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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NEONOMICON - A Nova Loucura de Alan Moore


O novo trabalho de Alan Moore está dando o que falar na mídia, e toda a repercussão é por causa da péssima recepção nos EUA que, devido a temática pesada com estupros, orgias e demônios , muitas livrarias estão se recusando a vender a obra.

Primeiro trabalho de Alan Moore com a editora Avatar, a arte fica por conta de Jacen Burrows, o qual já tem trabalhos executados em parceria com Garth Ennis e Warren Ellis (Preacher, Crossed, 303).

Apesar da polemica, todos sabem da irreverência e estilo literário de Alan Moore e da estética “gore” da Avatar, portanto não tem tanta surpresa assim no resultado dessa combinação explosiva. De acordo com os blogs especializados, e de quem teve acesso a obra, a influência de H.P. Lovecraft é nítida, com direito a personagem que fala a língua das criaturas Cthulhu, Yoggoth, além de uma equipe de investigação do FBI em busca de resolver uma série de assassinatos.

Neonomicon terá quatro edições, nos EUA já saiu a segunda edição esse mês. Nós do Minerva Pop adquirimos a primeira edição desse novo trabalho do mestre Alan Moore e manteremos vocês informados.

NEONOMICON - A Nova Loucura de Alan Moore


O novo trabalho de Alan Moore está dando o que falar na mídia, e toda a repercussão é por causa da péssima recepção nos EUA que, devido a temática pesada com estupros, orgias e demônios , muitas livrarias estão se recusando a vender a obra.

Primeiro trabalho de Alan Moore com a editora Avatar, a arte fica por conta de Jacen Burrows, o qual já tem trabalhos executados em parceria com Garth Ennis e Warren Ellis (Preacher, Crossed, 303).

Apesar da polemica, todos sabem da irreverência e estilo literário de Alan Moore e da estética “gore” da Avatar, portanto não tem tanta surpresa assim no resultado dessa combinação explosiva. De acordo com os blogs especializados, e de quem teve acesso a obra, a influência de H.P. Lovecraft é nítida, com direito a personagem que fala a língua das criaturas Cthulhu, Yoggoth, além de uma equipe de investigação do FBI em busca de resolver uma série de assassinatos.

Neonomicon terá quatro edições, nos EUA já saiu a segunda edição esse mês. Nós do Minerva Pop adquirimos a primeira edição desse novo trabalho do mestre Alan Moore e manteremos vocês informados.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

V DE VINGANÇA - O Início de Alan Moore

Após a leitura do post de autoria do meu parceiro de Blog Sandro, sobre o livro “1984” de George Orwell, eu não poderia deixar de mandar na seqüência uma obra que é sem dúvida um marco das História em Quadrinhos em todo mundo, estou falando de V DE VINGANÇA.

V DE VINGANÇA foi o cartão de visita do então iniciante Alan Moore na carreira de roteirista de HQ´s, mais precisamente pela revista britânica Warrior.

Publicado originalmente em preto e branco, não chegou a ser finalizado. Somente em 1988, em parceria com o desenhista David Lloyd, uma edição colorida foi publicada pela DC Comics. Recordo muito bem quando adquiri o primeiro volume das 5 edições publicadas no Brasil em 1989, genial. Recentemente a editora Panini lançou uma edição especial completa, imperdível para quem é fã.

"Lembrai, lembrai o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
Não sei de uma razão para a traição da pólvora
Ser algum dia esquecida "

O personagem anarquista “V” foi inspirado em Guy Fawkes, um dos protagonistas do episódio da “Conspiração da Pólvora”, onde se pretendia liquidar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, junto com todos os membros do parlamento no ano de 1605, com o objetivo de se criar um estado católico. Fawkes era responsável pelos barris de pólvora. Descoberto, preso, e sob tortura, confessou a intenção do ataque. Foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato.

