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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ALEJANDRO JODOROWSKY - Trabalhos Que Chamaram Nossa Atenção



Nesse final de semana tive a felicidade de ler a série completa da Graphic Novel “Borgia”, com roteiro de  Alejandro Jodorowsky  e desenhos de Milo Manara (este último mestre do desenho erótico). O texto é primoroso e a arte sensacional, de tirar o fôlego. Desde o filme Calígula, não lembro de nada tão contundente. É certo que existe todo um “exagero da liberdade de expressão”, até situações que fogem da realidade, mas o resultado é uma obra-prima.
Porém, o ponto é outro, tenho que enfatizar como esse Alejandro Jodorowsky  é surpreendente!

Segue um pouco da história do cara, conforme o Wikipédia:
Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos, Alejandro Jodorowsky nasceu em Iquique, Chile em 7 de Fevereiro de 1929. Em 1939, mudou-se para  Santiago para estudar na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.
Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.
O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.
Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".
Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de  Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H.R. Giger, Dan O'Bannon e Moebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos porDavid Lynch.
O próximo filme de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.
No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.
Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Oma Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".
É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.

Dos filmes produzidos destaque para  El Topo (1970), que chamou a atenção de John Lennon (Este você confere no link abaixo), e  The Holy Mountain de 1973. Porém, a discografia completa é a seguinte:

1957 – La Cravate
1968 – Fando y Lis
1970 – El Topo
1973 – The Holy Mountain
1980 – Tusk
1989 – Santa Sangre
1990 – The Rainbow Thief

Outro trabalho que merece destaque é a parceira com o quadrinista francês Jean Giraud (o Moebius), a HQ chamada “INCAL”, considerado como uma das mais importantes ficções científicas já publicadas, lançado em edição única pela Devir editora.
História: John Difool é um detetive canastrão que recebe um objeto chamado Incal Branco de um alienígena. O Incal o colocará em uma longa jornada, na qual ele sofrerá a perseguição de alienígenas e de uma seita tecnológica dona do Incal Negro.

Para estar atualizado sobre o trabalho e obra de Jodorowsky, fica a dica do site oficial do artista:
http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/index.htm

As dicas e informações acima são apenas pequenas amostras do trabalho desse artista multimídia que fui coletando na Net. Conselho: procure, pesquise suas obras pois vale a pena.


Anselmo




ALEJANDRO JODOROWSKY - Trabalhos Que Chamaram Nossa Atenção



Nesse final de semana tive a felicidade de ler a série completa da Graphic Novel “Borgia”, com roteiro de  Alejandro Jodorowsky  e desenhos de Milo Manara (este último mestre do desenho erótico). O texto é primoroso e a arte sensacional, de tirar o fôlego. Desde o filme Calígula, não lembro de nada tão contundente. É certo que existe todo um “exagero da liberdade de expressão”, até situações que fogem da realidade, mas o resultado é uma obra-prima.
Porém, o ponto é outro, tenho que enfatizar como esse Alejandro Jodorowsky  é surpreendente!

Segue um pouco da história do cara, conforme o Wikipédia:
Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos, Alejandro Jodorowsky nasceu em Iquique, Chile em 7 de Fevereiro de 1929. Em 1939, mudou-se para  Santiago para estudar na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.
Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.
O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.
Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".
Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de  Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H.R. Giger, Dan O'Bannon e Moebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos porDavid Lynch.
O próximo filme de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.
No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.
Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Oma Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".
É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.

Dos filmes produzidos destaque para  El Topo (1970), que chamou a atenção de John Lennon (Este você confere no link abaixo), e  The Holy Mountain de 1973. Porém, a discografia completa é a seguinte:

1957 – La Cravate
1968 – Fando y Lis
1970 – El Topo
1973 – The Holy Mountain
1980 – Tusk
1989 – Santa Sangre
1990 – The Rainbow Thief

Outro trabalho que merece destaque é a parceira com o quadrinista francês Jean Giraud (o Moebius), a HQ chamada “INCAL”, considerado como uma das mais importantes ficções científicas já publicadas, lançado em edição única pela Devir editora.
História: John Difool é um detetive canastrão que recebe um objeto chamado Incal Branco de um alienígena. O Incal o colocará em uma longa jornada, na qual ele sofrerá a perseguição de alienígenas e de uma seita tecnológica dona do Incal Negro.

