Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
minervapop
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quarta-feira, 14 de março de 2012
O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS
Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve.
Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
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| Found at skreemr.org |
- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
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- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
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- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
terça-feira, 13 de julho de 2010
DIA MUNDIAL DO ROCK - 13 DE JULHO!
Consta nos históricos da música, que foi o Disc Jockey Alan Freed, de Cleveland-USA, que tirou da canção “My Baby Rocks Me with a Steady Roll", de Trixie Smith o termo "Rock´n´Roll". Porém foi Charles Edward Anderson "Chuck" Berry (Outubro 18, 1926) ou simplesmente Chuck Berry, o responsável por conseguir sintetizar em canções todos os elementos necessários para um “Rock” , e essa formula é repetida a exaustão até os dias de hoje. Claro que existem controvérsias sobre quem lançou a primeira canção de rock, mas basta ouvir "Maybellene" (1955) e voce vai entender o que digo. Alguns famosos tem a mesma opinião, John Lennon e Malcon Young, por exemplo.A partir daí a evolução do Rock´n´Roll é muito rápida, marcando as decadas seguintes.
Nos ano 60 temos os Beatles (não esqueci o The Who) responsáveis pelo conceito de “banda” de rock, técnicas de gravação em estúdios, e também pela inclusão da psicodelia nas músicas, no final dos anos 60, o que foi também utilizado com competência por outros artistas , como os Stones, Pink Floyd, etc.
Os anos 70 foi marcado pelo sucesso das bandas mais pesadas , tendo como precursor o Led Zeppelin. Na sequencia surgiram o Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC. Também tivemos o surgimento do Rock Progressivo do Yes, Genesis, dentre outros. Esses mesmos que foram desafiados pela turma do “faça voce mesmo” liderados pelo Stooges , seguidos pelos Ramones, Sex Pistols e The Clash. E a liberação dos sentidos e da moda com o “Glam Rock”, representados por David Bowie, Brian Ferry ,T.Rex e até o Kiss, quem diria. No final do anos 70 começaram a surgir as “Big Rock Bands” como o Van Halen.
A partir dos anos 80 o rock se apresentou com guitarras cheias de efeitos, e letras inspirados na ressaca resultante da avalanche das duas decadas anteriores. Toda uma geração estampada nas paradas de sucesso com os Smiths, The Cure, e talvez tendo U2 como seu maior representante. Claro que o pessoal da “Bay Area” deve ser lembrada, e o principal artista dessa turma, o Metallica.
A simplicidade e distorção foram resgatadas nos anos 90 com o Nirvana. Não a nada mais importante nessa decada. Claro, temos as outras bandas do movimento "Grunge", o Stone Temple Pilots, mas nada tão poderoso como a banda de Kurt Cobain.
Não podemos falar dos anos 2000 sem citar o seu maior expoente, a Internet. A facilidade de acesso a informação foi importantíssimo para a divulgação de bandas e artistas, porém quantidade nunca foi sinonimo de qualidade, por isso nesse “mar de bandas”, cuidado, tem muita coisa ruim. Acredito que um dos maiores expoentes dessa geração é o White Stripes.
Esse breve resumo é somente uma simples homenagem ao Dia do Rock (13 de Julho), do pessoal do Minerva Pop, pois essa música é uma de nossas matérias-primas mais valiosas.
We Salute You! (Abaixo uma seleção de músicas históricas, escolhidas por mim e o Sandro).
Anselmo
| Chuck Berry - Johnny B. Goode | ||
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| The Beatles - Helter Skelter | ||
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| Led Zeppelin - Whole Lotta Love | ||
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| The Stooges - I Wanna Be Your Dog | ||
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| U2 - New Year's Day | ||
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| Nirvana - In Bloom | ||
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| The White Stripes - Seven Nation Army | ||
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