minervapop

terça-feira, 29 de junho de 2010

HAPPY TREE FRIENDS - Humor negro de primeira

Mediante a forte gripe que me debilita neste exato momento (hoje é dia de dormir cedo), tentei pensar num post que não precisasse muito de texto.

Daí a opção pelo desenho animado Happy Tree Friends.

Primeiro porque talvez dispense apresentações mais profundas. Acho que todo mundo já conhece (caso contrário, sintam-se apresentados) a fantástica animação de humor negro criada por Kenn Navarro e Rhode Montijo.

Cada histórinha traz os personagens (bichinhos fofos no maior estilo "pelúcia") em situações cotidianas que sempre terminam em verdadeiros desastres e tragédias, com direito a muito sangue e vísceras espalhadas pelo desenho. O grau de detalhe é um show a parte e a diversão é garantida.

A série comemora 10 anos em 2010 e desde seu lançameto na internet pela produtora Mondo Mini Shows, tornou-se um sucesso absoluto na rede, o que a levou para outro veículo de massa, a televisão. No Brasil, talvez seu maior destaque tenha sido na MTV (não sei se atualmente passa em algum lugar), quando os desenhos eram exibidos diariamente pela emissora em horário nobre.

Outra coisa bacana em optar por este post (já  escrevi mais do que pensei inicialmente) é que mais do que tudo, os desenhos falam por si. Considerando ainda que o Minerva Pop não deixa de ser uma espécie de acervo particular nosso disponível na rede, torna-se mais do que justo que estes deliciosos vídeos façam parte do blog.

Abaixo deixei 4 episódios que adoro. "Eyes Cold Lemonade", "Water Wy To Go", Blind Date" e "Milkin It".

Tirem as crianças da sala!


Sandro







domingo, 27 de junho de 2010

O LIMITE DO MEDO - BORDERLAND


Quando o assunto é cinema, geralmente os filmes mais descriminalizados são os que têm como tema principal o terror. Muitas são as vezes que esses filmes são identificados por sua violência gratuita e carnificina abundante, quase um espetáculo de matança romana.

Mas seguindo aquela máxima de “uma boa idéia na cabeça e uma câmera na mão”, gostaria de comentar e indicar um filme que recentemente vi passando no Canal FX, o qual já havia assistido na época de seu lançamento, “Borderland”. Mas antes, um pouco de história.

Em março de 1989, o estudante Mark J. Kilroy desapareceu nas ruas do município de Metamoros , no estado de Tamaulipas, o qual faz fronteira com o Texas (EUA), durante um período de férias da universidade.

Em 11 de abril de 1989, policiais americanos e mexicanos descobriram o corpo mutilado de Mark J. Kilroy, e outros 14, enterrados em covas rasas em um rancho. As vítimas tinham sido sacrificados por Adolfo de Jesus e Maria Sara Constanzo Aldrete, que foi o Sumo Sacerdote e Sacerdotisa de uma seita religiosa conhecida como Palo Mayombe, que era uma forma satânica de um culto afro-caribenha, conhecido como Santeria. Esta seita acredita que o sacrifício humano era necessário  para proteger os membros do culto, e para ocultar as suas actividades de contrabando de drogas por parte das autoridades policiais.

E foi com esse “material” que em 2007 a Dark Films lançou o filme de terror, Borderland (O Limite do Medo).

O filme é uma produção Americana / Mexicana, que tem a direção de Zev Berman e conta somente com Sean Astin (O Senhor dos Aneis) como figura mais conhecida pelo público comum.

Porém, o resultado final é muito bom. A atmosfera criada pela produção, a fotografia, os diálogos curtos, as seqüências de ação, a compactação, tudo feito dentro daquilo que o material disponível pudesse ofertar, ou seja, cerca de 1hora e 45minutos que te prende a atenção dos espectadores.

No filme a história se passa numa cidade do México, onde o detetive Ulises (Damián Alcázar) está à procura do líder de um culto satânico, após ver seu parceiro ser torturado e morto, pelos integrantes do bando. Um ano depois, Ed (Brian Presley), Phil (Rider Strong) e Henry (Jake Muxworthy), alunos da Universidade do Texas, decidem atravessar a fronteira com o México para se divertir. Tudo corre bem, até Phil ser sequestrado por um bando de contrabandistas. Ele se torna o novo alvo do bando procurado pelo detetive Ulisses, sendo usado como oferta de um ritual sádico para que seus integrantes obtenham proteção divina.

Apesar de muito sangue e tortura, o filme é bom, podem ir atrás.


Anselmo

sábado, 26 de junho de 2010

MARK LANEGAN - Amostra do show



Escrevi bastante sobre o Mark Lanegan num post recente (leia aqui). Então, não vou me alongar muito.
Posso definir o show da última quinta-feira como intenso. A voz tomou conta da casa e deixou todo mundo de boca aberta (a manisfestação só rolava ao final das músicas, com palmas). Mesmo com um carisma zero (terminou o show sem muito aviso e simplesmente saiu pela porta de emergência), a qualidade foi 10. Eu sabia que era imperdìvel...

