minervapop

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

BUZZCOCKS - VIVA A ORIGINALIDADE


No dia 12 de junho deste ano, data em que criamos o Minerva Pop, foi escrito o primeiro post. Ainda em forma de teste e com o intuito de iniciar a brincadeira aqui pelos novatos.

Foi um post dedicado ao Lux Interior do Cramps que havia morrido. Aliás o fato do falecimento do cara não ter saído em nenhum veículo da grande mídia revoltou o Anselmo, que ficou sabendo através da triste notícia por mim, que havia lido em alguns blogs sobre o ocorrido. Isso deu mais força a nossa idéia de criar um blog nosso para falar de coisas e notícias que achássemos interessantes ou importantes.

Naquele primeiro post o Anselmo escreveu sobre os "pacotes de amostra grátis e inofensiva de rock", sugerindo aos mais jovens que buscassem pelo som dos Cramps ao invés de Fall Out Boy,etc. Já dava para perceber que o blog não seria muito amigo destas bandas de punk pop água com acúcar também conhecidas como banda "emo", abreviatura de emocore, ou hardcore com emoção.

Mas tem quem goste e como eu sempre digo, antes a molecada curtir uma banda de rock inofensiva e "bunda mole" do que engolir o lixo que é produzido e enfiado goela abaixo na massa pelos grandes veículos de comunicação. Por esta razão procuro respeitar, mesmo sem gostar.

Então hoje decidi escrever um pouco sobre os avós deste chamado punk pop. Os Buzzcocks.

Já ouvi gente que acha super diferente uma banda falar de amor mesmo fazendo um som mais rápido e que pensa que algumas destas bandas emo trazem um conceito novo para o punk rock (estou falando de estilo musical e não atitude).

Não, não, não. Mil vezes não! Formado em 1975, os Buzzcocks fizeram parte do movimento punk inglês de 77 e se caracterizaram por manterem um distanciamento politico em suas letras, em contraste com a rebeldia dos Sex Pistols e a consciência do Clash (deuses!). Eles preferiam falar de amor, muitas vezes sem grandes compromissos.

Pois é, em pleno final dos anos 70 surgia uma banda punk com uma letra sensível como "Ever Fallen in Love". Fora as melodias pegajosas que grudam na nossa cabeça e nos fazem querer ouvir sempre mais.

Por conta de uma briga com a gravadora, a banda acabou em 1981. Depois de quase uma década parada, retornou em 1989 para uma turnê nos EUA e em 1990 decidiram voltar de forma oficial.

De lá para cá, gravaram alguns bons discos de estúdio e tocaram no Brasil algumas vezes. Para mim dois shows foram marcantes. A primeira vez que os vi, nos extinto Aeroanta num show marcado para uma segunda-feira a noite que começou quase as 3:00 horas da manhã da terça, mas valeu toda a espera (lembra Pancho? ). E o show que eles fizeram no Olympia, com a casa quase lotada só que por ironia do destino a maioria da galera estava lá para ver a banda de abertura, que era o CPM22 ainda na fase independente, mas já adorado pela garotada.

Todos os discos são bons, mas se você puder, recomendo a coletânea de singles lançada em 1979 chamada "Singles Going Steady". Disco perfeito e essencial em qualquer coleção de rock.

É isso. Mais uma das minhas preferidas. Abaixo a clássica "Ever Fallen in Love" e "Promisses", em performances de quase 30 anos atrás.


Sandro




domingo, 30 de agosto de 2009

GUSTAVE DORÉ - ARTE DANTESCA


Eu sempre ouvi que não devemos julgar um livro pela capa. Nem mesmo um disco. Porém existem capas que são um convite irrecusável.

A arte gráfica de qualidade é um fator complementar importante para literatura , música, etc. Quando bem feitas, tem o poder de “traduzir” para os olhos a mensagem do autor.

Tem alguns anos que a "Divina Comédia" de Dante Alighieri é meu livro de cabeceira. Tentar descrever a beleza, a importância dessa obra na literatura mundial, tomaria muito tempo e esforço de síntese, e confesso que não sinto que seria o mais indicado para fazê-lo.

Porém, gostaria de escrever poucas linhas sobre o desenhista responsável pelas famosas gravuras usadas para ilustrar a Divina Comédia, que ajudaram o leitor comum a entender e assimilar a mensagem de Dante.

Paul Gustave Doré, nasceu em Estrasburgo em 06 de janeiro de 1832 e faleceu em Paris em 23 de janeiro 1832. Foi pintor, e ilustrador Frances de livros do século XIX. Seu trabalho transita entre a fantasia e a realidade.

Aos 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante, sendo que em 1868 terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso.

O seu forte era mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como Dom Quixote de la Mancha (Miguel de Servantes) e os Contos de Fadas (Charles Perrault) , dentre outros.

Foi contratado para ilustrar Londres : Uma Peregrinação em 1869, que retratava a pobreza e a facil dura da cidade. Mesmo sendo bem sucedido ilustrando diversas obras, sempre deu preferencia a trabalhos para satisfação própria.

Morreu aos 51 anos, pobre, pois todo o dinheiro ganho com o sua obra foi utilizado para quitar diversas dívidas, deixando incompletos alguns trabalhos.

Com certeza a obra de Doré é fonte de inspiração para escritores, poetas, músicos, desenhistas, pintores, artistas em geral. Abaixo deixo algumas obras.

Anselmo





sábado, 29 de agosto de 2009

CINEMA BRASILEIRO - TIPO EXPORTAÇÃO?


Será que o cinema brasileiro está se rendendo a pancadaria e heroísmo de Hollywood?

Estão previstas as estréias de duas produções brasileiras para o mês de outubro próximo , Salve Geral (dia 02 ) e Besouro (dia 30 ).
O primeiro (Salve Geral), com direção e roteiro de Sergio Rezende, é baseado nas rebeliões e atentados do PCC (Primeiro Comando da Capital) que paralisaram São Paulo em maio de 2006. No filme, Lúcia (Andréa Beltrão) é uma professora que tem a pensão do seu marido interrompida e o filho preso. No meio desse caos, descobre que está com uma pasta de dinheiro do Comando, e manipulada por Ruiva (advogada do comando) tem que conviver entre o crime e a legalidade.

O segundo (Besouro) é sobre as lendas criadas pela história de Manoel Henrique Pereira o “Besouro Mangangá”, um capoeirista brasileiro da década de 1920 a quem eram atribuídos feitos heróicos. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff, o filme é baseado no livro “Feijoada no Paraíso” do escritor, cartunista e publicitário Marco Carvalho. O coreógrafo Hiuen Chiu Ku de “Kill Bill” e "O Tigre e o Dragão" é responsável pelas cenas de ação do filme. (Trouxeram um “chinês” pra dirigir filme de capoeira? Não tinha mestre brasileiro disponível não?). Calma, tudo pelo sucesso internacional!

É esperar pra ver.


Anselmo



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ESTRÉIA NO CINEMA - NOVO FILME DE LARS VON TRIER


Neste final de semana temos a estréia nos cinemas do Brasil do último filme do polêmico e excelente cineasta dinamarquês Lars von Trier.

Trata-se de O Anticristo. Ainda não vi o filme, mas já recomendo. Tudo o que o cara faz é de primeira qualidade. Só para citar duas obras primas, ele foi o responsável por Dançando no Escuro e por Dogville, dos quais nem vou falar nada porque ambos merecem (e receberão) posts específicos.

De tudo que eu li, a definição mais interessante foi no site da agência espanhola EFE. Dizia assim: "A perigosa terapia de Lars von Trier".

A sinopse padrão que está em todo lugar é a seguinte: Um casal devastado pela morte de seu único filho se muda para uma cabana isolada na floresta Éden, onde coisas estranhas e obscuras começam a acontecer. A mulher é uma intelectual escritora que não consegue se livrar do sentimento de culpa pela morte do filho, e ele, um psicanalista, tenta exercer seu meio de trabalho para ajudar a esposa. O casal é vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que ganhou oprêmio de melhor atriz no festival de Cannes por esta atuação.

Só para vocês terem uma idéia o filme abre com a cena da morte do garoto, que sozinho no quarto, sai do berço e caminha até a janela de onde se joga. Enquanto isso o casal está no outro quarto fazendo amor.

Uma coisa é unanimidade. O filme tem cenas muito fortes e chocantes e não é indicado para pessoas muito frágeis (nem menores de 18 anos). Na sessão em que foi exibido em Cannes, parte dos espectadores se retirou da sala antes do final.

É isso. Como eu disse, o cara é polêmico, mas na minha opinião um diretor de cinema genial. Nestes próximos dias não vai dar, mas durante a próxima semana vou conferir com certeza.
É o típico caso de obrigação. Tem que ver.

Abaixo, o trailer.


Sandro


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

TING TINGS TAMBÉM VIRÁ AO PLANETA TERRA FESTIVAL

Apenas para dar uma atualizada nas informações, a organização do festival Planeta Terra começa a soltar devagar as confirmações das atrações. Como eu disse no outro post (leia aqui) a dificuldade para a decisão entre as duas baladas do dia 07 de novembro vai ser grande.

