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sexta-feira, 23 de março de 2012

2012 - BRASIL COM BONS SHOWS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE

Pois é. Entramos definitivamente na rota de shows gringos. Desde 2010, a oferta de atrações internacionais que desembarcam em nossas terras é absurda. Tem para todos os gostos. Novidades, velharias, gente no auge, gente em decadência. Aparece de tudo.

A situação econômica do país ajuda. A paridade cambial facilita. Porém um grande fator que motiva esta avalanche de tours passando pelo Brasil é a necessidade de trabalhar. Sim, porque até alguns anos atrás muitos de nossos ídolos não se preocupavam tanto com turnês. Lançavam o disco (quando lançavam) e
depois era só esperar cair a grana fechada com as gravadoras. Só que com esta era de música livre, com os novos tempos da internet não dá mais para fazer isso. O negócio é tocar. O negócio é fazer show. Sorte nossa...

Em mais uma tentativa de tirar este amado blog de seu estado vegetativo, o post de hoje é um serviço. Não só para quem estiver lendo esta toscas linhas, mas para mim mesmo. No resumo abaixo, eu e você podemos encontrar a relação dos shows mais bacanas que irão acontecer no Brasil nos próximos meses.

Para o meu gosto, os obrigatórios são: os dois dias de Lollapalooza (o sábado está esgotado, mas sempre dá para dar um jeito), Mark Lanegan (leia aqui sobre o show de 2010) e o Nada Surf. Mas no mínimo eu também devo ir também no Jello Biafra (leia aqui o post sobre o show de 2010), no Vaccines, Meteors, James e Cursive.

Dos vários shows que já rolaram até agora, eu destaco dois. O Morrissey devidamente comentado num post específico (leia aqui) e Florence and The Machine, que eu infelizmente não pude ir.

Bom, veja se tem alguma balada esperando você:
  • Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Dia 24 de março (sábado) no Beco 203 em SP e 28 de março no Teatro Odisséia no Rio. Quanto: R$ 80,00.
  • Foo Fighters, TV on the Radio, Band of Horses, Joan Jett and The Blackhearts, Peaches, Cage The Elephant e outros. Dia 7 de abril (sábado) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00 (sold out).
  • Arctic Monkeys, Jane's Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Skrillex, Gogol Bordello e outros. Dia 8 de abril (domingo) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00.
  • The Damned. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Clash em SP. Quanto R$ 120,00.
  • Thurston Moore e Kurt Ville. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto R$ 140,00.
  • Mark Lanegan. Dia 14 de abril (sábado) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • Voodoo Glow Skull. Dia 15 de abril (domingo) no Hangar 110 em SP. Quanto: R$ 70,00.
  • Bob Dylan. Dia 15 de abril no Citibank Hall, Rio de Janeiro; 17 de abril em Brasilia; 19 de abril no Chevrolet Hall, BH; Dias 21 e 22 de abril (sábado e domingo) no Credicard Hall em SP e 24 de abril no Pepsi on Stage em Porto Alegre Quanto: de R$ 450,00 a R$ 900,00.
  • The Vaccines. Dia 18 de abril (terça-feira)  no Cine Jóia em SP e dia 19 de abril no Circo Voador, RJ. Quanto: R$ 160,00.
  • Anthrax e Misfits. Dia 22 de abril na Fundição Progreso no Rio, dia 25 de abril no Gigantinho em Porto Alegre e dia 27 de abril (sexta-feira) no HSBC Brasil em SP. Quanto: R$ 130,00.
  • Nada Surf. Dia 25 de abril (quarta-feira) no Cine Jóia em SP e dia 28 de abril no Music Hall em Curitiba. Onde:  em SP e no Rio. Quanto: R$ 120,00.
  • The Meteors. Dia 28 de abril (sábado) no Inferno em SP. Quanto: R$ 80,00.
  • Duran Duran. Dia 30 de abril no Citibank Hall, RJ e dia 2 de maio (quarta-feira) no Credicard Hall em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • James. Dia 30 de abril (segunda-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 120,00.
  • Ting Tings. Dia 30 de abril no Circo Voador no Rio e dia 1 de maio (terça-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 110,00.
  • Noel Gallagher. Dia 2 de maio (quarta-feira) no Espaço das Américas em SP e dia 3 de maio no Vivo Rio. Quanto: R$ 180,00.
  • The Kooks. Dia 10 de maio no Circo Voador, Rj e dia 11 de maio (sexta-feira) no Via Funchal em SP. Quanto: R$ 100,00.
  • Bjork, Chromeo e outros. Dia 11 de maio (sexta-feira) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • Mogwai, Cee Lo Green, Justice, James Blake e outros. Dia 12 de maio (sábado) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • The Mission. Dia 27 de maio (domingo) no Cine Jóia em SP e dia 31 de maio no Rio de Janeiro. Quanto: R$ 90,00.
  • The Horrors. Dia 27 de maio (domingo) no Parque da Indepêndencia (á confirmar) em SP. Quanto: De graça.
  • Atari Teenage Riot. Dia 15 de junho (sexta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 75,00.
  • Cursive. Dia 21 de junho (quinta-feira) no Studio SP e dia 22 de junho no Studio RJ. 
PS: os preços são referentes aos ingressos para SP com base em pista.

Alguns exemplos do que nos espera...

Sandro

2012 - BRASIL COM BONS SHOWS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE

Pois é. Entramos definitivamente na rota de shows gringos. Desde 2010, a oferta de atrações internacionais que desembarcam em nossas terras é absurda. Tem para todos os gostos. Novidades, velharias, gente no auge, gente em decadência. Aparece de tudo.

A situação econômica do país ajuda. A paridade cambial facilita. Porém um grande fator que motiva esta avalanche de tours passando pelo Brasil é a necessidade de trabalhar. Sim, porque até alguns anos atrás muitos de nossos ídolos não se preocupavam tanto com turnês. Lançavam o disco (quando lançavam) e
depois era só esperar cair a grana fechada com as gravadoras. Só que com esta era de música livre, com os novos tempos da internet não dá mais para fazer isso. O negócio é tocar. O negócio é fazer show. Sorte nossa...

Em mais uma tentativa de tirar este amado blog de seu estado vegetativo, o post de hoje é um serviço. Não só para quem estiver lendo esta toscas linhas, mas para mim mesmo. No resumo abaixo, eu e você podemos encontrar a relação dos shows mais bacanas que irão acontecer no Brasil nos próximos meses.

Para o meu gosto, os obrigatórios são: os dois dias de Lollapalooza (o sábado está esgotado, mas sempre dá para dar um jeito), Mark Lanegan (leia aqui sobre o show de 2010) e o Nada Surf. Mas no mínimo eu também devo ir também no Jello Biafra (leia aqui o post sobre o show de 2010), no Vaccines, Meteors, James e Cursive.

Dos vários shows que já rolaram até agora, eu destaco dois. O Morrissey devidamente comentado num post específico (leia aqui) e Florence and The Machine, que eu infelizmente não pude ir.