Set list (o show foi meio curto):
When Your Number Isn't Up
One Way Street
No Easy Action
Miracle
Shiloh Town
Like Little Willie John
Don't Forget Me
Where The Twain Shall Meet (Screaming Trees)
Bell Black Ocean
Message To Mine
Can't Catch The Train (Soulsavers)
Mirrored
Julia Dream (Pink Floyd)
The River Rise
One Hundred Days
On Jesus' Program
Traveller (Screaming Trees)
Bombed
Wild Flowers
Hangin' Tree (Queens of the Stone Age)

Abaixo duas amostras, "Traveler" e "Hangin'Tree".





quinta-feira, 24 de junho de 2010

SHOWS NO BRASIL - SEGUNDO SEMESTRE PROMETE...

Amigos, na véspera de meu aguardado encontro com Mark Lanegan (post aqui) que faz um show em SP nesta quinta-feira, decidi voltar a um dos assuntos que adoro. Shows (leia histórico aqui).

Não vou escrever sobre nenhum em específico, mas sim fazer um resumo do que vai e do que pode rolar ainda em 2010, só para a gente ficar na expectativa. Eu sempre prestei este "serviço" ao amigos, enviando e-mail sobre as prováveis programações a cada semestre. Com o nascimento do blog, fiz isso em 13 de agosto do ano passado (aqui), e em 16 de janeiro deste ano (aqui). Grande parte do que escrevi, rolou. Aproveitem, porque achar tudo agrupado num mesmo lugar, só no Minerva Pop, que compilou todas as possibilidades até o momento.

A maior parte deste monte de artistas que devem desembarcar por estas bandas virá através do festival SWU (Starts With You) nome do que antes era chamado de Woodstock brasileiro (post aqui). O plano é colocar mais de 60 atrações durante os dias 9, 10 e 11 de outubro na fazenda Maeda em Itú, São Paulo. Na semana que vem deve ser divulgado o esquema de venda de ingressos e aí eu retorno ao tema com mais detalhes.
Outra grande contribuição vem do sempre excelente Planeta Terra Festival, que também está confirmado e vai acontecer no dia 20 de novembro na cidade de São Paulo e no mesmo lugar do ano passado (Playcenter). As escalações do PT sempre são de primeira e não deve ser diferente este ano.
Fora isso, teremos shows isolados que vão fazer este resto de ano mais feliz para muita gente.

Abaixo eu relacionei as atrações mais ou menos na ordem de minha preferência, algo absolutamente pessoal, claro.
  • Pixies - Confirmado. Esta sensacional banda (sugerida no post sobre Woodstock!) toca no SWU. Deve ser na turnê em que eles tocam um dos melhores discos de todos os tempos, o "Doolittle" (post em breve) na íntegra. 
  • Paul McCartney - Boato. Seria para o SWU. Não precisa nem comentar, né?
  • Rage Against The Machine - Boato com muita chance de ser confirmado. Quase certo no SWU.
  • Green Day - Confirmado. Turnê ocorre em outubro (dias 13, 15, 17 e 20) nas cidades de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasilia e São Paulo.
  • Smashing Pumpkins - Boato forte. Billy Corgan (post em breve) retornou com o nome original da banda e pode pintar por aqui também no SWU.
  • Belle and Sebastian - Boato. Está praticamente certo, a dúvida que rola é se o show será no Planeta Terra ou no SWU.
  • Phoenix - Confirmado. A ótima banda francesa volta ao Brasil agora com a moral do aclamado disco lançado o ano passado. Está escalada para o Planeta Terra.
  • Pavement - Boato. Especula-se que deve ser a próxima atração á ser confirmada para o Planeta Terra. 
  • Chemical Brothers - Boato. Pode por para ferver a pista lá em Itú, no SWU.
  • Regina Spektor - Boato. A maior chance seria de rolar no Planeta Terra.
  • Katy Perry - Só falta confirmar. A própria garota já escreveu no Twitter que vem para o Brasil neste segundo semestre. Resta saber se será em um dos dois festivais ou em show solo.
  • Passion Pit - Quase confirmado. Este som dançante deve pintar no Planeta Terra.
  • Hot Chip - Confirmado. Com um disco novo muito bom, está na escalação oficial do Planeta Terra.
  • Yo La Tengo - Boato. Seria no SWU. Já os assisti anos atrás e repetiria a dose mais uma vez. Banda que era "cool", mas que eu sinceramente não acompanhei nos últimos tempos.
  • Interpol - Boato. Também não se sabe para qual dos dois eventos. Para mim, uma oportunidade de assistir um show que por motivos alheios a minha vontade, perdi.
  • James - Boato. Seria para o SWU. Eu nem sabia que eles estavam na ativa, mas gosto bastante dos trabalhos antigos.
  • Arcade Fire - Boato. Cogitados para o Planeta Terra, mas com chances de aparecerem no casting do SWU.
  • Gorillaz - Boato. Especula-se que seria a principal atração do Planeta Terra.
  • Biohazard - Confirmado. Os norte-americanos vão tocar agora em julho (dias 10 e 11) em São Paulo e Araraquara. Já gostei muito mais e inclusive assisti ao vivo. Este tipo de peso deixou de me interessar faz algum tempo, mas pode ser que eu vá lá conferir.
  • Toy Dolls - Confirmado. A veterana banda toca em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo em setembro (dias 23, 24 e 25). Será que ainda vale a pena? Acho que dá para se divertir.
  • Cranberries - Confirmado. Parece incrível, mas a banda que já tocou por aqui em 2010 volta ao país em outubro (dias 12, 14, 16, 19, 22 e 23) para shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Brasilia, Recife e Fortaleza.
  • Kings of Leon - Boato. A banda que é mais valorizada do que deveria na minha opinião, pode retornar ao Brasil para toca no SWU.
  • Calvin Harris - Quase confirmado. O aclamado DJ (post em breve) deve tocar no festival XXXperience, que rola em setembro no mesmo local que vai abrigar o SWU.
  • Linkin Park - Boato quase certo. Desde que se começou a falar no festival em Itú a banda está entre as mais cotadas para tocar lá. Deve mesmo estar no SWU.
  • Incubus - Boato. Seria para o SWU.
  • Dave Mathews Band - Boato. Também previsto para o SWU. Eu não gosto...
  • Rush - Boato. A banda que talvez seja a mais chata do mundo, poderia tocar em outubro no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
Abaixo músicas maravilhosas de: Pixies, Rage Against The Machine, Green Day, Smashing Pumpkins, Phoenix, Pavement e Chemical Brothers.


