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domingo, 28 de julho de 2013

MARCELO GLEISER – CIÊNCIA PARA MEDIOCRES


Medíocre (segundo Dicionário Aurélio):.
 adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre.
s.m. Algo ou alguém que não tem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo, sem talento e que está abaixo da média: os medíocres nunca alcançarão o sucesso.

Marcelo Gleiser é muito bom em passar suas mensagens e ideias cientificas para o grande público. É admirável. A algum tempo tenho interesse por seus textos e vídeos disponíveis nas diversas mídias sócias.

Quem é esse cara?
Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 março 1959). É físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Leciona na universidade norte-americana "Dartmouth Collegeem (Hanover - USA) onde Ministra uma disciplina chamada "Física para Poetas", extremamente popular na universidade, atraindo pessoas que não possuem ligações com a física. Essas aulas se caracterizam por relatos da história da ciência e dos cientistas juntamente com explicações sobre os fundamentos da física no laboratório através de experiências e demonstrações em sala de aula.

No Brasil Marcelo é mais conhecido por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão dos Estados Unidos e Inglaterra. Aqui no Brasil teve uma série no “Fantástico”, e uma atualmente no Discovery Channel.

“Para mim, não há absolutamente nenhuma dúvida de que o sobrenatural é completamente incompatível com uma visão científica do mundo, visão que costumo defender arduamente”.(Marcelo Gleiser)

LIVROS (alguns):
A Dança do Universo - editora Cia. das Letras-1997. Assunto central: origem do universo.
Retalhos Cósmicos - editora Cia. das Letras-1999. Assunto central: Ensaios.
O Fim da Terra e do Céu - editora Cia. das Letras - 2002. Assunto central: Ciências Exatas, Tecnologia e Informática.

Pela Publifolha lançou uma coletânia de colunas  publicados no jornal Folha de São Paulo , Micro Macro (2005) e Micro Macro 2 (2007).

 Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza - editora Record em 2010. Assunto central: Críticas, Física, Criação do Universo.

"... A mecânica universal não precisa de Deus! As pessoas podem precisar de Deus! São duas coisas completamente diferentes!" (Marcelo Gleiser)

Junto com quatro colegas (KC Cole, Adam Frank, Stuart Kauffman e Ursula Goodenough) Marcelo Gleiser mantém um blog sobre ciência e cultura, hospedado no site da National Public Radio. O nome do blog "13.7 Cosmos and culture" mesma idade estimada do universo: 13,7 bilhões de anos. Tem também a coluna que mantém no site folha.uol.com.br.

Tudo isso pra dizer que através de vários artigos do Marcelo , colunas, podcast, vídeos, livros, palestras, aumentei o interesse por ciência, física, universo, e porque não dizer “autoconhecimento”.

Também me incluo nos medíocres de hoje em dia. A mediocridade forjada, concebida, escarrada, e imposta pela sociedade atual que determina que o sucesso está na posição social e o status atingido pelo indivíduo. Nesse caso ainda creio que a morte é a mais doce  democracia.

Mas nem tudo são flores. Físicos como Luboš Motl (Republica Tcheca) e Roberto de Andrade Martins (Brasil) são críticos as obras de Gleiser apontando “erros” e “furos” nos artigos  publicados. Encontrei reportagens na internet onde classificam Gleiser para a física como o Dr. Drauzio Varella para medicina. O que será que querem dizer com isso? Tire sua conclusão.

O ponto principal é que como fonte de informação e pesquisa é inegável que os trabalhos publicados por Marcelo Gleiser são importantes para a educação e crescimento intelectual do indivíduo. Temos que aprender primeiro que 2 mais 2 são 4 antes de discutirmos as diferenças que podem ser causadas pelas casas decimais.

Graças a seus videos e livros,  muitos estão mais interessados em Isaac Asimov, Carl Sagan, Aldous Huxley, Albert Eisntein, Stephen Hawking (citando os mais famosos).

 Aos críticos digo que deixem de ser “bunda-moles” e vão a mídia dividir seus conhecimentos de forma acessível. Gritem, criem material para o povão, vocês também são responsáveis. Ou será que não se misturam com os medíocres? O Marcelo pelo menos mandou seu recado.

Enquanto isso, estou por aqui,  procurando aguçar minha capacidade de observação que adquiro  no dia-a-dia, com a convicção de o quanto medíocres somos perante a imensidão do universo.

ANSELMO


MARCELO GLEISER – CIÊNCIA PARA MEDIOCRES


Medíocre (segundo Dicionário Aurélio):.
 adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre.
s.m. Algo ou alguém que não tem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo, sem talento e que está abaixo da média: os medíocres nunca alcançarão o sucesso.

Marcelo Gleiser é muito bom em passar suas mensagens e ideias cientificas para o grande público. É admirável. A algum tempo tenho interesse por seus textos e vídeos disponíveis nas diversas mídias sócias.

Quem é esse cara?
Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 março 1959). É físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Leciona na universidade norte-americana "Dartmouth Collegeem (Hanover - USA) onde Ministra uma disciplina chamada "Física para Poetas", extremamente popular na universidade, atraindo pessoas que não possuem ligações com a física. Essas aulas se caracterizam por relatos da história da ciência e dos cientistas juntamente com explicações sobre os fundamentos da física no laboratório através de experiências e demonstrações em sala de aula.

No Brasil Marcelo é mais conhecido por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão dos Estados Unidos e Inglaterra. Aqui no Brasil teve uma série no “Fantástico”, e uma atualmente no Discovery Channel.

“Para mim, não há absolutamente nenhuma dúvida de que o sobrenatural é completamente incompatível com uma visão científica do mundo, visão que costumo defender arduamente”.(Marcelo Gleiser)

LIVROS (alguns):
A Dança do Universo - editora Cia. das Letras-1997. Assunto central: origem do universo.
Retalhos Cósmicos - editora Cia. das Letras-1999. Assunto central: Ensaios.
O Fim da Terra e do Céu - editora Cia. das Letras - 2002. Assunto central: Ciências Exatas, Tecnologia e Informática.

Pela Publifolha lançou uma coletânia de colunas  publicados no jornal Folha de São Paulo , Micro Macro (2005) e Micro Macro 2 (2007).

 Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza - editora Record em 2010. Assunto central: Críticas, Física, Criação do Universo.

"... A mecânica universal não precisa de Deus! As pessoas podem precisar de Deus! São duas coisas completamente diferentes!" (Marcelo Gleiser)

Junto com quatro colegas (KC Cole, Adam Frank, Stuart Kauffman e Ursula Goodenough) Marcelo Gleiser mantém um blog sobre ciência e cultura, hospedado no site da National Public Radio. O nome do blog "13.7 Cosmos and culture" mesma idade estimada do universo: 13,7 bilhões de anos. Tem também a coluna que mantém no site folha.uol.com.br.

Tudo isso pra dizer que através de vários artigos do Marcelo , colunas, podcast, vídeos, livros, palestras, aumentei o interesse por ciência, física, universo, e porque não dizer “autoconhecimento”.

Também me incluo nos medíocres de hoje em dia. A mediocridade forjada, concebida, escarrada, e imposta pela sociedade atual que determina que o sucesso está na posição social e o status atingido pelo indivíduo. Nesse caso ainda creio que a morte é a mais doce  democracia.

Mas nem tudo são flores. Físicos como Luboš Motl (Republica Tcheca) e Roberto de Andrade Martins (Brasil) são críticos as obras de Gleiser apontando “erros” e “furos” nos artigos  publicados. Encontrei reportagens na internet onde classificam Gleiser para a física como o Dr. Drauzio Varella para medicina. O que será que querem dizer com isso? Tire sua conclusão.

O ponto principal é que como fonte de informação e pesquisa é inegável que os trabalhos publicados por Marcelo Gleiser são importantes para a educação e crescimento intelectual do indivíduo. Temos que aprender primeiro que 2 mais 2 são 4 antes de discutirmos as diferenças que podem ser causadas pelas casas decimais.

