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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Scorsese & De Niro - Por Caminhos Perigosos


Martin Scorsese não é conhecido como o “maior diretor americano vivo” por acaso. Seus filmes são referencias obrigatórias pra qualquer cinéfilo que se preze. O cara tem filmes memoráveis que abrangem os mais variados temas: “Quem Bate à Minha Porta?”, “Alice Não Mora Mais Aqui”,” Depois de Horas”, “A Última Tentação de Cristo”,” Gangues de Nova Iorque”, “O Aviador”.

Mas de toda sua obra, tem um ponto peculiar e incisivo, que são os filmes feitos em parceira com Robert de Niro. Foi Brian de Palma que apresentou De Niro para Martin Scorsese, a partir daí se tornaram grandes amigos e companheiros de trabalho.

Mas quando essa parceria teve início? Com certeza essa resposta é muito fácil para os mais aficionados pelo cinema, mas não custa nada lembrar, estamos falando de “Caminhos Perigosos” (Mean Streets) de 1973.

Quase que semi-biográfico, o filme mostra a primeira geração da Little Italy em Nova York. O protagonista é Harvey Keitel no papel do candidato a mafioso Charlie. Mas foi De Niro que ganhou o prêmio de melhor Ator Coadjuvante do Círculo de Críticos de Nova York e da National Society of Film Critics, com sua interpretação do jovem apostador Johnny Boy.

Tem início a parceria e conceito de filmagem que viriam a consagrar filmes como “Taxi Driver”, “Touro Indomável”, “O Rei da Comédia”, “Os Bons Companheiros”, “Cabo do Medo” e “Cassino”.

Mais recentemente podemos conferir a evolução desse estilo de filme de Scorsese em “Os Infiltrados” (atualmente parece que a “bola da vez” é Leonardo Di Caprio, que é mais uma protagonista do novo filme de Scorsese, “Shutter Island”).

A última informação, a qual está “rolando” já há algum tempo, é de que os dois estão envolvidos no projeto de filmagem de "I Heard You Paint Houses" (pintar a casa é uma expressão que significa assassinato por encomenda, pintar as paredes da casa com sangue), de Charles Brandt. A obra é baseada na vida de Frank "The Irishman" (o irlandês) Sheeran, a quem se atribuem mais de 25 assassinatos a serviço da máfia. Sua vítima mais “ilustre” é o líder sindical Jimmy Hoffa, que nos anos 50 e 60 foi presidente da International Brotherhood of Teamsters, sindicato que possuía ligações com o crime organizado.

Mas, fica aí a dica. Pra quem não assistiu, procurem “Caminhos Perigosos”, e vejam como tudo começou.

Abaixo tem o "Trailer" , e mais uma sequencia memorável com De Niro ao som de "Jumpin Jack Flash"!

Anselmo




Scorsese & De Niro - Por Caminhos Perigosos


Martin Scorsese não é conhecido como o “maior diretor americano vivo” por acaso. Seus filmes são referencias obrigatórias pra qualquer cinéfilo que se preze. O cara tem filmes memoráveis que abrangem os mais variados temas: “Quem Bate à Minha Porta?”, “Alice Não Mora Mais Aqui”,” Depois de Horas”, “A Última Tentação de Cristo”,” Gangues de Nova Iorque”, “O Aviador”.

Mas de toda sua obra, tem um ponto peculiar e incisivo, que são os filmes feitos em parceira com Robert de Niro. Foi Brian de Palma que apresentou De Niro para Martin Scorsese, a partir daí se tornaram grandes amigos e companheiros de trabalho.

Mas quando essa parceria teve início? Com certeza essa resposta é muito fácil para os mais aficionados pelo cinema, mas não custa nada lembrar, estamos falando de “Caminhos Perigosos” (Mean Streets) de 1973.