Pixies - Monkey Gone to Heaven
Found at skreemr.org


Rage Against The Machine - Killing in the name
Found at skreemr.org


Green Day - American Idiot
Found at skreemr.org


Smashing Pumpkins - Bullet with Butterfly Wings
Found at skreemr.org


Phoenix - 1901
Found at skreemr.org


Pavement - Cut Your Hair
Found at skreemr.org


Chemical Brothers - Out of Control
Found at skreemr.org

E para  fechar, repito minha lista de indicações, já deixada em outro post: Manic Street Preachers, David Bowie, Morrissey, Neil Young, Leonard Cohen, LCD Sounsystem, Depeche Mode, Weezer, The Cure, Travis, PJ Harvey, Glasvegas, Kaiser Chiefs, Yeah Yeah Yeahs, Queens of The Stone Age, Pixies (OK!), The Strokes, Alice in Chains, Kasabian, New Model Army, Bad Lieutenant, Ida Maria, Morrissey, Teenage Fanclub e Dead Weather.


Sandro

segunda-feira, 21 de junho de 2010

OS PERDEDORES - QUADRINHOS E CINEMA


Pois é, mais uma Graphic Novel que vira filme. Quando será que teremos isso aqui no Brasil também? Tantos artistas excelentes, desenhistas, diretores, e tirando “Nina” e “Cheiro do Ralo”, não me lembro de mais nada. Bom, vamos em frente.

Os Perdedores (Losers) a graphic Novel, é um lançamento da Panini,e têm o roteiro do britânico Andy Diggle. Diggle é famoso por seus trabalhos com Hellblazer, Monstro do Pântano, Adam Strange, e de sua parceria com Guy Ritchie na HQ Gamekeeper.

Essa é uma daquelas histórias onde “agentes especiais” são varridos do mapa porque sabiam demais. Mas nesse caso não deu certo. O helicóptero explodiu misteriosamente e todos foram considerados mortos, a CIA acreditava que havia se livrado do problema, grande engano.

Os perdedores ficaram escondidos, na espreita, aguardando o momento certo de agir, tentando entender qual o real motivo que a Companhia tomou essa atitude. Uma história tão surpreendente que virou filme.

Isso mesmo, na telona poderemos conferir um grupo de elite das Forças Especiais dos Estados Unidos enviado para a selva boliviana missão especial. O time é composto por Clay (Jeffrey Dean Morgan), Jensen (Chris Evans), Roque (Idris Elba), Pooch (Columbus Short) e Cougar (Oscar Jaenada) , e o traidor/vilão Max (Jason Patric).

Após escaparem da tentativa de assassinato, o grupo planeja a revanche, agindo em conjunto com Aisha (Zoë Saldaña). Trabalhando em equipe, a idéia é monitorar o protegido Max, um homem perigoso e ganancioso que tem a meta de envolver o mundo em uma nova guerra mundial de alta tecnologia.

