
Forte o título, não? Confesso que já estava ensaiando escrever este post faz tempo, mas não me decidia pelo rumo a ser tomado.
Queria falar sobre um dos meus pontos fracos. Vocais femininos. Independente se for uma cantora solo ou uma vocalista de banda, se a voz sair de uma mulher, é meio caminho andado para me conquistar. Não há um motivo concreto para esta predileção, mas realmente eu acho que as mulheres cantam mais que os homens.
Obviamente eu vou escrever muito sobre minhas favoritas aqui no blog. Mas a dúvida era, com quem começar. Qual seria a referência inicial?
PJ Harvey era a primeira candidata, mas acabei postergando porque acho que ela merece algo mais elaborado e dedicado do começo ao fim só para ela. Duffy, a loirinha inglesa que lançou o maravilhoso "Rockferry"? Polly Scattergood, cujo primeiro disco está saindo só agora? Jill Scott? Nina Persson com os Cardigans ou com A Camp? Izabel Monteiro e o lindo Drugstore? A musa Scarlett Johansson (o próximo é dela) e sua investida no mundo musical? A maravilhosa Shirley Manson com sua postura sexy no Garbage? A estranha Bjork? O estilo "relaxo" da Donita Sparks? A muito louca Amy Whinehouse? A fashion Karen O do Yeah Yeah Yeahs? A agitada Beth Dido do Gossip? A melancólica Beth Gibbons do Portishead? A tia Kate Pierson do B52's? A meiga Dido? A novidade Ida Maria? E mais um monte que eu relacionei como possibilidade (deu mais de 50).
Difícil. Mas um nome sempre pairava no ar . Dusty Springfield. Não sei ao certo em que momento da minha vida conheci e me encantei com o som dela, só sei que faz tempo e nada diminui o meu prazer ao escutar sua maravilhosa voz.
Dusty Springfield foi uma cantora inglesa nascida em 1939 e que iniciou sua carreira em 1960 num grupo chamado The Springfields (junto com seu irmão e um amigo). Saiu do grupo em 1962 e partiu para uma carreira solo que teve seu auge nesta mesma década de 60, culminando com o lançamento em 1969 de seu maior clássico, o disco "Dusty in Memphis", sua primeira gravação nos EUA. No ínicio dos anos 70, seu prestígio já não era o mesmo, apesar de continuar a soltar trabalhos de qualidade. Mais da metade da década de 70 ela passou afastada da cena musical devido a problemas com drogas, voltando a ativa somente em 1978. Nos anos 80 lançou discos de forma mais espaçada e com pouca repercussão. Voltou a mídia em 1987 com uma parceria junto com os Pet Shp Boys que fez bastante sucesso. Depois disso ainda gravou dois albuns, um em 1990 e o último em 1995, quando descobriu que estava com cancer.Lutou contra a doença até 1999, quando morreu aos 59 anos de idade.
É dela o meu primeiro post sobre vocais femininos. Apareceram antes aqui a Cat Power e a Lily Allen, porém devido a circunstância de serem notícia (shows no Brasil). Gosto das duas, mas a estréia foi da Dusty!
É isso. Certamente muito em breve aparecerão posts sobre as outras cantoras citadas acima e muito mais.
Na empolgação resolvi deixar dois vídeos. Um com uma das melhores canções de todos os tempos chamada "Son Of a Preacher Man" e o outro com a clássica "I Just Don't Know What To Do With Myself", que foi inclusive regravada também pelo White Stripes ( o lindo clip com a Kate Moss também está aqui no blog em um post anterior). Dêem um desconto por conta da época das gravações. Apreciem as músicas! É para chorar!
Sandro