Em 1964 foi lançado em formato de programa de televisão o concerto “Teen-Age Music International Awards” ou se preferir “TAMI Show”, idealizado pelo produtor Bill Sargent que tinha a idéia de mostrar filme em processo Electronovision, uma nova tecnologia que permitia imagens ao vivo transmitidas para salas de cinema (acho que já ouvimos falar muito disso hoje).
O importante é que esse registro do primeiro concerto da era do Rock , que estava no limbo a muitos anos, recentemente foi lançado em DVD, com performances de Beach Boyes, Marvin Gaye, Chuck Berry, James Brown e Rolling Stones com sua formação visceral que tinha Brian Jones no auge.
Eu fiquei tão impressionado com a performance dos Stones que disponibilizei inteira abaixo. Beatles é ótimo, mas o "lado B" são os Stones.
Em 1964 foi lançado em formato de programa de televisão o concerto “Teen-Age Music International Awards” ou se preferir “TAMI Show”, idealizado pelo produtor Bill Sargent que tinha a idéia de mostrar filme em processo Electronovision, uma nova tecnologia que permitia imagens ao vivo transmitidas para salas de cinema (acho que já ouvimos falar muito disso hoje).
O importante é que esse registro do primeiro concerto da era do Rock , que estava no limbo a muitos anos, recentemente foi lançado em DVD, com performances de Beach Boyes, Marvin Gaye, Chuck Berry, James Brown e Rolling Stones com sua formação visceral que tinha Brian Jones no auge.
Eu fiquei tão impressionado com a performance dos Stones que disponibilizei inteira abaixo. Beatles é ótimo, mas o "lado B" são os Stones.
Quando o assunto é sobre bandas de “punk rock”, três são unanimidades em qualquer “forum” de discussão: Ramones, The Clash e Sex Pistols (desculpem os mais jovens, mas o que veio depois é cópia).
Os Ramones “a mais divertida e de espírito adolescente”, o Clash “a mais politizada”, os Sex Pistols os “vagabundos” que fizeram somente um único disco.
Qual é a melhor? Qual contribuiu e influenciou mais as gerações futuras? Será que isso realmente importa?
Eu sei que qualquer opinião exposta é realmente perigosa, e pode gerar uma “confusão” tremenda se não for tratada de forma adequada, e com cuidado que o tema merece. Mas como diria Johnny Rotten: “Fuck Off!”
Apesar de admirar e ter em minha coleção pessoal “todos” os trabalhos dos Ramones e do The Clash, eu ouso a afirmar que não existe álbum de “punk rock” mais viscerál, poderoso, farsante, distorcido, barulhento e politicamente incorreto do que “Never Mind the Bollocks: Here's the Sex Pistols”.
Mesmo não sendo a primeira banda de punk da Inglaterra, os Sex Pistols foram responsáveis de chamar a atenção mundial para o "movimento" do Reino Unido , e “de quebra” inspiraram diversos artistas do “pós- punk” e “indie rock". Mesmo com uma carreira curta (apenas dois anos e meio, com alguns singles e somente um álbum), o que é bem menor que os trabalhos dos Ramones e The Clash.
Não foi por acaso que o jovem e iniciante Joe Strummer, decidiu sair do seu grupo 101’ers após dividir o palco com os Sex Pistols em um pequeno festival, e logo em seguida formar o The Clash.
Mas até aí, Joe Strummer também declarou: "Se aquele disco do Ramones (o primeiro) não tivesse existido, não sei se teríamos conseguido criar uma cena aqui!"
Porém, apesar de tudo isso, a verdade “nua e crua” é a seguinte: Joey Ramone faleceu em 15 de abril de 2001, Dee Dee Ramone se foi em 05 de junho de 2002, Joe Strummer nos deixou em 22 de dezembro de 2002. E os Pistols?
Os “caras-de-pau” dos integrantes originais dos Sex Pistols (Johnny Rotten, Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock), anunciaram sua volta aos palcos em novembro de 2007, na Brixton Academy (Londres), com o objetivo de comemorar os 30 anos de "Never Mind The Bollocks".
Esse trabalho também rendeu o DVD “The Sex Pistols: There’ll Always Be an England”, que registra cinco shows da última volta de Johny Rotten e companhia. Dirigido por Julien Temple, que acompanha o trabalho da banda desde 1976, o longa saiu em DVD e inclui um bônus de 80 minutos, no qual os integrantes da banda visitam a vizinhança em que cresceram, em Londres (no Brasil foi lançado pelo selo “Coqueiro Verde”).
Algums mais “interados” no assunto podem comentar: “poxa, esse DVD foi lançado já faz algum tempo”....porém só pra lembrar, o Minerva Pop não quer ser o primeiro a “dar a notícia”, mas sim ter a melhor qualidade quando comentá-la.
Quando o assunto é sobre bandas de “punk rock”, três são unanimidades em qualquer “forum” de discussão: Ramones, The Clash e Sex Pistols (desculpem os mais jovens, mas o que veio depois é cópia).
Os Ramones “a mais divertida e de espírito adolescente”, o Clash “a mais politizada”, os Sex Pistols os “vagabundos” que fizeram somente um único disco.
Qual é a melhor? Qual contribuiu e influenciou mais as gerações futuras? Será que isso realmente importa?
Eu sei que qualquer opinião exposta é realmente perigosa, e pode gerar uma “confusão” tremenda se não for tratada de forma adequada, e com cuidado que o tema merece. Mas como diria Johnny Rotten: “Fuck Off!”
Apesar de admirar e ter em minha coleção pessoal “todos” os trabalhos dos Ramones e do The Clash, eu ouso a afirmar que não existe álbum de “punk rock” mais viscerál, poderoso, farsante, distorcido, barulhento e politicamente incorreto do que “Never Mind the Bollocks: Here's the Sex Pistols”.