O filme tem a direção de Sylvan White e roteiro de James Vanderbilt e Peter Berg. Previsão de estréia no Brasil é somente em Janeiro/2011.

Enquanto a gente espera, segue o trailer. Voce pode, também, ir até a banca ou livraria mais próxima e adquirir a edição da Panini.



Anselmo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

LUTO - MORREU JOSÉ SARAMAGO

O mundo recebeu uma triste noticia. A nota oficial, escrita pela fundação que leva seu nome foi assim:

"Hoje, sexta-feira, 18 de junho, José Saramago faleceu às 12h30 horas [horário local] na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila",

Sua mulher, a jornalista Pilar del Río, relatou que ele passou mal após tomar o café da manhã, recebeu auxílio médico, mas não resistiu e morreu.

Na verdade, o fato em si não pode ser encarado como uma grande surpresa, pois era de conhecimento público que nos últimos anos sua saúde já andava meio debilitada (tinha problemas respiratórios, sofria de leucemia), além da idade avançada. Esta situação não o tirava da ativa, ainda no ano passado lançou "Caim" (leia o post sobre o livro aqui) e preparava outra obra, mas era crítica.

Claro que a comoção no meio das artes foi global. Afinal estamos falando de uma referência mundial, com fãs espalhados por todo o mundo e detentor do primeiro prêmio Nobel de Literatura dado para um autor da lingua portuguesa.

Mas Saramago não era uma unanimidade. Sofria muitas críticas, principalmente em seu país natal, muito pela forma contundente com que questionava as religiões e o capitalismo. O fato de ser ateu convicto e de não fugir deste tipo de debate, o expunha com frequencia a uma opinião pública que nem sempre gostava de ouvir sua dura e realista visão do mundo.

Quanto a série de manifestações de consternação que li durante todo o dia de hoje, fico na dúvida se estas ocorreram devido a admiração pela sua obra (o mais importante), pelo seu posicionamento politico e religioso ou por ser "cool" gostar de Saramago, mesmo sem nunca o ter lido.

Digo isto até pelo estilo singular empregado em seus romances. Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de ler algo dele, mas posso garantir que de cara, não é um autor de fácil leitura. Os paragráfos enormes, o excesso de virgulas, a falta de indicações que identifiquem o início e o fim de cada diálogo (que podem ser facilmente confundidos com pensamentos dos personagens) e principalmente a ausência de pontuações eram marcas registradas em suas obras. Por isso, não duvido que muitos tenham se assustado e surpreendido com as primeiras páginas de algum livro seu.

Conheço gente que desistiu. O que semptre falei para estas pessoas, era que valia a pena insistir. Durante a leitura, o leitor se acostuma com esta forma peculiar de escrever e passa a descobrir o talento do escritor em contar histórias. Argumentos que partem de premissas estranhas, mas que prendem nossa atenção a ponto de nos fazer grudar em seus livros até o término. É difícil encontrar quem só tenha lido um livro seu, os que chegam até o final tendem a querer mais e mais.

Eu particularmente li apenas seis. "Memorial do Convento" (de 1982 e seu primeiro livro de sucesso), "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (de 1991 e sensacional), "Ensaio Sobre a Cegueira" (de 1995, meu preferido), "O Homem Duplicado" (de 2002), "As Intermitências da Morte" (de 2005, que é surreal) e "Caim" (de 2009). Recomendo todos e quero mais.

Enfim, José Saramago, nascido em Portugal no dia 16 de novembro de 1922, homem que também trabalhou no universo das letras sendo jornalista, poeta, argumentista e dramaturgo, morreu.

Se as coisas são como ele sempre pensou, simplesmente acabou. Mas se ele estava enganado e existir algo além da vida, ele deve ter ficado bastante surpreso...

O que resta é sua obra. Imortal e que merece ser ao menos "tentada". Afinal este homem foi certamente um dos maiores escritores do mundo contemporâneo.

Abaixo, deixei dois vídeos. O primeiro é meio longo (tem cerca de 8 minutos) e Saramago coloca alguns de seus pontos de vista sobre a humanidade.
O outro é a emocionante cena em que o cineasta Fernando Meirelles espera ansioso um comentário do escritor logo após a primeira exibição do filme "Ensaio Sobre a Cegueira", brilhantemente adaptado para o cinema por este excelente diretor brasileiro. É tão legal, que eu deixei até "invadir" um pouco o espaço da lateral do blog.
Fora estes, no post escrito pelo Anselmo sobre "Caim" que eu mencionei acima, também tem dois vídeos que valem a pena.


Sandro



quarta-feira, 16 de junho de 2010

SOMETHING FOR EVERYBODY - Finalmente, o Novo DEVO!