Bom, veja se tem alguma balada esperando você:
  • Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Dia 24 de março (sábado) no Beco 203 em SP e 28 de março no Teatro Odisséia no Rio. Quanto: R$ 80,00.
  • Foo Fighters, TV on the Radio, Band of Horses, Joan Jett and The Blackhearts, Peaches, Cage The Elephant e outros. Dia 7 de abril (sábado) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00 (sold out).
  • Arctic Monkeys, Jane's Addiction, MGMT, Foster The People, Friendly Fires, Skrillex, Gogol Bordello e outros. Dia 8 de abril (domingo) no Jockey Club (Lollapalooza festival) em SP. Quanto: R$ 300,00.
  • The Damned. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Clash em SP. Quanto R$ 120,00.
  • Thurston Moore e Kurt Ville. Dia 12 de abril (quinta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto R$ 140,00.
  • Mark Lanegan. Dia 14 de abril (sábado) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • Voodoo Glow Skull. Dia 15 de abril (domingo) no Hangar 110 em SP. Quanto: R$ 70,00.
  • Bob Dylan. Dia 15 de abril no Citibank Hall, Rio de Janeiro; 17 de abril em Brasilia; 19 de abril no Chevrolet Hall, BH; Dias 21 e 22 de abril (sábado e domingo) no Credicard Hall em SP e 24 de abril no Pepsi on Stage em Porto Alegre Quanto: de R$ 450,00 a R$ 900,00.
  • The Vaccines. Dia 18 de abril (terça-feira)  no Cine Jóia em SP e dia 19 de abril no Circo Voador, RJ. Quanto: R$ 160,00.
  • Anthrax e Misfits. Dia 22 de abril na Fundição Progreso no Rio, dia 25 de abril no Gigantinho em Porto Alegre e dia 27 de abril (sexta-feira) no HSBC Brasil em SP. Quanto: R$ 130,00.
  • Nada Surf. Dia 25 de abril (quarta-feira) no Cine Jóia em SP e dia 28 de abril no Music Hall em Curitiba. Onde:  em SP e no Rio. Quanto: R$ 120,00.
  • The Meteors. Dia 28 de abril (sábado) no Inferno em SP. Quanto: R$ 80,00.
  • Duran Duran. Dia 30 de abril no Citibank Hall, RJ e dia 2 de maio (quarta-feira) no Credicard Hall em SP. Quanto: R$ 140,00.
  • James. Dia 30 de abril (segunda-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 120,00.
  • Ting Tings. Dia 30 de abril no Circo Voador no Rio e dia 1 de maio (terça-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 110,00.
  • Noel Gallagher. Dia 2 de maio (quarta-feira) no Espaço das Américas em SP e dia 3 de maio no Vivo Rio. Quanto: R$ 180,00.
  • The Kooks. Dia 10 de maio no Circo Voador, Rj e dia 11 de maio (sexta-feira) no Via Funchal em SP. Quanto: R$ 100,00.
  • Bjork, Chromeo e outros. Dia 11 de maio (sexta-feira) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • Mogwai, Cee Lo Green, Justice, James Blake e outros. Dia 12 de maio (sábado) no Anhembi (Festival Sonar) em SP. Quanto: R$ 250,00.
  • The Mission. Dia 27 de maio (domingo) no Cine Jóia em SP e dia 31 de maio no Rio de Janeiro. Quanto: R$ 90,00.
  • The Horrors. Dia 27 de maio (domingo) no Parque da Indepêndencia (á confirmar) em SP. Quanto: De graça.
  • Atari Teenage Riot. Dia 15 de junho (sexta-feira) no Cine Jóia em SP. Quanto: R$ 75,00.
  • Cursive. Dia 21 de junho (quinta-feira) no Studio SP e dia 22 de junho no Studio RJ. 
PS: os preços são referentes aos ingressos para SP com base em pista.

Alguns exemplos do que nos espera...

Sandro

quarta-feira, 14 de março de 2012

O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...

Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.

Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.

Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.

Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).

Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos  do show(video abaixo).

Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...

Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.

Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.

Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.

Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.

Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.

1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis)  One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")

Sandro

 

O CHARME DE MORRISSEY NO BRASIL - ESPAÇO DAS AMÉRICAS

Recentemente entrei numa fase de repassar os shows que já assisti nestes últimos 24 anos de fanatismo musical. São muitos. Devo inclusive preparar alguns posts sobre este assunto em breve. Já vi de tudo e sinceramente, até a semana passada eu tinha apenas duas apresentações na minha lista de "Preciso ver antes de morrer". Eram a banda norte-americana Weezer e o inglês Morrissey.
Agora só falta o Weezer...

Pois neste último domingo tive a felicidade de assistir o show que "o maior inglês vivo" fez no Espaço das Américas em São Paulo.

Era um jogo ganho. Ingressos sold out e um público devoto numa espera ansiosa pelo messias. E eu ali no meio.

Adoro o Morrissey, mas ao contrário de grande parte de seus fãs e seguidores não posso dizer que ele tenha feito parte da minha adolescência. Aceitei os Smiths e depois Morrissey já em outra fase de minha vida, jovem ainda, mas com mais de 20 anos. Antes disso minha veia metal (felizmente enterrada junto com meus 15 anos) e hardcore / punk não me deixavam conhecer o mundo de melancolia declamado pelo inglês.

Mas estava bem ansioso. Eram 21:00 horas quando depois de um simpático "Olá Sampa!", a excelente "First Of The Gang To Die" deu início ao show. Elegante como de costume, Morrissey trouxe sua banda uniformizada de camisetas vermelhas com a frase "Assad is Shit" numa alusão ao ditator sírio que nem sei se todos entenderam e nem sei se fazia parte do contexto desta turnê brasileira (talvez Kassab is Shit fizesse...).

Enfim, o segundo som também foi matador (veja set list abaixo) e depois da belíssima "Alma Matters", aparece a primeira dos Smiths. É "Still Ill" do primeiro disco da banda. Acontece o óbvio e o público se acende mais. Fato é que as canções de sua antiga banda causaram mais impacto nos presentes. Na sequencia veio "Everyday is Like Sunday", um dos pontos altos  do show(video abaixo).

Sua primeira troca de camisa acontece durante "Let me Kiss" e eu estou citando este fato aqui pelo seguinte. Numa troca posterior (foram 3 ou 4, não lembro), eu achei uma emblemática. Morrissey, o cara que sempre desejou ser o anti ídolo pop, que não não se vende, etc, nitidamente demonstra ter absoluta ciência de sua relevância. Em determinado momento, ele tira a camisa e cuidadosamente seca seu suor nela, meio que querendo embebedar aquele pano com o líquido de um mito, sabendo que quanto mais molhada estivesse o futuro souvenir, mais valor o fã daria ao mimo. Só depois deste pequeno ritual, ele joga a camisa para a platéia...

Outro momento bacana acontece durante "Meat is Murder". Durante toda a música o telão exibe um vídeo bem desconfortável, com animais sendo abatidos. Para quem não sabe, Morrissey, vegetariano desde criança, é um ativista pelos direitos dos animais. Ele não permite carnes nos ambientes onde vai tocar, além de não permitir que nenhum membro de sua equipe consuma bichos mortos.

Destaco também as clássicas, "There Is A Light That Never Goes Out" que incendiou o lugar, apesar de ter sido tocada numa versão mais lenta e "How Soon Is Now?", que ganhou uma interpretação quase teatral.

Quando Morrissey voltou para o bis enrolado na bandeira do Brasil, desfiz de vez a impressão que eu tinha de que o cara poderia ser distante e meio antipático para com seus fãs brasileiros. Pelo contrário, o venerado cantor mostrou respeito e se esforçou para dar uma grande apresentação.

Foi o melhor show da minha vida? Não.
Foi bom? Não.
Foi ótimo.

Abaixo o set list com a indicação da origem de cada música.

1) First Of The Gang To Die (solo - disco "You are the Quarry")
2) You Have Killed Me (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
3) Black Cloud (solo - disco "Years of Refusal")
4) When Last I Spoke To Carol (solo - disco "Years of Refusal")
5) Alma Matters (solo - disco "Maladjusted")
6) Still Ill (Smiths - disco "The Smiths")
7) Everyday Is Like Sunday (solo - disco "Viva Hate")
8) Speedway (solo - disco "Vauxhall and I")
9) You're The One For Me, Fatty (solo - disco "Your Arsenal")
10) I Will See You In Far-Off Places (solo - disco "Ringleader of Tormentors")
11) Meat Is Murder (Smiths - disco "Meat is Murder")
12) Ouija Board, Ouija Board (solo - b side)
13) I Know It's Over (Smiths - disco "The Queen in Dead")
14) Let Me Kiss You (solo - disco "You are the Quarry")
15) There Is A Light That Never Goes Out (Smiths - disco "The Queen in Dead")
16) I'm Throwing My Arms Around Paris (solo - disco "Years of Refusal")
17) Please, Please, Please Let Me Get What I Want (Smiths - b side)
18) How Soon Is Now? (Smiths - disco "Meat is Murder")
Bis)  One Day Goodbye Will Be Farewell (solo - disco "Years of Refusal")