Para estar atualizado sobre o trabalho e obra de Jodorowsky, fica a dica do site oficial do artista:
http://www.clubcultura.com/clubliteratura/clubescritores/jodorowsky/index.htm

As dicas e informações acima são apenas pequenas amostras do trabalho desse artista multimídia que fui coletando na Net. Conselho: procure, pesquise suas obras pois vale a pena.


Anselmo




sábado, 12 de março de 2011

127 HORAS - FILME INTENSO E BRILHANTE!

Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).

A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.

Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.

Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.

Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.

Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.

Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.

Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.

Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.

Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.

Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.

Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.


Sandro


127 HORAS - FILME INTENSO E BRILHANTE!

Este post está saindo super atrasado, pois vi este filme umas três semanas atrás. Ainda assim acho que vale a pena deixar a dica, mesmo que provavelmente esta seja a última semana que "127 Horas" fique em cartaz no grande circuito de cinemas aqui do Brasil (já não está em muitas salas).

A história é simples. Aaron Ralston (James Franco numa atuação excelente) é um aventureiro nato. Adora escaladas e grandes caminhadas, de preferência em locais inóspitos. Experiente no assunto, apesar de jovem (o personagem tem 27 anos), se acha completamente independente, daqueles que nunca vão precisar da ajuda de ninguém.

Numa sexta-feira a noite, Ralston sai para um "passeio" no Blue John Canyon, que fica no deserto em Utah e literalmente no meio do nada. Pega somente o essencial para passar dois dias (uma filmadora está na sua mochila), sua bicicleta e entra no carro rumo a mais uma aventura. Detalhe principal e determinante para o drama que se segue: ele não avisa ninguém para onde está indo.

Chegando próximo ao local, ele estaciona o carro e dorme lá mesmo. Logo pela manhã, pega sua bicicleta e pedala por 27 km deserto adentro. Prende a bike numa árvore e começa uma baita caminhada rumo ao tal de Blue John. Antes de chegar lá, ainda encontra duas garotas no meio do caminho, faz um "bico" de guia turistico (uma cena muito bacana) e segue sozinho.

Ele anda por entre grandes e pequenas fendas com a naturalidade de quem sabe o que está fazendo. Parece até fácil para quem assiste. Só que de repente o improvável acontece. Ele se apóia em uma pedra bem grande que solta e desce rolando pela fenda, o que ocasiona sua queda por entre esta parede rochosa. Quando ele chega no fundo (sem maiores ferimentos) esta pedra que também desceu cai em cima de seu braço. Dói muito, claro. Mas o problema não é esse. Ralston percebe então que seu braço está preso por esta pedra. Tenta desesperadamente movê-la, mas a pedra é muito grande e pesada, além de ter praticamente encaixado na largura da fenda (menos de um metro). Em alguns minutos ele sente que está profundamente encrencado e começa aí sua luta pela sobrevivência.

Começa aí também o show de Danny Boyle (ja apareceu no blog antes). O diretor do qual sou fã assumido, faz um filme brilhante.

Brilhante porque "127 Horas" é baseado numa história real, contada em livro pelo próprio Ralston. Portanto, por mais que as pessoas não conheçam o que se passará naqueles próximos dias em detalhes, a grande maioria (se você não sabia, fica sabendo agora) tem conhecimento que o cara sobrevive. Ou seja, Boyle não tem o fator surpresa ao seu lado para gerar um suspense maior.

