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domingo, 28 de julho de 2013

MARCELO GLEISER – CIÊNCIA PARA MEDIOCRES


Medíocre (segundo Dicionário Aurélio):.
 adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre.
s.m. Algo ou alguém que não tem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo, sem talento e que está abaixo da média: os medíocres nunca alcançarão o sucesso.

Marcelo Gleiser é muito bom em passar suas mensagens e ideias cientificas para o grande público. É admirável. A algum tempo tenho interesse por seus textos e vídeos disponíveis nas diversas mídias sócias.

Quem é esse cara?
Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 março 1959). É físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Leciona na universidade norte-americana "Dartmouth Collegeem (Hanover - USA) onde Ministra uma disciplina chamada "Física para Poetas", extremamente popular na universidade, atraindo pessoas que não possuem ligações com a física. Essas aulas se caracterizam por relatos da história da ciência e dos cientistas juntamente com explicações sobre os fundamentos da física no laboratório através de experiências e demonstrações em sala de aula.

No Brasil Marcelo é mais conhecido por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão dos Estados Unidos e Inglaterra. Aqui no Brasil teve uma série no “Fantástico”, e uma atualmente no Discovery Channel.

“Para mim, não há absolutamente nenhuma dúvida de que o sobrenatural é completamente incompatível com uma visão científica do mundo, visão que costumo defender arduamente”.(Marcelo Gleiser)

LIVROS (alguns):
A Dança do Universo - editora Cia. das Letras-1997. Assunto central: origem do universo.
Retalhos Cósmicos - editora Cia. das Letras-1999. Assunto central: Ensaios.
O Fim da Terra e do Céu - editora Cia. das Letras - 2002. Assunto central: Ciências Exatas, Tecnologia e Informática.

Pela Publifolha lançou uma coletânia de colunas  publicados no jornal Folha de São Paulo , Micro Macro (2005) e Micro Macro 2 (2007).

 Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza - editora Record em 2010. Assunto central: Críticas, Física, Criação do Universo.

"... A mecânica universal não precisa de Deus! As pessoas podem precisar de Deus! São duas coisas completamente diferentes!" (Marcelo Gleiser)

Junto com quatro colegas (KC Cole, Adam Frank, Stuart Kauffman e Ursula Goodenough) Marcelo Gleiser mantém um blog sobre ciência e cultura, hospedado no site da National Public Radio. O nome do blog "13.7 Cosmos and culture" mesma idade estimada do universo: 13,7 bilhões de anos. Tem também a coluna que mantém no site folha.uol.com.br.

Tudo isso pra dizer que através de vários artigos do Marcelo , colunas, podcast, vídeos, livros, palestras, aumentei o interesse por ciência, física, universo, e porque não dizer “autoconhecimento”.

Também me incluo nos medíocres de hoje em dia. A mediocridade forjada, concebida, escarrada, e imposta pela sociedade atual que determina que o sucesso está na posição social e o status atingido pelo indivíduo. Nesse caso ainda creio que a morte é a mais doce  democracia.

Mas nem tudo são flores. Físicos como Luboš Motl (Republica Tcheca) e Roberto de Andrade Martins (Brasil) são críticos as obras de Gleiser apontando “erros” e “furos” nos artigos  publicados. Encontrei reportagens na internet onde classificam Gleiser para a física como o Dr. Drauzio Varella para medicina. O que será que querem dizer com isso? Tire sua conclusão.

O ponto principal é que como fonte de informação e pesquisa é inegável que os trabalhos publicados por Marcelo Gleiser são importantes para a educação e crescimento intelectual do indivíduo. Temos que aprender primeiro que 2 mais 2 são 4 antes de discutirmos as diferenças que podem ser causadas pelas casas decimais.

Graças a seus videos e livros,  muitos estão mais interessados em Isaac Asimov, Carl Sagan, Aldous Huxley, Albert Eisntein, Stephen Hawking (citando os mais famosos).

 Aos críticos digo que deixem de ser “bunda-moles” e vão a mídia dividir seus conhecimentos de forma acessível. Gritem, criem material para o povão, vocês também são responsáveis. Ou será que não se misturam com os medíocres? O Marcelo pelo menos mandou seu recado.

Enquanto isso, estou por aqui,  procurando aguçar minha capacidade de observação que adquiro  no dia-a-dia, com a convicção de o quanto medíocres somos perante a imensidão do universo.

ANSELMO


MARCELO GLEISER – CIÊNCIA PARA MEDIOCRES


Medíocre (segundo Dicionário Aurélio):.
 adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre.
s.m. Algo ou alguém que não tem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo, sem talento e que está abaixo da média: os medíocres nunca alcançarão o sucesso.

Marcelo Gleiser é muito bom em passar suas mensagens e ideias cientificas para o grande público. É admirável. A algum tempo tenho interesse por seus textos e vídeos disponíveis nas diversas mídias sócias.

Quem é esse cara?
Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro, 19 março 1959). É físico, astrônomo, professor, escritor e roteirista. Leciona na universidade norte-americana "Dartmouth Collegeem (Hanover - USA) onde Ministra uma disciplina chamada "Física para Poetas", extremamente popular na universidade, atraindo pessoas que não possuem ligações com a física. Essas aulas se caracterizam por relatos da história da ciência e dos cientistas juntamente com explicações sobre os fundamentos da física no laboratório através de experiências e demonstrações em sala de aula.

No Brasil Marcelo é mais conhecido por suas colunas de divulgação científica na Folha de S.Paulo. Escreveu sete livros e publicou três coletâneas de artigos. Já participou de programas de televisão dos Estados Unidos e Inglaterra. Aqui no Brasil teve uma série no “Fantástico”, e uma atualmente no Discovery Channel.

“Para mim, não há absolutamente nenhuma dúvida de que o sobrenatural é completamente incompatível com uma visão científica do mundo, visão que costumo defender arduamente”.(Marcelo Gleiser)

LIVROS (alguns):
A Dança do Universo - editora Cia. das Letras-1997. Assunto central: origem do universo.
Retalhos Cósmicos - editora Cia. das Letras-1999. Assunto central: Ensaios.
O Fim da Terra e do Céu - editora Cia. das Letras - 2002. Assunto central: Ciências Exatas, Tecnologia e Informática.

Pela Publifolha lançou uma coletânia de colunas  publicados no jornal Folha de São Paulo , Micro Macro (2005) e Micro Macro 2 (2007).

 Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza - editora Record em 2010. Assunto central: Críticas, Física, Criação do Universo.

"... A mecânica universal não precisa de Deus! As pessoas podem precisar de Deus! São duas coisas completamente diferentes!" (Marcelo Gleiser)

Junto com quatro colegas (KC Cole, Adam Frank, Stuart Kauffman e Ursula Goodenough) Marcelo Gleiser mantém um blog sobre ciência e cultura, hospedado no site da National Public Radio. O nome do blog "13.7 Cosmos and culture" mesma idade estimada do universo: 13,7 bilhões de anos. Tem também a coluna que mantém no site folha.uol.com.br.