Depois do Primal Scream, agora foi a vez da dupla inglesa Ting Tings. É coisa nova. Formada por Katie White no vocal e guitarra e Jules de Martino na bateria, eles lançaram seu primeiro disco chamado "We Started Nothing" só no ano passado.

Em 2008 eles bombaram muitas pistas pelo mundo com as músicas "Great Dj", "Shut Up And Let Me Go" e "That's Not My Name".

Confesso que de cara não dei muita importância para o falatório e demorei um pouco para ouvir o som (o fiz só no final de 2008). Quando parei para escutar achei duca. É levezinho, muita gente pode achar pop demais ou meio baba. Realmente soa inofensivo, mas eu acho contagiante.

Sem preconceito. Curte aí.


Sandro


ACE FREHLEY - O ROCKER


Acredito que a maioria de vocês, que acompanham o nosso Blog, gostam do KISS, certo? Ótimo.

Minha intenção não é escrever mais um “post”, dentre os milhares na Internet sobre essa lendária e importante banda de Rock’N’Roll, mas gostaria de fazer referência ao seu mais ilustre e , na minha humilde opinião, o mais legal dos quatro integrantes originais, Ace Frehley.

Paul Daniel Frehley, nasceu em 27 de abril de 1951, no condado de Bronx em Nova York. O resto da sua biografia pode ser facilmente encontrado em sites especializados e blogs da banda Kiss. O propósito é ressaltar mais um exemplo de irreverência nesse "mundinho" chato e irritante do show business.

Ace Frehley não foi um guitarrista fenomenal ou super técnico, mas foi extremamente criativo e divertido em seus arranjos e solos de guitarra. Além de ser uma “figura” ímpar.

Em 1978, os integrantes do KISS decidiram gravar um projeto solo cada (essa todo mundo sabe!), o de Ace Frehley foi disparado o melhor. Gene Simmons ficou "bravo", disse que Ace estava escondendo o jogo (deve ser porque não vendeu tanto e perdeu dinheiro, hehehehe). Ace respondeu que sempre que tentava mostrar as músicas, ele e Paul recusavam.
Outro fato interessante, quando ainda Power-Trio (1972) e se chamavam Wicked Lester, a banda formada por Gene Simmons, Paul Stanley e Peter Criss (Ace Frehley ainda não havia entrado), não passaram num teste com Don Ellis, Diretor de A&R (artistas e repertório) da Epic Records.
Lembro que na febre do KISS no Brasil em 1983 (quando grandes lojas vendiam discos do Kiss a preços “baixíssimos”, e a empresa de divulgação da turnê brasileira chegou a dar “amostras grátis” dos discos da banda pra moçada) como foi grande a decepção da garotada quando anunciaram que viria o Vinnie Vincent (Vincent John Cusano) no lugar do Ace. (Aos corneteiros de plantão informo que não havia a facilidade de informação como temos hoje).
Quero deixar bem claro que não estou atacando Gene ou Paul, ou mesmo tentando dizer que Ace é mais importante que os outros dois, longe disso. Acredito até que Ace Frehley não tem mais condições de aguentar o cotidiano da empresa que o KISS se tornou, isso já está claro desde muitos anos.

Somente acho que Paul era o “Lover”, Gene o “Money Maker”, Peter o “Drinker” e Ace o “Rocker”.

O Abaixo estão dois vídeos com intrevistas da banda para a TV no final dos anos 70 , onde podemos ver a irreverência e o humor ácido de Ace Frehley (Quem não gostava muito era o Gene Simmons), e também a propaganda do disco novo de “Space Ace” , que está pronto e tem o título de Anomaly, com previsão de lançamento até final de 2009.

Anselmo







quarta-feira, 26 de agosto de 2009

As Meninas Super Poderosas "Mímica Para Variar"


Eu sempre procuro escrever sobre os mais variados temas aqui no Blog. Filmes, cinema, literatura. Assuntos de interesse geral voltados principalmente ao entretenimento, pois nosso dia-a-dia já é um “saco”, recheado de obrigações, deveres e responsabilidades.

Hoje gostaria de escrever algo diferente, especial e de muita importância pra mim. Estou falando sobre minha filha Verena, ou mais especificamente da primeira canção Rock’n’Roll que “curtimos” juntos.

Quando ela tinha pouco mais de um ano de idade, era difícil por a menina pra dormir. Sempre muito esperta, dava a maior canseira em mim e na mãe dela, Izabel. O jeito era brincar com a pequena, até ela cansar.
Certa vez, numa dessas "aventuras noturnas", estava passando o desenho das Meninas Super Poderosas (criado por Craig McCracken) na TV. O episódio era “Mímica para Variar” (Mime For a Change).

Nesse episódio, as meninas derrotavam o vilão com uma canção que falava de amor. A música se chamava “Amor Faz o Mundo Andar” (Love Makes the World Go 'Round), para canta-la as garotas formam uma banda de Rock com Guitarra, Bateria e Baixo, um verdadeiro “Powerpuff Trio”.

Lembro que gravei o episódio em uma fita de video , e toda a noite a gente ligava a TV na sala, e cantávamos a canção juntos. Era muito divertido.
Não, a garotinha não dormia, mas em compensação hoje tem uma guitarra e está planejando montar uma banda.

Claro que temos uma variedade grande de compositores e escritores que fazem um trabalho muito bom para as crianças aqui no Brasil , e sempre que possível procuro ensinar a minha filha sobre isso. Porém, esse vídeo foi uma introdução bem legal da Verena no mundo do Rock’n’Roll.

Te amo Verena. (Apesar de voce continuar a dormir tarde!)

Anselmo



terça-feira, 25 de agosto de 2009

ESCUTE, ZÉ NINGUÉM


Vocês já viram uma saída de fábrica? Aquelas pessoas andando apressadas, indo pegar o ônibus, o carro, ou mesmo caminhando para chegar cedo em casa? Os operários parando nas barraquinhas de “petiscos” pra tomar uma “branquinha”. Os ambulantes vendendo “produtos alternativos”. As conversas nas rodas de amigos sobre a discussão com o chefe, futebol, sindicato, mecânica, hora-extra aos sábados. E no meio de tudo isso, o livreiro com sua “banquinha” de livros. Livreiro? Sim, o livreiro do fusca amarelo.

Foi um vendedor de livros que durante muitos anos de trabalho, próximo a uma grande montadora de veículos no ABC Paulista, forneceu material para que muitos, no meio daquele caos, tivessem acesso a boa literatura. Drummond, Dante Alighieri, Humberto Eco, Dostoievski, Fernando Sabino, dentre outros.

Mas havia um livro que o livreiro recomendava, pelo menos para alguns, dizendo: “-Esse livro mudou a minha vida!”. “Escute, Zé Ninguém!” Wilhelm Reich.

Wilhelm Reich, sexologo, humanista, cientista, nasceu em 24 de março de 1896, em Dobrzanica, na Ucrânia , em uma família de judeus germanizados, faleceu em 3 novembro de 1957.
O jovem Reich foi educado estritamente segundo a cultura alemã e os pais mantiveram-no sempre afastado da população judaica de cultura iídiche. Foi um discípulo dissidente de Freud, pois impunha um quase total engessamento das idéias em torno daquilo que Freud dissera.

Adimirado por celebridades como William Burroughs, Paul Edwards, disse que descobriu a energia cósmica primordial que alguns chamam de Deus, a qual ele batizou de Orgone (Energia Orgônica ou orgônio foi usado para descrever as substancias da vida em si).

No verão de 1945 escreve “Escute, Zé Ninguém!”, onde tenta mostrar o que o homem comum faz a si mesmo, seu sofrimento, relação com amigos e inimigos, quando alcança o poder sempre faz pior que o antecessor.

O livro é muito bom, para ler sem pressa, meditando, relacionando a escrita com os acontecimentos cotidianos. Pra voce se encontrar, ou pelo menos ter um segunda opinião sobre si mesmo.

O livreiro não está mais entre nós, infelizmente faleceu a alguns anos, não tive tempo de agradecer. Mas posso recomendar seu livro favorito.

Anselmo


Podem conferir abaixo (mas o legal é comprar o seu!)
www.culturabrasil.pro.br/zip/zeninguem.pdf

JANE'S ADDICTION E PRIMAL SCREAM NO BRASIL - MESMO DIA, LUGAR DIFERENTE!

Desesperador.

Uma tortura começa a se desenhar pela frente. Num recente post (leia aqui) comentamos sobre os shows confirmados para o Brasil nos próximos meses e das possibilidades em aberto. Havia o receio que os dois grandes festivais programados para novembro, Maquinaria e Planeta Terra, fossem marcados para o mesmo dia (o que de fato aconteceu e foi atualizado nos comentários do post).