Mesmo não sendo a primeira banda de punk da Inglaterra, os Sex Pistols foram responsáveis de chamar a atenção mundial para o "movimento" do Reino Unido , e “de quebra” inspiraram diversos artistas do “pós- punk” e “indie rock". Mesmo com uma carreira curta (apenas dois anos e meio, com alguns singles e somente um álbum), o que é bem menor que os trabalhos dos Ramones e The Clash.
Não foi por acaso que o jovem e iniciante Joe Strummer, decidiu sair do seu grupo 101’ers após dividir o palco com os Sex Pistols em um pequeno festival, e logo em seguida formar o The Clash.
Mas até aí, Joe Strummer também declarou: "Se aquele disco do Ramones (o primeiro) não tivesse existido, não sei se teríamos conseguido criar uma cena aqui!"
Porém, apesar de tudo isso, a verdade “nua e crua” é a seguinte: Joey Ramone faleceu em 15 de abril de 2001, Dee Dee Ramone se foi em 05 de junho de 2002, Joe Strummer nos deixou em 22 de dezembro de 2002. E os Pistols?
Os “caras-de-pau” dos integrantes originais dos Sex Pistols (Johnny Rotten, Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock), anunciaram sua volta aos palcos em novembro de 2007, na Brixton Academy (Londres), com o objetivo de comemorar os 30 anos de "Never Mind The Bollocks".
Esse trabalho também rendeu o DVD “The Sex Pistols: There’ll Always Be an England”, que registra cinco shows da última volta de Johny Rotten e companhia. Dirigido por Julien Temple, que acompanha o trabalho da banda desde 1976, o longa saiu em DVD e inclui um bônus de 80 minutos, no qual os integrantes da banda visitam a vizinhança em que cresceram, em Londres (no Brasil foi lançado pelo selo “Coqueiro Verde”).
Algums mais “interados” no assunto podem comentar: “poxa, esse DVD foi lançado já faz algum tempo”....porém só pra lembrar, o Minerva Pop não quer ser o primeiro a “dar a notícia”, mas sim ter a melhor qualidade quando comentá-la.
Ontem de manhã, a caminho do trabalho, estava pensando em escrever sobre alguma coisa dos anos 80, que eu havia “curtido” bastante naquela época. Lembrei do “Billy Idol” e o “Generation X”.
Não vou ser hipócrita, nem mentir, digo sem culpa nenhuma que conheci “Dancing with Myself” antes de tudo.
William Albert Michael Broad, conhecido como Billy Idol, nasceu na Inglaterra (Middlesex), em 30 de novembro de 1955. Começou a carreira musical com o “Bromley Contingent”, um grupo de fãs dos Sex Pistols (tinha até a Siouxsie Sioux). Mas foi com Tony James que formaram o “Chelsea” e na seqüência o “Generation X” com Tony e o baterista John Towe (Daí surgiu o hit “Dancing With Myself”, re-editada em seu primeiro álbum solo). Após 3 discos, o grupo termina em 1980, e Billy Idol parte pra carreira solo nos EUA.
Nos Estados Unidos, faz parceria com o excelente guitarrista Steve Stevens, lançou 3 bons álbuns, “Billy Idol”(1982), “Rebel Yell” (1983) e “Whiplash Smile” (1986), contendo hits como "To be a Lover”, "Mony Mony", "White Wedding", "Rebel Yell", "Eyes Without a Face", "Flesh For Fantasy", "Sweet Sixteen", "Don't Need a Gun" e "(Do not) Stand in The Shadows".
Ano passado lançou o DVD ‘In Super Overdrive Live’, que traz um show realizado em julho de 2009, em Chicago (EUA). O mais importante é que a banda conta com Steve Stevens na guitarra, e o cara é um show á parte. O legal desse guitarrista é que ele consegue ser “virtuoso” sem sem “chato”, basta conferir seus trabalhos solo, “Atomic Playboys” (1989), “Flamenco a Go Go” (1999) e “Memory Crash” (2008).
Bom, continuando com o DVD, deixo abaixo uma musica que não saiu no “In Super Overdrive”, mas é da mesma turne, e foi disponibilizado no YouTube por um fã, “Jump” do Van Halen.....poxa , hoje estou tão feliz, que vai "White Wedding" também.....!
Ontem de manhã, a caminho do trabalho, estava pensando em escrever sobre alguma coisa dos anos 80, que eu havia “curtido” bastante naquela época. Lembrei do “Billy Idol” e o “Generation X”.
Não vou ser hipócrita, nem mentir, digo sem culpa nenhuma que conheci “Dancing with Myself” antes de tudo.
William Albert Michael Broad, conhecido como Billy Idol, nasceu na Inglaterra (Middlesex), em 30 de novembro de 1955. Começou a carreira musical com o “Bromley Contingent”, um grupo de fãs dos Sex Pistols (tinha até a Siouxsie Sioux). Mas foi com Tony James que formaram o “Chelsea” e na seqüência o “Generation X” com Tony e o baterista John Towe (Daí surgiu o hit “Dancing With Myself”, re-editada em seu primeiro álbum solo). Após 3 discos, o grupo termina em 1980, e Billy Idol parte pra carreira solo nos EUA.
Nos Estados Unidos, faz parceria com o excelente guitarrista Steve Stevens, lançou 3 bons álbuns, “Billy Idol”(1982), “Rebel Yell” (1983) e “Whiplash Smile” (1986), contendo hits como "To be a Lover”, "Mony Mony", "White Wedding", "Rebel Yell", "Eyes Without a Face", "Flesh For Fantasy", "Sweet Sixteen", "Don't Need a Gun" e "(Do not) Stand in The Shadows".
Ano passado lançou o DVD ‘In Super Overdrive Live’, que traz um show realizado em julho de 2009, em Chicago (EUA). O mais importante é que a banda conta com Steve Stevens na guitarra, e o cara é um show á parte. O legal desse guitarrista é que ele consegue ser “virtuoso” sem sem “chato”, basta conferir seus trabalhos solo, “Atomic Playboys” (1989), “Flamenco a Go Go” (1999) e “Memory Crash” (2008).
