Por hoje ser domingo o "post" será curto, mas de muito impacto. O motivo? Simplesmente porque utilizaram de "inspiração" o trailer de um dos maiores filmes de todos os tempos para criar um outro. Me refiro a "The Shining" (1980) de Stanley Kubrick e "2012" (2009) de Roland Emmerich.
Emmerich utilizou a famosa cena do "sangue saindo do elevador" do "The Shining" para criar o "clima de suspense" para o trailer de seu filme "2012", até a trilha sonora é a mesma (que se eu não me engano é de Krzysztof Penderecki ).
E isso não é uma reclamação, pois ficou muito bom. Confira
Por hoje ser domingo o "post" será curto, mas de muito impacto. O motivo? Simplesmente porque utilizaram de "inspiração" o trailer de um dos maiores filmes de todos os tempos para criar um outro. Me refiro a "The Shining" (1980) de Stanley Kubrick e "2012" (2009) de Roland Emmerich.
Emmerich utilizou a famosa cena do "sangue saindo do elevador" do "The Shining" para criar o "clima de suspense" para o trailer de seu filme "2012", até a trilha sonora é a mesma (que se eu não me engano é de Krzysztof Penderecki ).
E isso não é uma reclamação, pois ficou muito bom. Confira
Pra encurtar a história, este é mais um “post” sobre evolução de idéias, e como um tema genial e polêmico pode influenciar artistas e resultar em grandes trabalhos.
Pois então vejamos:
O escritor russo Vladimir Vladimirovich Nabokov publicou o controverso romance Lolita em 1955, escrito originalmente em inglês.
Narrado na primeira pessoa, o romance conta a história de Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada de doze anos Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Rejeitado por várias editoras antes de chegar ao grande público, o livro tem drama, perseguição, mistério, trama policial. Mas o grande ponto é a atração obsessiva que o protagonista sente pela menina, e as conseqüências que isso acarreta. O termo Lolita criou uma gíria para meninas menores de idade, que de forma precoce, são sexualmente atraentes.
O cineasta Stanley Kubrick foi responsável pela sublime versão cinematográfica do romance em 1962. Um dos pontos altos do filme é a interpretação de Peter Sellers no papel de Clare Quilty. O talento de Sellers combinado com a inteligência e direção de Kubrick resultaram em um desempenho magnífico do ator, que interpretou no filme outros papeis. Esse "estilo" inspirou futuras gerações de artistas e comediantes.
A banda The Police lança o álbum Zenyatta Mondatta (1980) que tem o sucesso “Don´t Stand So Close to Me”. Essa canção conta a história de um professor que é assediado por uma de suas alunas, o que lhe causa certo nervosismo e incerteza. Pelo menos é isso que entendo com o verso “Just like the old man in that book by Nabokov”, onde Sting faz menção ao livro Lolita. E devo confessar que eu, e mais toda uma geração, nos demos conta dessa obra a partir dessa música.
Abaixo deixo um vídeo sobre cada tema acima. Encontrei um do próprio Nabokov falando para um programa da TV francesa sobre o livro Lolita, as legendas são em espanhol, mas vale a pena.
Pra encurtar a história, este é mais um “post” sobre evolução de idéias, e como um tema genial e polêmico pode influenciar artistas e resultar em grandes trabalhos.
Pois então vejamos:
O escritor russo Vladimir Vladimirovich Nabokov publicou o controverso romance Lolita em 1955, escrito originalmente em inglês.
Narrado na primeira pessoa, o romance conta a história de Humbert Humbert, que se apaixona por sua enteada de doze anos Dolores Haze, a quem apelida de Lolita. Rejeitado por várias editoras antes de chegar ao grande público, o livro tem drama, perseguição, mistério, trama policial. Mas o grande ponto é a atração obsessiva que o protagonista sente pela menina, e as conseqüências que isso acarreta. O termo Lolita criou uma gíria para meninas menores de idade, que de forma precoce, são sexualmente atraentes.
O cineasta Stanley Kubrick foi responsável pela sublime versão cinematográfica do romance em 1962. Um dos pontos altos do filme é a interpretação de Peter Sellers no papel de Clare Quilty. O talento de Sellers combinado com a inteligência e direção de Kubrick resultaram em um desempenho magnífico do ator, que interpretou no filme outros papeis. Esse "estilo" inspirou futuras gerações de artistas e comediantes.
A banda The Police lança o álbum Zenyatta Mondatta (1980) que tem o sucesso “Don´t Stand So Close to Me”. Essa canção conta a história de um professor que é assediado por uma de suas alunas, o que lhe causa certo nervosismo e incerteza. Pelo menos é isso que entendo com o verso “Just like the old man in that book by Nabokov”, onde Sting faz menção ao livro Lolita. E devo confessar que eu, e mais toda uma geração, nos demos conta dessa obra a partir dessa música.
Abaixo deixo um vídeo sobre cada tema acima. Encontrei um do próprio Nabokov falando para um programa da TV francesa sobre o livro Lolita, as legendas são em espanhol, mas vale a pena.
