"SkreemR is taking a long nap...please check out"
Pois é. Ao entrarmos no sensacional (ex?) site SKReemR.org é a triste frase acima que nos espera. Fiz um post específico sobre este serviço (leia aqui) no dia 18 de maio deste ano. O lugar era uma espécie de YouTube de áudio, inclusive com a opção de incorporar a música em qualquer site, blog, página do orkut, facebook, etc.
Desde então utilizei este tocador de MP3 para ilustrar um monte de posts aqui do Minerva Pop. O que ocorre agora é que todos estes links estão "quebrados" e as músicas obviamente desabilitadas. Ainda tenho esperança que o site volte a funcionar e por esta razão não vou retirar os arquivos incorporados na expectativa que a coisa retome no futuro.
Por ora, peço desculpas aos amigos que ao navegar pelo blog venham a se deparar com estes problemas. Prometo que vou pesquisar uma nova ferramenta de mídia para fazer companhia ao citado You Tube e ao Mixpod, ambos presentes em muitos outros posts e funcionando muito bem.
Sandro
minervapop
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
SKRreemR com problemas...
"SkreemR is taking a long nap...please check out"
Pois é. Ao entrarmos no sensacional (ex?) site SKReemR.org é a triste frase acima que nos espera. Fiz um post específico sobre este serviço (leia aqui) no dia 18 de maio deste ano. O lugar era uma espécie de YouTube de áudio, inclusive com a opção de incorporar a música em qualquer site, blog, página do orkut, facebook, etc.
Desde então utilizei este tocador de MP3 para ilustrar um monte de posts aqui do Minerva Pop. O que ocorre agora é que todos estes links estão "quebrados" e as músicas obviamente desabilitadas. Ainda tenho esperança que o site volte a funcionar e por esta razão não vou retirar os arquivos incorporados na expectativa que a coisa retome no futuro.
Por ora, peço desculpas aos amigos que ao navegar pelo blog venham a se deparar com estes problemas. Prometo que vou pesquisar uma nova ferramenta de mídia para fazer companhia ao citado You Tube e ao Mixpod, ambos presentes em muitos outros posts e funcionando muito bem.
Sandro
Pois é. Ao entrarmos no sensacional (ex?) site SKReemR.org é a triste frase acima que nos espera. Fiz um post específico sobre este serviço (leia aqui) no dia 18 de maio deste ano. O lugar era uma espécie de YouTube de áudio, inclusive com a opção de incorporar a música em qualquer site, blog, página do orkut, facebook, etc.
Desde então utilizei este tocador de MP3 para ilustrar um monte de posts aqui do Minerva Pop. O que ocorre agora é que todos estes links estão "quebrados" e as músicas obviamente desabilitadas. Ainda tenho esperança que o site volte a funcionar e por esta razão não vou retirar os arquivos incorporados na expectativa que a coisa retome no futuro.
Por ora, peço desculpas aos amigos que ao navegar pelo blog venham a se deparar com estes problemas. Prometo que vou pesquisar uma nova ferramenta de mídia para fazer companhia ao citado You Tube e ao Mixpod, ambos presentes em muitos outros posts e funcionando muito bem.
Sandro
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
| | ||
| Found at skreemr.org |
- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
MÚSICAS TRISTES SÃO SEMPRE MELHORES...
"Eu ouço música pop porque sou triste ou sou triste porque ouço música pop?"
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
Não sei se exatamente com estas palavras, mas certamente com o mesmo sentido vocês já devem ter ouvido / visto / lido esta célebre citação de Rob Fleming, o personagem principal do livro Alta Fidelidade (post aqui) escrito pelo ótimo Nick Hornby.
Com uma rápida passada no blog dá para perceber que meu gosto musical é absurdamente amplo. Não me prendo a estilos (escrevi sobre isso aqui) e sim se a música é boa ou não. Porém existem determinadas músicas que de cara ganham pontos comigo. Se o vocal for feminino (post aqui), por exemplo, temos meio caminho andado.
Outra característica que me interessa muito são músicas tristes. São minhas favoritas. De preferência com letras tristes, mas aceito também melodias carregadas de melancolia, mesmo se a letra não for tão marcante. Agora, quando encontro letra e melodia em prol da consternação, da amargura, aí me apaixono pelo som.
Só que é muito importante atentar para o fato de que a linha que separa a sensibilidade aguçada para temas infelizes e uma apelação piegas não é tão grande. A diferença primordial está no talento e na capacidade do compositor, que para mim quanto mais atormentado melhor. É este tipo de artista que consegue escrever uma música que te faz pensar sobre você mesmo. Saber que existem pessoas com as mesmas angústias que as suas chega a ser confortador. Ter uma trilha sonora para embalar seus momentos de reflexão também é muito bom. O lado negativo é que estas composições muitas vezes acabam passando este estado de espírito para você, o que pode ser perigoso dependendo da situação. Por isso recomendo sempre sessões moderadas e intercaladas.