Bom, continuando com o DVD, deixo abaixo uma musica que não saiu no “In Super Overdrive”, mas é da mesma turne, e foi disponibilizado no YouTube por um fã, “Jump” do Van Halen.....poxa , hoje estou tão feliz, que vai "White Wedding" também.....!
Acabei de assistir ao documentário "Botinada: a origem do punk no Brasil", produzido por Gastão Moreira e lançado pela ST2 em 2006, e como diz o próprio idealizador: “Foram quatro anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez.”
O documentário conta com imagens raras de apresentações inusitadas do Cólera tocando em um programa da TV Tupi, os Inocentes anarquizando o Gallery em 1982, e entrevistas mostrando como estão os protagonistas nos dias de hoje, jornalistas, escritores, e pessoas em geral que apoiaram o movimento Punk.
Mostra as diferenças que haviam, e talvez permaneçam até hoje, entre o pessoal de São Paulo e do Grande ABC, além do pessoal de Brasília que reividica o pioneirismo do movimento. (Desculpe, mas ver o pessoal do Aborto Elétrico falar isso parece piada!)
As festas na Carolina, reunião no Largo São Bento, na Galeria do Rock, shows históricos em porões de padaria e as “Festas Punk das fitas K-7”,o famoso show “Começo do Fim do Mundo”, tá tudo lá, é só conferir.
Na minha opinião esse movimento nada mais era do que um grupo de garotos de periferia que no fundo queriam mostrar pra sociedade que existiam, que tinham necessidades, e dentre elas a diversão, mas descobriram que só isso não era o suficiente, precisavam ir além.
Eram meninos e meninas que não entendiam e nem se importavam que o Sex Pistols, os Ramones, o Clash, atrás de toda aquele discurso de “movimento” e “revolta” tinham um empresário, uma gravadora, e precisavam girar a máquina do show business, ganhar dinheiro e se firmarem na mídia, porém e isso poucos “sacaram”. Talvez só os mais espertos e talentosos, como o Clemente e o João Gordo.
Acabei de assistir ao documentário "Botinada: a origem do punk no Brasil", produzido por Gastão Moreira e lançado pela ST2 em 2006, e como diz o próprio idealizador: “Foram quatro anos de pesquisa, 77 pessoas entrevistadas, milhares de horas nas ilhas de edição, 200 horas de vídeo e muitas imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez.”
O documentário conta com imagens raras de apresentações inusitadas do Cólera tocando em um programa da TV Tupi, os Inocentes anarquizando o Gallery em 1982, e entrevistas mostrando como estão os protagonistas nos dias de hoje, jornalistas, escritores, e pessoas em geral que apoiaram o movimento Punk.
Mostra as diferenças que haviam, e talvez permaneçam até hoje, entre o pessoal de São Paulo e do Grande ABC, além do pessoal de Brasília que reividica o pioneirismo do movimento. (Desculpe, mas ver o pessoal do Aborto Elétrico falar isso parece piada!)
As festas na Carolina, reunião no Largo São Bento, na Galeria do Rock, shows históricos em porões de padaria e as “Festas Punk das fitas K-7”,o famoso show “Começo do Fim do Mundo”, tá tudo lá, é só conferir.
Na minha opinião esse movimento nada mais era do que um grupo de garotos de periferia que no fundo queriam mostrar pra sociedade que existiam, que tinham necessidades, e dentre elas a diversão, mas descobriram que só isso não era o suficiente, precisavam ir além.
Eram meninos e meninas que não entendiam e nem se importavam que o Sex Pistols, os Ramones, o Clash, atrás de toda aquele discurso de “movimento” e “revolta” tinham um empresário, uma gravadora, e precisavam girar a máquina do show business, ganhar dinheiro e se firmarem na mídia, porém e isso poucos “sacaram”. Talvez só os mais espertos e talentosos, como o Clemente e o João Gordo.
Sabe aquele "papo de gente nóia” que diz já ter vivenciado um acontecimento ou a sensação de reconhecer um lugar mesmo sem nunca ter estado nele? Pois bem, isso aconteceu comigo há exatos 10 minutos.
Quando tinha uns 10 anos de idade tive meu primeiro contato com os álbuns “Highway to Hell” e “If You Want Blood – You´ve Got It” do AC/C, numa antiga loja de departamentos. Nem preciso dizer que as "capas" me impressionaram bastante.
Também sempre achei que o grande mérito da banda não estava na quantidade de acordes, mas sim no “modo” como são tocados.
E pra finalizar, tinha quase certeza que ainda fariam um Documentário para tentarem entender o fenômeno dessa banda, e do enorme efeito cultural em milhares de fãs no mundo todo. Até pensei em um dia viajar até a Australia pra descobrir as origens do ACCA/DACCA (só pensei).
Pois bem meus amigos, esse meu "deja-vu" pessoal acaba de acontecer agora!
Os diretores e produtores Kurt Squirs e Gregg Ferguson fizeram um documentário sobre os fãs do AC/DC, dentres eles estrelas do rock, soldados, strippers, músicos das mais variadas vertentes, com destaque para Dwezzil Zappa.
Em determinados trechos dos “depoimentos” , ficou claro que alguns dos sentimentos dos entrevistados são os mesmos que os meus relatados acima. E claro, não podia deixar de compartilhar isso com vocês.
Sabe aquele "papo de gente nóia” que diz já ter vivenciado um acontecimento ou a sensação de reconhecer um lugar mesmo sem nunca ter estado nele? Pois bem, isso aconteceu comigo há exatos 10 minutos.
Quando tinha uns 10 anos de idade tive meu primeiro contato com os álbuns “Highway to Hell” e “If You Want Blood – You´ve Got It” do AC/C, numa antiga loja de departamentos. Nem preciso dizer que as "capas" me impressionaram bastante.