Brilhante porque "127 Horas" é um filme com um único personagem. Isso mesmo. Um único personagem. Todas as outras pessoas que aparecem na trama não podem nem ser consideradas como personagens coadjuvantes, pois a participação de cada um é ínfima. James Franco segura as pontas sozinho.

Brilhante porque a locação também é única. Passamos todo o filme ali, presos naquela fenda estreita juntos com o personagem.

Enfim, brilhante porque com estes ingredientes, Boyle consegue criar um clima de suspense intenso. O filme incomoda. É impossível ficar quieto na cadeira. Ficamos aflitos o tempo todo, mergulhados naquela situação como se fossemos James Franco. O resultado é impactante mesmo.

Boyle, acerta ainda mais no final. O que queremos ver e na verdade o que precisamos ver depois de tanta angústia é simplesmente Ralston chegando no hospital, recebendo os cuidados necessários (acredite, ele estava precisando muito) e depois indo para a casa, reencontrando seus pais. Mas não. Não temos nada disso. O filme termina antes e colocar cenas do Ralston verdadeiro e escrever o que aconteceu com ele depois, não é o suficiente para trazer um pouco de conforto para quem está na cadeira do cinema ainda encarnado no personagem.

Precisei de alguns minutos para me desvincular e conseguir levantar da poltrona. E achei isso ótimo.


Sandro


sábado, 14 de agosto de 2010

ALFRED HITCHCOCK E O 13 DE AGOSTO

Ontem foi um dia propício para aqueles que acreditam em superstição, pois além de ter sido uma sexta-feira 13, ainda caiu no mês de agosto. O fato também soa bem em várias redações, que na falta de pauta, exploram o tema pela milésima vez.

Mas o Anselmo me enviou um SMS com uma coisa interessante neste dia 13 de agosto. É que foi neste dia que em 1899, nasceu um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos, Alfred Hitchcock.

Acredito que se você está lendo este blog não precisa ser apresentado a Hitchcock. É básico e obrigatório pelo menos ter tido algum contato com este gênio. Já escrevi sobre ele antes aqui no Minerva Pop, indicando um livro que disseca o diretor por completo. Reli o texto hoje e acho que ficou até bom, por isso recomendo uma visitinha (leia aqui).

Mas só para não passar em branco, decidi deixar minha lista de filmes preferidos do mestre, em ordem absolutamente pessoal, não levando em conta a relevância de cada obra dentro de sua filmografia e até mesmo da história do cinema.

Se ainda não assistiu um desses, recomendo. Tenho todos.
1) Um Corpo que Cai (Vertigo)
2) Janela Indiscreta
3) Os Pássaros
4) Festim Diabólico
5) Intriga Internacional
6) Psicose
7) Marnie, Confissões de de uma Ladra
8) O Homem que Sabia Demais
9) Pacto Sinistro
10) Disque M para Matar

É isso. O post fica aberto a um complemento do Anselmo e a sugestões dos leitores, se assim desejarem.


Sandro

ALFRED HITCHCOCK E O 13 DE AGOSTO

Ontem foi um dia propício para aqueles que acreditam em superstição, pois além de ter sido uma sexta-feira 13, ainda caiu no mês de agosto. O fato também soa bem em várias redações, que na falta de pauta, exploram o tema pela milésima vez.

Mas o Anselmo me enviou um SMS com uma coisa interessante neste dia 13 de agosto. É que foi neste dia que em 1899, nasceu um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos, Alfred Hitchcock.

Acredito que se você está lendo este blog não precisa ser apresentado a Hitchcock. É básico e obrigatório pelo menos ter tido algum contato com este gênio. Já escrevi sobre ele antes aqui no Minerva Pop, indicando um livro que disseca o diretor por completo. Reli o texto hoje e acho que ficou até bom, por isso recomendo uma visitinha (leia aqui).

Mas só para não passar em branco, decidi deixar minha lista de filmes preferidos do mestre, em ordem absolutamente pessoal, não levando em conta a relevância de cada obra dentro de sua filmografia e até mesmo da história do cinema.