E como ilustrar este post? Pensei em fazer minha lista pessoal de músicas tristes favoritas, mas são tantas que sem uma preparação prévia (decidi escrever sobre isso hoje) eu cometeria alguma injustiça grave. Então, eu vou deixar por aqui alguns exemplos e com isso felizmente (que ironia...) eu posso voltar mais vezes ao assunto e ir encaixando outras músicas marcantes para mim num futuro.
As duas primeiras que eu vou recomendar não terão o áudio neste post, pois ambas já apareceram no Minerva Pop antes.
Vamos lá, abaixe a luz e ponha seu fone:
- "Hallelujah" de Leonard Cohen (leia o post e ouça aqui)
- "Hurt" na voz do Johnny Cash (leia o post e ouça aqui).
- "I Know It's Over" dos Smiths. Esta talvez seja a número 1. Quando o Morrissey canta "I know it's over / And it never really began / But in my heart it was so real" é de arrebentar..
| The Smiths - I Know It's Over | ||
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- "No Surprises" do Radiohead. Se vamos falar de alguem atormentado, não dá para esquecer do Thom York. Essa beira o suspiro final...
| Radiohead - No Surprises | ||
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| Found at skreemr.org |
- "The Drugs Don't Work" com o The Verve. Segundo a revista Uncut, a música mais triste de todos os tempos. Um estudo científico indicou que dentre uma série de outras canções, este é to som que mais traz a sensação de tristeza para as pessoas. Duvida? "All this talk of getting old / It's getting me down my love / Like a cat in a bag, waiting to drown / This time I'm comin' down"
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"DOOLITTLE" - PIXIES E DISCO PERFEITO
Bom, cá estou tocando num assunto não muito popular para grande parte dos meus amigos (o parceiro de blog, inclusive). Pixies.
Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).
Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.
Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.
Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.
Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.
Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?
Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!
Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.
Sandro
Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).
Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.
Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.
Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
- "Debaser". Começa com uma linha de baixo marcante, seguida de um riff de guitarra grudento, um vocal gritado de Francis, além da Kim Deal sussurando o título ao fundo. Para completar a letra é sobre o cineasta Luis Bunuel (post aqui) e seu extraordinário filme "O Cão Andaluz".
- "Tame". Outra que começa com um baixo matador, entra numa levada calma que se intercala com o título da música gritado a plenos pulmões, no que se poderia chamar de refrão.
- "Wave of Mutilation". É daquelas sem definição. Linha melódica perfeita ao extremo. Rock com pop em níveis elevados de competência. Para ouvir, grudar e cantarolar depois.
- "I Bleed". Inicia de novo com o poderoso baixo da Deal "falando". Os vocais simultâneos dela e de Francis são uma delícia e as distorções e guitarra se encaixam de forma precisa na levada mais calma do som.
- "Here Comes Your Man". Dispensa apresentações. Uma aula de como misturar pop com rock. Quem nunca balançou o corpo numa pista ao som desta música que levante a mão. Impossível de ficar parado, sem querer, quando você dá por si, está mexendo o pé, a cabeça, a mão, sei lá. Maior hit dos Pixies, muitos injustamente conhecem apenas esta música deles. Se é o seu caso, está na hora de experimentar mais.
- "Dead". É a mais crua. Guitara mais ardida e ritmo quebrado. Mais difícil que as demais, porém igualmente bela.
- "Monkey Gone To Heaven". Sem comentários. Minha preferida. Sempre era um prazer ouvir esta música na pista do extinto Espaço Retrô em São Paulo. Ainda hoje para mim não pode faltar no set list de um dj que queira tocar algo dos anos 90.
- "Mr. Grieves". O flerte com o ska que mostra a facilidade com que eles passeiam por estilos diferentes dentro da mesma música.
- "Crackity Jones". Rapidinha. Aqui uma pequena mistura de surf músic com punk rock. Ritmo acelerado é gostosa mesmo sendo breve.
- "La La Love You" Brilhante linha melódica para cantarolar e assoviar (literalmente). Tocada por outra banda poderia desandar para a cafonice. Aqui cresce e vira uma linda música.
- "No 13 Baby". Traz a junção do vocal doce da Kim Deal com um esilo perturbado do Francis. Outro refrão grudento e sussurros deliciosos. Maravilhosa.
- "There Goes My Gun". Que entrada. Também nos brinda com um duelo do vocal masculino com o feminino numa letra que simplesmente repete exaustivamente a frase que dá título a musica durante o 1 minuto e 50 segundos de duração. Parece ruim? Ouve para você ver como ficou demais.