Também sempre achei que o grande mérito da banda não estava na quantidade de acordes, mas sim no “modo” como são tocados.
E pra finalizar, tinha quase certeza que ainda fariam um Documentário para tentarem entender o fenômeno dessa banda, e do enorme efeito cultural em milhares de fãs no mundo todo. Até pensei em um dia viajar até a Australia pra descobrir as origens do ACCA/DACCA (só pensei).
Pois bem meus amigos, esse meu "deja-vu" pessoal acaba de acontecer agora!
Os diretores e produtores Kurt Squirs e Gregg Ferguson fizeram um documentário sobre os fãs do AC/DC, dentres eles estrelas do rock, soldados, strippers, músicos das mais variadas vertentes, com destaque para Dwezzil Zappa.
Em determinados trechos dos “depoimentos” , ficou claro que alguns dos sentimentos dos entrevistados são os mesmos que os meus relatados acima. E claro, não podia deixar de compartilhar isso com vocês.
Quando decidimos criar este blog, a proposta original era: "Não falar de religião, politica e futebol".
Tarefa difícil, visto que todos aqui são fanáticos por este esporte, além de cultivarem um especial interesse por política. Mas não dava para misturar as coisas, queríamos falar de assuntos mais leves que não envolvessem o tipo de paixão irracional que os temas citados suscitam.
Justamente por eu gostar e me interessar tanto por política, sempre tive uma atenção especial com filmes que a tem como pano de fundo ou mesmo na trama principal. E o post de hoje é sobre este tipo de filme.
Eu vou indicar a todos vocês o filme espanhol chamado "O Lobo". Lançado em 2004 (passou nos cinemas daqui em 2005), o filme dirigido por Miguel Courtois é inspirado na história real de Mikel Lejarza (Eduardo Noriega), um cidadão comum do País Basco que sem querer acaba se envolvendo com o movimento revolucionário ETA e é preso acusado de participação num atentado sem ter culpa alguma. Ele então é cooptado pela polícia espanhola e torna-se um agente secreto infiltrado. Batizado de El Lobo, passa a frequentar importantes esferas do grupo, conhecendo e desenvolvendo relações com a liderança do movimento.
Ao mesmo tempo em que ele ascende dentro da organização e suas informações ficam cada vez mais valiosas, cresce a desconfiança entre seus companheiros de que existe um traidor infiltrado. Já como líder, Lobo passa por dúvidas morais e testemunha o racha dentro do grupo entre a parte que quer transformar o ETA em um partido politico preparado para o fim da ditadura de Franco que parecia próxima e a parte que pretende utilizar a luta armada para a todo custo, conquistar a independência do País Basco.
Quando esta segunda parte leva vantagem nesta disputa interna, Lobo decide cumprir seu papel de espião e detona a organização. Esta atitude traz um abalo significativo na estrutura do ETA, interrompendo o crescimento do grupo e quase o dizimando por completo, com a queda de 25% dos integrantes, dentre eles importantes lideranças. Neste meio tempo, Lobo é abandonado pela autoridades e com a sentença de morte decretada pela organização, passa a ser procurado por todos os simpatizantes da causa, que não o encontraram até hoje, mas ainda o procuram.
O bacana é que o filme mostra um pouco dos dois lados e apesar de tratar o grupo ETA como vilão, não glorifica a polícia espanhola, atrelada ao regime ditatorial e fascista de Franco. É uma ótima fotografia do que se passou por lá nos meados da década de 70.
Eu particularmente reconheço a luta do povo basco pela sua indenpendência e acho louvável a atitude de não submissão a Madrid. Estive alguns anos atrás visitando a região a trabalho e fiquei muito impressionado com a consciência política das pessoas. Todos os jornais que li eram extremamente críticos em relação a capital espanhola. Também observei em muitas cidades, bandeiras do ETA exibidas como um sinal de resistência. Não vou entrar no mérito dos meios utilizados pelo grupo (hoje muito mais um partido do que uma organização terrorista), mas é claro que entre os bascos existe um respeito pelo movimento separatista.
Fora toda esta questão, é um baita filme. O assisti no cinema e posteriormentes comprei o DVD. Para quem já ouviu falar do ETA mas não conhece nada sobre o que se passa na região ou para quem simplesmente quer assistir um ótimo filme, eu recomendo. No final, você decide, Lobo foi um traidor ou um herói?
Quando decidimos criar este blog, a proposta original era: "Não falar de religião, politica e futebol".
Tarefa difícil, visto que todos aqui são fanáticos por este esporte, além de cultivarem um especial interesse por política. Mas não dava para misturar as coisas, queríamos falar de assuntos mais leves que não envolvessem o tipo de paixão irracional que os temas citados suscitam.
Justamente por eu gostar e me interessar tanto por política, sempre tive uma atenção especial com filmes que a tem como pano de fundo ou mesmo na trama principal. E o post de hoje é sobre este tipo de filme.
Eu vou indicar a todos vocês o filme espanhol chamado "O Lobo". Lançado em 2004 (passou nos cinemas daqui em 2005), o filme dirigido por Miguel Courtois é inspirado na história real de Mikel Lejarza (Eduardo Noriega), um cidadão comum do País Basco que sem querer acaba se envolvendo com o movimento revolucionário ETA e é preso acusado de participação num atentado sem ter culpa alguma. Ele então é cooptado pela polícia espanhola e torna-se um agente secreto infiltrado. Batizado de El Lobo, passa a frequentar importantes esferas do grupo, conhecendo e desenvolvendo relações com a liderança do movimento.
Ao mesmo tempo em que ele ascende dentro da organização e suas informações ficam cada vez mais valiosas, cresce a desconfiança entre seus companheiros de que existe um traidor infiltrado. Já como líder, Lobo passa por dúvidas morais e testemunha o racha dentro do grupo entre a parte que quer transformar o ETA em um partido politico preparado para o fim da ditadura de Franco que parecia próxima e a parte que pretende utilizar a luta armada para a todo custo, conquistar a independência do País Basco.