Quase que semi-biográfico, o filme mostra a primeira geração da Little Italy em Nova York. O protagonista é Harvey Keitel no papel do candidato a mafioso Charlie. Mas foi De Niro que ganhou o prêmio de melhor Ator Coadjuvante do Círculo de Críticos de Nova York e da National Society of Film Critics, com sua interpretação do jovem apostador Johnny Boy.

Tem início a parceria e conceito de filmagem que viriam a consagrar filmes como “Taxi Driver”, “Touro Indomável”, “O Rei da Comédia”, “Os Bons Companheiros”, “Cabo do Medo” e “Cassino”.

Mais recentemente podemos conferir a evolução desse estilo de filme de Scorsese em “Os Infiltrados” (atualmente parece que a “bola da vez” é Leonardo Di Caprio, que é mais uma protagonista do novo filme de Scorsese, “Shutter Island”).

A última informação, a qual está “rolando” já há algum tempo, é de que os dois estão envolvidos no projeto de filmagem de "I Heard You Paint Houses" (pintar a casa é uma expressão que significa assassinato por encomenda, pintar as paredes da casa com sangue), de Charles Brandt. A obra é baseada na vida de Frank "The Irishman" (o irlandês) Sheeran, a quem se atribuem mais de 25 assassinatos a serviço da máfia. Sua vítima mais “ilustre” é o líder sindical Jimmy Hoffa, que nos anos 50 e 60 foi presidente da International Brotherhood of Teamsters, sindicato que possuía ligações com o crime organizado.

Mas, fica aí a dica. Pra quem não assistiu, procurem “Caminhos Perigosos”, e vejam como tudo começou.

Abaixo tem o "Trailer" , e mais uma sequencia memorável com De Niro ao som de "Jumpin Jack Flash"!

Anselmo




quarta-feira, 15 de julho de 2009

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

Num post anterior eu escrevi sobre listas. E lá eu citei sobre a quase obrigatoriedade de ao fazer uma lista com os melhores filmes de todos os tempos, colocar Cidadão Kane no topo.

É um filme maravilhoso, claro. Totalmente inovador para a época e marco absoluto da história do cinema.Mas como eu disse naquele mesmo post minhas listas serão sempre pautadas pela preferência pessoal, sem se importar se é o melhor para o resto do mundo ou não.

Pois bem. Vou falar sobre meu filme preferido. Era Uma Vez na América, do cinesta italiano Sergio Leone. Diretor que diga-se de passagem não está entre os meus favoritos. Teve a filmografia marcada por épicos (no início) e ótimos westerns, sendo o criador do gênero "spaguetti-western", que era o típico filme de bang bang ambientado na Italia e melhor que os americanos.

O fato é que em 1984, em seu último filme, Leone fez uma obra prima. Rodado nos EUA, com dinheiro de Hollywood, foi originalmente concebido para ter quase quatro horas de duração e consumiu cerca de trinta milhões de dólares (um mega orçamento para a época).

Os produtores acharam que por ser muito longo, o filme não teria uma boa bilheteria e decidiram editá-lo para duas horas e vinte minutos. Não adiantou, o fime foi mesmo um fracasso de bilheteria e crítica. Como a versão dos produtores não havia dado certo, Leone conseguiu lançar o filme na Europa com a versão original e aí para surpresa dos financiadores, o resultado foi totamente o oposto. Boa bilheteria e elogios da crítica. Posteriormente, o filme voltou aos EUA nesta versão longa e apagou a má impressão inicial.

Mas do que fala este filme? Basicamente é um filme de gangster. Conta 50 anos de um grupo de judeus criminosos que formou-se ainda quando eram crianças nas ruas da periferia de Nova Iorque. É narrado em três fases distintas, mostrando a adolescência, a vida adulta e a velhice dos personagens principais, porém não em ordem cronologica, sob a perspectiva de Noodles em sua velhice.

Robert de Niro como Noodles e James Woods como Max têm atuações extraordinarias. Mas o fato é que os personagens é que são fantásticos. Apesar de criminosos, o laço de amizade construido pela gangue é de tal cumplicidade que quem assiste sente-se impelido a torcer para que tudo dê certo para eles.