Sandro

 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

JOAN JETT - Lollapalooza 2012


Nos anos 80 , mais precisamente em 1984, comprei o LP “I Love Rock´n´Roll” da cantora Joan Jett em uma loja no centro da cidade de São Bernardo do Campo, município da grande São Paulo.
Com certeza, os mais jovens devem estar se perguntando: “e daí?” Claro que hoje isso não tem nada de mais, basta um click na internet e voce baixa uma discografia completa. Mas não naquela época.
Para os “Rockers Tupiniquins” dos anos 80, conseguir acesso ao LP de uma banda de Rock era preciso duas coisas: dinheiro (pois os discos custavam caro)  e amigos (pra poder dividir os álbuns).
I Love Rock 'n Roll  é o segundo disco da Joan Jett e o primeiro com a banda The Blackhearts, é o álbum mais bem sucedido da banda com cerca de 10 milhões de cópias vendidas.
Mas não é uma canção original da Joan Jett, como pensam a maioria dos brasileiros, no entanto é a versão mais conhecida da canção.
História: Em 1976 enquanto estava em turnê pela Inglaterra com as The Runaways, Joan Jett viu os The Arrows cantando "I Love Rock 'n Roll" em um programa de televisão semanal. Inicialmente ela gravou a música no ano de 1979 com os Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook. Essa primeira versão não antigiu o sucesso, sendo que em 1982, Joan Jett regravou a música, dessa vez com a sua banda, The Blackhearts, e foi essa gravação que se tornou um single em segundo lugar nos Estados Unidos.
Também tem outros “covers” no disco como "Nag" (The Halos), "Crimson And Clover" (Tommy James), "Bits And Pieces" (The Dave Five Clark) "You're Too Possessive" (The Runaways). Esses pelo menos estavam no LP que comprei em 1984, nas versões mais recentes tem até mais versões.
Joan Jett, ou Joan Marie Larkin, nascida em 1958, tem outros trabalhos que merecem destaque, desde o iníco com as Runaways. Os discos “Bad Reputation”(1981) e Sinner (2006) são mandatórios.
Depois de tanto tempo desde que comprei o disco, Joan Jett vem ao Brasil em 2012 no festival Lollapalooza, e de quebra pode rolar uma “Jam” com o Foo Fighters. Tá certo que com mais de 20 anos de atraso, pelo menos pra mim.
Abaixo deixo algumas curiosidades.

Anselmo

JOAN JETT - Lollapalooza 2012


Nos anos 80 , mais precisamente em 1984, comprei o LP “I Love Rock´n´Roll” da cantora Joan Jett em uma loja no centro da cidade de São Bernardo do Campo, município da grande São Paulo.
Com certeza, os mais jovens devem estar se perguntando: “e daí?” Claro que hoje isso não tem nada de mais, basta um click na internet e voce baixa uma discografia completa. Mas não naquela época.
Para os “Rockers Tupiniquins” dos anos 80, conseguir acesso ao LP de uma banda de Rock era preciso duas coisas: dinheiro (pois os discos custavam caro)  e amigos (pra poder dividir os álbuns).
I Love Rock 'n Roll  é o segundo disco da Joan Jett e o primeiro com a banda The Blackhearts, é o álbum mais bem sucedido da banda com cerca de 10 milhões de cópias vendidas.
Mas não é uma canção original da Joan Jett, como pensam a maioria dos brasileiros, no entanto é a versão mais conhecida da canção.
História: Em 1976 enquanto estava em turnê pela Inglaterra com as The Runaways, Joan Jett viu os The Arrows cantando "I Love Rock 'n Roll" em um programa de televisão semanal. Inicialmente ela gravou a música no ano de 1979 com os Sex Pistols Steve Jones e Paul Cook. Essa primeira versão não antigiu o sucesso, sendo que em 1982, Joan Jett regravou a música, dessa vez com a sua banda, The Blackhearts, e foi essa gravação que se tornou um single em segundo lugar nos Estados Unidos.
Também tem outros “covers” no disco como "Nag" (The Halos), "Crimson And Clover" (Tommy James), "Bits And Pieces" (The Dave Five Clark) "You're Too Possessive" (The Runaways). Esses pelo menos estavam no LP que comprei em 1984, nas versões mais recentes tem até mais versões.
Joan Jett, ou Joan Marie Larkin, nascida em 1958, tem outros trabalhos que merecem destaque, desde o iníco com as Runaways. Os discos “Bad Reputation”(1981) e Sinner (2006) são mandatórios.
Depois de tanto tempo desde que comprei o disco, Joan Jett vem ao Brasil em 2012 no festival Lollapalooza, e de quebra pode rolar uma “Jam” com o Foo Fighters. Tá certo que com mais de 20 anos de atraso, pelo menos pra mim.
Abaixo deixo algumas curiosidades.

Anselmo

sábado, 7 de janeiro de 2012

CROWDFUNDING - VAI BOMBAR EM 2012


Para quem não sabe, é possível ser um financiador de shows através de sites especializados, como o  www.queremos.com.br , por exemplo. Voce entra com um valor estipulado dependendo do artista ou banda, e outros fãs fazem o mesmo. O total arrecadado garante o cachê da banda e a realização do show.
A partir daí, ingressos são colocados à venda. Tudo o que for vendido nas bilheterias será repartido entre todos os financiadores, incluído você. No fim do mês, seu cartão de crédito poderá receber um estorno de até  mais da metade do dinheiro que  investido, ou seja, atingindo 100% das vendas ao público , os fãs investidores recebem de volta o valor da cota adquirida e curtem o show na faixa! Isto se chama crowdfunding, uma maneira de fazer negócio surgido graças à internet. Um conjunto  de esforços de pessoas com um mesmo objetivo.
No Circo Voador no Rio de Janeiro vão trazer The Rapture, no fim de Janeiro.
Vamos pesquisar o assunto aqui em São Paulo?

Anselmo

CROWDFUNDING - VAI BOMBAR EM 2012


Para quem não sabe, é possível ser um financiador de shows através de sites especializados, como o  www.queremos.com.br , por exemplo. Voce entra com um valor estipulado dependendo do artista ou banda, e outros fãs fazem o mesmo. O total arrecadado garante o cachê da banda e a realização do show.
A partir daí, ingressos são colocados à venda. Tudo o que for vendido nas bilheterias será repartido entre todos os financiadores, incluído você. No fim do mês, seu cartão de crédito poderá receber um estorno de até  mais da metade do dinheiro que  investido, ou seja, atingindo 100% das vendas ao público , os fãs investidores recebem de volta o valor da cota adquirida e curtem o show na faixa! Isto se chama crowdfunding, uma maneira de fazer negócio surgido graças à internet. Um conjunto  de esforços de pessoas com um mesmo objetivo.
No Circo Voador no Rio de Janeiro vão trazer The Rapture, no fim de Janeiro.
Vamos pesquisar o assunto aqui em São Paulo?

Anselmo

quinta-feira, 24 de março de 2011

ROCK IN RIO 2011 - Enquanto não formo minha opinião, relembro outras edições

O título deste post é meio mentiroso...

Na verdade já formei minha opinião sobre a badalada quarta edição do Rock in Rio Festival á ser realizada este ano entre os dias 23 de setembro e 01 de outubro. Mas quero esperar a organização apresentar todo o line up para eu escrever aqui.

Por ora, vou relembrar um pouco minha experiência particular com o festival.

Na primeira edição realizada em 1985 eu era apenas um garoto, mas assisti tudo o que a tv Globo passou. Me lembro que fiquei fascinado com as apresentações do AC/DC e do Ozzy. Curti bastante o B-52's. Lembro que o festival teve ainda Iron Maiden, Scorpions, Queen e o chatíssimo James Taylor. Menção "honrosa" para os brasucas Pepeu Gomes, Elba Ramalho e Moraes Moreira (para quem reclamou de Claudia Leite em 2011).