Graças a seus videos e livros,  muitos estão mais interessados em Isaac Asimov, Carl Sagan, Aldous Huxley, Albert Eisntein, Stephen Hawking (citando os mais famosos).

 Aos críticos digo que deixem de ser “bunda-moles” e vão a mídia dividir seus conhecimentos de forma acessível. Gritem, criem material para o povão, vocês também são responsáveis. Ou será que não se misturam com os medíocres? O Marcelo pelo menos mandou seu recado.

Enquanto isso, estou por aqui,  procurando aguçar minha capacidade de observação que adquiro  no dia-a-dia, com a convicção de o quanto medíocres somos perante a imensidão do universo.

ANSELMO


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

THE WALKING DEAD - Primeira temporada valeu a pena

Dias depois da estréia da série "The Walking Dead" no canal Fox escrevi um post aqui no blog (leia aqui) recomendando a todos que a assistissem.

Eu também disse que certamente vocês ainda iriam ouvir falar desta história e mais do que isso, cheguei a colocar no título do post a pergunta: O Novo Lost?

Com esta provocação, o que eu queria na verdade era especular se este seriado teria a capacidade de mobilizar seguidores num boca a boca parecido com o que aconteceu com a saga da ilha famosa. Eu entendia que esta história sobre zumbis nas mãos do ótimo Frank Darabont, tinha um grande potencial para estourar.

E eu não estava de todo errado. Se "The Walking Dead" não se transformou num fenômeno mundial, a coisa repercutiu. Claro que não ajudou muito o fato da série ser exibida por uma canal de TV a cabo nos EUA (no resto do mundo os direitos são da Fox). Mesmo assim, a AMC bateu o recorde de audiência de um seriado fora da TV aberta tanto na estréia (5,3 milhoes de pessoas), quanto no final (6 milhões de pessoas).

Acredito que se eles tivessem preparado mais dos que os insuficientes 6 episódios para esta primeira temporada o negócio poderia tomar uma proporção bem maior.

Por que? Porque a série é mesmo ótima e vicia. Não vou retomar a sinopse pelo fato do post citado acima conter bastante informação (por favor, leiam), mas quero reforçar minha opinião inicial de que a história transcende o gênero terror e explora de forma muito interessante o relacionamento entre os pesonagens. É a complexidade psicológica que a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ser o que sempre foi, traz para a trama. Darabont fez isso de forma magistral com as obras do Stephen King e trabalhou muito bem com esta HQ do Robert Kirkman.

É uma pena que "The Walking Dad" retorne somente em outubro de 2011, desta vez com 13 episódios. A coisa foi tão bem que inicialmente o Frank Darabont iria participar ativamente apenas da primeira temporada, mas já está decidido que ele fica e comanda também a segunda. Isso inclusive motivou a saída de Charles "Chic" Eglee do projeto, já que ele que havia sido o número dois neste começo pretendia ser o cabeça á partir do ano que vem. Para quem não conhece este cara, basta dizer que ele foi linha de frente de "The Shield" e "Dexter". Esta ruptura até gerou o boato de que toda a equipe de roteiristas seria trocada, o que parece ser exagero.

Enfim volto a indicar estes 6 episódios para todos. Vale muito a pena.

Uma forma é assistir via Fox, que já começou a reprisar nesta última terça-feira (sempre as 22 horas) e certamente irá passar ainda outras vezes esta primeira temporada.

Um outro jeito, vem como um presente de Natal antecipado do blog, com a ajuda muito especial da amiga Ana Praconi que gentilmente deixou para a gente os links para todos os episódios (já legendados). Aproveitem!

1.01 - Days Gone Bye
http://www.filesonic.com/file/37906189/twd101.rmvb
http://hotfile.com/dl/86468755/2a4000f/twd101.rmvb.html
.
1.02 - Guts
http://www.filesonic.com/file/37906223/twd102.rmvb
http://hotfile.com/dl/86469384/a2331f6/twd102.rmvb.html
.
1.03 - Tell It to the Frogs
http://www.filesonic.com/file/37906205/twd103.rmvb
http://hotfile.com/dl/86469857/c8c0e8a/twd103.rmvb.html
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1.04 - Vatos
http://www.filesonic.com/file/37906177/twd104.rmvb
http://hotfile.com/dl/86470168/b32943e/twd104.rmvb.html
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1.05 - Wildfire
http://www.filesonic.com/file/37906267/twd105.rmvb
http://hotfile.com/dl/86470482/3d670ce/twd105.rmvb.html
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1.06 - TS 19
http://www.filesonic.com/file/39533027/twd106.rmvb
http://hotfile.com/dl/88395763/71ea0a4/twd106.rmvb.html


Sandro


THE WALKING DEAD - Primeira temporada valeu a pena

Dias depois da estréia da série "The Walking Dead" no canal Fox escrevi um post aqui no blog (leia aqui) recomendando a todos que a assistissem.

Eu também disse que certamente vocês ainda iriam ouvir falar desta história e mais do que isso, cheguei a colocar no título do post a pergunta: O Novo Lost?

Com esta provocação, o que eu queria na verdade era especular se este seriado teria a capacidade de mobilizar seguidores num boca a boca parecido com o que aconteceu com a saga da ilha famosa. Eu entendia que esta história sobre zumbis nas mãos do ótimo Frank Darabont, tinha um grande potencial para estourar.

E eu não estava de todo errado. Se "The Walking Dead" não se transformou num fenômeno mundial, a coisa repercutiu. Claro que não ajudou muito o fato da série ser exibida por uma canal de TV a cabo nos EUA (no resto do mundo os direitos são da Fox). Mesmo assim, a AMC bateu o recorde de audiência de um seriado fora da TV aberta tanto na estréia (5,3 milhoes de pessoas), quanto no final (6 milhões de pessoas).

Acredito que se eles tivessem preparado mais dos que os insuficientes 6 episódios para esta primeira temporada o negócio poderia tomar uma proporção bem maior.

Por que? Porque a série é mesmo ótima e vicia. Não vou retomar a sinopse pelo fato do post citado acima conter bastante informação (por favor, leiam), mas quero reforçar minha opinião inicial de que a história transcende o gênero terror e explora de forma muito interessante o relacionamento entre os pesonagens. É a complexidade psicológica que a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ser o que sempre foi, traz para a trama. Darabont fez isso de forma magistral com as obras do Stephen King e trabalhou muito bem com esta HQ do Robert Kirkman.

É uma pena que "The Walking Dad" retorne somente em outubro de 2011, desta vez com 13 episódios. A coisa foi tão bem que inicialmente o Frank Darabont iria participar ativamente apenas da primeira temporada, mas já está decidido que ele fica e comanda também a segunda. Isso inclusive motivou a saída de Charles "Chic" Eglee do projeto, já que ele que havia sido o número dois neste começo pretendia ser o cabeça á partir do ano que vem. Para quem não conhece este cara, basta dizer que ele foi linha de frente de "The Shield" e "Dexter". Esta ruptura até gerou o boato de que toda a equipe de roteiristas seria trocada, o que parece ser exagero.

Enfim volto a indicar estes 6 episódios para todos. Vale muito a pena.

Uma forma é assistir via Fox, que já começou a reprisar nesta última terça-feira (sempre as 22 horas) e certamente irá passar ainda outras vezes esta primeira temporada.

Um outro jeito, vem como um presente de Natal antecipado do blog, com a ajuda muito especial da amiga Ana Praconi que gentilmente deixou para a gente os links para todos os episódios (já legendados). Aproveitem!