Tudo isso pra dizer que através de vários artigos do Marcelo , colunas, podcast, vídeos, livros, palestras, aumentei o interesse por ciência, física, universo, e porque não dizer “autoconhecimento”.

Também me incluo nos medíocres de hoje em dia. A mediocridade forjada, concebida, escarrada, e imposta pela sociedade atual que determina que o sucesso está na posição social e o status atingido pelo indivíduo. Nesse caso ainda creio que a morte é a mais doce  democracia.

Mas nem tudo são flores. Físicos como Luboš Motl (Republica Tcheca) e Roberto de Andrade Martins (Brasil) são críticos as obras de Gleiser apontando “erros” e “furos” nos artigos  publicados. Encontrei reportagens na internet onde classificam Gleiser para a física como o Dr. Drauzio Varella para medicina. O que será que querem dizer com isso? Tire sua conclusão.

O ponto principal é que como fonte de informação e pesquisa é inegável que os trabalhos publicados por Marcelo Gleiser são importantes para a educação e crescimento intelectual do indivíduo. Temos que aprender primeiro que 2 mais 2 são 4 antes de discutirmos as diferenças que podem ser causadas pelas casas decimais.

Graças a seus videos e livros,  muitos estão mais interessados em Isaac Asimov, Carl Sagan, Aldous Huxley, Albert Eisntein, Stephen Hawking (citando os mais famosos).

 Aos críticos digo que deixem de ser “bunda-moles” e vão a mídia dividir seus conhecimentos de forma acessível. Gritem, criem material para o povão, vocês também são responsáveis. Ou será que não se misturam com os medíocres? O Marcelo pelo menos mandou seu recado.

Enquanto isso, estou por aqui,  procurando aguçar minha capacidade de observação que adquiro  no dia-a-dia, com a convicção de o quanto medíocres somos perante a imensidão do universo.

ANSELMO


quarta-feira, 6 de julho de 2011

A MORTE DE BUNNY MUNRO - NICK CAVE



Tá interessando em um livro divertido sobre um cafajeste decadente, e que o final está estampado na capa? Então leia “A Morte de Bunny Munro. A segunda aventura literária de Nick Cave, a primeira lançada no Brasil pela editora Record. Saiu em 2010, mas só acabei de ler agora.

Bunny Munro é um galanteador de segunda, marido e pai de terceira e uma “nóia” de quinta, um vendedor de cosméticos que após o suicídio da esposa, é assombrado por ela.

Não espere um romance com final feliz, a trajetória de Bunny e seu filho (uma figura á parte) é um cometa em direção ao sol, uma tragédia anunciada, que vai ficando mais alucinante a cada capítulo que vai te tragando ao ápice da história.

O primeiro trabalho de Nick Cave como escritor foi “And The Ass Saw The Angel” de 1989. Sua lite¬ra¬tura é muito parecida com sua carreira musical, iniciada nos anos 1980. Os temas usados são morte, sexo e dor. Sempre ressaltando o desencanto e momentos deprimentes e chocantes.

Anselmo

A MORTE DE BUNNY MUNRO - NICK CAVE



Tá interessando em um livro divertido sobre um cafajeste decadente, e que o final está estampado na capa? Então leia “A Morte de Bunny Munro. A segunda aventura literária de Nick Cave, a primeira lançada no Brasil pela editora Record. Saiu em 2010, mas só acabei de ler agora.

Bunny Munro é um galanteador de segunda, marido e pai de terceira e uma “nóia” de quinta, um vendedor de cosméticos que após o suicídio da esposa, é assombrado por ela.

Não espere um romance com final feliz, a trajetória de Bunny e seu filho (uma figura á parte) é um cometa em direção ao sol, uma tragédia anunciada, que vai ficando mais alucinante a cada capítulo que vai te tragando ao ápice da história.

O primeiro trabalho de Nick Cave como escritor foi “And The Ass Saw The Angel” de 1989. Sua lite¬ra¬tura é muito parecida com sua carreira musical, iniciada nos anos 1980. Os temas usados são morte, sexo e dor. Sempre ressaltando o desencanto e momentos deprimentes e chocantes.

Anselmo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

JAMES ELLROY - Literatura de alta qualidade com marcas de sangue

Esta semana li que a edição de 2011 (acontece entre os dias 06 e 10 de julho) da Festa Literária Internacional de Paraty terá a ilustre presença de James Ellroy. O site da Flip não oficializa nada, mas parece que está tudo certo mesmo.

Boa oportunidade para recomendar este escritor norte-americano que é considerado como o mestre da literatura policial contemporânea.

Crimes e assassinos são com ele mesmo. Se você curte este tipo de história e ainda não manteve contato com nenhum livro deste cara, não vacile, pode ir atrás.

Seu estilo beira a reportagem policial, possui uma série de detalhes, a narrativa é simples, porém densa. Dá para perceber que ele estuda e entende do assunto.

Pouco complexo, é verdade, Ellroy é daqueles autores gostosos de ler. O tipo de autor que escreve livros para serem digeridos sem muito esforço, mas com a qualidade dos bons filmes policiais. Aliás, duas de suas obras foram adaptadas para o cinema com relativo sucesso. "Dália Negra" e "Los Angeles - Cidade Proibida" são bons exemplos do tipo de história que James Ellroy conta.

Do que li, destaco "Tablóide Americano" e o já citado "Los Angeles, Cidade Proibida". Para quem quiser uma amostra mais variada de seu estilo, uma boa pedida é "Onda de Crimes", uma coletânea que mistura contos ficcionais com ensaios que analisam crimes reais (o caso O.J. Simpsom, por exemplo) publicados originalmente na revista GQ. Dentro deste livro, encontramos o conto "O Assassino de minha mãe", onde Ellroy escreve de forma brilhante sobre o espinhoso tema que é o caso não solucionado do asassinato de sua mãe quando ele ainda tinha 10 anos.

Depois de ler alguma obra de ficção dele, torna-se obrigatório sua autobiografia intitulada "Meus Lugares Escuros". Livro maravilhoso, onde o real James Ellroy nos mostra que ele mesmo poderia ser um personagem de mão cheia para qualquer obra de ficção de qualidade.

É isso. Se Ellroy vier mesmo ao Brasil este ano será uma ótima oportunidade para uma maior divulgação de seu trabalho, além de quem sabe motivar a editora a relançar alguns de seus livros que encontram-se foram de catálogo atualmente.

De novo, gosta do gênero policial? James Ellroy é obrigatório.


Sandro

JAMES ELLROY - Literatura de alta qualidade com marcas de sangue

Esta semana li que a edição de 2011 (acontece entre os dias 06 e 10 de julho) da Festa Literária Internacional de Paraty terá a ilustre presença de James Ellroy. O site da Flip não oficializa nada, mas parece que está tudo certo mesmo.

Boa oportunidade para recomendar este escritor norte-americano que é considerado como o mestre da literatura policial contemporânea.

Crimes e assassinos são com ele mesmo. Se você curte este tipo de história e ainda não manteve contato com nenhum livro deste cara, não vacile, pode ir atrás.

Seu estilo beira a reportagem policial, possui uma série de detalhes, a narrativa é simples, porém densa. Dá para perceber que ele estuda e entende do assunto.

