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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PLANETA FANTASTICO - Obra Prima de René Laloux


Todos os que gostam de obras de ficção-cientifica precisam conhecerer Planeta Fantástico (La Planète Sauvage), animação de 1973 realizada em conjunto entre França e a então Checoslováquia, que recebeu o prêmio especial do júri do Festival de Cannes no mesmo ano. Inspirado na obra “Oms en série (Oms by the Dozen) de (Stefan Wul – 1957).

A direção ficou por conta de René Laloux (1929-2004), o mestre francês da animação - autor de "O Planeta Selvagem" (1973) e "Os Mestres do Tempo" (1982) , que também trabalhava com pintura e literatura.

Nascido em Paris, René Laloux chegou à animação como autodidata. Começou por exercer psiquiatria, tendo trabalhado, nos anos 60, na Clínica de Cour Cheverny, dirigida por Félix Guatarri - foi a partir das teorias deste sobre a ergoterapia que Laloux realizou a sua primeira curta-metragem, "Les Dents du Singe" (1960), utilizando como "atores" os pacientes daquela clínica. O seu último filme, o curta "Comment Wang-Fo Fut Sauvé" (1987), é uma adaptação de um texto de Marguerite Yourcenar.

O filme se resume no seguinte: “No planeta Yagam vivem humanóides chamados de Oms, que são escravos (ou animais de estimação) dos Draggs, uma raça de gigantes com mais de dez metros de altura, olhos vermelhos e pele azul. O planeta é um lugar indefinido onde os homens parecem insetos aos olhos dos Draggs. Terr, um Om, recebe educação e se revolta contra os gigantes, dominadores no planeta. Assim, os Oms rebelam-se e descobrem o ponto fraco de seus dominadores”.

A trilha sonora do filme Fantastic Planet foi composta pelo pianista de jazz, arranjador e compositor francês Alain Goraguer (20 de agosto de 1931), o que contribuiu para a atmosfera do fime.

Respeitando a arte “datada” do filme, é uma obra que merece ser visto.
 
Anselmo







PLANETA FANTASTICO - Obra Prima de René Laloux


Todos os que gostam de obras de ficção-cientifica precisam conhecerer Planeta Fantástico (La Planète Sauvage), animação de 1973 realizada em conjunto entre França e a então Checoslováquia, que recebeu o prêmio especial do júri do Festival de Cannes no mesmo ano. Inspirado na obra “Oms en série (Oms by the Dozen) de (Stefan Wul – 1957).

A direção ficou por conta de René Laloux (1929-2004), o mestre francês da animação - autor de "O Planeta Selvagem" (1973) e "Os Mestres do Tempo" (1982) , que também trabalhava com pintura e literatura.

Nascido em Paris, René Laloux chegou à animação como autodidata. Começou por exercer psiquiatria, tendo trabalhado, nos anos 60, na Clínica de Cour Cheverny, dirigida por Félix Guatarri - foi a partir das teorias deste sobre a ergoterapia que Laloux realizou a sua primeira curta-metragem, "Les Dents du Singe" (1960), utilizando como "atores" os pacientes daquela clínica. O seu último filme, o curta "Comment Wang-Fo Fut Sauvé" (1987), é uma adaptação de um texto de Marguerite Yourcenar.

O filme se resume no seguinte: “No planeta Yagam vivem humanóides chamados de Oms, que são escravos (ou animais de estimação) dos Draggs, uma raça de gigantes com mais de dez metros de altura, olhos vermelhos e pele azul. O planeta é um lugar indefinido onde os homens parecem insetos aos olhos dos Draggs. Terr, um Om, recebe educação e se revolta contra os gigantes, dominadores no planeta. Assim, os Oms rebelam-se e descobrem o ponto fraco de seus dominadores”.

A trilha sonora do filme Fantastic Planet foi composta pelo pianista de jazz, arranjador e compositor francês Alain Goraguer (20 de agosto de 1931), o que contribuiu para a atmosfera do fime.

Respeitando a arte “datada” do filme, é uma obra que merece ser visto.
 
