Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).
A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.
Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.
Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.
Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.
Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.
Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.
Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.
Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.
Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.
Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.
Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.
Sandro
minervapop
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sábado, 12 de março de 2011
127 HORAS - FILME INTENSO E BRILHANTE!
Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).
A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.
Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.
Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.
Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.
Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.
Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.
Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.
Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.
Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.
Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.
Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.
Sandro
A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.
Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.
Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.
Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.
Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.
Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.
Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.
Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.
Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.
Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.
Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.
Sandro
domingo, 27 de fevereiro de 2011
OSCAR 2011
A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
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OSCAR 2011
A gente já escreveu outras vezes aqui no blog que não nos ligamos muito nesta história de Oscar. Só que eu confesso que já fui viciado na coisa. Durante anos eu acompanhava toda a expectativa pelos indicados, prestava muita atenção nas principais apostas e assistia a chatíssima cerimônia do começo ao fim.
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
Desencanei disso já faz algum tempo. Só que também não dá para ignorar o evento e reduzí-lo a algo sem importância e meramente comercial. Soa pedante, né?
Este ano voltei a me interessar mais sobre a premiação. Talvez pelo fato de ter visto praticamente tudo o que está na disputa, mas principalmente porque entre os finalistas estão quatro filmes dos quais eu gostei muito mesmo.
São eles: A Origem (post aqui), A Rede Social (post aqui), Cisne Negro (post aqui) e 127 Horas (post nos próximos dias).
Logo depois que saiu a lista dos indicados, a "A Rede Social" de David Fincher era tido como favorito, o que eu achei normal. Porém de lá para cá, as apostas dão conta que o provável vencedor do prêmio de melhor filme seria na verdade "O Discurso do Rei", filme inglês do diretor Tom Hopper.
Gostei muito de "O Discurso do Rei". É um filme muito bonito. Até aproveito a ocasião para recomendá-lo, já que não vou escrever um post específico sobre ele. Para aqueles que valorizam atuações soberbas e perfeitas, é um deleite. Os atores dão um show. Colin Firth (provável vencedor do Oscar), Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush estão sensacionais.
Mas definitivamente este não é o meu filme predileto.
O resultado sai daqui a pouco, mesmo assim faço um exercício com minhas preferências pautadas em critérios absolutamente pessoais.
Filme:
1) Cisne Negro
2) A Rede Social
3) A Origem
4) 127 Horas
5) Ilha do Medo (nem está indicado)
Diretor:
1) Chris Nolan por "A Origem" (nem está indicado)
2) Martin Scorsese por "Ilha do Medo" (nem está indicado)
3) David Fincher por "A Rede Social"
4) Danny Boyle por "127 Horas" (nem está indicado)
5) Darren Aronofsky por "Cisne Negro"
Ator e Atriz:
Gostei tanto destas duas atuações e achei que eles sobraram de uma forma que nem vale fazer lista.
1) Colin Firth por "O Discurso do Rei"
1) Natalie Portman por "Cisne Negro"
Abaixo o trailer do vencedor (?).
Sandro
Marcadores:
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
EXTERMÍNIO - TERROR MODERNO DE DANNY BOYLE
No mundo globalizado em que vivemos, onde a informação está cada dia mais acessível e fica a um toque do mouse, percebo que a premiação do Oscar perde cada vez mais relevância para o resto do mundo (fora os EUA). Porém apesar de decadente, não podemos negar que ganhar um Oscar têm sim, o seu glamour e importância, merecendo o meu respeito aos ganhadores.Quem acompanhou a festa este ano, viu o filme "Quem Quer Ser um Milionário" levar 8 estatuetas, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para o inglês Danny Boyle.
Danny Boyle começou sua carreira em 1994 na Inglaterra com um filme muito bom chamado "Cova Rasa" para depois em 1996 estourar com o cult absoluto Trainspotting, baseado na obra de Irvine Welsh. Futuro promissor, o cara foi para os EUA e fez o fraco "Por Uma Vida Menos Ordinária" (1997) e o controverso (fracasso de crítica) "A Praia" (2000). Ficou meio queimado e acabou voltando para a Inglaterra, onde em 2002 dirigiu um filme que apesar do baixo orçamento, é fantástico.
Falo de "Extermínio".
Assisti este filme no cinema na época do lançamento, já levado pela admiração com o trabalho de Boyle e desde então tornei-me um fã. Recomendo-o frequentemente a amigos e de vez em quando pego o DVD que tenho em casa para vê-lo de novo.
Numa primeira olhada, principalmente se você pegar a capa na locadora ou ler a sinopse oficial pode até parecer mais um destes filmes de terror com zumbis matando um monte de gente, onde sempre aparece algum herói dotado de habilidades diferenciadas para confrontar os monstros e fazer com que tudo acabe bem.
Mas não. Aqui não tem herói fortão não. O personagem principal é Jim (vivido pelo raquítico Cillian Murphy), que desperta de um coma 28 dias após (nome original é "28 Days Later") um terrível acontecimento em Londres. Quando ele acorda, percebe que está sozinho no hospital e saindo para a rua vê também que está sozinho na cidade. Londres está deserta! Aliás deve ter sido um puta trampo fazer a filmagem das ruas todas paradas e sem ninguém (estilo a São Paulo detonada de "Ensaio Sobre a Cegueira").
Logo ele se depara com uns zumbis que tentam matá-lo. Sem saber o que está acontecendo, ele é salvo por Selena que após livrar sua pele, explica que a cidade foi evacuada, pois 28 dias atrás um grupo de ativistas libertou macacos infectados com um vírus letal que é transmitido pelo sangue e que foi se espalhando por Londres até a situação ficar fora de controle. Só restaram os infectados e eles (será?).