Quando no início dos anos 80, antes mesmo de haver MTV no Brasil, eu me deparei com o vídeo da versão de “(I can´t get no) Satisfaction” do DEVO num desses programas de “video clips” dá época, eu pensei: “Mas que porra é essa?”

Esses caras com roupas amarelas e tocando com se estivessem ligados no 220 Volts, que é isso? Não tinha “nada a ver” com o conceito do “roqueiro convencional” dos anos 70. E não era pra ser igual mesmo, e nem poderia, uma vez que esse “single” havia sido tirado do álbum de estréia “Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!”(1979), com a produção de Brian Eno.

A banda é um grupo de rock formado original da cidade de Akron, Ohio (USA), o qual iniciou as atividades em 1974 com a liderança de Gerald Casale e Mark Mothersbaugh, então estudantes da Kent State University.

O estilo da banda teve vários “rótulos” desde punk rock, pós-punk , sendo os mais comum o new wave. O grupo tem como material base de criação elementos como a ficção científica “B”,  toques de humor surrealista, instrumentação minimalista e sintética. A influência da banda nas gerações futuras, tanto na questão musical, comportamental ou de estilo visual é um fato irrefutável (mesmo que você não goste muito deles).

O nome da banda teve origem no conceito da “de-volução”, onde seus integrantes acreditavam que a raça humana havia chegado a seu ápice, e estava "de-evoluindo", voltando a idade das cavernas, sua origem primitiva.

O fato é que, após 29 longos anos de espera (pois a última coisa razoável foi o “Oh, No! It's Devo” (1986), o Devo apresenta um novo trabalho para o mundo, o álbum Something for Everybody, lançado agora no mês de junho/10. Produção do competente Greg Kurstin, aquele mesmo do “Bird & The Bee” (o qual já comentamos aqui no Blog). O trabalho está bem legal, e não desapontará os antigos fãs. Álbum digno dos clássicos “Freedom of Choice” (1980) e “New Traditionalists” (1981).

O estilo e a irreverência que são a base do sucesso da banda continuam as mesmas, porém com mais recursos “high tech”, pois a utilização de softwares e programas ajudam o Devo a expandir ainda mais sua criatividade.

Abaixo deixo um vídeo da nova canção “Fresh”, e da clássica releitura de “Satisfaction”.

Anselmo




terça-feira, 15 de junho de 2010

(500) DIAS COM ELA - Esta é não uma história de amor. Esta é uma história sobre amor.

Queria ter escrito um post sobre este filme no ano passado quando estava nos cinemas, mas como a distribuição não rolou em muitas salas e ficou pouco tempo em cartaz, acabou passando.

Agora, por conta do lançamento em DVD para compra, além de estar disponível na TV por assinatura, finalmente posso recomendá-lo.

"(500) Dias Com Ela" é o que poderíamos classificar de comédia romantica. Mas é na verdade, mais que isso. Bem mais, alías.

O filme relata os 500 dias da onipresença de Summer (o título original é "(500) days of Summer") na vida de Tom, um arquiteto fracassado que vive de escrever cartões de felicitações. Sua pacata vida de amante da música pop (alguém se identifica?) é posta de cabeça para baixo com a chegada da nova garota ao escritório onde ele trabalha.

O olhar fascinante de Summer o conquista de imediato, mas ele não dá muita bola de início, descartando a possibilidade de rolar alguma coisa. Alguém aí, já sentiu esta sensação de "É muito para mim"?

Até que um dia no elevador, ela escuta a música que sai através de seu fone de ouvido e diz uma frase mágica. "Eu amo The Smiths". "Você tem um ótimo gosto musical". Como? A bela nova assistente do chefe é fã dos Smiths??

O papo fica por aí, mas Tom sente-se motivado a tentar uma aproximação. Esta motivação, torna-se mesmo uma obsessão. Com o passar dos dias, eles acabam criando uma intimidade, que vai aumentando ao poucos. Ele vai se envolvendo, até ficar completamente apaixonado pela moça, sentimento que não é recíproco. Mesmo depois de algum tempo juntos, ele nem sequer consegue ter certeza se pode considerá-la sua namorada ou não. Summer deixa claro desde o início que não está procurando nada sério. ("Pode parecer egoista, mas... eu gosto de ser sozinha").

Como a narrativa do filme não segue a cronologia exata dos dias e deixa claro desde o começo que são lembranças de Tom, posso contar aqui que esta história de amor não dá certo, sem correr o risco de estragar surpresa alguma. Até porque não é este o barato do filme. Na verdade, o enredo procura nos colocar na pele de Tom, que relembra todo este período na tentativa de entender o que não deu certo entre eles, já que tudo indicava que formavam o par perfeito.

O filme subverte a lógica de que a mulher é a sonhadora apaixonada, que acredita no amor e o homem é o prático que só quer diversão e sexo, sem compromissos mais sérios. Aqui os papéis se invertem e o resultado é triste, mas belo. Seria a vida apenas uma sequencia de coincidências? Este lance de destino é uma besteira?