Se ainda não assistiu um desses, recomendo. Tenho todos.
1) Um Corpo que Cai (Vertigo)
2) Janela Indiscreta
3) Os Pássaros
4) Festim Diabólico
5) Intriga Internacional
6) Psicose
7) Marnie, Confissões de de uma Ladra
8) O Homem que Sabia Demais
9) Pacto Sinistro
10) Disque M para Matar

É isso. O post fica aberto a um complemento do Anselmo e a sugestões dos leitores, se assim desejarem.


Sandro

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos

No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.

Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.

Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".

Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.

E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.

"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).

Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.

Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.

Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.

Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.

Sandro



A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos

No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.

Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.

Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".

Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.

E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.

"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).

Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.

Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.

Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.

Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.

Sandro



quinta-feira, 15 de julho de 2010

CHRISTOPHER NOLAN - TALENTO MUITO ALÉM DE BATMAN

Lembro que na ocasião do lançamento de filmes de caras como Lars Von Trier e Martin Scorsese eu escrevi aqui no blog que existem certos diretores de cinema que me fazem sair de casa para assistir seus filmes independente de qualquer coisa. Não procuro nem saber muito sobre o filme e nem me preocupo com críticas dos especialistas. Simplesmente me vejo na obrigação de ir lá conferir.

Dentro deste conceito, figuram mestres absolutos da sétima arte, mas também há espaço para um diretor não tão badalado mas extremamente talentoso chamado Chris Nolan.

O que me leva a escrever este texto é um comercial que vi ontem na TV anunciando seu próximo filme. "A Origem" que tem como ator principal Leonardo DiCaprio é apresentado como o novo filme do diretor de Batman Begins. A informação é verdadeira, claro, mas fiquei pensando se um cara tão bom quanto Nolan merece ser rotulado apenas como diretor de dois filmes sobre o homem-morcego (do qual sou fã, diga-se),  que são o citado "Batman Begins" (de 2005) e "Batman - O Cavaleiro da Trevas" (de 2008).

Este diretor inglês me ganhou logo no primeiro encontro. Fui ver Amnésia (de 2000) no cinema e pirei. A narrativa de trás para frente com uma confusão mental que se estabelece durante o filme até clarear no final é sensacional. Nem vou me alongar na história porque pretendo escrever um post específico sobre esta obra em outra ocasião.

Fiquei na espera para ver qual seria seu próximo trabalho e quando "Insônia" (de 2002) foi lançado por aqui, lá estava eu no cinema de novo. A moral ganha com o excelente "Amnésia" trouxe para Nolan a possibilidade de escalar gente do alto escalão para atuar neste filme. A crítica não gostou muito e "Insônia" passou meio que batido. O que poderia ser a consagração, tornou-se um filme menor dentro de sua obra, pelo menos na opínião da maioria. Eu particularmente gosto bastante deste filme que mostra um policial (Al Pacino) que é enviado para uma pequena cidade do Alasca onde, em meio às investigações em torno do assassinato de uma adolescente, acaba atirando acidentalmente no parceiro, enquanto tentava apreender um suspeito. De forma inusitada, ele ganha um álibi fornecido pela própria polícia, sem que isso diminua sua imensa sensação de culpa. Tendo que resolver o caso do assassinato da adolescente, ele ainda passa a ser chantageado justamente pelo suspeito (Robin Willians) que tentava prender, que o acusa de ter armado a situação no intuito de se livrar da condenação pela morte de seu parceiro. Em paralelo, uma detetive da cidade (Hilary Swank), conduz uma investigação por conta própria na tentativa de descobrir o que realmente aconteceu. No meio disso tudo está a cidade, onde não anoitece, o que impede que o policial consiga dormir (ele passa noites e noites em claro), prejudicando ainda mais sua delicada condição psicológica.

