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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ALEJANDRO JODOROWSKY - Trabalhos Que Chamaram Nossa Atenção



Nesse final de semana tive a felicidade de ler a série completa da Graphic Novel “Borgia”, com roteiro de  Alejandro Jodorowsky  e desenhos de Milo Manara (este último mestre do desenho erótico). O texto é primoroso e a arte sensacional, de tirar o fôlego. Desde o filme Calígula, não lembro de nada tão contundente. É certo que existe todo um “exagero da liberdade de expressão”, até situações que fogem da realidade, mas o resultado é uma obra-prima.
Porém, o ponto é outro, tenho que enfatizar como esse Alejandro Jodorowsky  é surpreendente!

Segue um pouco da história do cara, conforme o Wikipédia:
Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos, Alejandro Jodorowsky nasceu em Iquique, Chile em 7 de Fevereiro de 1929. Em 1939, mudou-se para  Santiago para estudar na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.
Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.
O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.
Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".
Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de  Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H.R. Giger, Dan O'Bannon e Moebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos porDavid Lynch.
O próximo filme de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.
No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.
Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Oma Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".
É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.

Dos filmes produzidos destaque para  El Topo (1970), que chamou a atenção de John Lennon (Este você confere no link abaixo), e  The Holy Mountain de 1973. Porém, a discografia completa é a seguinte:

1957 – La Cravate
1968 – Fando y Lis
1970 – El Topo
1973 – The Holy Mountain
1980 – Tusk
1989 – Santa Sangre
1990 – The Rainbow Thief

Outro trabalho que merece destaque é a parceira com o quadrinista francês Jean Giraud (o Moebius), a HQ chamada “INCAL”, considerado como uma das mais importantes ficções científicas já publicadas, lançado em edição única pela Devir editora.
História: John Difool é um detetive canastrão que recebe um objeto chamado Incal Branco de um alienígena. O Incal o colocará em uma longa jornada, na qual ele sofrerá a perseguição de alienígenas e de uma seita tecnológica dona do Incal Negro.

Para estar atualizado sobre o trabalho e obra de Jodorowsky, fica a dica do site oficial do artista:
http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/index.htm

As dicas e informações acima são apenas pequenas amostras do trabalho desse artista multimídia que fui coletando na Net. Conselho: procure, pesquise suas obras pois vale a pena.


Anselmo




ALEJANDRO JODOROWSKY - Trabalhos Que Chamaram Nossa Atenção



Nesse final de semana tive a felicidade de ler a série completa da Graphic Novel “Borgia”, com roteiro de  Alejandro Jodorowsky  e desenhos de Milo Manara (este último mestre do desenho erótico). O texto é primoroso e a arte sensacional, de tirar o fôlego. Desde o filme Calígula, não lembro de nada tão contundente. É certo que existe todo um “exagero da liberdade de expressão”, até situações que fogem da realidade, mas o resultado é uma obra-prima.
Porém, o ponto é outro, tenho que enfatizar como esse Alejandro Jodorowsky  é surpreendente!

Segue um pouco da história do cara, conforme o Wikipédia:
Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos, Alejandro Jodorowsky nasceu em Iquique, Chile em 7 de Fevereiro de 1929. Em 1939, mudou-se para  Santiago para estudar na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.
Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.
O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.
Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".
Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de  Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H.R. Giger, Dan O'Bannon e Moebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos porDavid Lynch.
O próximo filme de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.
No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.
Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Oma Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".
É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.

Dos filmes produzidos destaque para  El Topo (1970), que chamou a atenção de John Lennon (Este você confere no link abaixo), e  The Holy Mountain de 1973. Porém, a discografia completa é a seguinte:

1957 – La Cravate
1968 – Fando y Lis
1970 – El Topo
1973 – The Holy Mountain
1980 – Tusk
1989 – Santa Sangre
1990 – The Rainbow Thief

Outro trabalho que merece destaque é a parceira com o quadrinista francês Jean Giraud (o Moebius), a HQ chamada “INCAL”, considerado como uma das mais importantes ficções científicas já publicadas, lançado em edição única pela Devir editora.
História: John Difool é um detetive canastrão que recebe um objeto chamado Incal Branco de um alienígena. O Incal o colocará em uma longa jornada, na qual ele sofrerá a perseguição de alienígenas e de uma seita tecnológica dona do Incal Negro.