Bom, até a semana passada tínhamos confirmado apenas o Faith No More para o Maquinaria. Na sexta-feira, finalmente o Jane's Addiction também foi anunciado para este festival. De quebra ainda confirmaram o Deftones.

Hoje, a primeira atração internacional do Planeta Terra foi divulgada. Nada mais, nada menos, do que a maravilhosa banda escocesa Primal Scream. Anunciaram ainda os brazucas Macaco Bong e Móveis Coloniais de Acaju.

Eu e meus parceiros de blog vimos juntos o show do Primal Scream em 2004 no extinto Tim Festival e o negócio foi absurdamente bom. Inesquecível. Eles lançaram no ano passado o bem legal "Beautiful Future".

E agora? Sinceramente, não sei o que fazer. Na minha preferência, o Maquinaria está em vantagem por trazer o Janes's Addiction, que eu nunca vi (já assisti o fantástico Faith No More e Deftones). Mas o Planeta Terra só soltou a primeira. Será que não vem mais bomba?

Vai ser cruel. Porém tem fã que não vai passar por esta dúvida, pois já comprou o ingresso para o Maquinaria assim que o Faith No More foi anunciado (né não Anselmo?!).

Abaixo um vídeo de cada um.


Sandro




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

GLORIA JONES - CONHEÇA TAINTED LOVE

Acho que todo mundo conhece a música "Tainted Love" na clássica interpretação do Soft Cell. Quem é mais novo, certamente já a ouviu em sessões de flashback dos anos 80 e quem é um pouco mais velho como eu, já a curtiu numa pista de dança várias vezes.
Até os adeptos de um som mais pesado já a ouviram, pois a música foi gravada por Marilyn Manson em 2001.

Pois agora lhes apresento a versão original da música, na voz de Gloria Jones, que gravou "Tainted Love" em 1964.

A cantora norte-americana não chegou a ser um ícone da soul music e na verdade nunca fez muito sucesso, mas deixou esta gravação deliciosa que Marc Almond anos depois, em 1982, transformaria num hit mundial.

Existe ainda uma curiosidade sobre a Gloria Jones. É que na década de 70 ela se tornou namorada do Marc Bolan, líder da banda T Rex, chegando a participar musicalmente da banda à partir de 1974 (tocou teclados e fez backing vocals). Em 1977, quando Bolan morreu num acidente de carro, era Gloria quem dirigia.

Pode ser que muita gente já conhecia o som de Gloria Jones, principalmente os que são mais ligados em soul music, mas acho que é válido para quem não sabia, conhecer a original de "Tainted Love".

Abaixo, três versões. A original que eu quero mostrar, a que todo mundo conhece e a do Marilymn Manson (visualmente o clip mais f...)




Sandro












domingo, 23 de agosto de 2009

LINHA DE PASSE - UMA PEQUENA OBRA PRIMA DO CINEMA NACIONAL


A verdade nua e crua. Sem sensacionalismo, sem cenas de impacto, sem final feliz. O filme relata um período da difícil vida de quatro irmãos que moram na periferia de São Paulo.

Reginaldo é o mais novo dos irmãos e está obstinado em encontrar o pai que não conheceu. Sua única pista é que o homem era motorista de ônibus. O menino então começa uma rotina diária de entrar de ônibus em ônibus, desde que o motorista seja negro, e tenta como se fosse uma loteria da vida, realizar seu sonho de saber quem é seu pai.

Dinho é um recém convertido. Frequenta a igreja evangélica de sua vila e tenta com todas suas forças expurgar pecados de um passado que o filme não mostra. Em paralelo, ganha sua vida como frentista de um posto de gasolina meia boca, convivendo com a frequente desconfiança do patrão.

Denis, já tem um filho com uma ex-namorada e trabalha como motoboy. É ambicioso e sonha com uma forma mais fácil de ganhar dinheiro, o que pode lhe trazer problemas.

E tem o Dario, interpretado por Vinicius de Oliveira ( o garoto de Central do Brasil agora crescido). Ele sonha em ser um jogador de futebol profissional, mas apesar de ser habilidoso, sua rotina é passar por seguidos "nãos" em peneiras pela cidade. A pressão aumenta a medida que seu aniversário de 18 anos se aproxima e com ele o sonho prestes a chegar ao fim. Implicitamente, é em Dario que os irmãos depositavam as esperanças para um futuro melhor.

Completando a famíla temos Cleuza, a mãe de 42 anos que está grávida de mais um filho que também não vai saber quem é o pai. Ela é sim uma mulher batalhadora, que trabalha como empregada doméstica para bancar a sofrida família. Porém os diretores a retratam sem nenhum romantismo, mostrando-a não como uma heroína, mas como uma mulher que ao mesmo tempo em que luta para que seus filhos tenham uma vida honesta (é a maior incentivadora de Dario), não deixa de passar alguma horas no boteco da vila tomando cerveja. Não abdica também de sua paixão pelo Corinthians, que acompanha nos estádios mesmo em estágio avançado da gravidez. A sublime atuação de Sandra Coverloni lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no importantíssimo Festival de Cannes.

Linha de Passe é um filme nacional dirigido pelo excelente Walter Salles em parceria com Daniela Thomas e lançado nos cinenas o ano passado. Já está disponivel em DVD e vale muito a pena ser assistido. No fim, a falta de perspectiva chega até a chocar, mas o fato de não haver um final conclusivo contribue para que o filme seja uma pequena obra prima.

Definitivamente é um filme que não passa batido por quem o assiste. Afinal, como diz o subtítulo: A vida é o que você faz dela.


Sandro


PEARL JAM - IMMAGINE IN CORNICE

Acho que todos já ouviram que “para manter a admiração por seus ídolos, é melhor não conviver com eles”, ou algo parecido . Entendo que com o acesso fácil a informação nos dias de hoje, isso está cada vez mais inevitável.

Lembro que nos anos 80 a molecada tinha que correr atrás da informação, que na maioria das vezes, estava defasada fazia muito tempo.

Revistas como a Bizz, Metal, POP, Rock Brigade, dentre as nacionais, sem falar nas importadas que a garotada chegava a negociar por página. Voces podem imaginar a qualidade das notícias, não é?! Programas de rádio com apenas uma hora de duração, aos domingos ou em horários nada convencionais. O resultado era os nossos “Herois” colocados no mais alto patamar, quase como seres intocáveis.

Quando algumas bandas começaram a vir para o Brasil, como o Queen (1981), o Kiss (1983), e a produção dos festivais como o Rock In Rio (1985), eu comecei a “me ligar” nessas “estrelas”.

Uns destruindo camarim por falta de produtos não providenciados, outros não querendo entrar no palco depois do “concorrente”, dinossauro da música pop pedindo pro público “se ajoelhar” quando da entrada dele no palco, guitarristas querendo ser “mais rápidos e melhores”, enfim ,ostentação total. Conforme eu percebia esse tipo de coisa, inclusive no meio do pessoal do Rock da minha área aqui no ABC, eu comecei não me importar muito, o interesse começou a diminuir.

Mas pra minha felicidade, no final dos anos 80 e início dos 90 surgem as bandas denominadas “Grunge”, que “desprezavam” todo essa porcaria de estrelismo. Alice In Chains, Nirvana, Mudhoney, Skin Yard (valeu Provos!) , L7, e uma em especial, Pearl Jam.

O Pearl Jam , com o álbum Ten, além de mostrar uma linha melódica diferente de tudo que se tinha na época, era formado por uma moçada igual a muitos, cabelos compridos, tênis furado, bermuda , camisa de flanela, e cantando “Eu ainda estou vivo”! Foi importante pra caramba! Pelo menos pra mim, um cara normal.

Passados quase 20 anos, eu assisto “Some Kind of Monster” filme sobre o Metallica, mais precisamente o processo de composição do álbum St. Anger, que retrata um período difícil da banda. Respeito, mas não gostei do que vi.

Eu falo isso porque conheço e ouvi o Metallica demais na minha adolescência. Fui em 1984 até a Galeria do Rock em São Paulo, junto com meu amigo Renato, pra comprar o “Kill´Em All” importado. Gastei meu salário inteiro no “Ride the Lightning”, e depois no “Master of Puppets”. Fiquei desolado com a morte do Cliff Burton em 1986, etc.

E tudo isso pra depois de alguns anos ver o que já sabia?! Um empreendimento no lugar de uma banda de Rock?! O dono da empresa mostrando luxo e poder?! Velhos amigos transformados em inimigos?! Uma escolha de baixista que parece mais uma entrevista de RH?! Bateu o desanimo de novo. (Isso é puramente pessoal, não tem nada a ver com a qualidade do filme).

Mas quando tudo parecia perdido para mim, eis que surge minha esposa na sala de TV e diz: “Quando acabar de assitir o do Metallica, veja esse que comprei do Pearl Jam, Immagine In Cornice”. Pessoal, fui salvo de novo!

O título “Immagine In Cornice”, é a tradução em italiano para “Picture In A Frame” que é uma canção do Tom Waits. O filme é um documentário / show sobre concertos em quatro cidades na Italia em 2006 sendo, Bologna, Verona, Milan, Torino e Pistoia.

