minervapop

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ALEX ATALA - Punk Rock & Gatronomia



Em todo esse período de Minerva Pop tem sempre uma pergunta que me faço todos os dias: “Para que um Blog”?

O Sandro quando veio com a proposta (sim pessoal, ele foi o idealizador intelectual no negócio), o objetivo era de criar um espaço para expor nossas idéias, e escrever sobre  pessoas e assuntos os quais admiramos.

Apesar do “blog” estar disponível para os mais diversos temas, deu pra perceber que dentre os assuntos abordados temos literatura russa e portuguesa, música inglesa e americana (até clássica), cinema europeu, poesia alemã, seriados de TV, Quadrinhos, e tudo que achamos indispensáveis para “temperar” nosso cotidiano “nada fácil”.

Apesar de curtirmos e acompanharmos tudo de interessante que “rola lá na gringa”, nós sempre procuramos ficar “antenados” com os assuntos referentes ao nosso país, e falando em “temperar” nosso cotidiano, o “post” de hoje é sobre um “Punk Rock Gastronômico” genuinamente brasileiro: Alex Atala.

Milad Alexandre Mack Atala , 42 anos, nascido na cidade de São Paulo, em 3 de junho de 1968, conhecido como Alex Atala, é um chef de cozinha brasileiro, de origem palestina, que nasceu no bairro da Mooca, e foi criado em São Bernardo do Campo.

Atala é um verdadeiro “outsider”, fã de punk rock, que aos quatorze anos de idade saiu de casa e foi trabalhar como DJ no saudoso Rose Bom Bom em São Paulo. Aos dezoito anos, viajou para a Europa como mochileiro. Quando estava na Bélgica, precisava ganhar dinheiro, e por isso começou a pintar paredes. Mas também era necessário um visto, se estudasse ou fizesse um curso já seria suficiente. Um dos amigos que pintavam parede fazia escola de cozinha, e sugiriu que Atala estudasse a matéria. Ele achou interessante e topou a parada. Em pouco tempo, começaram os primeiros “trabalhos” como cozinheiro.

Em uma entrevista concedida no programa de TV “o Estranho Mundo de Zé do Caixão”, Alex comenta (algo assim): “Eu era fã de punk rock, tive que escolher um curso para continuar como estudante na Europa, na verdade não era pra evoluir tanto na gastronomia, mas não tive competência nem pra fazer errado, e o resultado está aí.” (comenta com humor).

De volta a São Paulo, o sucesso veio com o trabalho de renovação de cardápio do extinto restaurante Filomena, onde criou uma entrada de alho assado e outros pratos, como manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá. Nessa época foi eleito o Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Atala também trabalhou no restaurante 72, antes de inaugurar o Namesa, em 1999, restaurante que ainda serve comidas rápidas na região dos Jardins.

Ainda em 1999, Alex Atala e mais dois sócios abriram o restaurante D.O.M. (Deo Optimo Maximo), em pouco tempo tornou-se um sucesso de público e crítica, recebendo diversos prêmios.

Em 2007, o D.O.M. figurou em 40º lugar na lista dos melhores restaurantes do mundo (San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants),em 2009 passou à 24ª posição na lista e, em 2010, passou à 18ª posição.

Alex é um grande defensor de nossa culinária regional e trabalha no desenvolvimento de pratos como ingredientes de nosso país, sem dúvida muito rico nesse ponto. Seus pontos de vista, ideais e considerações podem ser conferidos em seus livros: “Por uma Gastronomia Brasileira” (2003), “Com Unhas, Dentes & Cuca” (2008), “Escoffianas Brasileiras” (2008).

Para termos uma idéia da importância de Alex Atala na “cozinha internacional”, ele foi convidado , nesse dia 26 de julho último, a integrar um grupo de chefs que formam o conselho da primeira "universidade gastronômica" da Espanha, que abrirá suas portas em 2011, na cidade de San Sebastián.

Esse "Conselho Internacional" é presidido pelo espanhol Ferrán Adria, do famoso restaurante El Bulli, da Cataluña. Junto com Atala, o grupo é formado com o francês Michel Bras, o inglês Heston Bluementhal (Fat Duck), o dinamarquês René Redzepi, cujo restaurante Noma, em Copenhague, acaba de ser classificado como "a melhor mesa do mundo" pela revista Restaurant, o japonês Yukio Hattori, o peruano Gastón Acurio, o italiano Massimo Botturaz e o americano Dan Barber.

Previsto para iniciar suas atividades em 2011 na Universidade de Mondragón, o "Basque Culinary Center" (Centro Culinário Basco) terá licenciatura em "Artes Culinárias" e mestrado de "inovação e gestão de alta cozinha". Esta será a segunda "universidade de culinária" da Europa, após a Universidade de Ciências Gastronômicas da Itália, criada no Piemonte.

Quando nos deparamos com uma história  dessas, algumas considerações nos fazem refletir. Primeiro, que a ousadia e a determinação são fundamentais pra qualquer desafio e objetivos que temos na vida. Segundo, quando decidimos seguir uma profissão, uma carreira, devemos estudar, aperfeiçoar nossos conhecimentos e técnicas sobre o assunto.Terceiro, mas não o último, pra você começar uma “revolução”, na falta de uma guitarra elétrica, um boa refeição já é um bom começo.

Anselmo

ALEX ATALA - Punk Rock & Gatronomia



Em todo esse período de Minerva Pop tem sempre uma pergunta que me faço todos os dias: “Para que um Blog”?

O Sandro quando veio com a proposta (sim pessoal, ele foi o idealizador intelectual no negócio), o objetivo era de criar um espaço para expor nossas idéias, e escrever sobre  pessoas e assuntos os quais admiramos.