Pouco complexo, é verdade, Ellroy é daqueles autores gostosos de ler. O tipo de autor que escreve livros para serem digeridos sem muito esforço, mas com a qualidade dos bons filmes policiais. Aliás, duas de suas obras foram adaptadas para o cinema com relativo sucesso. "Dália Negra" e "Los Angeles - Cidade Proibida" são bons exemplos do tipo de história que James Ellroy conta.

Do que li, destaco "Tablóide Americano" e o já citado "Los Angeles, Cidade Proibida". Para quem quiser uma amostra mais variada de seu estilo, uma boa pedida é "Onda de Crimes", uma coletânea que mistura contos ficcionais com ensaios que analisam crimes reais (o caso O.J. Simpsom, por exemplo) publicados originalmente na revista GQ. Dentro deste livro, encontramos o conto "O Assassino de minha mãe", onde Ellroy escreve de forma brilhante sobre o espinhoso tema que é o caso não solucionado do asassinato de sua mãe quando ele ainda tinha 10 anos.

Depois de ler alguma obra de ficção dele, torna-se obrigatório sua autobiografia intitulada "Meus Lugares Escuros". Livro maravilhoso, onde o real James Ellroy nos mostra que ele mesmo poderia ser um personagem de mão cheia para qualquer obra de ficção de qualidade.

É isso. Se Ellroy vier mesmo ao Brasil este ano será uma ótima oportunidade para uma maior divulgação de seu trabalho, além de quem sabe motivar a editora a relançar alguns de seus livros que encontram-se foram de catálogo atualmente.

De novo, gosta do gênero policial? James Ellroy é obrigatório.


Sandro

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

50 ANOS A MIL - Biografia do Lobão


E não é que chegando o Natal as editoras estão lançando uma série interessante de livros sobre Músicos e Bandas Pop?! Eu acho bem legal, pena que não vou conseguir ler todos esses registros e biografias de uma vez, porém posso comentá-los.

Alguns que pude conferir nas livrarias são, “Bowie – A Biografia” de Marc Spitz, “VIDA” de Keith Richards, “Só Garotos” de Patti Smith, “Eu Sou OZZY” de Ozzy Osbourne, “Quando Os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra” de Mick Wall (sobre o Led Zeppelin).

Mas diante de tantos livros sobre “bandas gringas” um título sobre um artista nacional chamou minha atenção, “ 50 ANOS A MIL” (Nova Fronteira) de autoria de Lobão e o jornalista Claudio Tognolli.

João Luíz Woerdenbag Filho, carioca, nascido em 11 de outubro de 1957, começou a carreira aos 17 anos, e de seus primeiros trabalhos podemos citar a banda "Vímana" com Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama. Tem um registro da banda no filme “Ritmo Alucinante” (1975). Fundou a Blitz com Evandro Mesquita, até iniciar a sua carreira solo em 1982 com “Cena de Cinema”, onde se consagrou na geração dos anos 80 do tal “Rock Nacional”.

Acredito que relatos sobre as desavensas com figuras como Caetano Veloso, onde teve a troca de farpas das canções "Rock'n Raul" (que fala em "lobo bolo"), e a resposta "Para o mano Caetano". E a “treta” com Herbert Vianna devido ao suposto plágio de "Cena de cinema" feita pelos Paralamas com "Cinema mudo".

Em 2005, Lobão inicia sua trajetória televisiva com o programa “Saca Rolha”, na PlayTV, junto com Marcelo Tas e a modelo Mariana Weickert. Como é do conhecimento de todos, hoje o cantor trabalha como apresentador na MTV, moderando o programa MTV Debate e apresentando o programa Lobotomia.

Ainda não comecei a ler o livro, porém assim que terminar volto aqui no Blog para comentar mais sobre a vida desse “artista multimídia brasileiro”.


Anselmo

50 ANOS A MIL - Biografia do Lobão


E não é que chegando o Natal as editoras estão lançando uma série interessante de livros sobre Músicos e Bandas Pop?! Eu acho bem legal, pena que não vou conseguir ler todos esses registros e biografias de uma vez, porém posso comentá-los.

Alguns que pude conferir nas livrarias são, “Bowie – A Biografia” de Marc Spitz, “VIDA” de Keith Richards, “Só Garotos” de Patti Smith, “Eu Sou OZZY” de Ozzy Osbourne, “Quando Os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra” de Mick Wall (sobre o Led Zeppelin).

Mas diante de tantos livros sobre “bandas gringas” um título sobre um artista nacional chamou minha atenção, “ 50 ANOS A MIL” (Nova Fronteira) de autoria de Lobão e o jornalista Claudio Tognolli.

João Luíz Woerdenbag Filho, carioca, nascido em 11 de outubro de 1957, começou a carreira aos 17 anos, e de seus primeiros trabalhos podemos citar a banda "Vímana" com Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama. Tem um registro da banda no filme “Ritmo Alucinante” (1975). Fundou a Blitz com Evandro Mesquita, até iniciar a sua carreira solo em 1982 com “Cena de Cinema”, onde se consagrou na geração dos anos 80 do tal “Rock Nacional”.

Acredito que relatos sobre as desavensas com figuras como Caetano Veloso, onde teve a troca de farpas das canções "Rock'n Raul" (que fala em "lobo bolo"), e a resposta "Para o mano Caetano". E a “treta” com Herbert Vianna devido ao suposto plágio de "Cena de cinema" feita pelos Paralamas com "Cinema mudo".

Em 2005, Lobão inicia sua trajetória televisiva com o programa “Saca Rolha”, na PlayTV, junto com Marcelo Tas e a modelo Mariana Weickert. Como é do conhecimento de todos, hoje o cantor trabalha como apresentador na MTV, moderando o programa MTV Debate e apresentando o programa Lobotomia.

Ainda não comecei a ler o livro, porém assim que terminar volto aqui no Blog para comentar mais sobre a vida desse “artista multimídia brasileiro”.


Anselmo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O CORAÇÃO DAS TREVAS

Hoje retorno aos livros. E como já faz um tempo que não escrevo nada sobre literatura clássica, vamos de um "classudo" de primeira qualidade.

A dica que eu vou deixar aqui é "O Coração das Trevas" de Joseph Conrad, publicado em 1902.

O escritor polonês naturalizado britânico é tido por muitos como um dos maiores autores da lingua inglesa em todos os tempos. Mas não chega a ser uma unanimidade e nem é tão badalado como outros escritores que também influenciaram gerações.

Conrad trabalhou por quase 20 anos como marinheiro e usou muito de suas experiências na construção das histórias. Muitas delas inclusive tiveram o mar como pano de fundo, mas o que eu mais admiro nele é a profundidade de seus personagens.

Em "O Coração das Trevas" viajamos na companhia do marinheiro Marley que numa jornada rio adentro do coração da África vai em busca do atormentado e misterioso Kurtz enquanto se depara tanto com a barbárie praticada pelo colonizadores europeus (que deveriam representar a civilização) quanto pelos nativos africanos (que seriam os primitivos indefesos).

