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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

PAPAI NOEL - Gerry Bowler



Desde criança, o período de Natal e Ano Novo é o que eu mais gosto. O sentimento de paz e felicidade que percebo nas pessoas é inspirador. Talvez porque venha acompanhado de uma pausa de final de ano, 13º. Salário, verão, férias, sei lá... mas a atmosfera é bem legal. (Posso afirmar que é o contrário do sentimento que tenho no feriado de Carnaval, por exemplo). Claro que tem pessoas, que por motivos religiosos, não comemoram, respeito.

Para os religiosos protestantes e historiadores de plantão, gostaria de deixar bem claro que conhecemos a origem das festas de final de dezembro. A Saturnália, por exemplo, que durante os cinco dias a partir de 17 de dezembro homenageava Saturno, antiga divindade da agricultura. Casas eram decoradas com velas e folhagens, os amigos trocavam presentes, crianças ganhavam bonequinhos, escravos e senhores trocavam de papel.

Logo após vinha o solstício de inverno, a Brumália, e após a sua introdução no ano 286 d.C., a Festa do Sol Indônito, que era um dia criado para que as pessoas tivessem bons pensamentos sobre o Imperador e estimular o patriotismo. E por fim, na seqüência, as Calendas de Janeiro, que celebravam a entrada de um novo ano.

A partir do século IV mudanças políticas abriram caminho para que o cristianismo se tornasse a princípio uma religião tolerada, e depois considerado crença oficial do Império Romano. Com isso São Máximo de Turim combateu a argumentação contra do teólogo alexandrino Orígenes que não aprovava"as festas". São Máximo, de forma inteligente, defendeu que ao invés de celebrarmos reis terrenos, devemos celebrar com muita felicidade o aniversário de nosso rei eterno, Jesus Cristo.

Isso levou a comemoração aberta do Natal e à escolha do dia 25 de dezembro para realizá-la. É sabido por estudos históricos que Jesus nasceu entre 10 e 24 de agosto, mas eu acho que isso é menos relevante, o importante é o sentimento de fé de cada um, esse negócio de ser contra a data por pontos de vista religiosos, não está com nada. Da mesma forma, não acho legal criticar quem se resguarda no direito de não comemorar nada, cada um que decida o que achar melhor.

Isto posto, gostaria de comentar com vocês sobre um livro bem interessante que aborda um dos personagens mais esperados nesse período de festas. Infelizmente, não estou falando de Jesus Cristo, e sim do mestre de cerimônias, presenteador, garoto propaganda, vendedor de produtos, o nosso querido Papai Noel.

A obra, Papai Noel – Uma Biografia (2007), escrito por Gerry Bowler, foi lançado no Brasil pela Editora Planeta (parte do texto acima foi possível graças a esse livro).

O autor Gerry Bowler é doutor em história pelo King´s College de Londres e leciona na Universidade de Manitoba.

Sendo o livro sobre um personagem fictício, o autor vai demonstrando em cada capítulo como a história da própria civilização vai moldando essa criatura fantástica até a sua imagem final definida pelo sistema capitalista e consumista dos Estados Unidos da América (sim caros amigos, apesar da origem no velho mundo, o bom velhinho é Yankee)!

Somos apresentados a São Nicolau (nasceu em Patara, na Lícia, atual Turquia, santo padroeiro da Rússia que viveu no tempo dos imperadores romanos Diocleciano, Maximiano e Constantino), que no ano de 1100 era o santo mais poderoso do calendário da Igreja, rivalizando apenas com a Virgem Maria. Apesar de o autor ressaltar que sua origem histórica é incerta, após sua morte em 06 de dezembro de 343, várias histórias de milagres já haviam se espalhado pelo povo, sendo que duas são fundamentais na origem do Papai Noel.

Numa delas,quando jovem, evita que um pai entregue as filhas a prostituição e escravidão, atirando sacos de ouro pela janela do pai, durante três noites, tornando-o protetor das donzelas e casamentos profílicos.

Em uma segunda história, já velho, ressuscita três jovens que haviam sido mortos por um perverso estalajadeiro, que pusera seus restos esquartejados dentro de um barril, daí foi considerado protetor dos estudantes e crianças.

Com a sua popularidade na Holanda, no século XVII a veneração de São Nicolau atravessou o Atlântico, até Nova Amsterdã, a colônia que após invasão inglesa se tornou Nova York. Foi retratado em 1809 por um jovem escritor de Nova York chamado Washington Irving, que descreveu São Nicolau voando sobre a cidade num carroção e descendo por chaminés para entregar presentes. De acordo com o autor, que esse foi o momento que São Nicolau trocou a nacionalidade europeia para se tornar americano. (Será que os europeus aceitam isso?)