Anselmo







quarta-feira, 26 de maio de 2010

COPIE CONFORME - Novamente Juliette Binoche


A 63º. Edição do festival de Cannes teve como sua grande estrela a atriz francesa Juliette Binoche, que além de vencer o prêmio de melhor interpretação feminina por seu papel em "Copie Conforme", do diretor Abbas Kiarostami, além de exibir seu lado político com a manifestação em relação a prisão do assistente de direção Jafar Panahi, no Irã (mas não vou aprofundar nesse tema).

O filme foi feito em Florença e tem produção franco-italiana, onde narra o encontro entre um escritor britânico, James (William Simell), e sua admiradora (Juliette Binoche). O autor está lançando o livro “Cópia Certificada”, cujo subtítulo é polêmico: “Esqueça o original e procure uma boa cópia”.

Andando pela cidade, o casal de amigos inicia uma discussão divagando se a cópia de uma obra tem o mesmo valor que o original, o comportamento de casais em uma relação amorosa e outros grandes temas. Em um determinado ponto, a fã começa um jogo interessante, agindo como se o escritor fosse seu marido, desafiando-o a lembrar memórias que ele não tem e discutindo a relação em profundidade.

Com certeza é um grande filme, o qual devemos conferir. Segue Trailer.


COPIE CONFORME - Novamente Juliette Binoche


A 63º. Edição do festival de Cannes teve como sua grande estrela a atriz francesa Juliette Binoche, que além de vencer o prêmio de melhor interpretação feminina por seu papel em "Copie Conforme", do diretor Abbas Kiarostami, além de exibir seu lado político com a manifestação em relação a prisão do assistente de direção Jafar Panahi, no Irã (mas não vou aprofundar nesse tema).

O filme foi feito em Florença e tem produção franco-italiana, onde narra o encontro entre um escritor britânico, James (William Simell), e sua admiradora (Juliette Binoche). O autor está lançando o livro “Cópia Certificada”, cujo subtítulo é polêmico: “Esqueça o original e procure uma boa cópia”.

Andando pela cidade, o casal de amigos inicia uma discussão divagando se a cópia de uma obra tem o mesmo valor que o original, o comportamento de casais em uma relação amorosa e outros grandes temas. Em um determinado ponto, a fã começa um jogo interessante, agindo como se o escritor fosse seu marido, desafiando-o a lembrar memórias que ele não tem e discutindo a relação em profundidade.

Com certeza é um grande filme, o qual devemos conferir. Segue Trailer.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

LUIS BUÑUEL - SURREALISMO NO CINEMA

Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.

Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.

Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.

Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.

Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.

Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.

Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.

Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.

Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes.
Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde.
São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.

Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.

Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.

A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo). 

Sandro

LUIS BUÑUEL - SURREALISMO NO CINEMA

Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.

Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.

Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.

Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.

Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.

Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.

Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.

Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.

Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes.
Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde.
São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.

Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.

Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.

A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo). 

Sandro

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ESTRÉIA NO CINEMA - NOVO FILME DE LARS VON TRIER


Neste final de semana temos a estréia nos cinemas do Brasil do último filme do polêmico e excelente cineasta dinamarquês Lars von Trier.

Trata-se de O Anticristo. Ainda não vi o filme, mas já recomendo. Tudo o que o cara faz é de primeira qualidade. Só para citar duas obras primas, ele foi o responsável por Dançando no Escuro e por Dogville, dos quais nem vou falar nada porque ambos merecem (e receberão) posts específicos.

De tudo que eu li, a definição mais interessante foi no site da agência espanhola EFE. Dizia assim: "A perigosa terapia de Lars von Trier".

A sinopse padrão que está em todo lugar é a seguinte: Um casal devastado pela morte de seu único filho se muda para uma cabana isolada na floresta Éden, onde coisas estranhas e obscuras começam a acontecer. A mulher é uma intelectual escritora que não consegue se livrar do sentimento de culpa pela morte do filho, e ele, um psicanalista, tenta exercer seu meio de trabalho para ajudar a esposa. O casal é vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que ganhou oprêmio de melhor atriz no festival de Cannes por esta atuação.

Só para vocês terem uma idéia o filme abre com a cena da morte do garoto, que sozinho no quarto, sai do berço e caminha até a janela de onde se joga. Enquanto isso o casal está no outro quarto fazendo amor.

