixão, Visconde Raoul de Chagny. O que causa o ciume de Erik, o fantasma. A partir daí , uma série de acidentes trágicos, fuga e romance vão aparecendo no texto de Leroux.

A primeira e mais famosa versão de “O fantasmada ópera” para o cinema, foi o filme estrelado por Lon Chaney (fantasma) em 1925 pelos estúdios da Universal. A mais recente versão foi dirigida por Joel Schumacher em 2004, dessa vez com Gerard Butler no papel do “fantasma”.

Voltando á “Broadway”, seguindo o conselho do guia turístico fui assistir ao musical do “fantasma da ópera”, com canções compostas pelo britânico Andrew Lloyd Webber (22 de março de 1948). O musical original estreou no West End de Londres em 1986, sendo até hoje um dos maiores espetáculos ainda em atividade.

Caso voce somente conheça algumas “versões” das canções desse musical na voz de cantores brasileiros do Programa do Raul Gil (com todo respeito), quero afirmar que não “tem nada a ver” com o espetáculo original. Assistir ao musical na integra é uma experiência única.

Algumas figuras “pitorescas” já se arriscaram em interpretar o “fantasma” no musical, dentre elas o Paul Stanley do KISS.

A qualidade visual, integração com a platéia, ambiente, orquestra, até o “livreto” para acompanhar as músicas, tudo de ótima qualidade.

Por isso leiam o livro, e quando forem para Nova York, não percam a chance de assistir a esse musical. Mas deixem por último, senão os próximos não terão graça.

Anselmo




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LOST - SURPRESAS, PERGUNTAS, PALPITES


Bom, acho que todos acompanharam a estréia da sexta temporada do seriado Lost (mais aqui), seja hoje via AXN, seja baixando o episódio na internet durante a semana passada. Eu assisti hoje. Não preciso nem dizer que adorei. Abaixo, um resumo do que mais me causou impacto e algumas reflexões.

No programa que antecedeu a estréia, o rival de Jacob é chamado de "homem de preto".

Acho que a realidade que mostra o vôo é mais um daqueles flashbacks, representando 2004, afinal eles estão em 2007. Ou não?

Porém, se o vôo ocorre em 2004, como pode a ilha aparecer totalmente submersa nesta mesma cena?

Desmond aparece no vôo, porém ele não estava no original.

Desmond desaparece no vôo, sem maiores explicações. Estaria ele viajando no tempo?

Hugo aparece no avião e diz que tem muita sorte. Ele não estava numa onda de azar antes da queda original?

Shannon não estava no vôo com seu irmão.

Existe algum significado especial quando o Charlie diz a Jack: "Você deveria ter me deixado morrer"?

"Nada é irreversível", diz Jack ao Locke na chegada do vôo em LA. Esta frase não é marcante?

Juliet está viva!

Juliet estava viva, mas morreu...

Juliet quer contar alguma coisa importante ao Sawyer antes de morrer.

"Funcionou", diz Juliet através de Miles.

Jacob não desapareceu da série (apesar de estar morto).

Jacob quer salvar Sayid.

Jacob deixou um bilhete dizendo que Sayid não pode morrer. Este bilhete foi escrito faz bastante tempo. Existe algo de especial no Sayid?

Sayid morreu.

Sayid voltou a vida.

Eu acho que ao invés do Sayid ter voltado a vida, foi o Jacob que incorporou.

Será que Jacob não quis apenas usar Hurley para na verdade avisar aos caras do Templo que ele estava morto?

Onde estavam aqueles personagens que moram no Templo durante todo este tempo? E aquele japa, não é estranho?

A aeromoça do vôo faz parte desta nova versão dos Outros que moram no Templo e reconhece os caras do vôo 815.

A fumaça preta está de volta.

Na quinta temporada, foi o espírito do "homem de preto" que incorporou a filha do Ben e disse a ele para seguir as ordens do Locke (homem de preto)?

O que o "homem de preto" incorporado em Locke quis dizer para Ben com "Eu quero voltar para casa?"

A casa do "homem de preto" é o templo?

O "pó cinza" é uma espécie de antídoto contra o homem de preto? Me parece que a cabana ficava rodeada de um pó. Esta entidade estava presa lá?