Além de uma belíssima fotografia, o filme tem momentos únicos. Eddie Vedder buscando inspiração nas cidades por onde passa. Mike McCready mostrando a importancia de atender os fãs. Uma conversa filosófica com um sábio senhor italiano. A visita de Eddie Vader e Boom Gaspar em uma igreja em Pistoia.

Nos créditos tem uma performance do Eddie Vedder com o My Morning Jacket tocando "A Quick One (While He´s Away)" do The Who. Uma porrada.

O set list também é muito bom com, "World Wide Suicide", "State Of Love and Trust", "Even Flow","Rockin’ In The Free World", etc.

Pra voce que gosta de Cinema e Rock´n´Roll eu recomendo.

PS.1: Com certeza o pessoal do Pearl Jam sabe o que significa 53rd and 3rd.

PS.2: O Death Magnetic é ótimo.

PS.3: Dá uma conferida no “trecho” do filme que postei abaixo, ouça o velho sábio italiano.


Anselmo



sexta-feira, 21 de agosto de 2009

RAUL, PAULO E VAMPIROS

Hoje , 21 de Agosto de 2009, faz 20 anos que Raul Seixas faleceu. Escrever sobre esse genuíno Pop Star Brasileiro, ressaltando sua importância na Música Rock Popular Brasileira é “chover no molhado”. Com certeza você pode encontrar temas e episódios fascinantes do Raul em diversas fontes de informação como Blogs, Jornais, Sites, Livros, ou mesmo em sua própria música.

Porém, eu particularmente acho que a trajetória do Raul teve seu momento de maior expressão quando da sua parceria com Paulo Coelho. Canções como “Medo da Chuva”, “Eu Também Vou Reclamar”, “Al Capone”, “Eu Nasci a 10 Mil Anos Atrás”, dentre outras, ainda são sucessos nas diversas camadas sociais de nosso país. Tem até quem diga que o Raul fazia 100% das músicas e colocava o nome do Paulo para torná-lo conhecido, vai saber....

E falando em Paulo Coelho, gostaria de comentar sobre o Manual Prático do Vampirismo (1985), o qual o próprio Paulo mandou recolher.

O livro tem como base manuscritos que, supostamente, teriam sido recebidos pelo autor por uma pessoa indetificada como Flamínio de Luna. Os textos têm uma crescente de informações: definição, origem, localização dos clãs, tipos de vampirismo, etc.

Eu li essa obra há muitos anos atrás, na minha adolescência, e tenho que confessar que não é um livro muito bom, apesar de achar muito divertido na época. E convenhamos, com os autores medianos que exploram o assunto atualmente, não custa nada conferir. Fica aí minha sugestão.

Mesmo fora de catálogo, você pode ter acesso ao texto na Net (se estivesse no mercado diria pra vocês comprarem!). Muitos têm medo do livro, por ter a fama de amaldiçoado. Na boa, uma obra que tem até uma “introdução/mensagem” do Jorge Mautner, não deve ser tão perigoso assim.

E como o próprio Raul disse “O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser”.

Boa Leitura.

Anselmo



DUSTY SPRINGFIELD - A MAIOR CANTORA DA HISTÓRIA


Forte o título, não? Confesso que já estava ensaiando escrever este post faz tempo, mas não me decidia pelo rumo a ser tomado.

Queria falar sobre um dos meus pontos fracos. Vocais femininos. Independente se for uma cantora solo ou uma vocalista de banda, se a voz sair de uma mulher, é meio caminho andado para me conquistar. Não há um motivo concreto para esta predileção, mas realmente eu acho que as mulheres cantam mais que os homens.

Obviamente eu vou escrever muito sobre minhas favoritas aqui no blog. Mas a dúvida era, com quem começar. Qual seria a referência inicial?

PJ Harvey era a primeira candidata, mas acabei postergando porque acho que ela merece algo mais elaborado e dedicado do começo ao fim só para ela. Duffy, a loirinha inglesa que lançou o maravilhoso "Rockferry"? Polly Scattergood, cujo primeiro disco está saindo só agora? Jill Scott? Nina Persson com os Cardigans ou com A Camp? Izabel Monteiro e o lindo Drugstore? A musa Scarlett Johansson (o próximo é dela) e sua investida no mundo musical? A maravilhosa Shirley Manson com sua postura sexy no Garbage? A estranha Bjork? O estilo "relaxo" da Donita Sparks? A muito louca Amy Whinehouse? A fashion Karen O do Yeah Yeah Yeahs? A agitada Beth Dido do Gossip? A melancólica Beth Gibbons do Portishead? A tia Kate Pierson do B52's? A meiga Dido? A novidade Ida Maria? E mais um monte que eu relacionei como possibilidade (deu mais de 50).

Difícil. Mas um nome sempre pairava no ar . Dusty Springfield. Não sei ao certo em que momento da minha vida conheci e me encantei com o som dela, só sei que faz tempo e nada diminui o meu prazer ao escutar sua maravilhosa voz.

Dusty Springfield foi uma cantora inglesa nascida em 1939 e que iniciou sua carreira em 1960 num grupo chamado The Springfields (junto com seu irmão e um amigo). Saiu do grupo em 1962 e partiu para uma carreira solo que teve seu auge nesta mesma década de 60, culminando com o lançamento em 1969 de seu maior clássico, o disco "Dusty in Memphis", sua primeira gravação nos EUA. No ínicio dos anos 70, seu prestígio já não era o mesmo, apesar de continuar a soltar trabalhos de qualidade. Mais da metade da década de 70 ela passou afastada da cena musical devido a problemas com drogas, voltando a ativa somente em 1978. Nos anos 80 lançou discos de forma mais espaçada e com pouca repercussão. Voltou a mídia em 1987 com uma parceria junto com os Pet Shp Boys que fez bastante sucesso. Depois disso ainda gravou dois albuns, um em 1990 e o último em 1995, quando descobriu que estava com cancer.Lutou contra a doença até 1999, quando morreu aos 59 anos de idade.

É dela o meu primeiro post sobre vocais femininos. Apareceram antes aqui a Cat Power e a Lily Allen, porém devido a circunstância de serem notícia (shows no Brasil). Gosto das duas, mas a estréia foi da Dusty!

É isso. Certamente muito em breve aparecerão posts sobre as outras cantoras citadas acima e muito mais.

Na empolgação resolvi deixar dois vídeos. Um com uma das melhores canções de todos os tempos chamada "Son Of a Preacher Man" e o outro com a clássica "I Just Don't Know What To Do With Myself", que foi inclusive regravada também pelo White Stripes ( o lindo clip com a Kate Moss também está aqui no blog em um post anterior). Dêem um desconto por conta da época das gravações. Apreciem as músicas! É para chorar!


Sandro



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

THEM CROOCKED VULTURES - O Bom , O Mau e O Feio

Não sei quanto a vocês, mas na minha humilde opinião, nem sempre juntando os melhores profissionais em um mesmo projeto é garantia de melhor resultado. E isso vale pra qualquer ramo de atividade, em empresas, igrejas, e até mesmo em times de futebol.

A algum tempo já estamos ouvindo falar do supergrupo formado por Dave Grohl, John Paul Jones and Josh Homme, o “Them Crooked Vultures”. Esses caras são de bandas que todo mundo gosta, Foo Fighters, Led Zeppelin e Queens Of the Stone Age (caso voce não goste, azar o seu!).

Eu sinceramente espero que saia coisa boa daí, pelo simples motivo de querer comprar mais um CD de música legal, e que junto com a grana que esses caras vão ganhar (mais ainda), que sobre um pouco de diversão pra gente.

Ontem a noite (19 de agosto) fizeram a segunda apresentação no Amsterdam's Melkweg , o primeiro foi em Chicago no início de agosto. Shows na Europa estão garantidos.

E aqui no Brasil não dão nem sinal né, cambada!? E a gente colecionando tudo desses gringos....vai entender.

Anselmo

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RANXEROX , CATZO!

No início da década de 90, surgiram nas bancas de jornal, aqui em Sampa, as primeiras edições da Revista Animal, fundada por Roberto Campos, hoje diretor da Conrad Editora. Foram 23 edições.

Foi essa revista responsável pela publicação de um dos maiores personagens da QH Italiana, e mundial. Senhoras e Senhores, estou me referindo a Ranxerox.

Ranxerox era um andróide que vivia em uma Roma destituída de qualquer valor moral, onde drogados, malandros, prostitutas e representantes da mais degradante condição humana, tinham seu convívio anti-social. Havia também sua namorada Lubna, uma ninfeta de apenas 12 anos, drogada e sem nenhum caráter, que colocava nosso anti-herói nas mais bizarras situações.

Nas primeiras tiras era chamado de Rank Xerox, mas os executivos de uma grande marca não gostaram da associação de seu produto a um “Robô Junkie” , e o autor teve que mudar para Ranxerox.

