minervapop

sábado, 31 de outubro de 2009

A FITA BRANCA - Crueldade como forma de arte

Após assistir ao filme “Funny Games” no final do anos 90, acho que fiquei uns 10 minutos “congelado” na frente da TV refletindo sobre “que porra o diretor queria dizer com aquilo”. O pior é que comprei o filme pelo “pay per view” num quarto de Hotel na Alemanha e nem dava pra voltar para algum ponto específico do filme para tentar entende-lo melhor. (Tem a versão americana, mas não tem o mesmo impacto).

A primeira coisa que fiz foi descobrir quem era o diretor, me deparei com Michael Haneke. Criado na Austria, nasceu em Munique em 1942. Aqui no Brasil seu sucesso mais comercial é “A Pianista” (2001).

Em 2005 lança “Caché”, com Juliette Binoche no elenco, filme sobre suspense psicológico onde o espectador se torna cumplíce direto do tormento de uma família que está sendo ameaçada por um invasor misterioso.

Para minha grata surpresa, está em cartaz no HSBC Belas Artes 2 o novo filme de Haneke chamado “A Fita Branca (Das Weisse Band)” , ganhador da Palma de Ouro de Melhor Filme na 62a. edição do Festival de Cannes (24 de maio de 2009).

O filme se passa num vilarejo ao norte da Alemanha, ás vesperas da primeira guerra mundial, lugar onde todos se conhecem e tem uma vida aparentement tranquila e regrada, que começa a ser ameaçada por uma série de maldades de autoria anônima que vai crescendo durante o filme.

Concebido em Preto&Branco e tendo o “Professor” narrando os acontecimentos , alguns críticos entendem que esse filme é uma interpretação do diretor sobre a origem do nazismo.

Como todo filme de Michael Haneke, não espere uma história fácil. Eu particularmente acredito que o foco não será “quem” faz as maldades, mas sim “quais” são os fatores que simplesmente as inibem dentro de uma ambiente social comum.

Outros filmes de Haneke : O Sétimo Continente (Der Siebente Kontinent 1988), O Vídeo de Benny (Benny’s Video, 1992), 71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls (1994), Código Desconhecido (Code Inconnu: Récit Incomplete de Divers Voyages, 2000), Le Temps du Loup (2003).

Deixo abaixo os trailers de "Violencia Gratuíta"(1997) e "A Fita Branca" (2009).


Anselmo






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

COLIN - ZUMBI AUTODIDATA


A essa altura do ano muitos de nossos queridos amigos e bravos leitores devem ter ouvido falar do filme COLIN.

Escrito e dirigido pelo britânico Marc “Vincent” Price, o longa-metragem de 2008 conta a história do protagonista que se transforma em zumbi ao ser atacado por um amigo infectado pelo vírus dos “mortos-vivos”. No decorrer da trama, sua irmã Linda tenta ajudar o irmão, mas acaba sendo “tragada” pelo “apocalipse dos zumbis”.

Bom, até aí não tem nada de novo, somente o fato de Marc ter gasto cerca de US$70 (R$123) em uma produção independente, filmar com uma câmera amadora portátil e levar 18 meses para finalizar a obra.

Os atores foram voluntários recrutados em sites de relacionamento Facebook, MySpace e YouTube, e os efeitos especiais estudados e elaborados pelo próprio diretor.

Resultado final do “autodidata” foi um contrato de distribuição com a Kaleidoscope Entertainment e comentários no último Festival de Cannes sobre seu trabalho.

Esso tipo de iniciativa prova que uma boa idéia com garra, paixão e determinação para realizá-la são mais importantes do que muito dinheiro e prestígio.

São exemplos como esse que mantém o Blog Minerva Pop cada vez mais firme em sua empreitada de divulgar a Cultura Pop nacional e internacional.

Anselmo


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MÚSICAS COM VOCAIS FEMININOS MARCANTES

Hoje o post será curto, porém com material de primeira qualidade. Retorno a um tema que gosto muito. Vocais femininos (leia mais aqui).

Escolhi algumas de minhas performances preferidas dos últimos tempos dando preferência aos vocais com uma pegada mais sexy. Nada a ver com apelações do estilo Rihana, Nely Furtado, Britney Spears, etc. Acontece naturalmente. Tudo na voz.

Nestas músicas, independente de serem mais leves ou mais pesadas, as entonações das vocalistas remetem a um tipo de apelo que só as mulheres conseguem ter. Não faço aqui a afrmação de que todas são cantoras maravilhosas, apenas que elas possuem um algo mais.

No player temos:
Yeah Yeah Yeahs com a música "Zero" no vocal da Karen O
Vive La Fete com a música "Hot Shot" no vocal da Els Pynoo
Dragonette com a música "I Get Around" no vocal da Martina Sorbara
The Kills com a música "Hook and Line" no vocal da Alison Mosshart
Elastica com a música "Connection" no vocal da Justine Frischmann

Como ilustração visual, temos o vídeo da música "I Think I'm Paranoid" da banda Garbage no vocal da Shirley Manson.


Sandro




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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A ESTRATÉGIA DE LILITH - O BOM E VELHO SUBMUNDO



Como todos já devem ter percebido, os titulares aqui do Minerva Pop adoram ler. Tanto eu como o Anselmo somos apaixonados pela literatura. No meu caso, desenvolvi um tipo de ecletismo que me permite intercalar sem constrangimentos livros sobre música, política, terror, biografias, clássicos universais, cinema, literatura contemporânea, policial, artes, administração, história, clássicos da literatura portuguesa, jornalismo e claro literatura pop.

O caso é que para mim, escrever um bom livro parece tarefa para um ser superior. Não estou falando de gênios como Dostoiévski, Cervantes, Jane Austen, Kafka, George Orwell, Albert Camus, Joseph Conrad, Edgar Alan Poe, Saramago, Machado de Assis, Eça de Queiros e outros.

Estou falando de ótimos autores da chamada literatura pop (leia mais aqui e aqui), que mesmo não sendo muito bem vistos por críticos mais eruditos, possuem uma narrativa tão fascinante que nos fazem invejá-los.

Porém o post é de um livro que foge um pouco desta minha regra. É um livro muito bom, de literatura pop, mas escrito com uma simplicidade que desmistifica a questão do escritor como um ser superior (de novo, não valem os gênios!).

Falo de "A Estratégia de Lilith", escrito por Alex Antunes e lançado em 2001 pela editora Conrad.

Antunes não é propriamente um escritor (este é seu primeiro e único livro publicado), mas sim um jornalista cultural de tradição. Foi editor das revistas Bizz e Set, trabalhou nas redações do Estado de SP, Folha de SP, Veja e atualmente colabora com a revista Rolling Stone Brasil.

Em "A Estratégia de Lilith", assim como o autor, o personagem principal chama-se Alex Antunes e mora na Rua Augusta, famoso e clássico reduto boêmio de São Paulo. O cara é ousado, escrevendo um livro com clara inspiração autobiográfica e dando um tempero especial de ficção que apimenta ainda mais a trama.

Começa com o jornalista sendo demitido de seu emprego pela chefe que também é sua amante. O resultado disso é que além do trabalho, vai-se embora também o relacionamento baseado no sexo que os dois levavam.

Desempregado, Alex nos mostra o cotidiano de seu mundo vivido na atmosfera marginal da Augusta e povoado por diferentes tipos de personagens femininas, tais como a diarista gostosa que vira amante, a prostituta vizinha e fornecedora que vira amiga, a esposa de um promotor de shows do Recife que vira um caso rápido, a jornalista namorada de um crítico que é assediada e a cubana tão maravilhosa quanto misteriosa que praticamente o enlouquece. Tudo recheado de altas doses de sexo, sem muito pudor na escrita.