Para estar atualizado sobre o trabalho e obra de Jodorowsky, fica a dica do site oficial do artista:
http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/index.htm

As dicas e informações acima são apenas pequenas amostras do trabalho desse artista multimídia que fui coletando na Net. Conselho: procure, pesquise suas obras pois vale a pena.


Anselmo




quinta-feira, 14 de julho de 2011

TUNE FOR TWO - Filme Curta Suéco

Esses caras não param de surpreender, agora também nos Curta-Metragens!



Abaixo o clássico com os Muppets!



Anselmo

TUNE FOR TWO - Filme Curta Suéco

Esses caras não param de surpreender, agora também nos Curta-Metragens!



Abaixo o clássico com os Muppets!



Anselmo

sábado, 21 de maio de 2011

TERRY ZWIGOFF - O Cineasta Underground


Caso voce esteja interessado em filmes interessantes, inteligentes e completamente “sem noção”, procure os trabalhos dirigidos por Terry Zwigoff , cineasta americano nascido em 18 de maio de 1949.

O cara começou sua carreira como diretor com um documentário sobre Howard Amstrong, um bluesman de Chicago, o filme tem o título de Louie Bluie (1985). Após realizar o filme, mudou-se para São Francisco onde conheceu niguém menos que o genial e visionário Robert Crumb, com o qual descobriu uma afinidade musical(ambos coleccionavam música blues), e começou a fazer parte da banda de Crumb, R.Crumb & His Cheap Suit Serenaders. A partir daí começou a trabalhar em seu segundo e melhor filme, Crumb (1994),um documentário baseado em Crumb, que mostrava quase duas décadas da sua vida pessoal e profissional. Nem precisamos falar que esse foi seu primeiro sucesso comercial, sendo procurado até hoje pelos interessados na arte excentrica de Crumb.

Em 2001 trabalhou e realizou o excelente Ghost World, baseado na HQ de Daniel Clowes, que retrata a amizade de duas adolescentes que apresentam certa excentricidade relativamente ao resto da comunidade escolar (foi com esse filme que aprendi que a expressão “Catch the Bus” signfica suicídio). Na sequência tem o “não politicamente correto” Bad Santa (2003), que narra a saga de um Pai Natal fora do comum, que ofendeu várias comunidades pelo seu conteúdo subversivo.

Em 2006, novamente em parceria com Daniel Clowes dirige Art School Confidential, onde relata a vida de um adolescente que aspira ser um conceituado artista plástico, tentando alcançar o caminho para o reconhecimento profissional e de quebra conquistar uma vida amorosa estável. Apesar de não ter sido um sucesso de crítica, o filme conta com boas atuações de John Malkovich e Anjelica Huston.

Caso alguém tenha alguma informação recente de Terry Zwigoff, mande pra gente.

Anselmo







TERRY ZWIGOFF - O Cineasta Underground


Caso voce esteja interessado em filmes interessantes, inteligentes e completamente “sem noção”, procure os trabalhos dirigidos por Terry Zwigoff , cineasta americano nascido em 18 de maio de 1949.

O cara começou sua carreira como diretor com um documentário sobre Howard Amstrong, um bluesman de Chicago, o filme tem o título de Louie Bluie (1985). Após realizar o filme, mudou-se para São Francisco onde conheceu niguém menos que o genial e visionário Robert Crumb, com o qual descobriu uma afinidade musical(ambos coleccionavam música blues), e começou a fazer parte da banda de Crumb, R.Crumb & His Cheap Suit Serenaders. A partir daí começou a trabalhar em seu segundo e melhor filme, Crumb (1994),um documentário baseado em Crumb, que mostrava quase duas décadas da sua vida pessoal e profissional. Nem precisamos falar que esse foi seu primeiro sucesso comercial, sendo procurado até hoje pelos interessados na arte excentrica de Crumb.