O que o "homem de preto" incorporado em Locke quis dizer quando mencionou ao Richard Alpert que a última vez que o tinha visto, ele estava acorrrentado? Richard era um prisioneiro? Jacob o libertou?

Existe algum significado especial quando o "homem de preto" diz para todos na praia que está desapontado com eles? Ele já os conhecia? Por que ninguém atira nele?

Seria a luta do bem (Jacob) contra o mal (homem de preto)? Um diálogo entre os dois rivais na quinta temporada menciona sobre Jacob querer provar algo ao homem de preto. Entendi ser algo sobre o comportamento das pessoas.



E aí? Está fácil? Para quem pensou que esta última temporada seria uma sequência de revelações, o começo foi bem diferente...

Bem-vindos.


Sandro

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O RETRATO DE DORIAN GRAY - Oscar Wilde



Poucos minutos antes de começar a escrever o “post” de hoje, não tinha a mínima idéia sobre o tema. Mas tive o “input” de redigir um texto sobre o primeiro livro que pegasse na estante. Tive a sorte de "acertar" um clássico da literatura universal, “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde.

Oscar Fingal O´Flahertie Wills Wilde (nasceu em 16 de outubro de 1854 na cidade de Dublin, faleceu em Paris em 30 de novembro de 1900), para muitos foi o primeiro “Pop Idol” da humanidade, ainda mais para o pessoal do “Glam Rock”, e de bandas dos anos 80 como os Smiths. Com certeza teremos um “post” específico para esse autor, mas no momento vamos comentar sobre esse seu livro.

Publicado originalmente em abril de 1891, o romance se passa na Inglaterra aristocrática do século XIX e conta a história de um rapaz chamado Dorian Gray que se torna um modelo para o pintor Basil Hallward. Porém com o decorrer do texto, fica nítido que Dorian Gray é muito mais do que isso, pois acabaca criando uma paixão platônica por parte do pintor. E tomado por esse sentimento e inspiração, Basil Hallward pinta um quadro de Dorian, que devido a intensidade da emoção dedicada a obra, o pintor não deseja expor para outras pessoas.

Utilizando o acesso ao mundo aristocratico aberto por Basil, Dorian conhece Lord Henry Wotton, que o seduz para uma visão de mundo, onde o único objetivo é o prazer e a beleza. Esse ambiente, faz com que Dorian comece a dar muito valor a sua beleza e juventude.

No momento em que Dorian está cada vez mais convicto do valor de “ser jovem e bonito”, e que o futuro só reserva “velhice e sofrimento”, tem acesso ao seu retrato. Nesse instante demonstra o desejo de que o quadro pudesse envelhecer e ele continuar eternamente jovem, conforme o texto do livro:

“Eu irei ficando velho, feio, horrível. Mas este retrato se conservará eternamente jovem. Nele, nunca serei mais idoso do que neste dia de junho... Se fosse o contrário! Se eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!... Por isso, por esse milagre eu daria tudo! Sim, não há no mundo o que eu não estivesse pronto a dar em troca. Daria até a alma!" .

A partir daí, sob a influência de Lord Henry, Dorian se torna mau , promiscuo e maldoso.

Pelo seu conteúdo ousado (insinuando até a homossexualidade de seus personagens), passagens do livro foram usadas contra Wilde em seu julgamento.

O livro é controverso, o texto não é fácil no início, mas vale a pena e demonstra a genialidade e coragem de um homem convícto de suas idéias sobre os valores humanos, em pleno século XIX.

Algumas versões foram adaptadas para o cinema, confira alguma delas abaixo. A mais recente, de 2009, tem o ator Ben Barnes (o príncipe Caspian - Crônicas de Narnia).

Tem também um trecho do filme "Velvet Goldmine", onde o diretor Todd Haynes faz uma homenagem a Oscar Wilde.

Anselmo











segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

INVICTUS - CLINT EASTWOOD UNE POLÍTICA ,ESPORTE E TOLERÂNCIA


Clint Eastwood é um daqueles diretores que me fazem ir ao cinema mesmo sem muita informação sobre o filme. Ano após ano, sem arrependimento. E não foi diferente agora com este "Invictus".