Apesar do “blog” estar disponível para os mais diversos temas, deu pra perceber que dentre os assuntos abordados temos literatura russa e portuguesa, música inglesa e americana (até clássica), cinema europeu, poesia alemã, seriados de TV, Quadrinhos, e tudo que achamos indispensáveis para “temperar” nosso cotidiano “nada fácil”.

Apesar de curtirmos e acompanharmos tudo de interessante que “rola lá na gringa”, nós sempre procuramos ficar “antenados” com os assuntos referentes ao nosso país, e falando em “temperar” nosso cotidiano, o “post” de hoje é sobre um “Punk Rock Gastronômico” genuinamente brasileiro: Alex Atala.

Milad Alexandre Mack Atala , 42 anos, nascido na cidade de São Paulo, em 3 de junho de 1968, conhecido como Alex Atala, é um chef de cozinha brasileiro, de origem palestina, que nasceu no bairro da Mooca, e foi criado em São Bernardo do Campo.

Atala é um verdadeiro “outsider”, fã de punk rock, que aos quatorze anos de idade saiu de casa e foi trabalhar como DJ no saudoso Rose Bom Bom em São Paulo. Aos dezoito anos, viajou para a Europa como mochileiro. Quando estava na Bélgica, precisava ganhar dinheiro, e por isso começou a pintar paredes. Mas também era necessário um visto, se estudasse ou fizesse um curso já seria suficiente. Um dos amigos que pintavam parede fazia escola de cozinha, e sugiriu que Atala estudasse a matéria. Ele achou interessante e topou a parada. Em pouco tempo, começaram os primeiros “trabalhos” como cozinheiro.

Em uma entrevista concedida no programa de TV “o Estranho Mundo de Zé do Caixão”, Alex comenta (algo assim): “Eu era fã de punk rock, tive que escolher um curso para continuar como estudante na Europa, na verdade não era pra evoluir tanto na gastronomia, mas não tive competência nem pra fazer errado, e o resultado está aí.” (comenta com humor).

De volta a São Paulo, o sucesso veio com o trabalho de renovação de cardápio do extinto restaurante Filomena, onde criou uma entrada de alho assado e outros pratos, como manga grelhada com pimenta branca e molho de maracujá. Nessa época foi eleito o Melhor Jovem Chef pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Diferenciados. Atala também trabalhou no restaurante 72, antes de inaugurar o Namesa, em 1999, restaurante que ainda serve comidas rápidas na região dos Jardins.

Ainda em 1999, Alex Atala e mais dois sócios abriram o restaurante D.O.M. (Deo Optimo Maximo), em pouco tempo tornou-se um sucesso de público e crítica, recebendo diversos prêmios.

Em 2007, o D.O.M. figurou em 40º lugar na lista dos melhores restaurantes do mundo (San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants),em 2009 passou à 24ª posição na lista e, em 2010, passou à 18ª posição.

Alex é um grande defensor de nossa culinária regional e trabalha no desenvolvimento de pratos como ingredientes de nosso país, sem dúvida muito rico nesse ponto. Seus pontos de vista, ideais e considerações podem ser conferidos em seus livros: “Por uma Gastronomia Brasileira” (2003), “Com Unhas, Dentes & Cuca” (2008), “Escoffianas Brasileiras” (2008).

Para termos uma idéia da importância de Alex Atala na “cozinha internacional”, ele foi convidado , nesse dia 26 de julho último, a integrar um grupo de chefs que formam o conselho da primeira "universidade gastronômica" da Espanha, que abrirá suas portas em 2011, na cidade de San Sebastián.

Esse "Conselho Internacional" é presidido pelo espanhol Ferrán Adria, do famoso restaurante El Bulli, da Cataluña. Junto com Atala, o grupo é formado com o francês Michel Bras, o inglês Heston Bluementhal (Fat Duck), o dinamarquês René Redzepi, cujo restaurante Noma, em Copenhague, acaba de ser classificado como "a melhor mesa do mundo" pela revista Restaurant, o japonês Yukio Hattori, o peruano Gastón Acurio, o italiano Massimo Botturaz e o americano Dan Barber.

Previsto para iniciar suas atividades em 2011 na Universidade de Mondragón, o "Basque Culinary Center" (Centro Culinário Basco) terá licenciatura em "Artes Culinárias" e mestrado de "inovação e gestão de alta cozinha". Esta será a segunda "universidade de culinária" da Europa, após a Universidade de Ciências Gastronômicas da Itália, criada no Piemonte.

Quando nos deparamos com uma história  dessas, algumas considerações nos fazem refletir. Primeiro, que a ousadia e a determinação são fundamentais pra qualquer desafio e objetivos que temos na vida. Segundo, quando decidimos seguir uma profissão, uma carreira, devemos estudar, aperfeiçoar nossos conhecimentos e técnicas sobre o assunto.Terceiro, mas não o último, pra você começar uma “revolução”, na falta de uma guitarra elétrica, um boa refeição já é um bom começo.

Anselmo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

VIVE LA FÊTE - NÃO DEIXE PASSAR...

Comecei o rascunho deste post ontem, quando adicionei os vídeos e a foto que o ilustram. O título era a deixa para recomendar o show que rola aqui em São Paulo, no Comitê Club, depois de amanhã. Infelizmente não poderei fazer isso, pois os ingressos já estão esgotados.

Mas decidi manter o título mesmo assim e fazer um post específico para o Vive La Fête, que antes só tinha aparecido no blog num texto sobre vocais femininos marcantes e sexys (leia aqui). Também fui motivado pelo fato de que conversando com amigos sobre esta balada, percebi que vários não sabiam do que se tratava. Daí eu acho que vale a pena repetir: "Não deixe passar". Conheça o som!

Vive La Fête é um duo belga formado por Danny Mommens na guitarra / voz e a maravilhosa Els Pynoo como vocal principal. O casal começou a trabalhar junto em 1997, mas ganhou maior notoriedade á partir do início dos anos 2000, quando começaram a fazer parte da trilha sonora de uma série de desfiles de moda pela Europa (Pynoo é ex-modelo inclusive).