Esse tesouro da literatura/HQ underground foi produto da parceria entre o roteirista Stefano Tamburini e o desenhista Tanino Liberatore, que teve início em 1977. Infelizmente, quando mal haviam concluído o terceiro capítulo da série, Tamburini morreu.

Stefano Tamburini nasceu em Roma em 18 de agosto de 1955. Fundou as revistas Combinazioni (1974), Cannibale (1974) e Frigidaire (1980). Enigmático e de poucos amigos, faleceu aos 31 anos, em abril 1986, de overdose. Até hoje é celebrado com um ícone Pop na Italia.

Tanino Liberatore nasceu em 12 abril 1953, desenhista, formado em arquitetura pela Universidade de Roma, foi o responsável pela concepção estética de Ranxerox. Também conhecido por sua arte em capas de discos, sendo o mais famoso "The Man From Utopia" de Frank Zappa.

As HQ´s de Ranxerox foram curtas, mais diretas e brilhantes. O conceito estético, o roteiro, servem de inspiração até hoje para muitos escritores e desenhistas. Também para uma série de cineastas, que ensaiam a bastante tempo uma versão para o cinema.

Ainda bem que não o fizeram, pois Ranx não merece o mesmo destino de alguns personagens clássicos que tiveram suas sagas reduzidas a filmes “politicamente corretos” e “sem graça” como Conan, Aeon-Flux, Juiz Dredd, Batman. E no fim ainda acabam em merchandising pra rede de fastfood.

Anselmo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

SABOTAGE - RESPEITO É PRA QUEM TEM


Lendo o post que o Anselmo escreveu sobre o cineasta Beto Brant, deu uma baita vontade de assistir novamente o filme "O Invasor", que como eu descrevi nos comentários deste mesmo post, é um dos meus filmes nacionais preferidos.

Como tenho o filme em casa, o assisti neste último domingo. E é sempre uma satisfação, o tempo passa até mais rápido.

Mas o que me leva a este post aqui é uma pequena cena do filme. Trata-se da cena em que o invasor Anísio (numa interpretação surpreendente e maravilhosa do Paulo Miklos) tenta convencer seus novos "sócios" a investir na gravação de um disco de rap para um camarada dele. O camarada em questão é o Sabotage, interpretando ele mesmo. Por coincidência, eu até tinha comentado sobre esta parte do filme com o brother Alexandre algumas semanas atrás.

Mas vendo o Sabotage alí, na hora bateu uma puta tristeza. Eu que gosto e respeito bastante o rap nacional entendo que o Sabotage, exceção feita aos Racionais MCs que são um caso a parte, foi o melhor rapper nascido no Brasil.

Criado na favela Canão, na Zona Sul, Sabotage teve a infância e adolescência ligadas ao crime (foram 4 passagens pela Febem), trabalhando ativamente para o tráfico até os 19 anos e idade.
Desenvolveu o gosto pelo rap e conseguiu sair da vida bandida para ingressar na artística, onde rapidamente ganhou o respeito e admiração de todo o meio. Era um cara de fácil trato, muito carismático e com um grande talento. Fazia camaradas com facilidade,mesmo que fossem de outras classes sociais.

Ele pegou uma moral grande com um monte de gente que queria ajudá-lo (acho eu) a ser reconhecido por um número maior de pessoas ,ultrapassando o universo do movimento Hip Hop. Para as filmagens do citado filme "O Invasor", ele trabalhou como consultor do Paulo Miklos no desenvolvimento do personagem principal.

Mas se o cara era tão bom, porque a tristeza? Porque realmente o cara era bom. Em 2003, com 29 anos, Sabotage foi assassinado com 4 tiros perto da favela onde ainda morava. Eam 5:30 da manhã e ele voltava para casa, após ter levado sua mulher ao trabalho.

Lembro que na época eu senti que havia sido uma grande perda, mas hoje com o distanciamento dos anos passados, tenho certeza que a perda foi bem maior do que eu imaginava. Não surgiu nada que nem chegue perto a sua qualidade.

A notícia saiu nos jornais, tvs, mas ninguém da grande mídia soube entender que perdia-se um dos grandes artistas brasileiros (o mesmo ocorreu com o Chico Science).

Pena. Recomendo seu único disco de estúdio lançado em 2001 "Rap é Compromisso". Se vocês ouvirem com cuidado, verão que o cara era completamente diferenciado e f...!

Deixei abaixo a cena que eu citei e que me motivou a escrever o post. Deu também vontade de colocar um vídeo com uma música inteira do cara. Por ora vou deixar só a cena, mas talvez mais tarde eu sinta a necessidade de compartilhar "Um Bom Lugar" com vocês.


Sandro


FAICHECLERES - SEXO, ROCK E MOPTOP


Faichecleres é uma banda curitibana de genuíno Rock’n’Roll. Os caras estão na estrada desde 1998 e já passaram por diversas modificações na formação, que atualmente conta com Tuba Caruso (bateria), Marcos Gonzatto (guitarra e voz) e Emidio Jorge (baixo e voz). Pra informações adicionais, origem, início no Empório, história, blá-blá-blá, basta procurar na Net.

A banda tem dois álbuns lançados no mercado “Indecente, Imoral e Sem Vergonha” (2005) e “Calçada da Fama” (2007).

Os discos são “carregados” de anos 60 e 70, inspiração psicodélica, Jovem Guarda, e um baterista que senta a “porrada” no instrumento. (posso jurar que me lembrei do Kiss quando estava ouvido os discos, será um delírio?)

Eu particularmente gosto do trabalho dos Faichecleres e recomendo aos leitores do Blog a procurarem seus discos e a assistirem seus shows quando possível.

Mas também acho que essa moçada tem um grande desafio pela frente, pois sendo o som inspirado em mestres, como “The Who”, “Beatles”, “Stones”, “Small Faces”, ”Chuck Berry” (amém), “Roberto & Erasmo”, “Kinks”,etc , as comparações estarão sempre na prateleira, e os chatos de plantão prontos para fazê-la. Mas se a platéia continuar a bater os pés e as mãos quando os Riffs soarem, tudo bem, o resto é resto. E como diz a canção “Fazer o que eu bem entender....e você porque não vai se F.....”

O terceiro trabalho está pronto e a banda está aguardando o melhor momento para lançá-lo. Pode se chamar "Uma Noite Daquelas" ou "Faichecleres", algumas das músicas novas podem ser conferidas no MySpace do Faichecleres.

Longa Vida aos Faichecleres!!!!!

Anselmo


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ALICE IN CHAINS - Black Gives Way to Blue


No início da década de 90, estava eu em frente ao meu aparelho de TV, meio “alto” depois de uma “balada” na madrugada de São Paulo. Procurava alguma coisa pra assistir enquanto matava a fome com um Hot Dog “caseiro”.

De repente apareceu um “Messias Deformado” escancarado na tela , um guitarrista que tocava um Riff “animal” , junto com um vocalista cantando as notas da guitarra, criando um duo “guitar x voice”. Era “Man In the Box”, da banda Alice in Chains.

No dia seguinte, toda a moçada começou a receber um monte de informações das bandas “Grunge” de Seattle, Mudhoney, Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, etc, mas o Alice in Chains era especial.

O Alice in Chains conseguia agradar aquele pessoal do “Metal” e “Virtuose Rock” que não aceitava que havia uma nova versão do “faça você mesmo” que estava dando um “pé-na-bunda” daquele monte de “Pop Star arrogante”. O responsável era, com certeza, o desempenho de Jerry Cantrell, que conseguia combinar Heavy Metal, Glam Rock, Hard Rock.

A “boa nova” é que depois de 14 anos sem lançar um disco, o Alice In Chains está de volta com um novo trabalho, Black Gives Way to Blue, com data prevista para 29 de setembro de 2009.

No lugar de Layne Stanley (falecido em 2002) entra William DuVall (amigo de longa data de Jerry Cantrell).
DuVall começou a carreira na década de 80 com a banda punk “Awareness Void of Chaos”. Em 1983 fundou a controversa Atlanta Neon Christ, que apoiou a causa de Fela Anikulapo Kuti (músico e ativista nigeriano já citado aqui no blog). DuVall participou também da "No Walls” e “Madfly”.

O interessante é que mesmo com o novo vocalista, a banda soa como o Alice In Chains de antigamente. Quem sabe a gente não confere se é isso mesmo, de perto, aqui no Brasil?!

As canções do novo álbum Black Gives Way to Blue são: "All Secrets Known" ,"Check My Brain" ,"Last Of My Kind" ,"Your Decision" ,"A Looking In View" ,"When The Sun Rose Again" ,"Acid Bubble", "Lessons Learned" ,"Take Her Out" ,"Private Hell" ,"Black Gives Way To Blue".
Anselmo


domingo, 16 de agosto de 2009

MASHUP


Definição pela Wikipédia: "Mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo".

Nada a ver com o post. O assunto aqui é o chamado mashup musical.

Confesso que durante muito tempo fui avesso a qualquer tipo de remix. Se mexia com alguma música que eu gostasse então, eu detestava sem nem ouvir.