Na sequencia, Chris Nolan dirige "Batman Begins" e finalmente faz justiça a dimensão do personagem numa obra cinematográfica. O filme é ótimo. Acho que nem preciso escrever nada sobre a história, pois todo mundo já deve ter assistido. Esta minha opinião vale também para o segundo trabalho com o mesmo personagem, que foi "O Cavaleiro da Trevas". Filmes de ação feitos com muita categoria.

Entre estas duas obras, Nolan ainda nos presenteia com o pouco comentado "O Grande Truque" (de 2006). Novamente com um elenco de primeira, o filme conta a uma história que se passa no século XIX, onde dois mágicos (Hugh Jackman e Christian Bale) que eram amigos quando iniciantes, mas que com o passar dos anos tornaram-se competidores ferrenhoso e consequentemente rivais. No meio disso, ainda existe a disputa pela bela assistente de palco (Scarlett Johansson). Quando um deles apresenta uma mágica revolucionária que faz estrondoso sucesso, o outro fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la, o que leva a um desfecho genial.

Agora em 2010, conforme eu citei no começo deste texto saiu "A Origem", previsto para estreiar dia 06 de agosto aqui no Brasil. A história concebida por Chris Nolan (que é o roteirista também) parece ser bem original. Leonardo DiCaprio interpreta um ladrão especial. Pelo método da "extração", ele desenvolveu o poder de roubar segredos das pessoas enquanto eleas dormem, extraindo estas informações das profundezas do inconsciente. Até a estréia eu volto a falar sobre este filme para lembrá-los e passar mais informações...

É isso. Recomendo muito todos os filmes deste grande diretor, que ainda jovem (tem só 40 anos) possui uma carreira sólida e sem deslizes. O único filme dele que não assisti é "Following" (1998), que foi seu primeiro trabalho. O resto vale a pena.

Abaixo os trailers na ordem invertida. Primeiro "A Origem", depois "O Cavaleiro das Trevas", seguidos de "O Grande Truque" e Amnésia" (Memento), estes dois infelizmente sem legenda.


Sandro







CHRISTOPHER NOLAN - TALENTO MUITO ALÉM DE BATMAN

Lembro que na ocasião do lançamento de filmes de caras como Lars Von Trier e Martin Scorsese eu escrevi aqui no blog que existem certos diretores de cinema que me fazem sair de casa para assistir seus filmes independente de qualquer coisa. Não procuro nem saber muito sobre o filme e nem me preocupo com críticas dos especialistas. Simplesmente me vejo na obrigação de ir lá conferir.

Dentro deste conceito, figuram mestres absolutos da sétima arte, mas também há espaço para um diretor não tão badalado mas extremamente talentoso chamado Chris Nolan.

O que me leva a escrever este texto é um comercial que vi ontem na TV anunciando seu próximo filme. "A Origem" que tem como ator principal Leonardo DiCaprio é apresentado como o novo filme do diretor de Batman Begins. A informação é verdadeira, claro, mas fiquei pensando se um cara tão bom quanto Nolan merece ser rotulado apenas como diretor de dois filmes sobre o homem-morcego (do qual sou fã, diga-se),  que são o citado "Batman Begins" (de 2005) e "Batman - O Cavaleiro da Trevas" (de 2008).

Este diretor inglês me ganhou logo no primeiro encontro. Fui ver Amnésia (de 2000) no cinema e pirei. A narrativa de trás para frente com uma confusão mental que se estabelece durante o filme até clarear no final é sensacional. Nem vou me alongar na história porque pretendo escrever um post específico sobre esta obra em outra ocasião.