Além do estilo moderno e descolado junto com um forte apelo sexy, a sonoridade também é cool. A dupla exala glamour e mesmo que o som em si não traga nada de revolucionário, podendo ser classificado como electro rock, a mistura que eles fazem entre a música eletrônica, o pop e o rock é competente demais. O resultado é dançante na maioria das vezes, mas o grande destaque é a energia, que contagia o ouvinte. Difícil ficar parado.

Pode até ser que não faça a cabeça de vocês, mas pelo menos experimentem. Para quem gostar das amostras aí embaixo, sugiro quatro discos essenciais: "Nuit Blanche" (de 2004), "Grand Prix" (de 2005), "Jour de Chance" (de 2007) e o último "Disque D'or (de 2009).

Como eu escrevi acima, o visual é um dos pontos fortes do Vive La Fête, portanto os vídeos são todos de primeira e cheios de estilo. Preferi deixar alguns retratando-os no palco, para a gente ver que a pegada funciona ao vivo também. O primeiro inclusive foi gravado numa das várias passagens deles pelo Brasil (acho que esta já é a quarta).

Aproveitem.


Sandro






VIVE LA FÊTE - NÃO DEIXE PASSAR...

Comecei o rascunho deste post ontem, quando adicionei os vídeos e a foto que o ilustram. O título era a deixa para recomendar o show que rola aqui em São Paulo, no Comitê Club, depois de amanhã. Infelizmente não poderei fazer isso, pois os ingressos já estão esgotados.

Mas decidi manter o título mesmo assim e fazer um post específico para o Vive La Fête, que antes só tinha aparecido no blog num texto sobre vocais femininos marcantes e sexys (leia aqui). Também fui motivado pelo fato de que conversando com amigos sobre esta balada, percebi que vários não sabiam do que se tratava. Daí eu acho que vale a pena repetir: "Não deixe passar". Conheça o som!

Vive La Fête é um duo belga formado por Danny Mommens na guitarra / voz e a maravilhosa Els Pynoo como vocal principal. O casal começou a trabalhar junto em 1997, mas ganhou maior notoriedade á partir do início dos anos 2000, quando começaram a fazer parte da trilha sonora de uma série de desfiles de moda pela Europa (Pynoo é ex-modelo inclusive).

Além do estilo moderno e descolado junto com um forte apelo sexy, a sonoridade também é cool. A dupla exala glamour e mesmo que o som em si não traga nada de revolucionário, podendo ser classificado como electro rock, a mistura que eles fazem entre a música eletrônica, o pop e o rock é competente demais. O resultado é dançante na maioria das vezes, mas o grande destaque é a energia, que contagia o ouvinte. Difícil ficar parado.

Pode até ser que não faça a cabeça de vocês, mas pelo menos experimentem. Para quem gostar das amostras aí embaixo, sugiro quatro discos essenciais: "Nuit Blanche" (de 2004), "Grand Prix" (de 2005), "Jour de Chance" (de 2007) e o último "Disque D'or (de 2009).

Como eu escrevi acima, o visual é um dos pontos fortes do Vive La Fête, portanto os vídeos são todos de primeira e cheios de estilo. Preferi deixar alguns retratando-os no palco, para a gente ver que a pegada funciona ao vivo também. O primeiro inclusive foi gravado numa das várias passagens deles pelo Brasil (acho que esta já é a quarta).

Aproveitem.


Sandro






domingo, 1 de agosto de 2010

ONDE FICAR LIGADO NA TEMPORADA DE SHOWS DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

Recentemente escrevi um resumo (leia aqui) sobre as certezas e possibilidades de shows para o segundo semestre deste ano. Muita coisa do que eu especulei já foi confirmada, outras ainda não e outras estão mais difíceis. Fatalmente vou escrever posts específicos sobre vários destes shows (uns antes, outros depois de rolar), além é claro de dedicar pelo menos um texto para comentar os dois mega festivais que teremos por aqui (este ano em datas diferentes), que são o SWU (3 dias em Itú) e o já consagrado Planeta Terra. Farei isso assim que os eventos fecharem de vez seu line up.



Hoje não vou deixar a relação inteira. Vou apenas filtrar pelo meu gosto pessoal o que eu não devo perder de jeito nenhum no meio deste monte de artista que vai desembarcar por aqui e no que eu devo ficar ligado. Eu estava fazendo esta lista para controle pessoal e nada mais fácil do que deixá-la aqui no blog para poder consultar a qualquer hora. Fora isso a relação pode ajudar com alguma informação que vocês ainda não tenham. Atenção, as datas são para os shows em São Paulo (minha localidade), porém para colaborar coms os amigos de outros Estados, eu cito as outras cidades que vão receber shows dentro destas mesmas turnês, porém sem especificar locais, dias e preços.