A Graphic Novel foi escrita durante um período onde o autor vivia em uma Inglaterra comandada pelo sistema Capitalista Neoliberal da primeira ministra Margaret Thatcher (a Dama de Ferro). Logo na introdução da HQ, Alan Moore deixa claro seu sentimento, até ingênuo é verdade, de que seria necessária uma guerra nuclear para o país entrar num regime fascista. Escreve o próprio autor: “Um jornal tablóide acalenta a idéia de campos de concentração para pessoas com AIDS. Os soldados da tropa de choque usam visores negros....suas unidades móveis tem câmeras de vídeo grudadas no teto....o governo expressou o desejo de erradicar a homossexualidade....esta terra está cada vez mais fria e hostil, não gosto mais daqui!”

A trama tem início após o fim de um conflito político mundial, com todos os sistemas de repressão funcionando e a população complacente com a situação, sendo monitorada por um sistema de câmeras similares ao descrito na narrativa de “1984” de George Orwell, e ainda uma polícia secreta chamada “Fingers” agindo com um braço de controle do Estado. É nesse momento que surge “V”, um anarquista/terrorista que usa uma mascara de Guy Fawkes e inicia sua “cruzada” para “detonar” o Estado, controlado por Adam James Susan.

Em 2006 a Warner Bros. lança o filme “V de Vingança”, produzido pelos Irmãos Wachowskie, com Natalie Portman e Hugo Weaving como protagonistas.

A obra cinematográfica tenta ser o mais fiel a Graphic Novel, porém as modificações e ajustes são aceitáveis, uma vez que a direção do filme buscou trazer para uma ótica mais moderna algumas passagens da trama na tela grande.

Destaque para a participação do ator John Hurt representando o ditador “Adam Sutler” (diferente do nome do ditador na HQ). O mesmo ator interpretou o funcionário que se revolta contra o grande ditador Big Brother no famoso filme “1984”.

O filme também tem um foco maior na história da personagem Evey (Natalie Portman), o que não acontece na HQ.

Pra quem já assistiu ao filme no cinema ou mesmo em casa, recomendo que procure a Graphic Novel, onde uma série de referencias POP são mencionadas no texto. Garanto que são experiências totalmente diferentes.

A grande mensagem de V de Vingança é que voce pode matar o homem, queimar os livros, calar a voz de toda uma nação. Porém não pode nunca, jamais, matar um Ideal!

Bom entretenimento.


Anselmo

V DE VINGANÇA - O Início de Alan Moore

Após a leitura do post de autoria do meu parceiro de Blog Sandro, sobre o livro “1984” de George Orwell, eu não poderia deixar de mandar na seqüência uma obra que é sem dúvida um marco das História em Quadrinhos em todo mundo, estou falando de V DE VINGANÇA.

V DE VINGANÇA foi o cartão de visita do então iniciante Alan Moore na carreira de roteirista de HQ´s, mais precisamente pela revista britânica Warrior.

Publicado originalmente em preto e branco, não chegou a ser finalizado. Somente em 1988, em parceria com o desenhista David Lloyd, uma edição colorida foi publicada pela DC Comics. Recordo muito bem quando adquiri o primeiro volume das 5 edições publicadas no Brasil em 1989, genial. Recentemente a editora Panini lançou uma edição especial completa, imperdível para quem é fã.

"Lembrai, lembrai o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
Não sei de uma razão para a traição da pólvora
Ser algum dia esquecida "

O personagem anarquista “V” foi inspirado em Guy Fawkes, um dos protagonistas do episódio da “Conspiração da Pólvora”, onde se pretendia liquidar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, junto com todos os membros do parlamento no ano de 1605, com o objetivo de se criar um estado católico. Fawkes era responsável pelos barris de pólvora. Descoberto, preso, e sob tortura, confessou a intenção do ataque. Foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato.

A Graphic Novel foi escrita durante um período onde o autor vivia em uma Inglaterra comandada pelo sistema Capitalista Neoliberal da primeira ministra Margaret Thatcher (a Dama de Ferro). Logo na introdução da HQ, Alan Moore deixa claro seu sentimento, até ingênuo é verdade, de que seria necessária uma guerra nuclear para o país entrar num regime fascista. Escreve o próprio autor: “Um jornal tablóide acalenta a idéia de campos de concentração para pessoas com AIDS. Os soldados da tropa de choque usam visores negros....suas unidades móveis tem câmeras de vídeo grudadas no teto....o governo expressou o desejo de erradicar a homossexualidade....esta terra está cada vez mais fria e hostil, não gosto mais daqui!”