1.01 - Days Gone Bye
http://www.filesonic.com/file/37906189/twd101.rmvb
http://hotfile.com/dl/86468755/2a4000f/twd101.rmvb.html
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1.02 - Guts
http://www.filesonic.com/file/37906223/twd102.rmvb
http://hotfile.com/dl/86469384/a2331f6/twd102.rmvb.html
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1.03 - Tell It to the Frogs
http://www.filesonic.com/file/37906205/twd103.rmvb
http://hotfile.com/dl/86469857/c8c0e8a/twd103.rmvb.html
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1.04 - Vatos
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http://hotfile.com/dl/86470168/b32943e/twd104.rmvb.html
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1.05 - Wildfire
http://www.filesonic.com/file/37906267/twd105.rmvb
http://hotfile.com/dl/86470482/3d670ce/twd105.rmvb.html
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1.06 - TS 19
http://www.filesonic.com/file/39533027/twd106.rmvb
http://hotfile.com/dl/88395763/71ea0a4/twd106.rmvb.html


Sandro


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

THE WALKING DEAD - Novo Lost na TV?


Quem acompanha este blog sabe que o viciado e especialista em quadrinhos daqui é meu parceiro Anselmo. Eu particularmente já gostei muito, li quase todos os clássicos, mas estou desatualizado faz bastante tempo. Nem me aventuro em escrever post sobre o assunto, que realmente não domino. Por esta razão eu nunca tinha ouvido falar da série de quadrinhos intitulada "The Walking Dead", criada por Robert Kirkman em 2003, cuja história certamente você ainda vai ouvir falar.

O motivo desta minha descoberta foi a TV. Especificamente através de chamadas do canal Fox para uma nova série que estrearia em novembro. O fato que despertou minha atenção de cara foi a informação de que a produção, o roteiro e a direção estariam a cargo de Frank Darabont. Já escrevi aqui no blog (leia o post) que sou grande admirador deste diretor, que adaptou para o cinema três obras de Stephen King (post aqui) de forma brilhante. "Um Sonho de Liberdade" (de 1994), "Á Espera de um milagre" (de 1999) e "O Nevoeiro" (de 2007) são filmes excelentes e estão na minha lista de preferidos.

Fiquei esperando. Até que terça-feira, as 22 horas a série estreou aqui no Brasil. E confesso que todas minhas expectativas foram superadas, de longe. Achei o primeiro episódio fantástico. O que inevitavelmente me fez lembrar de quando assisti a estréia de "Lost" (posts aqui) na AXN muitos anos atrás. Me bateu aquela sensação de que ficarei viciado e que estou prestes a acompanhar o nascimento de uma nova febre na TV mundial. Posso até estar exagerando (devo estar), mas creio que este seriado tem tudo para pegar.

Mas afinal, sobre o que fala a série? Bem, a príncipio trata-se de uma história de terror, onde zumbis são o tema principal da trama. Digo que a principio porque nas palavras do próprio Darabont, parece que a coisa é bem mais que isso: "Os zumbis são a cereja do bolo. O prato principal são os personagens, nos quais apostamos muito. É o que mais gosto na criação do Kirkman e o que estamos fazendo na televisão". Já Robert Kirkman, que também participa como produtor disse: "Meu principal objetivo é mostrar como pessoas más podem se tornar boas e como pessoas boas podem se tornar más". E Laure Holden, uma das atrizes, completa: "É uma verdadeira exploração psicológia e uma luta humana". Ao que parece a idéia é desenvolver ao máximo as relações entre os personagens, que terão como missão principal a manutenção de suas próprias vidas num mundo novo, perigoso e hostil a vida.

Mas o que eu vi ontem que me impressionou tanto? Vou mandar um resumo deste episódio para ver se vocês se interessam. Rolou o seguinte. O policial Rick Grimes é baleado e internado em estado de coma num hospital. Algum tempo depois ele acorda e percebe que o local está completamente abandonado. Mais do que isso ele vê corpos pelo corredor do hospital e se depara com uma porta trancada e com o aviso "Não abra, mortos dentro", porém ele percebe que há uma "coisa" querendo sair desta sala. Do lado de fora, Rick encontra filas de cadáveres e sinais do que aparenta ser um acampamento do exército, também vazio. Mesmo debilitado ele segue rumo a sua casa para procurar por sua mulher e filho, mas o lugar também está vazio. Ainda sem saber o que está acontecendo, o policial encontra dois humanos "normais" (um pai e seu filho) que o acolhem numa casa invadida por eles. Lá ele recebe a explicação de que uma espécie de epidemia com dimensões apocalípticas tomou conta da cidade e que o resultado disso era a transformação das pessoas em zumbis, que ficam vagando pelas ruas a procura de carne e sangue humano para se alimentar. Uma vez mordida ou arranhada a pessoa é acometida de uma febre muito alta que a leva a morte (desde que não tenha sido devorada antes). Algum tempo depois esta mesma pessoa torna-se um zumbi e passa a vagar junto com os demais. Um fato interessante é que estes seres não são dotados de força extra e nem de poderes de monstros. Andam vagarosamente e desde que a pessoa esteja atenta não é muito difícil acabar com um deles (o único jeito é um golpe ou tiro na cabeça). O problema é que o barulho atrai outros zumbis e o perigo está justamente na dificuldade em se safar de uma multidão destes mortos-vivos. Acreditando que sua famíla está viva e em Atlanta (era a orientação inicial das autoridades) ele decide seguir em busca deles. Em paralelo descobrimos que sua mulher e filho estão vivos sim, mas fora de Atlanta, vivendo numa espécie de acampamento. Quando Rick chega na cidade, ficamos sabendo a razão. Atlanta também está devastada e aparentemente abandonada, mas há zumbis por toda a parte. O episódio termina com ele sendo perseguido por uma porção deles (lembra, que este é o perigo?) e se refugiando num tanque de guerra abandonado no meio de uma avenida qualquer. Dentro deste tanque, cercado de mortos-vivos e sem perspectiva, ele ouve uma voz no rádio: "Ei panaca! Está confortável aí dentro do tanque?" Fim.

Mais alguns dados importantes sobre "The Walking Dead".
1) Nos EUA a série esta sendo transmitida pelo canal a cabo AMC. A estréia que ocoreu no dia 31 de outubro foi assistida por mais de 5,3 milhões de pessoas, recorde de audiência na história do canal e recorde de audiência nas tvs por assinatura nos EUA em 2010. A Fox é a responsável por transmitir a série para o resto do mundo e o fez apenas dois dias depois num evento mundial.
2) A versão transmitida pela Fox Brasil estava dublada, porém a versão com o áudio original e legendada também esta disponível. Basta adaptar seu controle remoto para esta opção.
3) A Fox cometeu o grave erro de editar este primeiro episódio. A exibição nos EUA levou ao todo 1 hora e 30 minutos, sendo 60 minutos de série para valer. Para caber em sua grade de 1 hora, a Fox cortou pedaços e reduziu o tempo da série para 50 minutos. Foram 10 minutos retirados de cenas diversas, que podem não ter feito falta para o entendimento da história, mas que maculam o resultado final sem dúvida nenhuma. Espero que este deslize tenha ocorrido apenas desta vez.
4) Os horários de "The Walking Dead" no Brasil são: Terças e sábados ás 22 horas.
5) A primeira temporada já está completamente filmada e terá somente 6 episódios. Antes mesmo da estréia e repercussão, o canal de TV já havia autorizado a produção da segunda temporada que inicialmente prevê 12 episódios. Este inclusive deverá ser o número para as próximas que virão (tenho convicção que serão muitas).
6) Vou pensar na possbilidade de disponibilizar estes espisódios para serem assistidos aqui no blog. Só preciso pensar em um jeito fácil para mim e para vocês. Vamos ver se consigo.

Por fim, volto a dizer que fiquei muito bem impressionado com o que assisti e que confio demais no talento do Frank Darabont. Por esta razão entendo que este trabalho tem tudo para dar certo. Sei que a comparação com Lost é prematura e até mesmo leviana, mas acredito mesmo que há chance desta história cair no gosto da galera e virar cult. Aguardemos.