Na primeira lista, quem já está confirmado e é obrigatório. Tenho que dar um jeito de assistir.
  • Vive La Fête - Dia 5 de agosto no Comitê Club. R$100,00 á venda no site / postos da ingressorapido. Haverá shows também em Porto Alegre e Belo Horizonte.
  • Lauryn Hill - Dia 7 de setembro no Credicard Hall. R$150,00 á venda nas bilheterias da casa ou nos sites / postos da ticketmaster e ticketforfun. Haverá shows também em Porto Alegre, Brasília e Florianópolis.
  • Rage Against The Machine - Dia 9 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site / postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado.
  • Pixies - Dia 11 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site ou postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado. Não gostei da escalação para este dia. O que ajudou um pouco foi o anúncio do projeto Cavalera Conspiracy...
  • Green Day - Dia 20 de outubro na Arena Anhembi. R$180,00 á venda em postos nos shoppings Anália Franco e Morumbi, além do site livepass. Tocam também em Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.
  • Smashing Pumpkins + Pavement + Phoenix + Hot Chip. Dia 20 de novembro no Playcenter dentro do Planeta Terra Festival. R$160,00 á venda nas lojas FNAC e Saraiva e no site / postos da ticketsforfun. Não sei se as bandas vão se apresentar de forma separadas em outros Estados.
Na segunda lista, quem ainda não está confirmado, mas se vier é obrigatório. Tenho que ficar esperto nas confirmações e também dar um jeito de assistir.
  • Dinosaur Jr - Tocarão dia 24 de setembro num festival em Recife. A chance de pintarem também em São Paulo é grande.
  • Queens Of The Stone Age - De início era para ser no Planeta Terra, depois o boato é que será no SWU.
  • Julian Casablancas - Pouco especulado, pode ser uma surpresa já para o mês de setembro. Só li críticas boas sobre os shows do vocal dos Strokes, então num lugar fechado, estarei lá.
  • Paul McCartney - Especulado para o dia 9 de outubro no SWU, com a confirmação do Rage Against de Machine´para este dia, parece que não vai rolar não...
  • Chemical Brothers - Estão praticamente fechados para o SWU. Resta saber para qual dia.
  • Passion Pit - Estes estão praticamente confirmados para o Planeta Terra.
  • Belle and Sebastian - Um amigo jura que eles tocam no Planeta Terra. Já li que eles chegam em novembro, mas não no festival (o que seria mais legal). Vamos ver.
  • Joan Jett - Esse é bem boato mesmo. Seria para Novembro, apenas na capital paulista.
Na terceira lista, deixei atrações confirmadas, mas que não tenho certeza se irei.
  • Fuck Buttons - Dia 12 de agosto no MIS. R$80,00 á venda no local. Dia 14 de agosto nos SESC Pompéia. R$20,00 á venda no local. Muitas revistas colocaram o disco deles como um dos melhores de 2009. Não faz muito a minha cabeça. Vou decidir só na outra semana. Este só em SP.
  • Erykah Badu - Dia 29 de agosto no Credicard Hall. R$280,00 á venda na bilheteria da casa e nos sites da ticketmaster e ticketforfun. Gosto dela, mas o show só com cadeiras e o alto preço do ingresso estão me afastando da balada... Única apresentação no Brasil.
  • Air - Da 16 de outubro na Chácara do jóquei dentro do festival Natura About Us. Ainda não vi nada sobre os ingressos. Gosto do som dos franceses, mas dentro desta maratona eu só vou se pintar alguma outra grande atração dentro deste mesmo evento (ou se completarem com James e Interpol pelo menos). Eles tocam ainda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
  • She Wants Revenge - Dia 9 de setembro no Clash Club. R$90,00 á venda no site ticketbrasil. Este eu quero muito ir, mas vai depender da correria. Decido na semana. Eles tocam ainda em Brasília.
  • Regina Spektor + Kings of Leon + Sublime - Dia 10 de outubro dentro do festival SWU. R$190,00. Apesar de serem ótimas atrações, esta escalação não está me seduzindo muito. Os caras deveriam ter incluido os Pixies neste mesmo dia e não no dia 11. Se eu não for, vou sentir mais a falta da Regina Spektor.
  • The Cranberries - Dia 14 de outubro no Credicard Hall. R$180,00 á venda na bilheteria da casa ou no site e postos da ticketmaster. A nova turnê passa ainda por Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis
Na quarta lista, quem ainda não está confirmado e mesmo que seja, irei pensar bastante a respeito. São casos que devo decidir na semana do show.
  • James - Seria para o festival Natura About Us, junto com o Air. Ainda não seria o suficiente para fazer com que eu decida antecipadamente.
  • Katy Perry - Depende do lugar. Se for num local fechado, irei com certeza. Num show aberto, precisaria ver aonde.
  • Yo La Tengo + Arcade Fire - Duas bandas muito comentadas para aparecer por aqui. Não se sabe ainda em qual festival. SWU, Planeta Terra ou Natura. São bandas que gosto, mas não sou fanático. Já assisti shows de ambas e minha ida dependeria de onde vai rolar. Minha torcida é para que seja no Natura, porque aí juntando com James e Air, fica bem interessante.
Na quinta lista, shows confirmados que eu gostaria muito de ir, mas vou faltar.
  • Echo and The Bunnymen - Dia 11 de outubro no Credicard Hall. R$120,00 á venda na bilheteria da casa e no site da ticketmaster. Só não vou ver esta banda que adoro porque já os assisti umas três vezes e neste mesmo dia terá o show dos Pixies que eu nunca vi.
  • Calvin Harris - O DJ tocará dia 14 de novembro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival XXXperience. Se fose na capital eu iria, mas voltar para o interior depois da maratona que vai ser o SWU, não rola.





Sandro











ONDE FICAR LIGADO NA TEMPORADA DE SHOWS DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

Recentemente escrevi um resumo (leia aqui) sobre as certezas e possibilidades de shows para o segundo semestre deste ano. Muita coisa do que eu especulei já foi confirmada, outras ainda não e outras estão mais difíceis. Fatalmente vou escrever posts específicos sobre vários destes shows (uns antes, outros depois de rolar), além é claro de dedicar pelo menos um texto para comentar os dois mega festivais que teremos por aqui (este ano em datas diferentes), que são o SWU (3 dias em Itú) e o já consagrado Planeta Terra. Farei isso assim que os eventos fecharem de vez seu line up.