Em 2001 trabalhou e realizou o excelente Ghost World, baseado na HQ de Daniel Clowes, que retrata a amizade de duas adolescentes que apresentam certa excentricidade relativamente ao resto da comunidade escolar (foi com esse filme que aprendi que a expressão “Catch the Bus” signfica suicídio). Na sequência tem o “não politicamente correto” Bad Santa (2003), que narra a saga de um Pai Natal fora do comum, que ofendeu várias comunidades pelo seu conteúdo subversivo.

Em 2006, novamente em parceria com Daniel Clowes dirige Art School Confidential, onde relata a vida de um adolescente que aspira ser um conceituado artista plástico, tentando alcançar o caminho para o reconhecimento profissional e de quebra conquistar uma vida amorosa estável. Apesar de não ter sido um sucesso de crítica, o filme conta com boas atuações de John Malkovich e Anjelica Huston.

Caso alguém tenha alguma informação recente de Terry Zwigoff, mande pra gente.

Anselmo







sábado, 12 de março de 2011

127 HORAS - FILME INTENSO E BRILHANTE!

Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).

A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.

Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.

Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.

Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.

Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.

Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.

Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.

Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.

Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.

Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.

Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.


Sandro


127 HORAS - FILME INTENSO E BRILHANTE!

Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).

A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.

Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.

Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.

Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.

Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.

Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.

Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.

Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.

Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.

Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.

Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.


Sandro


domingo, 27 de fevereiro de 2011

OSCAR 2011

A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.

Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?

Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.

São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).

Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.

Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.

Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.

O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.

Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)

Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"

Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"

Abaixo o trailer do vencedor (?).

Sandro



OSCAR 2011

A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.

Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?

Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.

São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).

Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.

Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.

Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.

O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.

Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)

Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"

Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"

Abaixo o trailer do vencedor (?).

Sandro



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

CISNE NEGRO - FILME DE BAILARINA OU TERROR PSICOLÓGICO?


Ainda que tardiamente, usarei este espaço para indicar um filme imperdível que está em cartaz nos cinemas. Como já está na segunda semana de exibição e esta época do ano é repleta de lançamentos, vale a pena correr para assistí-lo logo. Talvez ele até retorne as telas no mês que vem, caso ganhe o Oscar de melhor filme, o que não é impossível de acontecer.

Abri o texto logo com esta recomendação explícita pelo seguinte. Existe o perigo de que Cisne Negro, numa primeira e superficial impressão, passe meio desapercebido por muita gente. Em linhas gerais as sinopses informam que o filme é sobre uma dedicada bailarina que mora com uma mãe dominadora e concorre para encenar o papel principal em "O Lago dos Cisnes".

E aí é preciso deixar algumas coisas claras. Cisne Negro definitivamente não é um filme sobre dança. Cisne Negro não tem nenhuma veia romantica por conta do ballet. Cisne Negro não é um filme fácil. Cisne Negro não tem um final feliz.

Cisne Negro é ótimo.

A personagem Nina é mesmo muito dedicada, chega a ser obcecada pela perfeição. Parte disso pode ser debitado da mãe, uma ex-bailarina que transita da super proteção e torcida pela filha para a inveja em relação ao sucesso da mesma.

Tecnicamente perfeita, Nina seria a escolha óbvia para se tornar a grande estrela da temporada, substituindo a amargurada Beth MacIntyre (Winona Ryder quase irreconhecível). A produção escolhida pelo diretor Thomas Leroy (o excelente Vicent Cassel) é "O Lago dos Cisnes" de Tchaikovski. Considerando que o papel principal exige a interpretação tanto do Cisne Branco quanto do Cisne Negro, Thomas tem dúvidas em escolher Nina para o papel, pois entende que sua técnica apurada atenderia somente ao personagem Cisne Branco. Nina é pressionada ao extremo para se entregar, se soltar, se libertar e conseguir obter o resultado esperado como Cisne Negro. Ela deve lidar com sua falta de sensualidade, sua frieza e sua energia sexual trancafiada dentro de si mesmo.

No meio desse desafio, ainda aparece uma rival, Lily (em boa atuação de Mila Kunis) que completa o quadro de transtorno de Nina e a desestabiliza por completo.

