minervapop

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SHE WANTS REVENGE - Esta semana no Brasil!

Pois é. Como nunca antes na história deste país, inicia-se a maratona de shows gringos pelas nossas terras.

Dependendo do seu grau de ecletismo (post aqui) a coisa vai pesar. Atualizei minha listinha pessoal (se encontrar um formato bacana, deixo no blog) neste último final de semana e assustei. Mesmo com possíveis "encaixes" nas baladas, a grana será alta.

Já tivemos o Mark Lanegan no finalzinho de junho, Vive La Fête e Erykah Badu em agosto. A Lauryn Hill foi ontem e ainda neste mês aparecem o She Wants Revenge, The Adicts, Diana Krall (isto é o que eu chamo de eclético), Supersuckers, New Model Army, Miike Snow, Dinosaur Jr. e Toy Dolls. Em outubro, além da penca de atrações do SWU, tem Echo and The Bunnymen, Cramberries, Air, Snow Patrol, Jamiroquai e Green Day. Em novembro além do festival Planeta Terra trazer um monte de coisa boa, rola Corinne Bailey Rae, Jello Biafra e Scissor Sisters. Para dezembro está confirmado o Pennywise. Fora tudo isso ainda ouvimos os boatos sobre Belle and Sebastian, Chemical Brothers, Joan Jett, The Raveonettes, Arcade Fire, Interpol, Faith No More, Stone Temple Pilots e o tio Macca (esta é nova).

Mas voltemos ao assunto de hoje, que é o altamente recomendável show que o duo norte-americano She Wants Revenge fará amanhã aqui em São Paulo, lá na Clash Club (uma das melhores casas da cidade) e no próximo dia 11 em Brasília dentro do festival Porão do Rock.

Esta é a segunda passagem da banda pelo Brasil, já que eles tocaram no festival Nokia Trends em 2007. Nesta época, sinceramente eu ainda não tinha o prazer de conhecer este som incrível. Nada de revolucionário. Nada que possa ser vendido como a nova moda, mas honesto. E bom, muito bom.

O She Wants Revenge traz uma sonoridade sombria que mistura rock com música eletrônica (mais presente ainda nos últimos EPs) e que invariavelmente é comparada as velhas (no bom sentido) bandas do chamado pós-punk dos anos 80, como Bauhaus, Joy Divison, Cure, Sisters of Mercy, etc. Seria uma banda que os mais "antigos" chamariam de dark, o que chega a ser inusitado, visto que a cidade natal deles é Los Angeles.

Sei que muitos artistas não gostam deste tipo de comparação, mas acaba sendo inevitável principalmente quando estamos nos referindo a um grupo que não pertence ao mainstream da música. Se fosse para definir o som dos caras numa única influência eu cravaria Depeche Mode (fase mais escura), o que para mim é um grande elogio.

Formada nos anos 2000, a banda só lançou dois discos, mais alguns EPs e está em fase de gravação de seu terceiro album que sairá em 2011. O bacana é que apesar de não possuir uma obra vasta, há uma variação muito interessante dentro dos trabalhos. Para o meu gosto, acho tudo de primeira e vai ser ótimo poder conferir isso ao vivo amanhã.

Abaixo deixei o sensacional vídeo de "These Things", que conta com a ilustre participação da não menos sensacional Shirley Manson. Depois, um áudio de "Out of Control".
É isso. Vamos começar com o pé direito a maratona, que a gente merece!


Sandro




She Wants Revenge - Out of Control
Found at skreemr.org

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ESTUDOS SOBRE A LEVEZA - Fernando Torres


Fui conferir a última edição da Bienal do Livro em São Paulo com um objetivo definido: procurar Editoras e Escritores novos. Não estava interessado naquilo que vemos todos os finais de semana nos cadernos de cultura dos jornais e revistas, ou mesmo nas “mega livrarias” dos shopping centers.


Depois de passear pelos corredores cheios e abarrotados por Editoras e Livrarias famosas, me chamou a atenção o modesto “stand” da Editora Multifoco (editora situada na Lapa-RJ), onde fui abordado pelo escritor Fernando Torres, que demonstrando um companheirismo incomum nos dias de hoje, começou a explicar a obra de outro autor que estava exposta.


Porém, para minha sorte, também tivemos tempo para conversar sobre sua obra intitulada “Estudos Sobre a Leveza”.