Jim então precisa aprender a se adaptar a nova situação e torna-se parceiro de Selena (que tem uma visão muito mais individualista). Eles encontram mais dois sobreviventes num abrigo todo especial (não conto quem para não estragar) e em determinado momento recebem um sinal de rádio vindo de Manchester, com a informação de que lá havia uma patrulha do exército que estava controlando a situação e tornado esta cidade um local seguro. A mensagem dizia "Venham para Manchester". Esta transmissão era repetida várias vezes e nunca atualizada.
Então, como saber quando ela havia sido gravada? Com saber se era verdadeira? Será que eram pessoas realmente do exército? E aí, ficar e viver se escondendo dos infectados ou tentar a sorte numa arriscada viagem até Manchester? Eles tomam uma decisão cujos desdobramentos são imprevisíveis, cruéis e chocantes, o que torna o filme ainda mais bacana.
Já contei demais. Fica a dica. Se não viu vai assistir que vale a pena. Se viu, compartilhe conosco sua opinião. Sei que o filme não é uma unanimidade, mas é na minha opinião trata-se de um trabalho brilhante do Danny Boyle pré Oscar.
Depois disso, Boyle filmou "Caiu do Céu" (2004) e "Sunshine" (2007), que eu não opino pois não assisti, até chegar na consagração mundial com o bom "Quem Quer Ser um Milionário". Li recentemente que planeja filmar a parte 3 de "Extermínio" (a parte 2 foi dirigida por Juan Carlos Fresnadilo e é mais fraca). Vamos ver.
Sandro
EXTERMÍNIO - TERROR MODERNO DE DANNY BOYLE
No mundo globalizado em que vivemos, onde a informação está cada dia mais acessível e fica a um toque do mouse, percebo que a premiação do Oscar perde cada vez mais relevância para o resto do mundo (fora os EUA). Porém apesar de decadente, não podemos negar que ganhar um Oscar têm sim, o seu glamour e importância, merecendo o meu respeito aos ganhadores.Quem acompanhou a festa este ano, viu o filme "Quem Quer Ser um Milionário" levar 8 estatuetas, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para o inglês Danny Boyle.
Danny Boyle começou sua carreira em 1994 na Inglaterra com um filme muito bom chamado "Cova Rasa" para depois em 1996 estourar com o cult absoluto Trainspotting, baseado na obra de Irvine Welsh. Futuro promissor, o cara foi para os EUA e fez o fraco "Por Uma Vida Menos Ordinária" (1997) e o controverso (fracasso de crítica) "A Praia" (2000). Ficou meio queimado e acabou voltando para a Inglaterra, onde em 2002 dirigiu um filme que apesar do baixo orçamento, é fantástico.
Falo de "Extermínio".
Assisti este filme no cinema na época do lançamento, já levado pela admiração com o trabalho de Boyle e desde então tornei-me um fã. Recomendo-o frequentemente a amigos e de vez em quando pego o DVD que tenho em casa para vê-lo de novo.
Numa primeira olhada, principalmente se você pegar a capa na locadora ou ler a sinopse oficial pode até parecer mais um destes filmes de terror com zumbis matando um monte de gente, onde sempre aparece algum herói dotado de habilidades diferenciadas para confrontar os monstros e fazer com que tudo acabe bem.
Mas não. Aqui não tem herói fortão não. O personagem principal é Jim (vivido pelo raquítico Cillian Murphy), que desperta de um coma 28 dias após (nome original é "28 Days Later") um terrível acontecimento em Londres. Quando ele acorda, percebe que está sozinho no hospital e saindo para a rua vê também que está sozinho na cidade. Londres está deserta! Aliás deve ter sido um puta trampo fazer a filmagem das ruas todas paradas e sem ninguém (estilo a São Paulo detonada de "Ensaio Sobre a Cegueira").
Logo ele se depara com uns zumbis que tentam matá-lo. Sem saber o que está acontecendo, ele é salvo por Selena que após livrar sua pele, explica que a cidade foi evacuada, pois 28 dias atrás um grupo de ativistas libertou macacos infectados com um vírus letal que é transmitido pelo sangue e que foi se espalhando por Londres até a situação ficar fora de controle. Só restaram os infectados e eles (será?).
Jim então precisa aprender a se adaptar a nova situação e torna-se parceiro de Selena (que tem uma visão muito mais individualista). Eles encontram mais dois sobreviventes num abrigo todo especial (não conto quem para não estragar) e em determinado momento recebem um sinal de rádio vindo de Manchester, com a informação de que lá havia uma patrulha do exército que estava controlando a situação e tornado esta cidade um local seguro. A mensagem dizia "Venham para Manchester". Esta transmissão era repetida várias vezes e nunca atualizada.
Então, como saber quando ela havia sido gravada? Com saber se era verdadeira? Será que eram pessoas realmente do exército? E aí, ficar e viver se escondendo dos infectados ou tentar a sorte numa arriscada viagem até Manchester? Eles tomam uma decisão cujos desdobramentos são imprevisíveis, cruéis e chocantes, o que torna o filme ainda mais bacana.
Já contei demais. Fica a dica. Se não viu vai assistir que vale a pena. Se viu, compartilhe conosco sua opinião. Sei que o filme não é uma unanimidade, mas é na minha opinião trata-se de um trabalho brilhante do Danny Boyle pré Oscar.
Depois disso, Boyle filmou "Caiu do Céu" (2004) e "Sunshine" (2007), que eu não opino pois não assisti, até chegar na consagração mundial com o bom "Quem Quer Ser um Milionário". Li recentemente que planeja filmar a parte 3 de "Extermínio" (a parte 2 foi dirigida por Juan Carlos Fresnadilo e é mais fraca). Vamos ver.
Sandro
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