Mas os anos passam, as coisa mudam, o dinheiro atrapalha e o amor também. Há, o amor. Nesta história de gangster, ele está sempre lá e Noodles com seu jeito tosco consegue estragar as oportunidades que lhe aparecem.

No fim, na cena em que eles se reencontram, confesso que não consigo conter as lagrimas. Apesar de já ter assistido ao filme muitas vezes, é uma cena que emociona sempre.

Não dá para contar muito mais sem estragar a beleza de descobrir o filme, para quem não conhece. Recomendo. Não tenham medo pela duração. Vale a pena!

Abaixo eu deixei um vídeo com algumas cenas do filme e a música feita por Ennio Morricone, que aliás compôs uma trilha absurdamente boa. Triste e bela.


Sandro

ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

Num post anterior eu escrevi sobre listas. E lá eu citei sobre a quase obrigatoriedade de ao fazer uma lista com os melhores filmes de todos os tempos, colocar Cidadão Kane no topo.

É um filme maravilhoso, claro. Totalmente inovador para a época e marco absoluto da história do cinema.Mas como eu disse naquele mesmo post minhas listas serão sempre pautadas pela preferência pessoal, sem se importar se é o melhor para o resto do mundo ou não.

Pois bem. Vou falar sobre meu filme preferido. Era Uma Vez na América, do cinesta italiano Sergio Leone. Diretor que diga-se de passagem não está entre os meus favoritos. Teve a filmografia marcada por épicos (no início) e ótimos westerns, sendo o criador do gênero "spaguetti-western", que era o típico filme de bang bang ambientado na Italia e melhor que os americanos.

O fato é que em 1984, em seu último filme, Leone fez uma obra prima. Rodado nos EUA, com dinheiro de Hollywood, foi originalmente concebido para ter quase quatro horas de duração e consumiu cerca de trinta milhões de dólares (um mega orçamento para a época).

Os produtores acharam que por ser muito longo, o filme não teria uma boa bilheteria e decidiram editá-lo para duas horas e vinte minutos. Não adiantou, o fime foi mesmo um fracasso de bilheteria e crítica. Como a versão dos produtores não havia dado certo, Leone conseguiu lançar o filme na Europa com a versão original e aí para surpresa dos financiadores, o resultado foi totamente o oposto. Boa bilheteria e elogios da crítica. Posteriormente, o filme voltou aos EUA nesta versão longa e apagou a má impressão inicial.

Mas do que fala este filme? Basicamente é um filme de gangster. Conta 50 anos de um grupo de judeus criminosos que formou-se ainda quando eram crianças nas ruas da periferia de Nova Iorque. É narrado em três fases distintas, mostrando a adolescência, a vida adulta e a velhice dos personagens principais, porém não em ordem cronologica, sob a perspectiva de Noodles em sua velhice.

Robert de Niro como Noodles e James Woods como Max têm atuações extraordinarias. Mas o fato é que os personagens é que são fantásticos. Apesar de criminosos, o laço de amizade construido pela gangue é de tal cumplicidade que quem assiste sente-se impelido a torcer para que tudo dê certo para eles.

Mas os anos passam, as coisa mudam, o dinheiro atrapalha e o amor também. Há, o amor. Nesta história de gangster, ele está sempre lá e Noodles com seu jeito tosco consegue estragar as oportunidades que lhe aparecem.

No fim, na cena em que eles se reencontram, confesso que não consigo conter as lagrimas. Apesar de já ter assistido ao filme muitas vezes, é uma cena que emociona sempre.

Não dá para contar muito mais sem estragar a beleza de descobrir o filme, para quem não conhece. Recomendo. Não tenham medo pela duração. Vale a pena!

Abaixo eu deixei um vídeo com algumas cenas do filme e a música feita por Ennio Morricone, que aliás compôs uma trilha absurdamente boa. Triste e bela.


Sandro

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