Hoje não vou deixar a relação inteira. Vou apenas filtrar pelo meu gosto pessoal o que eu não devo perder de jeito nenhum no meio deste monte de artista que vai desembarcar por aqui e no que eu devo ficar ligado. Eu estava fazendo esta lista para controle pessoal e nada mais fácil do que deixá-la aqui no blog para poder consultar a qualquer hora. Fora isso a relação pode ajudar com alguma informação que vocês ainda não tenham. Atenção, as datas são para os shows em São Paulo (minha localidade), porém para colaborar coms os amigos de outros Estados, eu cito as outras cidades que vão receber shows dentro destas mesmas turnês, porém sem especificar locais, dias e preços.


Na primeira lista, quem já está confirmado e é obrigatório. Tenho que dar um jeito de assistir.
  • Vive La Fête - Dia 5 de agosto no Comitê Club. R$100,00 á venda no site / postos da ingressorapido. Haverá shows também em Porto Alegre e Belo Horizonte.
  • Lauryn Hill - Dia 7 de setembro no Credicard Hall. R$150,00 á venda nas bilheterias da casa ou nos sites / postos da ticketmaster e ticketforfun. Haverá shows também em Porto Alegre, Brasília e Florianópolis.
  • Rage Against The Machine - Dia 9 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site / postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado.
  • Pixies - Dia 11 de outubro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival SWU. R$190,00 á venda na bilheteria do Ibirapuera, lojas FNAC e Made inBrasil e no site ou postos da ingressorapido. Não vai rolar em outro Estado. Não gostei da escalação para este dia. O que ajudou um pouco foi o anúncio do projeto Cavalera Conspiracy...
  • Green Day - Dia 20 de outubro na Arena Anhembi. R$180,00 á venda em postos nos shoppings Anália Franco e Morumbi, além do site livepass. Tocam também em Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro.
  • Smashing Pumpkins + Pavement + Phoenix + Hot Chip. Dia 20 de novembro no Playcenter dentro do Planeta Terra Festival. R$160,00 á venda nas lojas FNAC e Saraiva e no site / postos da ticketsforfun. Não sei se as bandas vão se apresentar de forma separadas em outros Estados.
Na segunda lista, quem ainda não está confirmado, mas se vier é obrigatório. Tenho que ficar esperto nas confirmações e também dar um jeito de assistir.
  • Dinosaur Jr - Tocarão dia 24 de setembro num festival em Recife. A chance de pintarem também em São Paulo é grande.
  • Queens Of The Stone Age - De início era para ser no Planeta Terra, depois o boato é que será no SWU.
  • Julian Casablancas - Pouco especulado, pode ser uma surpresa já para o mês de setembro. Só li críticas boas sobre os shows do vocal dos Strokes, então num lugar fechado, estarei lá.
  • Paul McCartney - Especulado para o dia 9 de outubro no SWU, com a confirmação do Rage Against de Machine´para este dia, parece que não vai rolar não...
  • Chemical Brothers - Estão praticamente fechados para o SWU. Resta saber para qual dia.
  • Passion Pit - Estes estão praticamente confirmados para o Planeta Terra.
  • Belle and Sebastian - Um amigo jura que eles tocam no Planeta Terra. Já li que eles chegam em novembro, mas não no festival (o que seria mais legal). Vamos ver.
  • Joan Jett - Esse é bem boato mesmo. Seria para Novembro, apenas na capital paulista.
Na terceira lista, deixei atrações confirmadas, mas que não tenho certeza se irei.
  • Fuck Buttons - Dia 12 de agosto no MIS. R$80,00 á venda no local. Dia 14 de agosto nos SESC Pompéia. R$20,00 á venda no local. Muitas revistas colocaram o disco deles como um dos melhores de 2009. Não faz muito a minha cabeça. Vou decidir só na outra semana. Este só em SP.
  • Erykah Badu - Dia 29 de agosto no Credicard Hall. R$280,00 á venda na bilheteria da casa e nos sites da ticketmaster e ticketforfun. Gosto dela, mas o show só com cadeiras e o alto preço do ingresso estão me afastando da balada... Única apresentação no Brasil.
  • Air - Da 16 de outubro na Chácara do jóquei dentro do festival Natura About Us. Ainda não vi nada sobre os ingressos. Gosto do som dos franceses, mas dentro desta maratona eu só vou se pintar alguma outra grande atração dentro deste mesmo evento (ou se completarem com James e Interpol pelo menos). Eles tocam ainda no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
  • She Wants Revenge - Dia 9 de setembro no Clash Club. R$90,00 á venda no site ticketbrasil. Este eu quero muito ir, mas vai depender da correria. Decido na semana. Eles tocam ainda em Brasília.
  • Regina Spektor + Kings of Leon + Sublime - Dia 10 de outubro dentro do festival SWU. R$190,00. Apesar de serem ótimas atrações, esta escalação não está me seduzindo muito. Os caras deveriam ter incluido os Pixies neste mesmo dia e não no dia 11. Se eu não for, vou sentir mais a falta da Regina Spektor.
  • The Cranberries - Dia 14 de outubro no Credicard Hall. R$180,00 á venda na bilheteria da casa ou no site e postos da ticketmaster. A nova turnê passa ainda por Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis
Na quarta lista, quem ainda não está confirmado e mesmo que seja, irei pensar bastante a respeito. São casos que devo decidir na semana do show.
  • James - Seria para o festival Natura About Us, junto com o Air. Ainda não seria o suficiente para fazer com que eu decida antecipadamente.
  • Katy Perry - Depende do lugar. Se for num local fechado, irei com certeza. Num show aberto, precisaria ver aonde.
  • Yo La Tengo + Arcade Fire - Duas bandas muito comentadas para aparecer por aqui. Não se sabe ainda em qual festival. SWU, Planeta Terra ou Natura. São bandas que gosto, mas não sou fanático. Já assisti shows de ambas e minha ida dependeria de onde vai rolar. Minha torcida é para que seja no Natura, porque aí juntando com James e Air, fica bem interessante.
Na quinta lista, shows confirmados que eu gostaria muito de ir, mas vou faltar.
  • Echo and The Bunnymen - Dia 11 de outubro no Credicard Hall. R$120,00 á venda na bilheteria da casa e no site da ticketmaster. Só não vou ver esta banda que adoro porque já os assisti umas três vezes e neste mesmo dia terá o show dos Pixies que eu nunca vi.
  • Calvin Harris - O DJ tocará dia 14 de novembro na Fazenda Maeda em Itú dentro do festival XXXperience. Se fose na capital eu iria, mas voltar para o interior depois da maratona que vai ser o SWU, não rola.