PS: Esqueci de citar que este argumento e início lembram demais um filme do Danny Boyle chamado Extermínio (leia post aqui) que eu adoro e recomendo sempre. Talvez isso explique também a empatia tão grande.

Palavra final: INQUIETANTE.


Sandro




THE WALKING DEAD - Novo Lost na TV?


Quem acompanha este blog sabe que o viciado e especialista em quadrinhos daqui é meu parceiro Anselmo. Eu particularmente já gostei muito, li quase todos os clássicos, mas estou desatualizado faz bastante tempo. Nem me aventuro em escrever post sobre o assunto, que realmente não domino. Por esta razão eu nunca tinha ouvido falar da série de quadrinhos intitulada "The Walking Dead", criada por Robert Kirkman em 2003, cuja história certamente você ainda vai ouvir falar.

O motivo desta minha descoberta foi a TV. Especificamente através de chamadas do canal Fox para uma nova série que estrearia em novembro. O fato que despertou minha atenção de cara foi a informação de que a produção, o roteiro e a direção estariam a cargo de Frank Darabont. Já escrevi aqui no blog (leia o post) que sou grande admirador deste diretor, que adaptou para o cinema três obras de Stephen King (post aqui) de forma brilhante. "Um Sonho de Liberdade" (de 1994), "Á Espera de um milagre" (de 1999) e "O Nevoeiro" (de 2007) são filmes excelentes e estão na minha lista de preferidos.

Fiquei esperando. Até que terça-feira, as 22 horas a série estreou aqui no Brasil. E confesso que todas minhas expectativas foram superadas, de longe. Achei o primeiro episódio fantástico. O que inevitavelmente me fez lembrar de quando assisti a estréia de "Lost" (posts aqui) na AXN muitos anos atrás. Me bateu aquela sensação de que ficarei viciado e que estou prestes a acompanhar o nascimento de uma nova febre na TV mundial. Posso até estar exagerando (devo estar), mas creio que este seriado tem tudo para pegar.

Mas afinal, sobre o que fala a série? Bem, a príncipio trata-se de uma história de terror, onde zumbis são o tema principal da trama. Digo que a principio porque nas palavras do próprio Darabont, parece que a coisa é bem mais que isso: "Os zumbis são a cereja do bolo. O prato principal são os personagens, nos quais apostamos muito. É o que mais gosto na criação do Kirkman e o que estamos fazendo na televisão". Já Robert Kirkman, que também participa como produtor disse: "Meu principal objetivo é mostrar como pessoas más podem se tornar boas e como pessoas boas podem se tornar más". E Laure Holden, uma das atrizes, completa: "É uma verdadeira exploração psicológia e uma luta humana". Ao que parece a idéia é desenvolver ao máximo as relações entre os personagens, que terão como missão principal a manutenção de suas próprias vidas num mundo novo, perigoso e hostil a vida.

Mas o que eu vi ontem que me impressionou tanto? Vou mandar um resumo deste episódio para ver se vocês se interessam. Rolou o seguinte. O policial Rick Grimes é baleado e internado em estado de coma num hospital. Algum tempo depois ele acorda e percebe que o local está completamente abandonado. Mais do que isso ele vê corpos pelo corredor do hospital e se depara com uma porta trancada e com o aviso "Não abra, mortos dentro", porém ele percebe que há uma "coisa" querendo sair desta sala. Do lado de fora, Rick encontra filas de cadáveres e sinais do que aparenta ser um acampamento do exército, também vazio. Mesmo debilitado ele segue rumo a sua casa para procurar por sua mulher e filho, mas o lugar também está vazio. Ainda sem saber o que está acontecendo, o policial encontra dois humanos "normais" (um pai e seu filho) que o acolhem numa casa invadida por eles. Lá ele recebe a explicação de que uma espécie de epidemia com dimensões apocalípticas tomou conta da cidade e que o resultado disso era a transformação das pessoas em zumbis, que ficam vagando pelas ruas a procura de carne e sangue humano para se alimentar. Uma vez mordida ou arranhada a pessoa é acometida de uma febre muito alta que a leva a morte (desde que não tenha sido devorada antes). Algum tempo depois esta mesma pessoa torna-se um zumbi e passa a vagar junto com os demais. Um fato interessante é que estes seres não são dotados de força extra e nem de poderes de monstros. Andam vagarosamente e desde que a pessoa esteja atenta não é muito difícil acabar com um deles (o único jeito é um golpe ou tiro na cabeça). O problema é que o barulho atrai outros zumbis e o perigo está justamente na dificuldade em se safar de uma multidão destes mortos-vivos. Acreditando que sua famíla está viva e em Atlanta (era a orientação inicial das autoridades) ele decide seguir em busca deles. Em paralelo descobrimos que sua mulher e filho estão vivos sim, mas fora de Atlanta, vivendo numa espécie de acampamento. Quando Rick chega na cidade, ficamos sabendo a razão. Atlanta também está devastada e aparentemente abandonada, mas há zumbis por toda a parte. O episódio termina com ele sendo perseguido por uma porção deles (lembra, que este é o perigo?) e se refugiando num tanque de guerra abandonado no meio de uma avenida qualquer. Dentro deste tanque, cercado de mortos-vivos e sem perspectiva, ele ouve uma voz no rádio: "Ei panaca! Está confortável aí dentro do tanque?" Fim.

Mais alguns dados importantes sobre "The Walking Dead".
1) Nos EUA a série esta sendo transmitida pelo canal a cabo AMC. A estréia que ocoreu no dia 31 de outubro foi assistida por mais de 5,3 milhões de pessoas, recorde de audiência na história do canal e recorde de audiência nas tvs por assinatura nos EUA em 2010. A Fox é a responsável por transmitir a série para o resto do mundo e o fez apenas dois dias depois num evento mundial.
2) A versão transmitida pela Fox Brasil estava dublada, porém a versão com o áudio original e legendada também esta disponível. Basta adaptar seu controle remoto para esta opção.
3) A Fox cometeu o grave erro de editar este primeiro episódio. A exibição nos EUA levou ao todo 1 hora e 30 minutos, sendo 60 minutos de série para valer. Para caber em sua grade de 1 hora, a Fox cortou pedaços e reduziu o tempo da série para 50 minutos. Foram 10 minutos retirados de cenas diversas, que podem não ter feito falta para o entendimento da história, mas que maculam o resultado final sem dúvida nenhuma. Espero que este deslize tenha ocorrido apenas desta vez.
4) Os horários de "The Walking Dead" no Brasil são: Terças e sábados ás 22 horas.
5) A primeira temporada já está completamente filmada e terá somente 6 episódios. Antes mesmo da estréia e repercussão, o canal de TV já havia autorizado a produção da segunda temporada que inicialmente prevê 12 episódios. Este inclusive deverá ser o número para as próximas que virão (tenho convicção que serão muitas).
6) Vou pensar na possbilidade de disponibilizar estes espisódios para serem assistidos aqui no blog. Só preciso pensar em um jeito fácil para mim e para vocês. Vamos ver se consigo.

Por fim, volto a dizer que fiquei muito bem impressionado com o que assisti e que confio demais no talento do Frank Darabont. Por esta razão entendo que este trabalho tem tudo para dar certo. Sei que a comparação com Lost é prematura e até mesmo leviana, mas acredito mesmo que há chance desta história cair no gosto da galera e virar cult. Aguardemos.

PS: Esqueci de citar que este argumento e início lembram demais um filme do Danny Boyle chamado Extermínio (leia post aqui) que eu adoro e recomendo sempre. Talvez isso explique também a empatia tão grande.

Palavra final: INQUIETANTE.