- "Hey". Esta me faz repensar no que escrevi linhas acima. Não será esta a minha faixa preferida? Que baixo, que melodia, que vocal. Tornou-se talvez o maior clássico para os fãs da banda. Não precisa dizer mais nada, né?
- "Silver". Lembra descaradamente aquelas trilhas sonoras de filmes de faroeste, só que com a voz da Kim Deal de fundo, cantando como se estivesse numa lamentação. Cool até o osso.
- "Gouge Away". Fecha em grande estilo. Ideal para cantar junto, gritando de preferência. Música ótima, que qualquer banda gostaria de ter no currículo.
Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.
Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.
Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?
Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!
Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.
Sandro
| Pixies - Here Comes Your Man | ||
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| Found at skreemr.org |
| Pixies - Debaser | ||
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| Found at skreemr.org |
| Pixies - Monkey Gone To Heaven | ||
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| Found at skreemr.org |
| Pixies - Wave Of Mutilation | ||
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| Found at skreemr.org |
"DOOLITTLE" - PIXIES E DISCO PERFEITO
Bom, cá estou tocando num assunto não muito popular para grande parte dos meus amigos (o parceiro de blog, inclusive). Pixies.
Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).
Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.
Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.
Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.
Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.
Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?
Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!
Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.
Sandro
Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).
Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.
Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.
Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
- "Debaser". Começa com uma linha de baixo marcante, seguida de um riff de guitarra grudento, um vocal gritado de Francis, além da Kim Deal sussurando o título ao fundo. Para completar a letra é sobre o cineasta Luis Bunuel (post aqui) e seu extraordinário filme "O Cão Andaluz".
- "Tame". Outra que começa com um baixo matador, entra numa levada calma que se intercala com o título da música gritado a plenos pulmões, no que se poderia chamar de refrão.
- "Wave of Mutilation". É daquelas sem definição. Linha melódica perfeita ao extremo. Rock com pop em níveis elevados de competência. Para ouvir, grudar e cantarolar depois.
- "I Bleed". Inicia de novo com o poderoso baixo da Deal "falando". Os vocais simultâneos dela e de Francis são uma delícia e as distorções e guitarra se encaixam de forma precisa na levada mais calma do som.
- "Here Comes Your Man". Dispensa apresentações. Uma aula de como misturar pop com rock. Quem nunca balançou o corpo numa pista ao som desta música que levante a mão. Impossível de ficar parado, sem querer, quando você dá por si, está mexendo o pé, a cabeça, a mão, sei lá. Maior hit dos Pixies, muitos injustamente conhecem apenas esta música deles. Se é o seu caso, está na hora de experimentar mais.
- "Dead". É a mais crua. Guitara mais ardida e ritmo quebrado. Mais difícil que as demais, porém igualmente bela.
- "Monkey Gone To Heaven". Sem comentários. Minha preferida. Sempre era um prazer ouvir esta música na pista do extinto Espaço Retrô em São Paulo. Ainda hoje para mim não pode faltar no set list de um dj que queira tocar algo dos anos 90.
- "Mr. Grieves". O flerte com o ska que mostra a facilidade com que eles passeiam por estilos diferentes dentro da mesma música.
- "Crackity Jones". Rapidinha. Aqui uma pequena mistura de surf músic com punk rock. Ritmo acelerado é gostosa mesmo sendo breve.
- "La La Love You" Brilhante linha melódica para cantarolar e assoviar (literalmente). Tocada por outra banda poderia desandar para a cafonice. Aqui cresce e vira uma linda música.
- "No 13 Baby". Traz a junção do vocal doce da Kim Deal com um esilo perturbado do Francis. Outro refrão grudento e sussurros deliciosos. Maravilhosa.
- "There Goes My Gun". Que entrada. Também nos brinda com um duelo do vocal masculino com o feminino numa letra que simplesmente repete exaustivamente a frase que dá título a musica durante o 1 minuto e 50 segundos de duração. Parece ruim? Ouve para você ver como ficou demais.
- "Hey". Esta me faz repensar no que escrevi linhas acima. Não será esta a minha faixa preferida? Que baixo, que melodia, que vocal. Tornou-se talvez o maior clássico para os fãs da banda. Não precisa dizer mais nada, né?
- "Silver". Lembra descaradamente aquelas trilhas sonoras de filmes de faroeste, só que com a voz da Kim Deal de fundo, cantando como se estivesse numa lamentação. Cool até o osso.
- "Gouge Away". Fecha em grande estilo. Ideal para cantar junto, gritando de preferência. Música ótima, que qualquer banda gostaria de ter no currículo.
Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.
Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.
Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?
Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!
Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.
Sandro
| Pixies - Here Comes Your Man | ||
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| Pixies - Debaser | ||
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| Pixies - Monkey Gone To Heaven | ||
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| Pixies - Wave Of Mutilation | ||
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