A trama tem início após o fim de um conflito político mundial, com todos os sistemas de repressão funcionando e a população complacente com a situação, sendo monitorada por um sistema de câmeras similares ao descrito na narrativa de “1984” de George Orwell, e ainda uma polícia secreta chamada “Fingers” agindo com um braço de controle do Estado. É nesse momento que surge “V”, um anarquista/terrorista que usa uma mascara de Guy Fawkes e inicia sua “cruzada” para “detonar” o Estado, controlado por Adam James Susan.

Em 2006 a Warner Bros. lança o filme “V de Vingança”, produzido pelos Irmãos Wachowskie, com Natalie Portman e Hugo Weaving como protagonistas.

A obra cinematográfica tenta ser o mais fiel a Graphic Novel, porém as modificações e ajustes são aceitáveis, uma vez que a direção do filme buscou trazer para uma ótica mais moderna algumas passagens da trama na tela grande.

Destaque para a participação do ator John Hurt representando o ditador “Adam Sutler” (diferente do nome do ditador na HQ). O mesmo ator interpretou o funcionário que se revolta contra o grande ditador Big Brother no famoso filme “1984”.

O filme também tem um foco maior na história da personagem Evey (Natalie Portman), o que não acontece na HQ.

Pra quem já assistiu ao filme no cinema ou mesmo em casa, recomendo que procure a Graphic Novel, onde uma série de referencias POP são mencionadas no texto. Garanto que são experiências totalmente diferentes.

A grande mensagem de V de Vingança é que voce pode matar o homem, queimar os livros, calar a voz de toda uma nação. Porém não pode nunca, jamais, matar um Ideal!

Bom entretenimento.


Anselmo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CORINGA - A PIADA MORTAL

A História em Quadrinhos é um dos inúmeros tipos de arte que nós gostamos de "postar" aqui no Blog Minerva Pop, pois é possível combinar roteiro, desenho, cores, argumento, autores ilustres e inusitados, e claro, os personagens.

Dentre todos os personagens existentes neste vasto universo, considerando o "convencional" e o "alternativo", tem um em especial que gostaria de comentar hoje, trata-se do Coringa (Joker).

O Coringa foi criado por Bill Finger e Bob Kane com a ajuda de Jerry Robinson, e teve sua estréia na revista Batman #1 em 1940. E deste então foi se tornando um dos personagens mais importantes do Quadrinho Mundial.

Apesar de pertencer a DC Comics e, portanto a uma mídia mais popular que muitas vezes limita o potencial do personagem por uma “lucratividade” maior em seus produtos, esse é o vilão que aleijou a Batgirl (Barbara Gordon), matou o segundo Robin (Jason Todd) e a esposa do Comissário Gordon, e rendeu duas das melhores HQ´s já escritas, sendo, “A Piada Mortal” e “Coringa”.

“A Piada Mortal”, publicada em 1988, foi escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland. Nessa história a origem do personagem passa em “flashbacks” enquanto seu plano principal vai se desenrolando.

A idéia do Coringa é provar para o Batman que um indivíduo pode escolher a loucura para evitar uma realidade de sofrimento causada por um forte choque psicológico. O vilão se utiliza do comissário Gordon e sua filha para provar isso. O final é surpreendente mostrando que não existe tanta diferença entre a loucura do “Palhaço do Crime” e do “Cavaleiro das Trevas”.

“Coringa”, publicada em 2008, escrita pelo autor de “100 balas” Brian Azzarelo, e desenhada por Lee Bermejo, começa sob o ponto de vista de um bandido “pé-de-chinelo” chamado Jack Frost que tem a incumbência de buscar o Coringa que acabara de ser liberado do Asilo Arkhan. Após sair para as ruas, o vilão parte numa empreitada sangrenta para reconquistar seu território e mostrar quem é o dono do crime na cidade.