Com uma excelente direção de fotografia (indicada ao Oscar) e mergulhando fundo no drama psicológico de Nina (Natalie Portman ganhará o Oscar), o diretor Darren Aronofsky (também indicado) nos deixa inquietos. Mesmo não havendo cenas de ação, o espectador é atingido em cheio com vários momentos de aflição na poltrona.

Recomendo muito. Principalmente que o filme seja visto no cinema. Se você for baixá-lo na internet para assistir em casa, grande parte desta atmosfera aflitiva será perdida. Vale a pena ver na telona.


Sandro




CISNE NEGRO - FILME DE BAILARINA OU TERROR PSICOLÓGICO?


Ainda que tardiamente, usarei este espaço para indicar um filme imperdível que está em cartaz nos cinemas. Como já está na segunda semana de exibição e esta época do ano é repleta de lançamentos, vale a pena correr para assistí-lo logo. Talvez ele até retorne as telas no mês que vem, caso ganhe o Oscar de melhor filme, o que não é impossível de acontecer.

Abri o texto logo com esta recomendação explícita pelo seguinte. Existe o perigo de que Cisne Negro, numa primeira e superficial impressão, passe meio desapercebido por muita gente. Em linhas gerais as sinopses informam que o filme é sobre uma dedicada bailarina que mora com uma mãe dominadora e concorre para encenar o papel principal em "O Lago dos Cisnes".

E aí é preciso deixar algumas coisas claras. Cisne Negro definitivamente não é um filme sobre dança. Cisne Negro não tem nenhuma veia romantica por conta do ballet. Cisne Negro não é um filme fácil. Cisne Negro não tem um final feliz.

Cisne Negro é ótimo.

A personagem Nina é mesmo muito dedicada, chega a ser obcecada pela perfeição. Parte disso pode ser debitado da mãe, uma ex-bailarina que transita da super proteção e torcida pela filha para a inveja em relação ao sucesso da mesma.

Tecnicamente perfeita, Nina seria a escolha óbvia para se tornar a grande estrela da temporada, substituindo a amargurada Beth MacIntyre (Winona Ryder quase irreconhecível). A produção escolhida pelo diretor Thomas Leroy (o excelente Vicent Cassel) é "O Lago dos Cisnes" de Tchaikovski. Considerando que o papel principal exige a interpretação tanto do Cisne Branco quanto do Cisne Negro, Thomas tem dúvidas em escolher Nina para o papel, pois entende que sua técnica apurada atenderia somente ao personagem Cisne Branco. Nina é pressionada ao extremo para se entregar, se soltar, se libertar e conseguir obter o resultado esperado como Cisne Negro. Ela deve lidar com sua falta de sensualidade, sua frieza e sua energia sexual trancafiada dentro de si mesmo.

No meio desse desafio, ainda aparece uma rival, Lily (em boa atuação de Mila Kunis) que completa o quadro de transtorno de Nina e a desestabiliza por completo.

Com uma excelente direção de fotografia (indicada ao Oscar) e mergulhando fundo no drama psicológico de Nina (Natalie Portman ganhará o Oscar), o diretor Darren Aronofsky (também indicado) nos deixa inquietos. Mesmo não havendo cenas de ação, o espectador é atingido em cheio com vários momentos de aflição na poltrona.

Recomendo muito. Principalmente que o filme seja visto no cinema. Se você for baixá-lo na internet para assistir em casa, grande parte desta atmosfera aflitiva será perdida. Vale a pena ver na telona.


Sandro




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A REDE SOCIAL - A SENSACIONAL HISTÓRIA DO FACEBOOK

Este blog não tem muita vocação para escrever sobre o que está na grande mídia. Nada de preconceito tolo ou vontade de ser underground, o fato é quando determinado assunto já esta devidamente esmiuçado por veículos profissionais, não vale a pena escrever mais do mesmo por aqui.

Claro que temos exceções, a maioria relacionadas a cinema e elas geralmente aparecem quando me deparo com obras em que sinto a obrigação de recomendar. Portanto, não é uma resenha. Apenas uma recomendação.