"(500) Dias Com Ela" ainda traz um bônus considerável para os amantes de cultura pop, já que referências pop aparecem por todo o filme (música dos Pixies em Karaokê, é demais). A trilha sonora também é sensacional.

Vale destacar a ótima direção de Marc Webb, conhecido diretor de clips que fez bonito nesta estréia no cinema, além das excelentes atuações de Joseph Gordon-Levitt como Tom e da maravilhosa Zooey Deschanel (post específico sobre ela, aqui) como Summer.

Recomendo muito. Se não vai mudar sua vida, este anti-romance serve para trazer um olhar leve e diferente sobre as tradicionais hstórias de amor no cinema. É daqueles filmes que vale a pena ter em casa (eu já comprei...).


Sandro





sábado, 12 de junho de 2010

THE URBAN VOODOO MACHINE


Pessoal, há tempos não deparava com uma banda de Rock que me impressionasse tanto. Na verdade sua música é formada por blues, música cigana, jazz crime, rock, ska, country outlaw, rockabilly, swing, espaguete westerns, e juke stomps. Esses caras tem boa aceitação de crítica por sua música e performances ao vivo, a quais contém entre sete e doze membros no palco, todos vestidos em seus ternos pretos e camisas de marca vermelha.

Estou me referindo ao Urban Voodoo Machine , formado em 2003 a partir da idealização do vocalista  / guitarrista / compositor/ norueguês Paul-Ronney Angel (aka PR). De acordo com as informações conferidas pelo Minerva Pop, PR passou o ano anterior compondo as canções com a ajuda de amigos, e quando o trabalho ficou pronto  recrutou os músicos pra banda.

Nick Marsh (ex-Flesh for Lulu) na guitarra, o Rev. Gavin Smith no baixo vertical, Barney Hollington no violino (ex de Miranda Sex Garden), The Late J.Roni-Moe e Jim Jones (ex-integrante do Thee Hipnóticos). O primeiro show foi na London School of Economic em abril de 2003, como suporte para o Flaming Stars.

Em fevereiro de 2004 lançaram o EP promocional "Sounds From The Machine Urban Voodoo" através de gravações D-Bag. Este recebeu críticas positivas em sites como o Crud Magazine e Whisperinandhollerin.

Durante 2005, o som da banda foi reforçado pela adição de Dr. Lloyd Gomez De Ville (metais). A partir daí o Voodoo embarcou em uma ampla agenda de shows, tocando no Glastonbury Festival, o Festival de Edimburgo e Electric Picnic Festival da Irlanda.

2006 a banda continua sua agenda de shows e inaugura seu próprio clube nocturno, Gypsy Hotel,excelente para divulgação e criação de um público cativo. Durante 2007-2008, o grupo encabeçou as fases em muitos festivais e teve shows com ingressos esgotados em todo o Reino Unido e na Europa.

Em Junho 2009 foi o lançamento do primeiro download digital single, "Always Out / Form Theme The Urban Machine Voodoo", elogiado pela Classic Rock Magazine. Em  julho de 2009, a banda vendeu um show no Hackney Empire, e lançou seu álbum de estréia "Bourbon n Soaked Gypsy Bop Blues" pela Gypsy Hotel Records, uma gravadora criada pela banda , que permite independência e controle artístico.


A resposta da crítica ao álbum foi positiva, com a Classic Rock Magazine declarando-o "um dos álbuns de estréia mais importantes dos últimos anos" e colocou-o no seu top 50 melhores álbuns de 2009.

Em 2010  a banda volta ao estúdio dando os últimos retoques para o seu segundo álbum, que está provisoriamente intitulado "In Black 'n' Red" e tem lançamento previsto para final do Verão / início do Outono. Outro download digital single "Love Song # 666/You Got Me (By The Balls)" é lançado no Dia dos Namorados.

Abaixo deixo alguns vídeos dessa excelente banda.



Anselmo




sexta-feira, 11 de junho de 2010

ÁFRICA DO SUL - FUTEBOL, POLÍTICA, POP


Como fã de futebol, achei que valeria a pena marcar um post neste importante dia em que houve a festa de abertura da primeira Copa do Mundo em solo africano. É muito bacana ver o entusiasmo que este tipo de evento traz para uma nação. A visibilidade para o país sede também é muito importante, principalmente para países menos badalados pelo resto do mundo como a África do Sul. E este país merece. Abaixo vou contar de forma breve e a minha maneira a dura jornada deles em busca da liberdade e do orgulho que eles devem estar sentindo neste momento.

Trata-se de um país que não fugiu a regra do continente e teve um complicado processo de colonização, onde durante muito tempo três países europeus diferentes lutaram entre si pelo controle deste território. As tribos que atravessavam o caminho desta briga eram devastadas. Com a descoberta das minas de ouro e diamante, a lógica foi a de jogar os negros para o trabalho duro, enquanto os brancos europeus ficavam ricos.

