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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MARVIN GAYE - MÚSICA PARA AMAR


Bom a esta altura, quem acompanha este blog já sabe que gosto muito de soul music (posts aqui). E como já citei anteriormente, dentro das minhas preferências, a santíssima trindade é composta por Otis Redding (post aqui), Solomon Burke (post aqui) e Marvin Gaye.

Faltava escrever algo específico do Gaye, que é na minha opinião o mais impactante quando o assunto é amor. Ao contrário de Otis Redding, por exemplo, Marvin não cai tão bem em casos de fossa ou "dor de cotovelo". O som é suave, porém quase nunca triste. Não há nada mais recomendado para quem está apaixonado, do que ouvir Marvin Gaye. Para mim, sua música está diretamente associada a palavra mágica que é o amor. Claro, o som é bom de qualquer forma, mas pessoas mais sensíveis o recebem como um tesouro.

Um pouco sobre o cara. Marvin Gaye, nasceu em 1939 e começou a cantar desde cedo, além de tocar piano e bateria. Teve o início nesta carreira interrompido por imposição do pai que exigiu que ele se alistasse na Marinha aos 17 anos. Quando voltou as ruas, participou de alguns grupos musicais, até que em 1961, foi contratado por uma gravadora que estava iniciando, mas depois se tornaria uma lenda da black music mundial, a Motown Records.

Apesar de sua estréia não ter sido de grande impacto, já em 1962, ele começou a alcançar sucesso com alguns singles lançados naquele ano. A boa fase continou nos dois anos seguintes e em 1964, sua liberdade dentro da gravadora já era maior, possibilitando que ele opinasse mais sobre os albuns.

Também passou uma fase atendendo pedidos da gravadora para desenvolver duetos com cantoras da Motown, com detaque para a parceira com Tammi Terrell, de longe a melhor e mais intensa (Marvin tinha um amor platônico pela mulher), tragicamente interrompida com uma doença de Tammy que deu os primeiros sinais durante um show dos dois (ela desmaiou em seus braços) em 1967 e terminou com sua morte em 1970 com apenas 24 anos. Este acontecimento abalou demais o cantor, que se afastou da mídia por muitos anos.

No meio de tudo isso, em 1968, acontece o estouro comercial com a música "I Heard It Through the Grapevine". Com mais moral, em 1971 Marvin conseguiu ser o primeiro artista desta gravadora a produzir seu próprio album, saindo daí um clássico absoluto da história da música. Um disco perfeito chamado "What's Going On". Na época até gente da gravadora achou o disco muito diferente dos padrões e o criticou por isso, mas passado os anos, o trabalho se consolidou como uma referência para a soul music.

Em 1973 lançou um dos discos mais sensuais já feitos. Era "Let's Get It On", cuja faixa título é uma de minhas músicas favoritas desde sempre. Música que faz homens e mulheres apaixonados flutuarem ao ouví-la. Sensibilidade extrema e romantismo exalado a cada segundo. Ouçam ela aí embaixo depois.

Foi na primeira metade da década de 70 que Gaye saiu de seu período de reclusão e assumiu de vez o papel de símbolo sexual. Atingiu o ápice e virou praticamente uma unanimidade. Todos eram apaixonados por sua música.

Mas á partir de 1975, problemas familiares como uma sofrida separação da primeira esposa, seguido de outro casamento e outra confusa separação, fizeram com que o ídolo não mantivesse o mesmo nível, apesar de continuar a lançar discos. Foi também a época em que Gaye se afundou de vez na cocaína, complicando ainda mais sua carreira. Marvin Gaye praticamente quebrou financeiramente. Sua má fase culminou com um auto-exilio do cantor na Bélgica, país em que viveu durante um tempo no início dos anos 80.

Em 1982, brigado com a Motown, vai para a CBS e ressurge das cinzas. Lança o ótimo disco "Midnight Love", com o super hit "Sexual Healing". Este trabalho rendeu até o inédito Grammy e fez com que ele retornasse aos EUA em alta, podendo sentir novamente o gosto da fama.

