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terça-feira, 13 de outubro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS - É SÓ UM FILME DE GUERRA DO TARANTINO?

Bom, a grande maioria de vocês já deve ter ouvido falar do último filme do cineasta Quentin Tarantino. É assunto desde quando estava sendo filmado.

Confesso que não acompanhei muito de perto este processo, optando apenas por aguardar o lançamento oficial. Também não tive a preocupação de ler críticas e buscar mais detalhes sobre o filme antes de assistí-lo.

É um hábito que tenho quando se trata de filmes de diretores que são fundamentais dentro do meu gosto cinematográfico. Faço isso com lançamentos de Martin Scorsese, Roman Polanski, David Cronenberg, David Lynch, Woody Allen, Lars Von Trier, M.Night Shyamalan, Francis Coppola, Clint Eastwood, Fernando Meirelles e mais alguns, Tarantino incluso, é claro.

Não procuro muita informação, fora a básica sobre os filmes. Saiu, vou lá, assisto e tiro minhas próprias conclusões. Para mim existe uma categoria de diretores de cinema que me obrigam a assistí-los independente da obra em questão. Aplico esta regrinha particular faz tempo (em "De Olhos Bem Fechados", por exemplo) e quase sempre dá certo. Não há decepção.

Pois bem, ontem fui ver "Bastardos Inglórios", o chamado "épico de guerra" de Quentin Tarantino. Eu já tinha até comentado sobre ele em um post sobre o impagável vídeo do Selton Melo e Seu Jorge falando só sobre o cara (leia aqui ) e claro, tinha toda uma expectativa para ver se era do mesmo nível de sua filmografia.

A sinopse do Cinemark não anima muito: "Na França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra, grupo de soldados judeus americanos tem como missão espalhar o terror pelo Terceiro Reich". Mas o roteiro é bem mais complexo. Na verdade trata duas narrativas em paralelo, fazendo com que ambas se encontrem somente na parte final do filme.

Em uma delas, a judia Shoshanna (vivida pela atriz francesa Mélanie Laurent), sobrevive a execução de toda sua familía por um oficial da SS e anos depois, quando já é dona de um cinema em Paris, vislumbra a chance de vingar-se do regime nazista em grande estilo.

Na outra narrativa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, muito bem, como de costume), forma e lidera o grupo que dá nome ao filme e que tem como finalidade exterminar todo nazista que encontrar pela frente. Não sei se precisa dizer, mas a dose de violência empregada pelos Bastardos é altíssima, como era de se esperar de um filme do Tarantino.

Não vou entrar mais em detalhes. Apenas recomendo "Bastardos Inglórios" a todos amigos aqui do blog. O filme é realmente muito bom. Ágil nas cenas de ação, intenso nas cenas com longos diálogos (muitas vezes em francês ou alemão) e com a direção peculiar de Tarantino, ou seja, camera nervosa o tempo todo. O fato é que a tensão e o suspense estão presentes durante toda a trama. Toda cena gera uma expectativa sobre seu desfecho e prende o espectador, que nem sente o tempo passar nas duas horas e meia que fica no cinema.
Preciso ressaltar ainda a atuação do ator austríaco Christoph Waltz que interpreta de forma sublime o coronel nazista Landa (chefe da SS), personagem central e fundamental dentro do roteiro. Vale também lembrar que apesar dos grandes líderes do regime nazista estarem representados no filme, não há nenhuma relação histórica dentro do roteiro, que é uma apenas uma fábula baseada na segunda guerra mundial.

Enfim, o que eu queria dizer quando resolvi escrever este post sobre um filme com grande divulgação na mídia é que "Bastardos Inglórios" é mais do que o filme de guerra do Tarantino. É sim, cinema da mais alta qualidade.


Sandro









BASTARDOS INGLÓRIOS - É SÓ UM FILME DE GUERRA DO TARANTINO?

Bom, a grande maioria de vocês já deve ter ouvido falar do último filme do cineasta Quentin Tarantino. É assunto desde quando estava sendo filmado.

Confesso que não acompanhei muito de perto este processo, optando apenas por aguardar o lançamento oficial. Também não tive a preocupação de ler críticas e buscar mais detalhes sobre o filme antes de assistí-lo.

É um hábito que tenho quando se trata de filmes de diretores que são fundamentais dentro do meu gosto cinematográfico. Faço isso com lançamentos de Martin Scorsese, Roman Polanski, David Cronenberg, David Lynch, Woody Allen, Lars Von Trier, M.Night Shyamalan, Francis Coppola, Clint Eastwood, Fernando Meirelles e mais alguns, Tarantino incluso, é claro.

Não procuro muita informação, fora a básica sobre os filmes. Saiu, vou lá, assisto e tiro minhas próprias conclusões. Para mim existe uma categoria de diretores de cinema que me obrigam a assistí-los independente da obra em questão. Aplico esta regrinha particular faz tempo (em "De Olhos Bem Fechados", por exemplo) e quase sempre dá certo. Não há decepção.

Pois bem, ontem fui ver "Bastardos Inglórios", o chamado "épico de guerra" de Quentin Tarantino. Eu já tinha até comentado sobre ele em um post sobre o impagável vídeo do Selton Melo e Seu Jorge falando só sobre o cara (leia aqui ) e claro, tinha toda uma expectativa para ver se era do mesmo nível de sua filmografia.

A sinopse do Cinemark não anima muito: "Na França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra, grupo de soldados judeus americanos tem como missão espalhar o terror pelo Terceiro Reich". Mas o roteiro é bem mais complexo. Na verdade trata duas narrativas em paralelo, fazendo com que ambas se encontrem somente na parte final do filme.

Em uma delas, a judia Shoshanna (vivida pela atriz francesa Mélanie Laurent), sobrevive a execução de toda sua familía por um oficial da SS e anos depois, quando já é dona de um cinema em Paris, vislumbra a chance de vingar-se do regime nazista em grande estilo.

Na outra narrativa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, muito bem, como de costume), forma e lidera o grupo que dá nome ao filme e que tem como finalidade exterminar todo nazista que encontrar pela frente. Não sei se precisa dizer, mas a dose de violência empregada pelos Bastardos é altíssima, como era de se esperar de um filme do Tarantino.

Não vou entrar mais em detalhes. Apenas recomendo "Bastardos Inglórios" a todos amigos aqui do blog. O filme é realmente muito bom. Ágil nas cenas de ação, intenso nas cenas com longos diálogos (muitas vezes em francês ou alemão) e com a direção peculiar de Tarantino, ou seja, camera nervosa o tempo todo. O fato é que a tensão e o suspense estão presentes durante toda a trama. Toda cena gera uma expectativa sobre seu desfecho e prende o espectador, que nem sente o tempo passar nas duas horas e meia que fica no cinema.
Preciso ressaltar ainda a atuação do ator austríaco Christoph Waltz que interpreta de forma sublime o coronel nazista Landa (chefe da SS), personagem central e fundamental dentro do roteiro. Vale também lembrar que apesar dos grandes líderes do regime nazista estarem representados no filme, não há nenhuma relação histórica dentro do roteiro, que é uma apenas uma fábula baseada na segunda guerra mundial.

Enfim, o que eu queria dizer quando resolvi escrever este post sobre um filme com grande divulgação na mídia é que "Bastardos Inglórios" é mais do que o filme de guerra do Tarantino. É sim, cinema da mais alta qualidade.


Sandro









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