Com o tempo fui me acostumando e querendo aprender mais sobre o assunto, no ano passado acabei descobrindo um tipo diferente de remixagem. O mashup.

Na verdade o mashup é bem diferente de um remix comum, pois neste tipo de trabalho, o DJ não interfere na música original, mexe apenas com os canais e adiciona outra(s) música(s), fazendo uma mistura entre os sons. O ouvinte continua a reconhecer claramente as originais, mas colocadas de tal forma que o resultado sonoro soa bem diferente, causando uma sensação estranha. A revolta dos puristas é instantânea.

Um dos expoentes do mashup mundial é a dupla de DJs norte-americana chamada A Plus D (Adrian & the Mysterious D). São deles os sons que eu mais gosto. Inclusive em seu site (aplusd.net) eles disponibilizam os remixes para download.

O barato disso tudo é que se ouvirmos o negócio sem preconceitos, dá se divertir muito. Existem misturas completamente inusitadas, cujo resultado é surpreendente. Imagine um mashup chamado "Fascination Umbrella" que traz uma mistura de The Cure com Rihana. Ou outra misturando Metallica com Katy Perry. Estranho, né?

Claro que como tudo na vida, tem coisas ruins também. Mas o que me ganhou de vez foi a junção das músicas "Connection" da banda Elastica com "Standing The Way Of Control" da banda Gossip (ambas com vocais femininos). Pirei quando ouvi. É contagiante! Deixei esta e mais outras três aí embaixo para quem não conhece dar uma ouvida e tirar suas próprias conclusões.


Sandro

Standing in The Way of Connection (Gossip x Elastica)

Fascination Umbrella (The Cure x Rihana)

Call Me Hang Up (Blondie x Madonna)

Love Will Tear You Apart (Bauhaus x Joy Division x She Wants Revenge)


CLIPS SENSACIONAIS - PEARL JAM: "DO THE EVOLUTION"

Todos temos nossas preferências.

Hoje eu ia falar das minhas quanto a videoclips. E ia começar com um da banda Korn, música "Evolution". Ia escrever que acho o som deles legal, mas não sou grande fã da banda. Porém, os caras tem realmente a manha de fazer clips. E este em especial, é maravilhoso.

Porém, a ilustre gravadora deles sacou toda possibilidade de incorporação dos vídeos via You Tube. Como está tarde e é um domingão, outro dia eu o coloco aqui de outra forma.

Decidi então, continuar com o mesmo assunto, só trocando de banda. Escolhi o Pearl Jam, com a música "Do The Evolution", do disco Yield, lançado em 1998.

O vídeo é uma animação e fala por si mesmo. Não há muito o que comentar.
Deixei duas versões. Uma original e outra com a letra (f...) em inglês e a respectiva tradução.


Sandro




FILME FOBIA - QUAL É A SUA?


Sendo eu um cara normal, não tenho a pretensão de ter todas as notícias em “primeira mão”. Porém, procuro ao menos estar “antenado” aos acontecimentos.

No programa ZOOM, da TV Cultura, assisti a reportagem sobre o filme “FILMEFOBIA”, que na fronteira entre a ficção e o documentário, foi o grande vencedor do Festival de Brasília de 2008.

Meu interesse já começou quando falaram do roteirista, Hilton Lacerda. O cara escreveu para “Baile Perfumado”, “Árido Filme”, “Amarelo Manga”, etc. O roteiro, escrito em conjunto com Kiko, foi simplificado durante a concepção do filme, e se formando com as sugestões que chegavam por E-mail direto no "set" ,pelo site de Diário de Filmagem.

A Direção ficou a cargo de Kiko Goifman, formado pelo UNICAMP, é realizador de vários curtas e de longas-metragens como “33” e “Atos dos Homens”. No filme, trabalha como como ator, e participa da cena de Fobia de Sangue, onde joga uma partida de Poker ensangüentada, usando uma mascara que é uma versão “tosca” de Laranja Mecânica.

Jean-Claude Bernardet, um dos maiores estudiosos do cinema brasileiro, é o ator principal do filme. O personagem interpretado por ele lidera as experiências, pois acredita que a única imagem verdadeira atualmente é um fóbico diante de sua fobia.

O filme apresenta experiências com atores , fóbicos reais e atores fóbicos, o grande desafio do expectador é tentar identificar que é quem.

Em resumo,filme é composto por uma série de experiências com pessoas fóbicas e a reação de cada uma delas.

Anemofobia, ataxofobia, automatonofobia, fonofobia, ergofobia, escatofobia, escotofobia, gefirofobia, oneirofobia, talassofobia, tanatofobia, são algumas das fobias explicitas e escancaradas no filme.

Divirta-se, se isso não for nenhum tipo de fobia para você.


Anselmo

sábado, 15 de agosto de 2009

BETO BRANT - FIO DESENCAPADO


Numa época em que cada vez mais a moçada vai ao cinema para assistir franquias com Harry Potter, Batman, Era do Gelo, etc, sinto a obrigação de indicar filmes de um grande cineasta paulista. Beto Brant.

Nascido em Jundiaí no ano de 1964, mudou-se logo cedo para a cidade de São Paulo, onde se graduou no curso de cinema na FAAP.

Após a produção de alguns “curtas”, realizou filmes onde, em alguns deles, contou com a ajuda de Marçal Aquino na concepção do enredo.

Seus filmes estão entre os clássicos do cinema novo brasileiro, carregados de drama, adrenalina e sentimentos. São eles:

- Os Matadores (1997): conta a história de assassinos de aluguel na fronteira do Paraguai.

- Ação entre amigos (1998): ex-militantes da época da ditadura armam um plano para se vingarem do seu carrasco no cárcere.

- O Invasor (2001): Após contratarem um matador para eliminar o sócio, 2 amigos vivem envoltos em remorso e desconfiança.

- Crime Delicado (2005): Romance baseado na obra de Sergio Sant´Anna.

- Cão sem Dono (2007): Drama baseado no livro Até o Dia em que o Cão Morreu, de Daniel Galera.

Todos os filmes mencionados acima são mandatórios aos amantes da sétima arte.

Seu último trabalho foi a minissérie Amor Segundo B. Schianberg, que pode ser visto no site da TV Cultura.

Valeu

Anselmo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VALE A PENA COMEÇAR A ECONOMIZAR DESDE AGORA

Como já havia prometido duas vezes, ontem no post sobre o show do Faith No More, comentei que iria falar sobre outras possibilidades que podem desembarcar em nosso país nos próximos meses.

Pois bem, fiz uma lista e como vocês poderão ver, se recebermos todas estas visitas ilustres, quem for acompanhar tudo vai morrer com uma graninha razoável. Principalmente porque nos últimos anos os valores para os shows foram inflacionados de forma absurda e são mais caros do que em qualquer lugar dos EUA ou Europa.

Eu quero ir em todos, mas será que dá? Será que deixam? De cara os fãs podem ter um inesperado problema no dia 07 de novembro, data em que foi confirmado o Faith No More. Há grandes chances do festival Planeta Terra (patrocinado pelo portal Terra) ocorrer no mesmo dia! Tomara que não.

Mas vamos ao que interessa. Nossa listinha de baladas em potencial (acrescentei boatos para 2010 também).

# Lily Allen - Dia 16 de setembro - Confirmado no Via Funchal (R$ 180,00).
# Franz Ferdinand - Outubro - Boatos de que além do show que farão no VMB no dia 01, vai ter mais, em algum outro lugar.
# Prodigy - Outubro - Boatos que eles vêem num festival chamado 80,90,00 à ser realizado na Arena Skol. Seria o mesmo onde o Depeche Mode tocaria. O Prodigy representaria os anos 90.
# Ting Tings - Outubro - Mesmo boato do Prodigy. neste caso a dupla (ainda faço um post específico) representaria os anos 2000.
# Faith No More - Dia 07 de novembro - Confirmado na Chácara do Jockey (R$ 200,00). Faz parte do festival chamado Maquinaria Festival.
# Jane´s Addicion - Dia 07 de novembro - Boatos de que esta maravilhosa banda também vai estar no Maquinaria.
# Deftones - Dia 07 denovembro - Boatos de que estarão no Maquinaria.
# The Killers - Dia 21 de novembro - Confirmado na Chácara do Jockey (R$ 200,00).
# AC/DC - Novembro - Boatos que a melhor banda de rock de todos os tempos na opinião do Anselmo (eu discordo!) venha para cá. Ainda não li nada sobre local e datas.
# Green Day - Novembro - Boatos de que a banda seria a atração principal do festival Planeta Terra que já foi confirmado para acontecer no Playcenter. A data ainda é uma incógnita. Tomara que não seja dia 07.
# Yeah Yeah Yeahs - Novembro - Boatos. Outra banda cogitada para tocar no Planeta Terra.
# Artic Monkeys - Novembro - Boatos. Também em algumas listas de apostas para o Planeta Terra.
# The Cure - Novembro - Boatos. Este eu não boto uma fé, mas dizem que pode pintar no Planeta Terra.
# U2 - Fevereiro de 2010 - Já li em alguns lugares que a banda dever vir para a America do Sul neste período.
# Paul McCartney - Dia 18 de abril de 2010 - Dizem que confirmado para o Morumbi (tem outra data para o Maracanã também).