Além da loucura da personagem, que permite ao autor expandir as possibilidades de criação, o Coringa não tem superpoderes, e isso faz com que ele esteja em um patamar bem próximo as pessoas comuns. E no meu ponto de vista, esse é o motivo que faz com que os leitores se identifiquem tanto com sua “humanidade”.

Apesar de não ser esse o "foco" do post, não poderia comentar sobre o Coringa sem mencionar a interpretação de Heath Ledger no papel de "Coringa" no filme "Cavaleiro das Trevas" de 2008.

Como não queria terminar o Post sem um som, e não me recordo de nada do Coringa, vai um "Batman Theme" do The Jam só pra "sacanear" o criminoso.


Anselmo


CORINGA - A PIADA MORTAL

A História em Quadrinhos é um dos inúmeros tipos de arte que nós gostamos de "postar" aqui no Blog Minerva Pop, pois é possível combinar roteiro, desenho, cores, argumento, autores ilustres e inusitados, e claro, os personagens.

Dentre todos os personagens existentes neste vasto universo, considerando o "convencional" e o "alternativo", tem um em especial que gostaria de comentar hoje, trata-se do Coringa (Joker).

O Coringa foi criado por Bill Finger e Bob Kane com a ajuda de Jerry Robinson, e teve sua estréia na revista Batman #1 em 1940. E deste então foi se tornando um dos personagens mais importantes do Quadrinho Mundial.

Apesar de pertencer a DC Comics e, portanto a uma mídia mais popular que muitas vezes limita o potencial do personagem por uma “lucratividade” maior em seus produtos, esse é o vilão que aleijou a Batgirl (Barbara Gordon), matou o segundo Robin (Jason Todd) e a esposa do Comissário Gordon, e rendeu duas das melhores HQ´s já escritas, sendo, “A Piada Mortal” e “Coringa”.

“A Piada Mortal”, publicada em 1988, foi escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland. Nessa história a origem do personagem passa em “flashbacks” enquanto seu plano principal vai se desenrolando.

A idéia do Coringa é provar para o Batman que um indivíduo pode escolher a loucura para evitar uma realidade de sofrimento causada por um forte choque psicológico. O vilão se utiliza do comissário Gordon e sua filha para provar isso. O final é surpreendente mostrando que não existe tanta diferença entre a loucura do “Palhaço do Crime” e do “Cavaleiro das Trevas”.

“Coringa”, publicada em 2008, escrita pelo autor de “100 balas” Brian Azzarelo, e desenhada por Lee Bermejo, começa sob o ponto de vista de um bandido “pé-de-chinelo” chamado Jack Frost que tem a incumbência de buscar o Coringa que acabara de ser liberado do Asilo Arkhan. Após sair para as ruas, o vilão parte numa empreitada sangrenta para reconquistar seu território e mostrar quem é o dono do crime na cidade.

Além da loucura da personagem, que permite ao autor expandir as possibilidades de criação, o Coringa não tem superpoderes, e isso faz com que ele esteja em um patamar bem próximo as pessoas comuns. E no meu ponto de vista, esse é o motivo que faz com que os leitores se identifiquem tanto com sua “humanidade”.

Apesar de não ser esse o "foco" do post, não poderia comentar sobre o Coringa sem mencionar a interpretação de Heath Ledger no papel de "Coringa" no filme "Cavaleiro das Trevas" de 2008.

Como não queria terminar o Post sem um som, e não me recordo de nada do Coringa, vai um "Batman Theme" do The Jam só pra "sacanear" o criminoso.


Anselmo


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

WATCHMEN - Motion Comic

A série WATCHMEN, com suas 12 edições escritas por Alan Moore, desenhadas por Dave Gibbons e publicada originalmente nos anos de 1986 e 1987, foram um marco no universo dos quadrinhos. Particularmente pra mim que, junto com a Piada Mortal (também de Alan Moore), me motivaram para a leitura de Graphic Novels de qualidade, tanto nacionais (Mutarelli, Angeli, Laerte, Marcatti) como internacionais.