Quanto mais longe chega o barco, mais ficamos perto de descobrir os mistérios da "lenda" Kurz. Tudo narrado de forma densa e profunda cujo aspecto principal reside nas cosntantes reflexões dos personagens a respeito dos nossos valores e dos desvios inerentes a natureza humana. Uma viagem interna mais intensa do que a física que se passa no meio do nada. Não há ninguém totalmente bondoso e não há ninguém totalmente maldoso.

Esta obra-prima merece ser lida. E não pensem que trata-se de uma narrativa pesada e cansativa. Nada disso. O livro traz prazer e cativa facilmente o leitor.

Se você gostar, recomendo outras obras de Conrad que também são referência: "Lord Jim" de 1900, "Nostromo" de 1904 (considerada por especialistas como seu melhor texto) e "Os Duelistas" de 1908 (que muitos anos depois viraria filme nas mãos de Ridley Scott).

Para fechar, uma informação adicional e de fundamental importância. Em 1979 "O Coração das Trevas" foi adaptado para o cinema pelo excelente Francis Ford Coppola. Esta adaptação gerou outra obra-prima, desta vez cinematográfica, chamada "Apocalipse Now". Copolla teve a manha de mudar o cenário da história para a Guerra do Vietnã. O filme, um de meus preferidos, merece post específico que eu prometo para um futuro próximo.

"O Horror! O Horror!"


Sandro

O CORAÇÃO DAS TREVAS

Hoje retorno aos livros. E como já faz um tempo que não escrevo nada sobre literatura clássica, vamos de um "classudo" de primeira qualidade.

A dica que eu vou deixar aqui é "O Coração das Trevas" de Joseph Conrad, publicado em 1902.

O escritor polonês naturalizado britânico é tido por muitos como um dos maiores autores da lingua inglesa em todos os tempos. Mas não chega a ser uma unanimidade e nem é tão badalado como outros escritores que também influenciaram gerações.

Conrad trabalhou por quase 20 anos como marinheiro e usou muito de suas experiências na construção das histórias. Muitas delas inclusive tiveram o mar como pano de fundo, mas o que eu mais admiro nele é a profundidade de seus personagens.

Em "O Coração das Trevas" viajamos na companhia do marinheiro Marley que numa jornada rio adentro do coração da África vai em busca do atormentado e misterioso Kurtz enquanto se depara tanto com a barbárie praticada pelo colonizadores europeus (que deveriam representar a civilização) quanto pelos nativos africanos (que seriam os primitivos indefesos).

Quanto mais longe chega o barco, mais ficamos perto de descobrir os mistérios da "lenda" Kurz. Tudo narrado de forma densa e profunda cujo aspecto principal reside nas cosntantes reflexões dos personagens a respeito dos nossos valores e dos desvios inerentes a natureza humana. Uma viagem interna mais intensa do que a física que se passa no meio do nada. Não há ninguém totalmente bondoso e não há ninguém totalmente maldoso.

Esta obra-prima merece ser lida. E não pensem que trata-se de uma narrativa pesada e cansativa. Nada disso. O livro traz prazer e cativa facilmente o leitor.

Se você gostar, recomendo outras obras de Conrad que também são referência: "Lord Jim" de 1900, "Nostromo" de 1904 (considerada por especialistas como seu melhor texto) e "Os Duelistas" de 1908 (que muitos anos depois viraria filme nas mãos de Ridley Scott).

Para fechar, uma informação adicional e de fundamental importância. Em 1979 "O Coração das Trevas" foi adaptado para o cinema pelo excelente Francis Ford Coppola. Esta adaptação gerou outra obra-prima, desta vez cinematográfica, chamada "Apocalipse Now". Copolla teve a manha de mudar o cenário da história para a Guerra do Vietnã. O filme, um de meus preferidos, merece post específico que eu prometo para um futuro próximo.

"O Horror! O Horror!"


Sandro

terça-feira, 19 de outubro de 2010

LUCAS FIGUEIREDO - Leitura Obrigatória


Em uma época tão importante da política brasileira, acredito que alguns episódios da História de nosso país precisam ser discutidos e pesquisados, inclusive entre os mais jovens. Por isso, gostaria de recomendar as obras literárias do jornalista Lucas Figueiredo.

Lucas Figueiredo nasceu em Belo Horizonte em 1968. Trabalhou na Folha de S.Paulo, como repórter e chefe de reportagem, e no Estado de Minas, como repórter especial. Colaborou com O Estado de S.Paulo, o serviço brasileiro da rádio BBC de Londres e as revistas Rolling Stone, Playboy, Caros Amigos, Superinteressante, Revista MTV, Nossa História e Defue Sud (Bélgica), entre outras. Recebeu três vezes o Prêmio Esso, o mais importante do jornalismo nacional – em 2007, foi premiado, na categoria Reportagem, com a série de matérias que revelou o conteúdo do Orvil, publicada simultaneamente no Correio Braziliense e no Estado de Minas. O jornalista também foi agraciado com os prêmios Imprensa Embratel e Folha.

Quanto aos seus livros, altamente recomendados são Morcegos negros (2000), Ministério do silêncio (2005), O operador (2006), e mais recentemente Olho Por Olho: Os Livros Secretos da Ditadura, todos publicados pela Record.

Particularmente gostei muito do Ministério do Silencio, nele, o autor aborda um tema  interessante: Em todos os países democráticos, o serviço secreto está voltado para o exterior, porém no Brasil ocorre exatamente o contrário, de 1927 a 2005, o serviço secreto investigou e perseguiu os cidadãos brasileiros, sobretudo aqueles envolvidos na busca de uma sociedade livre. O livro é rico em informações baseadas em mais de 20 quilos de documentos onde o jornalista Lucas Figueiredo faz a primeira história do serviço secreto no Brasil, de sua criação aos dias atuais, passando pelos anos sombrios da ditadura. O livro traz surpreendentes revelações, e é todo ilustrado com fotos e documentos inéditos.

O último trabalho, “Olho Por Olho”, mostra a guerra entre os defensores e os opositores da ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). O confronto derradeiro mobilizou menos de 40 combatentes de cada lado, foi silencioso, durou 28 anos: de 1979 a 2007. Os dois lados dessa batalha pode ser comparada em dois livros. Brasil: nunca mais — a “bíblia” sobre a tortura praticada pelas Forças Armadas — e o menos conhecido Orvil, a resposta do Exército, sobre a guerrilha e o terrorismo de esquerda.

Informações sobre essa batalha, estão agora registradas nessa última obra de Lucas Figueiredo. Foi lançado em 2009, porém somente consegui um exemplar agora, o que prometo comentar em maiores detalhes futuramente.


Anselmo


LUCAS FIGUEIREDO - Leitura Obrigatória


Em uma época tão importante da política brasileira, acredito que alguns episódios da História de nosso país precisam ser discutidos e pesquisados, inclusive entre os mais jovens. Por isso, gostaria de recomendar as obras literárias do jornalista Lucas Figueiredo.