Fiquei na espera para ver qual seria seu próximo trabalho e quando "Insônia" (de 2002) foi lançado por aqui, lá estava eu no cinema de novo. A moral ganha com o excelente "Amnésia" trouxe para Nolan a possibilidade de escalar gente do alto escalão para atuar neste filme. A crítica não gostou muito e "Insônia" passou meio que batido. O que poderia ser a consagração, tornou-se um filme menor dentro de sua obra, pelo menos na opínião da maioria. Eu particularmente gosto bastante deste filme que mostra um policial (Al Pacino) que é enviado para uma pequena cidade do Alasca onde, em meio às investigações em torno do assassinato de uma adolescente, acaba atirando acidentalmente no parceiro, enquanto tentava apreender um suspeito. De forma inusitada, ele ganha um álibi fornecido pela própria polícia, sem que isso diminua sua imensa sensação de culpa. Tendo que resolver o caso do assassinato da adolescente, ele ainda passa a ser chantageado justamente pelo suspeito (Robin Willians) que tentava prender, que o acusa de ter armado a situação no intuito de se livrar da condenação pela morte de seu parceiro. Em paralelo, uma detetive da cidade (Hilary Swank), conduz uma investigação por conta própria na tentativa de descobrir o que realmente aconteceu. No meio disso tudo está a cidade, onde não anoitece, o que impede que o policial consiga dormir (ele passa noites e noites em claro), prejudicando ainda mais sua delicada condição psicológica.

Na sequencia, Chris Nolan dirige "Batman Begins" e finalmente faz justiça a dimensão do personagem numa obra cinematográfica. O filme é ótimo. Acho que nem preciso escrever nada sobre a história, pois todo mundo já deve ter assistido. Esta minha opinião vale também para o segundo trabalho com o mesmo personagem, que foi "O Cavaleiro da Trevas". Filmes de ação feitos com muita categoria.

Entre estas duas obras, Nolan ainda nos presenteia com o pouco comentado "O Grande Truque" (de 2006). Novamente com um elenco de primeira, o filme conta a uma história que se passa no século XIX, onde dois mágicos (Hugh Jackman e Christian Bale) que eram amigos quando iniciantes, mas que com o passar dos anos tornaram-se competidores ferrenhoso e consequentemente rivais. No meio disso, ainda existe a disputa pela bela assistente de palco (Scarlett Johansson). Quando um deles apresenta uma mágica revolucionária que faz estrondoso sucesso, o outro fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la, o que leva a um desfecho genial.

Agora em 2010, conforme eu citei no começo deste texto saiu "A Origem", previsto para estreiar dia 06 de agosto aqui no Brasil. A história concebida por Chris Nolan (que é o roteirista também) parece ser bem original. Leonardo DiCaprio interpreta um ladrão especial. Pelo método da "extração", ele desenvolveu o poder de roubar segredos das pessoas enquanto eleas dormem, extraindo estas informações das profundezas do inconsciente. Até a estréia eu volto a falar sobre este filme para lembrá-los e passar mais informações...

É isso. Recomendo muito todos os filmes deste grande diretor, que ainda jovem (tem só 40 anos) possui uma carreira sólida e sem deslizes. O único filme dele que não assisti é "Following" (1998), que foi seu primeiro trabalho. O resto vale a pena.

Abaixo os trailers na ordem invertida. Primeiro "A Origem", depois "O Cavaleiro das Trevas", seguidos de "O Grande Truque" e Amnésia" (Memento), estes dois infelizmente sem legenda.


Sandro







sexta-feira, 7 de maio de 2010

LUIS BUÑUEL - SURREALISMO NO CINEMA

Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.

Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.

Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.

Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.

Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.

Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.

Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.

Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.

Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes.
Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde.
São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.

Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.

Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.

A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo). 

Sandro

LUIS BUÑUEL - SURREALISMO NO CINEMA

Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.

Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.

Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.

Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.

Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.

Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.

Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.

Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.

Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes.
Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde.
São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.

Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.

Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.

A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo). 

Sandro

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

INVICTUS - CLINT EASTWOOD UNE POLÍTICA ,ESPORTE E TOLERÂNCIA


Clint Eastwood é um daqueles diretores que me fazem ir ao cinema mesmo sem muita informação sobre o filme. Ano após ano, sem arrependimento. E não foi diferente agora com este "Invictus".

