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terça-feira, 15 de junho de 2010

(500) DIAS COM ELA - Esta é não uma história de amor. Esta é uma história sobre amor.

Queria ter escrito um post sobre este filme no ano passado quando estava nos cinemas, mas como a distribuição não rolou em muitas salas e ficou pouco tempo em cartaz, acabou passando.

Agora, por conta do lançamento em DVD para compra, além de estar disponível na TV por assinatura, finalmente posso recomendá-lo.

"(500) Dias Com Ela" é o que poderíamos classificar de comédia romantica. Mas é na verdade, mais que isso. Bem mais, alías.

O filme relata os 500 dias da onipresença de Summer (o título original é "(500) days of Summer") na vida de Tom, um arquiteto fracassado que vive de escrever cartões de felicitações. Sua pacata vida de amante da música pop (alguém se identifica?) é posta de cabeça para baixo com a chegada da nova garota ao escritório onde ele trabalha.

O olhar fascinante de Summer o conquista de imediato, mas ele não dá muita bola de início, descartando a possibilidade de rolar alguma coisa. Alguém aí, já sentiu esta sensação de "É muito para mim"?

Até que um dia no elevador, ela escuta a música que sai através de seu fone de ouvido e diz uma frase mágica. "Eu amo The Smiths". "Você tem um ótimo gosto musical". Como? A bela nova assistente do chefe é fã dos Smiths??

O papo fica por aí, mas Tom sente-se motivado a tentar uma aproximação. Esta motivação, torna-se mesmo uma obsessão. Com o passar dos dias, eles acabam criando uma intimidade, que vai aumentando ao poucos. Ele vai se envolvendo, até ficar completamente apaixonado pela moça, sentimento que não é recíproco. Mesmo depois de algum tempo juntos, ele nem sequer consegue ter certeza se pode considerá-la sua namorada ou não. Summer deixa claro desde o início que não está procurando nada sério. ("Pode parecer egoista, mas... eu gosto de ser sozinha").

Como a narrativa do filme não segue a cronologia exata dos dias e deixa claro desde o começo que são lembranças de Tom, posso contar aqui que esta história de amor não dá certo, sem correr o risco de estragar surpresa alguma. Até porque não é este o barato do filme. Na verdade, o enredo procura nos colocar na pele de Tom, que relembra todo este período na tentativa de entender o que não deu certo entre eles, já que tudo indicava que formavam o par perfeito.

O filme subverte a lógica de que a mulher é a sonhadora apaixonada, que acredita no amor e o homem é o prático que só quer diversão e sexo, sem compromissos mais sérios. Aqui os papéis se invertem e o resultado é triste, mas belo. Seria a vida apenas uma sequencia de coincidências? Este lance de destino é uma besteira?

"(500) Dias Com Ela" ainda traz um bônus considerável para os amantes de cultura pop, já que referências pop aparecem por todo o filme (música dos Pixies em Karaokê, é demais). A trilha sonora também é sensacional.

Vale destacar a ótima direção de Marc Webb, conhecido diretor de clips que fez bonito nesta estréia no cinema, além das excelentes atuações de Joseph Gordon-Levitt como Tom e da maravilhosa Zooey Deschanel (post específico sobre ela, aqui) como Summer.

Recomendo muito. Se não vai mudar sua vida, este anti-romance serve para trazer um olhar leve e diferente sobre as tradicionais hstórias de amor no cinema. É daqueles filmes que vale a pena ter em casa (eu já comprei...).


Sandro





(500) DIAS COM ELA - Esta é não uma história de amor. Esta é uma história sobre amor.

Queria ter escrito um post sobre este filme no ano passado quando estava nos cinemas, mas como a distribuição não rolou em muitas salas e ficou pouco tempo em cartaz, acabou passando.

Agora, por conta do lançamento em DVD para compra, além de estar disponível na TV por assinatura, finalmente posso recomendá-lo.

"(500) Dias Com Ela" é o que poderíamos classificar de comédia romantica. Mas é na verdade, mais que isso. Bem mais, alías.