Quando esta segunda parte leva vantagem nesta disputa interna, Lobo decide cumprir seu papel de espião e detona a organização. Esta atitude traz um abalo significativo na estrutura do ETA, interrompendo o crescimento do grupo e quase o dizimando por completo, com a queda de 25% dos integrantes, dentre eles importantes lideranças. Neste meio tempo, Lobo é abandonado pela autoridades e com a sentença de morte decretada pela organização, passa a ser procurado por todos os simpatizantes da causa, que não o encontraram até hoje, mas ainda o procuram.
O bacana é que o filme mostra um pouco dos dois lados e apesar de tratar o grupo ETA como vilão, não glorifica a polícia espanhola, atrelada ao regime ditatorial e fascista de Franco. É uma ótima fotografia do que se passou por lá nos meados da década de 70.
Eu particularmente reconheço a luta do povo basco pela sua indenpendência e acho louvável a atitude de não submissão a Madrid. Estive alguns anos atrás visitando a região a trabalho e fiquei muito impressionado com a consciência política das pessoas. Todos os jornais que li eram extremamente críticos em relação a capital espanhola. Também observei em muitas cidades, bandeiras do ETA exibidas como um sinal de resistência. Não vou entrar no mérito dos meios utilizados pelo grupo (hoje muito mais um partido do que uma organização terrorista), mas é claro que entre os bascos existe um respeito pelo movimento separatista.
Fora toda esta questão, é um baita filme. O assisti no cinema e posteriormentes comprei o DVD. Para quem já ouviu falar do ETA mas não conhece nada sobre o que se passa na região ou para quem simplesmente quer assistir um ótimo filme, eu recomendo. No final, você decide, Lobo foi um traidor ou um herói?
A algum tempo tenho ouvido falar de Mallu Magalhães e Vanguart como os maiores expoentes da volta do “Folk Music” na mídia, pelo menos a brasileira.
Como nunca me interessei por esse tipo de música, não tinha uma opinião formada sobre o assunto. Na verdade “Folk”, pelo menos pra mim, era como um bom livro que a gente deixa pra ler depois.
Mas eis que cai no meu colo, literalmente “de pára-quedas”, o filme “No Direction Home – Bob Dylan” de Martin Scorsese.
Como já declarei aqui no Blog, Scorsese é um de meus diretores preferidos, e por se tratar de um trabalho de sua autoria, finalmente iria tirar o velho livro da estante.
O filme não somente dá uma introdução ao início da carreira de Bob Dylan e de sua consagração como "Pop Star" mundial, mas também uma aula introdutória da música Folk americana e o que ela representou para aquele país nos anos 60.
A película mostra um resumo dos importantes nomes da música folk que viriam a moldar o estilo musical do jovem de origem Judeu-Russa, Robert Allen Zimmerman.
Artistas como Woody Guthrie, Peter Seeger. A influência da literatura “beatnik” de Jack Kerouac, especialmente o livro “On The Road” (1957). O turbilhão causado pela transição do folk pro rock´n´roll em 1965 na época dos discos "Bringing It All Back Home" e “Highway 61 Revisited”, onde a turma da “ala de esquerda” e do “protesto” contestavam e criticavam Bob Dylan por sua inevitável “evolução” musical para os instrumentos elétricos.
Pra mim que nunca me aprofundei muito no assunto, o filme foi um bom resumo de toda essa “coisa” da música folk e sua importância social e cultural na indústria do entretenimento.
A partir daí, a minha busca sobre um conceito pessoal dos dois garotinhos citados no início do “post” se tornou insignificante e irrelevante.
Abaixo deixo o "trailer" de "No Direction Home" , e um trecho do concerto no Royal Albert Hall em 1966, onde as vaias ,por parte da platéia, mostram o momento "controverso" em sua carreira.
A algum tempo tenho ouvido falar de Mallu Magalhães e Vanguart como os maiores expoentes da volta do “Folk Music” na mídia, pelo menos a brasileira.
Como nunca me interessei por esse tipo de música, não tinha uma opinião formada sobre o assunto. Na verdade “Folk”, pelo menos pra mim, era como um bom livro que a gente deixa pra ler depois.
Mas eis que cai no meu colo, literalmente “de pára-quedas”, o filme “No Direction Home – Bob Dylan” de Martin Scorsese.
Como já declarei aqui no Blog, Scorsese é um de meus diretores preferidos, e por se tratar de um trabalho de sua autoria, finalmente iria tirar o velho livro da estante.
O filme não somente dá uma introdução ao início da carreira de Bob Dylan e de sua consagração como "Pop Star" mundial, mas também uma aula introdutória da música Folk americana e o que ela representou para aquele país nos anos 60.
A película mostra um resumo dos importantes nomes da música folk que viriam a moldar o estilo musical do jovem de origem Judeu-Russa, Robert Allen Zimmerman.
Artistas como Woody Guthrie, Peter Seeger. A influência da literatura “beatnik” de Jack Kerouac, especialmente o livro “On The Road” (1957). O turbilhão causado pela transição do folk pro rock´n´roll em 1965 na época dos discos "Bringing It All Back Home" e “Highway 61 Revisited”, onde a turma da “ala de esquerda” e do “protesto” contestavam e criticavam Bob Dylan por sua inevitável “evolução” musical para os instrumentos elétricos.
Pra mim que nunca me aprofundei muito no assunto, o filme foi um bom resumo de toda essa “coisa” da música folk e sua importância social e cultural na indústria do entretenimento.
A partir daí, a minha busca sobre um conceito pessoal dos dois garotinhos citados no início do “post” se tornou insignificante e irrelevante.