Conforme já comentamos aqui no Blog, existe a evolução ou sintonia de idéias, onde um artista se utiliza da obra de outro, desenvolvendo nela seu toque pessoal, sua assinatura, seu estilo.
No entanto existem casos em que temos simplesmente a combinação de idéias brilhantes, como se fosse uma conspiração da própria natureza no intuito de nos fazer ficar embasbacados por tanta grandiosidade, mas ao mesmo tempo trazendo-as para uma linguagem POP que pode atingir o mais simples dos homens.
Pois então vejamos o que digo.
Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900), influente filósofo alemão do século XIX, que teve uma vida frágil, e morreu jovem aos 36 anos. Uma de suas obras mais controversas é “Assim Falou Zaratustra”, onde o Zaratustra é um líder da humanidade e pensador ideal de Nietzsche, e tem como centro a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem"(Übermensch). O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.
Richard Georg Strauss (1864 – 1949) compositor e maestro alemão , considerado um dos maiores nomes da música entre o final da “Era Romântica” e o início da “Idade Moderna”. Foi baseado no poema filosófico de Nietzche que escreveu seu “poema sinfônico” para “Assim Falou Zaratustra” (tenho um palpite que foi daí que John Williams se inspirou pro tema de Superman).
Arthur Charles Clarke (1917-2008) inventor e escritor britânico, autor de obras de divulgação e ficção científica como “The Sentinel” (1968). O livro conta a história de uma estrutura piramidal descoberta na Lua que se revela ser uma espécie de radiotransmissor deixado por uma raça alienígena em tempos remotos, a qual havia percebido a possibilidade de se desenvolver na Terra vida inteligente e civilização. Devido à resistência de seus materiais, os terráqueos são obrigados a destruí-la para poderem analisá-la, o que faz com que ela pare de enviar sinais para seus construtores, revelando para estes a presença de mais uma espécie inteligente no universo: os seres humanos.(fonte wikipedia)
Stanley Kubrick (1928-1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, que baseado na obra “The Sentinel” dirigiu e desenvolveu ( junto com Arthur C. Clarke) a história e o filme 2001 uma Odisséia no Espaço. Que descrevia a aurora do homem tendo a música de “Assim Falou Zaratustra” como fundo musical.
Incrível como o trabalho e obra de distintas celebridades mundiais , feitas em períodos diferentes, podem em um momento no tempo, convergirem em um resultado inesperado e assombroso, e por que não dizer definitivamente POP.
Caro Zaratustra, por isso afirmo : "Deus não pode estar morto".
Conforme já comentamos aqui no Blog, existe a evolução ou sintonia de idéias, onde um artista se utiliza da obra de outro, desenvolvendo nela seu toque pessoal, sua assinatura, seu estilo.
No entanto existem casos em que temos simplesmente a combinação de idéias brilhantes, como se fosse uma conspiração da própria natureza no intuito de nos fazer ficar embasbacados por tanta grandiosidade, mas ao mesmo tempo trazendo-as para uma linguagem POP que pode atingir o mais simples dos homens.
Pois então vejamos o que digo.
Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 – 1900), influente filósofo alemão do século XIX, que teve uma vida frágil, e morreu jovem aos 36 anos. Uma de suas obras mais controversas é “Assim Falou Zaratustra”, onde o Zaratustra é um líder da humanidade e pensador ideal de Nietzsche, e tem como centro a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de "além-do-homem"(Übermensch). O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.
Richard Georg Strauss (1864 – 1949) compositor e maestro alemão , considerado um dos maiores nomes da música entre o final da “Era Romântica” e o início da “Idade Moderna”. Foi baseado no poema filosófico de Nietzche que escreveu seu “poema sinfônico” para “Assim Falou Zaratustra” (tenho um palpite que foi daí que John Williams se inspirou pro tema de Superman).
Arthur Charles Clarke (1917-2008) inventor e escritor britânico, autor de obras de divulgação e ficção científica como “The Sentinel” (1968). O livro conta a história de uma estrutura piramidal descoberta na Lua que se revela ser uma espécie de radiotransmissor deixado por uma raça alienígena em tempos remotos, a qual havia percebido a possibilidade de se desenvolver na Terra vida inteligente e civilização. Devido à resistência de seus materiais, os terráqueos são obrigados a destruí-la para poderem analisá-la, o que faz com que ela pare de enviar sinais para seus construtores, revelando para estes a presença de mais uma espécie inteligente no universo: os seres humanos.(fonte wikipedia)
Stanley Kubrick (1928-1999) foi um dos cineastas mais importantes do século XX, que baseado na obra “The Sentinel” dirigiu e desenvolveu ( junto com Arthur C. Clarke) a história e o filme 2001 uma Odisséia no Espaço. Que descrevia a aurora do homem tendo a música de “Assim Falou Zaratustra” como fundo musical.
Incrível como o trabalho e obra de distintas celebridades mundiais , feitas em períodos diferentes, podem em um momento no tempo, convergirem em um resultado inesperado e assombroso, e por que não dizer definitivamente POP.
Caro Zaratustra, por isso afirmo : "Deus não pode estar morto".