Em sua volta, foi morar com a mãe, com quem mantinha uma forte ligação. Porém apesar da oportunidade de retomar o sucesso na carreira, Marvin não havia conseguido se livrar das drogas e seus estado psicológico não era dos melhores. Para piorar, seu pai com quem manteve uma relação conturbada desde criança, veio morar com eles.

O final desta fase aconteceu no dia 1 de abril de 1984, quando seu pai começou a gritar com sua mãe e Marvin não gostou. Começaram uma discussão e do nada, seu pai, de 70 anos, pegou uma arma e a queima roupa disparou dois tiros contra o filho.

Com sua morte aos 44 anos, era o fim de um gênio chamado Marvin Gaye, cuja música continua encantando e emociando pessoas através dos tempos.

Abaixo três vídeos. "Let's Get It On" na versão de estúdio e somente com a maravilhosa letra. Depois "I Heard It Through the Grapevine" numa apresentação ao vivo m 1968. A seguir "What's Going On", num clip bem bacana e por último "Sexual Healing" no clip lançado na época..


Sandro













MARVIN GAYE - MÚSICA PARA AMAR


Bom a esta altura, quem acompanha este blog já sabe que gosto muito de soul music (posts aqui). E como já citei anteriormente, dentro das minhas preferências, a santíssima trindade é composta por Otis Redding (post aqui), Solomon Burke (post aqui) e Marvin Gaye.

Faltava escrever algo específico do Gaye, que é na minha opinião o mais impactante quando o assunto é amor. Ao contrário de Otis Redding, por exemplo, Marvin não cai tão bem em casos de fossa ou "dor de cotovelo". O som é suave, porém quase nunca triste. Não há nada mais recomendado para quem está apaixonado, do que ouvir Marvin Gaye. Para mim, sua música está diretamente associada a palavra mágica que é o amor. Claro, o som é bom de qualquer forma, mas pessoas mais sensíveis o recebem como um tesouro.

Um pouco sobre o cara. Marvin Gaye, nasceu em 1939 e começou a cantar desde cedo, além de tocar piano e bateria. Teve o início nesta carreira interrompido por imposição do pai que exigiu que ele se alistasse na Marinha aos 17 anos. Quando voltou as ruas, participou de alguns grupos musicais, até que em 1961, foi contratado por uma gravadora que estava iniciando, mas depois se tornaria uma lenda da black music mundial, a Motown Records.

Apesar de sua estréia não ter sido de grande impacto, já em 1962, ele começou a alcançar sucesso com alguns singles lançados naquele ano. A boa fase continou nos dois anos seguintes e em 1964, sua liberdade dentro da gravadora já era maior, possibilitando que ele opinasse mais sobre os albuns.

Também passou uma fase atendendo pedidos da gravadora para desenvolver duetos com cantoras da Motown, com detaque para a parceira com Tammi Terrell, de longe a melhor e mais intensa (Marvin tinha um amor platônico pela mulher), tragicamente interrompida com uma doença de Tammy que deu os primeiros sinais durante um show dos dois (ela desmaiou em seus braços) em 1967 e terminou com sua morte em 1970 com apenas 24 anos. Este acontecimento abalou demais o cantor, que se afastou da mídia por muitos anos.

No meio de tudo isso, em 1968, acontece o estouro comercial com a música "I Heard It Through the Grapevine". Com mais moral, em 1971 Marvin conseguiu ser o primeiro artista desta gravadora a produzir seu próprio album, saindo daí um clássico absoluto da história da música. Um disco perfeito chamado "What's Going On". Na época até gente da gravadora achou o disco muito diferente dos padrões e o criticou por isso, mas passado os anos, o trabalho se consolidou como uma referência para a soul music.

Em 1973 lançou um dos discos mais sensuais já feitos. Era "Let's Get It On", cuja faixa título é uma de minhas músicas favoritas desde sempre. Música que faz homens e mulheres apaixonados flutuarem ao ouví-la. Sensibilidade extrema e romantismo exalado a cada segundo. Ouçam ela aí embaixo depois.