O filme mostra os primeiros dias do governo (em 1994) de Nelson Mandela, que saiu de uma prisão onde ficou preso por 30 anos para se tornar presidente da África do Sul. Ele pega um país recém saído do regime racista chamado de apartheid (mais ,aqui na Wikipedia) , num clima de animosidade extremo, pois de um lado estava a minoria branca detentora do dinheiro amendrontada e revoltada com sua vitória e do outro lado a maioria negra ansiosa por mudanças radicais e com sede de vingança contra os antigos opressores.

Dentro deste sentimento de ódio recíproco, Mandela tem a intenção de unir o país em busca de uma melhoria coletiva e decide iniciar este desafio através do esporte, mais especificamemte através do rúgbi, esporte adorado pelos brancos. Ele enxergou esta oportunidade no campeonato mundial de rúgbi de 1995 que seria realizado naquele país. Em um ano ele conduziu a situação com extrema habilidade política e sensibilidade acima de tudo para que o clímax acontecesse na grande final do torneio, no qual o time da África do Sul não era favorito, diga-se de passagem.

Eastwood abusa do efeito de câmera lenta nas cenas dos jogos e consegue criar momentos de grande tensão, mesmo para nós brasileiros que praticamente ignoramos este esporte (porém o mesmo é um dos mais praticados no mundo). Morgan Freeman, Mandela no filme, tem uma ótima atuação num papel que não dá para imaginar outro ator fazendo e Matt Damon está correto no personagem sem muita profundidade que é o capitão do time.

O título do filme refere-se a um poema que Mandela entrega a Pieenar (Damon) escrito em 1875 e de autoria do inglês William Ernest Henley. Os fortes versos deram força a Mandela durante sua fase como preso político.
"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma" (vide trailer).

Enfim, é um belo filme e eu recomendo. Se não está entre as melhores coisas já filmadas por Eastwood, certamente está acima da maioria das coisas filmadas pelos outros. Vale a pena, ainda está em cartaz.


Sandro

INVICTUS - CLINT EASTWOOD UNE POLÍTICA ,ESPORTE E TOLERÂNCIA


Clint Eastwood é um daqueles diretores que me fazem ir ao cinema mesmo sem muita informação sobre o filme. Ano após ano, sem arrependimento. E não foi diferente agora com este "Invictus".

O filme mostra os primeiros dias do governo (em 1994) de Nelson Mandela, que saiu de uma prisão onde ficou preso por 30 anos para se tornar presidente da África do Sul. Ele pega um país recém saído do regime racista chamado de apartheid (mais ,aqui na Wikipedia) , num clima de animosidade extremo, pois de um lado estava a minoria branca detentora do dinheiro amendrontada e revoltada com sua vitória e do outro lado a maioria negra ansiosa por mudanças radicais e com sede de vingança contra os antigos opressores.

Dentro deste sentimento de ódio recíproco, Mandela tem a intenção de unir o país em busca de uma melhoria coletiva e decide iniciar este desafio através do esporte, mais especificamemte através do rúgbi, esporte adorado pelos brancos. Ele enxergou esta oportunidade no campeonato mundial de rúgbi de 1995 que seria realizado naquele país. Em um ano ele conduziu a situação com extrema habilidade política e sensibilidade acima de tudo para que o clímax acontecesse na grande final do torneio, no qual o time da África do Sul não era favorito, diga-se de passagem.

Eastwood abusa do efeito de câmera lenta nas cenas dos jogos e consegue criar momentos de grande tensão, mesmo para nós brasileiros que praticamente ignoramos este esporte (porém o mesmo é um dos mais praticados no mundo). Morgan Freeman, Mandela no filme, tem uma ótima atuação num papel que não dá para imaginar outro ator fazendo e Matt Damon está correto no personagem sem muita profundidade que é o capitão do time.