O filme relata os 500 dias da onipresença de Summer (o título original é "(500) days of Summer") na vida de Tom, um arquiteto fracassado que vive de escrever cartões de felicitações. Sua pacata vida de amante da música pop (alguém se identifica?) é posta de cabeça para baixo com a chegada da nova garota ao escritório onde ele trabalha.

O olhar fascinante de Summer o conquista de imediato, mas ele não dá muita bola de início, descartando a possibilidade de rolar alguma coisa. Alguém aí, já sentiu esta sensação de "É muito para mim"?

Até que um dia no elevador, ela escuta a música que sai através de seu fone de ouvido e diz uma frase mágica. "Eu amo The Smiths". "Você tem um ótimo gosto musical". Como? A bela nova assistente do chefe é fã dos Smiths??

O papo fica por aí, mas Tom sente-se motivado a tentar uma aproximação. Esta motivação, torna-se mesmo uma obsessão. Com o passar dos dias, eles acabam criando uma intimidade, que vai aumentando ao poucos. Ele vai se envolvendo, até ficar completamente apaixonado pela moça, sentimento que não é recíproco. Mesmo depois de algum tempo juntos, ele nem sequer consegue ter certeza se pode considerá-la sua namorada ou não. Summer deixa claro desde o início que não está procurando nada sério. ("Pode parecer egoista, mas... eu gosto de ser sozinha").

Como a narrativa do filme não segue a cronologia exata dos dias e deixa claro desde o começo que são lembranças de Tom, posso contar aqui que esta história de amor não dá certo, sem correr o risco de estragar surpresa alguma. Até porque não é este o barato do filme. Na verdade, o enredo procura nos colocar na pele de Tom, que relembra todo este período na tentativa de entender o que não deu certo entre eles, já que tudo indicava que formavam o par perfeito.

O filme subverte a lógica de que a mulher é a sonhadora apaixonada, que acredita no amor e o homem é o prático que só quer diversão e sexo, sem compromissos mais sérios. Aqui os papéis se invertem e o resultado é triste, mas belo. Seria a vida apenas uma sequencia de coincidências? Este lance de destino é uma besteira?

"(500) Dias Com Ela" ainda traz um bônus considerável para os amantes de cultura pop, já que referências pop aparecem por todo o filme (música dos Pixies em Karaokê, é demais). A trilha sonora também é sensacional.

Vale destacar a ótima direção de Marc Webb, conhecido diretor de clips que fez bonito nesta estréia no cinema, além das excelentes atuações de Joseph Gordon-Levitt como Tom e da maravilhosa Zooey Deschanel (post específico sobre ela, aqui) como Summer.

Recomendo muito. Se não vai mudar sua vida, este anti-romance serve para trazer um olhar leve e diferente sobre as tradicionais hstórias de amor no cinema. É daqueles filmes que vale a pena ter em casa (eu já comprei...).


Sandro





quarta-feira, 28 de abril de 2010

QUEM AINDA NÃO CONHECE ZOOEY DESCHANEL?

Na semana passada via um link da amiga Ana Praconi lá no twitter, li uma matéria sobre a atriz e cantora Zooey Deschanel que me chamou a atenção. O texto comentava que numa pesquisa feita pela revista norte-americana Esquire que perguntou para 10.000 mulheres com quem elas transariam se fossem lésbicas, a nova musa indie foi a mais citada com 31% dos votos.

Fiquei meio chocado, pensando na minha alienação. Para mim, a garota ainda era para poucos. Pelo menos no campo musical, que é o seu lado mais interessante na minha opinião.

Se por acaso, você que lê estas linhas não a conhece. Prepare-se. Acho que Zooey ganhará um destaque maior em breve.

Sua carreira no cinema ainda não é sólida, contando com uma série de papéis secundários. Na linha de frente mesmo, só em três filmes. A bobagem "Sim, Senhor", "Fim dos Tempos" do ótimo diretor Shyamalan e o belíssimo "500 Dias com Ela", lançado no ano passado, com uma repercussão muito boa.