Sandro




sábado, 9 de outubro de 2010

ESQUENTA - SWU

É Hoje. Em menos de uma hora este blogueiro estará partindo com destino a para Itú para assistir o primeiro dia do badalado festival SWU.

Para quem não vai e gosta dos artistas que tocarão por lá, fica a dica de que o Multishow transmitirá parte da balada. A programação anunciada pelo canal de televisão da Globosat é a seguinte:
Sábado:
19h45 - Los Hermanos
21h - Mars Volta
22h - Rage Against The Machine

Domingo:
20h - Joss Stone
21h - Dave Matthews Band
23h - Kings Of Leon (45 minutos)

Segunda:
20h30 - Melhores momentos dos dois primeiros dias
21h - Queens Of The Stone Age
22h30 - Pixies
0h - Avenged Sevenfold (íntegra do show gravado)

Para quem vai, fica um "esquenta" básico com algumas das atrações de hoje:
Infectious Grooves, MSTRKRFT, Apples in Stereo, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

Quarta-feira, eu escrevo um post com minhas impresões sobre o festival.


Sandro


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

ESQUENTA - SWU

É Hoje. Em menos de uma hora este blogueiro estará partindo com destino a para Itú para assistir o primeiro dia do badalado festival SWU.

Para quem não vai e gosta dos artistas que tocarão por lá, fica a dica de que o Multishow transmitirá parte da balada. A programação anunciada pelo canal de televisão da Globosat é a seguinte:
Sábado:
19h45 - Los Hermanos
21h - Mars Volta
22h - Rage Against The Machine

Domingo:
20h - Joss Stone
21h - Dave Matthews Band
23h - Kings Of Leon (45 minutos)

Segunda:
20h30 - Melhores momentos dos dois primeiros dias
21h - Queens Of The Stone Age
22h30 - Pixies
0h - Avenged Sevenfold (íntegra do show gravado)

Para quem vai, fica um "esquenta" básico com algumas das atrações de hoje:
Infectious Grooves, MSTRKRFT, Apples in Stereo, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

Quarta-feira, eu escrevo um post com minhas impresões sobre o festival.


Sandro


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Music Playlist at MixPod.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A LIGA - QUALIDADE NA TV ABERTA

Definitivamente não sou um fã de televisão. Desde moleque preferi a música (discos, fitas, depois cds), os livros, os filmes (cinema, vhs, depois dvds) e a balada como diversão. Coisa de hábito mesmo. Com o advento da tv por assinatura e principalmente da internet, aí é que quase não passo o olho na programação da tv aberta.

Mesmo para o futebol, que sou absolutamente fanático, minha preferência é pelos programas dos canais fechados, mais sensatos e menos passionais.

Claro que há (poucos) programas que me marcaram e ainda quero escrever sobre estas experiências neste espaço, mas hoje o post é sobre tv, tv aberta e um programa atual. O texto é sobre "A Liga", transmitido todas as terças-feiras pela Rede Bandeirantes.

Na esteira do sucesso do CQC, programa humorístico criado originalmente pela produtora argentina Eye Works-Cuatro Cabezas e também exibido semanalmente pela Band, a rede estendeu a parceria com os hermanos e comprou os direitos de um programa de jornalismo investigativo, que aborda temas inusitados e quase sempre populares.

O escolhido para ser o capitão do time de apresentadores foi o jornalista, ator e mestre em "Stand-up Comedy" Rafinha Bastos. Ele que já havia se destacado na tv com o próprio CQC, ganhou mais responsa nesta empreitada e pode mostrar toda sua competência para apresentar um programa que não é de humor.

Isso mesmo, o programa não tem nada a ver com humor. Para quem já assistiu parece óbvio, mas estou frisando isso porque o nome do Rafinha se tornou uma referência tão forte como comediante que fica difícil associá-lo a reportagens com assuntos sérios (veia que já era explorada no quadro "Proteste Já" no CQC).

Além do Rafinha, temos mais três apresentadores. A jornalista Débora Villalba, que é mais conhecida do pessoal que acompanha esportes (apresentou programas no SporTV, Globo e Record). O espetacular rapper Thaide, que junto com o DJ Hum foi um dos pioneiros no cenário hip hop do Brasil, lançando discos maravilhosos e influenciando toda uma geração do rap brasileiro (merece post específico sobre isso), além de ter trabalhado como VJ da MTV e apresentador da TV Cultura. A quarta integrante originalmente era a atriz Tainá Muller, que depois de gravar alguns programas saiu para a entrada da também atriz Rosanne Mulholland.

O resultado disso foi sensacional. Na minha opinião (pouco especializada) é simplesmente o melhor programa da tv aberta brasileira. A cada semana um tema é dissecado pela equipe que dividindo-se em quatro frentes distintas aborda ângulos que mostram diferentes realidades, todas com uma intensidade impressionante.

A linguagem é simples, sem pretensão e direta. Consegue falar e interagir tanto com quem está assistindo quanto com os personagens que participam das matérias. O fato de cada apresentador imergir e vivenciar as experiências durante as gravações resulta numa cumplicidade que envolve o espectador.

Tudo isso com uma edição ágil, esperta, que torna o programa moderno, fugindo bastante do estilo "Globo repórter" de ser. Como eu já disse, os assuntos escolhidos fogem do convencional e mesmo sendo por vezes polêmicos, tem tido uma ótima repercussão. A prova disso é que "A Liga" já está com uma audiência maior que a do próprio CQC, muito por conta do boca a boca e muito pelo fato de que assistindo uma vez, a chance de querer ver de novo é grande.

Não assisti todos, mas os que vi foram ótimos. Quase todos os programas estão disponíveis lá no YouTube e valem mesmo uma conferida. Destaco estes aqui:
Saúde Mental - Centro de SP - Sexo - Prostituição - Transportes - Comunidades - A Rota do Lixo - Tribos Urbanas.

Li na semana passada que a Band ja confirmou a temporada 2011 á partir de março do próximo ano (este ano todos os programas já estão gravados), sem a presença da Rosanne Mulholland que vai sair. Tomara que eles consigam manter o nível no que ainda está por vir em 2010 e na próxima temporada.

Torço para que não aconteça o mesmo que ocorreu com o também sensacional "Documento Especial", um programa muito parecido (pelo menos nos temas) que tornou-se um fenômeno de audiência na extinta Rede Manchete no final dos anos 80. Mas sobre este eu escrevo na semana que vem.

Hoje, fica a dica. Na tv aberta, ás terças-feiras, recomendo muito "A Liga".
Abaixo o trailer de apresentação antes da estréia do programa e um trailer da Rota do Lixo.


Sandro




A LIGA - QUALIDADE NA TV ABERTA

Definitivamente não sou um fã de televisão. Desde moleque preferi a música (discos, fitas, depois cds), os livros, os filmes (cinema, vhs, depois dvds) e a balada como diversão. Coisa de hábito mesmo. Com o advento da tv por assinatura e principalmente da internet, aí é que quase não passo o olho na programação da tv aberta.

Mesmo para o futebol, que sou absolutamente fanático, minha preferência é pelos programas dos canais fechados, mais sensatos e menos passionais.

Claro que há (poucos) programas que me marcaram e ainda quero escrever sobre estas experiências neste espaço, mas hoje o post é sobre tv, tv aberta e um programa atual. O texto é sobre "A Liga", transmitido todas as terças-feiras pela Rede Bandeirantes.

Na esteira do sucesso do CQC, programa humorístico criado originalmente pela produtora argentina Eye Works-Cuatro Cabezas e também exibido semanalmente pela Band, a rede estendeu a parceria com os hermanos e comprou os direitos de um programa de jornalismo investigativo, que aborda temas inusitados e quase sempre populares.

O escolhido para ser o capitão do time de apresentadores foi o jornalista, ator e mestre em "Stand-up Comedy" Rafinha Bastos. Ele que já havia se destacado na tv com o próprio CQC, ganhou mais responsa nesta empreitada e pode mostrar toda sua competência para apresentar um programa que não é de humor.