Lucas Figueiredo nasceu em Belo Horizonte em 1968. Trabalhou na Folha de S.Paulo, como repórter e chefe de reportagem, e no Estado de Minas, como repórter especial. Colaborou com O Estado de S.Paulo, o serviço brasileiro da rádio BBC de Londres e as revistas Rolling Stone, Playboy, Caros Amigos, Superinteressante, Revista MTV, Nossa História e Defue Sud (Bélgica), entre outras. Recebeu três vezes o Prêmio Esso, o mais importante do jornalismo nacional – em 2007, foi premiado, na categoria Reportagem, com a série de matérias que revelou o conteúdo do Orvil, publicada simultaneamente no Correio Braziliense e no Estado de Minas. O jornalista também foi agraciado com os prêmios Imprensa Embratel e Folha.

Quanto aos seus livros, altamente recomendados são Morcegos negros (2000), Ministério do silêncio (2005), O operador (2006), e mais recentemente Olho Por Olho: Os Livros Secretos da Ditadura, todos publicados pela Record.

Particularmente gostei muito do Ministério do Silencio, nele, o autor aborda um tema  interessante: Em todos os países democráticos, o serviço secreto está voltado para o exterior, porém no Brasil ocorre exatamente o contrário, de 1927 a 2005, o serviço secreto investigou e perseguiu os cidadãos brasileiros, sobretudo aqueles envolvidos na busca de uma sociedade livre. O livro é rico em informações baseadas em mais de 20 quilos de documentos onde o jornalista Lucas Figueiredo faz a primeira história do serviço secreto no Brasil, de sua criação aos dias atuais, passando pelos anos sombrios da ditadura. O livro traz surpreendentes revelações, e é todo ilustrado com fotos e documentos inéditos.

O último trabalho, “Olho Por Olho”, mostra a guerra entre os defensores e os opositores da ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). O confronto derradeiro mobilizou menos de 40 combatentes de cada lado, foi silencioso, durou 28 anos: de 1979 a 2007. Os dois lados dessa batalha pode ser comparada em dois livros. Brasil: nunca mais — a “bíblia” sobre a tortura praticada pelas Forças Armadas — e o menos conhecido Orvil, a resposta do Exército, sobre a guerrilha e o terrorismo de esquerda.

Informações sobre essa batalha, estão agora registradas nessa última obra de Lucas Figueiredo. Foi lançado em 2009, porém somente consegui um exemplar agora, o que prometo comentar em maiores detalhes futuramente.



Anselmo


sábado, 2 de outubro de 2010

LIVROS SOBRE POLÍTICA - Experimente para ver se essa coisa é chata mesmo...

A primeira vez que a palavra política foi escrita aqui no blog foi num post de um ano atrás sobre um filme chamado "O Lobo" (leia aqui). Na ocasião citei o acordo que fizemos ao criar o Minerva Pop. Evitar ao máximo escrever sobre futebol, política e religião. Posteriormente conseguimos inserir estes temas sem precisar expor nossas (quase sempre veementes) opiniões / paixões e desta forma ascender polêmicas que não são objeto deste espaço.

Depois do ótimo post do Anselmo (aqui) onde ele lista uma série de filmes sobre a história política brasileira e diante de um final de semana tão importante para o futuro de nosso país, vou continuar no assunto.

Minha idéia hoje é escrever a respeito de alguns livros que tratam sobre política (leia todos posts relacionados aqui). São óticas e abordagens bem distintas, mas que podem de alguma maneira contribuir para uma melhor compreensão deste assunto. Para isso não fiz nenhuma pesquisa e optei simplesmente por citar livros que estão em minha prateleira particular.

Quem sabe algum destes não traz um assunto que desperte seu interesse pelo tema...

Vamos lá.
  • "Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro" - de Raymundo Faoro. O livro é sobre a formação sócio-política do Brasil e pretende mostrar como o real poder do país sempre esteve concentrado nas mãos de poucos. O livro possui um tom mais didático e pode cansar aqueles que não curtem muito história, mas acho que é fundamental para entender um pouco do que se passa no Brasil por fora do governo sob uma ótica acadêmica.
  • "A Mosca Azul. Reflexão sobre o Poder" - de Frei Betto. O ex-prisioneiro político autor com muitas obras publicadas nos conta á partir de sua experiência pessoal a transformação que o poder traz na rotina e comportamento dos políticos. Leitura fácil e crítica. Pode até parecer um certo despeito de quem lutou para chegar ao poder e depois no governo acabou ficando alijado, mas é bem mais que isso. Frei Betto foi assessor do presidente Lula de 2003 a 2004.
  • "Morcegos Negros" - de Lucas Figueiredo. O esquema PC Farias e suas relações com o mundo do crime organizado dissecado neste brilhante trabalho.
  • "O Operador" - de Lucas Figueiredo. O livro conta a história de ninguém menos que Marcos Valério e nos mostra com uma riqueza de detalhes que só o jornalismo investigativo sério pode trazer como um homem que saiu do nada tornou-se milionário através de esquemas de caixa 2 nas campanhas de PSDB e PT.
  • "Ministério do Silêncio" - de Lucas Figueiredo. Livro sobre a história do serviço secreto brasileiro. Muita coisa suja e estarrecedora comprovada com vasta documentação.
  • " A Ditadura Envergonhada" - Elio Gaspari. Um minucioso relato do golpe militar de 1964 e seus primeiros anos, quando ainda ganhava corpo a forma truculenta e cruel de governar que seria imposta ao Brasil por um longo tempo. Mostra esta primeira fase e vai até 1969.
  • "A Ditadura Escancarada" - de Elio Gaspari. Continuidade no estudo do regime retrata o período de 1969 até 1974, época mais dura da ditadura militar no Brasil. São os "anos de chumbo" contra o "milagre econômico".
  • "A Ditadura Derrotada" - Elio Gaspari. Relata os bastidores do desmonte do sistema e a ruína da era ditatorial em nosso país. Talvez seja o volume onde Gaspari mais sai do estilo jornalistico e narra a história quase como se fosse um romance.
  • "Dossiê Brasília. Os Segredos dos Presidentes" - de Geneton Moraes Neto. São entrevistas exclusivas feitas com os quatro primeiros presidentes do Brasil no período pós ditadura. Caso você não saiba são eles José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. O fato destas entrevistas terem sido feitas para o Programa Fantástico da Rede Globo pode gerar um preconceito que na minha visão não cabe. No livro temos as transcrições completas das conversas e o foco não é julgar ou analisar este ou aquele governante, apesar de que todos obviamente procuram sempre enaltecer seus feitos. O bacana aqui fica justamente em detalhes da rotina do poder que só quem está lá vive. As pequenas histórias para mim são as mais interessantes.
  • "O Presidente que Sabia Javanês" - de Carlos Heitor Cony e Angeli. É uma compilação de crônicas e charges dos autores publicadas originalmente no jornal Folha de São Paulo (quando este ainda era sério) no período de 1994 a 2000 e cujo único tema era o então preseidente Fernando Henrique Cardoso. Um retrato bem humorado, extremamente lúcido e crítico de uma época em que segundo Cony "regredimos ao estágio de colônia". Importante dizer que não se trata de oposicionistas, pelo contrário, e que não há viés partidário algum na edição.
  • "Cartas a Che Guevara" - de Emir Sader. Por ocasião dos 30 anos de sua morte, o autor pretende dialogar com a lenda Che Guevara no intuito de entender a razão do fascínio e impacto que sua figura ainda traz a milhares de jovens pelo mundo mesmo que estes na grande maioria das vezes nunca tenham lido nada a seu respeito.
  • "Textos Anarquistas" - de Bakunin. Se você é daqueles que não acredita em política, que anula o voto e acha que está tudo errado este é para você. Pelo menos vai te trazer um embasamento para estas discussões utópicas sobre a liberdade plena. Bakunin era russo, viveu no século 19 e se opunha a todo e qualquer regime de governo que não fosse a liberdade total.
  • "10 Dias que Abalaram o Mundo" - de John Reed. O jornalista norte-americano estava lá e acompanhou de perto a revolução comunista de 1917. O livro é um relato detalhado da situação da Rússia naquela época e mostra como foi construido o alicerce para um regime que durou mais de meio século.
  • "O Príncipe" - de Maquiavel. Este é fundamental. Publicado em 1532 e mais comentado do que lido, aqui Maquiavel traçou o que foi durante muito tempo uma espécie de bíblia para diversos governantes. Um estilo que atravessa gerações e ainda continua vivo. Frio, Maquiavel define a politica como um jogo de forças onde vale tudo para que não se perca o controle. "Se os homens fossem melhores, não seria necessário o uso da força e da fraude" escreve ele. O Governo deve agir com crueldade se necessário. O fundamental é garantir os interesses do Estado, mesmo que para isso preceitos morais tenham que ser atropelados no meio do caminho.