Sandro











quarta-feira, 28 de julho de 2010

O LIVRO DE ELI - O Poder Da Palavra!



Devo confessar que já tem bastante tempo que estou com o “pé atrás” com produções “Hollywoodianas”. Muito ação, efeitos especiais de última geração, orçamentos milionários, e histórias pífias e com visão “imperialista”, etc. Não estava muito interessado em nenhum lançamento recente.

Porém, essa semana (e somente essa semana, infelizmente), após assistir ao longa-metragem “O Livro de Eli”, fiquei impressionado com a qualidade da história e produção.

Alguns pontos merecem ser mencionados, aí vão alguns deles:

História: Tendo como “pano de fundo” um mundo pós-apocalíptico, o protagonista Eli vaga pelas estradas (sempre na direção do Oeste) carregando um precioso livro, encontrando e enfrentado os perigos de uma época onde os valores humanos nem existem mais. O precioso livro que carrega consigo é simplesmente a Bíblia Sagrada. O antagonista Carnegie, líder de uma pequena cidade (que lembra aquelas de Western) que aparece na “rota” de Eli, persegue o livro a bastante tempo, pois sabe do poder que a “Palavra” pode dar a quem souber fazer uso dela. A partir daí a história vai se desenrolando em um enredo excelente, que mesmo após o final do filme, você tem a necessidade de assistir novamente para ligar os pontos.

Produção e Direção: Albert e Allen Hughes (Brothers Hughes), depois de excelentes trabalhos como “Menace II Society” (1993), “From Hell” (2001), os irmãos diretores dão um tiro certeiro com o Livro de Eli.

Roteiro: Quem assistiu ao filme, logo nas primeiras cenas percebe um “toque” estético de jogos de vídeo-game, coincidência ou não, a história é de Gary Whitta (nascido em 21 de julho de 1972) um roteirista Inglês, autor, designer e jornalista de games. Entre os entusiastas de jogos de vídeo de longa data, ele é conhecido em desenvolvimento de games, foi escritor de "Duke Nukem Forever" e "Gears of War". Whitta é consultor para concepção de games para Microsoft, Electronic Arts , Activision, Midway Games, dentre outros.

Atores: Denzel Washington e Gary Oldman, interpretanto Eli e Carnegie, respectivamente, são um show á parte, muito bons, sem exageros, com textos diretos e sem “clichês”, trabalham na medita certa, sem tentar se sobressair demais.

Á exemplo de “Blade Runner”, “Mad Max”, “Laranja Mecânica”, o filme tem tudo para virar “Cult”, com lançamentos futuros com “Director´s Cut” e cheio de extras. Espero que mais filmes assim sejam lançados para o grande público.

Costumo comentar com alguns amigos que da minha “razão”, 90% não consegue crer em um Deus que comanda o universo, porém os 10% restantes tem uma fé infinita em um ser superior. Esse filme me ajudou a refletir bastante sobre esses pontos.


Anselmo


O LIVRO DE ELI - O Poder Da Palavra!



Devo confessar que já tem bastante tempo que estou com o “pé atrás” com produções “Hollywoodianas”. Muito ação, efeitos especiais de última geração, orçamentos milionários, e histórias pífias e com visão “imperialista”, etc. Não estava muito interessado em nenhum lançamento recente.

Porém, essa semana (e somente essa semana, infelizmente), após assistir ao longa-metragem “O Livro de Eli”, fiquei impressionado com a qualidade da história e produção.

Alguns pontos merecem ser mencionados, aí vão alguns deles:

História: Tendo como “pano de fundo” um mundo pós-apocalíptico, o protagonista Eli vaga pelas estradas (sempre na direção do Oeste) carregando um precioso livro, encontrando e enfrentado os perigos de uma época onde os valores humanos nem existem mais. O precioso livro que carrega consigo é simplesmente a Bíblia Sagrada. O antagonista Carnegie, líder de uma pequena cidade (que lembra aquelas de Western) que aparece na “rota” de Eli, persegue o livro a bastante tempo, pois sabe do poder que a “Palavra” pode dar a quem souber fazer uso dela. A partir daí a história vai se desenrolando em um enredo excelente, que mesmo após o final do filme, você tem a necessidade de assistir novamente para ligar os pontos.

Produção e Direção: Albert e Allen Hughes (Brothers Hughes), depois de excelentes trabalhos como “Menace II Society” (1993), “From Hell” (2001), os irmãos diretores dão um tiro certeiro com o Livro de Eli.

Roteiro: Quem assistiu ao filme, logo nas primeiras cenas percebe um “toque” estético de jogos de vídeo-game, coincidência ou não, a história é de Gary Whitta (nascido em 21 de julho de 1972) um roteirista Inglês, autor, designer e jornalista de games. Entre os entusiastas de jogos de vídeo de longa data, ele é conhecido em desenvolvimento de games, foi escritor de "Duke Nukem Forever" e "Gears of War". Whitta é consultor para concepção de games para Microsoft, Electronic Arts , Activision, Midway Games, dentre outros.

Atores: Denzel Washington e Gary Oldman, interpretanto Eli e Carnegie, respectivamente, são um show á parte, muito bons, sem exageros, com textos diretos e sem “clichês”, trabalham na medita certa, sem tentar se sobressair demais.