Na segunda edição, em 1991, eu já estava mais grandinho e com 16 anos fui de onibus para o Maracanâ, assistir ao vivo a noite do Metal. Lembro que foi numa quarta-feira e quem abriu foi o Lobâo (!!!), que inventou de levar a bateria da Mangueira para o palco e foi saudado com uma chuva de latas de cerveja. O cara não aguentou a rejeição e teve que se mandar. Depois veio o esperadíssimo Sepultura (vídeo de Orgasmatron abaixo) que estava bombando na época, próximo do auge mesmo. Fizeram um bom show. Em seguida entrou o Megadeth, que eu confesso, gostava bastante. Hoje, me desculpem mas não dá para ouvir. O Queensryche (argh!) veio na sequencia e eu que já detestava a banda, confirmei que era ruim mesmo. A penúltima banda foi o Judas Priest e eu que nem curtia muito o som deles fiquei passado. Os caras apavoraram. Roubaram a noite sem dó. Para encerrar a atração mega foi o Guns N' Roses. Banda com sua melhor formação e numa época em que não causavam no palco. Foi bacana. Lembro ainda que fiquei chateado de não poder ir ao show do Faith No More, que seria no domingo e curto (eles ainda não haviam estourado geral), então não valia a pena. A menção "honrosa" para os brasucas fica por conta de Alçeu Valença, Gal Costa e Laura Finokiaro (hahaha).

Em 2001, já acostumado a frequentar shows decidi ir em dois dias. Num sábado, pude presenciar a melhor sequencia de bandas ao vivo que vi na vida dentro dos vários festivais que já fui. Beck, seguido de Foo Fighters (vídeo de "Breakout" abaixo) e REM (vídeo de "What's The Frequency Kenneth?" abaixo). Para melhorar ainda mais não tinha tanta gente e deu para ver lá na frente. Lindo. O outro dia que escolhi foi o do Red Hot Chili Peppers, banda que adoro desde sempre. As outras atrações não me agradavam e tive que aguentar shows muito chatos de Deftones e Silverchair. Fora isso, mais doi aspectos negativos. O lugar estava completamente lotado, com umas 200 mil pessoas, sei lá e foi um sufoco. Para completar os Chili Peppers, que estava encerrando o festival, entram muito loucos me fazem um show curto e burocrático, de longe o mais fraco do 4 que assisti da banda até hoje. Ainda nesta edição, lembro que perdi a chance de ver o Queens Of The Stone Age (saldei esta dívida o ano passado) e o grande Neil Young, que assisti pela tv e pirei. Na seção brasucas do ano podemos "destacar" Daniela Mercury, Zé Ramalho e Carlinhos Brown. Sobre este último, umas das figuras mais horrorosas da música nacional, deixei um vídeo onde aparece ele tomando aquela famosa chuva de garrafas de água. Preferi um que tinha uma música de sátira do que outro com o dito falando um monte de asneira.

É isso. Ao que tudo indica, em 2011 meu relato será com base do que assistirei direto do meu sofá...


Sandro








ROCK IN RIO 2011 - Enquanto não formo minha opinião, relembro outras edições

O título deste post é meio mentiroso...

Na verdade já formei minha opinião sobre a badalada quarta edição do Rock in Rio Festival á ser realizada este ano entre os dias 23 de setembro e 01 de outubro. Mas quero esperar a organização apresentar todo o line up para eu escrever aqui.

Por ora, vou relembrar um pouco minha experiência particular com o festival.

Na primeira edição realizada em 1985 eu era apenas um garoto, mas assisti tudo o que a tv Globo passou. Me lembro que fiquei fascinado com as apresentações do AC/DC e do Ozzy. Curti bastante o B-52's. Lembro que o festival teve ainda Iron Maiden, Scorpions, Queen e o chatíssimo James Taylor. Menção "honrosa" para os brasucas Pepeu Gomes, Elba Ramalho e Moraes Moreira (para quem reclamou de Claudia Leite em 2011).

Na segunda edição, em 1991, eu já estava mais grandinho e com 16 anos fui de onibus para o Maracanâ, assistir ao vivo a noite do Metal. Lembro que foi numa quarta-feira e quem abriu foi o Lobâo (!!!), que inventou de levar a bateria da Mangueira para o palco e foi saudado com uma chuva de latas de cerveja. O cara não aguentou a rejeição e teve que se mandar. Depois veio o esperadíssimo Sepultura (vídeo de Orgasmatron abaixo) que estava bombando na época, próximo do auge mesmo. Fizeram um bom show. Em seguida entrou o Megadeth, que eu confesso, gostava bastante. Hoje, me desculpem mas não dá para ouvir. O Queensryche (argh!) veio na sequencia e eu que já detestava a banda, confirmei que era ruim mesmo. A penúltima banda foi o Judas Priest e eu que nem curtia muito o som deles fiquei passado. Os caras apavoraram. Roubaram a noite sem dó. Para encerrar a atração mega foi o Guns N' Roses. Banda com sua melhor formação e numa época em que não causavam no palco. Foi bacana. Lembro ainda que fiquei chateado de não poder ir ao show do Faith No More, que seria no domingo e curto (eles ainda não haviam estourado geral), então não valia a pena. A menção "honrosa" para os brasucas fica por conta de Alçeu Valença, Gal Costa e Laura Finokiaro (hahaha).

Em 2001, já acostumado a frequentar shows decidi ir em dois dias. Num sábado, pude presenciar a melhor sequencia de bandas ao vivo que vi na vida dentro dos vários festivais que já fui. Beck, seguido de Foo Fighters (vídeo de "Breakout" abaixo) e REM (vídeo de "What's The Frequency Kenneth?" abaixo). Para melhorar ainda mais não tinha tanta gente e deu para ver lá na frente. Lindo. O outro dia que escolhi foi o do Red Hot Chili Peppers, banda que adoro desde sempre. As outras atrações não me agradavam e tive que aguentar shows muito chatos de Deftones e Silverchair. Fora isso, mais doi aspectos negativos. O lugar estava completamente lotado, com umas 200 mil pessoas, sei lá e foi um sufoco. Para completar os Chili Peppers, que estava encerrando o festival, entram muito loucos me fazem um show curto e burocrático, de longe o mais fraco do 4 que assisti da banda até hoje. Ainda nesta edição, lembro que perdi a chance de ver o Queens Of The Stone Age (saldei esta dívida o ano passado) e o grande Neil Young, que assisti pela tv e pirei. Na seção brasucas do ano podemos "destacar" Daniela Mercury, Zé Ramalho e Carlinhos Brown. Sobre este último, umas das figuras mais horrorosas da música nacional, deixei um vídeo onde aparece ele tomando aquela famosa chuva de garrafas de água. Preferi um que tinha uma música de sátira do que outro com o dito falando um monte de asneira.

É isso. Ao que tudo indica, em 2011 meu relato será com base do que assistirei direto do meu sofá...


Sandro








sábado, 27 de novembro de 2010

BUZZCOCKS NO BRASIL - Clash Club, 25 de Novembro de 2010.



Nessa última quinta-feira, dia 25 de novembro, tive a oportunidade de conferir o show dos Buzzcoks no Clash Club, e devo salientar que isso se deve ao meu parceiro de blog (Sandro), pois ele esteve em todas as apresentações no Brasil dos Buzzcocks (1996, 2001 e 2007) e lembrou de comprar meu ingresso para essa balada.

Chegamos ao Clash Club , localizado na Rua Barra Funda nr. 969, por volta das 9horas. O público presente surpreendeu, a percepção (a qual viria a ser constatada minutos mais tarde) era de casa cheia.

Com lotada e público eclético, composto de “rockers” de várias gerações, não demorou muito pra banda Californiana “The Adolescents” fazerem o primeiro show da noite. Esse grupo de punkrock tem cerca de 30 anos de estrada e já contou com músicos que participaram de grupos como o Social Distortion e o Agent Orange. O álbum de destaque de sua carreira continua sendo o homonimo de estréia de 1981, que contém as canções que mais agitaram o público, como “I Hate Children” , “Rip It Up” e “No Way”, incansavelmente interpretadas pelo vocalista (e integrante fundador) Tony Cadena.

Os Buzzcocks dispensam apresentações. Originais de Manchester (Inglaterra), começaram sua carreira em 1975 e foram, e sempre serão, fonte de inspiração para muitas bandas novas. O show em questão faz parte da turnê mundial “Another Bites”, com a proposta de um set list somente com músicas de seus primeiros discos de estúdio, como “Another Music in a Different Kitchen” , “Love Bites”,  “Spiral Scratch” e da coletânea “Singles Going Steady”.

