
Decidi iniciar o ano com um post suave. Por isso escolhi o frescor de uma inglesinha de 22 anos chamada Polly Scattergood. Cheguei a citá-la num post sobre a Dusty Springfield (aqui) escrito em agosto, mas o tempo passou e eu ainda não tinha escrito nada sobre esta talentosa cantora e compositora.
Ouvi falar dela nesta mesma época de 2009, quando ainda não havia lançado nenhum disco, mas a música "Nitrogen Pink" (vídeo abaixo) já circulava pela internet. Fui atrás e fiquei muito bem impressionado com o som da garota. Foi minha primeira descoberta do ano passado e valeu a pena.
Meses depois (março ou abril) quando veio o primeiro disco oficial, que leva o mesmo nome da cantora, pude confirmar meu sentimento inicial. O disco é ótimo.
O som de Polly Scattergood não é de fácil definição. Ao mesmo tempo que traz uma pegada pop, há uma melancolia e angustia nas músicas que difere seu trabalho de outras cantoras mais conhecidas. Sem usar clichês ou jargões de críticos e simplificando a coisa eu chamaria apenas de música bonita. Piano, violino, violão e guitarra na medida certa. Aquele som que dá prazer de escutar, desde que você tenha uma mente aberta e não esteja preso a nenhum estilo musical.
Altamente recomendado para quem gosta de Bjork, Cat Power, Tori Amos, PJ Harvey ou Kate Bush, apesar de sua música não ter uma referência explícita a nenhumas destas excelentes cantoras, trazendo sim, elementos isolados.
Resta saber como será seu segundo disco. Ela pode escolher acentuar um pouco mais esta veia pop, atingindo um público mais amplo e até "estourar" ou pode manter o mesmo clima mostrado neste disco de estréia e cultivar fiéis seguidores a exemplo das cantoras citadas acima.
É isso, inicie 2010 descobrindo Polly Scattergood.
Sandro