Vejo qualidades em seus trabalhos com atriz, mas sou fã é do seu lado musical, exposto na dupla formada com M. Ward e chamada singelamente de She & Him. Neste projeto Zooey é responsável pelos principais vocais, tocando teclados e compondo as músicas. Seu parceiro fica com a base de violão e guitarra.
Eles se conheceram através do cinema, quando fizeram um dueto especialmente para a trilha sonora do filme "The Go-Getter". Ficou bom, rolou uma química e eles decidiram trabalhar algumas composições que a Zooey já tinha. Um ano depois, em 2008, saiu o primeiro album que levou o nome de "Volume One". Disco este que foi muito bem recebido pela crítica em geral (a Paste Magazine o elegeu o melhor do ano), com méritos, diga-se de passagem, porque o disco é realmente muito bom.

Agora em março de 2010 lançaram o segundo trabalho, intitulado "Volume Two". Achei este ainda melhor que o primeiro. É o típico disco que bate bem já de primeira. Recomendo muito.

É isso. Além da dica sobre a qualidade musical da dupla She & Him, fica a sugestão para prestarem atenção na Zooey Deschanel. Atriz, compositora, música e cantora, ela vai longe.

Abaixo os vídeos de "Why Do You Let Me Stay Here/" do primeiro disco, depois "In The Sun" do segundo e uma linda versão para "You Really Got a Hold On Me", também gravada no disco de estréia.


Sandro






QUEM AINDA NÃO CONHECE ZOOEY DESCHANEL?

Na semana passada via um link da amiga Ana Praconi lá no twitter, li uma matéria sobre a atriz e cantora Zooey Deschanel que me chamou a atenção. O texto comentava que numa pesquisa feita pela revista norte-americana Esquire que perguntou para 10.000 mulheres com quem elas transariam se fossem lésbicas, a nova musa indie foi a mais citada com 31% dos votos.

Fiquei meio chocado, pensando na minha alienação. Para mim, a garota ainda era para poucos. Pelo menos no campo musical, que é o seu lado mais interessante na minha opinião.

Se por acaso, você que lê estas linhas não a conhece. Prepare-se. Acho que Zooey ganhará um destaque maior em breve.

Sua carreira no cinema ainda não é sólida, contando com uma série de papéis secundários. Na linha de frente mesmo, só em três filmes. A bobagem "Sim, Senhor", "Fim dos Tempos" do ótimo diretor Shyamalan e o belíssimo "500 Dias com Ela", lançado no ano passado, com uma repercussão muito boa.

Vejo qualidades em seus trabalhos com atriz, mas sou fã é do seu lado musical, exposto na dupla formada com M. Ward e chamada singelamente de She & Him. Neste projeto Zooey é responsável pelos principais vocais, tocando teclados e compondo as músicas. Seu parceiro fica com a base de violão e guitarra.
Eles se conheceram através do cinema, quando fizeram um dueto especialmente para a trilha sonora do filme "The Go-Getter". Ficou bom, rolou uma química e eles decidiram trabalhar algumas composições que a Zooey já tinha. Um ano depois, em 2008, saiu o primeiro album que levou o nome de "Volume One". Disco este que foi muito bem recebido pela crítica em geral (a Paste Magazine o elegeu o melhor do ano), com méritos, diga-se de passagem, porque o disco é realmente muito bom.

Agora em março de 2010 lançaram o segundo trabalho, intitulado "Volume Two". Achei este ainda melhor que o primeiro. É o típico disco que bate bem já de primeira. Recomendo muito.

É isso. Além da dica sobre a qualidade musical da dupla She & Him, fica a sugestão para prestarem atenção na Zooey Deschanel. Atriz, compositora, música e cantora, ela vai longe.

Abaixo os vídeos de "Why Do You Let Me Stay Here/" do primeiro disco, depois "In The Sun" do segundo e uma linda versão para "You Really Got a Hold On Me", também gravada no disco de estréia.


Sandro






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