Bom, talvez a maioria dos fãs de rock deve ter se lembrado que Bono Vox, vocalista do U2, completou 50 anos de vida nesta última segunda-feira, dia 10. Infelizmente eu estou entre a minoria, pois devo confessar que não sou um grande admirador da banda. Respeito o som, mas nunca me seduziu e por razões que nem sei explicar, o grupo sempre passou batido para mim.
Pois é, mas não há como ignorar o que o U2 representa para o mundo da música e quando fui “cobrado” pelo brother Ivan sobre a “falha” em não ter mencionado tal data, refleti que realmente deveríamos ter escrito algo sobre o cara.
Porém, já passou e na como verdade eu não sou a pessoa mais indicada para este post ( o Anselmo sim, gosta), vou homenagear o Bono de uma forma simples. Até porque entendo não haver necessidade de escrever sobre como ele é um cara legal (e realmente é) e como ele tenta, a sua maneira, ajudar de alguma forma o mundo, pois isso éde conhecimento global. A forma de marcar a data será com a estréia de um novo tocador de MP3 aqui para o blog. A respeito deste tocador eu irei escrever um post específico sobre este site fantástico.
As músicas foram escolhidas pelo Ivan, de bate pronto sem pensar muito e são: "Where the Streets Have no Name" "Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me" " Staring at the Sun" "Magnificent" "One"
Bom, talvez a maioria dos fãs de rock deve ter se lembrado que Bono Vox, vocalista do U2, completou 50 anos de vida nesta última segunda-feira, dia 10. Infelizmente eu estou entre a minoria, pois devo confessar que não sou um grande admirador da banda. Respeito o som, mas nunca me seduziu e por razões que nem sei explicar, o grupo sempre passou batido para mim.
Pois é, mas não há como ignorar o que o U2 representa para o mundo da música e quando fui “cobrado” pelo brother Ivan sobre a “falha” em não ter mencionado tal data, refleti que realmente deveríamos ter escrito algo sobre o cara.
Porém, já passou e na como verdade eu não sou a pessoa mais indicada para este post ( o Anselmo sim, gosta), vou homenagear o Bono de uma forma simples. Até porque entendo não haver necessidade de escrever sobre como ele é um cara legal (e realmente é) e como ele tenta, a sua maneira, ajudar de alguma forma o mundo, pois isso éde conhecimento global. A forma de marcar a data será com a estréia de um novo tocador de MP3 aqui para o blog. A respeito deste tocador eu irei escrever um post específico sobre este site fantástico.
As músicas foram escolhidas pelo Ivan, de bate pronto sem pensar muito e são: "Where the Streets Have no Name" "Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me" " Staring at the Sun" "Magnificent" "One"
Eduardo Mendoza (11 de janeiro de 1943), autor catalão, respeitado por muitos escritores por seu humor apurado, lança o sensacional “A assobrosa Viagem de Pompônio Flato”.
Admirador confesso de Cervantes, afirma que a obra mais importante da literatura espanhola é “Dom Quixote”, uma sátira aos romances de cavalaria do sec.18.
A história se passa no século I, onde o protagonista Pompônio Flato viaja pelos confins do Império Romano, em busca de águas de efeitos poderosos, que podem trazer sabedoria a quem bebe. Porém, a única coisa que consegue são gases, muitos gases. No decorrer da jornada vai parar em Nazaré, onde está para ser executado o carpinteiro do povoado, condenado pelo assassinato de um rico morador. Mesmo sem querer, Pompônio se vê envolvido na investigação do crime, contratado por um cliente inusitado: o filho do carpinteiro.
Mendoza mistura romance histórico com sátira e paródia, resultando em um livro imperdível e de fácil leitura.
O livro foi lançado no Brasil pela editora Planeta, com tradução de Luis Reyes Gil.
Ainda estou no segundo capítulo, mas o que pude conferir até agora, é muito bom, recomendo sem medo de errar.
Eduardo Mendoza (11 de janeiro de 1943), autor catalão, respeitado por muitos escritores por seu humor apurado, lança o sensacional “A assobrosa Viagem de Pompônio Flato”.
Admirador confesso de Cervantes, afirma que a obra mais importante da literatura espanhola é “Dom Quixote”, uma sátira aos romances de cavalaria do sec.18.
A história se passa no século I, onde o protagonista Pompônio Flato viaja pelos confins do Império Romano, em busca de águas de efeitos poderosos, que podem trazer sabedoria a quem bebe. Porém, a única coisa que consegue são gases, muitos gases. No decorrer da jornada vai parar em Nazaré, onde está para ser executado o carpinteiro do povoado, condenado pelo assassinato de um rico morador. Mesmo sem querer, Pompônio se vê envolvido na investigação do crime, contratado por um cliente inusitado: o filho do carpinteiro.
Mendoza mistura romance histórico com sátira e paródia, resultando em um livro imperdível e de fácil leitura.
O livro foi lançado no Brasil pela editora Planeta, com tradução de Luis Reyes Gil.
Ainda estou no segundo capítulo, mas o que pude conferir até agora, é muito bom, recomendo sem medo de errar.
1) The Black Keys - "Next Girl", do novo álbum "Brothers", lançamemto 18 de maio.
2) How to Destroy Angels - "A Drowning", Trent Reznor e sua esposa Mariqueen Reznor em trabalho de qualidade.
3) Fela Kuti - "The Musical", finalmente o mestre do afro beat ganha musical, e recebeu 11 indicações para o Tony.
4)Segurança Nacional - filme nacional que estréia em maio-2010.
5) Este vídeo é só um lembrete da nova banda de Nicke Andersson (ex-vocalista do Hellacopters), a "Imperial State Electric". (Mensagem de nosso amigo e colaborador Marco).