O filme mostra os primeiros dias do governo (em 1994) de Nelson Mandela, que saiu de uma prisão onde ficou preso por 30 anos para se tornar presidente da África do Sul. Ele pega um país recém saído do regime racista chamado de apartheid (mais ,aqui na Wikipedia) , num clima de animosidade extremo, pois de um lado estava a minoria branca detentora do dinheiro amendrontada e revoltada com sua vitória e do outro lado a maioria negra ansiosa por mudanças radicais e com sede de vingança contra os antigos opressores.

Dentro deste sentimento de ódio recíproco, Mandela tem a intenção de unir o país em busca de uma melhoria coletiva e decide iniciar este desafio através do esporte, mais especificamemte através do rúgbi, esporte adorado pelos brancos. Ele enxergou esta oportunidade no campeonato mundial de rúgbi de 1995 que seria realizado naquele país. Em um ano ele conduziu a situação com extrema habilidade política e sensibilidade acima de tudo para que o clímax acontecesse na grande final do torneio, no qual o time da África do Sul não era favorito, diga-se de passagem.

Eastwood abusa do efeito de câmera lenta nas cenas dos jogos e consegue criar momentos de grande tensão, mesmo para nós brasileiros que praticamente ignoramos este esporte (porém o mesmo é um dos mais praticados no mundo). Morgan Freeman, Mandela no filme, tem uma ótima atuação num papel que não dá para imaginar outro ator fazendo e Matt Damon está correto no personagem sem muita profundidade que é o capitão do time.

O título do filme refere-se a um poema que Mandela entrega a Pieenar (Damon) escrito em 1875 e de autoria do inglês William Ernest Henley. Os fortes versos deram força a Mandela durante sua fase como preso político.
"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma" (vide trailer).

Enfim, é um belo filme e eu recomendo. Se não está entre as melhores coisas já filmadas por Eastwood, certamente está acima da maioria das coisas filmadas pelos outros. Vale a pena, ainda está em cartaz.


Sandro

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DÁ PRA OUVIR ROCK EM PORTUGUÊS, ESPANHOL, ITALIANO, FRANCES, ALEMÃO, JAPONÊS....

Prezados leitores, seguidores, amigos do Minerva Pop, depois do “post provocação”(muito bom, hahaha!) do meu parceiro de blog Sandro, não poderia deixar de comentar e esclarecer meus pontos quanto ao Rock´n´Roll cantado em português.

No alto dos meus 40 anos de idade, sendo que quase 30 deles somente ouvindo Rock, seria uma falta com a verdade , eu não reconhecer o quanto curti/ouvi as bandas nacionais dos anos 80 como IRA! (a melhor), Barão Vermelho, Camisa de Venus, Maria Angélica, Garotos Podres, Inocentes, Titãs, Lobão, Ultraje a Rigor, etc.

Cansei de “matar” a última aula de sexta-feira na faculdade pra ir até o Aeroanta (no largo da Batata) pra assistir show do Ira, fui testemunha dos shows do Camisa de Vênus na Adrenalina-SP, curti muito os shows do Lobão no Olímpia (SP), cantei com os Titãs no Aramaçãn (ABC), e se vocês um dia ouvirem o disco “VIVO” gravado pelo Barão Vermelho em 1989 no Dama Xoc (SP), prestem atenção na faixa “Não Amo Ninguém” que o cara gritando/cantando ao fundo sou eu (mala pra caramba). Por isso e outras, me sinto muito a vontade pra falar sobre o Rock Nacional.

Só que naquela época, sem a facilidade de informações da internet, e com uma escassez tremenda de shows internacionais no Brasil, não tínhamos muitas referências, e esse pessoal eram os nossos ídolos sim, e faziam seu trabalho muito bem. Porém, com o passar do tempo, você vai notando que a influencia/referencia das bandas “gringas” é enorme, não só no Brasil como em outros países. Vejam alguns exemplos abaixo:

Die Toten Hosen, banda punk de Düsseldorf, Alemanha. Traduzindo literalmente seria “Os Calças Mortas”, mas se procurarmos um sentido mais correto poderíamos dizer “As Batidas Mortas”, é uma banda legal , que tem uma influência de Sex Pistols muito forte, vide Never mind the Hosen - Here's Die Roten Rosen (1987).

Attaque 77, outra banda punk argentina, formada em 1987, no início tocavam Ramones, e tinham The Clash, Bad Religion, como fortes influências em suas composições.