Mas Alex é um homem angustiado e pronto para viver experiências que possam lhe trazer a resposta para o dilema: "O que, afinal, as mulheres querem?". Isso o leva a se iniciar em rituais neo-xamânicos de transe, onde o chá com "plantas de poder" vai ficando cada vez mais forte e as sensações cada vez mais estranhas.

Nesta cenário aparece Sish. Uma voz feminina que é despertada durante um destes transes e passa a aconselhá-lo, além de co-escrever o livro. Esta personagem é um espírito que leva Alex a mudar sua visão machista e oportunista de ver o mundo, empurando-o cada vez mais para um lado místico.

A apresentação oficial do livro diz: "A Estratégia de Lilith dá uma vista lunar e impiedosa dos universos paralelos do sexo e dos misticismo. Misturando gente falsa com nomes verdadeiros, gente verdadeira com nomes falsos, situações reais deslocadas no tempo e no espaço, situações inventadas e rigorosamente verídicas (as mais absurdas da trama), Alex e Sish nos dão um estranho retrato dos ritmos secretos de uma megalópole como São Paulo. Estranho e estranhamente parecido com a vida".

Enfim, trata-se de uma experiência que recomendo.

Não vai marcar a vida de ninguém mas é diferente e muito gostoso de ler. Além de agradável, a leitura é muito fácil, o que faz que você termine a obra em menos de uma semana. Só não é muito indicado para pessoas muito pudicas que podem se escandalizar com alguns relatos.

Como informação final, vale dizer que o livro está sendo adaptado para os cinemas pelas mãos do diretor Francisco César Filho. O filme vai se chamar "Augustas". Em breve veremos Sish na telas.


Sandro

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CORPO ESTRANHO - Segunda Temporada

Pessoal, o "post" de hoje será curto e grosso. Como o assunto em questão.

Passamos por aqui somente pra informar que está disponível, no site do Teatro Para Alguém, a segunda temporada completa da miniemsérie "Corpo Estranho", escrito pelo Mutarelli. Série com 20 episódios que terminou na terça passada.

A "trama" tem participação de figuras ilustres como Jose Mojica Marins, Paulo Cesar Peréio, Mutarelli. Voces têm nocão do que é isso? É o mesmo que assistir Ed Wood, Bukowski e Dostoiévski na tela do seu computador. "Se é que voce me entende?!"

Acesse, assista , divirta-se.

Segue o primeiro episódio para voce conferir.


Anselmo


domingo, 25 de outubro de 2009

TEATRO PARA ALGUÉM - Entre, que a casa é sua!


Nós do Minerva Pop sempre tivemos uma grande admiração pelo cinema e teatro brasileiros.

Entendemos que, apesar de uma produção nacional de cinema não ter o mesmo investimento que uma estrangeira (leia-se Hollywoodiana), seus atores, diretores e escritores, tem talento que superam as limitações de sua realização. No teatro, as vezes o problema é o inverso, falta "grana" para o grande público.

Devido a nossas atividades profissionais diárias, não temos o tempo livre que gostaríamos para ir ao cinema, ainda bem que podemos recorrer aos DVD´s.

Mas e quanto ao Teatro, como suprir essa necessidade cultural? Felizmente encontramos uma alternativa, o site “Teatro para Alguém”.

Pra você que , assim como nós, as vezes não tem tempo e prefere ficar no “aconchego do seu lar” ao invés de fazer reservas, enfrentar trânsito, colocar uma roupa legal, aguardar numa sala de espera, para assistir a uma peça de teatro, pode ter tudo isso na tela do seu computador.

O site foi idealizado pela diretora e atriz Renata Jesion e o fotógrafo e cenógrafo Nelson Kao.

As peças acontecem na casa de Renata Jesion, em uma sala que ganhou iluminação, cortinas pretas e foi transformada em palco de teatro.

Ao entrarmos no site, deparamos com uma “casa”, onde cada “ambiente” é uma área virtual de acesso ao entretenimento.

Os personagens são apresentados no “Hall de Entrada”. Na “Grande Sala” é exibida a “miniemsérie” (escrita por Lourenço Mutarelli), composta por episódios de três minutos, que já está na segunda temporada.

Segue uma explicação da “miniemsérie” tirada do próprio site:
“Corpo Estranho” de Lourenço Mutarelli é a miniemsérie que a Cia. Auto-Mecânica e atores convidados apresentam na “Grande Sala”. A primeira temporada tem 14 episódios filmados em plano seqüência e sem edição. Devido ao sucesso, a segunda temporada começou dia 26-junho.

Na “Sala de E-star” temos acesso a peças de teatro ao vivo escritas por autores convidados. Tem ainda o “Sotão”, o “Porão”, e "de quebra" você pode deixar uma mensagem no “Banheiro”.

Eu, particularmente, achei a idéia sensacional e a partir de hoje serei um espectador assíduo.

Para acessar o site http://www.teatroparaalguem.com.br/

Segue abaixo o “trailer” de Corpo Estranho.

Anselmo


WEEZER - VÍDEO DA MÚSICA NOVA


Esta chegando a hora do lançamento do novo disco da sensacional banda norte-americana Weezer. "Raditude" está previsto para o dia 3 de novembro.
Dada a usual qualidade dos trabalhos gravados pela banda, minha expectativa é de no mínino um ótimo disco, com condições para brigar pelos postos de melhores do ano.

A música "(If You're Wondering It I Want You To) I Want You To" já está circulando pela internet faz um tempinho e agora dia dia 22 saiu o vídeo. Li sobre e assisti o clip lá no site da Blender magazine, porém estranhei o fato de até hoje não achá-lo no You Tube. Não sei se não procurei direito, mas só tinha versão ao vivo ou fotos + letras.

Bom, de qualquer forma, descolei em outro lugar e ele está aqui embaixo para quem ainda não viu conhecer e para quem já viu, ver de novo, pois é sempre bom escutar Weezer.

Para não perder a viagem, deixei mais três vídeos dos caras. São "Buddy Holly" (na matéria da Blender, tido como o melhor já feito pela banda), música do clássico disco conhecido como blue album, "Hash Pipe" do melhor disco deles conhecido como green album e "Pork and Beans", do último disco conhecido como red album.
Não vou nem ficar falando de como eu acho bom o som de Rivers Cuomo e cia. Para quem não conhece nada sobre o Weezer, é um boa porta de entrada. Curte aí!


Sandro







sábado, 24 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

LOURENÇO MUTARELLI - Um Cara Inteligente

Gostaria de pedir permissão para escrever sobre um artista o qual tenho profunda admiração e respeito, Lourenço Mutarelli.

Meus contatos com sua arte sempre foram como o enredo de suas “Histórias em Quadrinhos” e “Romances”, inusitadas e inesperadas. Na verdade, nunca as procurei, simplesmente me deparei com elas, como se fossem uma placa de aviso dizendo: “Atenção essa é uma Obra do Mutarelli”.

No início de minha "maioridade" caiu em minhas mãos (não me lembro ao certo de que forma ) a obra “Transubstanciação” de 1991. Confesso que não sei onde foi parar, com certeza no fundo de algum baú de um de meus amigos da época.

A partir daí, sempre que identifico uma obra de Mutarelli certifico de que estou preparado para o que está por vir. Não durante a leitura, mas ao final dela. Quero ter certeza de que vou entender a idéia e a mensagem da forma correta, e saber conviver com isso.

Não sigo nenhuma ordem cronológica, nem me preocupo com os lançamentos, quando chega a hora simplesmente leio. Por isso só recentemente comprei a História em Quadrinhos de “O Dobro de Cinco”, lançada originalmente em 1999 pela Devir.

O “Dobro de Cinco” é primeiro volume da trilogia do detetive Diomedes, o qual é contratado por um homem chamado Hermes para encontrar um antigo mágico Enigmo. A narrativa foge de todos os clichês de histórias de detetive clássicas.

