Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
minervapop
Mostrando postagens com marcador Morrissey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Morrissey. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 14 de março de 2012
O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS
Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve.
Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
Agora só falta o Weezer...
Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.
Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.
Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.
Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).
Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos do show(video abaixo).
Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...
Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.
Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.
Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.
Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.
Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.
1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis) One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")
Sandro
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
MORRISSEY - nervoso?
Eu pensei que todo mundo tinha ficado sabendo, mas hoje conversando com o Anselmo sobre o lance do respeito ao público abordado no post sobre o show do Killers (aqui), vi que ele não sabia.
Falo do siricutico que o distinto cantor teve no último dia 07 de novembro, num show em Liverpool. Casa cheia, todos esperavam por um grande show, mas no meio da segunda música, nosso amado Morrissey recebeu uma garrafinha de água na cabeça. O que ele fez? Disse boa noite e foi embora. Não voltou e o show foi cancelado .
Depois disso, já rolou outra encrenca. No dia 17 de novembro, num show em Hamburgo, ele expulsou um fã ("We don't need you, Fuck yourself"). É que ele ficou nervoso porque enquanto ele falava sobre hamburgueres (Morrissey detesta e é radicalmente contra carne), um carinha disse "Fuck You". Pronto, já afetou o cantor. No vídeo, parece que o público já sabendo do histórico recente, começa a gritar seu nome de imediato para evitar do cara ir embora dali também. Desta vez ele continuou.
Adoro o Morrissey, sei que ele é meio rabugento, mas acho que ele está exagerando.
Talvez seja reflexo do susto que ele passou em 25 de outubro, quando teve um colapso (dizem que foi início de infarto) no palco e teve que ser hospitalizado.
Abaixo o vídeo das duas tretas. Quem quiser ouvir uma música inteira recomendo um post dos primórdios do Minerva Pop, ainda em fase de testes e sem divulgação (aqui).
Depois disso, já rolou outra encrenca. No dia 17 de novembro, num show em Hamburgo, ele expulsou um fã ("We don't need you, Fuck yourself"). É que ele ficou nervoso porque enquanto ele falava sobre hamburgueres (Morrissey detesta e é radicalmente contra carne), um carinha disse "Fuck You". Pronto, já afetou o cantor. No vídeo, parece que o público já sabendo do histórico recente, começa a gritar seu nome de imediato para evitar do cara ir embora dali também. Desta vez ele continuou.
Adoro o Morrissey, sei que ele é meio rabugento, mas acho que ele está exagerando.
Talvez seja reflexo do susto que ele passou em 25 de outubro, quando teve um colapso (dizem que foi início de infarto) no palco e teve que ser hospitalizado.
Abaixo o vídeo das duas tretas. Quem quiser ouvir uma música inteira recomendo um post dos primórdios do Minerva Pop, ainda em fase de testes e sem divulgação (aqui).
MORRISSEY - nervoso?
Eu pensei que todo mundo tinha ficado sabendo, mas hoje conversando com o Anselmo sobre o lance do respeito ao público abordado no post sobre o show do Killers (aqui), vi que ele não sabia.
Falo do siricutico que o distinto cantor teve no último dia 07 de novembro, num show em Liverpool. Casa cheia, todos esperavam por um grande show, mas no meio da segunda música, nosso amado Morrissey recebeu uma garrafinha de água na cabeça. O que ele fez? Disse boa noite e foi embora. Não voltou e o show foi cancelado .
Depois disso, já rolou outra encrenca. No dia 17 de novembro, num show em Hamburgo, ele expulsou um fã ("We don't need you, Fuck yourself"). É que ele ficou nervoso porque enquanto ele falava sobre hamburgueres (Morrissey detesta e é radicalmente contra carne), um carinha disse "Fuck You". Pronto, já afetou o cantor. No vídeo, parece que o público já sabendo do histórico recente, começa a gritar seu nome de imediato para evitar do cara ir embora dali também. Desta vez ele continuou.
Adoro o Morrissey, sei que ele é meio rabugento, mas acho que ele está exagerando.
Talvez seja reflexo do susto que ele passou em 25 de outubro, quando teve um colapso (dizem que foi início de infarto) no palco e teve que ser hospitalizado.
Abaixo o vídeo das duas tretas. Quem quiser ouvir uma música inteira recomendo um post dos primórdios do Minerva Pop, ainda em fase de testes e sem divulgação (aqui).
Depois disso, já rolou outra encrenca. No dia 17 de novembro, num show em Hamburgo, ele expulsou um fã ("We don't need you, Fuck yourself"). É que ele ficou nervoso porque enquanto ele falava sobre hamburgueres (Morrissey detesta e é radicalmente contra carne), um carinha disse "Fuck You". Pronto, já afetou o cantor. No vídeo, parece que o público já sabendo do histórico recente, começa a gritar seu nome de imediato para evitar do cara ir embora dali também. Desta vez ele continuou.
Adoro o Morrissey, sei que ele é meio rabugento, mas acho que ele está exagerando.
Talvez seja reflexo do susto que ele passou em 25 de outubro, quando teve um colapso (dizem que foi início de infarto) no palco e teve que ser hospitalizado.
Abaixo o vídeo das duas tretas. Quem quiser ouvir uma música inteira recomendo um post dos primórdios do Minerva Pop, ainda em fase de testes e sem divulgação (aqui).
sexta-feira, 12 de junho de 2009
MORRISSEY E JOHNNY RAMONE JUNTOS

É isso aí. Sensacional a capa do single lançado pelo grande Morrissey, “Something Is Squeezing My Skull”. Trata-se da primeira música de seu último disco "Years of Refusal" e tem uma foto do inglês posando ao lado da estátua do falecido Johnny Ramone em seu túmulo nos EUA.
Além disso, este single ainda têm uma versão ao vivo de "This Charming Man”, dos Smiths, música que o distinto Morrissey nunca mais tinha tocado desde o fim de sua antiga banda.
Vale dizer que este novo disco é muito bom e já tem edição nacional. Ele continua em grande forma. Dê uma conferida!
Aqui, a música em questão. Rock.
Something is Squeezing my Skull
Sandro
MORRISSEY E JOHNNY RAMONE JUNTOS

É isso aí. Sensacional a capa do single lançado pelo grande Morrissey, “Something Is Squeezing My Skull”. Trata-se da primeira música de seu último disco "Years of Refusal" e tem uma foto do inglês posando ao lado da estátua do falecido Johnny Ramone em seu túmulo nos EUA.
Além disso, este single ainda têm uma versão ao vivo de "This Charming Man”, dos Smiths, música que o distinto Morrissey nunca mais tinha tocado desde o fim de sua antiga banda.
Vale dizer que este novo disco é muito bom e já tem edição nacional. Ele continua em grande forma. Dê uma conferida!
Aqui, a música em questão. Rock.
Something is Squeezing my Skull
Sandro
Assinar:
Postagens (Atom)