1) The Black Keys - "Next Girl", do novo álbum "Brothers", lançamemto 18 de maio.
2) How to Destroy Angels - "A Drowning", Trent Reznor e sua esposa Mariqueen Reznor em trabalho de qualidade.
3) Fela Kuti - "The Musical", finalmente o mestre do afro beat ganha musical, e recebeu 11 indicações para o Tony.
4)Segurança Nacional - filme nacional que estréia em maio-2010.
5) Este vídeo é só um lembrete da nova banda de Nicke Andersson (ex-vocalista do Hellacopters), a "Imperial State Electric". (Mensagem de nosso amigo e colaborador Marco).
Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.
Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.
Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.
Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.
Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.
Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.
Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.
Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.
Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes. Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde. São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.
Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.
Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.
A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo).
Todos ou quase todos já devem ter classificado alguma coisa ou algum acontecimento como surreal. É uma palavra utilizada até com certa frequencia. Podemos definir surreal como sendo tudo aquilo que está acima da realidade. Outra definição é a de que surrealista é a pessoa que deixa o mundo real para entrar no irreal.
Numa semana onde esperanças surreais trazem frustrações para muitos amigos queridos, decidi abordar o tema, mas dando ênfase ao cinema. E aí não tem como escrever sobre outra pessoa que não seja o cineasta Luis Buñuel, que está entre os meus diretores preferidos em todos os tempos.
Nascido na Espanha em 1900, Buñuel pode ser considerado um cosmopolita. Após passar a infância e juventude no país onde nasceu, mudou-se para Paris onde junto com Salvador Dali (talvez o maior sinônimo do surealismo nas artes) realizou o filme "o Cão Andaluz". Era um curta-metragem de 16 minutos, com imagens muito fortes para a épca (1929) e um roteiro surrealista ao extremo. A obra não passou desapercebida e teve uma ótima repercusão no meio artístico. Ainda hoje o filme é reconhecido por muitos como uma obra-prima, que afirmo, estando o espectador aberto a novas experiências, o impacto persiste.
Logo no ano seguinte, ainda em parceria com Dali, filma "A Idade do Ouro", trabalho que gerou muita polemica na França por apresentar críticas duras a Igreja. Durante esta fase, Buñuel afastou-se de Salvador Dali, com quem chegou a ter um sério desentendimento, o que o motivou a retirar o nome do famoso artista dos créditos do filme. Também recheado de imagens fortes, devo dizer que esta obra é muito recomendada aos fãs de cinema que estejam dispostos a conhecer outros tipos de linguagem cinematográfica.
Depois destes primeiros cartões de visita do mais alto nível, Buñuel se perdeu um pouco. Pelo menos quanto ao ponto de vista de grande diretor de cinema. Voltou para a Espanha no início da década de 30 onde filmou alguns documentários, mas com o início da Guerra Civil Espanhola, exilou-se na França, de onde partiu para os EUA, indo trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sua tendência comunista, não facilitou sua vida na América e Buñuel mudou-se para o México, onde voltou a trabalhar diretamente com o cinema. Porém passou muito tempo sem realizar nada que causasse impacto ou que justificasse a fama de transgressor adquirida no começo da carreira.
Este cenário muda em 1950, quando filma na Cidade do México, "Os Esquecidos". Voltando a usar elementos surrealistas, ainda que levemente, ele consegue voltar a chamar a atenção do cenário mundial para seu trabalho. Segue-se então uma sequencia de bons filmes rodados na década de 50, sendo todos produzidos no México.
Em 1960, Buñuel retorna para a Espanha para filmar um dos mais belos filmes da história do cinema. "Viridiana" é lançado em 1961 e conta a história de uma garota que pouco antes de ser ordenada freira, passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Mas este tio morre e inesperadamente Viridiana desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região e acaba descobrindo que os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava. O filme teve excelente avaliação da crítica mundial e ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi proibido pelo regime do ditador Franco de ser exibido na Espanha.
Com mais moral, o cineasta volta para o México onde dirige seu melhor filme na minha humilde opinião de fã. Falo de "O Anjo Exterminador". Um filme fantástico absolutamente calcado numa idéia sureal (após uma farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, o grupo passa a viver como animais). Não tenho palavras para descrever este filme. É simplesmente sensacional.
Depois de mais um filme no México, em meados da década de 60, Buñuel estabelece residência na França onde passa a ambientar seus próximos flmes. Á partir daí produz uma série de ótimos filmes.
Destaco "A Bela da Tarde" de 1967, talvez seu filme mais conhecido, pois mesmo que você não tenha assistido, já deve ter se deparado com alguma referência sobre a história da bela mulher casada e rica que insatisfeita com seu marido passa a trabalhar num bordel durante o período da tarde.
São excepcionais também, "Tristana" de 1970, o maravilhoso "O Discreto Charme da Burgiesia" de 1972 e por fim "Esse Obscuro Objeto do Desejo" lançado em 1977, sendo este seu último trabalho.
Devido a idade avançada e a problemas de saúde (ele não era um exemplo de vida saudável), o diretor deixa as atividades no cinema e volta a morar na Cidade do México, onde morreu em 1983.
Juro que quando iniciei este post, a idéia era colocar algo mais breve, mas não deu. Me empolguei e tive que editar no final para encurtar um pouco a coisa.
A mensagem que quero deixar aqui é que apesar de não ser tão fácil achar filmes de Luis Buñuel, a experiência de conhecer o trabalho deste gênio da história do cinema é muito válida. Para começar, escolha qualquer um dos que citei acima, dispa-se de preconceitos contra filmes de arte e aproveite. Quem sabe, Buñuel não mexe com a sua cabeça, como mexeu com a minha e de tantos outros fãs da sétima arte (Almodóvar, por exemplo).