Bom, mesmo com o risco de ser repetitivo, a mídia para ilustrar o post vai ser de novo o Faith No More (conforme dito ontem). Já falaram que eles voltaram só pelo dinheiro. Pode ser, mas parece que estão em forma. Curte aí!

Sandro


LES PAUL - REST IN PEACE


Faleceu hoje, 13 de agosto, Lester William Polsfuss, mais conhecido como Les Paul, aos 94 anos de idade, devido a complicações de uma pneumonia. Ele morreu no White Plains Hospital em White Plains, Nova Iorque.

Encurtando a história, a grande sacada dele foi o que chamou de “The Log” (1941) , uma placa de madeira com cordas de aço , resultando em uma tampa sólida, sem vibrações. Com o aperfeiçoamento do corpo do instrumento ele desenvolveu a Les Paul Goldtop, Les Paul Custom e Les Paul Standard (todas lançadas pela Gibson).

Antes de inventor Les Paul foi um músico de sucesso, inclusive com o Les Paul Trio.Também foi influente no desenvolvimento da “gravação multicanal” , permitindo que músicos gravassem seus instrumentos separadamente , e depois colocassem tudo em um mesmo registro sonoro.

Músicos como Pete Townsend , Jimmy Page , Slash, Arnaldo Baptista, Alex Lifeson, Mark Knopfler, Zakk Wylde, Billy Joe, Jeff Beck , Ace Frehley, Joe Perry, Randy Rhoads, Adrian Smith, Billy Gibons, estão entre os que tem a Les Paul como sua guitarra favorita.

Apesar dos guitarristas acima citados estarem entre os melhores e mais cultuados do mundo, os meus dois guitarristas prediletos usam “Gretsch”, Brian Setzer e Malcom Young. ( Olha que o Richard “Dick” Gretsch fez 101 anos em 14 de junho passado).

E o mais curioso ainda é que meu "Brother" Sandro é fã incondicional de Johnny Ramone, que usava uma “Mosrite”.

Vai entender .......

Anselmo


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

FAITH NO MORE - AQUI NO BRASIL


É galera, o bicho vai pegar! Dois dias atrás eu postei sobre a confirmação da vinda do Killers para cá.

Ontem foi a vez da confirmação do Faith No More. O boato já estava rolando forte desde junho, quando a banda iniciou a turnê da tão esperada volta, que ocorreu efetivamente em fevereiro de 2009, depois de mais de 10 anos separados. Este retorno trouxe também uma coletânea com o singelo nome de "The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection"

O bacana é que a notícia foi dada pelo próprio tecladista Roddy Bottum via Twiter. Foi assim: "Finally! BRAZIL!!! The Maquinaria Festival, November 7 in Sao Paulo welcomes FNM!!! tickets on sale Aug 14 at www.ingressorapido.com.br"

Então, vai ser no Maquinaria Festival e não no Planeta Terra como todo mundo pensava. Além disso, o festival este ano vai ser na "famosa" Chácará do Jockey, mesmo local do Killers e que eu já avisei que é um lixo. Vamos ver se eu mordo a lingua. Tem boatos fortes sobre duas bandas que tocarão no mesmo festival e uma delas é de matar! Vou apurar um pouco melhor e amanhã eu conto. Quanto ao preço, a pista vai custar R$ 200,00.

Se você não curte rock e por essa razão nunca ouviu falar de Faith No More (acho difícil), a banda norte-americana estourou nos anos 90 com o excelente disco "The Real Thing" (lançado em 1989). Na época chegou a torrar o saco o tanto que as rádios e a MTV tocaram "Epic" e "Falling to Pieces". Depois emplacaram várias outras músicas nas rádios daqui (lembra de Easy?).

Antes deste disco eles gravaram "We Care a Lot" (1985) e "Introduce Yourself" (1987). Depois foram lançados "Angel Dust" (1992), "King for a Day" (1995) e "Album of the Year" (1997). Todos ótimos. Os três últimos obrigatórios, assim como o citado clássico "The Real Thing".

Comentei com o brother Ivan hoje que eu ia postar sobre o Faith No More e ele sugeriu o clip de "A Small Victory" do disco "Angel Dust". Concordei. É um puta vídeo.
Mas aí pesquisando no You Tube, me deparei com alguns vídeos extraídos desta volta deles. Fiquei tentado a mudar. Decidi separar "From Out Nowhere" ao vivo em 2009 para o post de amanhã sobre o monte de shows (confirmados e boatos) legais que teremos nos próximos meses.

Sandro

JOHN CONSTANTINE - sem Keanu Reeves


Todo mundo conhece o filme Constantine (2005) que tem o ator Keanu Reeves como protagonista, a crítica não foi muito favorável a produção cinematográfica, nem os fãs de HQ, pois a adaptação não foi muito fiel ao original. E pra dizer a verdade, nem eu!

John Constantine foi criado por Alan Moore (que será citado ainda muitas vezes nesse blog) , Stephen R. Bissete e John Totleben, estes dois últimos eram fãs do The Police , e por isso o personagem lembra o Sting.

A primeiras aparições de Constantine foram nas publicações do Monstro do Pantano em 1984, porém foi com o texto de Garth Ennis , na série “Hábitos Perigosos-1991”(lançado em versão encadernada pela Pixel ,no Brasil ,em 2008), que John Constantine atingiu sua melhor forma. Inclusive sendo esta saga a base para a história do filme.

Trechos em que Constatine engana o próprio “Diabo” com água-benta e cerveja, o golpe aplicado na “Maldita Trindade do Inferno” e a amizade com o velho Matt, são momentos impagáveis da HQ.

Infelizmente as publicações da Pixel não serão mais lançadas no Brasil pois o contrato da Ediouro com a DC foi rescindido. Uma pena.

Mas se vira cara, corre atrás, pede emprestado, veja se ainda tem estoque nas livrarias, eu empresto se for necessário, mas leia essa obra de arte dos quadrinhos modernos.

Na última página tem uma bela cena, onde é citado um trecho da canção do The Pogues chamada “Rainy Night in Soho”:

“Nós vimos nossos amigos crescerem juntos
E nós vimos enquanto caíam
Alguns caíram no paraíso
Alguns caíram no inferno”

Anselmo

BON SCOTT - "O RAIO BEM NO MEIO"



O ano de 2000 foi marcante pra mim, pois tive a oportunidade de viver um mês na cidade de Londres, onde pude assistir a shows de bandas e artistas que foram a trilha sonora da minha vida.

Fui ao show do Kiss (com máscara) no Wembley Arena, não sei quanto a vocês mas foi a banda que marcou a minha infância.

No 100 Club peguei o show do Justin Sullivan com o Red Sky Coven , e no Shepherd Bush Empire vi Brian Setzer Orchestra. Bandas fundamentais na minha adolescência.

Caminhando pela Oxford Street entrei numa loja de CD’s, DVD´s, etc. Parei no departamento dos livros ,aqueles de biografia de artistas, e comecei o folhear um sobre a maior banda de Rock´n´Roll de todos os tempos, o AC/DC (que me perdoem os Stones e os Beatles).

Nele havia a localização da rua onde o ex-vocalista Bon Scott morreu. Tinha a foto da casa onde, o carro que ele foi achado morto, havia sido estacionado em frente. O endereço era Overhill Road, nr.67, em East Dulwich , Sul de Londres.

Nesse momento percebi que estava na cidade onde Bon Scott havia passado os últimos momentos de sua vida. Peguei um mapa e me dirigi ao local. Pois Junto com as outras bandas mencionadas, esse cara marcou a minha vida.A aventura de chegar até o local, eu deixo pra próxima.

Isso tudo foi pra ilustrar o quanto estou aguardando notícias sobre o filme da vida de Bon Scott que está sendo produzido pelo diretor Eddie Martin.

O que mais me empolgou sobre o filme foi a informação da participação de dois atores que considero muito bons para os papeis principais, vamos assim dizer.

Para o papel de Bon Scott está sendo cogitado o ator James McAvoy, que trabalhou no filme “O último Rei da Escócia”.

Na interpretação de Angus Young o excelente Tom Budge, ator australiano que fez parte do elenco do filme “A proposta”.

Vamos acompanhar as próximas notícias sobre a elaboração do filme, as quais serão divulgadas no Blog.

O nome “AD/DC” também tem a conotação de bi-sexualidade, aproveitando essa deixa, certa vez um repórter perguntou ao Bon Scott: “-Você é AC ou DC?” Bon Scott respondeu: “Eu sou o raio, bem no meio!”

Anselmo

1001 DISCOS



Desde cedo procuro ser uma pessoa bem informada sobre os trabalhos dos artistas da música POP do meu interesse, principalmente com relação aos álbuns. Procuro ver a ficha técnica, as letras, músicos participantes, instrumentos, estúdio, produtores, etc.