O autor comenta a primeira descrição do papai Noel como ficou mundialmente conhecido. Isso aconteceu na Harper´s no dia 26 de dezembro de 1857.

Apresenta-nos Thomas Nast (Landau, Alemanha, 27 de setembro de 1840 – Guayaquil, Equador, 07 de setembro de 1902), o responsável pela criação da imagem do Papai Noel conhecida até os dias de hoje (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto).

Descreve como os comerciantes tiveram a “sacada” dos primeiros cartões de natal e de usar o Papai Noel como “garoto propaganda”. Relata o primeiro poema de Natal escrito por Clement Clarke Moore (1779-1863) conhecido como "Twas the Night Before Christmas", e também um dos mais declamados (será isso que inspirou Tim Burton para "The Nightmare Before Christmas?)

Mostra em detalhes porque a Coca-Cola foi à empresa que melhor transformou o presenteador num consumidor de produtos com as famosas pinturas do Papai Noel feito por Haddon Sundblom nas campanhas natalinas da década de 30.

A partir daí foram anúncios de armas, bebidas, cigarros, seguros, revistas masculinas como a capa da revista Playboy brasileira de 2000. Até uma mistura de crenças em uma propaganda chamada “Feliz Natalhanukwanzakah” pela Virgin Mobile, o que não foi muito aceita.

Adentramos até o templo do consumismo, os shopping centers, e seus Papais Noéis, no altar como o “santo dos vendedores e das crianças em busca de uma novidade tecnológica como presente”. Porém, a partir desse ponto o autor vai cada vez “entrando de cabeça” na cultura americana, fazendo “paralelo” com a história dos EUA e do próprio Papai Noel, nas guerras, música, cinema, etc., o que torna o livro um pouco cansativo.

O livro traz a idéia do autor sobre o futuro do Papai Noel, onde os pais são os que vão decidir sobre a continuidade da tradição ou não. Eu particularmente acho que isso deva ocorrer como uma evolução natural da sociedade, com certeza a tradição não vai acabar, pode adaptar-se as novas gerações, mas não termina.

Amigos, depois de tanta influência americana, não poderia terminar esse post sem um "marco brasileiro" sobre o Papai Noel, o vídeo "Natal da Turma da Monica" que passava cerca de 4 vezes no mesmo dia pra criançada na década de 70.

Vale a pena lembrar também do CD "Um Natal Bem Brasileiro" lançado pela "biscoito fino" em 2008, com composições de Carlos Galhardo e Adoniran Barbosa.

Vou continuar a “curtir” o Natal com Papai Noel, rena, trenó, ceia, panettone, peru, árvore-de-natal, presépio, enfeites, presentes, cerveja, vinho, família, e não esquecer jamais do aniversariante, que nascendo em 25 de dezembro ou não, está todos os dias comigo ouvindo Rock´n´Roll e iluminado nossos caminhos durante o ano todo

Seguem abaixo, alguns vídeos sobre os temas acima.


Feliz Natal!


Anselmo







PAPAI NOEL - Gerry Bowler



Desde criança, o período de Natal e Ano Novo é o que eu mais gosto. O sentimento de paz e felicidade que percebo nas pessoas é inspirador. Talvez porque venha acompanhado de uma pausa de final de ano, 13º. Salário, verão, férias, sei lá... mas a atmosfera é bem legal. (Posso afirmar que é o contrário do sentimento que tenho no feriado de Carnaval, por exemplo). Claro que tem pessoas, que por motivos religiosos, não comemoram, respeito.

Para os religiosos protestantes e historiadores de plantão, gostaria de deixar bem claro que conhecemos a origem das festas de final de dezembro. A Saturnália, por exemplo, que durante os cinco dias a partir de 17 de dezembro homenageava Saturno, antiga divindade da agricultura. Casas eram decoradas com velas e folhagens, os amigos trocavam presentes, crianças ganhavam bonequinhos, escravos e senhores trocavam de papel.

Logo após vinha o solstício de inverno, a Brumália, e após a sua introdução no ano 286 d.C., a Festa do Sol Indônito, que era um dia criado para que as pessoas tivessem bons pensamentos sobre o Imperador e estimular o patriotismo. E por fim, na seqüência, as Calendas de Janeiro, que celebravam a entrada de um novo ano.