Como sempre, depois de alguns anos de seu lançamento, e de forma inesperada, encontrei a HQ numa banca de jornal, comprei, e acabei de ler hoje.

Na seqüência da trilogia temos “O Rei do Ponto” e a “Soma de Tudo” (dividido em duas partes). Que espero encontrar algum dia desses.

A história do detetive Diomedes teve até de início de produção para o cinema, com direção de Dennison Ramalho, produção de Paulo Schmidt, Tadeu Jungle, Rodrigo Teixeira e Cacá Carvalho ( o Jamanta, lembra?) que faz o papel do Detetive Diomedes.(Mas parece que segue engavetado o projeto, se alguém tem alguma informação por favor, comente).

A contribuição de Mutarelli para com cinema brasileiro começou com as “passagens animadas” do filme “Nina” de 2004, e posteriormente com “O Cheiro do Ralo” de 2006, baseado em seu romance do mesmo nome. Ambos dirigidos por Heitor Dhalia. É explicito a inspiração e influencia de “Crime e Castigo” de Fiodór Dostoiévski nesses dois trabalhos (a admiração por Dostoiévski sempre foi enfatizada por Mutarelli).

No último Festival de Cinema do Rio foi lançado mais um filme adaptado de uma obra de Mutarelli, o romance “O Natimorto” , com direção de Paulo Machline. O filme conta a história de um agente artístico que traz uma cantora a São Paulo para apresentá-la a um maestro. Nesse período ficam num quarto de hotel onde, ele lê o futuro da cantora nas advertências dos maços de cigarro como se fossem lâminas de tarô. (Essa obra já havia sido produzida para o teatro).

Certa vez um filósofo amigo meu disse que “as pessoas inteligentes sofrem mais que as medíocres”. Por isso acho que Mutarelli não é nada mais do que um cara muito inteligente.

Segue abaixo relação das obras de Lourenço Mutarelli, as quais espero ler e apreciar no momento certo ( e também o trailer de alguns filmes):

Livros/Romances:
A Arte de Produzir Efeito Sem Causa
O Cheiro do Ralo
O Natimorto
Jesus Kid
Miguel e os Demônios
Quadrinhos:
A Caixa de Areia
Transubstanciação
Sequelas
A Confluência da Forquilha
Mundo Pet
O Dobro de Cinco
O Rei do Ponto
A Soma de Tudo 1
A Soma de Tudo 2






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

BAD LIEUTENANT - BERNARD SUMNER DEPOIS DO NEW ORDER

Todos sabemos que muitas das bandas que amamos são formadas por membros que não se suportam. Nossos ídolos que as vezes passam uma imagem carismática para os fãs não conseguem manter um bom relacionamento com os parceiros de banda e aquilo que começou como uma relação de camaradagem (é assim que a maioria das bandas nascem) vira apenas um trabalho, quando não chega ao ponto de inimizade. Os exemplos são muitos. Ramones, Smiths, Oasis, Blur e outros.

É o que aconteceu com o New Order. Peter Hook e Bernard Sumner há tempos mantinham uma relação conturbada e distante, até que após a saída de Hook em 2007, este lendário grupo acabou oficialmente em 2008. Foi uma tristeza para mim, que como fã achava que apesar de veteranos, eles ainda tinham condições de desenvolver bons trabalhos.

Meses atrás li de passagem algo sobre um projeto solo que o Bernard Sumner tinha criado. Posteriormente descobri que este projeto, contatava também com a participação do Stephen Morrris e Phil Cunningham (ambos ex-integrantes do New Order).
Isso meio que prova que os problemas de relacionamento estavam concentrados no Peter Hook (que já montou uma banda chamada Freebass). Quem faz as vezes de baixista neste time é Alex James (do Blur), que conta ainda com Jake Evans em alguns vocais.

O nome do grupo é Bad Lieutenant e e eu não tinha ido atrás do som até este mês, quando eles lançaram o primeiro disco, chamado "Never Cry Another Tear".
Ainda não o ouvi com calma, mas de cara fiquei com uma impressão muito boa. A levada pop está lá, mas a pegada rock falou mais alto, no estilo dos últimos trabalhos do New Order. Não chega a ser uma obra-prima, mas certamente vale a pena conferir.

Abaixo deixei o vídeo da música "Sink or Swim", além de "Regret" do New Order, só para não perder a oportunidade de colocar um vídeo desta fantástica banda aqui no Minerva Pop (antes tarde do que nunca).


Sandro








terça-feira, 20 de outubro de 2009

TEENAGE FANCLUB - FELICIDADE EXISTE


No domingo li um post no blog myheadphone sobre uma lista feita pelo editor do site MSN Music com os albuns britânicos mais importantes lançados nos últimos 20 anos.
Sabemos que listas são mesmo controversas, mas o cara forçou. Não tinha nenhum disco do Teenage Fanclub na lista!

Aquilo me instigou a escrever sobre um dos discos mais lindos já lançados. "Grand Prix", de 1995.

E essa era a idéia. Criei uma lista com as músicas do disco lá no mixpod, ia copiar no player e providenciar um post falando sobre a maravilha que é este trabalho, que todos deveriam ter em casa, etc.
Mas quando comecei a escrever, pensei muito nos outros albuns. Veio a dúvida.

Como não falar do clássico "Bandwagonesque", eleito pela Spin o disco do ano em 1991 (e vocês sabem que outro disco também foi lançado em 1991...), como não citar o ótimo "Thirteen"? Será que o "Grand Prix" é mesmo melhor que o "Songs From Northern Britain"? E os mais recentes, "Howdy" e "Man Made"? Ignorá-los?
Enfim, mudei de idéia. O post é sobre o Teenage Fanclub.

A banda escocesa é formada por três gênios. Norman Blake (vocal e guitarra), Gerard Love (vocal e baixo) e Raymond McGinley (vocal e guitarra) mais diferentes bateristas ao longo dos anos, todos de primeira qualidade.
Os três "cabeças" são compositores e nos brindam com canções que beiram a perfeição melódica.
O fato é que a música do Teenage Fanclub cai bem a qualquer hora. Ouvindo-os tudo parece mais fácil. É revigorante!
Para quem não conhece pode parecer exagero de fã (será?), mas se vocês ouvirem os discos poderão comprovar que não há uma só música na discografia dos caras que seja ruim. É tudo muito bom, para dizer o mínimo. "Grand Prix" e "Songs From Northern Britain" são simplesmente perfeitos do início ao fim.

Invariavelmente o termo power pop é usado por muitos críticos de música para definir o som dos caras. Outros frequentemente citam a lendária banda Big Star como a principal referência.
Não sei se é o suficiente, mas independente de rótulos ou influências, o Teenage Fanclub merece uma dedicação especial, uma aprofundada, porém com o aviso de que existe o risco de viciar.

A boa notícia é que eles ainda estão na ativa e começaram a tocar sons novos agora em 2009. Deve vir disco novo em breve. Vale até a pena sonhar com uma nova passada da banda por estas terras. Tive o prazer de assistí-los em São Paulo no ano de 2004. Show absurdamente bom, maravilhoso. Foi emocionante ver a galera que lotou o Sesc Pompéia cantar todas as músicas. Seria realmente um sonho vê-los novamente.

Abaixo a seleta e maravilhosa discografia da banda. Deixei uns vídeos (nomes abaixo) para que todos apreciemos. Só não sei por quanto tempo fica aqui, porque a incorporação não está permitida pela gravadora e logo eles fecham o link lá no You Tube.
"A Catholic Education" - 1990
"Bandwagonesque" - 1991 (vídeo da música "The Concept" abaixo)
"Thirteen" - 1993
"Grand Prix" - 1995 (vídeo da música "Sparky's Dream" abaixo)
"Songs From Northern Britain" - 1997 (vídeo da música "Ain't That Enough" abaixo)
"Howdy" - 2000 (vídeo da música "I Need Direction" abaixo)
"Man Made" - 2005

Sandro















segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AONDE A GENTE VAI, PAPAI?