Antigamente era mais difícil ter acesso as informações, a começar pelos discos. Basicamente tínhamos que escutar o que estava disponível no mercado, o que as grandes gravadoras lançavam. Quando aparecia um importado ou qualquer outra novidade interessante, a gente sacava as poderosas fitas K-7 e gravava na hora. A moçada ficava nos mesmos discos por um ano ou mais, até que fosse lançado outro álbum do artista preferido no mercado.

Hoje em dia com a Internet, tudo ficou mais fácil, você pode pesquisar sobre um artista e sua obra só com um click no mouse do computador (ponto pra mulecada!).

Porém , mesmo quando se tem uma ferramenta poderosa como essa, é fundamental ter uma boa base de dados para pesquisar. Por isso a minha dica é o livro “1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer”.

Lançado no Brasil pela Editora Sextante, foi concebido pelo editor independente Robert Dimery, com prefácio do Editor e co-fundador da revista Rolling Stone, Michael Lydon.

Os álbuns mencionados no livro foram selecionados e comentados por 90 críticos de renome internacional.Os capítulos são divididos pelas décadas de 50,60,70,80,90,2000.

O livro começa com Frank Sinatra “In The Wee Small Hours” (1955) e termina com “The Good, The Bad and The Queen” (2007).
Tem artistas que conhecia de nome, mas não tinha referencias de seus trabalhos como, The Pretty Things “S.F. Sorrow” (1968) , Nick Drake “Five Leaves Left (1969), Brian Eno “Here Come The Warm Jets” (1974), The Pogues “Rum, Sodomy, and the Lash” (1985), dentre outros.

E também ter informações de bandas e artistas consagrados como Bob Marley, The Cure, Tom Waits, Frank Black, Travis, Stevie Wonder, Beck, etc.

Esse tipo de pesquisa e leitura é muito legal, porque junto com a música, você pode descobrir coisas muito interessantes que envolvem um determinado artista.

Por exemplo, ao pesquisar sobre o multi-instrumentista e pioneiro no afrobeat, o nigeriano Fela Kuti, me deparei com a história de um ativista político e dos direitos humanos. Tem um documentário que pode ser visto do YouTube chamado “ A música é a arma” que é sensacional.

Bom, esse é uma dica, somente a ponta do Iceberg no vasto campo da literatura e da música. Os caminhos para a informação são muitos, basta procurar.

Anselmo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

MÚSICA DEPENDE DO ESTADO DE ESPÍRITO - HOJE: BAD BRAINS

Pela segunda vez, adiei a publicação do post que já está rascunhado e fala sobre meu fascínio a respeito das vocalistas femininas.

É que hoje enquanto eu programava uma nova organizada aqui no blog, percebi que até agora não rolou nenhum post específico sobre uma banda de hardcore. Falamos de punk rock algumas vezes, até de metal, mas nada específico de hardcore. E é justo um dos meus gêneros preferidos (lembram do post sobre ecletismo?).

Pois é, mudei de idéia e decidi escrever sobre o assunto. Mas o que colocar no primeiro post do estilo? Tanta coisa..... Pensei em Agnostic Front (algo mais nervoso), Bad Religion (algo mais conhecido). Acabei me definindo pelo Bad Brains (algo mais eclético) para começar.

Banda americana que apesar de ser uma das pioneiras do gênero, sempre flertou com outros estilos musicais como o reggae, por exemplo. O Bad Brains tornou-se uma referência e influenciou bandas de diferentes vertentes como Rage Against The Machine e Red Hot Chili Peppers, só para citar dois famosos. Também sempre foram grandes ativistas da religião rastafári.

São 30 anos na estrada, com algumas idas e vindas e muito disco bom. Vieram ao Brasil no ano passado e eu pude conferir ao vivo que a pegada continua forte. O chato foi que o lendário vocalista H.R. não veio com a banda, pois parece que ele está meio debilitado para longas viagens. Mesmo assim o show na Easy aqui em São Paulo foi incrível (emocionante ver o guitarrista DR. know de perto).

De aperitivo, deixei dois vídeos. O primeiro é o clássico supremo "I Against I" do album homônimo lançado em 1986. O outro é "Soul Craft" do disco Quickness, de 1989, que já tem uma pegada um pouco diferente. Coisa fina!

É isso. No próximo post, vem um som mais calminho.


Sandro




CRIME E CASTIGO - "O" LIVRO


Crime e Castigo é o melhor livro de todos os tempos. Esta frase poderia ser escrita por algum crítico literário, sem que as pessoas do meio ficassem espantadas. É uma opinião que muitos compartilham.

Mas aqui, a frase é minha. Crime e Castigo é o melhor livro que já li.

O livro escrito por Fiódor Dostoiévski e publicado em 1866, definitivamente mexe com a cabeça de quem tem o prazer de conhecê-lo. Já faz tempo que o li, mas me lembro muito bem que quando terminei de ler, fiquei dias refletindo e pensando na história de Raskólnikov.

Raskólnikov é um jovem estudante de direito, desgraçado, sem grana e pertubardo que possui teorias próprias sobre o relacionamento humano. O cara acaba cometendo dois crimes, sendo um deles planejado e muito bem justificado (pelo menos na cabeça dele). Porém, depois disso, o sentimento de culpa começa a corroer seus pensamentos e instala-se uma séria crise de consciência. Esta crise começa a afetar ainda mais a sua já atormentada vida, deteriorando seu relacionamento com as pessoas que gostam dele e lhe são mais próximas. Em paralelo a isso, segue a investigação sobre o crime, a qual Raskólnikov acompanha com especial atenção, levantando cada vez mais suspeitas a seu respeito. Ele se depara com o astuto chefe de polícia Petróvitch, que costura a cada encontro com o jovem um jogo psicológico que visa extrarir o segredo que está guardado. O tempo vai passando e a crise de Raskólnikov piorando, chegando ao ponto de adoentá-lo.
Já a beira da loucura, ele toma uma decisão inusitada, precipitada e talvez desnecessária, que apesar de parecer a mais correta, aquela altura, não é a que os leitores torcem para que ocorra.

O que fascina no livro é como Dostoiévski trata a questão psicólogica do rapaz. É um mergulho na mente humana, em suas fraquezas e sentimentos obscuros para com o próximo, que a maioria prefere manter guardada num canto trancado da mente.

Não é uma literatura fácil, daquelas que se pode ler sem muita concentração, mas depois que o leitor entra na trama, descobre uma narrativa fascinante que o prende até o final.

Se você gosta de ler, experimene este clássico.


Sandro

domingo, 9 de agosto de 2009

THE KILLERS NO BRASIL

A notícia não é tão nova, mas é boa. A banda americana The Killers fará shows no Brasil este ano, confirmando boatos que já rolavam há meses.

A banda foi formada em 2001 nos EUA e já lançou 3 discos. O sensacional "Hot Fuss" de 2004, "Sam's Town" de 2006 e o último "Day and Age" de 2008.

Uma curiosidade que eu sempre achei bacana é que o nome foi inspirado na banda fictícia que aparece no clip da música "Crystal" do New Order (dá até vontade de colocar este clip aí embaixo de tão bom!).

Quanto ao show, esperava-se que fosse em algum festival, mas não, será uma balada dedicada para a banda e vai rolar assim:

Quando: Em novembro. Dia 21 (sábado) em São Paulo e dia 24 no Rio de Janeiro.
Onde: Chácara do Jockey em São Paulo e HSBC Arena no Rio.
Quanto: R$ 200,00 a pista e R$ 350,00 a pista premium (deve ser uma espécie de área VIP).
Ingressos: Vendas à partir desta segunda-feira através do site http://www.livepass.com.br/ pagando + 15% de taxa de conveniência. Para comprar sem a taxa vai ter um quiosque no piso G1 do Morumbi Shopping (loja 46) aqui em São Paulo e vários quiosques espalhados pelas Americanas.com nos shoppings do Rio de Janeiro.

Tem um ponto negativo para São Paulo. O lugar para onde o show está marcado é um lixo. Foi lá onde rolou o show do Radiohead e a organização deixou muito a desejar. São condições muito ruins pelo valor cobrado. Porém, é o que temos e quem gosta da banda vai ter que enfrentar um local inadequado para este tipo de evento. Eu sou um.

Parece que o mês de novembro vai ser recheado de bons shows por estas terras. Durante esta semana vou ver se eu solto um post com os boatos. Tomara que não ocorra como no ano passado, quando shows bacanas foram marcados para a mesma data em locais diferentes. A gente espera tanto pela vinda de coisa boa e as vezes fica com um dilema deste tipo para resolver.

Para termos uma idéia aproximada do que nos espera, abaixo deixei um vídeo com a música "Somebody Told Me" do disco de estréia, tocada na apresentação da banda no festival europeu T in The Park agora em 2009.
Esta música é lindona, não é?


Sandro


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