Á exemplo de “Blade Runner”, “Mad Max”, “Laranja Mecânica”, o filme tem tudo para virar “Cult”, com lançamentos futuros com “Director´s Cut” e cheio de extras. Espero que mais filmes assim sejam lançados para o grande público.

Costumo comentar com alguns amigos que da minha “razão”, 90% não consegue crer em um Deus que comanda o universo, porém os 10% restantes tem uma fé infinita em um ser superior. Esse filme me ajudou a refletir bastante sobre esses pontos.


Anselmo


segunda-feira, 26 de julho de 2010

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO - BIOGRAFIA POP RECHEADA DE SEXO

Ontem, por puro vacilo acabei deletando um texto que havia escrito sobre o livro "O Doce Veneno do Escorpião". Este livro deu origem a um filme cujo primeiro teaser foi divulgado na semana passada e que eu considerei com o vídeo da semana. Mas antes de chegar no filme, quero contar como encontrei este livro.

De cara, algumas constatações a meu respeito.
Primeiro. Meu hábito (que já virou vício) em acessar a internet não é de longa data. Na verdade sempre fui um cara de parar pouco em casa e o computador não estava entre os meus passatempos preferidos. Minha relação mais próxima com a rede começou a rolar mesmo só em 2006.
Segundo. Nunca gostei de coisa "mainstream". Tinha um pé atrás com músicas que eram hits, filmes que eram sucesso de bilheteria e livros que viravam best sellers. Claro que pesa aí um certo preconceito em não reconhecer méritos na cultura de massa, que nada mais é do que o chamado pop. O tempo já se encarregou de flexibilizar esta minha linha de pensamento e hoje não tenho mais problemas com isso.
Terceiro. Sempre me considerei um cara muito bem informado, hoje com a facilidade da rede, antes através de publicações impressas que lia as pencas.

Citei os fatos acima, para dizer que em 2005 quando "O Doce Veneno do Escorpião" foi publicado pela editora Panda Books eu o comprei praticamente na semana de lançamento. Na época o sucesso que um blog sobre uma garota de programa chamada Bruna Surfistinha fazia na internet já era notícia em bastante lugar. Sem nunca ter entrado no referido site (nunca tinha visitado um blog), eu tinha certeza que o livro com a autobiografia da dona deste blog, a Raquel Pacheco deveria trazer histórias muito interessantes, visto a dificuldade da profissão e a série de passagens e pessoas que a mina deveria ter conhecido. O que eu não tinha a menor idéia é que a obra iria dentro de pouco tempo se tornar um best seller. "O Doce Veneno do Escorpião" vendeu mais de 250.000 cópias.

Quando o oba-oba começou eu já tinha lido e aprovado o livro, que superou e muito minhas expectativas. Literatura pop até o osso e bem escrito. A linguagem simples e a narrativa ágil, leve e despretensiosa fazem com que o leitor praticamente devore a obra.

No livro Raquel conta sua história de menina classe média alta, educada em bons colégios, mas sempre sob uma postura muito rígida de seus pais, que gerava problemas de relacionamento e frustração na então adolescente. Ela intercala estes momentos como Raquel com o nascimento da Bruna Surfistinha, nome de "guerra" batizado por sua primeira cafetina em São Paulo, no privê onde começou a se prostituir após fugir de casa 20 dias antes de completar 18 anos (era 2002). Esta troca de papeís e histórias é feita de maneira competente e flui muito bem, sem deixar cair o ritmo intenso que domina o livro.

Os relatos com suas experiências na vida "fácil" são absolutamente despudorados e cheios de detalhes, capazes de constranger os puritanos ou pudicos de plantão. Mais ou menos na metade do livro, Raquel nos conta como nasceu a idéia de criar um blog na internet. Em dezembro de 2003 ela já tinha comprado um computador e tornara-se uma internauta. Solitária, um dia tentou procurar por blogs escritos por garotas de programa como ela, para ver com era a vida de outras meninas com a mesma profissão. Não achou nada. Em nenhum lugar. Decidiu então montar o seu próprio e começou a escrever para valer no começo de 2004. Além de contar um pouco de sua vida, o blog foi sendo direcionado para relatar diariamente todos os programas que Bruna fazia. Preservando a privacidade dos clientes, ela escrevia sobre o que havia feito com cada um, dados físicos das pessoas envolvidas e se ela tinha gostado ou não. Ela até criou cotações para a coisa, classificando em: transa mecânica, namoradinho e putaria.

Bom, a mina bombou na rede e alcançou o segundo lugar no iBest em pouco tempo. Ganhou repercussão e a oportunidade de escrever o livro. Fora isso, como ela mesma conta no final, o trabalho trouxe um namorado que a fez aposentar-se e deixar a profissão.

Sei que a Raquel publicou ainda mais dois livros, chamados "O que Aprendi com Bruna Surfistinha" (de 2006) e "Na Cama com Bruna Surfistinha" (de 2007). Não li nenhum dos dois, confesso que achei que seria mais do mesmo, sem o impacto dos picantes relatos da profissional do sexo descritos no primeiro livro. Podem ser bons, mas eu não conheço.

Este ano terminaram as gravações de "Bruna Surfistinha - O Filme", dirigido por Marcus Baldini. Um pouco mais sobre quem está no filme você lê no post anterior (aqui). Ela ainda mantém um blog no Uol que vale a visita (link aqui).

Em tempo, devo dizer que eu já queria ter escrito sobre este  livro faz algum tempo, mas agora que a garota vai voltar a ficar falada, vale a pena lembrar onde tudo começou. Admiro-a por ter estourado com um blog na internet em tempos bem diferentes dos de hoje e partindo como total desconhecida. Fora o fato da coragem de sua exposição pública.

Recomendo o livro, que serve como um bom entretenimento tocando num assunto tabu, mas que interessa a quase todos.