O livro é composto de 22 contos que tem como matéria prima o cotidiano das pessoas comuns. Não espere nada surreal ou fantástico, pois o que temos narrado e descrito no livro pode muito bem acontecer com qualquer um, por isso prepare-se para não ser surpreendido, mas sim refletir sobre como somos frágeis e como nossas vidas passam tão rápido, que as vezes nem temos tempo para decidir qual o melhor caminho a seguir.


Fernando Torres é advogado, e confidenciou que está trabalhando em seu primeiro romance já com apurada visão cinematográfica. Também mantem no ar o blog Arlequinal, onde divulga trabalhos de outros escritores, peças teatrais, contos e cultura em geral.


Espero em breve poder conversar com esse camarada simpático, e quem sabe saber noticiais de seus novos trabalhos.


Anselmo

ESTUDOS SOBRE A LEVEZA - Fernando Torres


Fui conferir a última edição da Bienal do Livro em São Paulo com um objetivo definido: procurar Editoras e Escritores novos. Não estava interessado naquilo que vemos todos os finais de semana nos cadernos de cultura dos jornais e revistas, ou mesmo nas “mega livrarias” dos shopping centers.


Depois de passear pelos corredores cheios e abarrotados por Editoras e Livrarias famosas, me chamou a atenção o modesto “stand” da Editora Multifoco (editora situada na Lapa-RJ), onde fui abordado pelo escritor Fernando Torres, que demonstrando um companheirismo incomum nos dias de hoje, começou a explicar a obra de outro autor que estava exposta.


Porém, para minha sorte, também tivemos tempo para conversar sobre sua obra intitulada “Estudos Sobre a Leveza”.


O livro é composto de 22 contos que tem como matéria prima o cotidiano das pessoas comuns. Não espere nada surreal ou fantástico, pois o que temos narrado e descrito no livro pode muito bem acontecer com qualquer um, por isso prepare-se para não ser surpreendido, mas sim refletir sobre como somos frágeis e como nossas vidas passam tão rápido, que as vezes nem temos tempo para decidir qual o melhor caminho a seguir.


Fernando Torres é advogado, e confidenciou que está trabalhando em seu primeiro romance já com apurada visão cinematográfica. Também mantem no ar o blog Arlequinal, onde divulga trabalhos de outros escritores, peças teatrais, contos e cultura em geral.


Espero em breve poder conversar com esse camarada simpático, e quem sabe saber noticiais de seus novos trabalhos.


Anselmo

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"DOOLITTLE" - PIXIES E DISCO PERFEITO

Bom, cá estou tocando num assunto não muito popular para grande parte dos meus amigos (o parceiro de blog, inclusive). Pixies.

Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).

Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.

Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.

Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
  • "Debaser". Começa com uma linha de baixo marcante, seguida de um riff de guitarra grudento, um vocal gritado de Francis, além da Kim Deal sussurando o título ao fundo. Para completar a letra é sobre o cineasta Luis Bunuel (post aqui) e seu extraordinário filme "O Cão Andaluz".
  • "Tame". Outra que começa com um baixo matador, entra numa levada calma que se intercala com o título da música gritado a plenos pulmões, no que se poderia chamar de refrão.
  • "Wave of Mutilation". É daquelas sem definição. Linha melódica perfeita ao extremo. Rock com pop em níveis elevados de competência. Para ouvir, grudar e cantarolar depois.
  • "I Bleed". Inicia de novo com o poderoso baixo da Deal "falando". Os vocais simultâneos dela e de Francis são uma delícia e as distorções e guitarra se encaixam de forma precisa na levada mais calma do som.
  • "Here Comes Your Man". Dispensa apresentações. Uma aula de como misturar pop com rock. Quem nunca balançou o corpo numa pista ao som desta música que levante a mão. Impossível de ficar parado, sem querer, quando você dá por si, está mexendo o pé, a cabeça, a mão, sei lá. Maior hit dos Pixies, muitos injustamente conhecem apenas esta música deles. Se é o seu caso, está na hora de experimentar mais.
  • "Dead". É a mais crua. Guitara mais ardida e ritmo quebrado. Mais difícil que as demais, porém igualmente bela.
  • "Monkey Gone To Heaven". Sem comentários. Minha preferida. Sempre era um prazer ouvir esta música na pista do extinto Espaço Retrô em São Paulo. Ainda hoje para mim não pode faltar no set list de um dj que queira tocar algo dos anos 90.
  • "Mr. Grieves". O flerte com o ska que mostra a facilidade com que eles passeiam por estilos diferentes dentro da mesma música.
  • "Crackity Jones". Rapidinha. Aqui uma pequena mistura de surf músic com punk rock. Ritmo acelerado é gostosa mesmo sendo breve.
  • "La La Love You" Brilhante linha melódica para cantarolar e assoviar (literalmente). Tocada por outra banda poderia desandar para a cafonice. Aqui cresce e vira uma linda música.
  • "No 13 Baby". Traz a junção do vocal doce da Kim Deal com um esilo perturbado do Francis. Outro refrão grudento e sussurros deliciosos. Maravilhosa.
  • "There Goes My Gun". Que entrada. Também nos brinda com um duelo do vocal masculino com o feminino numa letra que simplesmente repete exaustivamente a frase que dá título a musica durante o 1 minuto e 50 segundos de duração. Parece ruim? Ouve para você ver como ficou demais.
  • "Hey". Esta me faz repensar no que escrevi linhas acima. Não será esta a minha faixa preferida? Que baixo, que melodia, que vocal. Tornou-se talvez o maior clássico para os fãs da banda. Não precisa dizer mais nada, né?
  • "Silver". Lembra descaradamente aquelas trilhas sonoras de filmes de faroeste, só que com a voz da Kim Deal de fundo, cantando como se estivesse numa lamentação. Cool até o osso.
  • "Gouge Away". Fecha em grande estilo. Ideal para cantar junto, gritando de preferência. Música ótima, que qualquer banda gostaria de ter no currículo.

Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.

Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.

Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?

Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!

Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.

Sandro

Pixies - Here Comes Your Man
Found at skreemr.org

Pixies - Debaser
Found at skreemr.org

Pixies - Monkey Gone To Heaven
Found at skreemr.org

Pixies - Wave Of Mutilation
Found at skreemr.org

"DOOLITTLE" - PIXIES E DISCO PERFEITO

Bom, cá estou tocando num assunto não muito popular para grande parte dos meus amigos (o parceiro de blog, inclusive). Pixies.

Eu não vou negar que tenho um certo pé atrás com bandas muito queridinhas da crítica especializada. Excesso de bajulação as vezes irrita e até com certa frequencia é injustificado, pois muitas bandas são superestimadas. E os Pixies sempre foram considerados como uma destas unânimidades de crítica. Conheço gente que só por isso, já torce o nariz para a música deles. Outros já me disseram que é um som "metido" (o Black Francis é mala mesmo).

Mas inegavelmente tem qualidade. Não a toa o grupo que durou menos de 10 anos e gravou apenas quatro discos de estúdio, é venerado até hoje por fãs de todo o mundo. Trata-se daqueles casos que se encaixam perfeitamente na definição de cult.

Esta escassa, mas excelente discografia constitui-se dos seguintes trabalhos: "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991). Todos são pilares do chamado rock "alternativo" americano e influenciaram um monte de gente boa que veio depois ou que era até mesmo contemporâneo da banda (Kurt Cobain que o diga). Para resumir são albuns que precisam pelos menos de uma audição. Não se pode ignorar a força e a importância deles na história do rock.

