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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CAIM - CONTROVERSO E HILÁRIO


Acabei de ler o novo livro de Jose Saramago, Caim, lançado no Brasil pela Companhia Das Letras.

A história gira em torno de críticas á figura de “deus”, que no conceito do autor “o homem criou a sua própria imagem e semelhança”, sendo esse um personagem cruel, desumano, egoísta e orgulhoso.

O personagem Caim é a voz do questionamento, não aceitando cegamente aos mandos do criador. Atua de forma desafiadora e hilária nas vidas de Abraão, Isaac, Josué, Noé, os quais encontra numa viagem no tempo. Em resumo, Saramago consegue conduzir Caim em um texto, apesar de controverso, extremamente engraçado e duramente crítico não ao criador, mas sim a criatura, no caso a humanidade.

Muitos estão indignados com a mensagem do livro, eu particularmente me sinto mais incomodado com suas declarações críticas referentes a blogs, onde diz que “com o crescimento desse tipo de espaço na internet está se escrevendo mais, embora pior", ou sua amizade com Caetano Veloso. Mas como ele mesmo afirma “não escrevo para agradar ou desagradar, eu escrevo para desassossegar”.

O livro termina de forma abrupta, como se não houvesse nada mais para contar. Talvez seja porque Saramago já esteja focado em seu novo romance sobre a indústria de armas, onde a vida também não tem nenhuma importância.

Eu gostei e recomendo, pois é apenas um livro, e deve ser tratado como tal.

Anselmo




CAIM - CONTROVERSO E HILÁRIO


Acabei de ler o novo livro de Jose Saramago, Caim, lançado no Brasil pela Companhia Das Letras.

A história gira em torno de críticas á figura de “deus”, que no conceito do autor “o homem criou a sua própria imagem e semelhança”, sendo esse um personagem cruel, desumano, egoísta e orgulhoso.

O personagem Caim é a voz do questionamento, não aceitando cegamente aos mandos do criador. Atua de forma desafiadora e hilária nas vidas de Abraão, Isaac, Josué, Noé, os quais encontra numa viagem no tempo. Em resumo, Saramago consegue conduzir Caim em um texto, apesar de controverso, extremamente engraçado e duramente crítico não ao criador, mas sim a criatura, no caso a humanidade.

Muitos estão indignados com a mensagem do livro, eu particularmente me sinto mais incomodado com suas declarações críticas referentes a blogs, onde diz que “com o crescimento desse tipo de espaço na internet está se escrevendo mais, embora pior", ou sua amizade com Caetano Veloso. Mas como ele mesmo afirma “não escrevo para agradar ou desagradar, eu escrevo para desassossegar”.

O livro termina de forma abrupta, como se não houvesse nada mais para contar. Talvez seja porque Saramago já esteja focado em seu novo romance sobre a indústria de armas, onde a vida também não tem nenhuma importância.

Eu gostei e recomendo, pois é apenas um livro, e deve ser tratado como tal.

Anselmo




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