Feldberg, direto da Islandia, segue um aperitivo pra quem gosta de vocal feminino. Depois deixo um "post" específico.
minervapop
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quarta-feira, 2 de março de 2011
FELDBERG - Pra Quem Gosta de Belle & Sebastian
Feldberg, direto da Islandia, segue um aperitivo pra quem gosta de vocal feminino. Depois deixo um "post" específico.
terça-feira, 1 de março de 2011
DELOREAN - Sintetizadores e Guitarras
Delorean é uma banda de som alternativo formada em 2000, em Zarautz, uma cidade localizada em território basco. Formado pelo vocalista e baixista Ekhi Lopetegi, o guitarrista Tomas Palomo, o tecladista Unai Lazcano, e o baterista Igor Escudeo.
Com o nome da banda inspirado no filme “De Volta Para o Futuro”, o grupo lançou um EP e dois álbuns de estúdio entre 2004 e 2006, com pouca repercussão na mídia especializada. Em 2007, Palomo deixou a banda e foi substituído por Guillermo Astrain. A partir daí o grupo acaba mudando para a cidade de Barcelona, onde começaram a se dedicar em composições e produção utilizando programas de computador.
Cada vez mais aprimorando a criatividade e buscando novas possibilidades artisticas, a banda criou seu próprio clube chamado “Desparrame”, onde criaram remixes de músicas do Cold Cave e Franz Ferdinand , o que deu Delorean exposição no cenário musical.
Após participação bem sucedida para o festival SXSW 2007 em Austin (Texas) a banda lançou “Transatlântico KK”, uma variação do segundo álbum de estúdio “Into the Plateau”, pelo selo New Simple Social de Nova York.
Com o EP “Ayrton Senna” lançado em 2009, a banda excursionou com os grupos suecos jj e Miike Snow. Em 2010, Delorean lançou seu terceiro álbum, “Subiza”, e garantiu um contrato de distribuição mundial, pelo selo True Panther Sounds.
A sonoridade do Delorean é obscura, com sintetizadores e guitarras criando uma atmosféra ritmica e dançante. O som é muito bom, confira na sequencia.
Anselmo
DELOREAN - Sintetizadores e Guitarras
Delorean é uma banda de som alternativo formada em 2000, em Zarautz, uma cidade localizada em território basco. Formado pelo vocalista e baixista Ekhi Lopetegi, o guitarrista Tomas Palomo, o tecladista Unai Lazcano, e o baterista Igor Escudeo.
Com o nome da banda inspirado no filme “De Volta Para o Futuro”, o grupo lançou um EP e dois álbuns de estúdio entre 2004 e 2006, com pouca repercussão na mídia especializada. Em 2007, Palomo deixou a banda e foi substituído por Guillermo Astrain. A partir daí o grupo acaba mudando para a cidade de Barcelona, onde começaram a se dedicar em composições e produção utilizando programas de computador.
Cada vez mais aprimorando a criatividade e buscando novas possibilidades artisticas, a banda criou seu próprio clube chamado “Desparrame”, onde criaram remixes de músicas do Cold Cave e Franz Ferdinand , o que deu Delorean exposição no cenário musical.
Após participação bem sucedida para o festival SXSW 2007 em Austin (Texas) a banda lançou “Transatlântico KK”, uma variação do segundo álbum de estúdio “Into the Plateau”, pelo selo New Simple Social de Nova York.
Com o EP “Ayrton Senna” lançado em 2009, a banda excursionou com os grupos suecos jj e Miike Snow. Em 2010, Delorean lançou seu terceiro álbum, “Subiza”, e garantiu um contrato de distribuição mundial, pelo selo True Panther Sounds.
A sonoridade do Delorean é obscura, com sintetizadores e guitarras criando uma atmosféra ritmica e dançante. O som é muito bom, confira na sequencia.
Anselmo
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
BELLE AND SEBASTIAN NO BRASIL - Como foi o show
Viva o ecletismo! (leia aqui) Saímos de um post sobre a lenda punk Jello Biafra (post aqui) e caimos direto para a banda mais "fofa" do mundo, o Belle and Sebastian.
Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.
Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.
Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....
Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).
Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.
Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"
Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?
Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.
Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.
Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")
Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")
E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.
Sandro
Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.
Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.
Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....
Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).
Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.
Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"
Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?
Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.
Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.
Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")
Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")
E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.
Sandro
BELLE AND SEBASTIAN NO BRASIL - Como foi o show
Viva o ecletismo! (leia aqui) Saímos de um post sobre a lenda punk Jello Biafra (post aqui) e caimos direto para a banda mais "fofa" do mundo, o Belle and Sebastian.
Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.
Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.
Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....
Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).
Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.
Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"
Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?
Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.
Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.
Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")
Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")
E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.
Sandro
Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.
Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.
Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....
Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).
Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.
Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"
Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?
Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.
Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.
Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")
Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")
E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.
Sandro
sexta-feira, 14 de maio de 2010
CAMERA OBSCURA - Como foi bom descobrir esta banda e como será ruim não ir ao show...
Bom, todos nós que somos fanáticos por música, sabemos que por mais que estejamos atualizados e tentemos nos manter antenados com as novidades, sempre vai aparecer alguma coisa desconhecida que a gente acaba se perguntando “Por que eu não descobri isso antes?”.
Sandro
Esta sensação é freqüente e inclusive uma das razões que motivou a criação deste blog. Queremos compartilhar coisas que gostamos e que muitas vezes são de conhecimento público, mas em outros casos ainda precisam ser descobertas, não só pelos leitores do blog, mas por nós mesmos.
O post de hoje é sobre uma banda que suscita a pergunta citada acima. Não sei quantos de vocês conhecem a banda chamada Camera Obscura. Eu particularmente passei muito tempo lendo referências aqui e ali, mas nunca prestei realmente atenção. Quase que invariavelmente os comentários relacionavam o som deles ao Belle and Sebastian (que adoro, leia aqui), mas sinceramente, eu só sabia que apesar do que o nome possa sugerir, a banda era gringa e não tinha idéia nem do país de origem.
Até que um dia a história mudou. Foi no começo do ano passado, quando eu estava numa destas livrarias mega-stores aqui de SP e me deparei com um cd da Camera Obscura na prateleira. Movido pelas boas indicações e curiosidade, coloquei-o para rolar naqueles leitores que mostram os primeiros 30 segundos de cada música.
Sabe aquele lance de amor a primeira vista (no caso ouvida)? Então, foi imediato. Que voz maravilhosa, que melodia linda. Por que eu ainda não tinha ouvido aquilo antes?
O disco em questão era "Let's Get Out of This Country" (de 2006) e eu o comprei no ato. Quando o ouvi por inteiro, comprovei a primeira impressão. O som era ótimo. Á partir daí fui atrás de mais informações e descobri que aquele era o terceiro trabalho da Camera Obscura. Peguei os dois primeiros na internet, "Biggest Bluest Hi Fi" (de 2002) e "Underachievers Please Try Harder" (de 2003) e claro, eram tão bons quanto eu pensava.
Uns meses depois, ainda em 2009, saiu "My Maudlin Career", que eu também descolei de pronto e adorei (quase entrou na minha lista de favoritos, aqui).
Compensei a bobeada, virando fã e ouvindo sempre. Mas agora, em 2010, eis que um novo vacilo envolvendo a Camera Obscura rola comigo.
Fiquei sabendo tardiamente que a banda se apresentaria em São Paulo, já em maio, dia 27. Tardiamente, porque a notícia já chegou para mim com a informação de que os ingressos estavam esgotados. Conformado, durante o último sábado, li no twitter deles que devido a grande procura, haveria um show extra, marcado para o dia 26. Na mensagem eles pediam para divulgarmos a novidade, o que fiz de imediato via twitter também. Diziam que os novos ingressos estariam disponíveis no site Ingresso Rápido á partir da segunda-feira.
Pensei, que bom, não vou vou perder o show! Porém, devido ao meu relaxo nem prestei atenção onde seria a balada e vi apenas que seria dentro de um festival chamado Whisky Festival. O fato é que o local escolhido foi o Stúdio SP, lá na Augusta. Para quem conhece, já dá para imaginar o que aconteceu, né? Os 400 ingressos colocados a disposição se esgotaram no mesmo dia (soube depois que da primeira vez foi em 1 hora) e eu que demorei para ir atrás, fiquei sem o meu.