Pette Shelley e Steve Diggle mandaram petardos como "Boredom" , "Fast Cars","Sick City", "Noise Annoys", "I Don't Mind" , “Do I Get” e "I Believe", que incendiaram a audiência no Clash Club na primeira parte do show. (Não que tenha alguma relevância, mas não posso deixar de comentar a “tradução fiel” da canção “I Believe” feita pelo Sr. Marcelo Nova e o seu Camisa de Vênus nos anos 80. A versão ficou conhecida como “O Adventista”, que na contracapa do disco era mencionada uma “inspiração” dos Buzzcocks, na verdade muito mais que isso).

Na volta pro bis, mandaram, "Oh Shit", "Ever Fallen in Love", e uma das preferidas do Sandro, "Orgasm Addict".

Apresentação histórica, que para muitos foi ideal para fechar o ciclo de shows em 2011. Será?

Anselmo


BUZZCOCKS NO BRASIL - Clash Club, 25 de Novembro de 2010.



Nessa última quinta-feira, dia 25 de novembro, tive a oportunidade de conferir o show dos Buzzcoks no Clash Club, e devo salientar que isso se deve ao meu parceiro de blog (Sandro), pois ele esteve em todas as apresentações no Brasil dos Buzzcocks (1996, 2001 e 2007) e lembrou de comprar meu ingresso para essa balada.

Chegamos ao Clash Club , localizado na Rua Barra Funda nr. 969, por volta das 9horas. O público presente surpreendeu, a percepção (a qual viria a ser constatada minutos mais tarde) era de casa cheia.

Com lotada e público eclético, composto de “rockers” de várias gerações, não demorou muito pra banda Californiana “The Adolescents” fazerem o primeiro show da noite. Esse grupo de punkrock tem cerca de 30 anos de estrada e já contou com músicos que participaram de grupos como o Social Distortion e o Agent Orange. O álbum de destaque de sua carreira continua sendo o homonimo de estréia de 1981, que contém as canções que mais agitaram o público, como “I Hate Children” , “Rip It Up” e “No Way”, incansavelmente interpretadas pelo vocalista (e integrante fundador) Tony Cadena.

Os Buzzcocks dispensam apresentações. Originais de Manchester (Inglaterra), começaram sua carreira em 1975 e foram, e sempre serão, fonte de inspiração para muitas bandas novas. O show em questão faz parte da turnê mundial “Another Bites”, com a proposta de um set list somente com músicas de seus primeiros discos de estúdio, como “Another Music in a Different Kitchen” , “Love Bites”,  “Spiral Scratch” e da coletânea “Singles Going Steady”.

Pette Shelley e Steve Diggle mandaram petardos como "Boredom" , "Fast Cars","Sick City", "Noise Annoys", "I Don't Mind" , “Do I Get” e "I Believe", que incendiaram a audiência no Clash Club na primeira parte do show. (Não que tenha alguma relevância, mas não posso deixar de comentar a “tradução fiel” da canção “I Believe” feita pelo Sr. Marcelo Nova e o seu Camisa de Vênus nos anos 80. A versão ficou conhecida como “O Adventista”, que na contracapa do disco era mencionada uma “inspiração” dos Buzzcocks, na verdade muito mais que isso).

Na volta pro bis, mandaram, "Oh Shit", "Ever Fallen in Love", e uma das preferidas do Sandro, "Orgasm Addict".

Apresentação histórica, que para muitos foi ideal para fechar o ciclo de shows em 2011. Será?

Anselmo


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COMO FOI O PLANETA TERRA FESTIVAL 2010

Queria ter escrito ontem, mas estava muito cansado e acabei "postando" apenas uns vídeos que serviram como amostra da balada. Agora segue minha opinião. Vou manter a mesma estrutura do texto que publicamos sobre a edição 2009 deste mesmo festival (leia aqui).

Local: O Playcenter estreou como casa do festival no ano passado e a exemplo da edição de 2009, mostrou-se uma feliz escolha. As 20 mil pessoas que esgotaram os ingressos com 2 meses de antecedência foram bem tratadas. O espaço é mais do que suficiente para todo mundo, o que para mim deve-se ao acerto no dimensionamento dos ingressos vendidos. A sinalização é adequada. Todos os pontos para venda de fichas estavam com filas organizadas, espalhados em vários pontos, com caixas prestativos e até onde eu vi o sistema de venda pelo cartão, funcionou. Novamente havia bares em número suficiente com cerveja e água geladas durante toda a noite. O único ponto complicado era a fila única para a compra de comida, que estava gigante, apesar de andar relativamente rápido. Eu, o Ivan e o Willian resolvemos este problema gastando todas nossas fichas em cerveja, deixando para matar a fome com um pastel da feira do largo de Santa Cecília.

Organização: Mediante a febre idiota das famosas pistas VIP que vimos neste 2010, é preciso festejar o fato de não ter rolado isso no Planeta Terra, onde os VIPs ficaram numa área reservada e na lateral do palco como deve ser. O sistema de som estava bom, considerando o padrão de festivais ao ar livre. Os telões de boa qualidade e em tamenho que permitia aos presentes visualizar os shows mesmo de bem longe. Este ano não tivemos a transmissão de entrevistas durante os intervalos dos shows. Uma pena, pois no ano passado certos constrangimentos eram bem engraçados. A pontualidade também imperou e não houve nehum grande atraso. A disposição dos horários dos shows das bandas divididas em 2 palcos (que eram distantes um do outro) foi meio cruel e exigiu que alguns sacrifícios fossem feitos, mas faz parte da festa.

Shows: Este ano cheguei mais cedo e deu para assistir mais apresentações. Pela ordem:

Holger: Deu para pegar somente o finalzinho enquanto tocavam um cover dos Pixies (Hey), sendo que depois disso rolou só mais uma música. Portanto não dá para avaliar, mas o fato é que apesar de pouca gente na platéia (ainda era a tarde), a banda paulista empolgou. O final foi bem bacana, quando eles pularam a grade cantando um funk carioca (ou miami bass, como queiram) e pulando no meio da galera, numa interação completa.

Of Montreal: Eu não gosto da banda, então qualquer julgamento fica comprometido. Vi quase 1 hora do show, que eu definiria como exótico. Para mim a banda procura compensar o fato de ser fraca musicalmente com uma apresentação teatral cheia de fantasias que beira o ridículo. Há quem goste e durante a noite ouvi gente dizendo que aquele tinha sido o melhor show do festival. Enfim, gosto é gosto.

Yeasayer: Assisti só o começo. O suficiente para sentir o grau de concentração do vocalista que logo de cara mandou um "Hello Buenos Aires!". Corrigiu na sequencia, mas a gafe foi feia. Umas 4 músicas foram suficientes para dar uma noção de que o show seria fraco e eu segui para ver qual era a do Mika.

Mika: Acho o som do cara pop até demais para o meu gosto. É legal, mas não é o tipo de som que ouço normalmente. Minha expectativa era bem baixa. Talvez por esta razão, fiquei de boca aberta. O cara é estiloso. Sua banda também. Parece um bailarino no palco e não para um minuto. Levantou a galera com sua energia e colocou muita gente para dançar. Uns se seguraram, mas a coisa era contagiante. Achei o show muito bom e para mim foi a grande surpresa do festival. Tinha a idéia de ver só um pedaço e acabei assistindo inteiro.

Passion Pit: Uma das minhas frustrações. Queria muito ver, mas devido ao horário do show do Phoenix estar programado para começar meia hora depois, assisti somente ao início. Gostei das 3 primeiras músicas e acho que certamente iria curtr o restante. Uma pena.

Phoenix: De forma surpreendente, pelo menos para mim, foi o show com mais público da noite. Num contraste enorme com o forte apelo visual de outras atrações, os franceses fizeram uma apresentação sem frescuras, com uma iluminação simples. Apesar do ritmo ter caído um pouco lá pelo meio do show e deles não terem conseguido empolgar realmente a galera, este foi o show que mais gostei no festival. O melhor da noite na minha opinião. Para fechar o vocalista Thomas Mars (marido da Sofia Coppola) se jogou na platéia e foi "nadando" sobre as pessoas até um pilar com uma escada localizado muitos metros longe do palco. Subiu lá, descansou por uns segundos e depois voltou literalmente rolando em cima das cabeças da galera.