É isso. Um pouco de tudo, jogado de forma aleatória de acordo com o que eu olhava aqui na estante. Não vou recomendar expressamente nada, até porque para quem não gosta, o que está aí em cima é muito chato. Mas para quem tiver interesse em buscar mais informações, tem um pouco de tudo.


Sandro

LIVROS SOBRE POLÍTICA - Experimente para ver se essa coisa é chata mesmo...

A primeira vez que a palavra política foi escrita aqui no blog foi num post de um ano atrás sobre um filme chamado "O Lobo" (leia aqui). Na ocasião citei o acordo que fizemos ao criar o Minerva Pop. Evitar ao máximo escrever sobre futebol, política e religião. Posteriormente conseguimos inserir estes temas sem precisar expor nossas (quase sempre veementes) opiniões / paixões e desta forma ascender polêmicas que não são objeto deste espaço.

Depois do ótimo post do Anselmo (aqui) onde ele lista uma série de filmes sobre a história política brasileira e diante de um final de semana tão importante para o futuro de nosso país, vou continuar no assunto.

Minha idéia hoje é escrever a respeito de alguns livros que tratam sobre política (leia todos posts relacionados aqui). São óticas e abordagens bem distintas, mas que podem de alguma maneira contribuir para uma melhor compreensão deste assunto. Para isso não fiz nenhuma pesquisa e optei simplesmente por citar livros que estão em minha prateleira particular.

Quem sabe algum destes não traz um assunto que desperte seu interesse pelo tema...

Vamos lá.
  • "Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro" - de Raymundo Faoro. O livro é sobre a formação sócio-política do Brasil e pretende mostrar como o real poder do país sempre esteve concentrado nas mãos de poucos. O livro possui um tom mais didático e pode cansar aqueles que não curtem muito história, mas acho que é fundamental para entender um pouco do que se passa no Brasil por fora do governo sob uma ótica acadêmica.
  • "A Mosca Azul. Reflexão sobre o Poder" - de Frei Betto. O ex-prisioneiro político autor com muitas obras publicadas nos conta á partir de sua experiência pessoal a transformação que o poder traz na rotina e comportamento dos políticos. Leitura fácil e crítica. Pode até parecer um certo despeito de quem lutou para chegar ao poder e depois no governo acabou ficando alijado, mas é bem mais que isso. Frei Betto foi assessor do presidente Lula de 2003 a 2004.
  • "Morcegos Negros" - de Lucas Figueiredo. O esquema PC Farias e suas relações com o mundo do crime organizado dissecado neste brilhante trabalho.
  • "O Operador" - de Lucas Figueiredo. O livro conta a história de ninguém menos que Marcos Valério e nos mostra com uma riqueza de detalhes que só o jornalismo investigativo sério pode trazer como um homem que saiu do nada tornou-se milionário através de esquemas de caixa 2 nas campanhas de PSDB e PT.
  • "Ministério do Silêncio" - de Lucas Figueiredo. Livro sobre a história do serviço secreto brasileiro. Muita coisa suja e estarrecedora comprovada com vasta documentação.
  • " A Ditadura Envergonhada" - Elio Gaspari. Um minucioso relato do golpe militar de 1964 e seus primeiros anos, quando ainda ganhava corpo a forma truculenta e cruel de governar que seria imposta ao Brasil por um longo tempo. Mostra esta primeira fase e vai até 1969.
  • "A Ditadura Escancarada" - de Elio Gaspari. Continuidade no estudo do regime retrata o período de 1969 até 1974, época mais dura da ditadura militar no Brasil. São os "anos de chumbo" contra o "milagre econômico".
  • "A Ditadura Derrotada" - Elio Gaspari. Relata os bastidores do desmonte do sistema e a ruína da era ditatorial em nosso país. Talvez seja o volume onde Gaspari mais sai do estilo jornalistico e narra a história quase como se fosse um romance.
  • "Dossiê Brasília. Os Segredos dos Presidentes" - de Geneton Moraes Neto. São entrevistas exclusivas feitas com os quatro primeiros presidentes do Brasil no período pós ditadura. Caso você não saiba são eles José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. O fato destas entrevistas terem sido feitas para o Programa Fantástico da Rede Globo pode gerar um preconceito que na minha visão não cabe. No livro temos as transcrições completas das conversas e o foco não é julgar ou analisar este ou aquele governante, apesar de que todos obviamente procuram sempre enaltecer seus feitos. O bacana aqui fica justamente em detalhes da rotina do poder que só quem está lá vive. As pequenas histórias para mim são as mais interessantes.
  • "O Presidente que Sabia Javanês" - de Carlos Heitor Cony e Angeli. É uma compilação de crônicas e charges dos autores publicadas originalmente no jornal Folha de São Paulo (quando este ainda era sério) no período de 1994 a 2000 e cujo único tema era o então preseidente Fernando Henrique Cardoso. Um retrato bem humorado, extremamente lúcido e crítico de uma época em que segundo Cony "regredimos ao estágio de colônia". Importante dizer que não se trata de oposicionistas, pelo contrário, e que não há viés partidário algum na edição.
  • "Cartas a Che Guevara" - de Emir Sader. Por ocasião dos 30 anos de sua morte, o autor pretende dialogar com a lenda Che Guevara no intuito de entender a razão do fascínio e impacto que sua figura ainda traz a milhares de jovens pelo mundo mesmo que estes na grande maioria das vezes nunca tenham lido nada a seu respeito.
  • "Textos Anarquistas" - de Bakunin. Se você é daqueles que não acredita em política, que anula o voto e acha que está tudo errado este é para você. Pelo menos vai te trazer um embasamento para estas discussões utópicas sobre a liberdade plena. Bakunin era russo, viveu no século 19 e se opunha a todo e qualquer regime de governo que não fosse a liberdade total.
  • "10 Dias que Abalaram o Mundo" - de John Reed. O jornalista norte-americano estava lá e acompanhou de perto a revolução comunista de 1917. O livro é um relato detalhado da situação da Rússia naquela época e mostra como foi construido o alicerce para um regime que durou mais de meio século.
  • "O Príncipe" - de Maquiavel. Este é fundamental. Publicado em 1532 e mais comentado do que lido, aqui Maquiavel traçou o que foi durante muito tempo uma espécie de bíblia para diversos governantes. Um estilo que atravessa gerações e ainda continua vivo. Frio, Maquiavel define a politica como um jogo de forças onde vale tudo para que não se perca o controle. "Se os homens fossem melhores, não seria necessário o uso da força e da fraude" escreve ele. O Governo deve agir com crueldade se necessário. O fundamental é garantir os interesses do Estado, mesmo que para isso preceitos morais tenham que ser atropelados no meio do caminho.