Bom, mas sem mais lamentações, deixo vocês com este delicioso som e recomendo muito. Quem sabe, você não se faz a mesma pergunta do início deste texto?
Sandro
| Camera Obscura - Let's Get Out Of This Country | ||
| | ||
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CAMERA OBSCURA - Como foi bom descobrir esta banda e como será ruim não ir ao show...
Bom, todos nós que somos fanáticos por música, sabemos que por mais que estejamos atualizados e tentemos nos manter antenados com as novidades, sempre vai aparecer alguma coisa desconhecida que a gente acaba se perguntando “Por que eu não descobri isso antes?”.
Sandro
Esta sensação é freqüente e inclusive uma das razões que motivou a criação deste blog. Queremos compartilhar coisas que gostamos e que muitas vezes são de conhecimento público, mas em outros casos ainda precisam ser descobertas, não só pelos leitores do blog, mas por nós mesmos.
O post de hoje é sobre uma banda que suscita a pergunta citada acima. Não sei quantos de vocês conhecem a banda chamada Camera Obscura. Eu particularmente passei muito tempo lendo referências aqui e ali, mas nunca prestei realmente atenção. Quase que invariavelmente os comentários relacionavam o som deles ao Belle and Sebastian (que adoro, leia aqui), mas sinceramente, eu só sabia que apesar do que o nome possa sugerir, a banda era gringa e não tinha idéia nem do país de origem.
Até que um dia a história mudou. Foi no começo do ano passado, quando eu estava numa destas livrarias mega-stores aqui de SP e me deparei com um cd da Camera Obscura na prateleira. Movido pelas boas indicações e curiosidade, coloquei-o para rolar naqueles leitores que mostram os primeiros 30 segundos de cada música.
Sabe aquele lance de amor a primeira vista (no caso ouvida)? Então, foi imediato. Que voz maravilhosa, que melodia linda. Por que eu ainda não tinha ouvido aquilo antes?
O disco em questão era "Let's Get Out of This Country" (de 2006) e eu o comprei no ato. Quando o ouvi por inteiro, comprovei a primeira impressão. O som era ótimo. Á partir daí fui atrás de mais informações e descobri que aquele era o terceiro trabalho da Camera Obscura. Peguei os dois primeiros na internet, "Biggest Bluest Hi Fi" (de 2002) e "Underachievers Please Try Harder" (de 2003) e claro, eram tão bons quanto eu pensava.
Uns meses depois, ainda em 2009, saiu "My Maudlin Career", que eu também descolei de pronto e adorei (quase entrou na minha lista de favoritos, aqui).
Compensei a bobeada, virando fã e ouvindo sempre. Mas agora, em 2010, eis que um novo vacilo envolvendo a Camera Obscura rola comigo.
Fiquei sabendo tardiamente que a banda se apresentaria em São Paulo, já em maio, dia 27. Tardiamente, porque a notícia já chegou para mim com a informação de que os ingressos estavam esgotados. Conformado, durante o último sábado, li no twitter deles que devido a grande procura, haveria um show extra, marcado para o dia 26. Na mensagem eles pediam para divulgarmos a novidade, o que fiz de imediato via twitter também. Diziam que os novos ingressos estariam disponíveis no site Ingresso Rápido á partir da segunda-feira.
Pensei, que bom, não vou vou perder o show! Porém, devido ao meu relaxo nem prestei atenção onde seria a balada e vi apenas que seria dentro de um festival chamado Whisky Festival. O fato é que o local escolhido foi o Stúdio SP, lá na Augusta. Para quem conhece, já dá para imaginar o que aconteceu, né? Os 400 ingressos colocados a disposição se esgotaram no mesmo dia (soube depois que da primeira vez foi em 1 hora) e eu que demorei para ir atrás, fiquei sem o meu.
Bom, mas sem mais lamentações, deixo vocês com este delicioso som e recomendo muito. Quem sabe, você não se faz a mesma pergunta do início deste texto?
Sandro
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