A partir do século IV mudanças políticas abriram caminho para que o cristianismo se tornasse a princípio uma religião tolerada, e depois considerado crença oficial do Império Romano. Com isso São Máximo de Turim combateu a argumentação contra do teólogo alexandrino Orígenes que não aprovava"as festas". São Máximo, de forma inteligente, defendeu que ao invés de celebrarmos reis terrenos, devemos celebrar com muita felicidade o aniversário de nosso rei eterno, Jesus Cristo.

Isso levou a comemoração aberta do Natal e à escolha do dia 25 de dezembro para realizá-la. É sabido por estudos históricos que Jesus nasceu entre 10 e 24 de agosto, mas eu acho que isso é menos relevante, o importante é o sentimento de fé de cada um, esse negócio de ser contra a data por pontos de vista religiosos, não está com nada. Da mesma forma, não acho legal criticar quem se resguarda no direito de não comemorar nada, cada um que decida o que achar melhor.

Isto posto, gostaria de comentar com vocês sobre um livro bem interessante que aborda um dos personagens mais esperados nesse período de festas. Infelizmente, não estou falando de Jesus Cristo, e sim do mestre de cerimônias, presenteador, garoto propaganda, vendedor de produtos, o nosso querido Papai Noel.

A obra, Papai Noel – Uma Biografia (2007), escrito por Gerry Bowler, foi lançado no Brasil pela Editora Planeta (parte do texto acima foi possível graças a esse livro).

O autor Gerry Bowler é doutor em história pelo King´s College de Londres e leciona na Universidade de Manitoba.

Sendo o livro sobre um personagem fictício, o autor vai demonstrando em cada capítulo como a história da própria civilização vai moldando essa criatura fantástica até a sua imagem final definida pelo sistema capitalista e consumista dos Estados Unidos da América (sim caros amigos, apesar da origem no velho mundo, o bom velhinho é Yankee)!

Somos apresentados a São Nicolau (nasceu em Patara, na Lícia, atual Turquia, santo padroeiro da Rússia que viveu no tempo dos imperadores romanos Diocleciano, Maximiano e Constantino), que no ano de 1100 era o santo mais poderoso do calendário da Igreja, rivalizando apenas com a Virgem Maria. Apesar de o autor ressaltar que sua origem histórica é incerta, após sua morte em 06 de dezembro de 343, várias histórias de milagres já haviam se espalhado pelo povo, sendo que duas são fundamentais na origem do Papai Noel.

Numa delas,quando jovem, evita que um pai entregue as filhas a prostituição e escravidão, atirando sacos de ouro pela janela do pai, durante três noites, tornando-o protetor das donzelas e casamentos profílicos.

Em uma segunda história, já velho, ressuscita três jovens que haviam sido mortos por um perverso estalajadeiro, que pusera seus restos esquartejados dentro de um barril, daí foi considerado protetor dos estudantes e crianças.

Com a sua popularidade na Holanda, no século XVII a veneração de São Nicolau atravessou o Atlântico, até Nova Amsterdã, a colônia que após invasão inglesa se tornou Nova York. Foi retratado em 1809 por um jovem escritor de Nova York chamado Washington Irving, que descreveu São Nicolau voando sobre a cidade num carroção e descendo por chaminés para entregar presentes. De acordo com o autor, que esse foi o momento que São Nicolau trocou a nacionalidade europeia para se tornar americano. (Será que os europeus aceitam isso?)

O autor comenta a primeira descrição do papai Noel como ficou mundialmente conhecido. Isso aconteceu na Harper´s no dia 26 de dezembro de 1857.

Apresenta-nos Thomas Nast (Landau, Alemanha, 27 de setembro de 1840 – Guayaquil, Equador, 07 de setembro de 1902), o responsável pela criação da imagem do Papai Noel conhecida até os dias de hoje (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto).

Descreve como os comerciantes tiveram a “sacada” dos primeiros cartões de natal e de usar o Papai Noel como “garoto propaganda”. Relata o primeiro poema de Natal escrito por Clement Clarke Moore (1779-1863) conhecido como "Twas the Night Before Christmas", e também um dos mais declamados (será isso que inspirou Tim Burton para "The Nightmare Before Christmas?)

Mostra em detalhes porque a Coca-Cola foi à empresa que melhor transformou o presenteador num consumidor de produtos com as famosas pinturas do Papai Noel feito por Haddon Sundblom nas campanhas natalinas da década de 30.