Mas dentro desta seleta trajetória, o disco que para o meu gosto atingiu a perfeição é o segundo, o "Doolittle". Depois de uma estréia impressionante com "Surfer Rosa" já era difícil fazer alguma coisa no mesmo nível, que dirá superar. Pois "Doolittle" é composto por 15 músicas e consegue a proeza de trazer 15 faixas ótimas. Isso mesmo, todas, todas as músicas do disco são sensacionais.
  • "Debaser". Começa com uma linha de baixo marcante, seguida de um riff de guitarra grudento, um vocal gritado de Francis, além da Kim Deal sussurando o título ao fundo. Para completar a letra é sobre o cineasta Luis Bunuel (post aqui) e seu extraordinário filme "O Cão Andaluz".
  • "Tame". Outra que começa com um baixo matador, entra numa levada calma que se intercala com o título da música gritado a plenos pulmões, no que se poderia chamar de refrão.
  • "Wave of Mutilation". É daquelas sem definição. Linha melódica perfeita ao extremo. Rock com pop em níveis elevados de competência. Para ouvir, grudar e cantarolar depois.
  • "I Bleed". Inicia de novo com o poderoso baixo da Deal "falando". Os vocais simultâneos dela e de Francis são uma delícia e as distorções e guitarra se encaixam de forma precisa na levada mais calma do som.
  • "Here Comes Your Man". Dispensa apresentações. Uma aula de como misturar pop com rock. Quem nunca balançou o corpo numa pista ao som desta música que levante a mão. Impossível de ficar parado, sem querer, quando você dá por si, está mexendo o pé, a cabeça, a mão, sei lá. Maior hit dos Pixies, muitos injustamente conhecem apenas esta música deles. Se é o seu caso, está na hora de experimentar mais.
  • "Dead". É a mais crua. Guitara mais ardida e ritmo quebrado. Mais difícil que as demais, porém igualmente bela.
  • "Monkey Gone To Heaven". Sem comentários. Minha preferida. Sempre era um prazer ouvir esta música na pista do extinto Espaço Retrô em São Paulo. Ainda hoje para mim não pode faltar no set list de um dj que queira tocar algo dos anos 90.
  • "Mr. Grieves". O flerte com o ska que mostra a facilidade com que eles passeiam por estilos diferentes dentro da mesma música.
  • "Crackity Jones". Rapidinha. Aqui uma pequena mistura de surf músic com punk rock. Ritmo acelerado é gostosa mesmo sendo breve.
  • "La La Love You" Brilhante linha melódica para cantarolar e assoviar (literalmente). Tocada por outra banda poderia desandar para a cafonice. Aqui cresce e vira uma linda música.
  • "No 13 Baby". Traz a junção do vocal doce da Kim Deal com um esilo perturbado do Francis. Outro refrão grudento e sussurros deliciosos. Maravilhosa.
  • "There Goes My Gun". Que entrada. Também nos brinda com um duelo do vocal masculino com o feminino numa letra que simplesmente repete exaustivamente a frase que dá título a musica durante o 1 minuto e 50 segundos de duração. Parece ruim? Ouve para você ver como ficou demais.
  • "Hey". Esta me faz repensar no que escrevi linhas acima. Não será esta a minha faixa preferida? Que baixo, que melodia, que vocal. Tornou-se talvez o maior clássico para os fãs da banda. Não precisa dizer mais nada, né?
  • "Silver". Lembra descaradamente aquelas trilhas sonoras de filmes de faroeste, só que com a voz da Kim Deal de fundo, cantando como se estivesse numa lamentação. Cool até o osso.
  • "Gouge Away". Fecha em grande estilo. Ideal para cantar junto, gritando de preferência. Música ótima, que qualquer banda gostaria de ter no currículo.

Voltando a banda, o fato é que Black Francis (guitarra e vocais), Kim Deal (baixo e vocais), Joey Santiago (guitarra) e David Lovering (bateria) não seguraram a badalação. O problema de ego era enorme e criou-se um desgaste que culminou com o fim precoce do grupo, com direito a treta e tudo. Foi um final nada amigável.

Muitos anos depois, em 2004, eles voltaram a tocar juntos na chamada Reunion Tour (tem até DVD oficial disso) que inclusive passou pelo Brasil. Só que devido aquelas "cagadas" inexplicáveis que muitos promotores de shows fazem por aqui, eles só tocaram num festival em Curitiba, sendo que os ingressos acabaram no mesmo dia que foram postos a venda. O resultado para mim foi que fiquei sem vê-los ao vivo e já tinha isso na minha lista de decepções musicais, pois pensei que nunca mais fosse rolar.

Depois de 2004, eles se reuniram ocasionalmente, até que no ano passado, decidiram sair em turnê novamente para comemorar os 20 anos de lançamento do "Doolittle" (viu, como é importante?), tocando o disco na íntegra e na ordem original. Legal, né?

Mas depois veio a melhor parte. Recentemente os Pixies foram confirmados como uma das atrações do festival SWU (dia 11 de outubro próximo). O detalhe é que o show será o mesmo desta tour do "Doolittle". Como ainda não usei esta palavra no texto, termino resumindo tudo com: Perfeito!

Se você quiser ter a experiência de ouvi-lo por inteiro, cilque AQUI ou AQUI e tenha esta maravilha na sua coleção.

Sandro

Pixies - Here Comes Your Man
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Pixies - Debaser
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Pixies - Monkey Gone To Heaven
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Pixies - Wave Of Mutilation
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