Abaixo deixo o "trailer" de "No Direction Home" , e um trecho do concerto no Royal Albert Hall em 1966, onde as vaias ,por parte da platéia, mostram o momento "controverso" em sua carreira.
Pra encurtar a história, este é mais um “post” sobre evolução de idéias, e como um tema genial e polêmico pode influenciar artistas e resultar em grandes trabalhos.
Pois então vejamos:
O escritor russo Vladimir Vladimirovich Nabokov publicou o controverso romance Lolita em 1955, escrito originalmente em inglês.
Narrado na primeira pessoa, o romance conta a história de Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada de doze anos Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Rejeitado por várias editoras antes de chegar ao grande público, o livro tem drama, perseguição, mistério, trama policial. Mas o grande ponto é a atração obsessiva que o protagonista sente pela menina, e as conseqüências que isso acarreta. O termo Lolita criou uma gíria para meninas menores de idade, que de forma precoce, são sexualmente atraentes.
O cineasta Stanley Kubrick foi responsável pela sublime versão cinematográfica do romance em 1962. Um dos pontos altos do filme é a interpretação de Peter Sellers no papel de Clare Quilty. O talento de Sellers combinado com a inteligência e direção de Kubrick resultaram em um desempenho magnífico do ator, que interpretou no filme outros papeis. Esse "estilo" inspirou futuras gerações de artistas e comediantes.
A banda The Police lança o álbum Zenyatta Mondatta (1980) que tem o sucesso “Don´t Stand So Close to Me”. Essa canção conta a história de um professor que é assediado por uma de suas alunas, o que lhe causa certo nervosismo e incerteza. Pelo menos é isso que entendo com o verso “Just like the old man in that book by Nabokov”, onde Sting faz menção ao livro Lolita. E devo confessar que eu, e mais toda uma geração, nos demos conta dessa obra a partir dessa música.
Abaixo deixo um vídeo sobre cada tema acima. Encontrei um do próprio Nabokov falando para um programa da TV francesa sobre o livro Lolita, as legendas são em espanhol, mas vale a pena.
Pra encurtar a história, este é mais um “post” sobre evolução de idéias, e como um tema genial e polêmico pode influenciar artistas e resultar em grandes trabalhos.
Pois então vejamos:
O escritor russo Vladimir Vladimirovich Nabokov publicou o controverso romance Lolita em 1955, escrito originalmente em inglês.
Narrado na primeira pessoa, o romance conta a história de Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada de doze anos Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Rejeitado por várias editoras antes de chegar ao grande público, o livro tem drama, perseguição, mistério, trama policial. Mas o grande ponto é a atração obsessiva que o protagonista sente pela menina, e as conseqüências que isso acarreta. O termo Lolita criou uma gíria para meninas menores de idade, que de forma precoce, são sexualmente atraentes.
O cineasta Stanley Kubrick foi responsável pela sublime versão cinematográfica do romance em 1962. Um dos pontos altos do filme é a interpretação de Peter Sellers no papel de Clare Quilty. O talento de Sellers combinado com a inteligência e direção de Kubrick resultaram em um desempenho magnífico do ator, que interpretou no filme outros papeis. Esse "estilo" inspirou futuras gerações de artistas e comediantes.
A banda The Police lança o álbum Zenyatta Mondatta (1980) que tem o sucesso “Don´t Stand So Close to Me”. Essa canção conta a história de um professor que é assediado por uma de suas alunas, o que lhe causa certo nervosismo e incerteza. Pelo menos é isso que entendo com o verso “Just like the old man in that book by Nabokov”, onde Sting faz menção ao livro Lolita. E devo confessar que eu, e mais toda uma geração, nos demos conta dessa obra a partir dessa música.
Abaixo deixo um vídeo sobre cada tema acima. Encontrei um do próprio Nabokov falando para um programa da TV francesa sobre o livro Lolita, as legendas são em espanhol, mas vale a pena.
Estou para escrever sobre este assunto já faz um tempo, mas foi passando e eu ainda não tinha comentado por aqui. Não sei se vocês ficaram sabendo do curioso caso de um carinha chamado Andrews F.G que finalizou um DVD com o show na íntegra da banda Radiohead em São Paulo no dia 22 de março deste ano.
Quem não ouviu falar pode pensar, e daí, o cara conseguiu entrar e gravar com uma câmera de vídeo e montou mais um DVD pirata para o mercado. Ou então trata-se de algum esperto que descolou a fita do canal de televisão Multishow com a apresentação completa (o canal mostrou só 70 minutos) e pirateou o troço.
Nada disso. Aí é que está a questão. O DVD na verdade é uma colagem de vários vídeos, gravados por diferentes pessoas usando aparelhos celulares e disponibilizados no youtube ou enviados por e-mail para o idealizador. Como o próprio disse: "DVD feito de fãs para fãs".
É isso mesmo, o cara editou uma série de vídeos na sua própria casa, utilizando para isso seu computador pessoal e alguns programas. Para dar mais qualidade ao som, ele utilizou em boa parte do DVD o audio da apresentação feita pelo Multishow, tudo em perfeita sincronia com os vídeos. Estão lá, todas as 26 músicas tocadas neste fantástico e histórico show.
Eu não sou do ramo, mas imagino que deva ter dado um trabalho monstruoso. A informação é que ele trabalhou pelo menos 5 horas por noite até finalizar o projeto.
Agora o mais bacana. Você acha que existe algum endereço eletrônico onde você possa comprar este DVD? Não, não existe!
Ele esta disponível para download gratuito para quem quiser tê-lo. Além disso, teve um cara do Canadá que tem uma conta no youtube autorizada a postar vídeos com mais de 10 minutos. Este cara disponibilizou o show todo lá. Duas horas e vinte minutos para quem quiser assistir online. O link é: http://www.youtube.com/watch?v=AytSCYQN4fM .