A partir daí foram anúncios de armas, bebidas, cigarros, seguros, revistas masculinas como a capa da revista Playboy brasileira de 2000. Até uma mistura de crenças em uma propaganda chamada “Feliz Natalhanukwanzakah” pela Virgin Mobile, o que não foi muito aceita.

Adentramos até o templo do consumismo, os shopping centers, e seus Papais Noéis, no altar como o “santo dos vendedores e das crianças em busca de uma novidade tecnológica como presente”. Porém, a partir desse ponto o autor vai cada vez “entrando de cabeça” na cultura americana, fazendo “paralelo” com a história dos EUA e do próprio Papai Noel, nas guerras, música, cinema, etc., o que torna o livro um pouco cansativo.

O livro traz a idéia do autor sobre o futuro do Papai Noel, onde os pais são os que vão decidir sobre a continuidade da tradição ou não. Eu particularmente acho que isso deva ocorrer como uma evolução natural da sociedade, com certeza a tradição não vai acabar, pode adaptar-se as novas gerações, mas não termina.

Amigos, depois de tanta influência americana, não poderia terminar esse post sem um "marco brasileiro" sobre o Papai Noel, o vídeo "Natal da Turma da Monica" que passava cerca de 4 vezes no mesmo dia pra criançada na década de 70.

Vale a pena lembrar também do CD "Um Natal Bem Brasileiro" lançado pela "biscoito fino" em 2008, com composições de Carlos Galhardo e Adoniran Barbosa.

Vou continuar a “curtir” o Natal com Papai Noel, rena, trenó, ceia, panettone, peru, árvore-de-natal, presépio, enfeites, presentes, cerveja, vinho, família, e não esquecer jamais do aniversariante, que nascendo em 25 de dezembro ou não, está todos os dias comigo ouvindo Rock´n´Roll e iluminado nossos caminhos durante o ano todo

Seguem abaixo, alguns vídeos sobre os temas acima.


Feliz Natal!


Anselmo







quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MERRY CHRISTMAS FROM RAMONES


Bom, para não sair da "semana de Natal" proposta pelo parceiro de blog, que está sendo muito bem sucedida por sinal, contribuo com minha música natalina preferida. Trata-se de "Merry Christmas (I don't Want Fight Tonigth)" gravada pela minha banda de rock predileta, os Ramones, no disco "Brain Drain".

Longe de ser uma das melhores performances da banda, pelo menos traz uma doce mensagem de feliz natal aos fãs no final do vídeo.

Fora isso, deixo também mais dois sons gravados pelo vocalista dos Ramones, o Joey Ramone, em um EP lançado em 2002 especialmente para esta singela época. Trata-se de "Christmas Spirit...In My House".
A primeira música é "Christmas (Baby Please Come Home)" e a outra "What A Wonderful World" (é aquela mesmo!), também gravada em seu único disco solo chamado "Don't Worry About Me".

É isso. Espero ansioso o post que o Anselmo está preparando para fechar a semana (antes acho que ainda sai um sobre a música dos Garotos Podres).
Este clímax é sobre um livro que conta a verdadeira história do Papai Noel. Estou torcendo para que ele faça um postagem longa, porque pelo que ele me adiantou é sensacional.

Sandro






MERRY CHRISTMAS FROM RAMONES


Bom, para não sair da "semana de Natal" proposta pelo parceiro de blog, que está sendo muito bem sucedida por sinal, contribuo com minha música natalina preferida. Trata-se de "Merry Christmas (I don't Want Fight Tonigth)" gravada pela minha banda de rock predileta, os Ramones, no disco "Brain Drain".

Longe de ser uma das melhores performances da banda, pelo menos traz uma doce mensagem de feliz natal aos fãs no final do vídeo.

Fora isso, deixo também mais dois sons gravados pelo vocalista dos Ramones, o Joey Ramone, em um EP lançado em 2002 especialmente para esta singela época. Trata-se de "Christmas Spirit...In My House".
A primeira música é "Christmas (Baby Please Come Home)" e a outra "What A Wonderful World" (é aquela mesmo!), também gravada em seu único disco solo chamado "Don't Worry About Me".

É isso. Espero ansioso o post que o Anselmo está preparando para fechar a semana (antes acho que ainda sai um sobre a música dos Garotos Podres).
Este clímax é sobre um livro que conta a verdadeira história do Papai Noel. Estou torcendo para que ele faça um postagem longa, porque pelo que ele me adiantou é sensacional.

Sandro






segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MILAGRE NA RUA 34 - Papai Noel ganha Hollywood

Em continuidade a nossa semana do Natal, não poderia deixar de comentar sobre um dos filmes mais marcantes sobre Papai Noel: “Milagre na Rua 34”(1947).