O título do filme refere-se a um poema que Mandela entrega a Pieenar (Damon) escrito em 1875 e de autoria do inglês William Ernest Henley. Os fortes versos deram força a Mandela durante sua fase como preso político.
"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma" (vide trailer).

Enfim, é um belo filme e eu recomendo. Se não está entre as melhores coisas já filmadas por Eastwood, certamente está acima da maioria das coisas filmadas pelos outros. Vale a pena, ainda está em cartaz.


Sandro

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

QUEM SE IMPORTA COM O ROTEIRO DE UM FILME


"Você esqueceu da categoria que me encaixo, a dos que amam roteiros! Eu sou a que presta atenção no diálogo, nas palavras escolhidas, pontuação. Amo filmes em todas as linguas, pra tentar traduzir com a legenda."

O comentário acima foi deixado aqui no Minerva Pop pela amiga e blogueira Lucienne Condé, responsável pelo ótimo blog Primeira Gota. A ocasião foi um post que escrevi (leia aqui) em 04 de dezembro sobre a importância da fotografia no cinema.

Naquele post, eu relacionei algumas categorias de amantes do cinema, desde os mais despreocupados até os mais interessados pela parte técnica. Propositalmente, não mencionei os cinéfilos cujo foco maior ao assistir um filme é a história que está sendo contada, deixando este tema para um post específico. Este aqui.

O roteirista é quem determina o que vai ser contado. O roteiro é o ponto de referência para o preparo de todas as ações que ocorrrem durante a realização de um filme.

Um roteiro pode ser adaptado de um livro, de uma peça, de um conto e esta adaptação pode ser fiel a obra de origem ou ser livre com inserções a gosto do roteirista. Também pode-se desenvolver um roteiro de uma idéia totalmente original, as vezes um simples argumento que o diretor de cinema tenha na cabeça. Mas é o roteiro que vai dar sentido a trama, que vai poder proporcionar uma base para que os atores desenvolvam um bom trabalho e que vai indicar e sugerir ao cineasta e ao diretor de fotografia, o tipo de enquadramento, a divisão em planos, etc.

Ou seja, trabalho de vital importância para o sucesso ou fracasso de uma obra cinematográfica. Por esta razão muitos cineastas preferem escrever seus próprios roteiros, ou encomendá-los sem dar muito espaço para a criação alheia (vide o exemplo do Kubrick em "De Olhos bem Fechados" cujo livro escrito pelo roteirista vou abordar em post específico).

Particularmente eu também costumo prestar muita atenção nos roteiros, analisando se estão bem amarrados e dando muita importância para os diálogos. Tenho este hábito não só em filmes, mas também em programas de TV, teatro e até mesmo em peças publicitárias.

Para não me alongar mais, vou deixar para vocês uns vídeos com um especialista.
Trata-se de Bráulio Mantovani, roteirista de "Cidade de Deus", "Tropa de Elite" e muitos outros. No primeiro vídeo Bráulio fala sobre o processo criativo, no segundo fala sobre a diferença entre um roteiro adaptado e um original e no terceiro vídeo nos conta uma história interessantíssima sobre o filme "Tropa de Elite", falando como ele e o diretor José Padilha fizeram para trocar o personagem que seria o protagonista da trama (no caso do aspira Matias para o Capitão Nascimento) mesmo depois de toda a filmagem finalizada. Histórico.

E para aqueles que desejam uma abordagem mais didática sobre o tema, recomendo o livro "Da Criação ao Roteiro" de Doc Comparato. Escrito em 1995, já teve uma série de edições e é muito interessante. O autor, uma referência no assunto, nos mostra todas as etapas do complexo processo de desenvolvimento de um roteiro.
Outra grande dica de leitura é o livro "Lições de Roteiristas" de Kevin Conroy Scott, este com o relato de grandes roteiristas do cinema mundial explicando como criaram roteiros de filmes consagrados.

É isso.


Sandro





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