Agora para baixar o DVD (tem até capinha), o Andrews montou um site com o nome radioheadraindown.blogspot.com . Quem foi ao show deve saber o porque do nome. Para quem não foi, eu explico. No final da música "Paranoid Android", quando Thom Yorke já dava por encerrada a música, a galera começou puxar um incível coro de ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’, trecho deste som, que fez com que Thom interrompesse o prosseguimento do show para acompanhar o público num momento emocionante e inesquecível para quem estava lá (eu estava!!!! hehe).
Deixei dois vídeos extraídos do DVD com as músicas "Karma Police" e "Paranoid Android".Vale a pena conferir.
Parabenizo o Andrews pela iniciativa e dedicação que resultou num trabalho diferente e excelente e reproduzo aqui sua explicação do porque de ter feito isso: "Por amor a música e por consideração a um show que marcou a minha vida antes e depois".
Estou para escrever sobre este assunto já faz um tempo, mas foi passando e eu ainda não tinha comentado por aqui. Não sei se vocês ficaram sabendo do curioso caso de um carinha chamado Andrews F.G que finalizou um DVD com o show na íntegra da banda Radiohead em São Paulo no dia 22 de março deste ano.
Quem não ouviu falar pode pensar, e daí, o cara conseguiu entrar e gravar com uma câmera de vídeo e montou mais um DVD pirata para o mercado. Ou então trata-se de algum esperto que descolou a fita do canal de televisão Multishow com a apresentação completa (o canal mostrou só 70 minutos) e pirateou o troço.
Nada disso. Aí é que está a questão. O DVD na verdade é uma colagem de vários vídeos, gravados por diferentes pessoas usando aparelhos celulares e disponibilizados no youtube ou enviados por e-mail para o idealizador. Como o próprio disse: "DVD feito de fãs para fãs".
É isso mesmo, o cara editou uma série de vídeos na sua própria casa, utilizando para isso seu computador pessoal e alguns programas. Para dar mais qualidade ao som, ele utilizou em boa parte do DVD o audio da apresentação feita pelo Multishow, tudo em perfeita sincronia com os vídeos. Estão lá, todas as 26 músicas tocadas neste fantástico e histórico show.
Eu não sou do ramo, mas imagino que deva ter dado um trabalho monstruoso. A informação é que ele trabalhou pelo menos 5 horas por noite até finalizar o projeto.
Agora o mais bacana. Você acha que existe algum endereço eletrônico onde você possa comprar este DVD? Não, não existe!
Ele esta disponível para download gratuito para quem quiser tê-lo. Além disso, teve um cara do Canadá que tem uma conta no youtube autorizada a postar vídeos com mais de 10 minutos. Este cara disponibilizou o show todo lá. Duas horas e vinte minutos para quem quiser assistir online. O link é: http://www.youtube.com/watch?v=AytSCYQN4fM .
Agora para baixar o DVD (tem até capinha), o Andrews montou um site com o nome radioheadraindown.blogspot.com . Quem foi ao show deve saber o porque do nome. Para quem não foi, eu explico. No final da música "Paranoid Android", quando Thom Yorke já dava por encerrada a música, a galera começou puxar um incível coro de ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’, trecho deste som, que fez com que Thom interrompesse o prosseguimento do show para acompanhar o público num momento emocionante e inesquecível para quem estava lá (eu estava!!!! hehe).
Deixei dois vídeos extraídos do DVD com as músicas "Karma Police" e "Paranoid Android".Vale a pena conferir.
Parabenizo o Andrews pela iniciativa e dedicação que resultou num trabalho diferente e excelente e reproduzo aqui sua explicação do porque de ter feito isso: "Por amor a música e por consideração a um show que marcou a minha vida antes e depois".
No mundo globalizado em que vivemos, onde a informação está cada dia mais acessível e fica a um toque do mouse, percebo que a premiação do Oscar perde cada vez mais relevância para o resto do mundo (fora os EUA). Porém apesar de decadente, não podemos negar que ganhar um Oscar têm sim, o seu glamour e importância, merecendo o meu respeito aos ganhadores.
Quem acompanhou a festa este ano, viu o filme "Quem Quer Ser um Milionário" levar 8 estatuetas, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para o inglês Danny Boyle.
Danny Boyle começou sua carreira em 1994 na Inglaterra com um filme muito bom chamado "Cova Rasa" para depois em 1996 estourar com o cult absoluto Trainspotting, baseado na obra de Irvine Welsh. Futuro promissor, o cara foi para os EUA e fez o fraco "Por Uma Vida Menos Ordinária" (1997) e o controverso (fracasso de crítica) "A Praia" (2000). Ficou meio queimado e acabou voltando para a Inglaterra, onde em 2002 dirigiu um filme que apesar do baixo orçamento, é fantástico.
Falo de "Extermínio".
Assisti este filme no cinema na época do lançamento, já levado pela admiração com o trabalho de Boyle e desde então tornei-me um fã. Recomendo-o frequentemente a amigos e de vez em quando pego o DVD que tenho em casa para vê-lo de novo.
Numa primeira olhada, principalmente se você pegar a capa na locadora ou ler a sinopse oficial pode até parecer mais um destes filmes de terror com zumbis matando um monte de gente, onde sempre aparece algum herói dotado de habilidades diferenciadas para confrontar os monstros e fazer com que tudo acabe bem.
Mas não. Aqui não tem herói fortão não. O personagem principal é Jim (vivido pelo raquítico Cillian Murphy), que desperta de um coma 28 dias após (nome original é "28 Days Later") um terrível acontecimento em Londres. Quando ele acorda, percebe que está sozinho no hospital e saindo para a rua vê também que está sozinho na cidade. Londres está deserta! Aliás deve ter sido um puta trampo fazer a filmagem das ruas todas paradas e sem ninguém (estilo a São Paulo detonada de "Ensaio Sobre a Cegueira").