O que poderia ter mais espírito do Natal do que um Papai Noel que trabalha numa loja de departamentos americana e que é conhecido pelo nome de Kris Kringle? Pois então, “Milagre na Rua 34” é um dos mais reprisados e “refilmados” filmes sobre o Natal.

Nele, o já veterano ator galês Edmund Gween representa o papel de um senhor muito bem educado, sempre risonho, com uma "grande" barriga e barba branca, que é contratado como Papai Noel da loja de departamentos Macy's de New York. Apresenta-se com Kris Kringle, e rapidamente contagia a todos em sua volta com seu espírito de natal, exceto sua chefe, Doris Walker (O'Hara), que sempre ensinou a sua filha Susan (Natalie Wood) a não acreditar em papai noel.

Mas quando Kringle é declarado louco, e enviado a julgamento, todos os que o conheceram tiveram que tomar uma posição, acreditar ou não de que ele era o “verdadeiro” papai Noel.

A partir daí entra o advogado Fred Gayley (John Payne) que, com a ajuda do Correio dos Estatos Unidos, ajuda a convencer o tribunal que Kringle é de fato o Papai Noel. Em contrapartida, Kringle ajuda Fred, Doris e Susie a se tornarem uma família feliz para sempre. (se já existisse a internet, e a "mulecada" com a "cabeça" de hoje, esse Kringle tava perdido).

O filme foi vencedor de 3 Oscars em 1947 por ator coadjuvante, história original e roteiro (E de quebra ajudou a Macy´s a vender muito no Natal de 1940).

Segue abaixo a clássica cena onde o Papai Noel conversa com uma garotinha Holandesa.

Anselmo


MILAGRE NA RUA 34 - Papai Noel ganha Hollywood

Em continuidade a nossa semana do Natal, não poderia deixar de comentar sobre um dos filmes mais marcantes sobre Papai Noel: “Milagre na Rua 34”(1947).

O que poderia ter mais espírito do Natal do que um Papai Noel que trabalha numa loja de departamentos americana e que é conhecido pelo nome de Kris Kringle? Pois então, “Milagre na Rua 34” é um dos mais reprisados e “refilmados” filmes sobre o Natal.

Nele, o já veterano ator galês Edmund Gween representa o papel de um senhor muito bem educado, sempre risonho, com uma "grande" barriga e barba branca, que é contratado como Papai Noel da loja de departamentos Macy's de New York. Apresenta-se com Kris Kringle, e rapidamente contagia a todos em sua volta com seu espírito de natal, exceto sua chefe, Doris Walker (O'Hara), que sempre ensinou a sua filha Susan (Natalie Wood) a não acreditar em papai noel.

Mas quando Kringle é declarado louco, e enviado a julgamento, todos os que o conheceram tiveram que tomar uma posição, acreditar ou não de que ele era o “verdadeiro” papai Noel.

A partir daí entra o advogado Fred Gayley (John Payne) que, com a ajuda do Correio dos Estatos Unidos, ajuda a convencer o tribunal que Kringle é de fato o Papai Noel. Em contrapartida, Kringle ajuda Fred, Doris e Susie a se tornarem uma família feliz para sempre. (se já existisse a internet, e a "mulecada" com a "cabeça" de hoje, esse Kringle tava perdido).

O filme foi vencedor de 3 Oscars em 1947 por ator coadjuvante, história original e roteiro (E de quebra ajudou a Macy´s a vender muito no Natal de 1940).

Segue abaixo a clássica cena onde o Papai Noel conversa com uma garotinha Holandesa.

Anselmo


sábado, 19 de dezembro de 2009

BRIAN SETZER - Boogie Woogie Christmas


Nem acredito que estamos chegando ao primeiro Natal do Minerva Pop. Apesar de estarmos a pouco tempo com esse “trabalho”, devo confessar que é muito bom chegar próximo á uma data tão importante ainda nessa “pegada forte”.

Conversando com meu “brother Sandro” ontem á noite (primeiramente para parabenizar pelo primoroso “post” sobre Marvin Gaye), disse que iria tentar escrever sobre assuntos com temas natalinos até o dia 25 Dezembro. Sei que é difícil, mas lá vai:

Eu nunca ouvi muito material e trabalhos de “guitarristas virtuose”, acho muito chato (respeitando quem gosta, claro). Porém tem um artista que admiro muito, pelo conjunto de sua obra, o americano Brian Setzer.