Quanto mais a gente vai amadurecendo, algumas coisas na vida vão ficando mais presentes. Pode ser uma cobrança pessoal como o sucesso na carreira, o cuidado com a saúde, a necessidade de se fazer “algo notável”, pelo menos pra nós mesmos. Sabe aquele velho jargão “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”?

De todos acho que os “filhos” são os mais incríveis, pois você passa sua juventude jurando coisas do tipo: “Eu serei diferente que meus pais, comigo meu filho terá todas as oportunidades e darei todo apoio em seus desejos e ambições”.

Pois bem meu camarada, você se enganou. Não terás nenhum controle sobre eles, nem de quando virão ao mundo, e em alguns casos, nem de “como” virão ao mundo.

Ser “pai” já é uma tarefa complicada, pois quando se é “pai” de uma criança deficiente a superação e a atenção têm que ser maiores. Agora imaginem ser pai de duas crianças deficientes?

Isso aconteceu com o escritor, humorista e diretor de televisão francês Jean-Louis Fourier, o que resultou em um excelente livro chamado “Aonde a gente vai, papai?”

Conforme descrito pelo próprio autor, Fournier teve “dois fins do mundo”. Os filhos, Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma travessura, um aprendizado, ficaram mais velhos, mas não nunca se tornaram adultos.

Fournier narra sua história de vida com os filhos de forma irônica, ácida, direta, ás vezes demonstra toda sua impotência diante da situação, mas não se abate, ao contrário, sempre busca o lado peculiar do estado em que se encontra.

Vencedor do prestigiado Femina em 2008, o livro lançado no Brasil pela Editora Intrínseca é de fácil leitura, e apesar do tema, o texto não é pesado, pois mesmo da forma incisiva de como é escrito, no fim é uma mensagem de amor, de um pai para seus filhos, que eram apenas diferentes dos outros.

Recomendo a leitura a todos os pais, ou para aqueles que ainda serão um dia.

Anselmo

domingo, 18 de outubro de 2009

EAGLES OF DEATH METAL - Garage Rock

A essa hora da madrugada, pensando em algo para “postar”, lembrei dos os últimos singles que realmente despertaram meu interesse. Não aquelas músicas de nossos artistas consagrados, que sempre nos agradam e que o estilo já não é novidade para nossos ouvidos.

Voltando pra casa da balada, coloquei sem nenhuma pretensão, um CD de coletâneas pra tocar. E escutei duas canções do “Eagles of Death Metal”, a banda projeto formada por Josh Homme (Queens of Stone Age) e Jesse Hughes, que é amigo de longa data de Josh.

O Eagles of Death Metal tem 3 discos lançados sendo, “Peace Love Death Metal” (2004), “Death by Sexy” (2006), “Heart On” (2008).

O primeiro sucesso da banda foi “I Only Want You” , que apareceu na trilha do jogo “Gran Turismo 4” do Playstation 2.

Esse ano o EODM tocaram no Brasil como uma das atrações do Festival Porão do Rock, em Brasília.

Personalidades como Jack Black, Brody Dalle, Mark Lanegan e Joey Castillo (QOTSA) são admiradores da banda, participando inclusive na gravação de álbuns.

Bom, a idéia aqui não era me estender muito no texto, a mensagem que quero deixar é que os dois últimos “Rocks” que realmente me fizeram cantarolar dirigindo meu carro foram “Wanna Be in LA” e “I Want You So Hard (Boy´s Bad News)" do Eagles of Death Metal.

Pra quem não conhece, curte aí!


Anselmo



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PARANORMAL ACTIVITY - Mock Terror!

Os chamados “filmes de terror” com “enredo sanguinolento” nunca foram os meus preferidos, sempre gostei mais dos clássicos do Conde Drácula da antiga produtora Hammer, Boris Karloff e Vincent Price. Claro que os acompanhados de certa “sátira” (Dança dos Vampiros),“crítica social” (O Bebe de Rosemary), “terror psicológico” “Exorcista” e “O Iluminado”, também estão na minha lista de preferidos. Resumindo, basta ter originalidade. Acho que muitos pensam assim como eu, certo?!

Porém o último filme do gênero que despertou meu interesse, principalmente pelo baixo “Budget” gasto (US$35 mil) e o seu retorno incrível, foi a “Bruxa de Blair” de 1999, escrito e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. (Estilo esse seguido por “Cloverfield” e “[REC]/Quarentena”).

Mas quando se você pensa que não é possível fazer nada mais barato, está engando. Foi lançado no mês passado nos cinemas americanos o filme Paranormal Activity (2007), dirigido por Oren Peli. Concebido com apenas uma locação, uma câmera, dois atores e orçamento de cerca US$11 mil, foi premiado no Screamfest Film Festival (2007) e Slamdance Film Festival (2008).

Na verdade é um Mockumentário ( ou Pseudodocumentário) , Mock significa simulação, portanto é um gênero de filme e TV, onde um documentário é apresentado contendo fatos supostamente reais, mas que são fictícios. Essa é a grande “sacada”.

A história tem início quando um casal (Katie e Micah) decide registrar eventos paranormais em sua casa. Katie acredita que é perseguida por uma entidade desde criança, a partir daí, com base nesse argumento, seu namorado decide colocar uma câmera de vídeo no quarto para capturar provas, e o resultado é surpreendente.

A Paramount Pictures é a detentora dos direitos de distribuição do filme no mundo. Ainda não tenho informação de estréia no Brasil, se alguém souber nos avise, por favor.

Cuidado: na sinopse do filme no Wikipédia (inglês) tem toda a história da trama, para quem não quer saber nada adiantado, recomendo não ler.

Anselmo


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

HITCHCOCK / TRUFFAUT - UMA AULA SOBRE CINEMA


Minha paixão pelo cinema começou cedo. Mesmo sem uma grande influência familiar, passei toda a minha adolescência assistindo ao maior número de filmes possível. Pretendia conhecer tanto o trabalho dos grandes realizadores quanto o cinema mais comercial e ganhar na quantidade, a habilidade para discernir sobre as obras tendo uma base comparativa para tanto, deixando de depender somente da opinião de críticos especializados.

Passei uns 10 anos meio que numa paranóia de ter que assistir pelo menos uns 10 filmes novos por semana. Foi bom, me ajudou muito na minha formação como adulto. Naquela época meu desejo era estudar e trabalhar na área, sonho este que abandonei para ingressar num curso de administração de empresas que me levou a caminhos profissionais totalmente opostos.

Mas meu interesse e amor pelo cinema sempre esteve presente e em alta. Com o passar do tempo, procurei entender mais da parte técnica, descobrindo quais são as tarefas do roteirista, do produtor, do diretor de fotografia, etc. Mas, é claro, o trabalho mais fascinante é o do diretor. Aquele que muitas vezes nos faz sair de casa apenas com a força de sua assinatura num filme.

Dentro de tudo que li a respeito, talvez a obra que tenha sido mais importante para mim foi um livro chamado"Hitchcock / Truffaut".

Este livro é o resultado de uma série de entrevistas feitas pelo cineasta francês François Truffaut com o mestre do suspense Alfred Hitchcock. Truffaut que antes de ser diretor de cinema trabalhou como crítico na lendária revista francesa Cahiers du Cinema, era um admirador do trabalho de Hitchcock e julgava injusto o tratamento que a crítica norte-americana dava aos filmes do diretor inglês. Ele desejava explorar detalhes sobre o processo criativo do mestre.