Guitar Wolf, banda japonesa de Rock´n´Roll formada em 1987 por Seiji (Guitar Wolf), Billy (Bass Wolf) e Narita (Drum Wolf). Por que será que todos usam o mesmo sobrenome? Seria influência de alguma banda famosa que todo mundo gosta? (Ramones). E os singles? Somethin´Else (1994), Bad reputation (1997), não são referencias a nenhuma conjunto milenar da música oriental, não é?

Trust, banda formada por Bernie Bonvoisin em 1977, famosa por sua amizade com o pessoal do AC/DC, sendo que o Antrahx gravou um cover da música “Antisocial” em seu álbum "Estate of Euphoria" (1988). O baterista Nicko McBrain também teve sua passagem com a banda francesa.

Manu Chao, nascido José-Manuel Thomas Arthur Chao, é um músico francês sensacional. Esse cara consegue jogar minha “ressalva” no lixo. As canções, as músicas, o show, um artista ímpar. Formou a Mano Negra, que acabou em 1995, porém mantem uma carreira solo de extremo bom gosto e criatividade. Essa prova que “toda regra tem sua excessão”.

Subsonica, formada em 1996, esses italianos brilharam no Sanremo Music Festival de 2000, tem vários sucessos na Italia, e seu último trabalho “L'Eclissi” (2007) foi bem recebido pelo público e crítica.

Lógico, que essas são algumas das mais famosas que me recordo no momento, mas outras centenas poderiam serem citadas.

O que quero deixar claro pessoal é que não tenho nada contra o Rock cantando por outros idiomas, respeito e ouvi muito também, mas tem que ser bem feito e adequado a língua e cultura de cada país.

Agora, só pra finalizar, se o Sandro prefere “Ira!” ao invés do “Who”, eu respeito, pois também admiro as duas bandas. Mas eu duvido que ele prefira Renato Russo em detrimento do Morrisey.

Seguem abaixo vídeos dessa moçada.

Anselmo













IRA! - PORQUE DÁ PARA OUVIR ROCK EM PORTUGUÊS


Este post dedicado a uma banda brasileira de que gosto muito, também é uma pequena provocação ao parceiro de blog Anselmo. É que em seu post intitulado "Brasileiro é papagaio de americano" (leia aqui) e nos comentários do post sobre o futuro do rock brasileiro (leia aqui), o Ira! foi citado como uma mera cópia do The Who.

Não concordo. O The Who é sim, uma influência assumida pela banda paulistana, mas entendo que não dá para cravar como uma cópia, principalmente analisando toda a carreira dos caras. Isso não quer dizer que o grupo tenha sido inovador (poucos o são), pois sua sonoridade sempre foi calcada num rock simples e belas baladas, mas na minha opinião a banda evoluiu num sentido que trouxe uma maturidade e identidade própria a sua música.

Apesar de gostar muito de seus primeiros trabalhos na década de 80 ("Mudança de Comportamento" de 1985, "Vivendo e não Aprendendo" de 1986 e "Psicoacústica" de 1988) prefiro a fase da década de 90, onde discos não tão inspirados ("Meninos da Rua Paulo" de 1991 e "Música Calma para Pessoas Nervosas" de 1993) são intercalados com discos muito bons ("Clandestino" de 1990, "7" de 1996, "Você Não Sabe Quem Eu Sou" de 1998 e o disco de covers "Isso é Amor" de 1999), com a diferença que a pegada ao vivo da banda tornou-se ainda mais vigorosa. A categoria de Edgard Scandurra, o carisma absurdo do vocalista Nasi e a segurança do baixista Ricardo Gaspa e do baterista André Jung amadureceu com o tempo e eles passaram a dar ainda mais vida as canções clássicas do início de carreira.

Só que nesta época o Ira! já estava fora do mainstream brasileiro, (chegaram a ter a música "Flores em Você" como tema de novela), queda que teve início com o lançamento do excelente album "Psicoacústica", incompreendido pelo grande público.

Com o ostracismo, foram algumas tentativas da volta por cima, que só ocorreu com o lançamento em 2004 de um disco acústivo gravado para a MTV numa manjada fórmula de sucesso garantido pela gravadora (deu certo até com a droga dos Titãs).