Brian Setzer nasceu em Long Island, New York, em 10 de abril de 1959, e junto com Lee Rocker e Slim Jim Phanton, foi responsável pela maior (e isso posso dizer sem medo de errar) banda contemporânea de RockaBilly de todos os tempos, os Stray Cats.

Mas foram anos 90 que formou a “Big Band” Brian Setzer Orchestra pra regravação o sucesso “Jump Jive an ´Wail" de Louis Prima, do álbum “The Wildest!”de 1957.

Em 2000 tive a oportunidade de conferir a BSO ao vivo em Londres, no Shepherd´s Bush Empire, e posso afirmar que os caras mandam um som “animal”, passando pelo Swing, Big Bands, e sucessos dos Stray Cats.

Após alguns discos de sucesso, em 2002 lançaram “Boogie Woogie Christmas”, álbum conceitual com músicas natalinas. Não sei afirmar se esse trabalho foi conseqüência ou veio depois, mas a BSO é lembrada durante o mês de Dezembro por tocar canções de Natal, e são convidados, em algumas ocasiões, a se apresentarem na cerimônia de iluminação da árvore de natal do Rockefeller Center.

Após esse trabalho “natalino”, ainda vieram “Dig That Crazy Christmas” (2005) e “The Ultimate Christimas Collection” (2008).

Só um aviso, a “sonoridade” extremamente “americana” é percebida nesses trabalhos. Mas e daí? Esse papai-noel vestido com as cores da “coca-cola” que enfeita as casas dos brasileiros, não tem “cara” de baiano ou paulista, não é mesmo?!

Nesse último dia 15 de dezembro, Brian Setzer passou mal e abandonou o palco após a terceira música em um show no Isleta Resort and Casino,na cidade de Albuquerque, no Novo México, EUA. Felizmente passa bem.

Abraços,

Anselmo.


BRIAN SETZER - Boogie Woogie Christmas


Nem acredito que estamos chegando ao primeiro Natal do Minerva Pop. Apesar de estarmos a pouco tempo com esse “trabalho”, devo confessar que é muito bom chegar próximo á uma data tão importante ainda nessa “pegada forte”.

Conversando com meu “brother Sandro” ontem á noite (primeiramente para parabenizar pelo primoroso “post” sobre Marvin Gaye), disse que iria tentar escrever sobre assuntos com temas natalinos até o dia 25 Dezembro. Sei que é difícil, mas lá vai:

Eu nunca ouvi muito material e trabalhos de “guitarristas virtuose”, acho muito chato (respeitando quem gosta, claro). Porém tem um artista que admiro muito, pelo conjunto de sua obra, o americano Brian Setzer.

Brian Setzer nasceu em Long Island, New York, em 10 de abril de 1959, e junto com Lee Rocker e Slim Jim Phanton, foi responsável pela maior (e isso posso dizer sem medo de errar) banda contemporânea de RockaBilly de todos os tempos, os Stray Cats.

Mas foram anos 90 que formou a “Big Band” Brian Setzer Orchestra pra regravação o sucesso “Jump Jive an ´Wail" de Louis Prima, do álbum “The Wildest!”de 1957.

Em 2000 tive a oportunidade de conferir a BSO ao vivo em Londres, no Shepherd´s Bush Empire, e posso afirmar que os caras mandam um som “animal”, passando pelo Swing, Big Bands, e sucessos dos Stray Cats.

Após alguns discos de sucesso, em 2002 lançaram “Boogie Woogie Christmas”, álbum conceitual com músicas natalinas. Não sei afirmar se esse trabalho foi conseqüência ou veio depois, mas a BSO é lembrada durante o mês de Dezembro por tocar canções de Natal, e são convidados, em algumas ocasiões, a se apresentarem na cerimônia de iluminação da árvore de natal do Rockefeller Center.

Após esse trabalho “natalino”, ainda vieram “Dig That Crazy Christmas” (2005) e “The Ultimate Christimas Collection” (2008).

Só um aviso, a “sonoridade” extremamente “americana” é percebida nesses trabalhos. Mas e daí? Esse papai-noel vestido com as cores da “coca-cola” que enfeita as casas dos brasileiros, não tem “cara” de baiano ou paulista, não é mesmo?!

Nesse último dia 15 de dezembro, Brian Setzer passou mal e abandonou o palco após a terceira música em um show no Isleta Resort and Casino,na cidade de Albuquerque, no Novo México, EUA. Felizmente passa bem.

Abraços,

Anselmo.


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