Você que está lendo estas linhas sabe muito bem da importância que as redes sociais adquiriram na nossa rotina diária. Seja o "tosco e brasileiro" Orkut, o "networking" Linkedin, o "velho" My Space, a "febre" Twitter ou o gigante Facebook. E justamente sobre este último, tivemos a estréia sexta-feira passada de "A Rede Social".

O filme tem a assinatura de David Fincher, diretor de "O Curioso Caso de Benjamin Button", "Zodíaco", "Clube da Luta" (incrivelmente ainda sem um post por aqui) e "Seven". Considero Fincher um ótimo cineasta, daqueles que merecem uma ida ao cinema independente do trabalho, porque geralmente vem coisa boa. Este caso confirma esta impressão.

Baseado no livro "Bilionários por Acaso" de Ben Mezrich, o filme narra a história do mais relevante site de relacionamentos do mundo desde o momento de sua criação até o embate judicial enfrentado pelo seu presidente Mark Zuckerberg (o bilionário mais jovem do planeta) em dois processos buscando gordas indenizações que correram em paralelo, sendo uma movida pelo seu ex-sócio Eduardo Saverin que alegava ter sido passado para trás durante o crescimento do negócio e outra por três estudantes da mesma faculdade (Harvard) que alegavam que Mark roubou deles a ideia do site.

Não espere ação nenhuma no filme. O que segura a obra é o roteiro primoroso de diálogos rápidos e muito bem escritos. Conhecemos os extremos da falta de ambição e da megalomania de Zuckerberg. Numa visão mais simplista, podemos considerá-lo extremamente frio e calculista, mas acho que muito do que se transformou sua vida deve-se justamente a sua dificuldade em se relacionar com as pessoas e este é um dos granes pontos do filme na minha opinião. Não dá para sair odiando o cara, até porque os argumentos dos caras que o processam ora parecem sólidos e ora muito frágeis, dependendo do ponto de vista de cada um que assiste.

Vale um destaque para o personagem Sean Parker, co-fundador do Napster e que ajudou na explosão do Facebook tendo participação nas ações do site até hoje. Em certo momento Justin Timberlake que interpreta Sean (corretamente, diga-se) manda algo assim: "Eu estou falido, mas acabei com a indústria fonográfica". Muito bom.

Outra curiosidade interessante é que o responsável pela trilha sonora foi ninguém menos que Trent Reznor (vocalista do Nine Inch Nails), o que dispensa mais comentários sobre esta parte.

Também ressalto a excelente atuação de Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg.

Enfim, este post é mais para dizer que você ligado em Internet e em cinema não deve perder este filme por nada. Grande obra que relata um período fundamental desta constante revolução digital que vivemos diariamente.


Sandro



A REDE SOCIAL - A SENSACIONAL HISTÓRIA DO FACEBOOK

Este blog não tem muita vocação para escrever sobre o que está na grande mídia. Nada de preconceito tolo ou vontade de ser underground, o fato é quando determinado assunto já esta devidamente esmiuçado por veículos profissionais, não vale a pena escrever mais do mesmo por aqui.

Claro que temos exceções, a maioria relacionadas a cinema e elas geralmente aparecem quando me deparo com obras em que sinto a obrigação de recomendar. Portanto, não é uma resenha. Apenas uma recomendação.

Você que está lendo estas linhas sabe muito bem da importância que as redes sociais adquiriram na nossa rotina diária. Seja o "tosco e brasileiro" Orkut, o "networking" Linkedin, o "velho" My Space, a "febre" Twitter ou o gigante Facebook. E justamente sobre este último, tivemos a estréia sexta-feira passada de "A Rede Social".

O filme tem a assinatura de David Fincher, diretor de "O Curioso Caso de Benjamin Button", "Zodíaco", "Clube da Luta" (incrivelmente ainda sem um post por aqui) e "Seven". Considero Fincher um ótimo cineasta, daqueles que merecem uma ida ao cinema independente do trabalho, porque geralmente vem coisa boa. Este caso confirma esta impressão.