Em 2007, saiu o último trabalho da banda, chamado "Invisível DJ", que eu gostei bastante e recomendo. Neste mesmo ano, sérios desentendimentos entre os integrantes levaram o Ira! a encerrar as atividades (houve uma tentativa de levarem um trio sem o Nasi prontamente renegada pelos fãs).

Enfim, acho gostoso poder ouvir música que gostamos em nossa língua natal, poder cantar durante um show inteiro sem precisar decorar as letras gringas. E convenhamos que isso não é lá tarefa fácil aqui no Brasil, principalmente se você não gosta (detesta?) de mpb ou outros "preciosos" estilos musicais oriundos destas terras.

Abaixo os vídeos com as músicas "Flerte Fatal" (versão do "Acustico MTV"), "Eu vou tentar" (do disco "Invisível DJ") e "Milhas e Milhas" (do regular "Entre seus Rins" de 2001). Peço atenção especial aos dois primeiros, dirigidos brilhantemente pelo Selton Melo.

PS: Gosto muito mais de Irá do que de The Who!


Sandro









quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LUNAR - Filme Dirigido por Filho de David Bowie


Após ler o “post” do meu parceiro de blog Sandro sobre o Placebo, recordei quando o David Bowie chegou a chamar o Brian Molko de “filho bastardo”, devido à grande admiração confessa de Molko por Bowie (Apesar de que nas últimas entrevistas, Brian Molko não estava tão receptivo a esse assunto).

E pensando nesse tema, lembrei do filme de estréia de Duncan Jones (filho de Bowie) como diretor, “Lunar” (Moon) de 2009.

Pelo que entendi sobre o filme, posso apostar que a arte do pai deve ter sido uma influencia direta no trabalho do filho diretor.

Lançado no Brasil pela Sony (disponível para locação), o filme é mais preocupado com idéias do que com efeitos especiais. A história é sobre o astronauta Sam Bell (Sam Rockwell) que trabalha para uma companhia energética, e vive sozinho em uma estação explorando a superfície lunar. Seu único companheiro é o robô Gerty, dublado por Kevin Spacey.

Seu contrato de trabalho de três anos está acabando e Sam está ansioso para voltar pra casa. Mas durante uma exploração de rotina, sofre um grave acidente e acorda certo tempo depois na estação, sem ter idéia de como voltou para sua base. Logo em seguida se depara com um clone robótico de si mesmo, o que leva Sam a perguntar se ele próprio não seria um clone.

Eu sempre fui um grande admirador de David Bowie, e seus temas espaciais. Os álbuns “Space Oddity”(1969) e “Ziggy Stardust”(1972) representam bem essa época de sua carreira. Quem sabe o filho não tem o mesmo sucesso que o pai, porém no ramo do cinema. É esperar para ver.


Anselmo


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PLACEBO - NÃO PERCA


Não é a primeira vez que o Placebo aparece aqui no Minerva Pop (veja aqui e aqui), porém nunca fizemos um post dedicado ao som desta banda maravilhosa.

O trio formado em 1994 na Inglaterra (porém um é da Suécia, outro da Bélgica) tem até o momento uma discografia impecável e conta com uma legião de fãs devotos pelo mundo todo. Músicas simples e diretas, com um vocalista (o andrógino Brian Molko) diferenciado todos os discos são ótimos e altamente recomendáveis .

Agora começa rola na internet o boato da vinda deles aqui para o Brasil ainda este ano, mais precisamente em abril, quando a banda estará em turnê pela America do Sul (Peru já confirmado, Chile quase). Claro que isso não é uma garantia da passagem pela terrinha brasuca, já que não seria a primeira vez que bandas legais pintam nos países vizinhos sem aparecer por aqui (lembram do Depeche Mode...). Masss, se rolar, não percam. Já os assisti e posso garantir que fazem um show íntegro, simples, sem mega produção e de primeira qualidade. Daqueles com satisfação garantida.

Se não conhece o som não perca tempo e descubra.

Discografia:
"Placebo" de 1996
"Whitout You I'm Nothing" de 1998 (vídeo com "You Don't Care About Us" abaixo)
"Black Market Music de 2000 (vídeo com "Special K" ao vivo com legenda abaixo)
"Sleeping With Ghosts" de 2003 (vídeo com "The Bitter End" abaixo
"Meds" de 2006
"Batle For The Sun" de 2009 (vídeo com "kitty Litter" ao vivo abaixo)


Sandro















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