A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
minervapop
Mostrando postagens com marcador Chris Nolan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chris Nolan. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de fevereiro de 2011
OSCAR 2011
Marcadores:
127 Horas,
A Origem,
A Rede Social,
Chris Nolan,
Cinema,
Cisne Negro,
Danny Boyle,
David Fincher,
Filmes,
Martin Scorsese,
Natalie Portman,
O Discurso do Rei,
Oscar,
Sandro
OSCAR 2011
A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
Marcadores:
127 Horas,
A Origem,
A Rede Social,
Chris Nolan,
Cinema,
Cisne Negro,
Danny Boyle,
David Fincher,
Filmes,
Martin Scorsese,
Natalie Portman,
O Discurso do Rei,
Oscar,
Sandro
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos
No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.
Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.
Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".
Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.
E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.
"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).
Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.
Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.
Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.
Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.
Sandro
Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.
Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".
Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.
E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.
"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).
Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.
Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.
Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.
Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.
Sandro
A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos
No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.
Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.
Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".
Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.
E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.
"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).
Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.
Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.
Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.
Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.
Sandro
Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.
Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".
Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.
E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.
"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).
Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.
Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.
Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.
Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.
Sandro
quinta-feira, 15 de julho de 2010
CHRISTOPHER NOLAN - TALENTO MUITO ALÉM DE BATMAN
Lembro que na ocasião do lançamento de filmes de caras como Lars Von Trier e Martin Scorsese eu escrevi aqui no blog que existem certos diretores de cinema que me fazem sair de casa para assistir seus filmes independente de qualquer coisa. Não procuro nem saber muito sobre o filme e nem me preocupo com críticas dos especialistas. Simplesmente me vejo na obrigação de ir lá conferir.
Dentro deste conceito, figuram mestres absolutos da sétima arte, mas também há espaço para um diretor não tão badalado mas extremamente talentoso chamado Chris Nolan.
O que me leva a escrever este texto é um comercial que vi ontem na TV anunciando seu próximo filme. "A Origem" que tem como ator principal Leonardo DiCaprio é apresentado como o novo filme do diretor de Batman Begins. A informação é verdadeira, claro, mas fiquei pensando se um cara tão bom quanto Nolan merece ser rotulado apenas como diretor de dois filmes sobre o homem-morcego (do qual sou fã, diga-se), que são o citado "Batman Begins" (de 2005) e "Batman - O Cavaleiro da Trevas" (de 2008).
Este diretor inglês me ganhou logo no primeiro encontro. Fui ver Amnésia (de 2000) no cinema e pirei. A narrativa de trás para frente com uma confusão mental que se estabelece durante o filme até clarear no final é sensacional. Nem vou me alongar na história porque pretendo escrever um post específico sobre esta obra em outra ocasião.
Fiquei na espera para ver qual seria seu próximo trabalho e quando "Insônia" (de 2002) foi lançado por aqui, lá estava eu no cinema de novo. A moral ganha com o excelente "Amnésia" trouxe para Nolan a possibilidade de escalar gente do alto escalão para atuar neste filme. A crítica não gostou muito e "Insônia" passou meio que batido. O que poderia ser a consagração, tornou-se um filme menor dentro de sua obra, pelo menos na opínião da maioria. Eu particularmente gosto bastante deste filme que mostra um policial (Al Pacino) que é enviado para uma pequena cidade do Alasca onde, em meio às investigações em torno do assassinato de uma adolescente, acaba atirando acidentalmente no parceiro, enquanto tentava apreender um suspeito. De forma inusitada, ele ganha um álibi fornecido pela própria polícia, sem que isso diminua sua imensa sensação de culpa. Tendo que resolver o caso do assassinato da adolescente, ele ainda passa a ser chantageado justamente pelo suspeito (Robin Willians) que tentava prender, que o acusa de ter armado a situação no intuito de se livrar da condenação pela morte de seu parceiro. Em paralelo, uma detetive da cidade (Hilary Swank), conduz uma investigação por conta própria na tentativa de descobrir o que realmente aconteceu. No meio disso tudo está a cidade, onde não anoitece, o que impede que o policial consiga dormir (ele passa noites e noites em claro), prejudicando ainda mais sua delicada condição psicológica.
Na sequencia, Chris Nolan dirige "Batman Begins" e finalmente faz justiça a dimensão do personagem numa obra cinematográfica. O filme é ótimo. Acho que nem preciso escrever nada sobre a história, pois todo mundo já deve ter assistido. Esta minha opinião vale também para o segundo trabalho com o mesmo personagem, que foi "O Cavaleiro da Trevas". Filmes de ação feitos com muita categoria.
Entre estas duas obras, Nolan ainda nos presenteia com o pouco comentado "O Grande Truque" (de 2006). Novamente com um elenco de primeira, o filme conta a uma história que se passa no século XIX, onde dois mágicos (Hugh Jackman e Christian Bale) que eram amigos quando iniciantes, mas que com o passar dos anos tornaram-se competidores ferrenhoso e consequentemente rivais. No meio disso, ainda existe a disputa pela bela assistente de palco (Scarlett Johansson). Quando um deles apresenta uma mágica revolucionária que faz estrondoso sucesso, o outro fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la, o que leva a um desfecho genial.
Agora em 2010, conforme eu citei no começo deste texto saiu "A Origem", previsto para estreiar dia 06 de agosto aqui no Brasil. A história concebida por Chris Nolan (que é o roteirista também) parece ser bem original. Leonardo DiCaprio interpreta um ladrão especial. Pelo método da "extração", ele desenvolveu o poder de roubar segredos das pessoas enquanto eleas dormem, extraindo estas informações das profundezas do inconsciente. Até a estréia eu volto a falar sobre este filme para lembrá-los e passar mais informações...