Uma coisa é unanimidade. O filme tem cenas muito fortes e chocantes e não é indicado para pessoas muito frágeis (nem menores de 18 anos). Na sessão em que foi exibido em Cannes, parte dos espectadores se retirou da sala antes do final.

É isso. Como eu disse, o cara é polêmico, mas na minha opinião um diretor de cinema genial. Nestes próximos dias não vai dar, mas durante a próxima semana vou conferir com certeza.
É o típico caso de obrigação. Tem que ver.

Abaixo, o trailer.


Sandro


ESTRÉIA NO CINEMA - NOVO FILME DE LARS VON TRIER


Neste final de semana temos a estréia nos cinemas do Brasil do último filme do polêmico e excelente cineasta dinamarquês Lars von Trier.

Trata-se de O Anticristo. Ainda não vi o filme, mas já recomendo. Tudo o que o cara faz é de primeira qualidade. Só para citar duas obras primas, ele foi o responsável por Dançando no Escuro e por Dogville, dos quais nem vou falar nada porque ambos merecem (e receberão) posts específicos.

De tudo que eu li, a definição mais interessante foi no site da agência espanhola EFE. Dizia assim: "A perigosa terapia de Lars von Trier".

A sinopse padrão que está em todo lugar é a seguinte: Um casal devastado pela morte de seu único filho se muda para uma cabana isolada na floresta Éden, onde coisas estranhas e obscuras começam a acontecer. A mulher é uma intelectual escritora que não consegue se livrar do sentimento de culpa pela morte do filho, e ele, um psicanalista, tenta exercer seu meio de trabalho para ajudar a esposa. O casal é vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que ganhou oprêmio de melhor atriz no festival de Cannes por esta atuação.

Só para vocês terem uma idéia o filme abre com a cena da morte do garoto, que sozinho no quarto, sai do berço e caminha até a janela de onde se joga. Enquanto isso o casal está no outro quarto fazendo amor.

Uma coisa é unanimidade. O filme tem cenas muito fortes e chocantes e não é indicado para pessoas muito frágeis (nem menores de 18 anos). Na sessão em que foi exibido em Cannes, parte dos espectadores se retirou da sala antes do final.

É isso. Como eu disse, o cara é polêmico, mas na minha opinião um diretor de cinema genial. Nestes próximos dias não vai dar, mas durante a próxima semana vou conferir com certeza.
É o típico caso de obrigação. Tem que ver.

Abaixo, o trailer.


Sandro


sábado, 8 de agosto de 2009

Á DERIVA - DICA DE CINEMA PARA A SEMANA


Bem amigos, este post é para dar a dica de algo que eu mesmo vou fazer neste final de semana. É assistir o filme "Á Deriva".

Dirigido por Heitor Dhalia, que já tinha feito o confuso (na minha opinião) "Nina" e o muito bom "O Cheiro do Ralo" (vale um post só para ele). É uma coprodução internacional da O2 Filmes com a Focus Features (parte da Universal).

O filme é sobre a história de uma garota de 14 anos que passa um verão com sua família em Búzios e se depara com sensações novas e completamente díspares, tendo que lidar com a descoberta da sexualidade e a crise conjugal de seus pais (até então desconhecida) exposta na traição de seu pai.

O elenco é de primeira. Fora a protagonista Laura Neiva, que é estreante (não posso opinar enquanto não ver), temos a Debora Bloch como a mãe, o excelente ator francês Vicent Cassel (de Irreverssível) como o pai e a ótima Camila Belle como a amante.

Uma curiosidade sobre o filme é que quando ele foi exibido no festival de Cannes deste ano, recebeu ao final mais de cinco minutos de aplausos, o que deixou grande parte do elenco emocionada.

Á Deriva estreou na sexta-feira passada e continua em cartaz. Aqui em São Paulo está nos seguintes cinemas: Bristol, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes, Frei Caneca, Reserva Cultural, Kinoplex Itaim, Iguatemi, Market Place, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Villa-Lobos, Cidade Jardim e Jardim Sul.

Vamos conferir?