Baseado no livro "Bilionários por Acaso" de Ben Mezrich, o filme narra a história do mais relevante site de relacionamentos do mundo desde o momento de sua criação até o embate judicial enfrentado pelo seu presidente Mark Zuckerberg (o bilionário mais jovem do planeta) em dois processos buscando gordas indenizações que correram em paralelo, sendo uma movida pelo seu ex-sócio Eduardo Saverin que alegava ter sido passado para trás durante o crescimento do negócio e outra por três estudantes da mesma faculdade (Harvard) que alegavam que Mark roubou deles a ideia do site.

Não espere ação nenhuma no filme. O que segura a obra é o roteiro primoroso de diálogos rápidos e muito bem escritos. Conhecemos os extremos da falta de ambição e da megalomania de Zuckerberg. Numa visão mais simplista, podemos considerá-lo extremamente frio e calculista, mas acho que muito do que se transformou sua vida deve-se justamente a sua dificuldade em se relacionar com as pessoas e este é um dos granes pontos do filme na minha opinião. Não dá para sair odiando o cara, até porque os argumentos dos caras que o processam ora parecem sólidos e ora muito frágeis, dependendo do ponto de vista de cada um que assiste.

Vale um destaque para o personagem Sean Parker, co-fundador do Napster e que ajudou na explosão do Facebook tendo participação nas ações do site até hoje. Em certo momento Justin Timberlake que interpreta Sean (corretamente, diga-se) manda algo assim: "Eu estou falido, mas acabei com a indústria fonográfica". Muito bom.

Outra curiosidade interessante é que o responsável pela trilha sonora foi ninguém menos que Trent Reznor (vocalista do Nine Inch Nails), o que dispensa mais comentários sobre esta parte.

Também ressalto a excelente atuação de Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg.

Enfim, este post é mais para dizer que você ligado em Internet e em cinema não deve perder este filme por nada. Grande obra que relata um período fundamental desta constante revolução digital que vivemos diariamente.


Sandro



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CINEMA NACIONAL - Reflexões de um Liquidificador, Como Esquecer & O Homem do Futuro,


O “post” de hoje é sobre cinema, mais precisamente sobre dois lançamentos de 2010, e uma produção prevista para 2011, as quais gostaria de comentar.

Quanto as duas primeiras, temos “Reflexões de Um Liquidificador”. Um misto de policial e comédia, o filme que tem um eletrodoméstico e uma taxidermista como protagonistas.

A história é narrada por um liquidificador (voz de Selton Mello), um aparelho antigo que habita a cozinha de Elvira (Ana Lucia Torre). O filme começa com Elvira prestando queixa em uma delegacia contra o desaparecimento do marido. Não tarda muito para que este mistério – que alguns poderiam crer ser o centro da trama – ser solucionado. Basta que a dona de casa retorne ao lar, sob suspeita de assassinato, para que o público deduza o que aconteceu.

Com direção de André Klotzel , o filme desperta a curiosidade do espectador que admira o trabalho de Selton Mello.


Ainda em 2010 temos o novo trabalho de Ana Paula Arósio, “Como Esquecer”, o segundo filme da cineasta Malu de Martino. Baseado no livro de Myriam Capello, a película tem como base os sentimentos universais, como a perda de um grande amor, a amizade, o recomeço. Ana Paula interpreta Júlia, uma professora de literatura inglesa que tenta reconstruir sua vida após um longo namoro com Antônia. Na trama, o ator Murilo Rosa também interpreta um homossexual, que contribui para amenizar o clima depressivo que envolve a perda de um grande amor.

Em agosto desse ano iniciaram as filmagens de “O Homem do Futuro”, longa-metragem estrelado pelo ator Wagner Moura e roteiro/direção de Claudio Torres. O elenco também conta com os atores Fernando Ceylão, Maria Luisa Mendonça e Gabriel Braga Nunes.

O filme conta a história de Zero (Moura), um cientista que, acidentalmente, consegue voltar ao passado e tem a chance de reconquistar Helena, a mulher amada vivida pela atriz Alinne Moraes, e dar outro rumo a sua vida. Porém, quando retorna ao presente, ele descobre que seu futuro não é nada agradável. Para corrigir as coisas, a solução é voltar novamente ao passado e corrigir o erro cometido por ele mesmo.

Confiram os “trailers” abaixo.