Foi na primeira metade da década de 70 que Gaye saiu de seu período de reclusão e assumiu de vez o papel de símbolo sexual. Atingiu o ápice e virou praticamente uma unanimidade. Todos eram apaixonados por sua música.

Mas á partir de 1975, problemas familiares como uma sofrida separação da primeira esposa, seguido de outro casamento e outra confusa separação, fizeram com que o ídolo não mantivesse o mesmo nível, apesar de continuar a lançar discos. Foi também a época em que Gaye se afundou de vez na cocaína, complicando ainda mais sua carreira. Marvin Gaye praticamente quebrou financeiramente. Sua má fase culminou com um auto-exilio do cantor na Bélgica, país em que viveu durante um tempo no início dos anos 80.

Em 1982, brigado com a Motown, vai para a CBS e ressurge das cinzas. Lança o ótimo disco "Midnight Love", com o super hit "Sexual Healing". Este trabalho rendeu até o inédito Grammy e fez com que ele retornasse aos EUA em alta, podendo sentir novamente o gosto da fama.

Em sua volta, foi morar com a mãe, com quem mantinha uma forte ligação. Porém apesar da oportunidade de retomar o sucesso na carreira, Marvin não havia conseguido se livrar das drogas e seus estado psicológico não era dos melhores. Para piorar, seu pai com quem manteve uma relação conturbada desde criança, veio morar com eles.

O final desta fase aconteceu no dia 1 de abril de 1984, quando seu pai começou a gritar com sua mãe e Marvin não gostou. Começaram uma discussão e do nada, seu pai, de 70 anos, pegou uma arma e a queima roupa disparou dois tiros contra o filho.

Com sua morte aos 44 anos, era o fim de um gênio chamado Marvin Gaye, cuja música continua encantando e emociando pessoas através dos tempos.

Abaixo três vídeos. "Let's Get It On" na versão de estúdio e somente com a maravilhosa letra. Depois "I Heard It Through the Grapevine" numa apresentação ao vivo m 1968. A seguir "What's Going On", num clip bem bacana e por último "Sexual Healing" no clip lançado na época..


Sandro













terça-feira, 6 de outubro de 2009

OTIS REDDING - OBRIGATÓRIO

Como já disse em outras oportunidades, sou um amante de cantores clássicos de soul music. Adoro Al Green, Aretha Franklin, Dusty Springfield (post aqui), Sam Cooke, James Brown, Wilson Pickett, Nina Simone, Curtis Mayfield e Isaac Hayes.

Mas para o meu gosto a santíssima trindade é composta por Marvin Gaye, Solomon Burke (leia aqui) e Otis Redding, sobre quem eu vou escrever hoje.

Otis Redding foi um dos mais influentes cantores que os EUA já teve. Iniciou sua carreira no início dos anos 60 e aos poucos foi se consolidando como o cara que agradava a diferentes estilos de públicos, que agradava a negros e brancos e que dominava o palco como poucos. Tinha uma característica peculiar, que era a de além de ser cantor, ser também compositor, fato não muito comum entre os grandes artirtas da época.
Sua reputação crescia ano a ano também na Europa, onde era cultuado. Nos EUA, atingiu seu ápice de popularidade em meados de 1967, após apresentar-se no lendário Monterey Pop Festival.
Porém nunca saberemos até onde chegaria sua genialidade. Quando estava prestes a estourar de vez, foi vítima de uma tragédia. No dia 10 de dezembro de 1967, Otis Redding morreu num acidente de avião, junto com mais quatro membros da sua banda de apoio. Acabava alí a trajetória do cantor e começava a do mito.

Em 1968, foi lançado um disco póstumo chamado " The Dock of the Bay", que por ironia do destino foi seu maior sucesso comercial.