Sandro

Á DERIVA - DICA DE CINEMA PARA A SEMANA


Bem amigos, este post é para dar a dica de algo que eu mesmo vou fazer neste final de semana. É assistir o filme "Á Deriva".

Dirigido por Heitor Dhalia, que já tinha feito o confuso (na minha opinião) "Nina" e o muito bom "O Cheiro do Ralo" (vale um post só para ele). É uma coprodução internacional da O2 Filmes com a Focus Features (parte da Universal).

O filme é sobre a história de uma garota de 14 anos que passa um verão com sua família em Búzios e se depara com sensações novas e completamente díspares, tendo que lidar com a descoberta da sexualidade e a crise conjugal de seus pais (até então desconhecida) exposta na traição de seu pai.

O elenco é de primeira. Fora a protagonista Laura Neiva, que é estreante (não posso opinar enquanto não ver), temos a Debora Bloch como a mãe, o excelente ator francês Vicent Cassel (de Irreverssível) como o pai e a ótima Camila Belle como a amante.

Uma curiosidade sobre o filme é que quando ele foi exibido no festival de Cannes deste ano, recebeu ao final mais de cinco minutos de aplausos, o que deixou grande parte do elenco emocionada.

Á Deriva estreou na sexta-feira passada e continua em cartaz. Aqui em São Paulo está nos seguintes cinemas: Bristol, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes, Frei Caneca, Reserva Cultural, Kinoplex Itaim, Iguatemi, Market Place, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Villa-Lobos, Cidade Jardim e Jardim Sul.

Vamos conferir?


Sandro

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ROMAN POLANSKI - VAMPIROS, DEMÔNIOS E FANTASMAS


Mês de agosto começando. Dia dos pais. Mês do cachorro louco. Também foi marcante para a recente história política brasileira. Mas, o que realmente me interessa que aconteceu em agosto? Muita coisa é claro, porém uma em particular a qual gostaria de ressaltar: aniversário do cineasta Roman Polanski.

Nascido Rajmund Roman Liebling, em Paris no dia 19 de agosto de 1933, este cineasta franco-polonês, tem uma grande influencia em minha modesta formação cultural, e porque não dizer no mundo POP.

O cara foi responsável pelo filme que marcou minha vida no cinema fantástico “Fearless Vampire Killers” (conhecido no Brasil como a Dança dos Vampiros).

Concebeu a obra de terror mais impresionante e ousada de todos os tempos “O bebê de Rosemary”. Afirmo isso com toda convicção, porque monstrar uma fornicação demoniaca numa sala de cinema em 1968, não era pra qualquer um (apesar que a decada de 60 foi inusitada).

Temos a tragédia de sua vida particular, envolvendo o assassinato de sua esposa Sharon Tate, grávida de 8 meses, por membros da “família Manson” , um grupo de fanáticos liderados por Charles Manson (também no mês de agosto). Fato este que tornou Manson um ícone bárbaro POP para muitos roqueiros, é doentio mas é verdade, o cara gravou até disco.

Roman Polanski não vai aos Estados Unidos desde 1978, devido a uma relação ilícita com uma jovem de 13 anos. Por isso hoje vive na França.

Polanski foi responsável por filmes como Chinatown (1974), Lua de Fel (1992), O Pianista (2002). E atualmente está trabalhando no thriller-político “The Ghost” , filmando em Berlim, na Alemanha.

O Filme é baseado no livro homônimo do ex-jornalista da BBC Robert Harris (nascido em 7 de março de 1957). O elenco conta com Tilda Swinton, Pierce Brosnan, Kim Cattrall, Ewan McGregor e Olivia Williams. Brosnan faz o papel de um primeiro-ministro britânico , que sofre acusações por ter autorizado o envio de cidadãos do Reino Unido para a prisão de Guantánamo. Esse ministro contrata um ghostwriter (ecritor que não leva os créditos pelo trabalho, daí o termo “escritor fantasma”), para escrever sobre suas memórias.

Da minha parte, vou aguardar, e torcer por mais uma grande obra de Polanski.

