Prezados amigos e leitores, gostaria da opinião de vocês sobre a seguinte questão: Uma obra de arte pode ser “aprimorada” ou “reproduzida numa versão melhor”?Algum designer gráfico com toda a tecnologia disponível hoje, poderia reproduzir a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci?
Vocês podem imaginar algum produtor musical com o mais moderno equipamento de gravação, reunindo os melhores músicos, conseguir reproduzir o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles?
Como seria Francis Ford Coppola fazendo um “remake” de Apocalipse Now e substituindo todo aquele cenário que lhe custou a saúde por efeitos especiais digitais?
William Shakespeare escrevendo seus poemas em um notebook e distribuindo-os em versões digitais na internet com figuras 3D animadas, fariam suas obras mais notáveis?
Para todas essas perguntas em aposto que a resposta é não.
Então por que diabos o escritor William Peter Blatty e o diretor William Fredkin vão fazer uma adaptação de um dos maiores clássicos do terror, “O Exorcista”, para a televisão? E o pior de tudo, será uma minissérie, que além de contar com passagens excluídas do filme pode ter ainda um final diferente do original.
Não, não, mil vezes não!
Todas as seqüências foram um “furo n’água”, nenhuma sequer chegou perto da versão original com Max Von Sydow (Padre Merrin).
Não sei quanto a vocês caros colegas, mas eu vou passar bem longe dessa “heresia”.
Talvez o trailer abaixo ajude a expressar meus sentimentos.
Anselmo