Nas palavras do próprio Truffaut a proposta era tratar sobre:
a) As circunstâncias que cercaram o nascimento da cada filme.
b) A elaboração e a construção do rorteiro
c) Os problemas de direção específicos de cada filme
d) A avaliação de Hitchcock do resultado comercial e artístico de cada filme em relação as expectativas iniciais.

As longas conversas ocorreram em agosto de 1962, de maneira ininterrupta, todos os dias das 9 da manhã até as 6 da tarde (a entrevista continuava até na hora do almoço). Truffaut demorou quatro anos para transcrever as conversas gravadas e montar o livro, publicado pela primeira vez em 1967.

É indescrítivel a qualidade final da obra. São conversas deliciosas, de dois profundos conhecedores de cinema.
Truffaut também mostra-se um profundo conhecedor da filmografia de Hitchcock e consegue extrair absolutamente tudo do grande mestre. São contados detalhes sobre a realização de sequências antológicas, sobre a construção dos filmes, sobre o relacionamento (as vezes conturbado) com atores e atrizes,, sobre suas convicções, seus sucessos, seus fracassos, enfim, tudo. São quase 350 páginas de puro deleite para cinéfilos.

Para quem gosta apenas de assistir filmes, a leitura pode ser apenas curiosa, mas para quem gosta muito de cinema e quer ter a oportunidade de conhecer a visão de um gênio na área, este livro é fundamental. Vale por um curso sobre o assunto. O bacana é que a última edição brasileira (Companhia das Letras) não está esgotada e pode ser encontrada até que com certa facilidade. Para mim que sou fã tanto de Truffaut como de Hitchcock, a obra funcionou com uma referência e vale o investimento.
Abaixo o trailer de um dos melhores filmes de todos os tempo: Vertigo (Um Corpo que Cai).
Sandro







PEARL JAM - BACK SPACER

Acompanho o trabalho dos músicos Stone Gossard e Jeff Ament á bastante tempo e, na minha opinião, três bons discos que eles participaram foram “Apple” (1990) com o Mother Love Bone (onde o vocalista Andrew Wood foi fundamental), “Temple of the Dog” (1991) em homenagem póstuma ao próprio Andrew, e finalmente “Ten” (1991) com o Pearl Jam.

Aqui no Blog vocês puderam conferir em “primeira mão” a dica postada pelo Sandro do novo single “The Fixer” (aqui). Porém agora eu gostaria de escrever um pouco da minha impressão sobre o quarto bom trabalho envolvendo Stone Gossard , Jeff Ament e todo o grupo Pearl Jam, “Back Spacer”(2009).

Devo confessar que após o lançamento do disco “Ten” em 1991, os discos seguintes foram aos poucos “minando” meu interesse pela banda. “Vs.” (1993) e “Vitalogy” (1994) foram os últimos que realmente me empolgaram, a partir daí acompanhei "mais de longe".

Mas este último “Back Spacer” está muito bom, parece que a banda (Eddie Vedder) resolveu parar de “viajar” em letras melódicas e sentimentais e “chutar a balde”. Distribuído pela Universal Music, o disco tem “rocks” de primeira grandeza como “Gonna see My Friend”, “Got Some” , “The Fixer”, “Supersonic”(minha preferida), mas também as mais reflexivas como “Just Breathe”, “Force of Nature”.

O CD original vem com uma série de bônus, inclusive acesso a material “ao vivo”, audio de shows na integra.

A Produção fica a cargo de Brendan O´Brien, o mesmo de “Yield” (1998). Podem comprar que é um “grande disco”!!!!!

Anselmo


terça-feira, 13 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS - É SÓ UM FILME DE GUERRA DO TARANTINO?

Bom, a grande maioria de vocês já deve ter ouvido falar do último filme do cineasta Quentin Tarantino. É assunto desde quando estava sendo filmado.

Confesso que não acompanhei muito de perto este processo, optando apenas por aguardar o lançamento oficial. Também não tive a preocupação de ler críticas e buscar mais detalhes sobre o filme antes de assistí-lo.

É um hábito que tenho quando se trata de filmes de diretores que são fundamentais dentro do meu gosto cinematográfico. Faço isso com lançamentos de Martin Scorsese, Roman Polanski, David Cronenberg, David Lynch, Woody Allen, Lars Von Trier, M.Night Shyamalan, Francis Coppola, Clint Eastwood, Fernando Meirelles e mais alguns, Tarantino incluso, é claro.

Não procuro muita informação, fora a básica sobre os filmes. Saiu, vou lá, assisto e tiro minhas próprias conclusões. Para mim existe uma categoria de diretores de cinema que me obrigam a assistí-los independente da obra em questão. Aplico esta regrinha particular faz tempo (em "De Olhos Bem Fechados", por exemplo) e quase sempre dá certo. Não há decepção.

Pois bem, ontem fui ver "Bastardos Inglórios", o chamado "épico de guerra" de Quentin Tarantino. Eu já tinha até comentado sobre ele em um post sobre o impagável vídeo do Selton Melo e Seu Jorge falando só sobre o cara (leia aqui ) e claro, tinha toda uma expectativa para ver se era do mesmo nível de sua filmografia.

A sinopse do Cinemark não anima muito: "Na França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra, grupo de soldados judeus americanos tem como missão espalhar o terror pelo Terceiro Reich". Mas o roteiro é bem mais complexo. Na verdade trata duas narrativas em paralelo, fazendo com que ambas se encontrem somente na parte final do filme.

Em uma delas, a judia Shoshanna (vivida pela atriz francesa Mélanie Laurent), sobrevive a execução de toda sua familía por um oficial da SS e anos depois, quando já é dona de um cinema em Paris, vislumbra a chance de vingar-se do regime nazista em grande estilo.

Na outra narrativa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, muito bem, como de costume), forma e lidera o grupo que dá nome ao filme e que tem como finalidade exterminar todo nazista que encontrar pela frente. Não sei se precisa dizer, mas a dose de violência empregada pelos Bastardos é altíssima, como era de se esperar de um filme do Tarantino.

Não vou entrar mais em detalhes. Apenas recomendo "Bastardos Inglórios" a todos amigos aqui do blog. O filme é realmente muito bom. Ágil nas cenas de ação, intenso nas cenas com longos diálogos (muitas vezes em francês ou alemão) e com a direção peculiar de Tarantino, ou seja, camera nervosa o tempo todo. O fato é que a tensão e o suspense estão presentes durante toda a trama. Toda cena gera uma expectativa sobre seu desfecho e prende o espectador, que nem sente o tempo passar nas duas horas e meia que fica no cinema.
Preciso ressaltar ainda a atuação do ator austríaco Christoph Waltz que interpreta de forma sublime o coronel nazista Landa (chefe da SS), personagem central e fundamental dentro do roteiro. Vale também lembrar que apesar dos grandes líderes do regime nazista estarem representados no filme, não há nenhuma relação histórica dentro do roteiro, que é uma apenas uma fábula baseada na segunda guerra mundial.

Enfim, o que eu queria dizer quando resolvi escrever este post sobre um filme com grande divulgação na mídia é que "Bastardos Inglórios" é mais do que o filme de guerra do Tarantino. É sim, cinema da mais alta qualidade.


Sandro









segunda-feira, 12 de outubro de 2009

WATCHMEN - Motion Comic

A série WATCHMEN, com suas 12 edições escritas por Alan Moore, desenhadas por Dave Gibbons e publicada originalmente nos anos de 1986 e 1987, foram um marco no universo dos quadrinhos. Particularmente pra mim que, junto com a Piada Mortal (também de Alan Moore), me motivaram para a leitura de Graphic Novels de qualidade, tanto nacionais (Mutarelli, Angeli, Laerte, Marcatti) como internacionais.