É isso. Um pouco de tudo, jogado de forma aleatória de acordo com o que eu olhava aqui na estante. Não vou recomendar expressamente nada, até porque para quem não gosta, o que está aí em cima é muito chato. Mas para quem tiver interesse em buscar mais informações, tem um pouco de tudo.


Sandro

domingo, 12 de setembro de 2010

Pedro de Vasconcelos Gouveia Matos - Escritor de Qualidade!


Continuando o tema sobre minha visita a última edição da Bienal do Livro em São Paulo, e mais uma vez sobre a Editora carioca Multifoco, a recomendação de hoje é sobre dois trabalhos “contundentes” do escritor Pedro de Vasconcelos Gouveia e Matos, são eles “Esgoto” e “A Matilha do Cachorro Louco”.


Pedro é escritor, carioca e flamenguista. Formado em Direito, tomou o rumo da escrita e tem planos de trabalhar em roteiros de filmes.

Iniciei a leitura de “Esgoto”, e o que pude constatar é uma forte narrativa, nervosa e sem medo de dizer o que as tripas de um cara alucinado pelas ruas cariocas pode fazer. E o texto consegue mostrar como a condição humana no limite do êxtase e da loucura pode soar tão bonita. Como o própria autor me confidenciou, é um romance kafkaniano alucinante, onde o protagonista se aventura no limite. A ficção é uma amostra do que acontece todos os dias, em lugares, e com pessoas muito próximos a nós.

“A Matilha do Cachorro Louco” é um livro de contos, na verdade 29 histórias que passeiam pelas mais diferentes situações e experiências de loucura. É uma forma de análise da sociedade carioca atual, mas que não se prende a um tipo de classe social específica, pois abrange os mais diferentes casos e sentimentos. Um ponto interessante que está escrito na orelha do livro é que se recomenda ao leitor ouvir música, pois isso ajudará o leitor a ligar-se ao escrito, proporcionando interação junto ao personagem (eu estou fazendo essa experiência, e recomendo The Animals).

Para terminar esse post, gostaria de reproduzir a dedicatória que Pedro escreveu em um dos livros, de sua autoria, por mim adquiridos na Bienal:

“Anselmo,


Não se perca pelo labirinto de sua consciência.

A loucura é uma porta sem volta “


Boa Leitura pessoal. Podem correr atrás dos livros desse cara, pois valem a pena!


Anselmo

Pedro de Vasconcelos Gouveia Matos - Escritor de Qualidade!


Continuando o tema sobre minha visita a última edição da Bienal do Livro em São Paulo, e mais uma vez sobre a Editora carioca Multifoco, a recomendação de hoje é sobre dois trabalhos “contundentes” do escritor Pedro de Vasconcelos Gouveia e Matos, são eles “Esgoto” e “A Matilha do Cachorro Louco”.


Pedro é escritor, carioca e flamenguista. Formado em Direito, tomou o rumo da escrita e tem planos de trabalhar em roteiros de filmes.

Iniciei a leitura de “Esgoto”, e o que pude constatar é uma forte narrativa, nervosa e sem medo de dizer o que as tripas de um cara alucinado pelas ruas cariocas pode fazer. E o texto consegue mostrar como a condição humana no limite do êxtase e da loucura pode soar tão bonita. Como o própria autor me confidenciou, é um romance kafkaniano alucinante, onde o protagonista se aventura no limite. A ficção é uma amostra do que acontece todos os dias, em lugares, e com pessoas muito próximos a nós.

“A Matilha do Cachorro Louco” é um livro de contos, na verdade 29 histórias que passeiam pelas mais diferentes situações e experiências de loucura. É uma forma de análise da sociedade carioca atual, mas que não se prende a um tipo de classe social específica, pois abrange os mais diferentes casos e sentimentos. Um ponto interessante que está escrito na orelha do livro é que se recomenda ao leitor ouvir música, pois isso ajudará o leitor a ligar-se ao escrito, proporcionando interação junto ao personagem (eu estou fazendo essa experiência, e recomendo The Animals).

Para terminar esse post, gostaria de reproduzir a dedicatória que Pedro escreveu em um dos livros, de sua autoria, por mim adquiridos na Bienal:

“Anselmo,


Não se perca pelo labirinto de sua consciência.

A loucura é uma porta sem volta “


Boa Leitura pessoal. Podem correr atrás dos livros desse cara, pois valem a pena!


Anselmo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ESTUDOS SOBRE A LEVEZA - Fernando Torres


Fui conferir a última edição da Bienal do Livro em São Paulo com um objetivo definido: procurar Editoras e Escritores novos. Não estava interessado naquilo que vemos todos os finais de semana nos cadernos de cultura dos jornais e revistas, ou mesmo nas “mega livrarias” dos shopping centers.


Depois de passear pelos corredores cheios e abarrotados por Editoras e Livrarias famosas, me chamou a atenção o modesto “stand” da Editora Multifoco (editora situada na Lapa-RJ), onde fui abordado pelo escritor Fernando Torres, que demonstrando um companheirismo incomum nos dias de hoje, começou a explicar a obra de outro autor que estava exposta.


Porém, para minha sorte, também tivemos tempo para conversar sobre sua obra intitulada “Estudos Sobre a Leveza”.


O livro é composto de 22 contos que tem como matéria prima o cotidiano das pessoas comuns. Não espere nada surreal ou fantástico, pois o que temos narrado e descrito no livro pode muito bem acontecer com qualquer um, por isso prepare-se para não ser surpreendido, mas sim refletir sobre como somos frágeis e como nossas vidas passam tão rápido, que as vezes nem temos tempo para decidir qual o melhor caminho a seguir.


Fernando Torres é advogado, e confidenciou que está trabalhando em seu primeiro romance já com apurada visão cinematográfica. Também mantem no ar o blog Arlequinal, onde divulga trabalhos de outros escritores, peças teatrais, contos e cultura em geral.


Espero em breve poder conversar com esse camarada simpático, e quem sabe saber noticiais de seus novos trabalhos.


