minervapop

Mostrando postagens com marcador Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos

No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.

Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.

Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".

Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.

E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.

"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).

Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.

Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.

Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.

Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.

Sandro



A ORIGEM (INCEPTION) - Filme sobre sonhos para assistir de olhos bem abertos

No dia 15 de julho escrevi um post sobre o grande cineasta Christopher Nolan (leia aqui). Além de expressar minha admiração pelo trabalho do diretor, fiz um breve apanhado de sua brilhante filmografia. Ao finalizar o post e citar seu mais recente trabalho, "A Origem", que ainda não havia sido lançado no Brasil, prometi que voltaria a falar desta obra na época de seu lançamento. No dia seguinte, já achei que tinha exagerado e apesar de querer muito ver o filme, duvidei que retornaria a escrever sobre Nolan num espaço tão curto de tempo.

Eu estava errado. Ontem logo ao sair do cinema, pensei: Preciso recomendar isso a todos que conheço.

Eu sabia apenas o básico sobre a história (que descrevi parcialmente no texto citado acima). Leonardo DiCaprio interpreta Dom Cobb, um ladrão especial que através de um método chamado de "extração", se especializou em roubar segredos das pessoas enquanto elas dormem, retirando estas informações das profundezas do inconsciente. Só que o mote do filme é justamente o desafio de fazer o inverso, ou seja, uma "inserção". Este inclusive seria o óbvio título do filme (originalmente chamado de Inception), mas que por conta de mais uma das famosas (ainda escrevo sobre isso) invenções da indústria local, mudou para "A Origem".

Bom, como eu já disse, fui ao cinema somente com informações genéricas sobre o filme e sugiro que todos façam o mesmo. Percebo que as vezes há uma espécie de necessidade de alguns críticos, jornalistas de cultura ou até mesmo blogueiros em explicar a história para os leitores de forma detalhada. Acho bacana e válido em casos onde a obra é mais antiga e quem escreve deseja despertar o interesse para o assunto, fazendo com quem esteja lendo o texto sinta vontade de assistir ao filme. Mas sinceramente, não gosto nada disso para os casos de filmes novos que estão em cartaz no cinema.

E na minha opinião, esta regra deveria valer ainda mais para "A Origem". O filme que junta ficção científica, suspense, muita ação e efeitos especiais maravilhosos, é na verdade bem complexo. E eu acho bacana que cada um explore esta complexidade e chegue por si próprio a uma conclusão.

"A Origem" é cheio de detalhes. Porém seu entendimento é bastante facilitado pelo fato de que Nolan, até fugindo um pouco de seu estilo, trabalha com uma narrativa quase que didática e apesar do início difícil (calma, que é só o começo), torna a história totalmente compreensível. Porém, muito cuidado. Esta preocupação em explicar os conceitos que norteiam o filme dura até mais ou menos a metade, porque depois disso a coisa começa a pegar e se você ainda não tiver entendido a lógica do que está acontecendo, vai ter que assistir de novo (a "Time" sugere que todos façam isso).

Mas não se assustem, apenas preparem-se para colocar a cabeça para funcionar mesmo estando diante de um filme que está sendo vendido como ação, que conta com um caro orçamento, mas é bem mais do que isso. Me pareceu até uma espécie de recompensa do estúdio para Chris Nolan após o estrondoso sucesso comercial de seus dois filmes sobre o Batman. Deixaram o cara gastar uma boa grana num projeto ambicioso e pessoal (além de dirigir, é dele também o roteiro), que tem se mostrado muito bem aceito tanto pelo público quanto pela crítica.

Ressalto também o elenco, que dentre ótimas atuações traz Joseph Gordon-Levitt e Ellem Page (acho uma graça esta atriz) muito bem e Leonardo DiCaprio em outro excelente trabalho (já virou regra) na pele de um protagonista que foge completamente do tipo herói.

Enfim, ainda é cedo para dizer, mas acho que é daqueles filmes que tem tudo para alimentar teorias e gerar muita discussão no futuro, além de valer a pena tê-lo em casa para assistir várias vezes. Até porque o final não é absolutamente claro quanto ao desfecho e pode gerar uma dupla interpretação (eu e a Karina divergimos, por exemplo). Mas não espere. Se tiver a oportunidade vá assistí-lo no cinema esta semana. Recomendo.

Aproveitando que o trailer que estava incorporado no post anterior, foi retirado do You Tube, retorno com o mesmo vídeo e deixo ainda um novo.

Sandro



domingo, 28 de março de 2010

ILHA DO MEDO - Inquietante

Somente hoje, depois de duas semanas após a estréia, pude assistir ao último lançamento do genial Martin Scorsese, diretor de alguns dos melhores filmes de todos os tempos.