A trama se passa em 1985 nos USA, onde a Gerra Fria e os conflitos políticos com a URSS são intensos. O estopim se dá após a morte do vigilante conhecido como Comediante (Edward Blake), onde toda uma conspiração começa a ser investigada pelo psicótico e perturbado anti-herói Rorschach (Walter Kovacs).

A HQ quebrou tabus na época, trazendo questões mais “reais” para uma história de Heróis como, o estupro, o uso de drogas, valores éticos, violência exagerada, questões políticas. Uma adaptação para o cinema foi lançada em 06 de março de 2009.

Porém, para quem tem interesse em conferir a Graphic Novel, mas não gostaria de desembolsar muito dinheiro em versões encadernadas de luxo, ou mesmo não tem tempo de ler toda a obra, a dica é “Watchmen – o Completo Motion Comic”(2009).

Trata-se da caixa com dois DVD´s lançada pela Warner Premiere, onde a Revista em Quadrinhos original ganha uma versão digital, página por página.

É muito interessante, você poderá “assistir” as páginas da HQ com áudio, legendas e toda uma “dramatização”. Para os fãs mais velhos, a obra lembra um pouco “aqueles” antigos seriados da Marvel dos anos 60 (Namor, Thor, Capitão América, Homem de Ferro) que passavam nas tardes da semana, no programa do Capitão Asa (claro que numa versão muito mais moderna e melhor acabada).

O final de cada capítulo faz referência a uma música de artistas consagrados, como: Desolation Row (Bob Dylan), Neighborhood Threat (Iggy Pop e David Bowie), A Cavalgada das Valquírias (Wagner), The Comedians (Elvis Costello), Walking on the Moon (The Police), St. Stephen (Grateful Dead), Unforgettable (Nat King Cole), You’re My Thrill (Billie Holiday), All Along The Watchtower (Jimmi Hendrix –versão do Bob Dylan).

Para quem leu o original á alguns anos, pode “reviver” a experiência de uma forma diferente, com uma mídia até mais rica. Claro que nada substitui uma boa leitura, mas nesse caso, eu recomendo.

Anselmo

domingo, 11 de outubro de 2009

SAIU O NOVO DO ECHO AND THE BUNNYMEN - VALE A PENA?


Lá em 29 de julho, o Anselmo fez um post sobre o futuro lançamento do disco novo do Echo and The Bunnymen (aqui). Havia ali uma certa má vontade do amigo para com o futuro da banda, já que ele não gostou dos últimos discos. Tinha também uma pitada de provocação, sabendo que eu gosto de todos os trabalhos. Considero "What Are You Going To Do With Your Life?" um disco excelente, por exemplo.

Pois bem, agora chegou o momento de conhecermos "The Fountain", que está sendo lançado por estes dias. Desde que a banda disponibilizou em seu site o download gratuito da faixa "Think I Need it Too", muitos sites e blogs indicaram o link, mas eu não vi nenhum que deixasse a música para as pessoas conhecerem antes de baixar.

Como no mixpod.com só tem versões ao vivo, não deu para colocá-la no player. Então eu deixei um vídeo com o áudio da canção para que vocês tirem suas conclusões.
Eu gostei!

Sandro





sábado, 10 de outubro de 2009

AC/DC - BEYOND THE THUNDER

Sabe aquele "papo de gente nóia” que diz já ter vivenciado um acontecimento ou a sensação de reconhecer um lugar mesmo sem nunca ter estado nele? Pois bem, isso aconteceu comigo há exatos 10 minutos.

Quando tinha uns 10 anos de idade tive meu primeiro contato com os álbuns “Highway to Hell” e “If You Want Blood – You´ve Got It” do AC/C, numa antiga loja de departamentos. Nem preciso dizer que as "capas" me impressionaram bastante.

Também sempre achei que o grande mérito da banda não estava na quantidade de acordes, mas sim no “modo” como são tocados.

E pra finalizar, tinha quase certeza que ainda fariam um Documentário para tentarem entender o fenômeno dessa banda, e do enorme efeito cultural em milhares de fãs no mundo todo. Até pensei em um dia viajar até a Australia pra descobrir as origens do ACCA/DACCA (só pensei).

Pois bem meus amigos, esse meu "deja-vu" pessoal acaba de acontecer agora!

Os diretores e produtores Kurt Squirs e Gregg Ferguson fizeram um documentário sobre os fãs do AC/DC, dentres eles estrelas do rock, soldados, strippers, músicos das mais variadas vertentes, com destaque para Dwezzil Zappa.

Em determinados trechos dos “depoimentos” , ficou claro que alguns dos sentimentos dos entrevistados são os mesmos que os meus relatados acima. E claro, não podia deixar de compartilhar isso com vocês.

O Trailer é muito bom, confere aí!


Anselmo



SAMPLER - MEU PRIMEIRO CONTATO

Em muitas das ocasiões, onde eu e meu “brother” Sandro conversamos sobre música, devo confessar que tem um “seguimento” o qual não me interesso muito quando vem a pauta, que é a chamada “Dance Music”, “ Hip Hop”, “Electro” ou “Drum and Bass”, e derivados.

Sandro sempre apresentou, “botou na banca” literalmente, artistas como Fat Boy Slim, Mob, Massive Attack, Gorillaz, Marcelo D2, The Fugees, Beastie Boys, etc. Mas confesso que nunca fui grande aficionado por esse estilo, vocês podem perceber facilmente até mesmo pela mistura desordenada que acabei de fazer. No entanto respeito muito e sempre procuro estar “antenado” nesse cenário.

Pensando sobre o assunto, comecei a “puxar pela memória” se nunca teve um artista desse segmento que tivesse realmente chamado minha atenção em um determinado período da minha vida. E não é que teve! Seu nome? Tim Simenon e o Bomb The Bass.

O ano era 1988, o meu “point” preferido naquela época era o antigo e saudoso “ANNY44”, casa de música alternativa de São Paulo. A moçada que freqüentava o local gostava de Echo & the Bunnymen, the Cure, Cult, Bauhaus, Alen Sex Fiend, Punk e Pós-Punk, etc. Numa determinada noite, toca na pista “Beat Dis”, não preciso nem comentar a reação. No dia seguinte fui até uma loja de discos e comprei o Into the Dragon (1988).

Somente como curiosidade, a capa do single de “Beat Dis” tem o desenho do “Smiley Ensanguentado” tirado da Graphic Novel “Watchemen” do Alan Moore.

Tim Simenon, nascido em 21 de junho de 1967 no Brixton, é compositor, músico e produtor musical. Começou a carreira nos anos 80, como DJ no Wag Club em Londres.

Ao longo de sua carreira produziu artistas como Neneh Cherry, Björk, Seal. Trabalhou nos álbuns ULTRA do Depeche Mode e Shag Tobacco do Gavin Friday.

Busca material em trabalhos consagrados do grande público. Em Unknown Territory temos samples de “the Good, the Bad and the Ugly”, “Death Race 2000”, "Videodrome" e "Blade Runner". No álbum Clear as fortes referências a William Burroughs e seu “Naked Lunch” são notórias, e a arte de reconstruir o texto/sonoridade e usar poesia nas músicas são peculiares no disco.

Bom , é isso. Não vou me alongar pois o intuito desse “Post” é somente uma homenagem a minha primeira referencia e contato com a “Dance Music”.

Abaixo deixo tres videos de momentos diferentes da carreira do Bomb the Bass. Curte aí!

Anselmo






quinta-feira, 8 de outubro de 2009

BRASILEIRO É PAPAGAIO DE AMERICANO!

Estava eu assistindo o documentário “Waldick, Sempre no Meu Coração”(2007), dirigido por Patrícia Pillar , sobre a vida do cantor Waldick Soriano.

E um dos trechos do filme Waldick , ligeiramente embriagado, olha pra canera e diz: “Brasileiro é Papagaio de Americano”. Aquilo me atingiu em cheio, anos de terapia que foram economizados em uma só frase.