Isso mesmo, o programa não tem nada a ver com humor. Para quem já assistiu parece óbvio, mas estou frisando isso porque o nome do Rafinha se tornou uma referência tão forte como comediante que fica difícil associá-lo a reportagens com assuntos sérios (veia que já era explorada no quadro "Proteste Já" no CQC).

Além do Rafinha, temos mais três apresentadores. A jornalista Débora Villalba, que é mais conhecida do pessoal que acompanha esportes (apresentou programas no SporTV, Globo e Record). O espetacular rapper Thaide, que junto com o DJ Hum foi um dos pioneiros no cenário hip hop do Brasil, lançando discos maravilhosos e influenciando toda uma geração do rap brasileiro (merece post específico sobre isso), além de ter trabalhado como VJ da MTV e apresentador da TV Cultura. A quarta integrante originalmente era a atriz Tainá Muller, que depois de gravar alguns programas saiu para a entrada da também atriz Rosanne Mulholland.

O resultado disso foi sensacional. Na minha opinião (pouco especializada) é simplesmente o melhor programa da tv aberta brasileira. A cada semana um tema é dissecado pela equipe que dividindo-se em quatro frentes distintas aborda ângulos que mostram diferentes realidades, todas com uma intensidade impressionante.

A linguagem é simples, sem pretensão e direta. Consegue falar e interagir tanto com quem está assistindo quanto com os personagens que participam das matérias. O fato de cada apresentador imergir e vivenciar as experiências durante as gravações resulta numa cumplicidade que envolve o espectador.

Tudo isso com uma edição ágil, esperta, que torna o programa moderno, fugindo bastante do estilo "Globo repórter" de ser. Como eu já disse, os assuntos escolhidos fogem do convencional e mesmo sendo por vezes polêmicos, tem tido uma ótima repercussão. A prova disso é que "A Liga" já está com uma audiência maior que a do próprio CQC, muito por conta do boca a boca e muito pelo fato de que assistindo uma vez, a chance de querer ver de novo é grande.

Não assisti todos, mas os que vi foram ótimos. Quase todos os programas estão disponíveis lá no YouTube e valem mesmo uma conferida. Destaco estes aqui:
Saúde Mental - Centro de SP - Sexo - Prostituição - Transportes - Comunidades - A Rota do Lixo - Tribos Urbanas.

Li na semana passada que a Band ja confirmou a temporada 2011 á partir de março do próximo ano (este ano todos os programas já estão gravados), sem a presença da Rosanne Mulholland que vai sair. Tomara que eles consigam manter o nível no que ainda está por vir em 2010 e na próxima temporada.

Torço para que não aconteça o mesmo que ocorreu com o também sensacional "Documento Especial", um programa muito parecido (pelo menos nos temas) que tornou-se um fenômeno de audiência na extinta Rede Manchete no final dos anos 80. Mas sobre este eu escrevo na semana que vem.

Hoje, fica a dica. Na tv aberta, ás terças-feiras, recomendo muito "A Liga".
Abaixo o trailer de apresentação antes da estréia do programa e um trailer da Rota do Lixo.


Sandro




quinta-feira, 27 de maio de 2010

LOST

Durante os anos 90, confesso que eu achava meio estranho a fissura que um amigo tinha pelo finado seriado Arquivo X. Eu não entendia seu vício pela história e personagens, apesar de gostar e assistir muitos episódios. Eu nunca na verdade fui um fanatico por séries de TV. Gostei e assisti várias, mas sem grande emplogação. Até que um dia isso mudou.

Era o ano de 2005 e eu li no jornal Folha de São Paulo uma coluna assinada pelo jornalista e expert em cultura pop Lúcio Ribeiro onde ele recomendava expressamente uma nova série que iria começar a ser exibida no canal AXN. Lúcio falava de Lost e escrevia sobre o impacto que o seriado vinha causando nos EUA desde sua estréia, no último trimestre de 2004. Me lembro da forma empolgada como ele narrou o primeiro episódio, descrevendo a dramática queda do avião. Além de respeitar o trabalho do cara, o texto e a temática da série despertaram meu interesse de imediato.

Não me lembro se esta coluna foi escrita numa sexta ou num domingo, só sei que na segunda a brincadeira começou. E eu estava lá. Confiando na informação, testemunhei a estréia aqui no Brasil do melhor seriado de TV de todos os tempos, disparado. Me impressionei desde este início e eu sempre soube que se tratava de algo que seria especial, pelo menos para mim.

Naquele ano assisti a todos episódios de forma solitária, pois não conhecia ninguem que acompanhasse a saga dos sobreviventes do Oceanic 815. Ficava sozinho, pensando e me deliciando com as revelações que apereciam a cada flaskback que mostrava a vida dos personagens pré-queda do avião, além é claro dos misteriosos acontecimentos que rolavam na ilha paralelamente.

Ao término da primeira temporada, meio que precisando conversar com alguém sobre este assunto, eu falava e elogiava Lost para meus amigos sem parar. Convenci então alguns a assistirem via DVD esta temporada. E o fenômeno era instantâneo. Todos que assistiam viciavam e passavam a aguardar, assim como eu, o início da segunda temporada. Mesmo porque o final da primeira era de bárbaro e abria possibilidades impensadas até aquele momento.

Veio a segunda e uma sensação de anti-climax chegou junto. A história começou a ser abordada por outro ângulo de visão, mostrando novos personagens e quebrando aquela sequencia de revelações que era esperada. Eu descobriria mais tarde que este tipo de ritmo seria uma constante no decorrer dos anos e que de forma impressionante, isso jamais diminiu meu interesse pela história. Pelo contrário, tudo que surgia de novo era contado de forma envolvente e com o mesmo clima de mistério que permeou toda a obra.

O final da segunda temporada também foi chocante e me deixou boquiaberto. Sem saber o que pensar. A coisa boa era que agora eu tinha com quem comentar e expor teorias que nos próximos anos sempre iam caindo por terra.

Percebi que cada vez mais pessoas comentavam sobre Lost e conheci gente que assistiu de sopetão via DVD a primeira e segunda temporada, com a consequente ansiedade pela terceira parte da saga. Casado, ganhei uma companhia dentro de casa, que ficava tão impressionada quanto eu ao fim de cada episódio.

Já durante a terceira temporada, com a febre em volta do seriado a mil, foi ficando mais comum a obtenção de DVDs piratas que continham os episódios ainda não exibidos no Brasil ( a defasagem era de 1 a 2 meses), além de arquivos eletrônicos com os vídeos extraídos do site da ABC (emissora dos EUA) devidamente legendados> Também era possível assistir direto neste site, sem as legendas.

Este hábito de conhecer os episódios antes da exibição na AXN foi ficando cada vez mais comum e na quarta temporada, praticamente todos os viciados em Lost usavam deste expediente. Nunca fiz isso. Sério. Nunca. Claro que a curiosidade era grande, mas eu preferi cultivar meu ritual de parar todas as segundas-feiras (foram 5 anos sem marcar compromissos neste dia) em frente a TV e degustar aquela 1 hora, mesmo tendo que aguentar os sempre chatos e repetitivos comerciais da AXN.

Não me curvei as facilidades cada vez maiores em se obter um episódio com antecedência, resisti e permaneci com este ritual (alterado para as terças agora em 2010) até anteontem, quando assisti ao último episódio da sexta temporada, sabidamente a que encerrou o seriado.

Fiquei longe da internet desde o último domingo, dia do final nos EUA, pois não queria saber nada, absolutamente nada a respeito antes da hora. Ao contrário da maioria, era como se eu não desejasse este fim, que me deixava nostálgico antes mesmo de chegar.