Anselmo


ROMAN POLANSKI - VAMPIROS, DEMÔNIOS E FANTASMAS


Mês de agosto começando. Dia dos pais. Mês do cachorro louco. Também foi marcante para a recente história política brasileira. Mas, o que realmente me interessa que aconteceu em agosto? Muita coisa é claro, porém uma em particular a qual gostaria de ressaltar: aniversário do cineasta Roman Polanski.

Nascido Rajmund Roman Liebling, em Paris no dia 19 de agosto de 1933, este cineasta franco-polonês, tem uma grande influencia em minha modesta formação cultural, e porque não dizer no mundo POP.

O cara foi responsável pelo filme que marcou minha vida no cinema fantástico “Fearless Vampire Killers” (conhecido no Brasil como a Dança dos Vampiros).

Concebeu a obra de terror mais impresionante e ousada de todos os tempos “O bebê de Rosemary”. Afirmo isso com toda convicção, porque monstrar uma fornicação demoniaca numa sala de cinema em 1968, não era pra qualquer um (apesar que a decada de 60 foi inusitada).

Temos a tragédia de sua vida particular, envolvendo o assassinato de sua esposa Sharon Tate, grávida de 8 meses, por membros da “família Manson” , um grupo de fanáticos liderados por Charles Manson (também no mês de agosto). Fato este que tornou Manson um ícone bárbaro POP para muitos roqueiros, é doentio mas é verdade, o cara gravou até disco.

Roman Polanski não vai aos Estados Unidos desde 1978, devido a uma relação ilícita com uma jovem de 13 anos. Por isso hoje vive na França.

Polanski foi responsável por filmes como Chinatown (1974), Lua de Fel (1992), O Pianista (2002). E atualmente está trabalhando no thriller-político “The Ghost” , filmando em Berlim, na Alemanha.

O Filme é baseado no livro homônimo do ex-jornalista da BBC Robert Harris (nascido em 7 de março de 1957). O elenco conta com Tilda Swinton, Pierce Brosnan, Kim Cattrall, Ewan McGregor e Olivia Williams. Brosnan faz o papel de um primeiro-ministro britânico , que sofre acusações por ter autorizado o envio de cidadãos do Reino Unido para a prisão de Guantánamo. Esse ministro contrata um ghostwriter (ecritor que não leva os créditos pelo trabalho, daí o termo “escritor fantasma”), para escrever sobre suas memórias.

Da minha parte, vou aguardar, e torcer por mais uma grande obra de Polanski.

Anselmo


quarta-feira, 29 de julho de 2009

VAMPIRO ORIENTAL - THIRST

Depois que comentamos Oldboy pensei em pesquisar sobre o novo trabalho do diretor Chan-wook Park, e me deparei com Thirst .
Thirst é a história sobre de um padre que, acidentalmente, se torna um vampiro depois de um experimento médico mal sucedido. Tem drama, traição e um triangulo amoroso. Ganhador do “Jury Prize” no último festival de Cannes, tem estréia programada em 31 julho nos EUA, e 18 de setembro no Brasil.
Pelas informações obtidas até agora, não tem o mesmo impacto que Oldboy, mas tratando-se de Chan-wook Park não espere um filme convencional de vampiros, com certeza é algo muito além.
Essa é somente uma chamada, assim que tivermos acesso ao filme , comentamos com mais detalhes com certeza.

Anselmo


VAMPIRO ORIENTAL - THIRST

Depois que comentamos Oldboy pensei em pesquisar sobre o novo trabalho do diretor Chan-wook Park, e me deparei com Thirst .
Thirst é a história sobre de um padre que, acidentalmente, se torna um vampiro depois de um experimento médico mal sucedido. Tem drama, traição e um triangulo amoroso. Ganhador do “Jury Prize” no último festival de Cannes, tem estréia programada em 31 julho nos EUA, e 18 de setembro no Brasil.
Pelas informações obtidas até agora, não tem o mesmo impacto que Oldboy, mas tratando-se de Chan-wook Park não espere um filme convencional de vampiros, com certeza é algo muito além.
Essa é somente uma chamada, assim que tivermos acesso ao filme , comentamos com mais detalhes com certeza.

Anselmo


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