Com a chegada do século 20, o crescente aumento da população negra nos centros urbanos trouxe grande preocupação para os brancos detentores do poder. Visando evitar a perda do completo domínio, foram criadas leis (Pass Laws e Land and Acts foram as mais famosas) que controlavam o direito de ir e vir dos negros e praticamente os obrigava a viver nas fazendas dos brancos ou no máximo a comprar terras na região rural.

Em 1948, as coisas pioraram. O novo governo eleito criou o que foi chamado de mundo novo. Era o famoso Apartheid (separação). Surgiram leis novas, que pioraram significativamente a situação. Os negros foram forçados a se sentar em bancos públicos separados, usar entradas de prédios diferentes e ter seus próprios banheiros públicos. No ano seguinte, um decreto chamado Mixed Marriages Act proibiu casamentos entre negros e brancos. Em 1950 lançaram outro cruel decreto, o Popular Registration Act, que exigia registros de acordo com as classificações raciais. Toda a população negra era obrigada a carregar um passe permanente e não podia entrar nas cidades. O próximo passo foi enviar um grande número de negros para áreas de segregação racial e grande pobreza (Townships). Junto com toda estas aberrações, o país ainda aplicava uma forte censura aos meios de comunicação, inibindo por completo qualquer tipo de liberdade de expressão.

Esta situação foi se tornado insustentável e a resistência interna ia crescendo. No início dos anos 70, Steve Biko, um líder popular do Movimento da Consciência Negra, fez um discurso para estudantes negros e brancos, com a intenção de aumentar o orgulho negro e divulgar o movimento. Por esta razão Biko foi espancado até a morte em uma cela de prisão. Durante esta década, outro líder, chamado Nelson Mandela que havia sido preso no final dos anos 60 e condenado por suas convicções políticas, foi se consolidando como um herói do movimento de resistência.

O Arcebispo Desmond Tutu desempenhou importante papel na tentativa de encontrar uma solução pacífica, mas a violência só fazia aumentar. Diante de tantos anos com esta politica repugnante, a comunidadde internacional foi se manisfestando de forma contrária ao regime racista do Apartheid, até que em 1986 vieram as primeiras sanções internacionais, que causaram problemas economicos ao país. A petulancia do governo era tamanha que durante a década de 80 eles tentaram até trazer a tecnologia da bomba atômica, numa negociação imunda feita junto a Israel (depois o Irã que é perigoso) e revelada recentemente em reportagem com provas pelo jornal inglês The Guardian.

Mesmo com a pressão aumentando, somente em 1990 as leis que protegiam a discriminação racial foram revogadas. Esta mudança de rumo foi simbolizada pela libertação de Nelson Mandela. Sem ressentimentos e movido pelo desejo de reparação dos direitos plenos dos negros, Mandela colaborou ativamente com o presidente F.W. Klerk numa tentativa de mudar a postura do governo sul-africano.

Em 1994, finalmente foram realizadas as eleições diretas e Nelson Mandela foi eleito. Era uma nova África do Sul, afinal chegavam ao fim 300 anos de soberania da minoria branca sobre a imensa maioria da população negra. O papel de Mandela foi o de efetivar a transição do país e a busca por uma unificação foi seu maior obletivo. Apesar de ter ficado 27 anos preso, nunca pensou em revanche ou vingança. Ele demonstrou grandeza suficiente para direcionar seu governo no sentido de que todas as pessoas do país, independente de raça, religião ou sexo fossem tratadas de forma igual. Conseguiu aprovar em 1997, uma nova constituição que garantiu de forma inédita esses direitos a todo o povo.
Escrevi um post (leia aqui) sobre o filme Invictus que retrata um breve período desta transição.

A parte do pop, eu vou deixar para o final. É que vou ilustrar este post com alegria e nada melhor do que a música tema da Copa, pop da melhor qualidade que cumpre com o papel de ficar martelando em nossas cabeças depois de ouvi-la. "Wavin' Flag", do cantor e compositor K'naan traz além da melodia deliciosamente pop, uma letra (está no vídeo) sensacional, que reflete muito do que foi escrito acima. Confira.


Sandro

quarta-feira, 9 de junho de 2010

MARK LANEGAN - IMPERDÍVEL!

Este aqui é daqueles posts cujo prazer em escrever fica acima da média. Um prazer de compartilhar coisas que considero realmente especiais.

Faz tempo que estou para soltar um texto sobre o cantor e compositor norte-americano Mark Lanegan, do qual sou profundo admirador. Com a notícia de que este maravilhoso vocalista se apresentará em São Paulo agora em junho, virou obrigação.