Anselmo

ESTUDOS SOBRE A LEVEZA - Fernando Torres


Fui conferir a última edição da Bienal do Livro em São Paulo com um objetivo definido: procurar Editoras e Escritores novos. Não estava interessado naquilo que vemos todos os finais de semana nos cadernos de cultura dos jornais e revistas, ou mesmo nas “mega livrarias” dos shopping centers.


Depois de passear pelos corredores cheios e abarrotados por Editoras e Livrarias famosas, me chamou a atenção o modesto “stand” da Editora Multifoco (editora situada na Lapa-RJ), onde fui abordado pelo escritor Fernando Torres, que demonstrando um companheirismo incomum nos dias de hoje, começou a explicar a obra de outro autor que estava exposta.


Porém, para minha sorte, também tivemos tempo para conversar sobre sua obra intitulada “Estudos Sobre a Leveza”.


O livro é composto de 22 contos que tem como matéria prima o cotidiano das pessoas comuns. Não espere nada surreal ou fantástico, pois o que temos narrado e descrito no livro pode muito bem acontecer com qualquer um, por isso prepare-se para não ser surpreendido, mas sim refletir sobre como somos frágeis e como nossas vidas passam tão rápido, que as vezes nem temos tempo para decidir qual o melhor caminho a seguir.


Fernando Torres é advogado, e confidenciou que está trabalhando em seu primeiro romance já com apurada visão cinematográfica. Também mantem no ar o blog Arlequinal, onde divulga trabalhos de outros escritores, peças teatrais, contos e cultura em geral.


Espero em breve poder conversar com esse camarada simpático, e quem sabe saber noticiais de seus novos trabalhos.


Anselmo

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO - BIOGRAFIA POP RECHEADA DE SEXO

Ontem, por puro vacilo acabei deletando um texto que havia escrito sobre o livro "O Doce Veneno do Escorpião". Este livro deu origem a um filme cujo primeiro teaser foi divulgado na semana passada e que eu considerei com o vídeo da semana. Mas antes de chegar no filme, quero contar como encontrei este livro.

De cara, algumas constatações a meu respeito.
Primeiro. Meu hábito (que já virou vício) em acessar a internet não é de longa data. Na verdade sempre fui um cara de parar pouco em casa e o computador não estava entre os meus passatempos preferidos. Minha relação mais próxima com a rede começou a rolar mesmo só em 2006.
Segundo. Nunca gostei de coisa "mainstream". Tinha um pé atrás com músicas que eram hits, filmes que eram sucesso de bilheteria e livros que viravam best sellers. Claro que pesa aí um certo preconceito em não reconhecer méritos na cultura de massa, que nada mais é do que o chamado pop. O tempo já se encarregou de flexibilizar esta minha linha de pensamento e hoje não tenho mais problemas com isso.
Terceiro. Sempre me considerei um cara muito bem informado, hoje com a facilidade da rede, antes através de publicações impressas que lia as pencas.

Citei os fatos acima, para dizer que em 2005 quando "O Doce Veneno do Escorpião" foi publicado pela editora Panda Books eu o comprei praticamente na semana de lançamento. Na época o sucesso que um blog sobre uma garota de programa chamada Bruna Surfistinha fazia na internet já era notícia em bastante lugar. Sem nunca ter entrado no referido site (nunca tinha visitado um blog), eu tinha certeza que o livro com a autobiografia da dona deste blog, a Raquel Pacheco deveria trazer histórias muito interessantes, visto a dificuldade da profissão e a série de passagens e pessoas que a mina deveria ter conhecido. O que eu não tinha a menor idéia é que a obra iria dentro de pouco tempo se tornar um best seller. "O Doce Veneno do Escorpião" vendeu mais de 250.000 cópias.

Quando o oba-oba começou eu já tinha lido e aprovado o livro, que superou e muito minhas expectativas. Literatura pop até o osso e bem escrito. A linguagem simples e a narrativa ágil, leve e despretensiosa fazem com que o leitor praticamente devore a obra.

No livro Raquel conta sua história de menina classe média alta, educada em bons colégios, mas sempre sob uma postura muito rígida de seus pais, que gerava problemas de relacionamento e frustração na então adolescente. Ela intercala estes momentos como Raquel com o nascimento da Bruna Surfistinha, nome de "guerra" batizado por sua primeira cafetina em São Paulo, no privê onde começou a se prostituir após fugir de casa 20 dias antes de completar 18 anos (era 2002). Esta troca de papeís e histórias é feita de maneira competente e flui muito bem, sem deixar cair o ritmo intenso que domina o livro.

Os relatos com suas experiências na vida "fácil" são absolutamente despudorados e cheios de detalhes, capazes de constranger os puritanos ou pudicos de plantão. Mais ou menos na metade do livro, Raquel nos conta como nasceu a idéia de criar um blog na internet. Em dezembro de 2003 ela já tinha comprado um computador e tornara-se uma internauta. Solitária, um dia tentou procurar por blogs escritos por garotas de programa como ela, para ver com era a vida de outras meninas com a mesma profissão. Não achou nada. Em nenhum lugar. Decidiu então montar o seu próprio e começou a escrever para valer no começo de 2004. Além de contar um pouco de sua vida, o blog foi sendo direcionado para relatar diariamente todos os programas que Bruna fazia. Preservando a privacidade dos clientes, ela escrevia sobre o que havia feito com cada um, dados físicos das pessoas envolvidas e se ela tinha gostado ou não. Ela até criou cotações para a coisa, classificando em: transa mecânica, namoradinho e putaria.

Bom, a mina bombou na rede e alcançou o segundo lugar no iBest em pouco tempo. Ganhou repercussão e a oportunidade de escrever o livro. Fora isso, como ela mesma conta no final, o trabalho trouxe um namorado que a fez aposentar-se e deixar a profissão.

Sei que a Raquel publicou ainda mais dois livros, chamados "O que Aprendi com Bruna Surfistinha" (de 2006) e "Na Cama com Bruna Surfistinha" (de 2007). Não li nenhum dos dois, confesso que achei que seria mais do mesmo, sem o impacto dos picantes relatos da profissional do sexo descritos no primeiro livro. Podem ser bons, mas eu não conheço.

Este ano terminaram as gravações de "Bruna Surfistinha - O Filme", dirigido por Marcus Baldini. Um pouco mais sobre quem está no filme você lê no post anterior (aqui). Ela ainda mantém um blog no Uol que vale a visita (link aqui).

Em tempo, devo dizer que eu já queria ter escrito sobre este  livro faz algum tempo, mas agora que a garota vai voltar a ficar falada, vale a pena lembrar onde tudo começou. Admiro-a por ter estourado com um blog na internet em tempos bem diferentes dos de hoje e partindo como total desconhecida. Fora o fato da coragem de sua exposição pública.

Recomendo o livro, que serve como um bom entretenimento tocando num assunto tabu, mas que interessa a quase todos.

PS: As últimas 30 páginas do livro (todas em preto) no capítulo intitulado de As histótias proibidas de Bruna Surfistinha são sensacionais.


Sandro


Cansei De Ser Sexy - Music Is My Hot Hot Sex
Found at skreemr.org

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