E agora que chegou o final, o que dizer? Não li muita coisa a respeito de "The End", o título deste último episódio transmitido durante 2,5 horas (100 minutos fora os intervalos). Não sei se a maioria dos fãs gostou ou não. Discuti o que vi apenas com minha esposa e algumas amigas do trabalho, porém ainda sem o distanciamento mínimo que permitisse a volta do meu poder de análise mais profundo, visto que entrei num estado de catarse após o encerramento da trama, que durou intensamente por pelo menos 24 horas.

Também não sei se Lost mudou a história dos seriados para sempre e nem se Lost foi a mais revolucionária série já produzida, como muitos disseram.

O que sei, é que este seriado me marcou demais. Sei que criei uma espécie de dependência que não consigo explicar. Sinto uma sensação de perda irreparável neste universo da cultura pop. Como acompanhar outra série? Haverá alguma outra coisa que me imponha de forma arrebatadora esta deliciosa escravidão vivida nestes últimos 6 anos? Tenho certeza que não. O vazio ficará.

Agora falando sobre o final em si, eu gostei. Achei digno da qualidade desenvolvida no decorrer das temporadas e o destino dado aos personagens muito bonito. Chorei nas cenas em que eles descobriam quem realmente eram, especialmente na da Kate com a Claire mais o Charlie e na do Sawyer com a Juliet, além do Locke no hospital. A cena do diálogo do Jack com seu pai, então nem se fala. Juro que enquanto escrevo este paragrafo, estou arrepiado só de lembrar.

Me marcou também a recusa do Ben em entrar na igreja, certamente motivada pelo fato de sua filha ainda não ter recebido a revelação e estar intimamente ligada a ele naquele contexto. O gesto do Desmond em não forçar uma revelação ao Daniel Faraday, mesmo este dando indícios de que estaria preparado, deixando-o com a mãe que o matou na vida real, foi demais tamnbém. Outra, a frase do Desmond para o Hurley explicando que a Ana Lucia não iria com eles porque ainda não estava pronta, tem uma relação direta com a mensagem final.

O bacana é que a história pendeu para um desfecho de forte apelo religioso (notei que no vitral da igreja havia símbolos de diversas religiões), porém muito convincente. Acho que mesmo aqueles que não acreditam que exista alguma coisa depois da morte, no fundo torcem para que estejam errados e que no final, nós possamos nos deparar com um lugar para seguir em frente ou "move on", como bem disse o pai do Jack. A idéia de que o que pensávamos ser uma realidade paralela, significar na verdade uma espécie de purgatório, ou simplesmente uma lugar de transição para a luz me agradou bastante.

É óbvio que faltaram respostas. E eu confesso que até esperei que elas viessem durante a sexta temporada, porém acho que ficou claro que não seriam desvendados todos os mistérios na medida que a cada episódio, novos elementos iam sendo inseridos na trama. Penso que as principais questões foram abordadas, principalmente com relação ao Jacob.

Li uma entrevista dos produtores executivos onde eles disseram que o foco seria mais dar um destino para cada personagem do que a resolução de cada detalhe misterioso. Fez sentido.

Mas é claro que eu gostaria de saber pelo menos quatro coisas. Por quanto tempo mais o Hurley ficou na ilha ("foi um grande líder", disse o Ben)? Se o Desmond conseguiu sair e como foi. Se o avião que decolou da ilha ainda continha dinamite e explodiu no ar. E qual foi o destino do Richard (um dos meus personagens favoritos)?
Acho que há muito material para ser explorado e consequentemente muito dinheiro a ser ganho, caso os produtores desejem. Cabe fácil, mais de um filme longa-metragem para os cinemas, abordando e desenvolvendo lados não explicados.

Para finalizar, quero só reafirmar. Lost marcou minha vida de amante da cultura pop e ficará marcada para sempre como a melhor experiência que tive com programas de televisão em minha vida. Simplesmente insuperável.

Abaixo a última cena. Bela, belíssima. Pode chorar junto comigo... 

Sandro

LOST

Durante os anos 90, confesso que eu achava meio estranho a fissura que um amigo tinha pelo finado seriado Arquivo X. Eu não entendia seu vício pela história e personagens, apesar de gostar e assistir muitos episódios. Eu nunca na verdade fui um fanatico por séries de TV. Gostei e assisti várias, mas sem grande emplogação. Até que um dia isso mudou.

Era o ano de 2005 e eu li no jornal Folha de São Paulo uma coluna assinada pelo jornalista e expert em cultura pop Lúcio Ribeiro onde ele recomendava expressamente uma nova série que iria começar a ser exibida no canal AXN. Lúcio falava de Lost e escrevia sobre o impacto que o seriado vinha causando nos EUA desde sua estréia, no último trimestre de 2004. Me lembro da forma empolgada como ele narrou o primeiro episódio, descrevendo a dramática queda do avião. Além de respeitar o trabalho do cara, o texto e a temática da série despertaram meu interesse de imediato.

Não me lembro se esta coluna foi escrita numa sexta ou num domingo, só sei que na segunda a brincadeira começou. E eu estava lá. Confiando na informação, testemunhei a estréia aqui no Brasil do melhor seriado de TV de todos os tempos, disparado. Me impressionei desde este início e eu sempre soube que se tratava de algo que seria especial, pelo menos para mim.

Naquele ano assisti a todos episódios de forma solitária, pois não conhecia ninguem que acompanhasse a saga dos sobreviventes do Oceanic 815. Ficava sozinho, pensando e me deliciando com as revelações que apereciam a cada flaskback que mostrava a vida dos personagens pré-queda do avião, além é claro dos misteriosos acontecimentos que rolavam na ilha paralelamente.

Ao término da primeira temporada, meio que precisando conversar com alguém sobre este assunto, eu falava e elogiava Lost para meus amigos sem parar. Convenci então alguns a assistirem via DVD esta temporada. E o fenômeno era instantâneo. Todos que assistiam viciavam e passavam a aguardar, assim como eu, o início da segunda temporada. Mesmo porque o final da primeira era de bárbaro e abria possibilidades impensadas até aquele momento.

Veio a segunda e uma sensação de anti-climax chegou junto. A história começou a ser abordada por outro ângulo de visão, mostrando novos personagens e quebrando aquela sequencia de revelações que era esperada. Eu descobriria mais tarde que este tipo de ritmo seria uma constante no decorrer dos anos e que de forma impressionante, isso jamais diminiu meu interesse pela história. Pelo contrário, tudo que surgia de novo era contado de forma envolvente e com o mesmo clima de mistério que permeou toda a obra.

O final da segunda temporada também foi chocante e me deixou boquiaberto. Sem saber o que pensar. A coisa boa era que agora eu tinha com quem comentar e expor teorias que nos próximos anos sempre iam caindo por terra.

Percebi que cada vez mais pessoas comentavam sobre Lost e conheci gente que assistiu de sopetão via DVD a primeira e segunda temporada, com a consequente ansiedade pela terceira parte da saga. Casado, ganhei uma companhia dentro de casa, que ficava tão impressionada quanto eu ao fim de cada episódio.

Já durante a terceira temporada, com a febre em volta do seriado a mil, foi ficando mais comum a obtenção de DVDs piratas que continham os episódios ainda não exibidos no Brasil ( a defasagem era de 1 a 2 meses), além de arquivos eletrônicos com os vídeos extraídos do site da ABC (emissora dos EUA) devidamente legendados> Também era possível assistir direto neste site, sem as legendas.

Este hábito de conhecer os episódios antes da exibição na AXN foi ficando cada vez mais comum e na quarta temporada, praticamente todos os viciados em Lost usavam deste expediente. Nunca fiz isso. Sério. Nunca. Claro que a curiosidade era grande, mas eu preferi cultivar meu ritual de parar todas as segundas-feiras (foram 5 anos sem marcar compromissos neste dia) em frente a TV e degustar aquela 1 hora, mesmo tendo que aguentar os sempre chatos e repetitivos comerciais da AXN.