Anselmo







CINEMA NACIONAL - Reflexões de um Liquidificador, Como Esquecer & O Homem do Futuro,


O “post” de hoje é sobre cinema, mais precisamente sobre dois lançamentos de 2010, e uma produção prevista para 2011, as quais gostaria de comentar.

Quanto as duas primeiras, temos “Reflexões de Um Liquidificador”. Um misto de policial e comédia, o filme que tem um eletrodoméstico e uma taxidermista como protagonistas.

A história é narrada por um liquidificador (voz de Selton Mello), um aparelho antigo que habita a cozinha de Elvira (Ana Lucia Torre). O filme começa com Elvira prestando queixa em uma delegacia contra o desaparecimento do marido. Não tarda muito para que este mistério – que alguns poderiam crer ser o centro da trama – ser solucionado. Basta que a dona de casa retorne ao lar, sob suspeita de assassinato, para que o público deduza o que aconteceu.

Com direção de André Klotzel , o filme desperta a curiosidade do espectador que admira o trabalho de Selton Mello.


Ainda em 2010 temos o novo trabalho de Ana Paula Arósio, “Como Esquecer”, o segundo filme da cineasta Malu de Martino. Baseado no livro de Myriam Capello, a película tem como base os sentimentos universais, como a perda de um grande amor, a amizade, o recomeço. Ana Paula interpreta Júlia, uma professora de literatura inglesa que tenta reconstruir sua vida após um longo namoro com Antônia. Na trama, o ator Murilo Rosa também interpreta um homossexual, que contribui para amenizar o clima depressivo que envolve a perda de um grande amor.

Em agosto desse ano iniciaram as filmagens de “O Homem do Futuro”, longa-metragem estrelado pelo ator Wagner Moura e roteiro/direção de Claudio Torres. O elenco também conta com os atores Fernando Ceylão, Maria Luisa Mendonça e Gabriel Braga Nunes.

O filme conta a história de Zero (Moura), um cientista que, acidentalmente, consegue voltar ao passado e tem a chance de reconquistar Helena, a mulher amada vivida pela atriz Alinne Moraes, e dar outro rumo a sua vida. Porém, quando retorna ao presente, ele descobre que seu futuro não é nada agradável. Para corrigir as coisas, a solução é voltar novamente ao passado e corrigir o erro cometido por ele mesmo.

Confiram os “trailers” abaixo.

Anselmo







segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SE BEBER, NÃO CASE - The Hangover


Confesso que nesse final de semana prolongado, devido ao feriado, estou no maior “bode”. Não tinha muita idéia do que escrever, até que , por indicação de amigos, decidi assistir a comédia “Se Beber, Não Case”(The Hangover).

O filme conta a história de três amigos que vão para a cidade de Las Vegas para uma festa de despedida de solteiro. Porém, devido a uma ironia do destino, perdem o noivo a apenas 40 horas do início da cerimônia. No dia seguinte, todos os amigos estão de ressaca e, conseqüentemente, ninguém se lembra do que aconteceu. Para encontrar o noivo desaparecido, os três amigos terão reconstituir os passos da noite anterior, descobrir em que momento as coisas ficaram nebulosas, e de preferência, levar Doug de volta a Los Angeles a tempo para o casamento. O problema é que, quanto mais eles descobrem, mais percebem o quanto estão encrencados.

O fato de ter um elenco desconhecido, é um adicional, um charme para essa comédia que liderou as bilheterias norte-americanas nas primeiras semanas de exibição, com boa arrecadação.

Depois desse filme, vou conferir os outros trabalhos do diretor Todd Phillips, como “Dias Incriveis”, e o mais recente “Um Parto de Viagem”.

Confira o trailer abaixo (Uma dica, assista o filme até os créditos finais).

Anselmo


SE BEBER, NÃO CASE - The Hangover


Confesso que nesse final de semana prolongado, devido ao feriado, estou no maior “bode”. Não tinha muita idéia do que escrever, até que , por indicação de amigos, decidi assistir a comédia “Se Beber, Não Case”(The Hangover).