A trama se passa em 1985 nos USA, onde a Gerra Fria e os conflitos políticos com a URSS são intensos. O estopim se dá após a morte do vigilante conhecido como Comediante (Edward Blake), onde toda uma conspiração começa a ser investigada pelo psicótico e perturbado anti-herói Rorschach (Walter Kovacs).

A HQ quebrou tabus na época, trazendo questões mais “reais” para uma história de Heróis como, o estupro, o uso de drogas, valores éticos, violência exagerada, questões políticas. Uma adaptação para o cinema foi lançada em 06 de março de 2009.

Porém, para quem tem interesse em conferir a Graphic Novel, mas não gostaria de desembolsar muito dinheiro em versões encadernadas de luxo, ou mesmo não tem tempo de ler toda a obra, a dica é “Watchmen – o Completo Motion Comic”(2009).

Trata-se da caixa com dois DVD´s lançada pela Warner Premiere, onde a Revista em Quadrinhos original ganha uma versão digital, página por página.

É muito interessante, você poderá “assistir” as páginas da HQ com áudio, legendas e toda uma “dramatização”. Para os fãs mais velhos, a obra lembra um pouco “aqueles” antigos seriados da Marvel dos anos 60 (Namor, Thor, Capitão América, Homem de Ferro) que passavam nas tardes da semana, no programa do Capitão Asa (claro que numa versão muito mais moderna e melhor acabada).

O final de cada capítulo faz referência a uma música de artistas consagrados, como: Desolation Row (Bob Dylan), Neighborhood Threat (Iggy Pop e David Bowie), A Cavalgada das Valquírias (Wagner), The Comedians (Elvis Costello), Walking on the Moon (The Police), St. Stephen (Grateful Dead), Unforgettable (Nat King Cole), You’re My Thrill (Billie Holiday), All Along The Watchtower (Jimmi Hendrix –versão do Bob Dylan).

Para quem leu o original á alguns anos, pode “reviver” a experiência de uma forma diferente, com uma mídia até mais rica. Claro que nada substitui uma boa leitura, mas nesse caso, eu recomendo.

Anselmo

WATCHMEN - Motion Comic

A série WATCHMEN, com suas 12 edições escritas por Alan Moore, desenhadas por Dave Gibbons e publicada originalmente nos anos de 1986 e 1987, foram um marco no universo dos quadrinhos. Particularmente pra mim que, junto com a Piada Mortal (também de Alan Moore), me motivaram para a leitura de Graphic Novels de qualidade, tanto nacionais (Mutarelli, Angeli, Laerte, Marcatti) como internacionais.

A trama se passa em 1985 nos USA, onde a Gerra Fria e os conflitos políticos com a URSS são intensos. O estopim se dá após a morte do vigilante conhecido como Comediante (Edward Blake), onde toda uma conspiração começa a ser investigada pelo psicótico e perturbado anti-herói Rorschach (Walter Kovacs).

A HQ quebrou tabus na época, trazendo questões mais “reais” para uma história de Heróis como, o estupro, o uso de drogas, valores éticos, violência exagerada, questões políticas. Uma adaptação para o cinema foi lançada em 06 de março de 2009.

Porém, para quem tem interesse em conferir a Graphic Novel, mas não gostaria de desembolsar muito dinheiro em versões encadernadas de luxo, ou mesmo não tem tempo de ler toda a obra, a dica é “Watchmen – o Completo Motion Comic”(2009).

Trata-se da caixa com dois DVD´s lançada pela Warner Premiere, onde a Revista em Quadrinhos original ganha uma versão digital, página por página.

É muito interessante, você poderá “assistir” as páginas da HQ com áudio, legendas e toda uma “dramatização”. Para os fãs mais velhos, a obra lembra um pouco “aqueles” antigos seriados da Marvel dos anos 60 (Namor, Thor, Capitão América, Homem de Ferro) que passavam nas tardes da semana, no programa do Capitão Asa (claro que numa versão muito mais moderna e melhor acabada).