Não me curvei as facilidades cada vez maiores em se obter um episódio com antecedência, resisti e permaneci com este ritual (alterado para as terças agora em 2010) até anteontem, quando assisti ao último episódio da sexta temporada, sabidamente a que encerrou o seriado.

Fiquei longe da internet desde o último domingo, dia do final nos EUA, pois não queria saber nada, absolutamente nada a respeito antes da hora. Ao contrário da maioria, era como se eu não desejasse este fim, que me deixava nostálgico antes mesmo de chegar.

E agora que chegou o final, o que dizer? Não li muita coisa a respeito de "The End", o título deste último episódio transmitido durante 2,5 horas (100 minutos fora os intervalos). Não sei se a maioria dos fãs gostou ou não. Discuti o que vi apenas com minha esposa e algumas amigas do trabalho, porém ainda sem o distanciamento mínimo que permitisse a volta do meu poder de análise mais profundo, visto que entrei num estado de catarse após o encerramento da trama, que durou intensamente por pelo menos 24 horas.

Também não sei se Lost mudou a história dos seriados para sempre e nem se Lost foi a mais revolucionária série já produzida, como muitos disseram.

O que sei, é que este seriado me marcou demais. Sei que criei uma espécie de dependência que não consigo explicar. Sinto uma sensação de perda irreparável neste universo da cultura pop. Como acompanhar outra série? Haverá alguma outra coisa que me imponha de forma arrebatadora esta deliciosa escravidão vivida nestes últimos 6 anos? Tenho certeza que não. O vazio ficará.

Agora falando sobre o final em si, eu gostei. Achei digno da qualidade desenvolvida no decorrer das temporadas e o destino dado aos personagens muito bonito. Chorei nas cenas em que eles descobriam quem realmente eram, especialmente na da Kate com a Claire mais o Charlie e na do Sawyer com a Juliet, além do Locke no hospital. A cena do diálogo do Jack com seu pai, então nem se fala. Juro que enquanto escrevo este paragrafo, estou arrepiado só de lembrar.

Me marcou também a recusa do Ben em entrar na igreja, certamente motivada pelo fato de sua filha ainda não ter recebido a revelação e estar intimamente ligada a ele naquele contexto. O gesto do Desmond em não forçar uma revelação ao Daniel Faraday, mesmo este dando indícios de que estaria preparado, deixando-o com a mãe que o matou na vida real, foi demais tamnbém. Outra, a frase do Desmond para o Hurley explicando que a Ana Lucia não iria com eles porque ainda não estava pronta, tem uma relação direta com a mensagem final.

O bacana é que a história pendeu para um desfecho de forte apelo religioso (notei que no vitral da igreja havia símbolos de diversas religiões), porém muito convincente. Acho que mesmo aqueles que não acreditam que exista alguma coisa depois da morte, no fundo torcem para que estejam errados e que no final, nós possamos nos deparar com um lugar para seguir em frente ou "move on", como bem disse o pai do Jack. A idéia de que o que pensávamos ser uma realidade paralela, significar na verdade uma espécie de purgatório, ou simplesmente uma lugar de transição para a luz me agradou bastante.

É óbvio que faltaram respostas. E eu confesso que até esperei que elas viessem durante a sexta temporada, porém acho que ficou claro que não seriam desvendados todos os mistérios na medida que a cada episódio, novos elementos iam sendo inseridos na trama. Penso que as principais questões foram abordadas, principalmente com relação ao Jacob.

Li uma entrevista dos produtores executivos onde eles disseram que o foco seria mais dar um destino para cada personagem do que a resolução de cada detalhe misterioso. Fez sentido.

Mas é claro que eu gostaria de saber pelo menos quatro coisas. Por quanto tempo mais o Hurley ficou na ilha ("foi um grande líder", disse o Ben)? Se o Desmond conseguiu sair e como foi. Se o avião que decolou da ilha ainda continha dinamite e explodiu no ar. E qual foi o destino do Richard (um dos meus personagens favoritos)?
Acho que há muito material para ser explorado e consequentemente muito dinheiro a ser ganho, caso os produtores desejem. Cabe fácil, mais de um filme longa-metragem para os cinemas, abordando e desenvolvendo lados não explicados.

Para finalizar, quero só reafirmar. Lost marcou minha vida de amante da cultura pop e ficará marcada para sempre como a melhor experiência que tive com programas de televisão em minha vida. Simplesmente insuperável.

Abaixo a última cena. Bela, belíssima. Pode chorar junto comigo... 

Sandro

terça-feira, 6 de abril de 2010

LOST !!! LOST !!! LOST !!!

Logo mais tem post do Anselmo.

Esta entrada rápida é só para dizer que estou assistindo o melhor episódio da história de LOST!!!
SENSACIONAL! MARAVILHOSO! ESPETACULAR!

Terminou. Sem palavras. Melhor série de todos os tempos. Melhor episódio!!!!!!!


Sandro

LOST !!! LOST !!! LOST !!!

Logo mais tem post do Anselmo.

Esta entrada rápida é só para dizer que estou assistindo o melhor episódio da história de LOST!!!
SENSACIONAL! MARAVILHOSO! ESPETACULAR!

Terminou. Sem palavras. Melhor série de todos os tempos. Melhor episódio!!!!!!!


Sandro

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SEDE DE SANGUE + V : Lembretes do Minerva Pop

Bom pessoal, o post de hoje é um retorno a dois assuntos abordados anteriormente aqui no blog pelo Anselmo. Vou procurar não ser repetitivo, já que o intuito é apenas atualizar e reforçar a informação inicial.

O primeiro assunto é cinema. Em 29 de julho do ano passado, o parceiro escreveu sobre o último filme de Park Chan-wook, diretor de Oldboy (post específico aqui). Na ocasião sob o título de “Vampiro Oriental – Thirst”, ele dava uma prévia sobre o novo trabalho deste talentoso diretor coreano (leia o post aqui). Pois bem, agora chegou a hora de conferir. O filme estreou no Brasil nesta última sexta feira com o nome de “Sede de Sangue”. Minha vontade era a ter ido assistí-lo sábado, mas não deu. Fica o lembrete e a dica que o filme deve ser demais, tanto pela qualidade do realizador quanto pelo aperitivo do trailer (abaixo). Para quem se interessar, é bom ter pressa porque a obra está disponível em poucas salas e não deve ficar em cartaz por muito tempo.


O outro assunto é TV. Em 26 de fevereiro deste ano, ele escreveu sobre o remake da série V, que estreou recentemente nos EUA e estava prevista para estrear por aqui em 07 de abril via Warner Channel. O lembrete é para informar que a data mudou para o dia 06 de abril (também conhecido como amanhã), no horário das 22:00 hs. A escolha pelo mesmo dia em que a AXN exibe o Lost e iniciando logo na sequencia (Lost termina as 22:00 horas), me parece uma forma de convidar os fãs da famosa ilha a continuar de frente a TV só trocando de canal, pois para viabilizar este encaixe os caras até trocaram Smallville de dia, jogando a tradicional série do canal para as quartas-feiras. O fato é que vai haver abrir uma concorrência direta com Flashforward (aqui), transmitido no mesmo horário pela AXN.
Eu particularmente estou bem interessado em V e devo começar a acompanhar á partir de amanhã. Uma amiga que está asssistindo este remake desde a estréia lá nos EUA (acho que já estão no quinto episódio) está gostando muito e recomenda. Para mim está claro que o padrão de qualidade dado a esta produção vai superar e muito a exibida nos anos 80. Quem sabe não é desta vez que arrumo um substituto para o meu vício em Lost, que está com as semanas contadas... Quem quiser saber sobre do que trata V, o post do Anselmo sobre a série ficou ótimo e dá uma visão muito boa (leia aqui).

É isso. Lembretes dados. Aproveitem

Sandro



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