Você que gosta de boa música não pode perder a chance de assistir esta fera ao vivo no próximo dia 24, ainda como parte do festival POPLOAD GIG (escrevi sobre o que é no post anterior). O show será no Comitê Club, local que está sendo inaugurado na rua Augusta. Esta apresentação faz parte de uma turnê que Lanegan está fazendo ao lado do guitarrista David Rosser (do Twilight Singers) e passará ainda pela Argentina, Chile (ambos em junho), Nova Zelândia e Austrália (Oceania em julho). A pegada desta tour é acústica, portanto serão só os dois, sem banda de apoio.

Mais um pouco e a coisa fica ainda mais perfeita, já que em Setembro o cara tem shows marcados na Europa com uma de suas melhores parceiras, Isobel Campbell.

Mas vamos por partes. Nem sei se todos vocês tem o prazer de conhecer o Mark Lanegan. Pois bem, na década de 80, o cara foi um dos fundadores da cultuada banda Screaming Trees. Juntos eles lançaram "Clairvoyance" em 1986, "Even If And Especially When" em 1987, "Invisible Lantern" em 1988 e "Buzz Factory" em 1989. Nesta época, o esquema ainda era underground e praticamente não havia mídia em cima. As coisas começaram a mudar com o lançamento de "Uncle Anesthesia" em 1991 (já numa gravadora maior) e guinaram para o alto definitivamente com "Sweet Oblivion" em 1992. Era o auge do chamado movimento grunge de Seattle e apesar do Screaming Trees não ser da cidade, o bom relacionamento de Mark com as bandas locais como Soundgarden, Alice in Chains e Nirvana, fez com que o grupo estivesse inserido dentro da mesma onda. O sucesso não atingiu o mesmo patamar destas outras bandas, mas os caras ficaram bem conhecidos na época. Porém depois deste, só saiu mais um disco, que foi "Dust" de 1996. Lanegan que já tinha iniciado uma carreira solo em paralelo desde de 1990, passou a dedicar menos tempo a banda e em 2000 o Screaming Trees encerrou de vez as atividades.

A discografia impecável de Mark Lanegan começou com "The Winding Sheet" de 1990 e "Whiskey For The Holy Ghost" (maravilhoso) de 1994, ambos ainda fazendo parte do Screaming Trees e se consolidou com "Scraps At Midnight" (meu preferido) de 1998, "I'll Take Care Of You" (só de covers das antigas) de 1999, "Field Songs" de 2001, "Here Comes That Weird Chill" de 2003 e "Bubblegum" de 2004.

Nos anos 2000, Lanegan intensificou sua colaboração em discos de outros artistas, prática que vem desde o começo de sua carreira. Em 2000, iniciou sua parceria com a excelente banda Queens Of The Stone Age com o disco "R" e de lá para cá, ele participa de todos os trabalhos deste grupo, tendo inclusive uma boa dose de contribuição dentro de um dos melhores discos da década passada, na minha opinião, que é o "Songs For The Deaf".
Junto com Josh Homme (líder do QOSA) gravou para o projeto Desert Sessions (com um monte de fera). Gravou vocal para a musa Melissa Auf Der Maur. Iniciou e mantem uma parceria que já rendeu dois ótimos discos com a vocalista Isobel Campbell (do lindo Belle and Sebastian). Fez o vocal de algumas músicas para a também cultuada banda Eagles Of Death Metal. Desenvolveu um trabalho junto de Greg Dulli (da indie Afghan Whigs) chamado de The Gutter Twins, sendo que este último projeto trouxe os dois para o Brasil numa excelente apresentação no Bourboon Street ano passado. Fora isso, tem mais uma série de participações em vários outros trabalhos por aí.

Finalizando, independente de você poder ou não ir a este show, não deixe de conhecer o máximo das vertentes do Mark Lanegan. A palavra mais utilizada para descrever seu estilo vocal é único. Mas podemos usar também sombrio ou soturno, que cairia bem. Uma voz que parece ser tratada com muito whisky e traz uma vontade de tomar um porre... Recomendo muito.

Abaixo, deixei diferentes momentos do cantor, já citados acima. O último som (é vídeo mas tem somente o áudio) traz a música "Hanging Tree" numa versão suave, gravada ao vivo em abril de 2010, junto com o David Rosser, para sentir o que veremos semana que vem.


Sandro


Screaming Trees - "Nearly Lost You"

Various Artists - Screaming Trees - Nearly Lost You
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Mark Lanegan - "When Your Number Is Up"

Mark Lanegan - When Your Number Is Up
Found at skreemr.org

Mark Lanegan e PJ Harvey - "Hit The City"

Mark Lanegan - Hit The City
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The Gutter Twins - "Idle Hands"

The Gutter Twins - Idle Hands
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Mark Lanegan e Isobel Campbell - "The Raven"

Mark Lanegan & Isobel Campbell - The Raven
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Queens Of The Stone Age - "God Is In The Radio"

Queens of the Stone Age - God Is In The Radio
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