Será que é isso mesmo? Será que não somos capazes de ter nossa própria e original inspiração pro Rock´n´Roll e música Pop, vamos sempre esbarrar na supremacia americana e inglesa? Ou estou exagerando? Por favor, não venham com aquela conversa de que a música brasileira é muito rica, Viva a Bossa Nova!....Pra quem acompanha o blog, nem preciso ficar explicando nossa posição aqui né?!

Lembro bem nos anos 80 que algumas bandas e compositores eram e (ainda são) tidos como herois, líderes de uma geração. Mas será isso mesmo, ou foram apenas filhos de Generais, Brigadeiros, Diplomatas, Políticos, os quais os pais traziam do exterior (em primeira mão) os álbuns do The Clash, Joy Division, Smiths, Police, Sex Pistols, Ramones , e na mais natural empolgação juvenil , esses “garotos afortunados” “imitavam” os ídolos com suas bandas de garagem. Consequência disso,a “mulecada comum” (que na época nem sonhava com internet) achava que os caras eram os “fodões” e “poetas”.

Até parece que “descobri a América”! Basta olhar o visual e a linha sonora das bandas dos anos 80.

Os Paralamas do Sucesso eram The Police descarado, a forma de tocar bateria João Barone era inspirada no Stewart Copeland. O Reggae , o Ska, são matéria-prima básica. Um verdadeiro “Reggatta de Blanc”.

O Ira , na minha opinião era The Who no melhor dos sentidos. Riffs poderosos e cozinha pesada. Tinha pitadas de The Clash e The Jam (vide Start e Londe de Tudo).

O Legião Urbana tinha um pouco de tudo. Smiths, Morrison. Trecho de Velvet Underground de Waiting for the Man (hey white boy/what are you doin´in the town?) em “Mais do Mesmo” ("hey menino branco/ o que você faz aqui?"). Além da semelhança de “Que país e esse” com “I don´t Care” dos Ramones. A habilidade com as palavras do "garoto enxaqueca" era notória, mas o trecho "Tire suas mãos de mim/ eu não pertenço a você" usado na canção " Será" , que vem de "Take your hands off me/ I don't belong to you", de "Say Hello Wave Goodbye do Soft Cell" é descarado.

Os Paulistas Titãs traduzem “Your kiss so sweet/ Your sweat so sour/ Sometimes I think I love you/ But I know it's only lust” de "Damaged Goods"em “Coração e Mentes”: "Seu beijo é tão doce, seu suor é tão salgado... Às vezes acho que te amo, às vezes acho que é só sexo". Sem contar a admiração de Arnaldo Antunes por David Byrne .

O Camisa de Venus foi o mais peculiar, e divertido. "Controle total" (versão para o português, de "Complete control", do Clash). "Sílvia" ("inspirada" em "Sorrow", do David Bowie), "Passa tempo" ( de "That´s entertainment", do Jam), "O adventista" ( "I believe", dos Buzzcocks) e "Só o fim" ("Gimme shelter" dos Stones). Tem também "Meu Primo Zé"("My Perfect Cousin", do Undertones).

Pra falar também da "Jovem Guarda", eu particularmente notei grande semelhança com "Eu sou terrível" do Rei Roberto com "From a Buick 6" do Bob Dylan (será delírio da minha parte?).

Claro que as vezes os “gringos” se inspiram nos cantores brasileiros, como foi o caso do empréstimo do Rod Stewart da canção do Jorge Benjor (Taj Mahal), para o Refrão "Do You Think I'm Sexy?". Sem contar a “pagação de pau” do Sting pro Tom Jobim.

Me lembro também de uma entrevista concedida pelo Mutante Sergio Dias , onde ele contou de quando se encontrou com Sean Lennon(Filho de John) e este perguntou: Cara sou seu fã! De onde vem sua inspiração? Sergio respondeu: Do seu pai, porra! (Não sei se foi exatamente assim , mas ficou legal!)

Não estou aqui dizendo o que é certo ou errado, acusando este ou aquele, no final o que vale é a diversão, e fazer pessoal cantar as canções. Sempre vão haver as comparações e similaridades, afinal são canções POP de base simples. Como diria Stravinsky: "os bons compositores não pedem emprestado, eles roubam". (Eu também pesquisei um monte blog e artigos pra ter matéria pra esse post!)

E afinal , o Waldick Soriano não lembra o Johnny Cash? (ou será o contrário?!)

Seguem abaixo, o trailer do filme do Waldick, e algumas "inspirações" hilárias, veja se voces identificam.

Anselmo








A TODO VOLUME

Mesmo sendo um fã incondicional da musica Rock, tem um fator que eu particularmente sempre “abominei” nesse estilo musical: “Pagar Pau” pra guitarrista “virtuose”.

Pra mim o maior guitarrista de Rock´n´Roll é Chuck Berry, e se for pra escutar os “mala-mor”, prefiro acompanhar as obras dos grandes músicos clássicos. Desculpem, mas essa é minha opinião.

Porém, também não posso deixar de reconhecer que, temos sim, guitarristas que fizeram a diferença com um talento e criatividade peculiares, e por coincidência ou não, o Festival de Cinema do Rio apresentou um filme que tem como coadjuvantes três músicos que admiro muito: Jimmy Page, The Edge e Jack White.

It Might Get Loud (A Todo Volume), do diretor Davis Guggenheim, nos apresenta em seu pouco tempo (1h 38 min.) artistas emblemáticos para três gerações diferentes, contando a historia de cada um, seus estilos, suas personalidades , seus conceitos de instrumento e produção.

Ainda não assisti ao filme, mas pelo que pude pesquisar , o filme mostra todo o processo técnico e de criação de cada guitarrista, sem deixar o assunto desinteressante ou cansativo para o espectador.

A vida e trajetória dos guitarristas são abordadas com, Jimmy Page e os conturbados anos 60 e 70, a influência Punk para The Edge, a criação de Jack White em Detroit no meio da cultura "black" e dos "latinos".

Davis Guggenheim já havia demonstrado seu talento com o filme "Uma Verdade Inconveniente" (2006), ganhador de Oscar. Vamos ver se repete a dose com "A Todo Volume".

Dá uma "sacada" na guitarra que o Jack White constrói no Trailer abaixo, melhor que qualquer uma do Steve Vai ou do Satriani , ha ha!


Anselmo


terça-feira, 6 de outubro de 2009

OTIS REDDING - OBRIGATÓRIO

Como já disse em outras oportunidades, sou um amante de cantores clássicos de soul music. Adoro Al Green, Aretha Franklin, Dusty Springfield (post aqui), Sam Cooke, James Brown, Wilson Pickett, Nina Simone, Curtis Mayfield e Isaac Hayes.

Mas para o meu gosto a santíssima trindade é composta por Marvin Gaye, Solomon Burke (leia aqui) e Otis Redding, sobre quem eu vou escrever hoje.

Otis Redding foi um dos mais influentes cantores que os EUA já teve. Iniciou sua carreira no início dos anos 60 e aos poucos foi se consolidando como o cara que agradava a diferentes estilos de públicos, que agradava a negros e brancos e que dominava o palco como poucos. Tinha uma característica peculiar, que era a de além de ser cantor, ser também compositor, fato não muito comum entre os grandes artirtas da época.
Sua reputação crescia ano a ano também na Europa, onde era cultuado. Nos EUA, atingiu seu ápice de popularidade em meados de 1967, após apresentar-se no lendário Monterey Pop Festival.
Porém nunca saberemos até onde chegaria sua genialidade. Quando estava prestes a estourar de vez, foi vítima de uma tragédia. No dia 10 de dezembro de 1967, Otis Redding morreu num acidente de avião, junto com mais quatro membros da sua banda de apoio. Acabava alí a trajetória do cantor e começava a do mito.