Hot Chip: Outra frustração. Não consegui assistir um segundo sequer. Decidi por ver o Phoenix até o final e esperar para pegar O Pavement desde a primaira música. Os amigos que fizeram a opção inversa disseram que não se arrependeram e que o show foi arrasador.

Pavement: Muita calma nesta hora. A banda é referência absoluta para o rock alternativo norte-americano. Amada e idolatrada pelos indies, falar mal do Pavement é pecado. E não serei eu a cometer este "crime" aqui no blog, mas também não vou elogiar por elogiar, só por obrigação. Não dá para dizer que o show foi ruim, mas não "bateu" como deveria. Também de forma surpreendente havia pouco público para assistí-los. Além disso muita gente estava dispersa e mesmo a banda fazendo um show intenso tinha muitas pessoas pelos cantos sem prestar muita atenção. O show chegou a ter seus momentos chatos e no final considerei no máximo como bom. Nada além disso. Longe de ser histórico como o nome Pavement sugeria, ainda mais se tratando da tour da volta dos caras depois de mais de 10 anos inativos.

Empire Of The Sun: Não vi, mas também não estava na minha programação. O camarada que assistiu gostou muito e pelo que pude ver no vídeo que ele gravou foi talvez a apresentação mais exótica (as dançarinas com máscaras de peixe que o digam).

Smashing Pumpkins: Billy Corgan é um mala. Isso não é novidade nenhuma e se ilude quem acha que ele vai se comportar de forma diferente no palco. O eterno líder do Smashing Pumpkins e já algum tempo único sobrevivente da formação clássica não gosta de facilitar. Apesar da banda ter um caminhão de hits construidos ao longo dos mais de 20 anos de estrada, o repertório escolhido para esta tour ficou devendo bastante. Corgan priorizou os últimos discos ("Adore", "Machina" e "Zeitgeist") quando poderia simplesmente sair com uma turnê tocando o "Siamese Dream" ou o "Gish" na íntegra, completando com umas do Mellon Collie no bis e a coisa seria sucesso mundial. Mas não. Dá-lhe músicas destes albuns mais recentes. Boas músicas diga-se de passagem, mas eu queria era mesmo ver os clássicos. Não me surpreendi porque pesquisei os setlists dos últimos shows e o que assistimos aqui foi uma repetição do que eles tem tocado pelo mundo afora. A única diferença foi a péssima idéia de deixar de fora "só" uma de minhas músicas preferidas desde sempre, "Disarm" (na Argentina rolou...). Não sou adepto a saudosismo barato, mas dessa vez devo dizer que o show deles no Hollywood Rock em 1996, com sua formação ideal, foi muito melhor do que este aqui, que ainda assim foi um show muito bom. Só que valeu mais para quem não tinha visto antes. Para fechar quero ainda comentar que o baterista parecia ter menos de 18 anos (moleque total), mas tocou muito.

É isso. Eu que frequento festivais aqui no Brasil desde 1991 quando fui ao Rock in Rio 2, considero o Planeta Terra o melhor de todos. Tudo bem que dimensão seja bem menor, que envolva menos gente, mas organização e respeito ao público são premissas que devem superar problemas relacionadoos ao tamanho do festival. Nestes quesitos, comparar o recente SWU (posts aqui) com o Terra chega até ser covardia.


Sandro







COMO FOI O PLANETA TERRA FESTIVAL 2010

Queria ter escrito ontem, mas estava muito cansado e acabei "postando" apenas uns vídeos que serviram como amostra da balada. Agora segue minha opinião. Vou manter a mesma estrutura do texto que publicamos sobre a edição 2009 deste mesmo festival (leia aqui).

Local: O Playcenter estreou como casa do festival no ano passado e a exemplo da edição de 2009, mostrou-se uma feliz escolha. As 20 mil pessoas que esgotaram os ingressos com 2 meses de antecedência foram bem tratadas. O espaço é mais do que suficiente para todo mundo, o que para mim deve-se ao acerto no dimensionamento dos ingressos vendidos. A sinalização é adequada. Todos os pontos para venda de fichas estavam com filas organizadas, espalhados em vários pontos, com caixas prestativos e até onde eu vi o sistema de venda pelo cartão, funcionou. Novamente havia bares em número suficiente com cerveja e água geladas durante toda a noite. O único ponto complicado era a fila única para a compra de comida, que estava gigante, apesar de andar relativamente rápido. Eu, o Ivan e o Willian resolvemos este problema gastando todas nossas fichas em cerveja, deixando para matar a fome com um pastel da feira do largo de Santa Cecília.

Organização: Mediante a febre idiota das famosas pistas VIP que vimos neste 2010, é preciso festejar o fato de não ter rolado isso no Planeta Terra, onde os VIPs ficaram numa área reservada e na lateral do palco como deve ser. O sistema de som estava bom, considerando o padrão de festivais ao ar livre. Os telões de boa qualidade e em tamenho que permitia aos presentes visualizar os shows mesmo de bem longe. Este ano não tivemos a transmissão de entrevistas durante os intervalos dos shows. Uma pena, pois no ano passado certos constrangimentos eram bem engraçados. A pontualidade também imperou e não houve nehum grande atraso. A disposição dos horários dos shows das bandas divididas em 2 palcos (que eram distantes um do outro) foi meio cruel e exigiu que alguns sacrifícios fossem feitos, mas faz parte da festa.

Shows: Este ano cheguei mais cedo e deu para assistir mais apresentações. Pela ordem:

Holger: Deu para pegar somente o finalzinho enquanto tocavam um cover dos Pixies (Hey), sendo que depois disso rolou só mais uma música. Portanto não dá para avaliar, mas o fato é que apesar de pouca gente na platéia (ainda era a tarde), a banda paulista empolgou. O final foi bem bacana, quando eles pularam a grade cantando um funk carioca (ou miami bass, como queiram) e pulando no meio da galera, numa interação completa.

Of Montreal: Eu não gosto da banda, então qualquer julgamento fica comprometido. Vi quase 1 hora do show, que eu definiria como exótico. Para mim a banda procura compensar o fato de ser fraca musicalmente com uma apresentação teatral cheia de fantasias que beira o ridículo. Há quem goste e durante a noite ouvi gente dizendo que aquele tinha sido o melhor show do festival. Enfim, gosto é gosto.

Yeasayer: Assisti só o começo. O suficiente para sentir o grau de concentração do vocalista que logo de cara mandou um "Hello Buenos Aires!". Corrigiu na sequencia, mas a gafe foi feia. Umas 4 músicas foram suficientes para dar uma noção de que o show seria fraco e eu segui para ver qual era a do Mika.

Mika: Acho o som do cara pop até demais para o meu gosto. É legal, mas não é o tipo de som que ouço normalmente. Minha expectativa era bem baixa. Talvez por esta razão, fiquei de boca aberta. O cara é estiloso. Sua banda também. Parece um bailarino no palco e não para um minuto. Levantou a galera com sua energia e colocou muita gente para dançar. Uns se seguraram, mas a coisa era contagiante. Achei o show muito bom e para mim foi a grande surpresa do festival. Tinha a idéia de ver só um pedaço e acabei assistindo inteiro.

Passion Pit: Uma das minhas frustrações. Queria muito ver, mas devido ao horário do show do Phoenix estar programado para começar meia hora depois, assisti somente ao início. Gostei das 3 primeiras músicas e acho que certamente iria curtr o restante. Uma pena.

Phoenix: De forma surpreendente, pelo menos para mim, foi o show com mais público da noite. Num contraste enorme com o forte apelo visual de outras atrações, os franceses fizeram uma apresentação sem frescuras, com uma iluminação simples. Apesar do ritmo ter caído um pouco lá pelo meio do show e deles não terem conseguido empolgar realmente a galera, este foi o show que mais gostei no festival. O melhor da noite na minha opinião. Para fechar o vocalista Thomas Mars (marido da Sofia Coppola) se jogou na platéia e foi "nadando" sobre as pessoas até um pilar com uma escada localizado muitos metros longe do palco. Subiu lá, descansou por uns segundos e depois voltou literalmente rolando em cima das cabeças da galera.