Para não ficarmos somente com a minha opinião, vou deixar alguns depoimentos extraídos do ótimo livro (post em breve) "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock". Bill foi o maior produtor musical da história da música e o homem que transformou os shows em verdadeiros negócios para as bandas. Simplesmente um cara que conheceu todo mundo que teve alguma relevância no meio musical.
Seguem alguns trechos sobre Otis Redding:
"Ele foi o talento mais extraordinário que eu vi na vida, disparado. Não havia comparação. Nem naquela época nem agora".
"Todo artista da cidade (São Francisco) pediu para abrir o show do Otis. Janis Joplin chegou as três da tarde no dia do primeiro show para garantir um lugar na frente. Até hoje, acho que nenhum músico conseguiu fazer com que todos os músicos da cidade viessem para ver um show como ele fez. Ele era o cara. O verdadeiro cara." (falando sobre a primeira vez que Otis tocou no Fillmore East).

Para ilustrar o post, deixei algumas músicas no player abaixo. São elas "(Sittin'on) The Dock Of The Bay", Pain In My Heart", "Try a Little Tenderness", e ""I've Been Loving You Too Long". Para o assistirmos em ação, um vídeo dele no citado festival.Começa com "Shake".
Sem mais palavras. Curtam aí.

Sandro


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OTIS REDDING - OBRIGATÓRIO

Como já disse em outras oportunidades, sou um amante de cantores clássicos de soul music. Adoro Al Green, Aretha Franklin, Dusty Springfield (post aqui), Sam Cooke, James Brown, Wilson Pickett, Nina Simone, Curtis Mayfield e Isaac Hayes.

Mas para o meu gosto a santíssima trindade é composta por Marvin Gaye, Solomon Burke (leia aqui) e Otis Redding, sobre quem eu vou escrever hoje.

Otis Redding foi um dos mais influentes cantores que os EUA já teve. Iniciou sua carreira no início dos anos 60 e aos poucos foi se consolidando como o cara que agradava a diferentes estilos de públicos, que agradava a negros e brancos e que dominava o palco como poucos. Tinha uma característica peculiar, que era a de além de ser cantor, ser também compositor, fato não muito comum entre os grandes artirtas da época.
Sua reputação crescia ano a ano também na Europa, onde era cultuado. Nos EUA, atingiu seu ápice de popularidade em meados de 1967, após apresentar-se no lendário Monterey Pop Festival.
Porém nunca saberemos até onde chegaria sua genialidade. Quando estava prestes a estourar de vez, foi vítima de uma tragédia. No dia 10 de dezembro de 1967, Otis Redding morreu num acidente de avião, junto com mais quatro membros da sua banda de apoio. Acabava alí a trajetória do cantor e começava a do mito.

Em 1968, foi lançado um disco póstumo chamado " The Dock of the Bay", que por ironia do destino foi seu maior sucesso comercial.

Para não ficarmos somente com a minha opinião, vou deixar alguns depoimentos extraídos do ótimo livro (post em breve) "Bill Graham apresenta: Minha vida dentro e fora do rock". Bill foi o maior produtor musical da história da música e o homem que transformou os shows em verdadeiros negócios para as bandas. Simplesmente um cara que conheceu todo mundo que teve alguma relevância no meio musical.
Seguem alguns trechos sobre Otis Redding:
"Ele foi o talento mais extraordinário que eu vi na vida, disparado. Não havia comparação. Nem naquela época nem agora".
"Todo artista da cidade (São Francisco) pediu para abrir o show do Otis. Janis Joplin chegou as três da tarde no dia do primeiro show para garantir um lugar na frente. Até hoje, acho que nenhum músico conseguiu fazer com que todos os músicos da cidade viessem para ver um show como ele fez. Ele era o cara. O verdadeiro cara." (falando sobre a primeira vez que Otis tocou no Fillmore East).

Para ilustrar o post, deixei algumas músicas no player abaixo. São elas "(Sittin'on) The Dock Of The Bay", Pain In My Heart", "Try a Little Tenderness", e ""I've Been Loving You Too Long". Para o assistirmos em ação, um vídeo dele no citado festival.Começa com "Shake".
Sem mais palavras. Curtam aí.

Sandro


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