Em 1968, foi lançado um disco póstumo chamado " The Dock of the Bay", que por ironia do destino foi seu maior sucesso comercial.

Para não ficarmos somente com a minha opinião, vou deixar alguns depoimentos extraídos do ótimo livro (post em breve) "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock". Bill foi o maior produtor musical da história da música e o homem que transformou os shows em verdadeiros negócios para as bandas. Simplesmente um cara que conheceu todo mundo que teve alguma relevância no meio musical.
Seguem alguns trechos sobre Otis Redding:
"Ele foi o talento mais extraordinário que eu vi na vida, disparado. Não havia comparação. Nem naquela época nem agora".
"Todo artista da cidade (São Francisco) pediu para abrir o show do Otis. Janis Joplin chegou as três da tarde no dia do primeiro show para garantir um lugar na frente. Até hoje, acho que nenhum músico conseguiu fazer com que todos os músicos da cidade viessem para ver um show como ele fez. Ele era o cara. O verdadeiro cara." (falando sobre a primeira vez que Otis tocou no Fillmore East).

Para ilustrar o post, deixei algumas músicas no player abaixo. São elas "(Sittin'on) The Dock Of The Bay", Pain In My Heart", "Try a Little Tenderness", e ""I've Been Loving You Too Long". Para o assistirmos em ação, um vídeo dele no citado festival.Começa com "Shake".
Sem mais palavras. Curtam aí.

Sandro


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A CAMP - NINA PERSSON SEM OS CARDIGANS

Num dos primeiros posts do Minerva Pop, quando ainda testávamos a colocação de vídeos no blog (aqui), eu prometi um post sobre a Nina Persson.

De lá para cá, eu escrevi sobre a minha predileção por vocais femininos (aqui), o Anselmo escreveu sobre o rock vindo da Suécia (aqui) e nada de falar sobre a mulher.

Enfim, hoje chegou a vez dela. A garota sueca que montou a banda The Cardigans e sempre com a mesma formação lançou 7 discos. Grande parte das pessoas deve lembrar deles pelo hit "Lovefool" do disco "First Band on the Moon". A música fez parte da trilha sonora do filme "Romeu e Julieta" e estourou. Sem exceção, todos os discos são bons e eu nem consigo destacar um em especial.

Também tive a oportunidade de assistir a um show dos Cardigans ao vivo (tocaram em 2006 em SP, no Via Funchal) e fiquei com uma ótima impressão. O show foi lindo.

É uma banda que eu ouço bastante e vez por outra está tocando aqui em casa. Mas aí vem um exemplo de que a gente nunca está a par de tudo. No começo deste ano, vi a notícia de que a Nina Persson estava lançando um disco de um projeto solo chamado A Camp. O nome do disco era "Colonia". Ouvi algumas músicas e achei excelente. Descolei o disco e comprovei que era bom por inteiro.

Só então fiquei sabendo que na verdade este disco era o segundo com este projeto e que o primeiro disco, também chamado de "A Camp" havia sido lançado em 2001. Fui atrás e recomendo igualmente. São dois albuns ótimos. A voz maravilhosa da Nina embeleza as faixas e faz a vida parecer um pouco mais bela pelo menos durante a audição.

Pelo que sei, os Cardigans continuam na ativa, apesar da última turnê ter rolado em 2006. Fora a banda e o A Camp, para o meu deleite, em 2007, a Nina Persson ainda gravou um dueto de arrasar na música "Your Love Alone Is Not Enough" no disco "Send Away The Tigers" do Manic Street Preachers (leia sobre eles aqui), cujo vídeo eu já coloquei no blog (aqui) um tempo atrás.

É isso, esta garota da Suécia é maravilhosa e merece uma atenção especial.

Discografia com os Cardigans:
Emmerdale (1994)
Life (1995)
First Band on the Moon (1996)
Gran Turismo (1998)
Long Gone Before Daylight (2003)
Super Extra Gravity (2005)

Discografia com A Camp:
A Camp (2001)
Colonia (2009)

Abaixo, deixei três vídeos. O primeiro de uma apresentação ao vivo no Grammy sueco com a música "Stronger Than Jesus" do disco "Colonia". No segundo, o clip de "I Can By You" do disco "A Camp". No terceiro, o fantástico clip de "My Favorite Game" do disco "Gran Turismo".


Sandro







domingo, 4 de outubro de 2009

ACONTECEU EM WOODSTOCK - O LIVRO!

Como é sabido por todos, em 2009 comemorasse os 40 anos do Festival de Woodstock, que mesmo para aqueles que não viveram, não se interessam pelo movimento “Hippie” ou por artistas como The Who, Country Joe, Janis, Richie Havens, Hendrix, John Sebastian, Santana, The Grateful Dead, Sly and the Family Stone, Joe Cocker, não podem negar a importância do evento como um “divisor de águas” da cultura e expressão de toda uma geração.

Como forma pessoal de comemorar o aniversário do festival e me “interar” mais do assunto, comprei o livro “Aconteceu em Woodstock” de Elliot Tiber (e Tom Monte).

Elliot Tiber (Elliot Teichberg -1935) designer e escritor, um dos responsáveis pela realização do Festival de Woodstock na cidade de Bethel (EUA) em 1969. Foi professor de redação e atuação da New School University and Hunter College, em New York. Trabalhou em programas da CNN, NBC, CBS, e de diversas emissoras no mundo. Viveu com o diretor e professor belga Andre Ernotte, que adaptou o livro High Street (de autoria de Tiber) para o cinema, o qual ganhou diversos prêmios. Está engajado no projeto “Festival Gaystock”.

Quando comprei o livro, imaginava que encontraria informações inusitadas e casos curiosos dos artistas e produtores que realizaram o festival, no entanto, para minha grata surpresa, o texto vai muito além.

Para simplificar o assunto, o livro tem 300 páginas. Nas primeiras 100 temos um resumo da vida desafortunada do autor na desolada e abandonada cidade de Bethel e no falido hotel onde vivia com seus pais. A descoberta de sua homossexualidade e o sofrimento de ser “judeu” e “gay” numa sociedade conservadora americana nos anos 60, é "narrado" com humor brilhante.

Nas 100 páginas intermediárias, é descrito o desenvolvimento artístico de Elliot Tiber como Designer de Interiores no Village (Nova York), seus encontros sociais e inusitados com figuras interessantes como Marlon Brando, Rock Hudson, Truman Capote, e a participação ocular e direta na Rebelião Stonewall.

As 100 páginas finais (na verdade começa um pouco antes) contam a “sacada” de entrar em contato com os produtores que haviam perdido a licença para o Festival, oferecer hotel da família (El Monaco), e intermediar o aluguel da fazenda onde foi realizado o festival. Além do conflito com os moradores locais, a forma de lidar com um público de mais de 500 mil pessoas, e a amizade com o produtor hippie Michael Lang, são as melhores partes do livro.

“Aconteceu em Woodstock” serviu de base para o roteiro do filme de Ang Lee.

Segue abaixo o trailer do filme, e uma das minhas apresentações preferidas do festival: "Richie Havens".

Anselmo


BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

No início do blog, estávamos utilizando bastante um tocador de mp3 online ao invés de vídeos. O tocador da Yahoo! funciona bem mas acaba expondo o blog na questão dos direitos autorais, já que permite que se baixe o som com um clique no botão direito do mouse. Depois do blogger ter excluído uns três posts por conta disso, desistimos da idéia e nos concentramos em vídeos, o que tem sido bem legal.
Porém, buscando mais opções, venho procurando faz um tempo, algum outro tipo de tocador de mp3, que seja bacana. Hoje achei um bem interessante e resolvi criar um post só para testá-lo. Sem precisar apresentar a banda, deixei uma de minhas músicas favoritas desde sempre.


Sandro



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