Hot Chip: Outra frustração. Não consegui assistir um segundo sequer. Decidi por ver o Phoenix até o final e esperar para pegar O Pavement desde a primaira música. Os amigos que fizeram a opção inversa disseram que não se arrependeram e que o show foi arrasador.

Pavement: Muita calma nesta hora. A banda é referência absoluta para o rock alternativo norte-americano. Amada e idolatrada pelos indies, falar mal do Pavement é pecado. E não serei eu a cometer este "crime" aqui no blog, mas também não vou elogiar por elogiar, só por obrigação. Não dá para dizer que o show foi ruim, mas não "bateu" como deveria. Também de forma surpreendente havia pouco público para assistí-los. Além disso muita gente estava dispersa e mesmo a banda fazendo um show intenso tinha muitas pessoas pelos cantos sem prestar muita atenção. O show chegou a ter seus momentos chatos e no final considerei no máximo como bom. Nada além disso. Longe de ser histórico como o nome Pavement sugeria, ainda mais se tratando da tour da volta dos caras depois de mais de 10 anos inativos.

Empire Of The Sun: Não vi, mas também não estava na minha programação. O camarada que assistiu gostou muito e pelo que pude ver no vídeo que ele gravou foi talvez a apresentação mais exótica (as dançarinas com máscaras de peixe que o digam).

Smashing Pumpkins: Billy Corgan é um mala. Isso não é novidade nenhuma e se ilude quem acha que ele vai se comportar de forma diferente no palco. O eterno líder do Smashing Pumpkins e já algum tempo único sobrevivente da formação clássica não gosta de facilitar. Apesar da banda ter um caminhão de hits construidos ao longo dos mais de 20 anos de estrada, o repertório escolhido para esta tour ficou devendo bastante. Corgan priorizou os últimos discos ("Adore", "Machina" e "Zeitgeist") quando poderia simplesmente sair com uma turnê tocando o "Siamese Dream" ou o "Gish" na íntegra, completando com umas do Mellon Collie no bis e a coisa seria sucesso mundial. Mas não. Dá-lhe músicas destes albuns mais recentes. Boas músicas diga-se de passagem, mas eu queria era mesmo ver os clássicos. Não me surpreendi porque pesquisei os setlists dos últimos shows e o que assistimos aqui foi uma repetição do que eles tem tocado pelo mundo afora. A única diferença foi a péssima idéia de deixar de fora "só" uma de minhas músicas preferidas desde sempre, "Disarm" (na Argentina rolou...). Não sou adepto a saudosismo barato, mas dessa vez devo dizer que o show deles no Hollywood Rock em 1996, com sua formação ideal, foi muito melhor do que este aqui, que ainda assim foi um show muito bom. Só que valeu mais para quem não tinha visto antes. Para fechar quero ainda comentar que o baterista parecia ter menos de 18 anos (moleque total), mas tocou muito.

É isso. Eu que frequento festivais aqui no Brasil desde 1991 quando fui ao Rock in Rio 2, considero o Planeta Terra o melhor de todos. Tudo bem que dimensão seja bem menor, que envolva menos gente, mas organização e respeito ao público são premissas que devem superar problemas relacionadoos ao tamanho do festival. Nestes quesitos, comparar o recente SWU (posts aqui) com o Terra chega até ser covardia.


Sandro







quarta-feira, 17 de novembro de 2010

STEREOPHONICS NO BRASIL - Salve seu ano

Bem, todos sabem o quanto este 2010 foi divertido para aqueles que curtem torrar uma grana em shows de seus artistas preferidos. Para quem gosta, vale a pena, testemunho deste blogueiro que vos escreve.

Depois de tanta coisa (leia aqui) o ano está acabando e restam poucas atrações. Então o post de hoje é uma grande dica.

Se você perdeu este monte de show que já rolou. Se você vacilou e não garantiu lugar para o último festival do ano (Planeta Terra) que acontece no próximo sábado e cujos ingressos estão esgotados faz quase dois meses. Se você não teve tempo, coragem, paciência ou dinheiro para correr atrás dos ingressos para o Paul McCartney. Se você mora em São Paulo. Trago a solução.

Ponha todas suas fichas no show desta quinta-feira no CitiBank Hall. Direto do País de Gales (mais aqui) receberemos pela primeira vez no Brasil: Stereophonics. Na minha opinião a satisfação é garantida.

Originalmente um trio, a banda foi formada em 1992 pelo baterista Stuart Cable, pelo baixista Richard Jones e pelo sensacional vocalista, guitarrista (ocasional piano) Kelly Jones. A voz de Kelly merece uma citação especial. Rouco na medida certa, é um de meus vocalistas preferidos em atividade.

Com esta formação eles lançaram quatro discos. "Word Gets Around" (1997), "Performance and Cocktails" (1999), "Just Enough Education to Perform" (2001) e "You Gotta Go There to Come Back" (2003). Sinceramente não sei dizer qual é o melhor. Depende da época meu gosto muda. Considero todos ótimos.

Ainda em 2003, Stuart Cable saiu da banda e o Stereophonics tornou-se um quarteto com a entrada do argentino Javier Wayler na bateria e Adam Zindani como guitarrista. Seguiram-se o sensacional "Language.Sex.Violence.Other?" (2005), disco que traz o maior sucesso do grupo, "Dakota", depois veio "Pull the Pill" (2007), talvez o trabalho mais fraco e por fim o recente "Keep Calm and Carry On" (2009).

Em tese o show que veremos faz parte do final da turnê de divulgação deste último album. Digo em tese porque pelo que pesquisei nos shows de outubro eles não priorizaram este disco e tocaram muita coisa dos dois primeiros trabalhos.

É esperar para ver. O certo é que eles não usam um setlist padrão e a variação das músicas é uma constante. No show que deve ter entre 20 e 25 músicas eu arricaria nove como certas, pois estiveram em todas as apresentações dos últimos meses.
São elas:
"A Thousand Trees", "More Life in a Tramps Vest" e "Local Boy in the Photograph", "Just Looking", "The Bartender and the Thief", "Pick a Part That's New", "Have a Nice Day", "Maybe Tommorrow" e "Dakota".

Enfim, ainda dá tempo. Apesar de pouco badalada (principalmente no Brasil) e vista por muitos como uma banda de segundo escalão, o Stereophonics com seu rock básico e honesto é muito melhor do que a imensa maioria das "novidades" britânicas que aparecem a cada mês e são pintadas como a salvação da música.

Se não for possível ir ao show, curta as amostras que deixei aí embaixo. São ""A Thousand Trees", "Have a Nice Day", "Maybe Tomorrow" e Dakota". Todas com clipes lindos, outra característica do Stereophonics. Quem sabe não bate uma vontade em cima da hora?


Sandro







STEREOPHONICS NO BRASIL - Salve seu ano

Bem, todos sabem o quanto este 2010 foi divertido para aqueles que curtem torrar uma grana em shows de seus artistas preferidos. Para quem gosta, vale a pena, testemunho deste blogueiro que vos escreve.

Depois de tanta coisa (leia aqui) o ano está acabando e restam poucas atrações. Então o post de hoje é uma grande dica.

Se você perdeu este monte de show que já rolou. Se você vacilou e não garantiu lugar para o último festival do ano (Planeta Terra) que acontece no próximo sábado e cujos ingressos estão esgotados faz quase dois meses. Se você não teve tempo, coragem, paciência ou dinheiro para correr atrás dos ingressos para o Paul McCartney. Se você mora em São Paulo. Trago a solução.

Ponha todas suas fichas no show desta quinta-feira no CitiBank Hall. Direto do País de Gales (mais aqui) receberemos pela primeira vez no Brasil: Stereophonics. Na minha opinião a satisfação é garantida.

Originalmente um trio, a banda foi formada em 1992 pelo baterista Stuart Cable, pelo baixista Richard Jones e pelo sensacional vocalista, guitarrista (ocasional piano) Kelly Jones. A voz de Kelly merece uma citação especial. Rouco na medida certa, é um de meus vocalistas preferidos em atividade.