Logo ele se depara com uns zumbis que tentam matá-lo. Sem saber o que está acontecendo, ele é salvo por Selena que após livrar sua pele, explica que a cidade foi evacuada, pois 28 dias atrás um grupo de ativistas libertou macacos infectados com um vírus letal que é transmitido pelo sangue e que foi se espalhando por Londres até a situação ficar fora de controle. Só restaram os infectados e eles (será?).
Jim então precisa aprender a se adaptar a nova situação e torna-se parceiro de Selena (que tem uma visão muito mais individualista). Eles encontram mais dois sobreviventes num abrigo todo especial (não conto quem para não estragar) e em determinado momento recebem um sinal de rádio vindo de Manchester, com a informação de que lá havia uma patrulha do exército que estava controlando a situação e tornado esta cidade um local seguro. A mensagem dizia "Venham para Manchester". Esta transmissão era repetida várias vezes e nunca atualizada.
Então, como saber quando ela havia sido gravada? Com saber se era verdadeira? Será que eram pessoas realmente do exército? E aí, ficar e viver se escondendo dos infectados ou tentar a sorte numa arriscada viagem até Manchester? Eles tomam uma decisão cujos desdobramentos são imprevisíveis, cruéis e chocantes, o que torna o filme ainda mais bacana.
Já contei demais. Fica a dica. Se não viu vai assistir que vale a pena. Se viu, compartilhe conosco sua opinião. Sei que o filme não é uma unanimidade, mas é na minha opinião trata-se de um trabalho brilhante do Danny Boyle pré Oscar.
Depois disso, Boyle filmou "Caiu do Céu" (2004) e "Sunshine" (2007), que eu não opino pois não assisti, até chegar na consagração mundial com o bom "Quem Quer Ser um Milionário". Li recentemente que planeja filmar a parte 3 de "Extermínio" (a parte 2 foi dirigida por Juan Carlos Fresnadilo e é mais fraca). Vamos ver.
No mundo globalizado em que vivemos, onde a informação está cada dia mais acessível e fica a um toque do mouse, percebo que a premiação do Oscar perde cada vez mais relevância para o resto do mundo (fora os EUA). Porém apesar de decadente, não podemos negar que ganhar um Oscar têm sim, o seu glamour e importância, merecendo o meu respeito aos ganhadores.
Quem acompanhou a festa este ano, viu o filme "Quem Quer Ser um Milionário" levar 8 estatuetas, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para o inglês Danny Boyle.
Danny Boyle começou sua carreira em 1994 na Inglaterra com um filme muito bom chamado "Cova Rasa" para depois em 1996 estourar com o cult absoluto Trainspotting, baseado na obra de Irvine Welsh. Futuro promissor, o cara foi para os EUA e fez o fraco "Por Uma Vida Menos Ordinária" (1997) e o controverso (fracasso de crítica) "A Praia" (2000). Ficou meio queimado e acabou voltando para a Inglaterra, onde em 2002 dirigiu um filme que apesar do baixo orçamento, é fantástico.
Falo de "Extermínio".
Assisti este filme no cinema na época do lançamento, já levado pela admiração com o trabalho de Boyle e desde então tornei-me um fã. Recomendo-o frequentemente a amigos e de vez em quando pego o DVD que tenho em casa para vê-lo de novo.
Numa primeira olhada, principalmente se você pegar a capa na locadora ou ler a sinopse oficial pode até parecer mais um destes filmes de terror com zumbis matando um monte de gente, onde sempre aparece algum herói dotado de habilidades diferenciadas para confrontar os monstros e fazer com que tudo acabe bem.
Mas não. Aqui não tem herói fortão não. O personagem principal é Jim (vivido pelo raquítico Cillian Murphy), que desperta de um coma 28 dias após (nome original é "28 Days Later") um terrível acontecimento em Londres. Quando ele acorda, percebe que está sozinho no hospital e saindo para a rua vê também que está sozinho na cidade. Londres está deserta! Aliás deve ter sido um puta trampo fazer a filmagem das ruas todas paradas e sem ninguém (estilo a São Paulo detonada de "Ensaio Sobre a Cegueira").
Logo ele se depara com uns zumbis que tentam matá-lo. Sem saber o que está acontecendo, ele é salvo por Selena que após livrar sua pele, explica que a cidade foi evacuada, pois 28 dias atrás um grupo de ativistas libertou macacos infectados com um vírus letal que é transmitido pelo sangue e que foi se espalhando por Londres até a situação ficar fora de controle. Só restaram os infectados e eles (será?).
Jim então precisa aprender a se adaptar a nova situação e torna-se parceiro de Selena (que tem uma visão muito mais individualista). Eles encontram mais dois sobreviventes num abrigo todo especial (não conto quem para não estragar) e em determinado momento recebem um sinal de rádio vindo de Manchester, com a informação de que lá havia uma patrulha do exército que estava controlando a situação e tornado esta cidade um local seguro. A mensagem dizia "Venham para Manchester". Esta transmissão era repetida várias vezes e nunca atualizada.
Então, como saber quando ela havia sido gravada? Com saber se era verdadeira? Será que eram pessoas realmente do exército? E aí, ficar e viver se escondendo dos infectados ou tentar a sorte numa arriscada viagem até Manchester? Eles tomam uma decisão cujos desdobramentos são imprevisíveis, cruéis e chocantes, o que torna o filme ainda mais bacana.
Já contei demais. Fica a dica. Se não viu vai assistir que vale a pena. Se viu, compartilhe conosco sua opinião. Sei que o filme não é uma unanimidade, mas é na minha opinião trata-se de um trabalho brilhante do Danny Boyle pré Oscar.
Depois disso, Boyle filmou "Caiu do Céu" (2004) e "Sunshine" (2007), que eu não opino pois não assisti, até chegar na consagração mundial com o bom "Quem Quer Ser um Milionário". Li recentemente que planeja filmar a parte 3 de "Extermínio" (a parte 2 foi dirigida por Juan Carlos Fresnadilo e é mais fraca). Vamos ver.