O filme conta a história de três amigos que vão para a cidade de Las Vegas para uma festa de despedida de solteiro. Porém, devido a uma ironia do destino, perdem o noivo a apenas 40 horas do início da cerimônia. No dia seguinte, todos os amigos estão de ressaca e, conseqüentemente, ninguém se lembra do que aconteceu. Para encontrar o noivo desaparecido, os três amigos terão reconstituir os passos da noite anterior, descobrir em que momento as coisas ficaram nebulosas, e de preferência, levar Doug de volta a Los Angeles a tempo para o casamento. O problema é que, quanto mais eles descobrem, mais percebem o quanto estão encrencados.

O fato de ter um elenco desconhecido, é um adicional, um charme para essa comédia que liderou as bilheterias norte-americanas nas primeiras semanas de exibição, com boa arrecadação.

Depois desse filme, vou conferir os outros trabalhos do diretor Todd Phillips, como “Dias Incriveis”, e o mais recente “Um Parto de Viagem”.

Confira o trailer abaixo (Uma dica, assista o filme até os créditos finais).

Anselmo


terça-feira, 12 de outubro de 2010

ENCONTROS E DESENCONTROS - Filme & Música


Enquanto nosso bravo blogueiro Sandro está se recuperando da maratona SWU, eu vou comentar de mais um filme “legal” que tive o prazer de assistir nesse feriadão, “Encontros e Desencontros” (Lost In Translation).

Filme de 2003,com direção de Sofia Coppola, conta a história de um ator de meia-idade (Bob Harris, interpretado por Bill Murray) que está em Toquio para filmar uma série de comerciais para uma marca de Whisky. Casado, sua vida comjugal entrou numa fase entediante, e toda essa chatisse está atormentando seu dia-a-dia.No hotel em que está hospedado, conhece Charlotte (Scarlett Johansson), que devido ao fato de seu marido ter de trabalhar em outras cidades do Japão, também se sente sozinha. Após se conhecerem, começam a passar momentos juntos, e entre os dois começa a se estabelecer uma relação de forte amizade, que vai se fortalecendo a cada dia.

Pra variar, o grande lance do filme também é a trilha sonora, a qual conta com canções de My Bloody Valentine , Air, The Jesus and Mary Chain, Kevin Shields, Girls, dentre outros.

A fotografia do filme é belíssima, proporcionando imagens de rara beleza natural, não muito notada nos dias de hoje. A relação entre as culturas ocidental e oriental beira a diversão e o stress, muito bem retratado. Vide que ganhou o Oscar com melhor roteiro original de 2004 (apesar que esse prêmio é questionável).

Podem conferir que vale a pena, segue trailer.



Anselmo



ENCONTROS E DESENCONTROS - Filme & Música


Enquanto nosso bravo blogueiro Sandro está se recuperando da maratona SWU, eu vou comentar de mais um filme “legal” que tive o prazer de assistir nesse feriadão, “Encontros e Desencontros” (Lost In Translation).

Filme de 2003,com direção de Sofia Coppola, conta a história de um ator de meia-idade (Bob Harris, interpretado por Bill Murray) que está em Toquio para filmar uma série de comerciais para uma marca de Whisky. Casado, sua vida comjugal entrou numa fase entediante, e toda essa chatisse está atormentando seu dia-a-dia.No hotel em que está hospedado, conhece Charlotte (Scarlett Johansson), que devido ao fato de seu marido ter de trabalhar em outras cidades do Japão, também se sente sozinha. Após se conhecerem, começam a passar momentos juntos, e entre os dois começa a se estabelecer uma relação de forte amizade, que vai se fortalecendo a cada dia.

Pra variar, o grande lance do filme também é a trilha sonora, a qual conta com canções de My Bloody Valentine , Air, The Jesus and Mary Chain, Kevin Shields, Girls, dentre outros.

A fotografia do filme é belíssima, proporcionando imagens de rara beleza natural, não muito notada nos dias de hoje. A relação entre as culturas ocidental e oriental beira a diversão e o stress, muito bem retratado. Vide que ganhou o Oscar com melhor roteiro original de 2004 (apesar que esse prêmio é questionável).

Podem conferir que vale a pena, segue trailer.



Anselmo



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