O Anselmo já tinha abordado o tema aqui (leia o post) quando escreveu sobre o livro "Paciente 67” de Dennis Lehane. Na ocasião, ele fez um breve resumo da história (os agentes federais Teddy Daniels e Chuck Aule têm que investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, especializado em pacientes criminosos, que desaparece sem deixar vestígios de um quarto vigiado e trancado à chave. A partir daí a trama começa, com uma série de suspeitas pairando sobre o sanatório).Como normalmente faço em filmes que envolvem meus diretores prediletos procurei não ler nada sobre a obra antes de ir ver o filme, exceção a breve sinopse acima.

Hoje, depois de ter assistido e antes de escrever este post dei uma olhada nas críticas. Definitivamente as análises foram divergentes, mas senti uma tendência a opiniões mais negativas do que positivas (aqui mesmo no Minerva Pop, a Ju do blog A Ship Made of Books, havia feito ressalvas ao filme nos comentários do post do Anselmo). Li que os questionamentos foram feitos principalmente em cima do roteiro, que na visão de alguns deveria evitar que as pessoas suspeitassem da virada no desfecho da trama.

Não concordo. Não li o livro, mas sabendo que o roteiro foi adaptado, imagino que as pistas também foram sendo deixadas no desenrolar da história (o Anselmo pode me confirmar isso depois). Mesmo quem suspeita da reviravolta, acho que sente certo desconforto durante a sessão, pois há uma série de momentos realmente inquietantes. Portanto, eu gostei do roteiro. A última frase inclusive permite certos exercícios. "É melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?"
Fora isso, movimentos de camêra muito bem feitos (característica de Scorsese) e boas atuações de Leonardo DiCaprio (num personagem atormentado) e Mark Ruffalo, fazem com que "Ilha do Medo" seja sim, um filme digno do nome e da moral de Martin Scorsese e não uma obra menor como li em alguns lugares (inclusive de críticos norte-americanos).

Pode não ser uma obra-prima, mas achei um ótimo filme. Saí do cinema pensando sobre o que vi e isso para mim representa muito. Questão de opinião, é claro. Meu único arrependimento é não ter ido ver antes.

Para finalizar, quero ressaltar que não se trata de um filme de terror e não há nada de paranormalidade na história, toda a trama é um thriller psicológico. Abaixo, repito o trailer já deixado no post sobre o filme.


Sandro


ILHA DO MEDO - Inquietante

Somente hoje, depois de duas semanas após a estréia, pude assistir ao último lançamento do genial Martin Scorsese, diretor de alguns dos melhores filmes de todos os tempos.

O Anselmo já tinha abordado o tema aqui (leia o post) quando escreveu sobre o livro "Paciente 67” de Dennis Lehane. Na ocasião, ele fez um breve resumo da história (os agentes federais Teddy Daniels e Chuck Aule têm que investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, especializado em pacientes criminosos, que desaparece sem deixar vestígios de um quarto vigiado e trancado à chave. A partir daí a trama começa, com uma série de suspeitas pairando sobre o sanatório).Como normalmente faço em filmes que envolvem meus diretores prediletos procurei não ler nada sobre a obra antes de ir ver o filme, exceção a breve sinopse acima.

Hoje, depois de ter assistido e antes de escrever este post dei uma olhada nas críticas. Definitivamente as análises foram divergentes, mas senti uma tendência a opiniões mais negativas do que positivas (aqui mesmo no Minerva Pop, a Ju do blog A Ship Made of Books, havia feito ressalvas ao filme nos comentários do post do Anselmo). Li que os questionamentos foram feitos principalmente em cima do roteiro, que na visão de alguns deveria evitar que as pessoas suspeitassem da virada no desfecho da trama.

Não concordo. Não li o livro, mas sabendo que o roteiro foi adaptado, imagino que as pistas também foram sendo deixadas no desenrolar da história (o Anselmo pode me confirmar isso depois). Mesmo quem suspeita da reviravolta, acho que sente certo desconforto durante a sessão, pois há uma série de momentos realmente inquietantes. Portanto, eu gostei do roteiro. A última frase inclusive permite certos exercícios. "É melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?"
Fora isso, movimentos de camêra muito bem feitos (característica de Scorsese) e boas atuações de Leonardo DiCaprio (num personagem atormentado) e Mark Ruffalo, fazem com que "Ilha do Medo" seja sim, um filme digno do nome e da moral de Martin Scorsese e não uma obra menor como li em alguns lugares (inclusive de críticos norte-americanos).

Pode não ser uma obra-prima, mas achei um ótimo filme. Saí do cinema pensando sobre o que vi e isso para mim representa muito. Questão de opinião, é claro. Meu único arrependimento é não ter ido ver antes.

Para finalizar, quero ressaltar que não se trata de um filme de terror e não há nada de paranormalidade na história, toda a trama é um thriller psicológico. Abaixo, repito o trailer já deixado no post sobre o filme.


Sandro


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...