Com esta formação eles lançaram quatro discos. "Word Gets Around" (1997), "Performance and Cocktails" (1999), "Just Enough Education to Perform" (2001) e "You Gotta Go There to Come Back" (2003). Sinceramente não sei dizer qual é o melhor. Depende da época meu gosto muda. Considero todos ótimos.

Ainda em 2003, Stuart Cable saiu da banda e o Stereophonics tornou-se um quarteto com a entrada do argentino Javier Wayler na bateria e Adam Zindani como guitarrista. Seguiram-se o sensacional "Language.Sex.Violence.Other?" (2005), disco que traz o maior sucesso do grupo, "Dakota", depois veio "Pull the Pill" (2007), talvez o trabalho mais fraco e por fim o recente "Keep Calm and Carry On" (2009).

Em tese o show que veremos faz parte do final da turnê de divulgação deste último album. Digo em tese porque pelo que pesquisei nos shows de outubro eles não priorizaram este disco e tocaram muita coisa dos dois primeiros trabalhos.

É esperar para ver. O certo é que eles não usam um setlist padrão e a variação das músicas é uma constante. No show que deve ter entre 20 e 25 músicas eu arricaria nove como certas, pois estiveram em todas as apresentações dos últimos meses.
São elas:
"A Thousand Trees", "More Life in a Tramps Vest" e "Local Boy in the Photograph", "Just Looking", "The Bartender and the Thief", "Pick a Part That's New", "Have a Nice Day", "Maybe Tommorrow" e "Dakota".

Enfim, ainda dá tempo. Apesar de pouco badalada (principalmente no Brasil) e vista por muitos como uma banda de segundo escalão, o Stereophonics com seu rock básico e honesto é muito melhor do que a imensa maioria das "novidades" britânicas que aparecem a cada mês e são pintadas como a salvação da música.

Se não for possível ir ao show, curta as amostras que deixei aí embaixo. São ""A Thousand Trees", "Have a Nice Day", "Maybe Tomorrow" e Dakota". Todas com clipes lindos, outra característica do Stereophonics. Quem sabe não bate uma vontade em cima da hora?


Sandro







sexta-feira, 12 de novembro de 2010

BELLE AND SEBASTIAN NO BRASIL - Como foi o show

Viva o ecletismo! (leia aqui) Saímos de um post sobre a lenda punk Jello Biafra (post aqui) e caimos direto para a banda mais "fofa" do mundo, o Belle and Sebastian.

Tive o prazer de assistir nesta quarta-feira o show que a sensacional banda escocesa fez no Via Funchal aqui em São Paulo. E foi ótimo.

Isso mesmo. O show foi muito bom. Sei que esta opinião é divergente de quase todas as resenhas que li na internet durante o dia. Mas eu que mantenho este blog pessoal e não sou (nem pretendo ser) crítico de música, considerei a maioria dos argumentos destes que acharam o show fraco pura bobagem.

Vários escreveram que o show deles no Free Jazz Festival em 2001 foi muito melhor. Eu estava lá e vi. Não é verdade. Isso é coisa de gente que gosta de "crescer" dizendo para os mais novos (pelas carinhas que estavam no Via Funchal a maioria não foi em 2001) que o que eles perderam é o que valeu. Que este foi fraco....

Por exemplo, cheguei a ler que a vocalista Isobel Campbell fez falta. Ora, a mina já saiu da banda há anos, então é óbvio que ela não estaria nesta apresentação. E além de tudo ela também não veio ao Brasil em 2001 (medo de avião).

Disseram que o repertório de antes era melhor. Isso é discutível. Eu particularmente acho "Dear Catastrophe Waitress" (de 2003) e "Write About Love" (lançado agora em outubro de 2010) discos muito bons. Foram tocadas 9 músicas extraídas destes trabalhos e todas de primeira. Claro que eu gostaria muito de ter ouvido algo do album de estréia "Tigermilk" (de 1996), principalmente se fosse "The State I am In" ou "Expectations", mas não dá para criticar todo o repertório por conta disso, até porque outro disco que marcou presença foi o "If You're Feeling Sinister" (também de 1996) com 5 músicas (inclusive todo o bis). Considero ainda dois outros pontos a favor de 2010. Primeiro não fomos "presenteados" com covers de MPB (em 2001 teve "Baby" e "Minha Menina") e segundo, o show foi mais longo e teve bis (em 2001 não rolou). Vale dizer ainda que em média eles tocam de 18 a 20 músicas por show e aqui foram 22.

Alguém escreveu que a magia da banda já não é a mesma. Que o som é datado. Será? Ou o fato deles não estarem mais no "hype" (em 2001 era o auge) da cena indie mundial tira o brilho? Eu achei a banda mais a vontade. Mais confiante. O vocalista principal e líder Stuart Murdoch estava até mais desenvolto e buscou sempre uma interação com o público. Foi bacana a iniciativa de chamar meia dúzia de fãs para subirem ao palco e "dançarem" durante duas músicas, presenteando-os com medalhas depois disso e muito divertido vê-lo descer até a galera, passar batido pela pista VIP e ir até o limite que separava a pista premium da comum para dar a mão para o pessoal "normal" (nada contra quem estava de VIP, hein). Teve também as clássicas frases decoradas em português, como a primeira que ele mandou: "Boa noite São Paulo. Finalmente chegamos de volta ao Brasil!"

Também li que o público não se empolgou. Isso também é discutível. Depende muito da onde cada um assistiu o show. Eu que não fiquei parado num único lugar vi muita gente cantando as músicas sem parar. É fato que tinha também pessoas com aquele ar blasé característico de muitos "indies", mas não dá para esperar que um show do Belle and Sebastian seja marcado por agitação e pulos do público. Não combina muito, né?

Outra crítica recorrente foi a qualidade do som. E aí eu concordo. Realmente não estava boa. Principalmente no começo do show, onde o som estava muito baixo. Mas eu percebi que dependia muito do lugar em que você estava. Nitidamente quanto mais perto do palco, pior ficava a qualidade. Porém é importante lembrar que em 2001, o som também não estava perfeito. Outra coisa importante é não por toda a culpa no som pelo fato deles não reproduzirem com exatidão os arranjos do estúdio, isso é padrão.

Enfim, não embarquei neste clima de nostalgia. Não achei que estou velho para este tipo de som e na saída estava mais feliz, mais leve, assim como a maioria dos 5 mil fãs que assistiram a este belo show.

Abaixo o Set List completo com todas músicas tocadas e os respectivos discos.
1 - I Didn’t See It Coming ("Write About Love")
2 - I’m a Cukoo ("Dear Catastrophe Waitress")
3 - Step Into My Office, Baby ("Dear Catastrophe Waitress")
4 - Another Sunny Day ("The Life Pursuit")
5 - I’m Not Living in the Real World ("Write About Love")
6 - Piazza, New York Catcher ("Dear Catastrophe Waitress")
7 - I Want the World to Stop ("Write About Love")
8 - Lord Anthony ("Dear Catasrophe Waitress")
9 - Sukie in the Graveyard ("The Life Pursuit")
10 - The Fox in the Snow ("If You're Felling Sinister")
11 - (I Believe in) Travellin’ Light ("Lado B")
12 - If You’re Feeling Sinister ("If You’re Feeling Sinister")
13 - Write About Love ("Write About Love")
14 - There’s Too Much Love ("Fold Your Hands Child,You Walk Like a Peasant")
15 - The Boy with the Arab Strap ("The Boy With The Arab Strap")
16 - If You Find Yourself Caught in Love ("Dear Catasrophe Waitress")
17 - Simple Things ("The Boy With Arab Strap")
18 - Sleep the Clock Around ("The Boy With Arab Strap")

Bis
19 - Jonathan David (Single)
20 - Get Me Away from Here I’m Dying ("If You’re Feeling Sinister")
21 - Judy and the Dream of Horses ("If You’re Feeling Sinister")
22 - Me and the Major ("If You’re Feeling Sinister")

E agora vídeos de quatro momentos importantes. A entrada com "I Didn’t See It Coming", os convidados da platéia em cima do palco durante "The Boy with the Arab Strap", depois "Jonathan David" e "Get Me Away from Here I’m Dying" tocadas no retorno para o bis e por fim "Judy and the Dream of Horses" que foi um dos pontos altos da noite.


Sandro







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