É isso. Recomendo muito todos os filmes deste grande diretor, que ainda jovem (tem só 40 anos) possui uma carreira sólida e sem deslizes. O único filme dele que não assisti é "Following" (1998), que foi seu primeiro trabalho. O resto vale a pena.
Abaixo os trailers na ordem invertida. Primeiro "A Origem", depois "O Cavaleiro das Trevas", seguidos de "O Grande Truque" e Amnésia" (Memento), estes dois infelizmente sem legenda.
Sandro
CHRISTOPHER NOLAN - TALENTO MUITO ALÉM DE BATMAN
Lembro que na ocasião do lançamento de filmes de caras como Lars Von Trier e Martin Scorsese eu escrevi aqui no blog que existem certos diretores de cinema que me fazem sair de casa para assistir seus filmes independente de qualquer coisa. Não procuro nem saber muito sobre o filme e nem me preocupo com críticas dos especialistas. Simplesmente me vejo na obrigação de ir lá conferir.
Dentro deste conceito, figuram mestres absolutos da sétima arte, mas também há espaço para um diretor não tão badalado mas extremamente talentoso chamado Chris Nolan.
O que me leva a escrever este texto é um comercial que vi ontem na TV anunciando seu próximo filme. "A Origem" que tem como ator principal Leonardo DiCaprio é apresentado como o novo filme do diretor de Batman Begins. A informação é verdadeira, claro, mas fiquei pensando se um cara tão bom quanto Nolan merece ser rotulado apenas como diretor de dois filmes sobre o homem-morcego (do qual sou fã, diga-se), que são o citado "Batman Begins" (de 2005) e "Batman - O Cavaleiro da Trevas" (de 2008).
Este diretor inglês me ganhou logo no primeiro encontro. Fui ver Amnésia (de 2000) no cinema e pirei. A narrativa de trás para frente com uma confusão mental que se estabelece durante o filme até clarear no final é sensacional. Nem vou me alongar na história porque pretendo escrever um post específico sobre esta obra em outra ocasião.
Fiquei na espera para ver qual seria seu próximo trabalho e quando "Insônia" (de 2002) foi lançado por aqui, lá estava eu no cinema de novo. A moral ganha com o excelente "Amnésia" trouxe para Nolan a possibilidade de escalar gente do alto escalão para atuar neste filme. A crítica não gostou muito e "Insônia" passou meio que batido. O que poderia ser a consagração, tornou-se um filme menor dentro de sua obra, pelo menos na opínião da maioria. Eu particularmente gosto bastante deste filme que mostra um policial (Al Pacino) que é enviado para uma pequena cidade do Alasca onde, em meio às investigações em torno do assassinato de uma adolescente, acaba atirando acidentalmente no parceiro, enquanto tentava apreender um suspeito. De forma inusitada, ele ganha um álibi fornecido pela própria polícia, sem que isso diminua sua imensa sensação de culpa. Tendo que resolver o caso do assassinato da adolescente, ele ainda passa a ser chantageado justamente pelo suspeito (Robin Willians) que tentava prender, que o acusa de ter armado a situação no intuito de se livrar da condenação pela morte de seu parceiro. Em paralelo, uma detetive da cidade (Hilary Swank), conduz uma investigação por conta própria na tentativa de descobrir o que realmente aconteceu. No meio disso tudo está a cidade, onde não anoitece, o que impede que o policial consiga dormir (ele passa noites e noites em claro), prejudicando ainda mais sua delicada condição psicológica.
Na sequencia, Chris Nolan dirige "Batman Begins" e finalmente faz justiça a dimensão do personagem numa obra cinematográfica. O filme é ótimo. Acho que nem preciso escrever nada sobre a história, pois todo mundo já deve ter assistido. Esta minha opinião vale também para o segundo trabalho com o mesmo personagem, que foi "O Cavaleiro da Trevas". Filmes de ação feitos com muita categoria.
Entre estas duas obras, Nolan ainda nos presenteia com o pouco comentado "O Grande Truque" (de 2006). Novamente com um elenco de primeira, o filme conta a uma história que se passa no século XIX, onde dois mágicos (Hugh Jackman e Christian Bale) que eram amigos quando iniciantes, mas que com o passar dos anos tornaram-se competidores ferrenhoso e consequentemente rivais. No meio disso, ainda existe a disputa pela bela assistente de palco (Scarlett Johansson). Quando um deles apresenta uma mágica revolucionária que faz estrondoso sucesso, o outro fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la, o que leva a um desfecho genial.
Agora em 2010, conforme eu citei no começo deste texto saiu "A Origem", previsto para estreiar dia 06 de agosto aqui no Brasil. A história concebida por Chris Nolan (que é o roteirista também) parece ser bem original. Leonardo DiCaprio interpreta um ladrão especial. Pelo método da "extração", ele desenvolveu o poder de roubar segredos das pessoas enquanto eleas dormem, extraindo estas informações das profundezas do inconsciente. Até a estréia eu volto a falar sobre este filme para lembrá-los e passar mais informações...
É isso. Recomendo muito todos os filmes deste grande diretor, que ainda jovem (tem só 40 anos) possui uma carreira sólida e sem deslizes. O único filme dele que não assisti é "Following" (1998), que foi seu primeiro trabalho. O resto vale a pena.
Abaixo os trailers na ordem invertida. Primeiro "A Origem", depois "O Cavaleiro das Trevas", seguidos de "O Grande Truque" e Amnésia" (Memento), estes dois infelizmente sem legenda.
Sandro
Assinar:
Postagens (Atom)