PS: As últimas 30 páginas do livro (todas em preto) no capítulo intitulado de As histótias proibidas de Bruna Surfistinha são sensacionais.


Sandro


Cansei De Ser Sexy - Music Is My Hot Hot Sex
Found at skreemr.org

O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO - BIOGRAFIA POP RECHEADA DE SEXO

Ontem, por puro vacilo acabei deletando um texto que havia escrito sobre o livro "O Doce Veneno do Escorpião". Este livro deu origem a um filme cujo primeiro teaser foi divulgado na semana passada e que eu considerei com o vídeo da semana. Mas antes de chegar no filme, quero contar como encontrei este livro.

De cara, algumas constatações a meu respeito.
Primeiro. Meu hábito (que já virou vício) em acessar a internet não é de longa data. Na verdade sempre fui um cara de parar pouco em casa e o computador não estava entre os meus passatempos preferidos. Minha relação mais próxima com a rede começou a rolar mesmo só em 2006.
Segundo. Nunca gostei de coisa "mainstream". Tinha um pé atrás com músicas que eram hits, filmes que eram sucesso de bilheteria e livros que viravam best sellers. Claro que pesa aí um certo preconceito em não reconhecer méritos na cultura de massa, que nada mais é do que o chamado pop. O tempo já se encarregou de flexibilizar esta minha linha de pensamento e hoje não tenho mais problemas com isso.
Terceiro. Sempre me considerei um cara muito bem informado, hoje com a facilidade da rede, antes através de publicações impressas que lia as pencas.

Citei os fatos acima, para dizer que em 2005 quando "O Doce Veneno do Escorpião" foi publicado pela editora Panda Books eu o comprei praticamente na semana de lançamento. Na época o sucesso que um blog sobre uma garota de programa chamada Bruna Surfistinha fazia na internet já era notícia em bastante lugar. Sem nunca ter entrado no referido site (nunca tinha visitado um blog), eu tinha certeza que o livro com a autobiografia da dona deste blog, a Raquel Pacheco deveria trazer histórias muito interessantes, visto a dificuldade da profissão e a série de passagens e pessoas que a mina deveria ter conhecido. O que eu não tinha a menor idéia é que a obra iria dentro de pouco tempo se tornar um best seller. "O Doce Veneno do Escorpião" vendeu mais de 250.000 cópias.

Quando o oba-oba começou eu já tinha lido e aprovado o livro, que superou e muito minhas expectativas. Literatura pop até o osso e bem escrito. A linguagem simples e a narrativa ágil, leve e despretensiosa fazem com que o leitor praticamente devore a obra.

No livro Raquel conta sua história de menina classe média alta, educada em bons colégios, mas sempre sob uma postura muito rígida de seus pais, que gerava problemas de relacionamento e frustração na então adolescente. Ela intercala estes momentos como Raquel com o nascimento da Bruna Surfistinha, nome de "guerra" batizado por sua primeira cafetina em São Paulo, no privê onde começou a se prostituir após fugir de casa 20 dias antes de completar 18 anos (era 2002). Esta troca de papeís e histórias é feita de maneira competente e flui muito bem, sem deixar cair o ritmo intenso que domina o livro.

Os relatos com suas experiências na vida "fácil" são absolutamente despudorados e cheios de detalhes, capazes de constranger os puritanos ou pudicos de plantão. Mais ou menos na metade do livro, Raquel nos conta como nasceu a idéia de criar um blog na internet. Em dezembro de 2003 ela já tinha comprado um computador e tornara-se uma internauta. Solitária, um dia tentou procurar por blogs escritos por garotas de programa como ela, para ver com era a vida de outras meninas com a mesma profissão. Não achou nada. Em nenhum lugar. Decidiu então montar o seu próprio e começou a escrever para valer no começo de 2004. Além de contar um pouco de sua vida, o blog foi sendo direcionado para relatar diariamente todos os programas que Bruna fazia. Preservando a privacidade dos clientes, ela escrevia sobre o que havia feito com cada um, dados físicos das pessoas envolvidas e se ela tinha gostado ou não. Ela até criou cotações para a coisa, classificando em: transa mecânica, namoradinho e putaria.

Bom, a mina bombou na rede e alcançou o segundo lugar no iBest em pouco tempo. Ganhou repercussão e a oportunidade de escrever o livro. Fora isso, como ela mesma conta no final, o trabalho trouxe um namorado que a fez aposentar-se e deixar a profissão.

Sei que a Raquel publicou ainda mais dois livros, chamados "O que Aprendi com Bruna Surfistinha" (de 2006) e "Na Cama com Bruna Surfistinha" (de 2007). Não li nenhum dos dois, confesso que achei que seria mais do mesmo, sem o impacto dos picantes relatos da profissional do sexo descritos no primeiro livro. Podem ser bons, mas eu não conheço.

Este ano terminaram as gravações de "Bruna Surfistinha - O Filme", dirigido por Marcus Baldini. Um pouco mais sobre quem está no filme você lê no post anterior (aqui). Ela ainda mantém um blog no Uol que vale a visita (link aqui).

Em tempo, devo dizer que eu já queria ter escrito sobre este  livro faz algum tempo, mas agora que a garota vai voltar a ficar falada, vale a pena lembrar onde tudo começou. Admiro-a por ter estourado com um blog na internet em tempos bem diferentes dos de hoje e partindo como total desconhecida. Fora o fato da coragem de sua exposição pública.

Recomendo o livro, que serve como um bom entretenimento tocando num assunto tabu, mas que interessa a quase todos.

PS: As últimas 30 páginas do livro (todas em preto) no capítulo intitulado de As histótias proibidas de Bruna Surfistinha são sensacionais.


Sandro


Cansei De Ser Sexy - Music Is My Hot Hot Sex
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