O final de cada capítulo faz referência a uma música de artistas consagrados, como: Desolation Row (Bob Dylan), Neighborhood Threat (Iggy Pop e David Bowie), A Cavalgada das Valquírias (Wagner), The Comedians (Elvis Costello), Walking on the Moon (The Police), St. Stephen (Grateful Dead), Unforgettable (Nat King Cole), You’re My Thrill (Billie Holiday), All Along The Watchtower (Jimmi Hendrix –versão do Bob Dylan).

Para quem leu o original á alguns anos, pode “reviver” a experiência de uma forma diferente, com uma mídia até mais rica. Claro que nada substitui uma boa leitura, mas nesse caso, eu recomendo.

Anselmo

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

JOHN CONSTANTINE - sem Keanu Reeves


Todo mundo conhece o filme Constantine (2005) que tem o ator Keanu Reeves como protagonista, a crítica não foi muito favorável a produção cinematográfica, nem os fãs de HQ, pois a adaptação não foi muito fiel ao original. E pra dizer a verdade, nem eu!

John Constantine foi criado por Alan Moore (que será citado ainda muitas vezes nesse blog) , Stephen R. Bissete e John Totleben, estes dois últimos eram fãs do The Police , e por isso o personagem lembra o Sting.

A primeiras aparições de Constantine foram nas publicações do Monstro do Pantano em 1984, porém foi com o texto de Garth Ennis , na série “Hábitos Perigosos-1991”(lançado em versão encadernada pela Pixel ,no Brasil ,em 2008), que John Constantine atingiu sua melhor forma. Inclusive sendo esta saga a base para a história do filme.

Trechos em que Constatine engana o próprio “Diabo” com água-benta e cerveja, o golpe aplicado na “Maldita Trindade do Inferno” e a amizade com o velho Matt, são momentos impagáveis da HQ.

Infelizmente as publicações da Pixel não serão mais lançadas no Brasil pois o contrato da Ediouro com a DC foi rescindido. Uma pena.

Mas se vira cara, corre atrás, pede emprestado, veja se ainda tem estoque nas livrarias, eu empresto se for necessário, mas leia essa obra de arte dos quadrinhos modernos.

Na última página tem uma bela cena, onde é citado um trecho da canção do The Pogues chamada “Rainy Night in Soho”:

“Nós vimos nossos amigos crescerem juntos
E nós vimos enquanto caíam
Alguns caíram no paraíso
Alguns caíram no inferno”

Anselmo

JOHN CONSTANTINE - sem Keanu Reeves


Todo mundo conhece o filme Constantine (2005) que tem o ator Keanu Reeves como protagonista, a crítica não foi muito favorável a produção cinematográfica, nem os fãs de HQ, pois a adaptação não foi muito fiel ao original. E pra dizer a verdade, nem eu!

John Constantine foi criado por Alan Moore (que será citado ainda muitas vezes nesse blog) , Stephen R. Bissete e John Totleben, estes dois últimos eram fãs do The Police , e por isso o personagem lembra o Sting.

A primeiras aparições de Constantine foram nas publicações do Monstro do Pantano em 1984, porém foi com o texto de Garth Ennis , na série “Hábitos Perigosos-1991”(lançado em versão encadernada pela Pixel ,no Brasil ,em 2008), que John Constantine atingiu sua melhor forma. Inclusive sendo esta saga a base para a história do filme.

Trechos em que Constatine engana o próprio “Diabo” com água-benta e cerveja, o golpe aplicado na “Maldita Trindade do Inferno” e a amizade com o velho Matt, são momentos impagáveis da HQ.

Infelizmente as publicações da Pixel não serão mais lançadas no Brasil pois o contrato da Ediouro com a DC foi rescindido. Uma pena.

Mas se vira cara, corre atrás, pede emprestado, veja se ainda tem estoque nas livrarias, eu empresto se for necessário, mas leia essa obra de arte dos quadrinhos modernos.

Na última página tem uma bela cena, onde é citado um trecho da canção do The Pogues chamada “Rainy Night in Soho”:

“Nós vimos nossos amigos crescerem juntos
E nós vimos enquanto caíam
Alguns caíram no paraíso
Alguns caíram no inferno”

Anselmo

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