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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AONDE A GENTE VAI, PAPAI?


Quanto mais a gente vai amadurecendo, algumas coisas na vida vão ficando mais presentes. Pode ser uma cobrança pessoal como o sucesso na carreira, o cuidado com a saúde, a necessidade de se fazer “algo notável”, pelo menos pra nós mesmos. Sabe aquele velho jargão “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”?

De todos acho que os “filhos” são os mais incríveis, pois você passa sua juventude jurando coisas do tipo: “Eu serei diferente que meus pais, comigo meu filho terá todas as oportunidades e darei todo apoio em seus desejos e ambições”.

Pois bem meu camarada, você se enganou. Não terás nenhum controle sobre eles, nem de quando virão ao mundo, e em alguns casos, nem de “como” virão ao mundo.

Ser “pai” já é uma tarefa complicada, pois quando se é “pai” de uma criança deficiente a superação e a atenção têm que ser maiores. Agora imaginem ser pai de duas crianças deficientes?

Isso aconteceu com o escritor, humorista e diretor de televisão francês Jean-Louis Fourier, o que resultou em um excelente livro chamado “Aonde a gente vai, papai?”

Conforme descrito pelo próprio autor, Fournier teve “dois fins do mundo”. Os filhos, Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma travessura, um aprendizado, ficaram mais velhos, mas não nunca se tornaram adultos.

Fournier narra sua história de vida com os filhos de forma irônica, ácida, direta, ás vezes demonstra toda sua impotência diante da situação, mas não se abate, ao contrário, sempre busca o lado peculiar do estado em que se encontra.

Vencedor do prestigiado Femina em 2008, o livro lançado no Brasil pela Editora Intrínseca é de fácil leitura, e apesar do tema, o texto não é pesado, pois mesmo da forma incisiva de como é escrito, no fim é uma mensagem de amor, de um pai para seus filhos, que eram apenas diferentes dos outros.

Recomendo a leitura a todos os pais, ou para aqueles que ainda serão um dia.

Anselmo

AONDE A GENTE VAI, PAPAI?


Quanto mais a gente vai amadurecendo, algumas coisas na vida vão ficando mais presentes. Pode ser uma cobrança pessoal como o sucesso na carreira, o cuidado com a saúde, a necessidade de se fazer “algo notável”, pelo menos pra nós mesmos. Sabe aquele velho jargão “plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho”?

De todos acho que os “filhos” são os mais incríveis, pois você passa sua juventude jurando coisas do tipo: “Eu serei diferente que meus pais, comigo meu filho terá todas as oportunidades e darei todo apoio em seus desejos e ambições”.

Pois bem meu camarada, você se enganou. Não terás nenhum controle sobre eles, nem de quando virão ao mundo, e em alguns casos, nem de “como” virão ao mundo.

Ser “pai” já é uma tarefa complicada, pois quando se é “pai” de uma criança deficiente a superação e a atenção têm que ser maiores. Agora imaginem ser pai de duas crianças deficientes?

Isso aconteceu com o escritor, humorista e diretor de televisão francês Jean-Louis Fourier, o que resultou em um excelente livro chamado “Aonde a gente vai, papai?”

Conforme descrito pelo próprio autor, Fournier teve “dois fins do mundo”. Os filhos, Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma travessura, um aprendizado, ficaram mais velhos, mas não nunca se tornaram adultos.

Fournier narra sua história de vida com os filhos de forma irônica, ácida, direta, ás vezes demonstra toda sua impotência diante da situação, mas não se abate, ao contrário, sempre busca o lado peculiar do estado em que se encontra.

Vencedor do prestigiado Femina em 2008, o livro lançado no Brasil pela Editora Intrínseca é de fácil leitura, e apesar do tema, o texto não é pesado, pois mesmo da forma incisiva de como é escrito, no fim é uma mensagem de amor, de um pai para seus filhos, que eram apenas diferentes dos outros.

Recomendo a leitura a todos os pais, ou para aqueles que ainda serão um dia.

Anselmo

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